'1BIM - ORATÓRIA - Texto Complementar
O primeiro “manual de retórica” de que se tem registro foi produzido no século V a.C., em Saracusa, na Sicília (que hoje faz parte da Itália,
mas na época fazia parte da Grécia).Foram dois gregos, Tísias e Córax, os autores do manual e os primeiros a ensinar o uso da oratória de
maneira profissional.
Com o passar dos anos, (e dos séculos), foi o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) quem deu o maior impulso para o estudo e o
desenvolvimento da oratória em sua obra Retórica, (ou seja, composição e apresentação de discursos), e era considerada uma importante
habilidade na vida pública e privada.
DIÁLOGO SOBRE AS DIVISÕES DA ORATÓRIA FOI Escrito em 47 a.c. na Roma Antiga pelo político, advogado, escritor e filósofo Marcus
Tullius Cicero, em forma de diálogo com seu filho Cicero Jú[Link] fórmula é bem parecida com o que Aristóteles relatou em seu livro
RETÓRICA. Cicero diz que a oratória se divide em três partes: o talento do orador; a composição do discurso e o objeto do discurso.
O TALENTO DA PALAVRA, ao que Cícero dá o nome de eloquência, dividida em cinco pontos: clareza;concisão;naturalidade de
estilo;brilho e encanto.
E à elocução fazem parte também: a voz; o gesto; a fisionomia e a ação do próprio orador.
Desde então, novas técnicas para o desenvolvimento de um bom discurso foram sendo incorporadas à prática da oratória. Na idade média,
foram adicionados os cuidados com a dicção, entonação, tom da voz e até gestos para fortalecer o discurso de um orador.
Assim,
● Oratória: conjunto de regras e técnicas que permitem apurar as qualidades pessoais de quem se destina a falar em público.
● A palavra Oratória veam de Orar - internizar e externizar alguma ideia
● Internalizar: conversar com você mesmo, trabalhar ideias, refletir sobre suas crenças, suas convicções.
● Externalizar: propagar suas ideias, suas crenças, suas convicções.
● Assim, a Comunicação não é o que você fala, é o que o outro entende.
● Eloquência é arte de encontrar as palavras, facilidade de encadear um vocabulário de qualidade, expor ideias.
● Retórica é a arte de conduzir essas palavras e ideias em uma sequencia lógica. A arte de falar a verdade.
AULA 01 - ORATÓRIA E COMUNICAÇÃO
Oratória nada mais é do que um método de discurso que diz respeito às técnicas relacionadas a como falar em público, que apresenta um
conjunto de regras que constituem a arte do bem dizer. Saber oratória é mais do que simplesmente falar. É também saber escutar, ser
assertivo, se expressar e (re)passar a informação de maneira correta.
O professor Ricardo Polito escreveu em seu livro Como falar corretamente e sem inibições, sobre um erro muito comum na oratória:
“...quando usam a palavra em público, mudam sua forma de ser e começam a agir de maneira diferente – a postura fica enrijecida, os gestos
são executados com movimentos mecânicos, os olhos mostram aquele brilho de distanciamento, a voz adquire tom solene, o vocabulário é
contaminado por expressões que até então só haviam sido encontradas no dicionário, mas nunca usadas para falar…” POLITO, Reinaldo.
Como falar corretamente e sem inibições. 112. ed. São Paulo: Benvirá, 2016. Págs. 15-16.
Como o autor destaca, mudamos nossa postura ao falar em público. Criar formas de tornar nossa postura próxima à forma como agimos
normalmente gera empatia imediata. Saber como se comunicar adequadamente é uma das habilidades que mais favorecem profissionais de
todas as áreas. Quem fala bem consegue motivar, convencer, inspirar e influenciar pessoas. A oratória não é útil apenas para dar palestras,
mas também serve para ajudar em diferentes circunstâncias da vida. Além de ser benéfica para situações protocolares, a oratória melhora os
relacionamentos interpessoais.
A Oratória é como um conjunto de importantes habilidades que fazem com que o seu discurso evolua de uma comunicação comum para
algo diferenciado, que é capaz de convencer, seduzir e conquistar pessoas. Empreender esforços em torno da Oratória é, portanto, um
requisito básico para todos os profissionais, sejam eles colaboradores, líderes, chefes de departamento, diretores e até CEO’s.
Aula 2 - Comunicação assertiva
A comunicação assertiva é o método de transmitir informações com segurança. É um estilo de fala pautado na simplicidade, na
objetividade e na maneira mais direta de informar algo. Ser assertivo é saber passar as suas ideias, fazendo uso de palavras e de gestos que
demonstrem firmeza e segurança, mas sem ser rude. Falar em público de modo assertivo e confiante requer prática e treinamento.
Muitas vezes, nós nos esquecemos de perceber como nos comunicamos e de nos questionar se estamos sendo assertivos. Por isso,
observe seus sinais não verbais, seu tom de voz, as palavras que costuma usar com frequência.
A comunicação assertiva pressupõe entendimento entre as partes e relações interpessoais saudáveis. Entre os requisitos da comunicação
assertiva, está o domínio do conteúdo e da mensagem da linguagem. Dominar o conteúdo e a mensagem pressupõe dominar as informações,
ter clareza na comunicação e também saber compreender o que o outro transmite.
● Mantenha o contato visual: demonstre interesse, mostre sinceridade;
● Postura corporal: a linguagem corporal consistente com o significado da mensagem ajuda na compreensão;
● Gestos: os gestos apropriados ajudam a dar ênfase à sua mensagem;
● Voz: um tom nivelado e bem modulado é mais convincente e aceitável, além de não ser intimidador;
● Conteúdo: como, onde e quando você decide comentar é, provavelmente, mais importante do que o que você diz.
Algumas frases que são exemplos de comunicação assertiva: “Obrigado pela sua sugestão. Vou levá-la em consideração.” “Acho que
entendo o que você disse, mas não estou de acordo.” “Quando pode ser um bom momento para falar sobre algo que está me incomodando?”
As frases a seguir já não são adequadas para uma comunicação verdadeiramente assertiva: “Tudo bem. Tanto faz.” “Você agiu muito bem
para alguém com o seu nível de educação.”
AULA 3 - LINGUAGEM CORPORAL
Certamente, que falar bem é um dos princípios fundamentais para ser um bom comunicador. No entanto, a oratória está muito além da
fala. É justamente aqui que entra a linguagem corporal, atrelada à comunicação não verbal. Quando sua fala não condiz com sua postura e
sua expressão facial, inconscientemente seu interlocutor prestará mais atenção no seu corpo (linguagem corporal) do que na mensagem
falada. Na oratória, devemos interpretar a mensagem que transmitimos para que possamos externar nossa intenção de forma efetiva.
A linguagem corporal é o conjunto de movimentos, posturas e gestos feitos de maneira consciente ou não e que carrega significado no
contexto da comunicação. Esses sinais dependem de cada cultura ou país, por isso seus significados podem variar. Para repassar uma
mensagem harmônica (verbal e não verbalmente alinhada), esteja atento aos seus gestos, à sua movimentação e à sua fisionomia. Podemos
ver a linguagem corporal nos comportamentos, nos sentimentos e/ou nas intenções.
Gestos: a boa gesticulação acontece naturalmente, sem exageros. Seus gestos devem complementar sua fala. A intensidade de seus
gestos deve variar conforme o tamanho do seu público. Quando estiver com um grande público, intensifique sua gesticulação, já para públicos
pequenos, seja moderado. Postura: uma postura segura pode transmitir uma mensagem não verbal de autoconfiança ao seu público. Portanto,
o ideal é manter: ● a coluna reta, tendo consciência da sua coluna vertebral; ● o quadril encaixado, evitando ficar com as pernas em postura
de informalidade; ● os ombros, os cotovelos e o pescoço relaxados, afastando a tensão.
Fisionomia: mantenha sempre uma fisionomia coerente com a mensagem que você quer passar, por exemplo: caso o tema seja delicado
ou sério, a expressão facial deve ser naturalmente coerente com o sentimento explorado. Esteja sempre atento à importância da comunicação
não verbal. Ela auxilia na nossa capacidade de nos comunicarmos de maneira eficaz e de criarmos relação e empatia com quem nos ouve.
AULA 4- USO DA VOZ
Os atores precisaram preocupar-se com a impostação e a entonação de voz, e os recursos sonoros contribuíram significativamente para
aquilo que pretendiam comunicar. O rádio teve grande importância na cultura brasileira no século XX, para compartilhar informações e
entretenimento, já que, antes da massificação da televisão, era presente em praticamente todas as residências brasileiras, e as radionovelas
obtinham grande popularidade.
Atualmente, muitas plataformas de compartilhamento de áudio trazem radionovelas e outras produções literárias que resgatam uma
tradição na qual os usos da voz são fundamentais para garantir a efetiva comunicação com o público ouvinte.
Usos da voz: Dentre as técnicas necessárias para um bom desempenho ao falar em público, estão as relacionadas aos usos da voz. Falar
em público requer o desenvolvimento de muitas habilidades por parte do orador. Elementos, como sentir o momento ideal para mudar a
entonação durante a fala, controlar as expressões faciais e corporais, lembrar-se de um roteiro, do posicionamento no palco, interagir com o
público, fazer rir ou emocionar, fazem parte de algumas das habilidades encontradas em um bom orador. O surgimento dos podcasts abriu
muitas possibilidades de produzir conteúdo digital a partir da adaptação de obras literárias de sucesso, por exemplo. Um dos quesitos para
trabalhar a adaptação de uma obra para qualquer mídia é a capacidade de utilizar a criatividade para adequar o que for necessário, com o
objetivo de produzir uma obra autoral, que consiga diferenciar-se do original, porém mantendo suas características principais.
É preciso, ao produzir conteúdo no qual a voz se destaque, lembrar dos elementos aos quais é necessário se atentar:
Respiração – é importante falar calmamente, fazendo breves pausas de uma frase para a outra. Para tanto, é fundamental planejar o
discurso e o ritmo e treinar o diafragma (músculo localizado logo abaixo dos pulmões), dentre outras possibilidades.
Impostação vocal – é o uso da ressonância corporal para projetar os sons. Ter esse domínio possibilita ser ouvido por toda a plateia,
mesmo sem o uso de microfone, como no teatro.
Entonação – relaciona-se com o volume da voz e com o ritmo com que se fala, com alternações entre mais alto, mais baixo, ênfase em
determinadas palavras, por exemplo. A combinação de todos esses elementos contribui para garantir a progressão lógica daquilo que se
pretende comunicar, ou seja, o desenvolvimento de um mesmo assunto de forma que todos os subtópicos estejam relacionados e obedeçam a
linha de raciocínio objetivada.
AULA 5 - USOS DA VOZ II: PRODUZINDO PODCASTS
O surgimento dos podcasts abriu muitas possibilidades de produção de conteúdo, como a adaptação de obras literárias. Um dos quesitos
para trabalhar a adaptação de uma obra para qualquer mídia é a capacidade de utilizar a criatividade para adequar o que for necessário com o
objetivo de produzir uma obra autoral, que consiga se diferenciar do original, porém mantendo suas características principais.
É preciso atentar para as seguintes recomendações sobre a elaboração do material:
● Organização – É preciso distribuir as funções e, em caso de produção coletiva, destacar quem serão as pessoas que ficarão
responsáveis pelas etapas, como elaboração de um roteiro de gravações, organização do espaço adequado etc.
● Processo de gravação – As gravações para o material devem ocorrer, se possível, em um espaço sem maiores distrações ou
intervenções sonoras para facilitar o processo de edição. Pode-se selecionar um fundo musical para iniciar o podcast, colocar vinheta, entre
outros recursos. Também pode-se elaborar uma introdução com uma síntese da história, uma breve exposição do que será compartilhado.
● Edição – Existem muitos programas gratuitos e vários aplicativos para celular que permitem fazer uma boa edição do trabalho. É o
momento de verificar quais trechos precisam ser refeitos, modificados ou excluídos.
● Publicação e divulgação – Terminada a edição, é hora de compartilhar os trabalhos via internet ou por meio de aplicativos de envio de
mensagens. O ideal é divulgar para o máximo possível de pessoas.
AULA 6 E 7 - FUNÇÕES DA LINGUAGEM I E II
É necessário usar uma linguagem adaptada à situação para alcançarmos nossos objetivos; vejamos algumas situações:
● o vendedor quando tenta convencer alguém a comprar algo;
● uma homenagem criada para uma pessoa querida;
● um adolescente pedindo algo para os pais ou responsáveis;
● um influenciador digital comunicando-se com seus seguidores.
As funções da linguagem já foram estudadas anteriormente em sua trajetória escolar, mas vamos relembrar e entender como conhecê-las
bem pode nos auxiliar a aprimorar nossas técnicas de oratória. Elas são formas de utilização da linguagem segundo a intenção do falante e
são classificadas em seis tipos: função referencial, função emotiva, função poética, função fática, função conativa e função
metalinguística.
Nesta aula, conversaremos sobre três delas: referencial, emotiva e poética, para entendermos como o conhecimento sobre elas pode
influenciar positivamente a construção de nosso discurso.
Função referencial - A função referencial, também chamada de informativa ou denotativa, tem por finalidade destacar o contexto ou a
referência daquilo de que se fala. Então é centrada no assunto que está sendo transmitido. Ou seja, reflete um fato de forma clara e objetiva,
sem jogos ou brincadeiras de palavras. É a informação de uma realidade. Como exemplos de linguagem referencial podemos citar os materiais
didáticos, textos jornalísticos e científicos. As frases são elaboradas, predominantemente, na ordem direta, com os verbos empregados na
terceira pessoa e, em geral, no modo indicativo.
Função emotiva ou expressiva - A função emotiva ou expressiva é centrada naquele que envia a mensagem, o emissor. O objetivo dessa
função é expressar emoções, sentimentos e opiniões daquele que transmite a mensagem. Como exemplos podemos destacar: textos poéticos,
cartas, depoimentos, entrevistas, memórias, diários etc.
Função poética - A função poética é centrada na mensagem, necessariamente na estética, ou seja, o importante é como a mensagem
está sendo transmitida. Esse tipo de texto explora os sentidos e os sentimentos pela voz do eu poético. Pode ser produzida em prosa ou em
verso. Ela pode estar presente na publicidade ou nas expressões cotidianas em que há o uso frequente de metáforas (provérbios, anedotas,
trocadilhos, letras de músicas).
O vídeo [Link] faz parte de uma campanha publicitária e utiliza a trajetória de vida do cantor
Elton John, em estilo retrospectiva.
Observe que não são efetivamente anunciados produtos, mas ao apelar para uma figura mundialmente conhecida, com uma canção muito
popular, resgatando sua vida, cria-se uma ideia de “pertencimento” ao cotidiano das pessoas. O slogan da campanha “Some gifts are more
than just a gift” pode ser traduzido como “Alguns presentes são mais do que simples presentes”.
AULA 8 E 9 -VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS E ORATÓRIA
Existem diferentes modos de se expressar em uma língua. Para isso, leva-se em conta a escolha de palavras, a construção do enunciado
e até o tom da fala. A língua é a nossa expressão básica, e, por isso, ela muda de acordo com a cultura, a região, a época, o contexto, as
experiências e as necessidades do indivíduo ou do grupo que se expressa. Ao fazer uma apresentação oral, é preciso levar em conta vários
fatores sobre o público, como a idade, nível sociocultural, profissão, o ambiente, entre outros, ou seja, deve-se fazer a adequação da
linguagem.
"A adequação da linguagem ocorre o tempo todo em nosso dia a dia. Tratando-se de oratória, essa adequação deve ser muito bem
pensada e necessita de uma certa preparação. "
variação linguística - A variação linguística é um fenômeno natural que ocorre pela diversificação dos sistemas de uma língua em relação
às possibilidades de mudança de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ela existe porque as línguas se caracterizam
por serem dinâmicas e sensíveis a fatores como a região geográfica, a idade, a classe social do falante e o grau de formalidade do contexto da
comunicação.
"A variação linguística em nível situacional é aquela que ocorre de acordo com o contexto ou situação em que decorre o processo
comunicativo. Há momentos em que é utilizado um registro formal e outros, em que é utilizado um registro informal."
Isso deve ser levado em conta ao preparamos um discurso. É preciso certificar-se de que a mensagem seja adequada para o público e
fique longe de siglas e jargões, ou de linguagem técnica, se o público não estiver familiarizado com o assunto. Gírias são inadequadas em
apresentações formais.
O uso de metáforas e citações pode ajudar a dar vida ao discurso e manter o público envolvido. Você deve certificar-se de que seu
discurso comece e termine nas declarações mais poderosas ou nos pontos que você mais deseja que o público leve consigo.
"A adequação da linguagem ocorre o tempo todo em nosso dia a dia. Tratando-se de oratória, essa adequação deve ser muito bem
pensada e necessita de uma certa preparação. "
Jargão: modo de falar específico de um grupo, geralmente ligado à profissão, a grupo de especialistas. Imagine um médico conversando
com outro: "Em relação à dona Fabiana, o prognóstico é favorável no caso de pronta-suspensão do medicamento”. Com a paciente, o médico
deveria falar de uma maneira mais simples, assim: "Bem, dona Fabiana, a senhora pode parar de tomar o remédio, sem problemas".
Tecnicismo: refere-se ao abuso da tecnicidade, ou seja, o uso excessivo ou a supervalorização dos aspectos técnicos de algo. Trata-se de
uma tendência para se comunicar usando termos técnicos específicos de uma área, tornando muito difícil a compreensão do ouvinte leigo no
assunto.
Gíria: palavras que entram e saem da moda, de tempos em tempos. Entende-se a gíria como uma linguagem de grupos específicos, como
os jovens, por exemplo.
"Citação: é uma estratégia que dá credibilidade às suas ideias, já que se utiliza, geralmente, das palavras de algum especialista no
assunto em questão para confirmar um ponto de vista. Iniciar ou terminar uma fala com uma frase famosa pode motivar seus ouvintes, ao
mesmo tempo em que dá certa autoridade para sua comunicação. Ex.: “Diga-me e eu esqueço. Ensine-me e eu lembro. Envolva-me e eu
aprendo.” – Benjamin Franklin."
AULA 10 - TÉCNICAS DE ORATÓRIA: ESCUTA ATIVA.
Muitas pessoas têm dificuldade para falar em público, porém, à medida que vão treinando, descobrem, pela experiência ou de forma
intuitiva, quais são seus pontos fortes e quais precisam ser desenvolvidos. As habilidades que o orador já possui devem ser exploradas no
momento de uma apresentação, mas nem sempre serão suficientes. Por isso, o autoconhecimento, a prática e a experiência devem ser
constantemente exploradas, a ponto de garantir a autoconfiança e o traquejo necessário para desenvolvermos uma oratória de excelência.
Uma das habilidades que deve ser desenvolvida para aumentar a qualidade da nossa fala é a escuta. Pode parecer contraditório, mas não
é. Escutar pressupõe um trabalho intelectual, pois, após ter ouvido, é preciso interpretar, avaliar e reagir à mensagem. Quando estamos na
posição de ouvintes, tendemos a agir de maneira passiva e o nosso pensamento pode divagar. Como o pensamento é mais veloz que as
palavras, quem fala levará um minuto para expressar o que precisamos de quinze segundos para compreender. .
AULA 11 - TÉCNICAS DE ORATÓRIA: HUMOR, MEMÓRIA E CONHECIMENTO
Humor - Ao ir a um espetáculo cômico, nossa expectativa é rir. Ao ir a uma palestra, nossa expectativa será composta a partir do tema
proposto, do quanto conhecemos sobre o orador e o evento no qual ele se apresentará. Independentemente desses elementos (tema, orador e
evento), os palestrantes podem recorrer a recursos como o humor, a memória e o conhecimento. O escritor Ariano Suassuna, no
vídeo[Link] , indica alguns fatores que, para ele, fazem o humor funcionar:
piadas inéditas, que demonstrem conhecimento quanto aos regionalismos, e repertório linguístico para evitar palavrões e obscenidades.
Como era comum a ele, Suassuna nos dá uma aula exemplar sobre como contar piadas sem recorrer a termos vulgares, deixando-os
subentendidos na mente dos seus espectadores, levando-os a dar boas risadas. Nem todas as pessoas são engraçadas, e ser engraçado não
é um prérequisito para ser um bom orador. O bom humor é algo que pode ajudar quando o assunto a ser tratado é de difícil aceitação pela
plateia. Quando a escolha de humor for por uma piada, ela não deve afetar a seriedade do que está sendo apresentado. Embora a piada seja
um dos recursos do humor, não é o único e quase sempre também não é o melhor.
Agora, se a argumentação é consistente e consegue persuadir as pessoas sobre o valor da causa defendida, o humor será útil para
possibilitar a aproximação e a empatia do público. Ao recorrer ao humor, considere a região ou o lugar onde está falando, suas tradições,
cultura e situação socioeconômica; observe se a maneira como as pessoas estão dispostas na sala possibilita a interação entre elas; use
outros recursos que também contribuem para o humor, como a expressão corporal e facial, a entonação da voz e as pausas na fala.
Memória - Além do humor, a memória será sempre de grande utilidade em uma apresentação oral, principalmente naquelas em que o
tempo de fala é maior. Mesmo que você seja muito jovem, deve se lembrar de fatos e de imagens observados durante a vida, que poderão
ajudar a compor um discurso; é necessária uma memória treinada para lembrar a ordem dos argumentos, dos exemplos que os sustentarão e
do seu vocabulário. Você já deve ter ouvido alguém dizer que “deu um branco!”, não é mesmo? Imagine isso durante a apresentação de um
trabalho escolar ou em dinâmica de seleção de emprego?
Estratégias para não depender apenas da memória em apresentações orais:
Ensaiar antes da apresentação;
Ter à mão um pequeno roteiro ou apresentação visual;
Tente se lembrar uma vez, se não conseguir, busque repetir a última frase pronunciada;
Ganhe tempo com expressões como “então… o que eu quero dizer é…” e retome a fala com novas palavras;
Se nada disso funcionar, diga aos ouvintes que retornará nesse assunto mais adiante.
conhecimento - Além do bom humor, de treinar nossa memória e ter artifícios para nos socorrer caso ela falhe, outro elemento importante
para uma boa oratória é o conhecimento. De acordo com Polito (2016, p. 80), “para conquistar a credibilidade dos ouvintes, não basta apenas
conhecer o assunto, você precisa demonstrar [...]”. O que o autor está nos dizendo é que, para os ouvintes acreditarem no que estamos
dizendo, precisamos demonstrar a eles que as informações transmitidas são resultado de pesquisa, das nossas atividades, entre outras formas
de garantir credibilidade. Em outras palavras, precisamos transmitir confiança.
"Lembre-se, porém, de que em tempos de fake news não basta transmitir informações, elas precisam ser verdadeiras, comprováveis e
confirmadas por fontes confiáveis. Por isso, é muito importante que você aproveite todas as oportunidades para adquirir boas informações e
transformá-las em conhecimento, construindo um repertório consistente para os momentos de apresentações orais."
AULA 12 - TÉCNICAS DE ORATÓRIA: INSPIRAÇÃO, CRIATIVIDADE E ENTUSIASMO
Inspiração - De onde vem a sua inspiração? Você sabe? A inspiração pode vir de alguém ou de uma situação. Para algumas pessoas, a
inspiração vem da atitude que elas tiveram para superar algum problema difícil. Inspirar-se para uma palestra faz com que a apresentação seja
mais interessante e atraente, pois a plateia pode perceber na fala de um orador a sua inspiração. No discurso oral, a inspiração refletirá na
forma como a fala é conduzida, modificando e substituindo mensagens previamente preparadas pelas circunstâncias por outras cheias de
emoção, sem que se perca a coerência do que precisa ser dito.
Criatividade - A criatividade é muito semelhante à inspiração. Ela pode ser desenvolvida, embora muitos pensem que só é criativo quem
nasceu assim. Isso pressupõe desenvolver a imaginação, para sair do lugarcomum, com a finalidade de atrair a atenção dos ouvintes e mantê-
los atentos à sua comunicação.
Se o público for composto, em sua maioria, por pessoas emotivas, o orador deverá optar por incluir em seu discurso passagens que sejam
ou muito tristes ou muito alegres. Agora, se a plateia for composta por intelectuais, os exemplos do orador deverão ser mais racionais. No
primeiro exemplo, a ideia é usar a criatividade para criar emoção. No segundo, a dica é impressionar pelo intelecto.
Entusiasmo - De maneira geral, o entusiasmo é um estado de alegria diante de um acontecimento ou de uma situação da vida. Quando
falamos de entusiasmo, estamos sugerindo uma emoção que toma conta de nosso estado geral, incluindo a fala, por um ou mais minutos. A
pessoa entusiasmada mostra uma alegria fora do convencional. Ou seja, pode-se ser feliz e positivo todos os dias, mas quando se está
entusiasmado, nota-se um interesse contagiante por algo em particular.
Então, o entusiasmo na oratória diz respeito à determinação animadora que emerge na fala, envolvendo o público em uma atmosfera de
emoção e de credibilidade. Para isso, a escolha das palavras, a entonação, as expressões faciais e o gestual devem estar alinhados, pois, não
basta estarmos entusiasmados com o assunto, devemos expressar esse entusiasmo, com clareza, ao público.
,,,,,,,,,,,,,,,,,,, AULA 13 - TÉCNICAS DE ORATÓRIA: ESCOLHA DE VOCABULÁRIO E NATURALIDADE.
Algumas pessoas se expressam usando muitas gírias e outras falam com excesso de termos técnicos ou de maneira muito rebuscada. Em
todos esses casos, o problema será sempre o exagero ou a falta de naturalidade com que se usa esse vocabulário. Por isso, nesta aula,
vamos estudar sobre como a naturalidade ao falar está, entre outras coisas, ligada ao vocabulário que utilizamos.
VOCABULÁRIO: O QUE EVITAR EM APRESENTAÇÕES ORAIS
A linguagem é um organismo vivo e, como tal, está em constante mudança. A Língua Portuguesa no Brasil, em especial, é bastante
receptiva aos estrangeirismos, isto é, palavras de outros idiomas que se incorporam ao nosso vocabulário com o tempo. Algumas dessas
palavras são anexadas de maneira muito natural e são apropriadas por mais de um grupo social, outras ficam mais restritas a certas
comunidades profissionais. Ao se apresentar oralmente, o ideal é não exagerar. Se for fazer uso de estrangeirismos, tome cuidado para
pronunciar corretamente as palavras e dê preferência às expressões que não tenham equivalência perfeita em português.
PALAVRAS REBUSCADAS, VOCABULÁRIO TÉCNICO
O vocabulário rebuscado é aquele que apresenta muitas palavras que não são ouvidas corriqueiramente, e o técnico é aquele muito
específico de uma área de atuação. Algumas pessoas dispõem do vocabulário rebuscado ou técnico e fazem uso dele de maneira muito
natural, mas, se não for o seu caso, procure usar vocábulos que o deixem mais confortável no momento da sua comunicação.
GÍRIAS E PALAVRAS VULGARES
Jamais use palavras vulgares nas suas apresentações. Quanto às gírias, é muito comum pensar que as usando durante uma fala vamos
parecer mais descontraídos e acessíveis. Talvez isso possa, realmente, acontecer, mas é preciso tomar alguns cuidados. Gírias envelhecem,
mudam de sentido com o tempo ou de acordo com o grupo que as usam. Dependendo do público, a gíria utilizada pode não fazer sentido no
contexto da fala ou ser muito antiga. Se optar por usar gírias durante a sua fala, não as use em excesso, pois pode ficar cansativo, mesmo
entre o público mais jovem.
ALGUMAS TÉCNICAS PARA APRIMORAR O VOCABULÁRIO
1- Para combater o medo de falar em público usando o seu próprio vocabulário, acostume-se a, no seu cotidiano, evitar gírias
desnecessárias, palavrões e estrangeirismos com equivalentes comuns em nosso idioma.
2 - Aplique-se a aprimorar o seu vocabulário, intensificando a leitura de livros, jornais e revistas, assinalando as palavras cujo sentido não
conheça bem, e recorrendo a um dicionário para se certificar do significado delas dentro do contexto em que aparecem.
3 - O importante é que a sua comunicação seja fluida e elegante, soando natural aos ouvintes. Isso fará com que eles se sintam mais
próximos e aceitem com mais facilidade a sua mensagem.
NATURALIDADE COMUNICATIVA
Falar com naturalidade não significa falar com falta de conhecimentos sobre as técnicas de falar bem, mas sim aprender com essas
técnicas ao ponto de que elas sejam incorporadas naturalmente à sua fala. Ser natural não significa continuar cometendo os mesmos erros,
mas aproveitar os aspectos positivos que aprendeu e desenvolveu ao longo da vida com propriedade. Erros técnicos de comunicação podem
acontecer, mas, se você conseguir se expressar de maneira natural e espontânea, as pessoas ainda poderão confiar na sua mensagem. Os
bons oradores não são personagens, eles expressam suas próprias experiências e seus conhecimentos ao transmitir suas mensagens.
AULA 14 - PÚBLICO-ALVO E REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL
PÚBLICO-ALVO - Quando falamos, falamos com alguém, certo? Muitas vezes, a ideia que se tem é de que se está falando para alguém e
não com alguém, e isso pode mudar a condução da fala e a recepção dos interlocutores. Exatamente por esse motivo, faz parte da oratória
entender e considerar quem é o público ouvinte e como adequar a nossa fala para conversar com essas pessoas.
Cada faixa etária precisa ser pensada dentro das suas peculiaridades e de acordo com os interesses que ela possui. É difícil fazer
classificações apenas a partir da idade. Jovens, ainda que com idades semelhantes, terão necessidades e interesses diversos, acessos
diferentes às tecnologias e poderão pertencer a grupos culturais distintos. Porém, alguns pontos como vontade de aceitação e integração, sede
de conhecimento e realizações e atitudes diferentes das gerações anteriores, serão elementos em comum entre eles.
A idade adulta proporciona aos indivíduos a oportunidade de fortalecer experiências e desenvolver aprendizado, correto? Sim, mas não
significa que todos tiveram as mesmas oportunidades e experiências ou que conseguiram aproveitar, todas aquelas que tiveram, da melhor
forma.
Pensando nesse público, você deve considerar que ele possui vocabulário estruturado e experiência. Nesse caso, é preciso tomar cuidado
com as palavras e sugestões feitas com a intenção de provocar motivação ou aproximação.
As diferenças de gênero também constituem um aspecto a ser considerado na fala. Haja de maneira natural, seja simpático e,
principalmente, não subestime a inteligência e a capacidade de compreensão da sua plateia sobre qualquer que seja o tema. Evite falas que
reforcem estereótipos ou generalizações, como usar todos os pronomes no masculino, fazer piadas ou comentários que reforcem hierarquias
de gênero ou elaborar falas depreciativas sobre relações familiares.
Use o bom senso para evitar incorrer em possíveis preconceitos.
REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL
Para ser um bom orador, você precisa considerar que há várias formas de culturas e que todas devem ser respeitadas. As experiências
pessoais e profissionais combinadas com o nível de escolarização e o acesso à informação podem interferir na compreensão da mensagem,
por isso cabe ao orador conhecer o público com antecedência para fazer adequações na fala, evitando, assim, situações embaraçosas e
constrangimentos.
Já o público com um repertório mais amplo, em geral, mantém a atenção por mais tempo, possui um vocabulário mais extenso e, ainda,
quando não entende o significado de alguma palavra, compreende-a pelo contexto, é mais crítico e será influenciado apenas por uma
argumentação bem construída e consistente.
Atividade 1: Imagine a seguinte situação: você faz parte da diretoria do grêmio estudantil e comunicará aos estudantes do colégio que o
colegiado fará um projeto para angariar fundos. 1. Comece a fala com a apresentação dos membros da equipe; 2. Explique os objetivos e as
etapas do projeto; 3. Apresente argumentos para convencer os colegas a participar do projeto. Cada equipe terá até 2 minutos para a
apresentação.
Atividade 2: O desafio aqui é contar um fato vivido ou presenciado por você, relacionando a sua fala à linguagem corporal, em apenas 1
minuto. Inspire-se no vídeo assistido e esteja atento aos seus gestos, à sua movimentação e à sua fisionomia. Cada um terá 5 minutos para
elaborar a fala, 1 minuto para apresentar ao colega e 2 minutos para fazer anotações sobre o que acredita que foi bom e o que pode melhorar
na apresentação. Depois da primeira fala, invertam os papéis.
Atividade 3: Considerando que os podcasts podem trazer inúmeras possibilidades de conteúdo, para exercitar as potencialidades do uso
da voz, a partir de narrativas que tragam temáticas relevantes, em grupos vocês devem selecionar uma obra literária para a elaboração de uma
adaptação em formato podcast. Obviamente, considerando o formato, um fragmento de um romance ou um texto curto, como um conto ou uma
crônica, são aconselhados. Vocês podem adaptar um trecho curto, trazer informações sobre a obra ou o autor. O foco é exercitar o uso da voz
na produção. No entanto, antes de compartilhar, é importante ouvir o material produzido e observar os seguintes elementos: ● O material está
objetivo? Está adequado ao público que se pretende atingir? ● A comunicação está clara? Há clareza na fala, sem o uso de expressões que
tenham duplo sentido ou que possam provocar ruídos de entendimento na comunicação? ● Há uso adequado do tempo? A frases são ditas na
ordem direta (sujeito + verbo + predicado), privilegiando o uso do tempo sem criar lacunas ou excessos desnecessários?
Atividade 4: ● As escolhas da trilha sonora auxiliam na compreensão do tema proposto? As escolhas feitas devem auxiliar na percepção
que os ouvintes terão do material produzido. Feita a checagem, é só compartilhar o material produzido, divulgando nas redes sociais da escola.
Atividade 5 Em duplas, imaginem que vocês foram convidados pelo administrador da página social da sua escola para gravar um vídeo
com a intenção de anunciar uma festa a ser organizada na escola. Escrevam essa mensagem e gravem um vídeo de 30 a 60 segundos. Para
realizar a atividade você deverá, primeiramente, pensar: ●qual é o tema da festa e a mensagem que querem enfatizar; ●qual é o seu público;
●qual meio de comunicação será utilizado. A partir dessas definições, escolha qual é a função da linguagem mais apropriada. Você poderá
usar mais de uma das funções estudadas.
Atividade 6 - Imagine uma situação na qual você e alguns colegas de turma percebem que os alunos da sua escola não estão usando as
lixeiras corretamente, pois há muito lixo no pátio. Preocupados com a situação do espaço coletivo escolar e com a situação das salas de aula
ao fim do período, vocês resolvem organizar um discurso a ser proferido em todas as salas. Escreva um texto curto e convincente usando as
funções estudadas para ser proferido em, no máximo, 1 minuto. Na sequência, apresente para o seu colega ao lado, que deverá identificar
qual(is) função(ões) foi(ram) utilizada(s); depois, invertam os papéis.
Atividade 7 - Organizem-se em duplas. Leiam as situações a seguir, o professor vai distribuir as situações a seguir para as duplas. Criem
um breve diálogo de aproximadamente 1 minuto, considerando o contexto proposto por elas: Situação A: dois amigos comentando a final de
um campeonato de futebol. Situação B: duas mães conversando sobre questões de trabalho. Situação C: um candidato a uma vaga de
emprego se apresentando ao seu entrevistador. Situação D: um influenciador digital apresentando um novo produto para seus seguidores.
Atividade 8 - Vamos simular a seguinte situação: você está em uma dinâmica de seleção para uma vaga de emprego como Menor
Aprendiz Auxiliar Administrativo em uma empresa de sua cidade. Na sala, estão você e mais sete concorrentes, além da psicóloga, um
recrutador e a chefe do departamento no qual você deseja trabalhar. Antes das tarefas, os avaliadores querem que todos respondam em, no
máximo, 1min30s às seguintes questões: ● Quem é você? ● Quais são os seus pontos positivos? ● O que você está estudando para melhorar
em você e por quê? ● O que você gosta de fazer nos seus momentos de lazer?Para realizar esta atividade, organizem-se em trios. Cada um
terá até 1min30s para responder. Atenção à sua postura corporal e ao tipo de linguagem que deve ser utilizada de acordo com o lugar e a
situação comunicativa. Enquanto os trios se apresentam, os demais podem tomar notas, avaliando, de forma construtiva, a apresentação dos
colegas.
atividade 9 - Formem duplas; ● Em seguida, um integrante da dupla terá 1 minuto para contar um fato curioso de sua vida; ● A tarefa do
parceiro ouvinte é não interromper o colega, ouvindo-o até o final da história; ● Depois, invertam as posições.
ATividade 10 - Assista a um trecho do discurso I have a dream (Eu tenho um sonho), de Martin Luther King Jr., e observe a escolha das
palavras, a repetição de algumas delas, as mudanças na entonação da voz, a sua expressão facial, como ele se movimenta no púlpito e as
pausas na fala durante os [Link]ê assistiu a um pequeno trecho de um dos discursos mais famosos do mundo. Podemos concluir que o
orador estava inspirado pela causa da busca pela igualdade e pela paz e pelo fim da segregação racial nos EUA, e também entusiasmado por
conseguir mobilizar tantas pessoas a ouvi-lo. Agora, sua tarefa é contar uma história sobre um fato inspirador para você. Faça breves
anotações que o auxiliem durante a sua fala. Use a criatividade e o entusiasmo como estratégias para engajar os seus colegas. Forme um
grupo com 4 estudantes. Vocês deverão se revezar para falar. Cada um terá 1 minuto de fala.
O professor escolherá alguns alunos para se apresentarem para toda a turma. Gravem as apresentações utilizando o celular para que os
colegas possam rever suas performances e verificar os apontamentos feitos pelos [Link] ajudar na tarefa da avaliação, você pode
seguir o roteiro abaixo. ● O tom de voz foi adequado? ● Manteve um ritmo ao falar? ● Os gestos, a postura e a fisionomia foram sincronizados
à fala? ● Manteve o olhar atento ao público? Dentre os quesitos acima relacionados, quais você considera que seu colega precisa melhorar?
Quais sugestões você daria para que ele pudesse melhorar a performance?