Escola Secundária Noroeste-1
Trabalho de Pesquisa: Português
Tema: Texto Dramático
Estudante Número
Aventina Artur Tembe 10
Cândida Inácio Mavila 13
Keila Carlos Nhancale 27
Kelvin Marcorélio Mula 28
Paulo Mateus Chirrinzene 38
Sérgio Pereira Machavana 39
Zelfa Rosa Maposse 45
Professora:
Orpa
Maputo, Outubro de 2025
Introdução
No presente trabalho iremos falar do texto dramático, que é um texto com finalidade de ser
representado por pessoas ou em animado, usado como forma tambem de se expressar e alegrar.
Falaremos nomeadamente da violência doméstica, onde iremos mostrar em forma de peça como
fica a mente do violador, da vítima e da sociedade em geral que presencia este tipo de acto, que é
punível em termos da lei. Iremos retratar de uma forma indireta a violência psicológica e assédio.
Texto Dramático
Um texto dramático é um texto escrito para ser representado representam-se acontecimentos ou
condutas humanas vividas por personagens que desencadeiam uma intríga.
Características do texto dramático
1. Estrutura
Quanto á estrutura, o texto dramático é constituído por uma estrutura externa e por uma estrutura
interna.
Relativamente à estrutura externa, o texto tradicional e clássico pressupõe divisões em:
Actos- correspondentes a mudança de cenário.
Cenas e Quadros equivalentes a mudança de personagens em cena.
No concernente á estrutura interna, o texto dramático é constituído pelo texto principal e pelo
texto secundário.
O texto principal integra as falas das personagens. Estas podem ser;
Monólogas - quando se trata de falas entre uma personagem falando consigo mesmo.
Dialogo - quando se trata de falas entre duas personagens.
Apartes- são comentários de uma personagem que mas são ouvidos pelo seu interlocutor.
O texto secundário destina-se ao leitor, ao encenador da peça ou aos actores. Este é composto:
Pela listagem de personagens;
Pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;
Pelas informaçoes sobre a estrutura externa da peça (divisão em actos, cenas ou quadros)
Pelas indicações sobre o cenário e o guarda-roupa dos persnagens;
Pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem
tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação.
2. Categorias
Acçao- a acção no texto dramático é marcada pela atuação das persnogens que nos dão conta dos
acontecimentos vividos.
A accao é constituída por três momentos fundamentais:
Exposicao: apresentação das personagens e dos antecedentes da acção;
Conflito: conjunto de peripecias que fazem a acção progredir;
Deselance: desfecho da acção dramática.
Personagens
Tal como acontece no texto narrativo, tambem no texto dramático, as personagens que intervem
na acção podem ser classificados:
Quanto à concepção
Personagens planas: sem densidade psicológica, não alteram o seu comportamento ao longo da
peça;
Personagens tipo: sem densidade psicológica, não alteram o seu comportamentoi ao longo da
peça, representando grupos sociais ou profissionais;
Personagens modeladas ou redondas: com densidade psicológica, evoluem ao longo da acção
Quanto ao relevo;
Protagonistas ou personagens principais;
Personagens secundárias;
Figurantes.
A caracterização das personagens pode ser feita de forma directa (a partir da descrição de
aspectos físicos e psicológicos) ou indirecta ( a partir do seu comportamento em cena, levando o
telespectador a tirar conclusão)
O texto dramático implica a existência de vários tipos de espaço:
Espaço representado- constituído pelo cenário;
Espaço aludido- correspondente às referências e outros espaços que não estão
representados.
Tempo
O texto dramático implica a existência de vários tipos de tempo:
Tempo de representação- é a duração de conflitos em palco.
Tempo da acção ou da história- refere-se aos anos ou épocas em que se desenrola o
conflito.
Tempo de escrita ou da produção da obra é a altura em que o autor concebeu a peça)
Modo Dramático-Caracterização
O mundo inteiro é um palco
Todos os homens e mulheres não passam de actores, tem as suas entradas e as suas saidas e na
sua vida um homem desempenha muitos papéis.
“Acção” em grego, associa-se a representação teatral distinguindo-se, assim, de epopeia, a outra
forma literária igualmente assente na imitação de acções.
1. História
O teatro nasceu quando o homem teve necessidade de cominicar por gestos, danças e pela
modulação da voz, o que sentia e pensava. É, pois, tão velho como o próprio homem.
A arte dramática é aquela que se encontra, portanto, mais ligada ao nosso dia-a-dia.
Durante a antiguidade, o teatro divide-se em tragédia e comédia tendo sido Ésquilo, sófocles,
euripides e Aristófanes os seus maiores representantes.
Gil Vicente foi o primeiro dramaturgo português
2. Modalidades
O genero dramatico comprende as seguintes modaledaes:
2.1. Tragédia
É a representacao de um acointecimemto trágico. As personagens devem ser de elevada
condiç~çao socias (heroi, reis, deuses). A linguage,m deve ser elevada e o finbal deve ser tráguco
(terminando geralmente, co m a morte).
2.2. Drama
Apresenta um conflito sem a grandiosidade da traédia. Tem como tema os problemas do homem
contemporanio.
2.3. Comédia
É uma representaca que faz uso domhumor. É actualmente, uma poderosa arma de critica social,
politica e economica.
2.4. Farsa
A farsa ao contrario da comeduia, nao tem preocupacoes com a verusimilhanca, procura apenas o
humor. É uma pequena peça teatral, centrada numa intriga simples inspirada, normalmente, em
cenas familiares e do quotidianio.
2.5. Tragicomedia
Como o nome indica, é a mistura da tragedia com a comedia.
3. Representacao e a nobra v teatral
“para que uma peça seja reprerntada, nao sao necessarios vários elementos, alem do autor que
escreveu o dialogo, criou as personagens e urdiu ba accao. Esses elementos sao: os autores,
quarda-rpipa, cenario,iluminacao, o som e a musica
4. Linguagem
A linguagem deve ser tanto quanto possivelidentificável com o destinatario, acessivel, portanto,
a todas as camadas socias do publico. Deve-se ainda ter em atenção a interpretacao dos factos da
vida real para maior sensibilização das pessoas, procurando, inclusivamente encpntrar uma
solução para problemas concretos.
Caracterização das personagemns
Caracterização directa: consiste na descriçãoeminentemente estática dos atributos da personagem
consumada num fragmento discursivo expressamente consagrado a tal finalidade; a sua execução
pode caber a propria personagem (autocaracteriração) ou a outra ebtidae, normalmente outra
personagem, no caso do texto dramátoco *heterocaracerização)
Caracterização indirecta: constitui un processo marcadamente dinâmico.
É, de uma forma mais dispensa, a partir dos discursps da personagem, dos seus actos e reacçoes
perante os outros que op receptor vai inferindo um conjunto de características significaticas do
ponto de vista psicologico, ideologico, cultural, social, etc.
No seguinte texto iremos narrar uma história que retrata o caso da violencia domestica que tem
tido mais espaço na nossa sociedade... vamos apresentar a forma que isso acontece desde o
agressor até a vítima e a sociedade em geral.
Narrador- nesta peça as personagens, Kelvin que é o pai, Zelfa a mãe e Aventina que é a filha.
Mãe e filha representam as vítimas de violação doméstica. E o pai Kelvin é o marido agressor e é
pedreiro. De outro lado a Zelfa é uma mulher submissa e que cuida da sua família, da sua casa e
da filha, e Aventina, é uma estudante. Ao lado da casa está lá a vizinha Keila, Sérgio o amigo do
agressor, Cândida a irmã do agressor, e o Paulo que é o chefe de quarteirão. E ainda nesta peça o
mal incondicional é representado pela violência doméstica.
Primeira cena na casa do agressor
Narrador- Zelfa sempre acorda cedo para preparar o banho do marido e a marmita para o
trabalho de seu marido.
Zelfa- (boseja), hii nao fiz nada!
Kelvin- (chama a Zelfa), Zelfaaaa!
Zelfa- Responde, pai de Aventina.
Kelvin- Cadê minha água de banho?
Zelfa- Estava a tentar colocar.
Kelvin- Estava oque?
Zelfa- Estou a colocar.
Kelvin- (grita) vai colocar água pra mim agora!
Zelfa- Sim!
Kelvin- (Pergunta) cadê a Aventina?
Zelfa- Ainda esta a dormir.
Kelvin- você está a deixar minha filha preguiçosa como voce... vai lhe acordar agora la.
A Zelfa foi ao quarto da Aventina pra poder acordar a Aventina...
Zelfa- Aventinaaaaaaaa.
Aventina- (Responde com voz de sono) haaammm mamã, ainda estou com sono.
Zelfa- acorda pra lavar loiça antes de seu pai zangar.
Kelvin- Tchau¹ já estou atrasado, fiuquem com a vossa água e tomem como sopa,
Kelvin saiu de casa um tanto zangado...
E a Zelfa começou a fazer as suas tarefas... enquanto ja ia ao termino de suas tarefas chega a
bvizinha Keila.
Keila- vizinhaaaaaaa!
Zelfa-Humm vizinha essa hora.
Keila-teu marido esta?
Zelfa-hammm meu marido oque, podemos conversar, deixa-me levar cadeira.
Keila- Esta bemn!
Zelfa- como esta vizinha?
Keila- estou muito bem e voce como esta vizinha?
Zelfa- Tambem estou bem.
Keila- que bom vizinha, hiii tenho uma novidade.
Zelfa- (pergunta curiosamente) que novidade vizinha?
Keila- Bem, vizimha, consegui uma esquina no mercado e conheço um agiota qyue pode te
emprestar um valorpara gerir um bom negocio... se esiveres interressada posso te apresentar ao
senhor.
Zelfa- (responde alegre) quero sim vizinha. Preciso de um negocio.
Keila- Entao vamos la agora vizinha.
Zelfa- Mas nao vamos demorar lá?
Keila- Nao vizinha, nao te preocupes, voltaremos a tempo.
Zelfa- Esta bem, deixa avisar a miunhga filha.
Zelfa chegana filha e diz: filha estou a sair agora com a tia Keila, quando terminares de lavar a
louça, aquece acomida de ontem pra comeres e ir a escola depois.
Aventina- Esta bem mamã.
Segunda cena no trabalho do agressor
Sérgio- Bom dia mestre, estas bem fofo, nem parece que bates blocos...
Kelvin- heeee já não há respeito nem, não esqueça que sou seu mestre... vamos trabalharque
ganho mais.
Sérgio- Ehh mestre, esses dias andas muito nervoso pha, oque se passa?
Kelvin - é aquela minha esposa, ela acorda tarde, é preguiçosa e está a estragar minha filha pha!
Sérgio- Eu te disse mestre, educa tua esposa, lhe bate!
Kelvin _ tens razão, tenho que lhe mostrar pra lhe mostrar quem manda ali naquela casa.
Ja era a hora de sair do trabalho...
Kelvin - hiii, já está na hora, tenho de ir pra casa!
Sérgio- até amanhã mestre, bom descanso.
Terceira cena na casa do agressor
Aventina volta da escola, e ja em casa nao encontra a comida para almoçar e começa achorar...
Zelfa chega em casa e encontra a filha aos choros e pergunta: filha, teu pai ja voltou?
Aventina- nao!
Zelfa aquieta a filha e diz: vou ja preparar o jantar, cale!
Kelvin chega em casa e pergunta com um toim alto: minha comiuda?
Zelfa-ainda estou a cozinhar.
Kelvin- essa hora, estavas a fazer oque esse todo tempo?
Aventina- mesmo eu estpouy com fome, desde que voltei da escola ainda nao comi nada.
Kelvin- minha filha está com fome e voce ainda nao fez nada. “-”
Kelvin agride a esposa e por conta do estresse sem pensar bate tambem na filha...
Keila, a vizinha, ao ouvir gritos vai e espreita na casa de sua vizinha e se depara com a triste
situação e liga para o irmão do marido.
Cândida- mano estas a bater tua esposas porque?
Kelvin- essa não cozinhou pra mim...
Candida- mano deixou dinheiro de cozinhar? Porque te conheço como cacata.
Kelvin- Ham mana ham mana!
Cândida- mano, não faz isso, não sabes que podes ser preso?
Kelvin- é por causa dessa aqui, que não tem respeito. (bate a esposa)
Candida- vou chamar o chefe de quarteiráo.
(Cândida foi às pressas e chamou o chefe de quarteirão e logo voltaram à casa do Kelvin).
Paulo- sr. Mula o que está a acontecer nessa casa?
Kelvin- não te interessa.
Paulo- tenha mais respeito, estas a falar com o chefe do quarteirão.
Kelvin- desculpa pai!
Kelvin- toma esse dinheiro, vás tomar um refresco. (suborno)
Paulo-obrigado sr. Mula, está tudo resolvido.
Kelvin- mana já não vai se repetir.
Cândida- está bem mano.
(O chefe de quarteirão saiu e foi à sua casa. Já sozinhos novamente...)
Kelvin- viste o que voce fez? Gastei meu dinheiro por sua culpa, kuta hakela wena.
(Novamente a Zelfa volta a levar purrada do seu marido).
(Quando terminou de agredir a esposa sentou por uns segundos e a esposa cheia de dores voltou
aos seus afazeres).
Kelvin (autoritário) deixa o que estas a fazer e prepare a cama, quero dormir.
(Zelfa com voz ronca de tanto chorar de dor responde): está bem marido.
(Zelfa continua a levar purrada, calada e suportando tudo pela sua filha).
Dia seguinte...
Kelvin- Zelfa.
Zelfa- pai de Aventina, ja esta a agua de banho e o matabicho.
Kelvin- a Aventina está onde?
Zelfa- esta a fazer um trabalho da escola.
Kelvin- está bem!
Zelfa- podes matabichar marido.
Kelvin- obrigado, levarei como marmita.
(Assim, Kelvin saiu para o trabalho)
Zelfa- filha estou a ir no mercado, comecei a vender lá. Quando terminares aí vai fazer banho,
comer e ir à escola.
Aventina- esta bem mamã!
Quarta cena no Mercado
Cândida- bom dia cunhada! Como esta?
Zelfa- estou bem e você?
Candida- Como vai la em casa com meu irmão?
Zelfa- hii seu irmão no muda, ainda continua a sair sem deixar dinheiro de cozinhar.
Candida- ehh, mas, fazer oque, ja que queremos lar só podemos aguentar.
Cândida- ih! Vamos lá vender cunhada!
Zelfa- tomate 10, tomate 10...
Cândida- cunhada, eu já vou tenho que ir cozinhar.
Zelfa- está bem cunhada, eu hei-de ficar porque ainda não vendi quase nada.
(horas depois a candida saiu pra cozinhar logo depois chega o Sérgio)
Zelfa- tomate 10, cebola 10, tudo 10...
Sergio (tentando assediar) - huumm tudo 10, até esses tomatões?
Zelfa- yu senhor, tomate está aqui. Queres de quanto
Sergio- de 20..., mas és bem bonita, posso pegar na sua mão?
(Zelfa bem inocente) - sim podes!
(Logo depois da resposta da Zelfa, o Sérgio tenta se aproveitar dela ...)
Sérgio- eu tenho dinheiro e posso te ajudar em tudo que precisares
Zelfa- senhor, eu sou casada e tenho filhos
Sérgio- eu não quero teus filhos, quero a ti
Zelfa- senhor, eu sou casada
Sergio-Fica com seus tomates sua velha.
Quinta cena na casa do agressor
Kelvin- Aventina, mamã esta aonde?
Aventina- foi vender.
Kelvin- Foi vender, com qual dinheiro, tua mãe so pode estar a roubar meu dinheiro.
Kelvin- e você Aventina, não trocou uniforme porque?
Aventina com medo respondi: estava a brincar!
Kelvin- tens quantos anos?
Aventina- 12 anos!
Kelvin- e ainda brincas com uniforme, sinceramente.
(Kelvin mais uma vez levantou a mão, mas desta vez para a filha, logo depois Zelfa chega)
Zelfa- marido oque esta a acontecer?
Kelvin- você estava aonde?
Zelfa- estava no mercado a vender
Kelvin- Encontraste aonde dinheiro?
(Mais uma vez, kelven levanta a mão à sua esposa, mas logo depois a Candida chega e ao se
deparar com aquilo tenta separar a briga).
Cândida- Mano, vás matar filha de dono.
Kelvin- é você mana que levou essa aqui. (bateu na sua irmã também)
Candida- eu vou meter queixa na polícia!
(Kelvin arrogante) - Podes ir
(Pouco tempo depois a polícia chega e leva Kelvin para a esquadra)
(Paulo e Keila Policiais) - Nos deparamos com uma situação devastadora, aquele cidadão estava
batendo na mulher e na sua filha. Tentamos conversar com o agressor de forma pacífica, mas ele
demonstrava resistência e tentou subornar a polícia, mas não conseguiu, e foi preso.
(Não se cale quando estiver passando por uma violação de seus direitos, a violência não resolve
nenhuma situação, é crime e é punível nos termos da lei).