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Patologias Comuns na Construção Civil

O laudo técnico identifica diversas patologias na construção civil, incluindo umidade, trincas e fissuras, com causas relacionadas a falhas de impermeabilização e movimentações estruturais. Recomendações incluem inspeções técnicas, correções de infiltrações, e reforços estruturais para evitar agravamentos. A conclusão destaca a necessidade de intervenções imediatas para garantir a durabilidade e segurança das estruturas.
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Patologias Comuns na Construção Civil

O laudo técnico identifica diversas patologias na construção civil, incluindo umidade, trincas e fissuras, com causas relacionadas a falhas de impermeabilização e movimentações estruturais. Recomendações incluem inspeções técnicas, correções de infiltrações, e reforços estruturais para evitar agravamentos. A conclusão destaca a necessidade de intervenções imediatas para garantir a durabilidade e segurança das estruturas.
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Aluna: Gabryelle Alves

Laudo Técnico de Patologias na Construção


Civil

1.
Umidade e Degradação do Revestimento

Identificação da Patologia

Descolamento e bolhas no reboco e pintura; e florescências salinas


(manchas esbranquiçadas); escurecimento e manchas de umidade; Fissuras
e perda de aderência do revestimento próximo ao rodapé.

Causas Prováveis

Umidade ascendente por capilaridade: ausência ou falha na


impermeabilização da base das paredes, permitindo que a água do solo suba
por capilaridade.

Infiltração lateral: possível penetração de água proveniente do lado externo


(chuvas ou solo úmido).
Acabamentos inadequados ou degradação de impermeabilização antiga.

Efeitos e Riscos

Danos estéticos (pintura descascada e manchas).

Deterioração do reboco e comprometimento da durabilidade do revestimento.

Ambiente insalubre (mofo, odores e proliferação de fungos).

Risco de propagação da umidade para áreas.

Recomendações Técnicas

Remover todo o reboco deteriorado até atingir o substrato firme.

Secar a parede completamente antes de qualquer reparo (uso de ventilação


e desumidificadores).

Aplicar produto bloqueador de umidade (base de silicato ou resinas


impermeabilizantes específicas para umidade ascendente).

Refazer o reboco com argamassa aditivada (impermeabilizante) e


acabamento com tinta antimofo e transpiráveis (tinta acrílica fosca para áreas
úmidas).

Verificar a origem da infiltração:

Revisar impermeabilização do contrapiso e rodapé;

Corrigir eventuais vazamentos ou acúmulo de água externa;

Garantir ventilação adequada no ambiente.

Caso a umidade venha do solo, considerar instalação de barreira física ou


química de impermeabilização na base da parede.

Conclusão

As patologias estão com umidade ascendente e infiltração,


causadas por falha de impermeabilização na base da parede.
2.

Identificação da Patologia

Trinca vertical e diagonal profunda, atravessando o revestimento


e, parte da alvenaria; escurecimento e manchas de umidade na
superfície; desalinhamento do revestimento.

Causas Prováveis

Recalque diferencial de fundação, deslocamento desigual do solo


sob a base da parede, provocando fissuras verticais e diagonais.

Movimentações estruturais, dilatação e retração de elementos


estruturais sem juntas de dilatação adequadas.

Ausência de amarração entre elementos estruturais e alvenaria.

Umidade e infiltrações que enfraquecem o reboco e podem


agravar as aberturas existentes.
Efeitos e Riscos

Risco moderado a alto, dependendo da profundidade da trinca e


da função estrutural da parede;

Possível comprometimento da estabilidade local;

Entrada de água e infiltração, acelerando o processo de


deterioração;

Danos estéticos e risco de desprendimento de partes do


revestimento.

Recomendações Técnicas

Inspeção técnica detalhada in loco por engenheiro civil ou


estrutural, para determinar a profundidade e a origem da trinca.

Se for recalque, é necessário reforço de fundação (microestacas,


sapatas suplementares ou injeção de calda de cimento).

Se for movimentação estrutural, incluir juntas de dilatação e


verificar o travamento entre elementos.

Tratamento da trinca (após estabilização):

Reaplicação do revestimento e pintura antimofo.

Correção das infiltrações e melhoria da ventilação para reduzir a


umidade.

Conclusão

As fissuras são graves e indicam movimentação estrutural ou


recalque de fundação.
3.

Identificação da Patologia:

Trincas verticais e inclinadas, com abertura perceptível


(profundidade atingindo o reboco e parte da alvenaria);

Manchas de escorrimento e umidade, com tonalidade amarelada,


indicativas de infiltração;

Descoloração e início de desagregação do reboco em pontos


próximos à trinca.

Causas Prováveis:

Movimentação diferencial da estrutura, recalque do solo, variação


térmica ou deformação de elementos estruturais próximos (viga).
Infiltração de água de uma parede externa ou de vazamento
oculto, intensificando a abertura das fissuras.

Ausência de juntas de dilatação em trechos longos de alvenaria.

Desgaste do revestimento impermeável, permitindo o


aparecimento de manchas e umidade.

Efeitos e Riscos:

Possível enfraquecimento do reboco e da alvenaria devido à


infiltração constante;

Risco se a trinca estiver próxima a um elemento estrutural;

E maior risco de infiltrações internas e aparecimento de mofo e


bolor.

Recomendações Técnicas:

Avaliação técnica in loco por engenheiro civil para verificar


possíveis infiltrações externas ou internas (telhado, calhas,
tubulações embutidas) e corrigir imediatamente.

Conclusão

As patologias são trincas estruturais associadas à presença de


umidade, possivelmente causadas por movimentação da estrutura
e infiltração externa. É fundamental a avaliação técnica imediata
para evitar agravamento e comprometimento da parede.
4.

Identificação da Patologia:

Parede superior, próxima ao encontro com o forro e acima de um


vão de porta.

Descrição da Patologia:

Uma fissura vertical e levemente inclinada, partindo da região do


teto em direção ao batente da porta.

Provável Causa:

Movimentação estrutural (recalque diferencial da fundação);

Ausência de vergas e contravergas adequadas acima do vão da


porta;

Retração do revestimento ou da alvenaria devido à variação


térmica ou cura inadequada da argamassa;

Falta de amarração entre parede e viga.


Consequências:

Comprometimento estético do ambiente;

Possível evolução para trinca estrutural se a movimentação


persistir;

Infiltração de umidade e deterioração do revestimento.

Recomendações Técnicas:

Avaliação estrutural detalhada por engenheiro civil para identificar


se há recalques ou movimentações ativas;

Abrir a fissura em “V”, limpar e aplicar selante acrílico ou massa


para fissuras;

Reaplicar revestimento e pintura.

Caso seja estrutural:

Executar verga e contraverga acima do vão da porta;

Refazer o trecho afetado com amarração adequada;

Conclusão:

A fissura observada apresenta características de movimentação


localizada da estrutura ou ausência de reforço no vão.

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