INTRODUÇÃO
Breves considerações
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico é uma condição neurológica aguda
caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo cerebral, resultando em isquemia e
consequente morte das células neurais em áreas afetadas do cérebro. Essa forma de AVC é a mais
prevalente, representando aproximadamente 85% de todos os casos de AVC, sendo considerada
uma emergência médica que exige diagnóstico rápido e intervenção imediata para reduzir o dano
neurológico e as complicações associadas. (MONTEIRO, 2022).
Segundo a OMS (2023), o AVC é a segunda principal causa de morte e a primeira causa
de incapacidade adquirida em adultos no mundo. Estima-se que ocorram cerca de 15 milhões de
casos de AVC anualmente, dos quais 5 milhões resultam em morte e outros 5 milhões em
sequelas permanentes. No Brasil, o Instituto Nacional de Cardiologia e o Ministério da Saúde
apontam que o AVC é responsável por aproximadamente 100 mil mortes por ano, com
significativa sobrecarga para o sistema de saúde devido à necessidade de internações prolongadas
e reabilitação intensiva (BRASIL, 2023).
O AVC isquêmico geralmente decorre da obstrução de uma artéria cerebral, causada por
trombose local ou embolia, sendo associado a fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes
mellitus, dislipidemia, tabagismo, sedentarismo e idade avançada (PEREIRA, 2021).
Clinicamente, manifesta-se por déficits neurológicos súbitos, incluindo fraqueza ou paralisia de
um lado do corpo, alteração da fala, perda de coordenação motora, alterações visuais e sensoriais,
podendo evoluir rapidamente para incapacidades permanentes ou óbito.
O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica, exames de imagem como
tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), além de exames laboratoriais
que auxiliam na identificação da etiologia e na definição da terapia adequada (FERREIRA;
LIMA, 2022). O tratamento inclui reperfusão precoce com trombólise ou trombectomia
mecânica, controle rigoroso dos fatores de risco, medidas de suporte clínico e reabilitação
neurológica, visando minimizar sequelas e promover recuperação funcional.
Sistema afectado
Função
Fisiologia
Causas
Epidemiologia
Fisiopatologia
Factores de riscos
Classificação
Fases da doença
Quadro clínico
Diagnóstico
Diagnóstico diferencial
Métodos de tratamento
Prognóstico
Complicações
Cuidados de enfermagem
Medidas de prevenção