ALUNOS: Guilherme Gerits, Leonardo Cavazine, Enzo Barbosa e Daniel Otho –
SÉRIE: 3MB
B.R.I.C.S+
Guarujá – SP.
2025
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ALUNOS: Guilherme Gerits, Leonardo Cavazine, Enzo Barbosa e Daniel Otho –
SÉRIE: 3MB
B.R.I.C.S+
Trabalho Escolar apresentado à disciplina de
Geografia, ministrada pela professora Josefa
Cristina Simões de Almeida para obtenção
parcial de menção em Geografia - Ensino Médio
com itinerário formativo de Matemática e suas
Tecnologias da Etec Alberto Santos Dumont.
Guarujá – SP.
2025
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................................................
1.1. O que é...................................................................................................................................
1.2. Importância.............................................................................................................................
2. DESENVOLVIMENTO (LINHA DO TEMPO)..................................................................................
2.1. Precedentes............................................................................................................................
2.2. Origem....................................................................................................................................
2.3. Cronologia...............................................................................................................................
2.4. BRIC (2009)............................................................................................................................
2.5. BRICS (2011)..........................................................................................................................
2.6. BRICS+ (2024)........................................................................................................................
2.7. Atualidade...............................................................................................................................
2.8. Membros do BRICS+..............................................................................................................
2.8.1. Brasil...............................................................................................................................
2.8.2. Rússia.............................................................................................................................
2.8.3. Índia................................................................................................................................
2.8.4. China...............................................................................................................................
2.8.5. África do Sul....................................................................................................................
2.8.6. Arábia Saudita................................................................................................................
2.8.7. Egito................................................................................................................................
2.8.8. Emirados Árabes Unidos................................................................................................
2.8.9. Etiópia.............................................................................................................................
2.8.10. Irã..................................................................................................................................
2.8.11. Indonésia......................................................................................................................
2.4. Membros Não-Oficiais.............................................................................................................
3. EXEMPLOS....................................................................................................................................
3.1. O Consórcio Intermunicipal Grande ABC..............................................................................................
3.1. União Africana........................................................................................................................
3.2. G7...........................................................................................................................................
4. CONCLUSÃO.................................................................................................................................
5. RELATÓRIO DE TRABALHO.......................................................................................................................
6. BIBLIOGRAFIA..............................................................................................................................
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1. INTRODUÇÃO
1.1. O que é
O Brics na verdade surgiu como “BRIC” em 2006, sendo um grupo formado pelos
países de mercados emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC); o “BRIC” se
manteve com essa configuração até 2011 quando ocorreu a adição da África do Sul
que constituiu o nome do grupo como a maioria conhece, “BRICS”, mas este não é
seu nome atual, pois a partir deste momento novos membros surgiram como uma
cascata a ponto de ser inviável adicionar novas letras à sigla, a solução proposta foi
adicionar o sinal de “+” ao fim do nome, ficando assim como conhecemos
atualmente, o “BRICS+”.
Embora não seja um bloco econômico ou associação comercial formal, o BRICS
atua como uma aliança político-econômica informal, visando ampliar sua influência
geopolítica e se posicionar como alternativa ao G7, com iniciativas próprias como o
Novo Banco de Desenvolvimento e o Acordo de Reserva Contingente, baseando-se
nos princípios de não-interferência, igualdade e benefício mútuo.
Figura 1: Bandeira dos primeiros 5 países a integrarem o Brics. Fonte:
[Link]
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1.2. Importância
O BRICS atua como um centro econômico e financeiro relevante, fortalecendo tanto
seus integrantes quanto outras nações em desenvolvimento, ampliando a inserção
dessas economias no cenário internacional e reforçando sua influência geopolítica,
destacando-se pelo alto desempenho de seus membros que possuem economias
emergentes com margem de crescimento superior ao dos países membros da
OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).
2. DESENVOLVIMENTO (LINHA DO TEMPO)
2.1. Precedentes
O termo foi mencionado pela primeira vez em 2001, em um relatório do Goldman
Sachs assinado pelo então economista-chefe do banco, Jim O’Neill. O texto levava
o título de “Building Better Global Economic BRIC”, que significa “Formando
Melhores Tijolos para a Economia Mundial”, em uma tradução livre. Jim O’Neil é um
economista, político e empresário britânico, e foi o principal executivo da BBC entre
os anos de 2001 e 2004. Jim O’Neill é o ex-presidente da Goldman Sachs Asset
Management e o economista responsável por criar o termos BRIC.
A Pesquisa Econômica de Goldman Sachs de 2001 se concentrou em quatro
países emergentes, Brasil, China, Rússia e Índia, que eram vistos como os
principais impulsionadores do crescimento econômico global. Com "Construindo
Melhores BRIC Econômicos Globais", um novo termo entrou no apuro dos
investidores.
O artigo, de autoria de Jim O'Neill, então chefe de Pesquisa Econômica Global,
projetava que, nos próximos 10 anos, o peso dos "BRIC" , especialmente a China, o
PIB do mundo aumentaria significativamente e o impacto econômico global.
Outros foram feitas voltadas para o BRICS no anos seguintes incluindo o artigo de
2003, "Sonhando com os BRICs: o caminho para 2050", que postulou que os países
BRICS poderiam ultrapassar as maiores economias ocidentais até o ano de 2039, o
termo BRIC foi ganhando força entre os investidores a medida que as projeções
foram tomando forma.
2.2. Origem
Influenciado por essa repercussão de artigos indicando o quanto essa união
poderia ser poderosa, no ano de 2006 o “BRIC” se reuniu formalmente em uma
assembleia geral da ONU(Organização das Nações Unidas) em Nova Iorque, e em
5
2009 que foi feita a primeira cúpula oficial do “BRIC”, não muito tempo mais tarde,na
terceira cúpula oficial (em 2011) a África do Sul se juntou ao grupo, formando a
formação que compõe o nome “BRICS” pelo qual ficou conhecido até a sua próxima
expansão em 2024, na qual recebeu o acréscimo do símbolo “+” para representar o
advento de novos membros.
2.3. Cronologia
Como já foi abordado, entre 2001 e 2006 o grupo ainda era apenas algo baseado
em artigos e pesquisas e nada oficial. A partir de 2006, data que marca a primeira
apresentação oficial do bloco como um conjunto mediante a um encontro
internacional, até o ano de 2009 quando o grupo fez a primeira cúpula oficial. Esse
período entre 2006 e 2009 por vezes são ignorados ou menosprezados, mas vale
destacar o impacto geopolítico que ele causou no mundo (ainda que estivessem
preparados por todos os indicadores desde o início do século) da união de muitos
dos países com os maiores potenciais de desenvolvimento.
2.4. BRIC (2009)
O período marca o início da
atuação oficial do “BRIC” e sua
base de organização, o peso
econômico dos países já ficavam
cada vez mais elevados nos anos
anteriores e a união representou
resultados positivos também
nesses períodos iniciais. O marco
que dá fim a esse período ocorreu
dois anos depois, durante a
terceira cúpula, em Sanya (China),
Figura 2: Da esquerda para direita, Manmohan
evento no qual a África do Sul
Singh, Dmitry Medvedev, Hu Jintao e Luiz Inácio
passou a fazer parte do bloco, Lula da Silva, os líderes do BRIC em 2008, na
vale ressaltar que essa decisão Primeira cúpula do BRIC. Fonte:
muito se deve ao apoio prestado [Link]
pela China pela admissão do país.
2.5. BRICS (2011)
Nesse período que o “BRICS” se
consolida e encaminha-se para o
seu auge, período marcado
principalmente por grandes
avanços e desenvolvimentos com
destaque para a Índia e
Principalmente para China (como
previsto no antes da criação do
grupo).
Figura 3: Vladimir Putin, Dilma Rousseff,
Manmohan Singh, Xi Jinping e Jacob Zuma,
durante a 8.ª reunião de cúpula do G20. Fonte:
[Link] 6
Também é interessante ressaltar alguns parâmetros que os países sempre se
destacaram internacionalmente (ainda que muitos desses parâmetros também
sejam aprofundados individualmente, juntamente com outros aspectos, para os
países mais adiante) que são o fator populacional, o fator econômico e a dimensão
territorial.
Nessas características, Índia e China, protagonizam o ranking mundial com 1,4
bilhão de habitantes cada (dado de 2022). O Brasil está em sétimo no ranking, com
203 milhões (dado de 2022), a Rússia em nono com 143 milhões (dado de 2022), e
a África do Sul em 25º, com 59 milhões (dado de 2022). No total, o BRICS tem uma
população de cerca de 3,2 bilhões de pessoas (2022). Quanto a dimensão
territorial, no grupo estão o maior país do mundo (Rússia, com 17,1 milhões de
km²), o terceiro maior (China, com 9,6 milhões de km²), o quinto (Brasil, com 8,5
milhões de km²) e o sétimo (Índia, 3,2 milhões de km²). A África do Sul ocupa a
24°posição , com 1,2 milhão de km².
Em conjunto, os países do BRICS têm um PIB de US$24,7 trilhões. Segundo
estimativas do Banco Mundial, o PIB da China chegará a US$17,7 trilhões em 2022,
o segundo maior do mundo. A Índia ficou em sexto, com US$3,17 trilhões, seguida
pela Rússia em 11º (US$1,7 trilhão), pelo Brasil em 12º (US$1,6 trilhão) e pela
África do Sul em 32º (US$419 bilhões). (Dados de 2022). Quanto ao IDH (Índice de
desenvolvimento humano). Brasil: 89° posição com 0,760 (2022); Rússia: 56º
posição com 0,821 (2022);
● Índia: 134° posição com 0,644 (2022);
● China: 75° posição com 0.788 (2022);
● África do Sul: 110° posição com 0,710 (2022).
Esses dados são importantes referenciais para se estabelecer comparações
desses números com em anos posteriores.
2.6. BRICS+ (2024)
A ascensão do BRICS foi formidável, em menos de 10 anos já eram referências
globais extremamente poderosas, e em 2024, simbolizando o auge do grupo,
começa-se um novo processo de expansão, o acolhimento de novas nações
promissoras para o fortalecimento do bloco, novos pontos de vista, novas
economias, novos potencial, essa “atualização” do BRICS pode ser uma abordagem
estratégica para renovar-se e recompor-se mediante a novos aspectos e prioridades
globais
O BRICS+ é mais do que um simples grupo querendo ganhar espaço em
conferências globais, passa a ser um dos mais influentes grupos da modernidade
com alcance poder econômico, industrial populacional e até militar próximos às
lideranças mais poderosas do planeta, a ponto de chamar atenção por exemplo do
G7.
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2.7. Atualidade
A atualidade incorpora os efeitos dos processos anteriores, principalmente do
BRICS+ é claro, além dos países membros e parceiros, o Bloco passa a ser uma
grande referência para países emergentes e em desenvolvimento, um objetivo,
acaba estimulando indiretamente essas nações a querem crescer e serem
“desejadas” pelo BRICS+ um grupo que tem poderosa voz internacional, poder para
fazer transformações, e sustentar um crescimento cada vez mais estável.
Esse cenário resgata de certa forma um termo muito usado desde 2001 para se
referir aos membros, algo que é primoroso que seja a característica mais procurada
e valorizada, o potencial, mostrar que posso desenvolver um país hábil em garantir
um crescimento sustentável. Por vezes esse objetivo foi deixado de lado,
evidenciando o desequilíbrio e a polarização do bloco, mas ideologicamente
continua se encaminhando para isso. Entre os reflexos mais marcantes destacam-
se:
● A influência dos membros em relação a conferências internacionais;
● A importância da aproximação de certos membros como forma de integração
econômica e cultural (como por exemplo está estipulado para Brasil e Irã em
2025);
● A fragilidade causada por conflitos geopolíticos relacionadas a
representatividade (como por exemplo caso da Rússia nos últimos anos;
● A representatividade que o grupo teve entre potências especialmente depois
dessa última expansão, com destaque para os EUA muito por conta do
Oriente Médio e Canal de Suez;
● O crescimento acelerado de algumas nações recentes que conseguiram
aproveitar muito bem as parcerias (com principal destaque para o Egito, que
a partir da aproximação comercial com a China teve em menos de dois anos
um enorme crescimento industrial e econômico.
É uma tarefa extremamente complicada falar do “sucesso enorme” do BRICS sem
mencionar a China, maior potência na maioria dos aspectos mencionados
anteriormente, além de representar a maioria esmagadora das estatísticas
impressionantes do grupo, algo impressionante é o quanto está presente nas
transações econômicas de todos os países, algo muito visível em 02 casos, o Egito
que em um ano já começa a ser a principal parceira econômica,muito responsável
pelo desenvolvimento do país e também muito beneficiada com o controle
energético e disputa estratégica por regiões na África e oriente médio. E o Brasil,
que têm a China como principal parceiro quanto às importações e exportações
dentro do Brics, somada com a influência chinesa nas decisões do grupo. No geral o
BRICS+ representa um total de
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● Mais de 40% da população mundial;
● cerca de 37% da economia global
tomando o PIB como critério (de acordo
com o Fórum Econômico Mundial,);
● de acordo com a Organização
Mundial do Comércio (OMC) possuem
cerca 26% do comércio mundial;
● Mais de 30% do território do planeta.
*Dados de 2025 (exceção da extensão
territorial que pega como referência
um valor mais antigo (2023, estima-se
que atualmente representam mais de
32% do território global).
A liderança brasileira de 2025 priorizou 06
temas principais para a atuação do BRICS, e
são eles:
● Cooperação em Saúde Global;
● Comércio, Investimentos e Finanças;
● Mudança do Clima; Figura 3: Investimento inicial do novo
● Governança da Inteligência Artificial; banco de desenvolvimento. Fonte:
● Arquitetura Multilateral de Paz e [Link]
Segurança; development-bank/
● Desenvolvimento Institucional (do
BRICS).
2.8. Membros do BRICS+
Como já foi abordado anteriormente, o BRICS surgiu como um dos mais relevantes
blocos econômicos durante o início do século XXI, isso porque ele unia países em
desenvolvimento, isto é, países com relativo potencial de crescimento
tecnológico,econômico e industrial, como forma de apoiar e acelerar esse processo
de crescimento e desenvolvimento.
A ideia original, como será aprofundado um pouco mais em “A história do BRICS”
contava apenas com os 5 países que “representam uma letra no bloco” , isto é
Brasil,Rússia, Índia, China e África do Sul. Sendo este recebe a letra “S.” por causa
do inglês “South Africa.” E o bloco teve muitos efeitos positivos para os países
membros, embora tivesse algumas conturbações e desvios mediante a diferentes
contextos no cenário mundial,desde enfraquecimento nas relações até intrigas.
Além disso, com passar do tempo, com destaque para os últimos anos, novos
países mostraram um crescimento notável, ou grande potencial de
desenvolvimento, fazendo a partir de 2024 uma expansão no bloco, incluindo países
como Arábia Saudita, Egito, Emirado s Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã;
juntamente com alterações em sua atuação no cenário geopolítico global.
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2.8.1. Brasil
O Brasil faz parte dos membros fundadores, conta com uma grande população
(cerca de 211 Milhões de pessoas, equivalente a 12,4% da população do BRICS)
(dado de 2023) um PIB de (2,179 trilhões de dólares por ano) (dado de 2024), e é
um país muito importante pela sua biodiversidade e recursos naturais que marcam
um grande potencial de crescimento econômico, previsto no estudo de (Jim O'Neill,
Goldman Sachs) (2001) como um dos países com potencial de se tornar uma das
grandes potências mundiais antes de 2050.
2.8.2. Rússia
Também é um dos países fundadores do BRICS com uma população de 143,8
milhões de habitantes , cerca de) e com um PIB anual de (1.86 trilhão trilhões de
dólares) (dado de 2023). É um dos países mais poderosos e influentes no quesito
bélico e militar e vale lembrar que em algumas décadas antes da fundação do
grupo, a União Soviética era considerada um dos dois pólos globais juntamente com
os EUA. E já havia mostrado na década de 1920 seu potencial e capacidade de
reconstrução. Além do mais, o país possui abundantes reservas de gás natural.
2.8.3. Índia
Membro fundador que possui uma interessante peculiaridade, no artigo de Jim
O’Neil, Goldman Sachs, foi considerado, juntamente com a China, um dos países
mais promissores para os próximos anos, destaques entre os demais membros, o
que, de certa forma, não está incorreto constando como 05 maior potência mundial
em 2023.
Outra característica impressionante é a população, representa mais de 40% (1,438
bilhão de pessoas, da população total do grupo, sendo desde 2024 o país mais
populoso do mundo. No quesito econômico a Índia apresenta um PIB de (3,73
trilhões de dólares) (dado de 2023) e um relativo crescimento anual.
2.8.4. China
Além de membro fundador, é o país central do BRICS, lidera com muita folga
quando o quesito é economia e influência global e no grupo. Sendo considerada a
segunda maior economia mundial, e com um crescimento muito acelerado, com
previsões para liderar o ranking em poucos anos. Com uma população de 1,411
Bilhões de pessoas, é o segundo país mais populoso do mundo e do BRICS). Vale
destacar ainda, um aspecto muito importante, seu papel inflûencia dentro dentro do
grupo, que é palco de muitas críticas e reflexões, primeiro quando analisa-se os
resultados, é notório que uma maioria massiva dos efeitos de crescimento e
expansão idealizadas pelo BRICS são observados no país. E que de certa forma
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“carrega” os outros para a consolidação do grupo no parâmetro mundial, o que
anula de certa forma um “equilíbrio e igualdade” que teoricamente é pregado.
Representa mais de 50% da economia total do BRICS (17,7 trilhões de dólares) e
sem ela o grupo não teria a representatividade que tem hoje, o que faz que por
vezes (desde o surgimento da aliança) suas decisões tenham um peso muito maior
que a das demais, como por exemplo na admissão da África do Sul em 2011 (sendo
que ela não havia sido considerada na ideia original por estar um pouco aquém
economicamente e populacionalmente até então) o que gera um debate sobre essa
hegemonia disfarçada, um paradoxo no qual ao passo que é fundamental para o
fortalecimento dos demais membros e influência internacional, acaba criando um
desequilíbrio no poder, algo que foge das ideias iniciais, somado com o fato de ser o
único membro com crescimentos tão notáveis.
2.8.5. África do Sul
O último país que compôs o “BRICS” antes da atualização do “BRICS” em 2024.
Embora não seja um fundador, foi admitido dois anos depois da inauguração do
grupo,em 2011, e é um importante país em desenvolvimento, estando entre os
países com maior IDH (índice de desenvolvimento humano) e maiores economias
no continente africano, apesar disso, há algumas críticas acerca sua adesão ao
grupo se deve principalmente, a influência da China.
Apresenta uma população de 63,21 milhões de habitantes(dado de 2023) e um PIB
de aproximadamente 380,7 bilhões de dólares(dado de 2023). Além disso, a fixação
do país como um membro importante, representou simbolicamente dois pontos
elementares, primeiro a representação do continente africano no grupo, reforçando
a atuação do Brics como algo global (com membros em quatro continentes) e
principalmente mais ligados ao sul Global. E ainda, a escolha da África do Sul como
representantes, foi motivada tanto por seu desenvolvimento,economia e soft power
(relações internacionais, influência política) bem acima da média.
Em primeiro de Janeiro de 2024, o BRICS passou a ser BRICS+. com a entrada de
novos membros e parceiros, mais especificamente, entraram outros 05 países como
membros permanentes,e no dia 06 de Janeiro de 2025, a Indonésia também foi
confirmada como o até então último membro oficial(uma curiosidade é que foi o
primeiro país admitido nessa liderança brasileira do Brics, algo que será
aprofundado um pouco mais adiante, no capítulo que abordará o funcionamento e
organização do BRICS). Portanto, o número de membros permanentes do BRICS
até o momento é 12, e pode ser que nos próximos anos esse número aumente.
2.8.6. Arábia Saudita
Um caso muito singular, por dois fatores principais, primeiro relacionada à sua
entrada, pois o país preferiu analisar se seria válido participar, e ainda que não
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tenha formalizado de fato, o país continua fazendo parte do grupo, embora
autoridades do país ainda se mostrem apreensivos sobre tanto (portanto é um
membro oficial, mas não permanente até resolver sua colocação).
Uma segunda particularidade é quanto ao Jim O’Neil que já afirmou que o país
seria um importante impulsionador para o BRICS por 02 motivos principais, primeiro
por conta das reservas de petróleo e influência no oriente médio, e também como
consequência por seu impacto e influência com os EUA, maior potência mundial. O
que faz da Arábia um integrante crucial tanto para reforçar o grupo
economicamente,quanto seu poder e influência.
2.8.7. Egito
O Egito é similar à Arábia Saudita em alguns aspectos, embora sua adesão não
seja tão complexa e singular, apresenta agentes motivadores e características
parecidas. Bem como a África do Sul, o país também é um dos mais desenvolvidos
no continente africano, sendo considerado atualmente como a nação com a maior
economia. Portanto sua integração é impulsionada principalmente por motivos
econômicos, simbólicos e geopolíticos. Além da sua relevância econômica,vale
mencionar sua influência tanto na África quanto no Oriente Médio, e novamente,
não se pode ignorar a sua relação com os EUA (que embora não seja muito
amistosa, ainda tem muita importância por conta do canal de Suez).
Quanto ao Egito, ainda tem outro ponto interessante de ser abordado, que é os
efeitos da sua participação no BRICS+, ainda que seja membro a um tempo
relativamente curto, as mudanças de desenvolvimento industrial e relacionamento
geopolítico foram notórias. A abertura do país para a entrada de diversas empresas
chinesas, inclusive em regiões estratégicas (como próximas ao canal de Suez)
gerou múltiplos efeitos que incluem uma rápida e intensa industrialização e também
um fortalecimento das relações com a China, que já se tornou seu principal parceiro
comercial.
Esses efeitos fizeram do Egito um dos maiores destaques entre os novos membros,
mesmo incluindo aqueles que pareciam mais promissores, ou ainda considerando
os membros não oficiais que serão citados posteriormente. Uma vez que se tornou
um dos membros com maiores mudanças e crescimentos acelerados se comparado
com a média.
2.8.8. Emirados Árabes Unidos
Assim como os dois membros anteriores, os Emirados Árabes Unidos têm uma
importância econômica decisiva principalmente no que se trata do potencial
energético devido às abundantes reservas de petróleo e representatividade no
Oriente Médio. Também similarmente ao Egito e à Arábia Saudita, tem também
significativo impacto geopolítico pela relação com os EUA e outros países do G7.
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2.8.9. Etiópia
Outro representante do continente africano entre os novos membros e pode
promover as posições africanas sobre paz e segurança, desenvolvimento inclusivo e
sustentável, clima e outras questões, isto é, muito influenciada pelo sua participação
dentro da União Africana, o país é um membro muito mais voltado ao aspecto social
e ambiental, com posicionamento que representam melhor,ao lado dos Egito e
África do Sul, os ideais e opiniões africanas dentro desses aspectos.
2.8.10. Irã
O Irã também tem uma peculiaridade característica dessa “nova geração do
BRICS” que se refere ao interesse em se integrar e desenvolver com o grupo, isto, a
nação demonstrou-se interessada em estabelecer uma aproximação nas relações
econômicas com os membros do BRICS, com um destaque para o Brasil, (em que
mostrou interesse em parcerias econômicas culturais, entre outras). O que pode ter
sido um ponto a favor para sua adesão durante a liderança brasileira.
2.8.11. Indonésia
A Indonésia, já é um caso excêntrico pelo fato de ser o membro oficial mais
recente, sendo formalmente admitido no bloco em 06 de março de 2025, e como o
país anterior, com muito apoio brasileiro durante essa liderança do Brasil. Não foi
escolhido ao acaso o país dentro do sudeste asiático, lidera quando o ranking se
refere a parâmetros como economia e população, características que foram muito
valorizadas e observadas dentro dos países fundadores do bloco.
2.4. Membros Não-Oficiais
Como mencionado anteriormente, a Indonésia foi o primeiro país admitido no
agrupamento de 2025,entretanto espera-se que não seja o único, existe uma lista
com possíveis e prováveis candidatos para se juntarem ao BRICS+ em próximos
agrupamentos, e o ingresso da Indonésia pode ter sido um grande indicador que
esse agrupamento ocorra ainda esse ano, sendo que alguns representantes da
Rússia e Brasil já mostraram interesse nessa nova expansão, e como no momento
a liderança é brasileira, é possível que esse desejo se concretize. Entre países
mencionados como candidato, isto é, membros que podem se tornar permanentes e
oficiais podem se mencionar.
● Belarus;
● Bolívia;
● Cazaquistão;
● Cuba;
● Malásia;
● Tailândia;
● Uganda;
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● Uzbequistão;
● Nigéria.
Esses países já são considerados parceiros do BRICS+ em 2025, e podem se
tornar membros perenes.
2.5. Organização
Como já foi abordado o Brics não é uma organização estruturalmente formal como
a União Européia ou a ONU, e não é exatamente um bloco econômico, então sua
organização é menos rígida e mais flexível e adaptável, mas possuem algumas
características próprias que serão citadas:
● Rotatividade dos líderes entre os membros fundadores(incluindo a África do
Sul) (os líderes são alternados anualmente
● Não possuem uma sede fixa (até para representar a autonomia dos
membros)
● Reuniões entre os líderes e representantes uma vez ao ano nas Cúpulas
anuais.
● O representante não tem exatamente uma autoridade concreta, mas ele é
responsável pela representatividade e propõe as ideias e planos para o anllo
● Têm reuniões ao longo do ano entre ministros.
● Possuem algumas medidas além de parcerias como o Novo Banco de
Desenvolvimento, que recebeu um investimento inicial, e ao longo dos anos
para cumprir alguns objetivos e guardar reservas para se necessário.
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3. EXEMPLOS
3.1. O Consórcio Intermunicipal Grande ABC
O Consórcio Intermunicipal
Grande ABC foi fundado em 1990
por Santo André, São Bernardo do
Campo, São Caetano do Sul,
Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e
Rio Grande da Serra. É uma
associação de municípios na
região do ABC Paulista que visa a
realização de ações conjuntas de
interesse regional.
É uma forma de unir forças para
Figura 5: Unidade Física do Consórcio
impulsionar o desenvolvimento da Intermunicipal Grande ABC. Fonte:
região e otimizar recursos, [Link]
promovendo a colaboração entre consorcio
os municípios. Exemplos de ações
é:
● Promover medidas para diminuição das manchas de alagamentos e
inundações da região;
● Garantir a limpeza e manutenção de piscinões junto ao governo do estado
Promover despoluição e revitalização de cursos d’água da região;
● Investir em programas de renaturalização;
● Readequação das redes de esgoto com lançamento no coletor tronco
Sabesp.
3.1. União Africana
Surgiu no ano de 1963, com o nome de Organização da Unidade Africana (OUA)
com o intuito de mediar conflitos entre os países e libertar países que ainda sofriam
com o imperialismo europeu
No entanto, trocou de nome em 2002, chamado de União Africana (UA) é uma
organização continental, de caráter intergovernamental, formada por todos os
países e territórios da África. Esse organismo foi inaugurado oficialmente em julho
de 2002, substituindo a Organização da Unidade Africana (OUA). A sede da União
Africana está localizada na cidade de Addis Ababa, capital da Etiópia.
Com a criação da União Africana (UA), além da resolução de conflitos, a
organização tem finalidade de incentivo para o desenvolvimento político, econômico
e social como:
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● Educação, ciência e
tecnologia;Cultura e esportes;
● Saúde e nutrição;
● Desenvolvimento agrário;
● Desenvolvimento industrial e
do comércio;
● Infraestrutura e energia;
● Democracia e direitos
humanos.
Os países africanos apresentam
baixo índice de desenvolvimento e
baixa renda nacional, sendo
classificados como países Figura 6: Um dos símbolos da União
Africana. Fonte:
emergentes ou como países [Link]
subdesenvolvidos. Atualmente, a africana/
União Africana detém PIB de 3
trilhões de dólares. A União Africana tem [Link] habitantes, segundo dados
da Organização das Nações Unidas (ONU). Que equivale a aproximadamente 17%
de toda a população do planeta Terra.
3.2. G7
O G7 é uma organização que
surgiu, como G6, no ano de
1975 entre as principais
potências mundiais, EUA,
Japão, Itália, França,
Alemanha e Reino Unido, e
em 1976 virou G7 com a
entrada do Canadá. A
organização tem como intuito
uma colaboração diplomata e
econômica entre os países Figura 7: Bandeira dos primeiros 5 países a
para se proteger de crises, já integrarem o Brics. Fonte:
[Link]
que sua criação veio por
conta do aumento do preço
do petróleo em 400% pelos maiores países produtores de petróleo em 1973.
O G7 se tornou G8 no ano de 1997 com a entrada da Rússia, por conta da sua
influência geopolítica, mesmo não sendo uma grande potência econômica, no
entanto a Rússia saiu no ano de 2014, por conta de uma sanção por conta da
invasão à Criméia. Foi muito importante por sua capacidade política. No entanto,
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perdeu força pela criação do G20. Até ganhar força novamente no ano de 2022
após a Guerra da Ucrânia, já que discussões passaram a ser mais difíceis no G20.
Assim como o BRICS+, o G7 não é um bloco econômico, já que não há nenhum
tipo de colaboração burocrática nos países que fazem parte do G7, como isenção
de tarifas monetárias ou redução de impostos sobre exportação por exemplo, mas
sim uma colaboração geopolítica e econômica perante entre os países que fazem
parte do G7.
4. CONCLUSÃO
É notável a importância geopolítica e econômica do BRICS+ na nossa sociedade atual,
representando mais de 40% da população mundial e cerca de 37% da economia global
tomando o PIB como critério (de acordo com o Fórum Econômico Mundial).
O BRICS na atualidade tem ao todo um total de onze países que fazem parte de sua
formação, sendo eles Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Egito, Indonesia,
Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Arábia Saudita. A composição representa uma grande
potência no ramo econômico na atualidade, podendo tomar decisões que impactam
diretamente o mundo.
O BRICS é importante para alavancar os países que fazem parte dele, já que eles tem um
potencial enorme para se tornarem potências mundiais, coisa que o artigo do economista
Jim O'Neil de 2001 já previa, e que já se tornou realidade com China, país que enfatizava
em relação a ter o maior crescimento econômico entre todos esses países.
5. RELATÓRIO DE TRABALHO
● Guilherme Gerits: Organização, Introdução, Formatação, Bibliografia, Slides e
Apresentação;
● Leonardo Cavazine: Linha Cronológica, Países Integrantes, Bibliografia e
Apresentação.
● Daniel Otho: Precedentes, Exemplos, Biografia, Slides e Apresentação.
● Enzo Barbosa: Conclusão Geral e Apresentação.
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6. BIBLIOGRAFIA
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Etiópia. Disponível em: <[Link]
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REUTERS. Arábia Saudita ainda não aderiu ao Brics, diz autoridade saudita.
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