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MC Poze do Rodo: Biografia e Controvérsias

Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, é um cantor e compositor brasileiro nascido em 1999 no Rio de Janeiro, que ganhou notoriedade após sua música 'Os Coringas do Flamengo' se tornar um sucesso. Ele enfrentou problemas legais relacionados ao tráfico de drogas e apologia ao crime, mas sua carreira musical prosperou, levando-o a realizar shows internacionais. MC Poze é conhecido por suas letras polêmicas que refletem a realidade das comunidades carentes, além de estar envolvido em controvérsias e investigações policiais.
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MC Poze do Rodo: Biografia e Controvérsias

Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, é um cantor e compositor brasileiro nascido em 1999 no Rio de Janeiro, que ganhou notoriedade após sua música 'Os Coringas do Flamengo' se tornar um sucesso. Ele enfrentou problemas legais relacionados ao tráfico de drogas e apologia ao crime, mas sua carreira musical prosperou, levando-o a realizar shows internacionais. MC Poze é conhecido por suas letras polêmicas que refletem a realidade das comunidades carentes, além de estar envolvido em controvérsias e investigações policiais.
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Marlon Brendon Coelho Couto da Silva (Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 1999)[3][4][5][6][7][8]

mais conhecido como MC Poze do Rodo, é um cantor e compositor brasileiro.

Biografia
Marlon Brendon Coelho Couto da Silva nasceu na Favela do Rodo, em Santa Cruz, Zona
Oeste do Rio de Janeiro, tendo sido batizado em homenagem ao ator norte-americano
Marlon Brando. Se envolveu com a criminalidade ainda na adolescência e foi preso por
tráfico e associação criminosa ao tráfico de drogas.[9][10] Em setembro de 2019, o MC foi
preso por apologia ao crime, corrupção de menores e tráfico de drogas durante um
show em Sorriso, Mato Grosso.[11] Após alguns dias detido, o funkeiro viu a vida
começar a mudar depois que uma de suas músicas, Os Coringas do Flamengo,
alcançou cerca de 8 milhões de visualizações no YouTube e se tornou tema das festas
de comemoração da equipe carioca pelas conquistas da Libertadores da América e do
Campeonato Brasileiro daquela temporada. Com o sucesso, Poze foi abraçado pela
torcida e também pelos jogadores.[9][12]

Carreira

MC Poze durante show em 2022.

MC Poze faturava mais de R$ 200 mil por mês em cachê, em meados de 2021. [13] Em
2022, lançou O Sábio, seu primeiro extended play.[14] Atualmente, possui seis singles
lançados entre 2019 e 2021.

Ele ficou conhecido com o hit Tô Voando Alto, lançado em 2019, que esteve semanas
nas paradas musicais do Brasil. Desde então, ele fez uma turnê pela Europa e se
apresentou em cinco shows em Portugal, Inglaterra e Espanha, além de uma
apresentação na Bélgica.

Seu alcance internacional se expandiu significativamente em 2023, quando estreou


uma série de shows no exterior. Em novembro de 2023, MC Poze se apresentou em
lugares como Pompano Beach, na Flórida, e em Newark, em Nova Jersey.[15]

Estilo musical
MC Poze é conhecido pelas letras polêmicas, características do subtipo conhecido
como "funk proibidão".[16]
Há trabalhos que discutem o caráter de complexidade com referância a noção de
apologia do crime no funk/trap carioca, porque situa em questão a liberdade artística
versus o controle social.[17] Outro tipo de abordagens situam: a realidade de nascer,
crescer e desenvolver às infâncias, adolescências e juventudes em meio a territórios
urbanos. Tais como, periferias e favelas marcados por disputas e tensionamento pelo
domínio de diversas facções criminais, a exemplo do Rio de Janeiro [18]. A constituição
das letras musicais de cunho ofensivo diz respeito a aspectos sociais, psíquicos e
jurídicos. Nesse sentido, a canção na condição de expressão artística em seu contexto
ao longo do processo histórico, cultural e político é afetado pela esfere penal, sujeito,
portanto, a possibilidade (ou impossibilidade) de tipificação referente a conduta ilegal,
depreciativa e ofensiva em dada sociedade. Logo, insere na discussão, o debate em
destaque sobre o direito fundamental à liberdade de expressão, seus limites e
controvérsias[19]. Ou seja, a canção do artista denominado de polêmico denuncia
diversos tipos de violências.

Vejamos a seguir a denúncia da estratificação social, das desigualdades sistemáticas


na sociedade:

“E se eu disser que a polícia tá matando quem acorda cinco da manhã... Pra trabalhar tentando ser
alguém? E se eu disser que, na verdade, o sistema é mó covarde Vê o povo passar fome e não ajuda
ninguém? É foda de manter a calma porque a bala voa... E inocente tá morrendo o tempo inteiro...Parece
até que liberaram as arma... Faz tempo que nós vive debaixo de tiro na Vila Cruzeiro... E hoje não tem
final feliz porque mais um se foi Político safado protegido pela lei... O galo canta, mas não canta mais no
Cantagalo Quem mandou matar Marielle? Até agora eu não sei…” (Talvez: MC Poze do Rodo, 2022).[20]

O envolvimento em processos relacionados a sua participação com organizações


ligadas ao tráfico de drogas é situação presente na história de vida do cantor.
Frequentemente, o fato de suas letras conterem aparente exaltações ao modus
operandi de facções criminosas é apontado como problemático.[21] A réplica por parte
do artista geralmente orbita na questão do mesmo se colocar apenas como um veículo
que retrata a realidade das comunidades carentes do Rio de Janeiro por meio da
música.[22]

Controvérsias
Música "Talvez" e polêmica com MC Paiva
Em novembro de 2022, MC Poze lançou seu primeiro álbum chamado O Sábio.[23] Na
música Talvez, Poze faz menção à Chacina do Jacarezinho, em que 28 pessoas foram
mortas em uma operação policial feita perto do Dia das Mães, em 2021.[14] Na mesma
música, Poze decidiu colocar um policial chamado "Paiva" no clipe.[24][23]

A escolha do nome do personagem rendeu uma polêmica do cantor com o MC Paiva,


que postou uma sequência de stories em seu Instagram, acusando o artista de ter o
alfinetado. Além de explicar a história do incômodo, o paulista chamou Poze de
"vagabundo", e o ameaçou, chamou-o para se encontrarem e discutirem o
acontecimento.[23] No meio de diversos xingamentos, Paiva ainda declarou que pode
circular tranquilamente pelo Rio de Janeiro por ser bem visto e insinuou que Poze não
poderia fazer a mesma coisa em São Paulo.[24] Ele também revelou que tentou entrar
em contato com o músico antes, sobre o incômodo, mas não obteve resposta.[23]

Tráfico de drogas e ostentação


Em depoimento à polícia, MC Poze confirmou que foi traficante de drogas entre os
anos de 2015 e 2016, na favela do Rodo.[25] Ele teria exercido a função de "vapor" no
tráfico de drogas, cuja função é vender drogas diretamente aos usuários, mas afirmou
aos policiais que abandonou o tráfico quando a milícia invadiu a localidade.[25]

Na internet, circulam fotos e vídeos em que MC Poze aparece ostentando armas como
fuzis, pistolas e até uma granada. Porém, o cantor alega que as imagens são referentes
à época em que ainda era traficante.[26][27]

Operação Rifa Limpa


Em 1 de novembro de 2024, uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que
investiga sorteios ilegais, apreendeu uma série de bens do cantor MC Poze, incluindo
joias e veículos de luxo, na casa dele. A mulher do cantor, Viviane Noronha, e outros
influenciadores são alvo da Operação Rifa Limpa.[28][29]

Em 12 de novembro, um perito da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que avaliou uma das
joias apreendidas na casa do MC Poze do Rodo, durante operação contra rifas ilegais,
disse que um cordão, formado por ouro, cobre, prata e pedra preciosa zircônia, vale
cerca de 650 mil reais.[30]

Em abril de 2025, a justiça decidiu pela liberação de seus veículos e joias. Segundo a
justiça, não houve comprovação da relação dos itens apreendidos com os supostos
delitos apontados pela polícia.[31]

Prisão
Em 29 de maio de 2025, Poze foi detido por agentes da Delegacia de Repressão aos
Entorpecentes (DRE) em sua mansão em um condomínio de luxo no Recreio dos
Bandeirantes. O artista é investigado por apologia ao crime e envolvimento com o
tráfico de drogas. A delegacia também afirmou que o Comando Vermelho se utiliza
estrategicamente dos shows do cantor, realizados em áreas de domínio da facção,
para aumentar a arrecadação com a venda de entorpecentes. [32] A investigação
começou após a circulação de vídeos de um baile na Cidade de Deus, que contou com
a presença de Poze e que mostram traficantes fortemente armados.[33]
Em 2 de junho de 2025, a Justiça concedeu habeas corpus para o cantor e revogou a
prisão temporária do MC. O desembargador Peterson Barroso, da Segunda Câmara
Criminal, determinou a soltura e o cumprimento de medidas cautelares pelo artista.
Na decisão, Simões criticou a maneira que a Polícia Civil do Rio de Janeiro executou a
prisão do músico. "O alvo da prisão não deve ser o mais fraco – o paciente, e sim os
comandantes de facção temerosa, abusada e violenta, que corrompe, mata, rouba,
pratica o tráfico, além de outros tipos penais em prejuízo das pessoas e da sociedade",
escreveu o desembargador.[34][35]

Já solto, Poze deverá: (1) comparecer mensalmente, em juízo, até o dia dez de cada
mês para informar e justificar suas atividades; (2) não se ausentar da Comarca
enquanto perdurar a análise do mérito do habeas corpus; (3) permanecer à disposição
da justiça, informando telefone para contato imediato, caso seja necessário; (4) está
proibido de mudar-se de endereço sem comunicar ao Juízo; (5) está proibido de
comunicar-se com pessoas investigadas pelos fatos envolvidos no inquérito,
testemunhas, bem como pessoas ligadas à facção criminosa Comando Vermelho;
deverá entregar o passaporte à Secretaria do Juízo originário.[36][37]

Seus pertences pessoais, como joias e carros, assim como os celulares e tablets,
foram novamente apreendidos pela polícia com sua prisão. Após ser solto, o artista
teve seus pertences liberados, tendo postado um vídeo com eles, embora tenha
mencionado que os celulares e tablets não foram devolvidos. [38]

Em julho do mesmo ano, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou


Poze e outras nove pessoas por tortura e extorsão mediante sequestro. De acordo com
as investigações da Polícia e com o MP, Poze e seus amigos atuaram de forma
coordenada, com uso de violência física, para obrigar o empresário Renato Medeiros a
confessar que teria roubado uma joia do cantor. As investigações apontam que Renato
teria sido espancado com chutes, socos e com uso de uma arma artesanal feita com
madeira e pregos. Além disso, o ex-empresário do MC teria sido queimado com
cigarros acesos.[39]

CPI das Câmeras


Em outubro de 2025, em audiência na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, tendo sido
convocado para depor na CPI das Câmeras, que trata sobre carros roubados, após ter
tido sua Land Rover Defender roubada e rapidamente devolvida, declarou que:

Meu carro apareceu porque eu sou o Poze do Rodo. Eu me acho uma pessoa
“ foda, fenomenal. (...) Eu sou mundialmente muito reconhecido. Tenho um
Instagram com 16 milhões de pessoas e, por dia, mais de quatro milhões de
pessoas me assistem nos stories todos os dias. Então, é óbvio, que quem me

roubou, após ver toda a repercussão, não ficaria com o carro roubado. O carro é
vermelho por dentro e por fora, é todo personalizado, tem meu nome nos bancos.
Para mim, é obvio que, depois que eu postasse, ele iria aparecer. E ele não foi
recuperado, foi largado. É meio óbvio ter sido devolvido, porque eu sou gigante.

— MC Poze do Rodo, [40]

Acompanhada de sua advogada, preferiu exercer seu direito de permanecer em


silêncio nas demais perguntas da audiência. [40]

Vida pessoal
Atualmente, MC Poze vive em uma mansão localizada no Recreio dos Bandeirantes, na
Zona Oeste do Rio de Janeiro. Poze é pai de 5 filhos: Júlia (nascida em 18 de maio de
2019),[41] Miguel (nascido em 2 de dezembro de 2020),[42] Laura (nascida em 11 de
dezembro de 2022),[43] Jade (nascida em 6 de setembro de 2023)[44] e Manuela (nascida
em 7 de novembro de 2023).[45][46] Em janeiro de 2024, o cantor afirmou que seu 6º filho
faleceu ainda na barriga da mãe, que não teve a identidade revelada. [47] O MC teve um
relacionamento com a influencer Viviane Noronha até 2021, com quem teve três
filhos.[48]

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