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Indicações e Eficácia do PRADAXA

PRADAXA é um anticoagulante indicado para a prevenção de eventos tromboembólicos venosos e acidente vascular cerebral em adultos. O medicamento está disponível em cápsulas de 75 mg, 110 mg e 150 mg, contendo etexilato de dabigatrana. Estudos clínicos demonstraram sua eficácia em comparação com enoxaparina e varfarina, mostrando redução significativa em eventos tromboembólicos e hemorragias.

Enviado por

Natan K
Direitos autorais
© All Rights Reserved
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Indicações e Eficácia do PRADAXA

PRADAXA é um anticoagulante indicado para a prevenção de eventos tromboembólicos venosos e acidente vascular cerebral em adultos. O medicamento está disponível em cápsulas de 75 mg, 110 mg e 150 mg, contendo etexilato de dabigatrana. Estudos clínicos demonstraram sua eficácia em comparação com enoxaparina e varfarina, mostrando redução significativa em eventos tromboembólicos e hemorragias.

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Abcd

PRADAXA®
Boehringer Ingelheim
cápsulas
75 mg
110 mg
150 mg
PRADAXA PROFISSIONAL abcd

APRESENTAÇÕES
PRADAXA 75 mg: embalagens com 10 e 30 cápsulas
PRADAXA 110 mg e 150 mg: embalagens com 10, 30 e 60 cápsulas

USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
PRADAXA 75 mg: cada cápsula contém 75 mg de etexilato de dabigatrana, correspondentes a 86,48 mg de mesilato
de etexilato de dabigatrana
PRADAXA 110 mg: cada cápsula contém 110 mg de etexilato de dabigatrana, correspondentes a 126,83 mg de
mesilato de etexilato de dabigatrana
PRADAXA 150 mg: cada cápsula contém 150 mg de etexilato de dabigatrana, correspondentes a 172,95 mg de
mesilato de etexilato de dabigatrana
Excipientes: ácido tartárico, acácia, hipromelose, dimeticona, talco, hiprolose, carragenina, cloreto de potássio,
dióxido de titânio, corante amarelo crepúsculo, corante indigotina, água purificada.

1. INDICAÇÕES
PRADAXA é indicado para:
• prevenção de eventos tromboembólicos venosos (TEV) em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de
grande porte.
• prevenção de acidente vascular cerebral (AVC), embolia sistêmica e redução de mortalidade vascular em
pacientes com fibrilação atrial.
• tratamento de trombose venosa profunda (TVP) e/ou embolia pulmonar (EP) agudas e prevenção de óbito
relacionado em pacientes que foram tratados com anticoagulante parenteral por 5-10 dias
• prevenção de trombose venosa profunda (TVP) e/ou embolia pulmonar (EP) recorrentes e óbito relacionado em
pacientes que foram tratados previamente

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Estudos clínicos em prevenção primária TEV após cirurgia de artroplastia de grande porte
Em dois grandes estudos randomizados, de grupos paralelos, duplo-cegos, de confirmação de dose, pacientes
submetidos à cirurgia eletiva ortopédica de grande porte (um para cirurgia de artroplastia total de joelho e um para
artroplastia total do quadril) receberam 75 mg ou 110 mg de etexilato de dabigatrana em até 1-4 horas da cirurgia,
seguidos por 150 ou 220 mg 1x/dia a partir de então, tendo sido garantida a hemostasia, ou enoxaparina 40 mg no
dia anterior à cirurgia e a partir de então 1x/dia.
No estudo RE-MODEL1 (artroplastia do joelho) o tratamento foi feito por 6-10 dias e no estudo RE-NOVATE2
(artroplastia de quadril) por 28-35 dias. Foram tratados no total 2.076 pacientes (joelho) e 3.494 (quadril)
respectivamente.
Os resultados do estudo em joelho (RE-MODEL) com relação ao desfecho primário, TEV, inclusive sintomático,
mais mortalidade por todas as causas, mostrou que o efeito antitrombótico de ambas as doses de etexilato de
dabigatrana foram estatisticamente não inferiores ao da enoxaparina.
Semelhantemente, TEV totais, inclusive assintomáticos, e mortalidade por todas as causas constituíram o desfecho
para o estudo em quadril (RE-NOVATE). Novamente o etexilato de dabigatrana em ambas as doses 1x/dia foi
estatisticamente não inferior à enoxaparina 40 mg ao dia.
Além disso, em um terceiro estudo randomizado, de grupos paralelos, duplo-cego (RE-MOBILIZE)3, pacientes
submetidos à cirurgia eletiva de artroplastia total do joelho receberam 75 mg ou 110 mg de etexilato de dabigatrana

Pradaxa _Bula Profissional 20170413 / C17-00 1


PRADAXA PROFISSIONAL abcd
6-12 horas após a cirurgia, seguidos de 150 mg e 220 mg1x/dia. A duração do tratamento foi de 12 a 15 dias. No
total, 2.615 pacientes foram randomizados e 2.596 foram tratados. A dose do comparador enoxaparina foi de 30 mg
2x/dia de acordo com a bula norte americana. No estudo RE-MOBILIZE não foi estabelecida a não inferioridade.
Não houve diferenças estatísticas no sangramento entre os comparadores.
Outro estudo randomizado, de fase II, de grupos paralelos, duplo-cego, controlado por placebo, avaliou pacientes
japoneses, aos quais foram administrados 110 mg, 150 mg e 220 mg de etexilato de dabigatrana no dia seguinte após
a cirurgia eletiva de substituição total da articulação do joelho. O estudo japonês mostrou uma clara relação dose-
resposta para a eficácia de etexilato de dabigatrana e um perfil de sangramento relacionado ao placebo.
Nos estudos RE-MODEL e RE-NOVATE, a randomização foi pré-operatória e no RE-MOBILIZE e no estudo
japonês controlado por placebo, foi pós-operatória. Isto deve ser considerado especialmente na avaliação da
segurança destes estudos. Por este motivo, os estudos estão agrupados na Tabela 1 conforme a randomização, antes
e após a cirurgia.
Os dados para o desfecho de TEV grave e mortalidade relacionada a TEV e sangramentos considerados graves são
apresentados na Tabela 1. TEV foi definido como a incidência composta de trombose venosa profunda e embolia
pulmonar.

Tabela 1: Análise de TEV e mortalidade relacionada à TEV durante o período de tratamento nos estudos RE-
MODEL e RE-NOVATE em cirurgia ortopédica
Estudo etexilato de dabigatrana etexilato de dabigatrana enoxaparina 40 mg
220 mg 150 mg
RE-NOVATE (quadril)*
N 909 888 917
Incidências (%) 28 (3,1) 38 (4,3) 36 (3,9)
Diferença nos riscos vs -0,8 0,4
enoxaparina (%)
IC 95% -2,5, 0,8 -1,5, 2,2
Risco relativo vs. enoxaparina 0,78 1,09
IC 95% 0,48, 1,27 0,70, 1,70
*
RE-MODEL (joelho)
N 506 527 511
Incidências (%) 13 (2,6) 20 (3,8) 18 (3,5)
Diferença nos riscos vs. -1,0 0,3
enoxaparina (%)
IC 95% -3,1, 1,2 -2,0, 2,6
Risco relativo vs. enoxaparina 0,73 1,08
IC 95% 0,36, 1,47 0,58, 2,01
RE-MOBILIZE (joelho)** enoxaparina 60 mg
N 618 656 668
Incidências (%) 21 (3,4) 20 (3,0) 15 (2,2)
Diferença nos riscos vs.
1,2 0,8
enoxaparina (%)
IC 95% (-0,7, 3,0) (-0,9, 2,5)
Risco relativo vs. enoxaparina 1,51 1,36
IC 95% (0,79, 2,91) (0,70, 2,63)
Estudo japonês (joelho)** Placebo
N 102 113 104
Incidências (%) 0 2 (1,8) 6 (5,8)
Diferença nos riscos vs. placebo
-5,8 -4,0
(%)
IC 95% (-10,3, -1,3) (-9,1, 1,1)
*
estudos com randomização pré-operatória; ** estudos com randomização pós-operatória.

Pradaxa _Bula Profissional 20170413 / C17-00 2


PRADAXA PROFISSIONAL abcd
Estudos clínicos em prevenção de AVC e embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial
As evidências clínicas da eficácia de etexilato de dabigatrana são provenientes do estudo RE-LY (avaliação
randomizada de terapia anticoagulante em longo prazo)4 que foi um estudo clínico multicêntrico e multinacional,
randomizado em grupos paralelos de duas doses em regime cego de etexilato de dabigatrana (110 mg 2x/dia e 150
mg 2x/dia) em comparação com a administração de varfarina em regime aberto a pacientes com fibrilação atrial com
risco moderado a alto de AVC ou embolia sistêmica. O objetivo primário deste estudo foi determinar se dabigatrana
seria não inferior a varfarina na redução da ocorrência do desfecho composto, AVC e eventos embólicos sistêmicos
(EES).
No estudo RE-LY, foram randomizados 18.113 pacientes com idade média de 71,5 anos e pontuação no CHADS2
médio de 2,1. A população tinha proporções aproximadamente iguais de pacientes com pontuação no CHADS2 1, 2
e ≥ 3. A população de pacientes era de 64% de homens, 70% caucasianos e 16% asiáticos. O estudo RE-LY teve um
período médio de tratamento de 20 meses com etexilato de dabigatrana administrado como dose fixa sem
monitoramento da coagulação. Além de fibrilação atrial (FA) não valvar documentada, sendo FA persistente ou
paroxística, os pacientes teriam pelo menos um dos seguintes fatores de risco para AVC:
• Ocorrência prévia de AVC, ataque isquêmico transitório ou embolia sistêmica
• Fração de ejeção ventricular esquerda <40%
• Insuficiência cardíaca sintomática ≥ Classe 2 da NYHA
• Idade ≥75 anos
• Idade ≥65 anos associada a: diabetes mellitus, doença arterial coronária ou hipertensão
As doenças concomitantes dos pacientes neste estudo incluíam hipertensão em 79%, diabetes em 23%, e doença
arterial coronária em 28%; 50% da população de pacientes era virgem ao tratamento com antagonistas de vitamina
K, definido como exposição durante a vida por menos de 2 meses, sendo que 32% da população jamais havia sido
exposta a antagonistas de vitamina K. Para os pacientes randomizados para varfarina, o tempo dentro da faixa
terapêutica (RNI 2,0 a 3,0) no estudo teve mediana de 67%. As medicações concomitantes incluíram ácido
acetilsalicílico (25% dos pacientes usaram por pelo menos 50% do tempo do estudo), clopidogrel (3,6%), AAS +
clopidogrel (2%), AINEs (6,3%), beta-bloqueadores (63,4%), diuréticos (53,9%), estatinas (46,4%), inibidores da
ECA (44,6%), bloqueadores de receptores de angiotensina (26,1%), hipoglicemiantes orais (17,5%), insulina
(5,2%), digoxina (29,4%), amiodarona (11,3%), diltiazem (8,9%), verapamil (5,4%), e inibidores de bomba de
prótons (17,8%).
Para o desfecho primário, AVC e embolia sistêmica, não foram identificados subgrupos (isto é, idade, peso, gênero,
função renal, etnia, etc.) com risco relativo diferente comparado com a varfarina.
Este estudo demonstrou que etexilato de dabigatrana na dose de 110 mg 2x/dia é não inferior à varfarina na
prevenção de AVC e embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial, com diminuição do risco de hemorragia
intracraniana e sangramento de qualquer tipo. A dose mais alta, de 150 mg 2x/dia, reduziu de forma significativa o
risco de AVC isquêmico e hemorrágico, óbito vascular, hemorragia intracraniana e sangramento de qualquer tipo
comparado com a varfarina. A dose menor de dabigatrana teve um risco significativamente menor de sangramento
grave comparado com a varfarina.
A Figura 1 e as Tabelas de 2 a 6 abaixo apresentam detalhadamente os principais resultados.

Tabela 2: Análise da primeira ocorrência de AVC ou EES (desfecho primário) durante o período do estudo RE-LY
(grupo randomizado)
etexilato de dabigatrana 150 etexilato de dabigatrana 110 varfarina
mg 2x/dia mg 2x/dia
Pacientes randomizados 6.076 6.015 6.022
AVC e/ou EES
Incidências (%) 135 (1,12) 183 (1,54) 203 (1,72)
Risco relativo vs. varfarina 0,65 (0,52; 0,81) 0,89 (0,73; 1,09)
(IC95%)
Valor de p para p=0,0001 p=0,2721
superioridade
% se refere à taxa anual de eventos

Pradaxa _Bula Profissional 20170413 / C17-00 3


PRADAXA PROFISSIONAL abcd
Figura 1 -Curva de Kaplan-Meier de probabilidade ao longo do tempo até o primeiro AVC ou embolia sistêmica

Tabela 3: Análise da primeira ocorrência de AVCs isquêmicos ou hemorrágicos durante o período do estudo RE-LY
(grupo randomizado)
etexilato de dabigatrana 150 mg etexilato de dabigatrana 110 mg varfarina
2x/dia 2x/dia
Pacientes randomizados 6.076 6.015 6.022
AVC
Incidências (%) 123 (1,02) 171 (1,44) 187 (1,59)
Risco Relativo vs. varfarina 0,64 (0,51;0,81) 0,91 (0,74; 1,12)
(IC 95%)
Valor de p 0,0001 0,3553
EES
Incidências (%) 13 (0,11) 15 (0,13) 21 (0,18)
Risco Relativo vs. varfarina 0,61 (0,30; 1,21) 0,71 (0,37; 1,38)
(IC 95%)
Valor de p 0,1582 0,3099
AVC isquêmico
Incidências (%) 104 (0,86) 152 (1,28) 134 (1,14)
Risco Relativo vs. varfarina 0,76 (0,59;0,98) 1,13 (0,89; 1,42)
(IC 95%)
Valor de p 0,0351 0,3138
AVC hemorrágico
Incidências (%) 12 (0,10) 14 (0,12) 45 (0,38)
Risco Relativo vs. varfarina 0,26 (0,14; 0,49) 0,31 (0,17; 0,56)
(IC 95%)
Valor de p <0,0001 0,0001
% se refere à taxa anual de eventos

Pradaxa _Bula Profissional 20170413 / C17-00 4


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Tabela 4: Análise da sobrevida cardiovascular por todas as causas durante o período do estudo RE-LY (grupo
randomizado)
etexilato de dabigatrana 150 mg etexilato de dabigatrana 110 mg varfarina
2x/dia 2x/dia
Pacientes randomizados 6.076 6.015 6.022
Mortalidade por todas as causas
Incidências (%) 438 (3,64) 446 (3,75) 487 (4,13)
Risco Relativo vs. varfarina 0,88 (0,77; 1,00) 0,91 (0,80; 1,03)
(IC 95%)
Valor de p 0,0517 0,1308
Mortalidade vascular
Incidências (%) 274 (2,28) 289 (2,43) 317 (2,69)
Risco Relativo vs. varfarina 0,85 (0,72; 0,99) 0,90 (0,77; 1,06)
(IC 95%)
Valor de p 0,0430 0,2081
% se refere à taxa anual de eventos

O benefício clínico líquido medido pelo desfecho clínico não ponderado composto de AVC, embolia sistêmica,
embolia pulmonar, infarto agudo do miocárdio, óbitos vasculares e sangramentos graves foi avaliado, e é
apresentado como parte da Tabela 5. As taxas anuais de eventos para os grupos com etexilato de dabigatrana foram
mais baixas do que as do grupo com a varfarina. A redução do risco para este desfecho composto foi de 8% e 10%
respectivamente para as doses de etexilato de dabigatrana 110 mg e 150 mg duas vezes ao dia. Outros componentes
avaliados incluíram todas as hospitalizações que ocorreram de forma significativamente menos frequente com
etexilato de dabigatrana 110 mg duas vezes ao dia do que com varfarina (redução do risco de 7%; IC 95%: 0,87;
0,99; p=0,021).

Tabela 5: Outras medidas avaliadas


etexilato de dabigatrana etexilato de dabigatrana varfarina
150 mg 2x/dia 110 mg 2x/dia
Pacientes randomizados 6.076 6.015 6.022
AVC/EES/ óbito
Incidências (%) 520 (4,32) 577 (4,85) 613 (5,20)
Risco Relativo vs. varfarina (IC 95%) 0,83(0,74; 0,93) 0,93 (0,83; 1,04)
Valor de p 0,0015 0,2206
AVC/EES/EP/IM/óbito/sangramento grave
(benefício clínico líquido)
Incidências (%) 850 (7,06) 863 (7,25) 925 (7,84)
Risco Relativo vs. varfarina (IC 95%) 0,90(0,82; 0,99) 0,92 (0,84; 1,01)
Valor de p 0,0287 0,0849)
Embolia pulmonar
Incidências (%) 18 (0,15) 14 (0,12) 12 (0,10)
Risco Relativo vs. varfarina (IC 95%) 1,41 (0,71; 3,06) 1,16 (0,54; 2,51)
Valor de p 0,2980 0,7076
Infarto do miocárdio
Incidências (%) 97 (0,81) 98 (0,82) 75 (0,64)
Risco Relativo vs. varfarina (IC 95%) 1,27 (0,94; 1,71) 1,29 (0,96; 1,75)
Valor de p 0,1240 0,0929

Tabela 6: Testes de função hepática


No estudo RE-LY, as potenciais anormalidades nos testes de função hepática (TFH) ocorreram com uma incidência comparável ou menor em
pacientes tratados com etexilato de dabigatrana vs. Varfarina
etexilato de dabigatrana etexilato de dabigatrana varfarina
150 mg 2x/dia N (%) 110 mg 2x/dia N (%) N (%)
Total de pacientes tratados 6059 (100,0) 5983 (100,0) 5998 (100,0)
ALT ou AST >3x LSN 106 (1,7) 118 (2,0) 125 (2,1)
ALT ou AST >5x LSN 45 (0,7) 36 (0,6) 50 (0,8)
ALT ou AST >3x LSN + bilirrubina >2x LSN 14 (0,2) 11 (0,2) 21 (0,4)

A extensão do estudo RE-LY (estudo RELY-ABLE) forneceu informações adicionais de segurança para uma grande
coorte de pacientes que continuaram com a mesma dose de etexilato de dabigatrana que foi estabelecida no estudo
RE-LY. Os pacientes foram elegíveis para o estudo RELY-ABLE se não tivessem descontinuado definitivamente a
medicação do estudo no momento da visita final do estudo RE-LY. Os pacientes randomizados continuaram a
receber a mesma dose duplo-cega de etexilato de dabigatrana do estudo RE-LY por até 43 meses de
acompanhamento (acompanhamento médio total RE-LY + RELY-ABLE de 4,5 anos). Foram incluídos 5.897
Pradaxa _Bula Profissional 20170413 / C17-00 5
PRADAXA PROFISSIONAL abcd
pacientes, representando 49% dos pacientes originalmente randomizados para receber o etexilato de dabigatrana no
estudo RE-LY e 86% dos pacientes elegíveis para o estudo RELY-ABLE. Durante os 2,5 anos adicionais de
tratamento no estudo RELY-ABLE, com uma exposição máxima de mais de 6 anos (total RELY+ RELY-ABLE), o
perfil de segurança em longo prazo do etexilato de dabigatrana para ambas as doses testadas foi confirmado. Não
foram observados novos achados de segurança. As taxas de eventos, incluindo sangramento grave ou outros eventos
de sangramento, foram consistentes com aquelas observadas no estudo RE-LY.

Em um estudo exploratório, a eficácia de duas estratégias para o gerenciamento de sintomas gastrointestinais foram
testadas: administrar PRADAXA dentro de 30 minutos após uma refeição e adicionar pantoprazol 40 mg
diariamente. Um total de n = 1.067 pacientes utilizando PRADAXA entraram no estudo; 117 pacientes
desenvolveram sintomas gastrointestinais e foram randomizados para um dos dois tratamentos. Ambas as
estratégias de manejo (administrar PRADAXA após as refeições e adicionar pantoprazol 40mg diariamente)
forneceram um completo alívio dos sintomas gastrointestinais primários em mais de 55% dos pacientes
(PRADAXA após a refeição: 55,9%; pantoprazol: 67,2%).
Com uma estratégia única, adicionar pantoprazol 40mg diariamente, obteve - se uma completa resolução dos
sintomas em 67,2% dos pacientes após 4 semanas de tratamento, enquanto administrar PRADAXA após uma
refeição resultou em 55,9% dos pacientes com completa resolução dos sintomas. Após uma semana de tratamento, a
completa resolução dos sintomas foi alcançada em 51,7% dos pacientes com pantoprazol vs. 39% dos pacientes com
Pradaxa administrado após uma refeição. Pacientes que não tiveram completa resposta para a estratégia inicial após
4 semanas receberam adicionalmente a estratégia alternativa (ou seja, estratégias combinadas) por mais 4 semanas.
Foi reportada eficácia completa ou parcial após 4 semanas das estratégias combinadas (8 semanas, tratamento total)
por 12 dos 14 (85,7%) pacientes que administraram PRADAXA após a refeição na primeira parte do ensaio e 12 dos
15 (80%) pacientes que administraram pantoprazol na primeira parte do ensaio 8.
Em última análise, 92 (78.6%) pacientes (79 com eficácia completa e 13 com eficácia parcial) tiveram resultados
positivos usando as 2 estratégias de gerenciamento de sintomas gastrointestinais, 45 no grupo usando Pradaxa após a
refeição (39 eficácia completa + 6 eficácia parcial) e 47 no grupo administrando pantoprazol (40 eficácia completa +
7 com eficácia parcial).

Pacientes submetidos a ablação por cateter para fibrilação atrial


Um estudo prospectivo, randomizado, aberto, multicêntrico e exploratório com avaliação de desfecho adjudicada de
forma cega e centralizada (RE-CIRCUIT) foi conduzido em 704 pacientes, que estavam em tratamento estável com
anticoagulante. O estudo comparou o tratamento ininterrupto de 150 mg de etexilato de dabigatrana duas vezes ao
dia, com o tratamento de varfarina ininterrupta ajustada por RNI, na ablação por cateter de fibrilação atrial
paroxística ou permanente. Dos 704 pacientes, 317 foram submetidos a ablação de fibrilação atrial em tratamento
ininterrupto com dabigatrana e 318 foram submetidos a ablação de fibrilação atrial em tratamento ininterrupto com
varfarina. Todos os pacientes foram submetidos à ecocardiografia transesofágica (ETE) antes da ablação por cateter.
O desfecho primário (sangramento maior, de acordo com os critérios ISTH) ocorreu em 5 (1,6%) pacientes no grupo
tratado com etexilato de dabigatrana e 22 (6,9%) pacientes no grupo tratado com varfarina (diferença de risco de
-5,3%, 95% CI-8,4, -2,2; p = 0,0009). Não houve acidente vascular cerebral/embolia sistêmica/ataque isquêmico
transitório (composto) no braço de etexilato de dabigatrana e um evento (ataque isquêmico transitório) no braço da
varfarina a partir do momento da ablação e até 8 semanas após a ablação. A incidência combinada de sangramento
maior e eventos tromboembólicos (acidente vascular cerebral/embolia sistêmica/ataque isquêmico transitório) foi
menor no braço de etexilato de dabigatrana (5 [1,6%] vs. 23 [7,2%] pacientes). Este estudo exploratório demonstrou
que o etexilato de dabigatrana estava associado a uma redução estatisticamente significativa e clinicamente relevante
na taxa de sangramento maior em comparação com o uso de varfarina ajustada por RNI e não houve diferenças na
incidência de acidente vascular cerebral ou embolia sistêmica na ablação.

Estudos clínicos em prevenção de tromboembolismo em pacientes com prótese de valvas cardíacas


Um estudo de fase II avaliou etexilato de dabigatrana e varfarina em um total de 252 pacientes após cirurgia recente
de substituição de valva cardíaca mecânica (isto é, durante o período de internação) e em pacientes que foram
submetidos à colocação de prótese de valva cardíaca mecânica há mais de três meses. Foi observado neste estudo
um desequilíbrio com desvantagem para o etexilato de dabigatrana em relação aos eventos tromboembólicos e
sangramento total (principalmente menores). Em pacientes no pós-operatório recente, sangramento grave
manifestou-se predominantemente como derrame pericárdico hemorrágico, especificamente em pacientes que
iniciaram precocemente o etexilato de dabigatrana (ou seja, no dia 3) após a cirurgia de substituição da valva
cardíaca.

Pradaxa _Bula Profissional 20170413 / C17-00 6


PRADAXA PROFISSIONAL abcd
Estudos clínicos no tratamento de TVP e/ou EP agudas e prevenção de óbito relacionado
Evidências clínicas de dois estudos replicados, multicêntricos, randomizados, duplo-cegos, de grupos paralelos (RE-
COVER e RE-COVER II)5 demonstraram que o etexilato de dabigatrana é eficaz e seguro no tratamento de TVP
e/ou EP. Estes estudos compararam etexilato de dabigatrana (150 mg 2x/dia) com varfarina (RNI alvo 2,0-3,0) em
pacientes com TVP aguda e/ou EP e o objetivo primário foi determinar a não inferioridade da dabigatrana à
varfarina na redução da ocorrência do desfecho primário, uma composição de TVP recorrente sintomática e/ou EP e
óbitos relacionados dentro do período de tratamento agudo de 6 meses.
No agrupamento dos estudos RE-COVER e RE-COVER-II, um total de 5.153 pacientes foram randomizados e
5.107 foram tratados; os índices de eventos no início do estudo foram TVP - 68,5%, EP - 22,2%, EP e TVP - 9,1%.
Os fatores de risco mais frequentes foram: história de TVP e/ou EP - 21,5%, cirurgia/trauma -18,1%, insuficiência
venosa -17,6% e imobilização prolongada -14,6%. Características basais dos pacientes: idade média 54,8 anos, sexo
masculino 59,5%, caucasianos 86,1%, asiáticos 11,8%, negros 2,1%. As comorbidades foram: hipertensão 35,5%,
diabetes mellitus 9,0%, doença coronária 6,8% e úlcera gástrica ou duodenal 4,1%.
A duração do tratamento com dose fixa de dabigatrana foi de 174 dias, sem monitorização da coagulação. Para os
pacientes randomizados para a varfarina, o tempo médio na faixa terapêutica (RNI 2,0 a 3,0) foi de 60,6%.
Medicações concomitantes incluíram vasodilatadores 28,5%, agentes que atuam sobre o sistema renina-angiotensina
24,7%, hipolipemiantes 19,1%, beta-bloqueadores 14,8%, bloqueadores dos canais de cálcio 9,7%, AINEs 21,7%,
acido acetilsalicílico 9,2%, antiagregantes plaquetários 0,7% e inibidores P-gp 2,0% (verapamil 1,2% e amiodarona
0,4%).
Os dois estudos RE-COVER e RE-COVER II em pacientes com TVP e/ou EP agudas tratados inicialmente por pelo
menos 5 dias com terapia parenteral demonstraram que o tratamento com etexilato de dabigatrana 150 mg 2x/dia foi
não inferior à varfarina (valores de p para não inferioridade: RE-COVER p<0,0001; RE-COVER II p=0,0002).
Eventos hemorrágicos (grave, grave/clinicamente relevante e qualquer sangramento) foram significativamente
menores nos pacientes que receberam etexilato de dabigatrana 150 mg 2x/dia em comparação à varfarina.
Figura 2 - Tempo até o primeiro TEV declarado/primeiro óbito relacionado ao TEV, até o fim do período pós-
tratamento para RE-COVER e RE-COVER II agrupados

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Tabela 7: Análise dos desfechos de eficácia primário e secundário (TEV é uma composição de TVP e/ou EP) até o
final do período pós-tratamento para os estudos agrupados RE-COVER e RE-COVER II
Etexilato de dabigatrana 150 Varfarina
mg
RE-COVER/RE-COVER II agrupados
Pacientes, n (%) 2.553 (100,0) 2.554 (100,0)
TEV sintomática recorrente e óbito por TEV 68 (2,7) 62 ( 2,4)
Risco relativo vs. varfarina 1,09
IC 95% ( 0,77, 1,54)
Desfechos de eficácia secundarios
TEV sintomática recorrente e óbito por todas
109 (4,3) 104 (4,1)
as causas
IC 95% 3,52, 5,13 3,34, 4,91
TVP sintomática 45 (1,8) 39 (1,5)
IC 95% 1,29, 2,35 1,09, 2,08
EP sintomática 27 (1,1) 26 (1,0)
IC 95% 0,70, 1,54 0,67, 1,49
Óbitos por TEV 4 (0,2) 3 (0,1)
IC 95% 0,04, 0,40 0,02, 0,34
Óbitos por todas as causas 51 (2,0) 52 (2,0)
IC 95% 1,49, 2,62 1,52, 2,66

Estudos clínicos na prevenção de TVP e/ou EP recorrentes e óbito relacionado


Evidências clínicas de dois estudos randomizados, duplo-cegos, de grupos paralelos em pacientes previamente
tratados com anticoagulante, demonstraram que etexilato de dabigatrana é um tratamento eficaz e seguro para TVP
e/ou EP recorrentes. O estudo RE-MEDY controlado com varfarina, incluiu pacientes já tratados por 3 a 12 meses
que necessitavam continuação do tratamento anticoagulante; o estudo RE-SONATE controlado por placebo, incluiu
pacientes já tratados por 6 a 18 meses com inibidores da vitamina K.
O objetivo do estudo RE-MEDY foi comparar a eficácia e segurança de etexilato de dabigatrana oral (150 mg
2x/dia) com a varfarina (RNI alvo 2,0-3,0) no tratamento de longo prazo de TVP e/ou EP sintomáticos e prevenção
da recorrência. Um total de 2.866 pacientes foram randomizados e 2.856 foram tratados. O índice de eventos no
início do estudo foi: TVP - 65,1%, EP - 23,1%, EP e TVP -11,7%.
Características basais dos pacientes: idade média 54,6 anos, 61,0% do sexo masculino, 90,1% caucasianos, 7,9%
asiáticos, 2,0% negros. Co-morbidades, como hipertensão 38,6%, diabetes mellitus 9,0%, doença arterial
coronariana 7,2% e úlcera gástrica ou duodenal 3,8%. Medicações concomitantes: agentes que atuam no sistema
renina-angiotensina, 27,9%, vasodilatadores 26,7%, hipolipemiantes 20,6%, AINEs 18,3%, betabloqueadores
16,3%, bloqueadores dos canais de cálcio 11,1%, acido acetilsalicilico 7,7%, inibidores P-gp 2,7% (verapamil 1,2%
e 0,7% amiodarona), antiagregantes plaquetarios 0,9%.
A duração do tratamento com exilato de dabigatrana variou de 6 a 36 meses (mediana - 534,0 dias). Para os
pacientes randomizados para a varfarina, o tempo médio na faixa terapêutica (RNI 2,0-3,0) foi de 64,9%.
O estudo RE-MEDY demonstrou que o tratamento com etexilato de dabigatrana 150 mg 2x/dia foi não inferior à
varfarina (p=0,0135 para não inferioridade). Eventos hemorrágicos (grave/clinicamente relevante; qualquer
sangramento) foram significativamente menores nos pacientes que receberam etexilato de dabigatrana em
comparação à varfarina.
Tal como nos estudos RE-COVER/RE-COVER II agrupados, o uso concomitante de inibidores P-gp no estudo RE-
MEDY foi relatado por alguns pacientes (2,7%), sendo verapamil (1,2%) e amiodarona (0,7%) os mais frequentes.
Nos estudos agrupados de tratamento de TEV agudo, o uso concomitante de inibidores P-gp foi relatado por alguns
pacientes (2,0%) sendo verapamil (1,2% do total) e amiodarona (0,4% do total) os mais frequentes.
A tabela 11 mostra detalhes dos principais resultados do estudo RE-MEDY.

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Figura 3- Tempo até o primeiro TEV declarado/primeiro óbito relacionado ao TEV, até o fim do período de
tratamento planejado para o estudo RE-MEDY

Tabela 8 - Análise dos desfechos de eficácia primário e secundário (TEV é uma composição de TVP e/ou EP) até o
final do período de tratamento planejado para o estudo RE-MEDY
Etexilato de dabigatrana Varfarina
150 mg
RE-MEDY
Pacientes, n (%) 1.430 (100,0) 1.426 (100,0)
TEV sintomática recorrente e óbito por TEV 26 (1,8) 18 (1,3)
Risco relativo vs. varfarina 1,44
IC 95% 0,78, 2,64
Valor-p- (não inferioridade) 0,0135
Pacientes com eventos aos 18 meses 22 17
Risco acumulado aos 18 meses (%) 1,7 1,4
Diferença nos riscos vs. varfarina (%) 0,4
IC 95% -0,5, 1,2
Valor-p- (não inferioridade) <0,0001
Desfechos secundários de eficácia
TEV sintomática recorrente e óbito por todas as
42 (2,9) 36 (2,5)
causas
IC 95% 2,12, 3,95 1,77, 3,48
TVP sintomático 17 (1,2) 13 (0,9)
IC 95% 0,69, 1,90 0,49, 1,55
EP sintomática 10 (0,7) 5 (0,4)
IC 95% 0,34, 1,28 0,11, 0,82
Óbitos por TEV 1 (0,1) 1 (0,1)
IC 95% 0,00, 0,39 0,00, 0,39
Óbitos por todas as causas 17 (1,2) 19 (1,3)
IC 95% 0,69, 1,90 0,80, 2,07

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O objetivo do estudo RE-SONATE foi avaliar a superioridade do etexilato de dabigatrana versus placebo na
prevenção de TVP e/ou EP sintomático recorrente em pacientes que já haviam completado 6 a 18 meses de
tratamento com antagonistas de vitamina K. Planejou-se tratamento com etexilato de dabigatrana 150 mg 2x/dia por
6 meses, sem necessidade de monitoramento.
Índice de eventos no início do estudo: TVP 64,5%, EP 27,8%, EP e TVP 7,7%. No total 1.353 pacientes foram
randomizados e 1.343 foram tratados. Características basais dos pacientes: idade média 55,8 anos, sexo masculino
55,5%, caucasianos 89,0%, asiáticos 9,3%, negros 1,7%. Co-morbidades incluíam hipertensão 38,8%, diabetes
mellitus 8,0%, doença arterial coronariana 6,0% e úlcera gástrica ou duodenal 4,5%. Medicações concomitantes:
agentes que atuam no sistema renina-angiotensina 28,7%, vasodilatadores 19,4%, hipolipemiantes 17,9%, beta-
bloqueadores 18,5%, bloqueadores dos canais de cálcio 8,9%, AINEs 12,1%, ácido acetilsalicílico 8,3%,
antiagregantes plaquetários 0,7% e inibidores P-gp 1,7% (1,0% de verapamil e 0,3% de amiodarona).
O estudo RE-SONATE demonstrou que o etexilato de dabigatrana foi superior ao placebo na prevenção dos eventos
de TVP/EP sintomáticos recorrentes, incluindo óbitos inexplicáveis, com uma redução de risco de 92% durante o
período de tratamento (p<0,0001). Todas as análises secundárias e sensibilidade do desfecho primário e todos os
desfechos secundários demonstraram superioridade do etexilato de dabigatrana em relação ao placebo. As taxas de
evento hemorrágico grave e a combinação de eventos hemorrágicos graves/clinicamente relevantes foram
significativamente maiores em pacientes que receberam o etexilato de dabigatrana em comparação com aqueles que
receberam placebo.
Após a conclusão do tratamento houve uma fase observacional de seguimento por 12 meses. Após a descontinuação
da medicação do estudo, o efeito foi mantido até o final do seguimento, indicando que o efeito do tratamento inicial
com etexilato de dabigatran foi sustentado. Não foi observado efeito rebote. No final da fase de seguimento, os
eventos de TEV nos pacientes tratados com etexilato de dabigatrana foram de 6,9% contra 10,7% no grupo placebo
(risco relativo 0,61 (0,42, 0,88), p=0,0082).

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Figura 4 - Tempo até o primeiro de TEV declarado e primeiro óbito relacionado ao TEV, até o fim do período
planejado de tratamento para o estudo RE-SONATE

Tabela 9 - Análise dos desfechos de eficácia primário e secundário (TEV é uma composição de TVP e/ou EP) até o
final do período pós-tratamento planejado para o estudo RE-SONATE
Etexilato de dabigatrana 150
Placebo
mg
RE-SONATE
Pacientes, n (%) 681 (100,0) 662 (100,0)
TEV sintomática recorrente e óbito relacionado 3 (0,4) 37 (5,6)
Risco relativo 0,08
IC 95% 0,02, 0,25
Valor-p <0,0001
Desfechos de eficácia secundarios
TEV sintomática recorrente e óbito por todas as
3 (0,4) 37 (5,6)
causas
IC 95% 0,09, 1,28 3,97, 7,62
TVP sintomático 2 (0,3) 23 (3,5)
IC 95% 0,04, 1,06 2,21, 5,17
EP sintomática 1 (0,1) 14 (2,1)
IC 95% 0,00, 0,82 1,16, 3,52
Óbitos por TEV 0 (0) 0 (0)
IC 95% 0,00, 0,54 0,00, 0,56
Óbitos inexplicaveis 0 (0) 2 (0,3)
IC 95% 0,00, 0,54 0,04, 1,09
Óbitos por todas as causas 0 (0) 2 (0,3)
IC 95% 0,00, 0,54 0,04, 1,09

Outras medidas avaliadas: infarto do miocárdio ocorreu em uma baixa frequência em todos os quatro estudos de
TEV para todos os grupos de tratamento. Óbito cardíaco ocorreu em um paciente no grupo de tratamento com
varfarina.

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Nos três estudos controlados por medicação ativa relatou-se uma taxa de infarto do miocárdio de 0,5% nos pacientes
que receberam etexilato de dabigatrana (e de 0,1% naqueles que receberam varfarina . No estudo RE-SONATE, que
comparou etexilato de dabigatrana com placebo, houve um evento de infarto do miocárdio em cada grupo de
tratamento, resultando em taxas iguais nos dois grupos.

Testes de função hepática nos estudos controlados por medicação ativa RE-COVER, RE-COVER II e RE-MEDY:
houve uma incidência comparável ou menor de potenciais anormalidades nos testes de função hepática nos
pacientes tratados com etexilato de dabigatrana do que quando tratados com varfarina. Já no estudo RE-SONATE,
não houve diferença significativa entre os dois grupos.

1. Christiansen AV, Schindler T, Hantel S, Stangier J. A phase III, randomised, parallel-group, double-blind, active controlled study to
investigate the efficacy and safety of two different dose regimens of orally administered dabigatran etexilate capsules [150 or 220 mg once
daily starting with a half dose (i.e.75 or 110 mg) on the day of surgery] compared to subcutaneous enoxaparin 40 mg once daily for 8 ±2
days, in prevention of venous thromboembolism in patients with primary elective total knee replacement surgery RE-MODEL
(Thromboembolism prevention after knee surgery).
2. Hettiarachchi R, Schindler T, Hantel S, Stangier J. A phase III randomised, parallel-group, double-blind, active controlled study to
investigate the efficacy and safety of two different dose regimens of orally administered dabigatran etexilate capsules [150 or 220 mg once
daily starting with half dose (i.e. 75 or 110 mg) on the day of surgery] compared to subcutaneous enoxaparin 40 mg once daily for 28-35
days, in prevention of venous thromboembolism in patients with primary elective total hip replacement surgery. RE-NOVATE (Extended
thromboembolism prevention after hip surgery).
3. Clements M, Hantel S. A Phase III, randomized, parallel-group, double-blind, active controlled study to investigate the efficacy and safety
of two different dose regimens (75 mg Day 1 followed by 150 mg Day 2-completion, and 110 mg Day 1 followed by 220 mg
Day 2-completion) of dabigatran etexilate administered orally (capsules), compared to enoxaparin 30 mg twice a day subcutaneous for 12–
15 days in prevention of venous thromboembolism in patients with primary elective total knee replacement surgery -RE-MOBILIZE.
4. Reilly P, Wang S, Varrone J, Yamamura N. Randomized Evaluation of Long term anticoagulant therapy (RE LY®) comparing the efficacy
and safety of two blinded doses of dabigatran etexilate with open label warfarin for the prevention of stroke and systemic embolism in
patients with non-valvular atrial fibrillation: prospective, multi-centre, parallel-group, non-inferiority trial (RE-LY STUDY).
5. Eibert S, Sauce C, Baanstra D, Yamamura N, Lemke U, Schulman S. A phase III, randomised, double blind, parallel-group study of the
efficacy and safety of oral dabigatran etexilate (150 mg bid) compared to warfarin (INR 2.0-3.0) for 6 month treatment of acute
symptomatic venous thromboembolism.
6. Christiansen AV, Kurz C, Le MF. A phase III randomised, double blind, parallel-group study of the efficacy and safety of oral dabigatran
etexilate (150 mg bid) compared to warfarin (INR 2.0-3.0) for 6 month treatment of acute symptomatic venous thromboembolism,
following initial treatment for at least 5 days with a parenteral anticoagulant approved for this indication. RE-COVER II.
7. Kvamme AM, Lemke U, Koeppen M, Kurz C, Liu D. A phase III, randomised, multicenter, double-blind, parallel-group, active controlled
study to evaluate the efficacy and safety of oral dabigatran etexilate (150 mg bid) compared to warfarin (INR 2.0-3.0) for the secondary
prevention of venous thromboembolism. RE-MEDY.
8. Baanstra D, Frampton H, Peter N. Twice-daily oral direct thrombin inhibitor dabigatran etexilate in the long-term prevention of recurrent
symptomatic venous thromboembolism in patients with symptomatic deep-vein thrombosis or pulmonary embolism.
9. Jacqueline W, Lisa RL, PharmD, Naitee T, PhD. A prospective, open label study evaluating the efficacy of two management strategies
(pantoprazole 40 mg q.a.m. and taking Pradaxa® with food [within 30 minutes after a meal]) on gastrointestinal symptoms (GIS) in patients
newly on treatment with Pradaxa® 150 mg b.i.d., 110 mg, or 75 mg b.i.d. for the prevention of stroke and systemic embolism in patients
with non-valvular atrial fibrillation (NVAF).

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
O etexilato de dabigatrana é uma pequena molécula, pró-droga sem atividade farmacológica. Após administração
oral, o etexilato de dabigatrana é rapidamente absorvido e convertido em dabigatrana no plasma e no fígado por
meio de hidrólise catalisada por esterases. A dabigatrana é um inibidor direto da trombina, potente, competitivo,
reversível e é o principal princípio ativo no plasma.
Visto que a trombina (protease serina) possibilita a conversão de fibrinogênio em fibrina durante a cascata de
coagulação, a sua inibição previne o desenvolvimento do trombo. A dabigatrana também inibe a trombina livre,
trombina ligada à fibrina e a agregação de plaquetas induzida por trombina.
Estudos em animais in vivo e ex vivo demonstraram a eficácia antitrombótica e a atividade anticoagulante da
dabigatrana após administração intravenosa e do etexilato de dabigatrana após administração oral em vários modelos
de trombose em animais.
Existe uma estreita correlação entre as concentrações plasmáticas de dabigatrana e o grau do efeito anticoagulante.
A dabigatrana prolonga o TTPa (tempo de tromboplastina parcial ativada), ECT (tempo de coagulação de ecarina) e
TT (tempo de trombina).

Farmacocinética
Após administração oral de etexilato de dabigatrana em voluntários saudáveis, o perfil farmacocinético da
dabigatrana no plasma se caracteriza por um rápido aumento das concentrações plasmáticas com um pico de

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concentração (Cmáx) obtido entre 0,5 e 2,0 horas após a administração. A Cmáx e a área sob a curva de concentração
plasmática-tempo (AUC) foram proporcionais à dose. Após obtenção da Cmáx, as concentrações plasmáticas da
dabigatrana mostraram um declínio bi-exponencial com uma meia-vida terminal de aproximadamente 11 horas em
idosos saudáveis. Após doses múltiplas, foi observada uma meia-vida terminal de cerca de 12-14 horas. A meia-vida
foi independente da dose. Entretanto, a meia-vida é prolongada quando há comprometimento da função renal, como
mostrado na tabela abaixo.

Meia-vida de dabigatrana em indivíduos saudáveis e em indivíduos com comprometimento da função renal

Clearance de creatinina Média geométrica (gCV%; faixa)


(CLcr) da meia-vida
[mL/min] [h]
>80 13,4 (25,7%; 11,0-21,6)
>50-≤80 15,3 (42,7%; 11,7-34,1)
>30-≤50 18,4 (18,5%; 13,3-23,0)
≤30 27,2 (15,3%; 21,6-35,0)

A biodisponibilidade absoluta da dabigatrana após administração oral de etexilato de dabigatrana como cápsulas de
hipromelose foi de aproximadamente 6,5%.
Os alimentos não afetam a biodisponibilidade do etexilato de dabigatrana, porém retardam o tempo do pico de
concentração plasmática em até 2 horas.
A biodisponibilidade oral pode aumentar em 1,4 vezes (+37%) em relação à formulação de referência (em cápsulas)
quando os microgrânulos são ingeridos sem a cápsula de hipromelose. Assim, a integridade da cápsula de
hipromelose deve ser sempre preservada no uso clínico para evitar um aumento não intencional da
biodisponibilidade de etexilato de dabigatrana. Portanto, os pacientes devem ser aconselhados a não abrir as
cápsulas e ingerir os microgrânulos isoladamente (por exemplo, dispersos sobre alimentos ou bebidas).
Um estudo que avaliou a absorção pós-operatória do etexilato de dabigatrana 1-3 horas após a cirurgia demonstrou
uma absorção relativamente lenta em comparação com a observada em voluntários saudáveis, mostrando um perfil
suave de concentração ao longo do tempo, sem altos picos de concentração plasmática. Os picos de concentração
plasmática são obtidos 6 horas após administração, ou 7 a 9 horas após cirurgia (BISTRO Ib). Contudo nota-se que
fatores contribuintes, como anestesia, paresia gastrintestinal e efeitos cirúrgicos implicam em uma proporção de
pacientes que terá retardo na absorção independente da formulação da droga. Embora este estudo não tenha previsto
se o retardo na absorção persiste nas doses subsequentes, foi demonstrado em um estudo posterior que o retardo na
absorção em geral só ocorre no dia da cirurgia. Nos dias subsequentes, a absorção da dabigatrana é rápida com pico
de concentração plasmática obtido 2 horas após a administração.
O metabolismo e a excreção da dabigatrana foram estudados após administração intravenosa única de dabigatrana
radiomarcada em voluntários saudáveis do sexo masculino. Após uma administração intravenosa, a radioatividade
derivada da dabigatrana foi eliminada principalmente na urina (85%). A excreção fecal respondeu por 6% da dose
administrada. A recuperação da radioatividade total variou de 88-94% da dose administrada 168 horas após a
administração.
O etexilato de dabigatrana e a dabigatrana não são metabolizados pelo sistema do citocromo P450 e não têm efeitos
de inibição ou indução in vitro nas enzimas humanas do citocromo P450. Isto foi confirmado por estudos in vivo em
voluntários saudáveis, que não tiveram qualquer interação entre tratamento com etexilato de dabigatrana e
atorvastatina ou diclofenaco (vide Interações Medicamentosas).
Após administração oral, o etexilato de dabigatrana no plasma é rápida e completamente convertido na forma ativa
dabigatrana. A reação metabólica predominante é a clivagem da pró-droga etexilato de dabigatrana no princípio
ativo dabigatrana por hidrólise catalisada por esterase. A dabigatrana sofre conjugação, formando acilglicuronídeos
farmacologicamente ativos. Existem quatro isômeros posicionais, 1-O, 2-O, 3-O, 4-O-acilglicuronídeos, que
respondem cada um por menos de 10% do total de dabigatrana no plasma. Traços de outros metabólitos são
detectados somente com testes analíticos altamente sensíveis. A dabigatrana é eliminada principalmente na forma
inalterada na urina, a uma taxa de aproximadamente 100 mL/min, correspondendo à taxa de filtração glomerular.
Foi observada baixa ligação (34-35%) de dabigatrana às proteínas plasmáticas independente da concentração. O
volume de distribuição da dabigatrana de 60-70 litros excedeu o volume da água corpórea total, indicando moderada
distribuição tecidual da dabigatrana.

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Populações especiais

Insuficiência renal: a exposição (AUC) à dabigatrana após administração oral de etexilato de dabigatrana em um
estudo de Fase I foi aproximadamente 3 vezes maior em voluntários com insuficiência renal moderada (CLcr 30-50
mL/min) do que naqueles sem insuficiência renal.
Em um pequeno número de voluntários com insuficiência renal grave (CLcr 10-30 mL/min) a exposição (AUC) à
dabigatrana foi aproximadamente 6 vezes maior e a meia-vida aproximadamente 2 vezes mais longa do que a
observada em uma população sem insuficiência renal.

O clearance da dabigatrana por hemodiálise foi investigado em pacientes com comprometimento renal em estágio
final sem fibrilação atrial. A diálise foi conduzida por 4 horas, com fluxo de dialisado de 700 mL/min e fluxo
sanguíneo de 200 mL/min ou 350-390 mL/min, o que resultou na remoção de 50% da concentração de dabigatrana
livre e 60% da dabigatrana total, considerando que a quantidade removida de fármaco é proporcional ao fluxo
sanguíneo. A atividade anticoagulante da dabigatrana diminuiu com o decréscimo das concentrações plasmáticas e a
relação farmacocinética/farmacodinâmica não foi afetada pelo procedimento.

O clearance de creatinina médio no estudo RE-LY foi de 68,4 mL/min e quase metade dos pacientes (45,8%)
apresentava clearance entre >50 e <80 mL/min. As concentrações plasmáticas nos pacientes com comprometimento
renal moderado (CLcr 30-50 mL/min) antes e após administração de dabigatrana foram, respectivamente, em média
2,29 vezes e 1,81 vezes maiores em comparação aos pacientes sem comprometimento renal (CLcr ≥80 mL/min).

O clearance de creatinina médio no estudo RE-COVER foi 100,43 mL/min. 21,7% dos pacientes tiveram
insuficiência renal leve (CLcr > 50 - <80 mL/min) e 4,5% dos pacientes tiveram insuficiência renal moderada (CLcr
30-50 mL/min). Pacientes com insuficiência renal leve e moderada tiveram em média aumento de 1,7 vezes e 3,4
vezes de dabigatrana em estado de equilíbrio, através das concentrações comparadas com pacientes com CLcr >80
mL/min. Valores similares para CLcr foram encontrados no RE-COVERII.

Idosos: estudos farmacocinéticos específicos em estudos de fase I conduzidos com idosos mostraram um aumento
de 1,4 a 1,6 vezes (+40 a 60%) na AUC e mais de 1,25 vezes (+25%) na Cmax em comparação com os jovens. A
AUCτ-ss e Cmax em idosos dos sexos masculino e feminino (acima de 65 anos de idade) foram de
aproximadamente 1,9 vezes e 1,6 vezes respectivamente maiores para mulheres idosas em comparação a mulheres
jovens, e 2,2 e 2,0 vezes maiores para homens idosos em comparação a homens jovens entre 18-40 anos de idade.
O aumento observado na exposição à dabigatrana correlacionou-se com a redução do clearance de creatinina
relacionado ao envelhecimento. No estudo RE-LY confirmou-se o efeito da idade na exposição à dabigatrana, com
concentração de vale cerca de 1,3 vezes (+31%) maior em pacientes ≥75 anos e cerca de 22% menor em pacientes
<65 anos, em comparação aos pacientes com idade entre 65 e 75 anos.

Insuficiência hepática: não foi observada qualquer alteração na exposição à dabigatrana em 12 indivíduos com
insuficiência hepática moderada (Child-Pugh B) em um estudo de Fase I em comparação com 12 controles.
Pacientes com comprometimento hepático moderado ou grave (classificação de Child-Pugh B e C) ou doença
hepática com previsão de um impacto na sobrevida ou com níveis elevados de enzimas hepáticas ≥2 vezes o limite
superior do normal (LSN) foram excluídos dos estudos clínicos em prevenção de TEV em pacientes submetidos à
cirurgia ortopédica de grande porte.
Pacientes com doença hepática ativa, incluindo, mas não limitado a, elevação persistente das enzimas hepáticas ≥2
vezes o limite superior do normal (LSN) ou com hepatite A, B ou C, foram excluídos dos estudos clínicos em
prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução da mortalidade vascular em pacientes com fibrilação atrial.

Peso corporal: as concentrações plasmáticas de vale de dabigatrana foram cerca de 20% mais baixas em pacientes
com peso corporal >100 kg em comparação aos com peso entre 50-110 kg. A maioria (80,8%) dos pacientes estava
na faixa de peso corporal entre 50 kg e 100 kg, sem detecção de qualquer diferença evidente. Os dados disponíveis
para pacientes com ≤50 kg são limitados.

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Sexo: a exposição à droga nos estudos de prevenção primária de TEV foi cerca de 1,4 a 1,5 vezes maior (+40% a
50%) em pacientes do sexo feminino. Em pacientes do sexo feminino com fibrilação atrial, ocorreram concentrações
de vale em média 1,3 vezes maiores (+30%). Este achado não tem relevância clínica.

Origem étnica: foi estudada a farmacocinética da dabigatrana em voluntários caucasianos e japoneses após doses
orais únicas e múltiplas. A origem étnica não afeta a farmacocinética da dabigatrana de forma clinicamente
relevante. Os dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes negros são limitados, mas não sugerem diferenças
clínicas relevantes.

4. CONTRAINDICAÇÕES
Este medicamento é contraindicado em casos de:
• Hipersensibilidade conhecida à dabigatrana ou ao etexilato de dabigatrana ou a algum dos excipientes do produto
• Insuficiência renal grave (CLcr <30 mL/min), pois não há dados que apoiem o uso nestes pacientes
• Manifestações hemorrágicas, pacientes com diáteses hemorrágicas, ou pacientes com comprometimento
espontâneo ou farmacológico da hemostasia
• Lesão de órgãos em risco de sangramento clinicamente significativo, inclusive acidente vascular cerebral
hemorrágico nos últimos 6 meses
• Tratamento concomitante com cetoconazol sistêmico
• Pacientes com próteses de valvas cardíacas

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Risco hemorrágico: assim como com todos os anticoagulantes, PRADAXA deve ser utilizado com cautela em
condições que aumentam o risco de sangramento. O sangramento pode ocorrer em qualquer local durante o
tratamento com PRADAXA. Uma queda inexplicável da hemoglobina e/ou do hematócrito ou da pressão arterial
deve levar à pesquisa de um local de sangramento.
O tratamento com PRADAXA não requer monitorização da anticoagulação; têm sido relatados aumentos falso-
positivos no teste de RNI, portanto não é confiável e não deve ser realizado nestes pacientes.
Há testes de atividade anticoagulante, como TT, ECT e TTPa, para detectar atividade excessiva da dabigatrana. Os
testes de TT e ECT podem ser avaliados, mas se não estiverem disponíveis, o teste TTPa fornece uma estimativa da
atividade anticoagulante da dabigatrana. Nos pacientes do estudo RE-LY com fibrilação atrial tratados com150 mg
duas vezes ao dia, valores 2-3 vezes maiores que a faixa normal do TTPa foram associados a maior risco de
sangramento.

• Função renal: pacientes com declínio da função renal, inclusive relacionado à idade, estão mais expostos à
dabigatrana; PRADAXA é contraindicado em insuficiência renal grave e pacientes que desenvolverem insuficiência
renal aguda devem descontinuar o tratamento.
Fatores como função renal diminuída (CLcr 30-50 mL/min), idade ≥75 anos, ou coadministração com potente
inibidor de glicoproteína-P (P-gp) estão associados com aumento dos níveis plasmáticos de dabigatrana. A presença
de um ou mais destes fatores pode aumentar o risco de sangramento.
A função renal deve ser avaliada pelo cálculo do clearance de creatinina (CLcr) antes do início do tratamento com
PRADAXA para excluir pacientes com comprometimento renal grave (CLcr <30 mL/min).
Enquanto o paciente estiver em tratamento, a função renal deve ser avaliada nos quadros clínicos que possam
diminuir ou deteriorar a função renal (como hipovolemia, desidratação, certos tratamentos concomitantes, entre
outros). Os pacientes usando PRADAXA especificamente para prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução de
mortalidade vascular e com comprometimento renal moderado (CLcr 30-50 mL/min) devem ter a função renal
avaliada pelo menos uma vez ano ou mais, conforme a necessidade clínica.

• Uso de agentes fibrinolíticos no tratamento de AVC isquêmico agudo: pode ser considerado se o paciente
apresentar TT, ECT ou TTPa que não excedam o limite superior da normalidade (LSN) conforme faixa de referência
local.

Em situações nas quais houver um maior risco hemorrágico (por exemplo, biópsia recente ou traumatismo
importante, endocardite bacteriana), em geral, é necessária observação estrita em busca de sinais de sangramento ou
anemia.

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• Antiplaquetários e AINEs: no uso para prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução de mortalidade vascular, a
coadministração de antiplaquetários (inclusive AAS e clopidogrel) e AINEs aumentam o risco de sangramento.
Recomendam-se medidas apropriadas em caso de suspeita de sangramento, como teste de sangue oculto nas fezes
ou monitorização dos níveis de hemoglobina.

Cirurgias e intervenções: pacientes em uso de PRADAXA submetidos à cirurgia ou procedimentos invasivos têm
maior risco de sangramento. Portanto, intervenções cirúrgicas podem exigir a interrupção temporária do uso de
PRADAXA. Os pacientes podem continuar usando PRADAXA durante cardioversão. O tratamento com
PRADAXA (150 mg duas vezes ao dia) não necessita ser interrompido em pacientes submetidos a ablação por
cateter para fibrilação atrial.

Fase pré-operatória: devido ao maior risco de sangramento, o tratamento com PRADAXA pode ser interrompido
temporariamente antes de procedimentos invasivos ou cirúrgicos, se possível, pelo menos 24 horas antes de tais
procedimentos. Em pacientes com maior risco de sangramento ou cirurgias de grande porte em que a hemostasia
completa pode ser necessária, considerar interromper o uso de PRADAXA 2-4 dias antes da cirurgia. A depuração
de dabigatrana em pacientes com insuficiência renal pode levar mais tempo, o que deve ser considerado antes de
qualquer procedimento:

Função renal t1/2 estimado (h) Interromper PRADAXA antes de cirurgia eletiva
(CLcr- mL/min) Alto risco de sangramento ou cirurgia de Risco padrão
grande porte
≥80 ~ 13* 2 dias antes 24 h antes
≥50 e <80 ~ 15* 2-3 dias antes 1-2 dias antes
≥30 e <50 ~ 18* 4 dias antes 2-3 dias antes (>48 h)
*para mais detalhes vide farmacocinética

PRADAXA é contraindicado em pacientes com insuficiência renal grave (CLcr <30 mL/min), mas caso isto ocorra,
o uso de PRADAXA deve ser interrompido pelo menos 5 dias antes de uma cirurgia de grande porte.
Caso seja necessária uma intervenção aguda, PRADAXA deve ser temporariamente descontinuado. A
cirurgia/intervenção deve ser adiada, se possível, até pelo menos 12 horas após a última dose. Caso a cirurgia não
possa ser adiada, pode haver um maior risco de sangramento, que deve ser ponderado em relação à urgência da
intervenção.

Anestesia raquidiana/anestesia epidural/punção lombar: procedimentos como anestesia raquidiana podem


necessitar de função hemostática completa. O risco de hematoma raquidiano ou epidural pode estar aumentado em
casos de punção traumática ou repetida ou pelo uso prolongado de cateteres epidurais. Após a remoção de um
cateter, deve- se esperar um intervalo de pelo menos 1 hora antes da administração da primeira dose de PRADAXA.
Estes pacientes demandam observação frequente com relação a sinais e sintomas neurológicos de hematoma
raquidiano ou epidural.

Período após o procedimento: retomar o tratamento após obtenção de hemostasia completa.

Excipientes: o produto contém o corante amarelo crepúsculo, que pode causar reações alérgicas.

Idosos: há um aumento da exposição à droga nos pacientes com declínio da função renal relacionado à idade. Vide
Posologia em insuficiência renal.

Crianças:
• No uso para prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte e para prevenção
de AVC, embolia sistêmica e redução de mortalidade vascular em pacientes com fibrilação atrial: PRADAXA
não foi investigado em pacientes abaixo dos 18 anos de idade, não sendo recomendado para tratamento em
crianças.
• No uso para tratamento de TVP e/ou EP e prevenção de TVP e/ou EP recorrentes e óbitos relacionados:
PRADAXA está sendo estudado em pacientes abaixo de 18 anos de idade, porém a eficácia e segurança em
crianças ainda não foi estabelecida e seu uso não é recomendado.

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Não foram realizados estudos sobre o efeito na capacidade de dirigir e operar máquinas.

Fertilidade, Gravidez e Lactação


Não há disponibilidade de dados em gestantes expostas. O risco potencial para humanos é desconhecido. Mulheres
com potencial reprodutivo devem evitar a gravidez durante o tratamento, ou em caso de estarem grávidas, não
devem ser tratadas com PRADAXA a menos que o benefício esperado supere os riscos. Não há dados clínicos
disponíveis referentes à fertilidade e estudos não clínicos em reprodução não demonstraram qualquer efeito adverso
na fertilidade ou desenvolvimento pós-natal dos neonatos.
PRADAXA está classificado na categoria de risco C na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.
Não há dados clínicos disponíveis referentes à lactação. Como precaução, o aleitamento deve ser interrompido.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O uso concomitante de PRADAXA com tratamentos que agem na hemostasia ou coagulação, inclusive com
antagonistas da vitamina K, pode aumentar acentuadamente o risco de sangramento.
O etexilato de dabigatrana e a dabigatrana não são metabolizados pelo sistema do citocromo P450 e não têm efeitos
de inibição ou indução in vitro nas enzimas humanas do citocromo P450. Portanto, não se espera interações
medicamentosas nesse sentido.
Especificamente em pacientes com 75 anos ou mais, o risco de sangramento, incluindo gastrintestinal, aumenta com
o uso concomitante de antiplaquetários ou inibidores potentes da P-gp.

Inibidores de plaquetas:
• ácido acetilsalicílico (AAS): o efeito da administração concomitante no risco de sangramento foi estudado em
pacientes com fibrilação atrial em um estudo de Fase II no qual foi aplicada administração randomizada de AAS.
Com base em análise de regressão logística, a coadministração de AAS e 150 mg de etexilato de dabigatrana duas
vezes ao dia pode aumentar o risco de qualquer sangramento de 12% para 18% e 24% respectivamente com AAS 81
mg e 325 mg. A partir dos dados obtidos no estudo de Fase III RE-LY, observou-se que a coadministração de AAS
ou clopidogrel com etexilato de dabigatrana nas doses de 110 ou 150 mg duas vezes ao dia pode aumentar o risco de
sangramento grave. A elevação na taxa de eventos de sangramento na coadministração com AAS ou clopidogrel foi,
entretanto, também observada com a varfarina.
• antinflamatórios não esteroidais (AINEs): administrados em curto prazo para analgesia peri-operatória
demonstraram não estar associados com o aumento do risco de sangramento quando administrados em conjunto com
PRADAXA. Há evidências limitadas com relação ao uso regular de AINEs com meias-vidas inferiores a 12 horas
durante o tratamento com PRADAXA, e isto não sugere qualquer risco adicional de sangramento. No estudo RE-
LY, em pacientes utilizando PRADAXA ou varfarina para prevenção de AVC, o risco de sangramento aumentou em
todos os grupos.
• clopidogrel: em um estudo de Fase I em voluntários jovens e saudáveis do sexo masculino, a administração
concomitante de etexilato de dabigatrana e clopidogrel não resultou em qualquer prolongamento adicional dos
tempos de sangramento capilar em comparação à monoterapia com clopidogrel. Além disto, a AUCτ-ss e a Cmax,ss
de dabigatrana e as medidas de coagulação para o efeito de dabigatrana, TTPa, ECT ou TT (anti FIIa), ou a inibição
da agregação plaquetária como medida do efeito de clopidogrel, permaneceram essencialmente inalterados na
comparação entre o tratamento combinado e as respectivas monoterapias. Com uma dose de ataque de 300 ou 600
mg de clopidogrel, a AUCτ-ss e a Cmax-ss de dabigatrana aumentou em cerca de 1,3-1,4 vezes (+30 a 40%); vide
item referente ao AAS acima.
• antiplaquetários ou outros anticoagulantes: o uso concomitante pode aumentar o risco de sangramento.

O uso concomitante de PRADAXA com os tratamentos a seguir não foi estudado e pode aumentar o risco de
sangramento: heparinas não fracionadas (exceto nas doses necessárias para manter a permeabilidade de cateter
venoso central ou arterial) e derivados da heparina, heparinas de baixo peso molecular, fondaparinux, desirudina,
agentes trombolíticos, antagonistas do receptor GPIIb/IIIa, ticlopidina, dextrano, sulfimpirazona, rivaroxabana,
prasugrel, antagonistas da vitamina K e os inibidores de P-gp, itraconazol, tacrolimo, ciclosporina, ritonavir,
tipranavir, nelfinavir e saquinavir.

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O uso concomitante com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS, por exemplo, fluoxetina,
paroxetina, sertralina, citalopram, fluvoxamina) ou de serotonina-norepinefrina (ISRSN, por exemplo, venlafaxina,
duloxetina) também aumentou o risco de sangramento em todos os grupos do estudo RE-LY.

Como estudos de interação in vitro não demonstraram indução ou inibição do citocromo P450, não se esperam
interações medicamentosas relacionadas com uso de etexilato de dabigatrana e dabigatrana e:
 atorvastatina (substrato da CYP3A4): a exposição à atorvastatina, metabólitos de atorvastatina e de dabigatrana
permaneceram inalteradas, indicando ausência de interação.
 diclofenaco (substrato da CYP2C9): a farmacocinética de ambas as drogas permaneceu inalterada, indicando
ausência de interação entre as mesmas.

Interações com inibidores/indutores de P-gp: o pró-fármaco etexilato de dabigatrana, porém não dabigatrana, é
um substrato do transportador de efluxo glicoproteína P (P-gp). Assim, tem sido investigada a co-medicação com
inibidores do transportador P-gp e seus indutores:

Inibidores da P-gp: espera-se que o uso concomitante de inibidores de P-gp aumente as concentrações plasmáticas
da dabigatrana:
 amiodarona: em uso concomitante de dose única oral de 600 mg, a extensão e taxa de absorção de amiodarona e
seu metabólito ativo DEA permaneceram essencialmente inalteradas. A AUC (exposição) e Cmax de dabigatrana
aumentaram respectivamente em cerca de 1,6 e 1,5 vezes (+60% e 50%). Nos pacientes do estudo RE-LY não se
observaram alterações importantes nas concentrações de vale da dabigatrana (não aumentaram mais do que 14% e
não se observou aumento no risco de sangramento).
 verapamil: quando PRADAXA (150 mg) foi administrado com verapamil oral, a Cmáx e AUC da dabigatrana
foram aumentadas, mas a magnitude desta alteração difere dependendo do momento da administração e da
formulação da verapamil. Nos pacientes do estudo RE-LY não se observaram alterações importantes nas
concentrações de vale da dabigatrana (não aumentaram mais do que 21% e não se observou aumento no risco de
sangramento). A maior elevação da exposição à dabigatrana foi observada com a primeira dose de uma formulação
de liberação imediata de verapamil administrada uma hora antes da ingestão do etexilato de dabigatrana (aumento de
Cmax em cerca de 2,8 vezes (+180%) e AUC em cerca de 2,5 vezes(+150%)). O efeito foi progressivamente
diminuído com a administração de uma formulação de liberação prolongada (aumento de Cmax em cerca de 1,9
vezes (+90%) e AUC em cerca de 1,7 vezes(+70%)) ou administração de doses múltiplas de verapamil (aumento de
Cmax em cerca de 1,6 vezes (+60%) e AUC em cerca de 1,5 vezes (+50%)). Isto pode ser explicado pela indução da
P-gp no intestino com o uso crônico de verapamil. Não houve interação significativa observada quando verapamil
foi administrado 2 horas após o etexilato de dabigatrana (aumento da Cmax em cerca de 10% e AUC em cerca de
20%), o que é explicado pela completa absorção da dabigatrana após 2 horas (vide item Posologia). Não há dados
disponíveis para a aplicação parenteral de verapamil; com base no mecanismo de interação, não se espera nenhuma
interação significativa.
 quinidina: foi administrada em uma dose de 200 mg a cada duas horas até uma dose total de 1000 mg. O etexilato
de dabigatrana foi administrado duas vezes ao dia por 3 dias consecutivos, no terceiro dia, com ou sem quinidina. A
AUCτ-ss e Cmáx,ss de dabigatrana aumentou em média 1,5 vezes (+53% e 56% respectivamente) com uso
concomitante de quinidina.
 claritromicina: nenhuma interação farmacocinética clinicamente relevante para a segurança foi observada quando
se coadministrou 500 mg de claritromicina duas vezes ao dia (aumento da Cmax em cerca de 15% e AUC em cerca
de 19% em voluntários saudáveis).
 cetoconazol sistêmico: aumentou os valores de AUC0-∞ total e Cmax de dabigatrana respectivamente em cerca
de 2,4 vezes (+138% e 135%), após dose única de 400 mg, e em cerca de 2,5 vezes (+153% e 149%),
respectivamente, após doses múltiplas de cetoconazol 400 mg ao dia. O tempo até o pico, meia-vida terminal e
tempo médio de residência não foram afetados pelo cetoconazol.
 dronedarona: os valores AUC0-∞ e Cmax da dabigatrana total aumentaram em aproximadamente 2,4 vezes
(+136%) e 2,3 vezes (+125%) após doses múltiplas de dronedarona 400 mg duas vezes ao dia e em
aproximadamente 2,1 vezes (+114%) e 1,9 vezes (+87%) após dose única de 400 mg. Já com dose única e múltipla
de dronedarona 2 horas após o etexilato de dabigatrana, a AUC0-∞ aumentou 1,3 e 1,6 vezes respectivamente. A
meia-vida terminal e o clearance renal da dabigatrana não foram afetados pela dronedarona.
 ticagrelor: o uso concomitante aumenta a exposição da dabigatrana e pode apresentar interação farmacodinâmica,
que pode resultar em aumento do risco de sangramento. A exposição – AUC e Cmax – da dabigatrana em indivíduos

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sadios aumentou, respectivamente, 1,46 (+46%) e 1,56 vezes (+56%) na presença de ticagrelor no estado de
equilíbrio (múltiplas doses de 90 mg duas vezes ao dia) ou 1,73 (+73%) e 1,95 vezes (+95%) quando uma dose de
ataque de 180 mg de ticagrelor foi administrada simultaneamente com uma dose única de 75 mg de etexilato de
dabigatrana. E a administração concomitante de uma dose de ataque de 180 mg de ticagrelor e 110 mg de etexilato
de dabigatrana (no estado de equilíbrio) aumentou a exposição à dabigatrana – AUCτ,ss e Cmax,ss – em 1,49 vezes
(+49%) e 1,65 vezes (65%) respectivamente, em comparação à dabigatrana em monoterapia; esse aumento da
exposição foi menos pronunciado quando a dose de ataque de 180 mg de ticagrelor foi dada 2 horas após a
dabigatrana (1,27 vezes (+27%) para AUC e 1,23 vezes (+23%) para Cmax). Já a administração concomitante de 90
mg de ticagrelor duas vezes ao dia (dose de manutenção) com 110 mg de etexilato de dabigatrana aumentou a
AUCτ,ss e Cmax,ss ajustadas em 1,26 vezes e 1,29 vezes respectivamente, em relação ao etexilato de dabigatrana
em monoterapia.

Portanto, não é necessário ajuste da dose de PRADAXA para prevenção de AVC, embolia sistêmica e
redução da mortalidade vascular com uso concomitante de amiodarona, verapamil, quinidina, claritromicina
e ticagrelor. O uso de cetoconazol sistêmico está contraindicado e o uso de dronedarona não é recomendado
por aumentar a exposição da dabigatrana. Para uso em prevenção de tromboembolismo venoso, vide item
Posologia.

Substratos de P-gp - digoxina: em um estudo realizado com 24 voluntários saudáveis não foram observadas
modificações clinicamente importantes na exposição à digoxina e à dabigatrana. Nem dabigatrana nem o pró-
fármaco etexilato de dabigatrana são inibidores clinicamente relevantes de P-gp.

Indutores de P-gp: após 7 dias de tratamento com o potente indutor teste rifampicina 600 mg ao dia, a AUC0-∞ e a
Cmax de dabigatrana tiveram respectivamente redução de 67% e 66% em comparação com o tratamento de
referência. O efeito indutor diminuiu, resultando em exposição à dabigatrana próxima à referência por volta do
sétimo dia após suspensão do tratamento com rifampicina, porém o uso concomitante deve ser evitado. Não se
observou qualquer outro aumento da biodisponibilidade após outros 7 dias. Também é previsto que outros indutores
de P-gp, como a erva-de-são-joão (hipérico) ou carbamazepina, reduzam as concentrações plasmáticas de
dabigatrana, e devem ser coadministrados com cautela.

Agentes que elevam o pH gástrico: as alterações na exposição à dabigatrana determinadas em análise de


farmacocinética populacional causadas por inibidores da bomba de prótons e antiácidos não foram consideradas
clinicamente relevantes porque a magnitude dos efeitos foi pequena (diminuição fracionária na biodisponibilidade
não significante para antiácidos e 14,6% para inibidores da bomba de prótons). No estudo de Fase III RE-LY, a
coadministração com inibidores da bomba de prótons não resultou em níveis de vale mais baixos, e em média,
concentrações pós-administração foram apenas ligeiramente reduzidas (-11%). Coerentemente, a coadministração
com inibidores da bomba de prótons pareceu não se associar com uma maior incidência de AVC ou EES,
especialmente em comparação à varfarina, e, portanto, a diminuição da biodisponibilidade pela coadministração de
pantoprazol pareceu não ter relevância clínica.
 pantoprazol: foi observada uma diminuição na AUC de concentração x tempo de aproximadamente 30%. Quando
se administrou concomitantemente pantoprazol e outros inibidores da bomba de prótons com etexilato de
dabigatrana em estudos clínicos, não se observaram efeitos sobre o sangramento ou eficácia.
 ranitidina: a administração de ranitidina juntamente com etexilato de dabigatrana não teve qualquer efeito
relevante na extensão da absorção de dabigatrana.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO


Manter em temperatura ambiente (entre 15 ºC e 30 ºC) e na embalagem original para proteger da umidade. Não
coloque as cápsulas em caixas de comprimidos ou organizadores de comprimidos, a menos que as cápsulas possam
ser mantidos na embalagem original. O prazo de validade de PRADAXA é de 36 meses a partir da data de
fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
As cápsulas de PRADAXA são ovais com uma parte azul claro e outra creme, possui os símbolos BI e R75, ou
R110, ou R150 e no interior há grânulos amarelados.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

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Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR


PRADAXA pode ser ingerido com ou sem alimentos e com um copo de água para facilitar o trânsito do
medicamento até o estômago. Em caso de desenvolvimento de sintomas gastrointestinais, é recomendado
administrar PRADAXA com alimentos e/ou com um inibidor da bomba de prótons como o pantoprazol.
Este medicamento não deve ser aberto ou mastigado.

• Prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte: a dose recomendada é de
220 mg (2 cápsulas de 110 mg) uma vez ao dia.

• Prevenção de TEV após cirurgia de artroplastia total do joelho ou quadril: o tratamento com PRADAXA
deve ser iniciado por via oral dentro de 1 a 4 horas após o término da cirurgia com uma única cápsula de 110 mg e
continuar com 2 cápsulas de 110 mg uma vez ao dia, por um total de 10 dias no caso de artroplastia total do joelho, e
por 28 a 35 dias no caso de artroplastia total do quadril.
Caso a hemostasia não esteja assegurada, o início do tratamento deve ser retardado. Se o tratamento não for iniciado
no dia da cirurgia, o mesmo deve ser iniciado com 2 cápsulas uma vez ao dia.

Insuficiência renal: para prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte, a
posologia deve ser reduzida para 150 mg de PRADAXA (2 cápsulas de 75 mg) uma vez ao dia em pacientes com
insuficiência renal moderada (CLcr de 30-50 mL/min) devido ao maior risco de sangramento. Para prevenção de
TEV após cirurgia de artroplastia total do joelho ou quadril, o tratamento com PRADAXA deve ser iniciado por via
oral dentro de 1 a 4 horas após o término da cirurgia com uma única cápsula de 75 mg e continuar com 2 cápsulas de
75 mg uma vez ao dia, por um total de 10 dias no caso de artroplastia total do joelho, e por 28 a 35 dias no caso de
artroplastia total do quadril.
Idosos: não é necessário ajuste da dose; porém, o comprometimento renal pode ser frequente em idosos >75 anos e
em tais casos consultar a posologia para insuficiência renal.
Uso concomitante de PRADAXA com inibidores potentes de P-gp, como amiodarona, quinidina ou
verapamil: para prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte, a dose de
PRADAXA deve ser diminuída para 150 mg (2 cápsulas de 75 mg) uma vez ao dia (vide Interações
Medicamentosas). Deve-se evitar iniciar o tratamento com verapamil em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica
de grande porte e já tratados com PRADAXA, assim como o início simultâneo de tratamento com os mesmos. Para
prevenção de TEV após cirurgia de artroplastia total do joelho ou quadril, o tratamento com PRADAXA deve ser
iniciado por via oral dentro de 1 a 4 horas após o término da cirurgia com uma única cápsula de 75 mg e continuar
com 2 cápsulas de 75 mg uma vez ao dia, por um total de 10 dias no caso de artroplastia total do joelho, e por 28 a
35 dias no caso de artroplastia total do quadril.
Mudança do tratamento com PRADAXA para anticoagulante parenteral: aguardar 24 horas após a última dose
antes de mudar o tratamento.
Esquecimento de dose: continuar com as doses diárias de PRADAXA no mesmo horário no dia seguinte. Não
tomar dose duplicada para substituir a dose esquecida.

• Tratamento de TVP e/ou EP agudas e prevenção de óbito relacionado: a dose diária recomendada é de 300 mg
(1 cápsula de 150 mg 2x/dia) após tratamento com anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias. O tratamento
deve continuar por no mínimo 6 meses.

Insuficiência renal: não é necessário ajuste da dose em pacientes com CLcr >30 mL/min.
Idosos: não é necessário ajuste da dose; porém, o comprometimento renal pode ser frequente em idosos >75 anos e
a função renal deve ser avaliada periodicamente.
Uso concomitante de PRADAXA com inibidores potentes de P-gp, como amiodarona, quinidina ou
verapamil: não é necessário ajuste da dose.
Pacientes em risco de sangramento: a presença de fatores de risco como idade ≥75 anos, comprometimento renal
moderado (CLcr 30-50mL/min) ou sangramento gastrintestinal prévio, podem aumentar o risco de sangramento.
Não é necessário ajustar a dose para pacientes com apenas 1 fator de risco; nos casos de múltiplos fatores de risco,
há dados clínicos limitados e PRADAXA deve ser administrado somente se o benefício esperado for maior que os
riscos de sangramento.

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Mudança do tratamento com PRADAXA para anticoagulante parenteral: aguardar 12 horas após a última dose
antes de mudar o tratamento.
Mudança de antagonistas de vitamina K para PRADAXA: o antagonista da vitamina K deve ser suspenso.
PRADAXA pode ser administrado logo que o RNI estiver <2,0.
Mudança de PRADAXA para antagonistas de vitamina K: o momento do início deve ser ajustado com o
clearance de creatinina do paciente:
- CLcr ≥50 mL/min: iniciar o antagonista de vitamina K 3 dias antes de descontinuar PRADAXA
- CLcr ≥30 e <50 mL/min: iniciar o antagonista de vitamina K 2 dias antes de descontinuar PRADAXA

Esquecimento de dose: a dose esquecida ainda pode ser tomada até 6 horas após o horário correto; se passar mais
que 6 horas, deve-se pular a dose esquecida. Não tomar dose duplicada para compensar a dose esquecida.

• Prevenção de TVP e/ou EP recorrentes e óbito relacionado: a dose diária recomendada é de 300 mg (1 cápsula
de 150 mg 2x/dia). O tratamento deve ser mantido por toda vida dependendo do risco individual do paciente.

Insuficiência renal: não é necessário ajuste da dose em pacientes com ClCr >30 mL/min.
Idosos: não é necessário ajuste da dose; porém, o comprometimento renal pode ser frequente em idosos >75 anos e
a função renal deve ser avaliada periodicamente.
Uso concomitante de PRADAXA com inibidores potentes de P-gp, como amiodarona, quinidina ou
verapamil: não é necessário ajuste da dose.
Pacientes em risco de sangramento: a presença de fatores de risco como idade ≥75 anos, comprometimento renal
moderado (CLcr 30-50mL/min) ou sangramento gastrintestinal prévio, podem aumentar o risco de sangramento.
Não é necessário ajustar a dose para pacientes com apenas 1 fator de risco; nos casos de múltiplos fatores de risco,
há dados clínicos limitados e PRADAXA deve ser administrado somente se o benefício esperado for maior que os
riscos de sangramento.
Mudança do tratamento com PRADAXA para anticoagulante parenteral: aguardar 12 horas após a última dose
antes de mudar o tratamento.
Mudança de antagonistas de vitamina K para PRADAXA: o antagonista da vitamina K deve ser suspenso.
PRADAXA pode ser administrado logo que o RNI estiver <2,0.
Mudança de PRADAXA para antagonistas de vitamina K: o momento do início deve ser ajustado com o
clearance de creatinina do paciente:
- CLcr ≥50 mL/min: iniciar o antagonista de vitamina K 3 dias antes de descontinuar PRADAXA
- CLcr ≥30 e <50 mL/min: iniciar o antagonista de vitamina K 2 dias antes de descontinuar PRADAXA
Esquecimento de dose: a dose esquecida ainda pode ser tomada até 6 horas após o horário correto; se passar mais
que 6 horas, deve-se pular a dose esquecida. Não tomar dose duplicada para compensar a dose esquecida.

• Prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução da mortalidade vascular em pacientes com fibrilação
atrial: a dose diária recomendada de PRADAXA é de 300 mg por via oral (1 cápsula de 150 mg duas vezes ao dia).
O tratamento deve ser mantido por toda a vida.

Insuficiência renal: não é necessário ajuste da dose; porém, o comprometimento renal pode ser frequente em idosos
>75 anos (vide informações para pacientes em risco de sangramento -CLcr 30-50 mL/min).
Uso concomitante de PRADAXA com inibidores potentes de P-gp, como amiodarona, quinidina ou
verapamil: não é necessário ajuste da dose.
Idosos: pacientes ≥80 anos devem ser tratados com dose diária de 220 mg (1 cápsula de 110 mg duas vezes ao dia).
Pacientes em risco de sangramento: para pacientes com risco potencial aumentado de sangramento, por exemplo,
com um ou mais fatores de risco como idade ≥75 anos, comprometimento renal moderado (CLcr 30-50 mL/min),
tratamento concomitante com inibidores potentes de P-gp, antiplaquetários ou com sangramento gastrintestinal
prévio, fica a critério médico reduzir a dose diária para 220 mg (1 cápsula de 110 mg duas vezes ao dia).
Mudança do tratamento com PRADAXA para anticoagulante parenteral: aguardar 12 horas após a última dose
antes de mudar o tratamento.
Mudança de antagonistas de vitamina K para PRADAXA: o antagonista da vitamina K deve ser suspenso.
PRADAXA pode ser administrado logo que o RNI estiver <2,0.
Mudança de PRADAXA para antagonistas de vitamina K: o momento do início deve ser ajustado com o
clearance de creatinina do paciente:

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- CLcr ≥50 mL/min: iniciar o antagonista de vitamina K 3 dias antes de descontinuar PRADAXA
- CLcr ≥30 e <50 mL/min: iniciar o antagonista de vitamina K 2 dias antes de descontinuar PRADAXA
Cardioversão: os pacientes podem continuar com PRADAXA durante a cardioversão.
Ablação por cateter para fibrilação atrial: a ablação por cateter pode ser realizada em pacientes tratados com 150
mg de PRADAXA duas vezes ao dia e não é necessário interromper o tratamento (ver "Resultados de Eficácia").
Esquecimento de dose: a dose esquecida ainda pode ser tomada até 6 horas após o horário correto; se passar mais
que 6 horas, deve-se pular a dose esquecida. Não tomar dose duplicada para compensar a dose esquecida.

Considerar ainda as seguintes orientações para qualquer indicação:


Peso: não é necessário ajuste da dose.
Mudança de anticoagulantes parenterais para tratamento com PRADAXA: PRADAXA deve ser administrado
0-2 horas antes do horário em que a próxima dose do tratamento alternativo seria administrada, ou no momento da
descontinuação em caso de tratamento contínuo (por exemplo, heparina não fracionada (HNF) intravenosa).
A dabigatrana pode ser dialisada; em estudos clínicos a experiência é limitada para demonstrar a utilidade desta
abordagem.

Instruções para Uso/Manuseio


Ao remover a cápsula do blister, por favor, observe as seguintes instruções:
• Destaque um blister individual da cartela ao longo da linha perfurada.
• Retire a película de alumínio e remova a cápsula
• A cápsula não deve ser empurrada através da folha de alumínio

9. REAÇÕES ADVERSAS
A segurança de PRADAXA foi avaliada no total em 38.141 pacientes tratados em 11 estudos clínicos; destes,
23.393 pacientes foram tratados com PRADAXA.

Nos estudos de prevenção primária de TEV após cirurgia ortopédica de grande porte, 10.795 pacientes foram
tratados em 6 estudos clínicos controlados, com pelo menos uma dose de etexilato de dabigatrana (150 mg 1x/dia,
220 mg 1x/dia, enoxaparina); destes, 6.684 foram tratados com etexilato de dabigatrana 150 ou 220 mg 1x/dia.

No estudo RE-LY, que investigou a prevenção de AVC e embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial,
12.042 pacientes foram tratados com etexilato de dabigatrana; destes, 6.059 foram tratados com 150 mg de etexilato
de dabigatrana 2x/dia, enquanto 5.983 receberam doses de 110 mg 2x/dia.

Nos estudos RE-COVER e RE-COVER II sobre tratamento de TEV/EP e prevenção do óbito relacionado,
foram incluídos 2.553 paciente na análise de segurança para o etexilato de dabigatrana, todos tratados com
PRADAXA 150 mg 2x/dia.

Nos estudos RE-MEDY e RE-SONATE sobre prevenção secundaria de TEV/EP, 2.114 pacientes foram
tratados com etexilato de dabigatrana 150 mg 2x/dia; destes, 552 pacientes também haviam participado do estudo
RE-COVER e são contabilizados nos totais tanto de pacientes agudos como recorrentes.

No total, cerca de 9% dos pacientes tratados para cirurgia eletiva de quadril ou joelho (tratamento em curto prazo,
por até 42 dias), 22% dos pacientes com fibrilação atrial tratados para prevenção de AVC e embolia sistêmica
(tratamento em longo prazo, por até 3 anos), 14% dos pacientes tratados para tratamento de TEV/EP agudos
(tratamento em longo prazo, por até 6 meses) e 15% dos pacientes tratados para prevenção secundaria de TEV/EP
(tratamento em longo prazo, por até 36 meses) tiveram reações adversas.

Sangramento: é o evento adverso mais relevante de PRADAXA. Dependendo da indicação, evento de sangramento
de qualquer tipo ou gravidade ocorreu em cerca de 14% dos pacientes tratados em curto prazo para casos de cirurgia
de artroplastia total de quadril ou joelho, em tratamento em longo prazo em 14,4% dos pacientes com TVP e/ou EP
agudos e em uma taxa anual de 16,6% dos pacientes com fibrilação atrial tratados para prevenção de AVC e
embolia sistêmica. No estudo de TVP/EP recorrente 19,4% dos pacientes do RE-MEDY e no estudo RE-SONATE
10,5% dos pacientes tiveram sangramento.

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Apesar da rara frequência nos estudos clínicos, sagramentos graves podem ocorrer, e independentemente da sua
localização, podem levar à incapacitação, risco de vida ou mesmo evolução fatal.

Em prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte, no geral as taxas de
sangramento foram similares entre os grupos tratados e sem diferença significativa.

Em prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução de mortalidade vascular em pacientes com fibrilação
atrial, o sangramento grave preenchia um ou mais dos critérios a seguir:
• sangramento associado com redução da hemoglobina em pelo menos 20 gramas por litro ou levando a transfusão
de pelo menos 2 unidades de sangue ou concentrado de hemácias.
• sangramento sintomático em área ou órgão crítico: intraocular, intracraniano, intramedular ou intramuscular com
síndrome compartimental, sangramento retroperitoneal, sangramento intra-articular ou sangramento pericárdico.
Os sangramentos graves foram classificados como com risco à vida se preenchessem um ou mais dos critérios a
seguir:
• sangramento fatal; sangramento intracraniano sintomático; redução da hemoglobina em pelo menos 50 gramas por
litro; transfusão de pelo menos 4 unidades de sangue ou concentrado de hemácias; sangramento associado com
hipotensão com necessidade de uso de agentes inotrópicos intravenosos; ou sangramento com necessidade de
intervenção cirúrgica.
Os pacientes randomizados para receber etexilato de dabigatrana 110 mg duas vezes ao dia e 150 mg duas vezes ao
dia tiveram um risco significantemente menor de sangramentos com risco à vida, AVC hemorrágico e sangramento
intracraniano comparados aos pacientes com varfarina. Ambas as doses de etexilato de dabigatrana tiveram também
taxas totais de sangramento significantemente menores. Os pacientes randomizados para etexilato de dabigatrana
110 mg duas vezes ao dia tiveram um risco significantemente menor de sangramento grave comparado à varfarina
(risco relativo 0,81; p=0,0027).

Nos estudos de tratamento de TVP e/ou EP agudas e prevenção de óbito relacionado e nos estudos de
prevenção de TVP e/ou EP recorrentes e óbito relacionado, a definição de sangramento grave seguiu as
recomendações da Internacional de Trombose e Hemostasia. Um sangramento foi considerado grave ao se
enquadrar em pelo menos um dos seguintes critérios:
• fatal
• sintomática em área ou órgão críticos, como intracraniana, intraespinhal, intraocular, retroperitoneal, intra-
articular, pericárdica ou intramuscular com síndrome compartimental. Para um sangramento em área ou órgão
críticos ser considerada ‘grave’, deveria estar associada a sintomas clínicos.
• queda de 20 g/L (1,24 mmol/L) ou mais na concentração de hemoglobina, ou levando à transfusão de 2 ou mais
unidades de sangue total ou hemácias.

Em uma análise conjunta dos dois estudos pivotais (RE-COVER, RE-COVER II) no tratamento de TVP /EP agudas,
os sujeitos randomizados para etexilato de dabigatrana tiveram taxas menores dos seguintes eventos hemorrágicos,
que foram estatisticamente significativos:
• sangramento grave (risco relativo 0,60 (0,36; 0,99))
• sangramento grave ou clinicamente relevante (risco relativo 0,56 (0,45; 0,71))
• qualquer sangramento (risco relativo 0,67 (0,59; 0,77))
A incidência de todos os eventos hemorrágicos foi significativamente menor com dabigatrana vs. varfarina.
Eventos hemorrágicos para ambos os tratamentos são contados a partir da primeira administração de etexilato de
dabigatrana ou varfarina após descontinuação da terapia parenteral (período de tratamento somente oral). Isso inclui
todos os eventos hemorrágicos que ocorreram durante a terapia com dabigatrana. Todos os eventos hemorrágicos
que ocorreram durante a terapia com varfarina estão incluídos, exceto aqueles durante o período de sobreposição de
varfarina e terapia parenteral.
Os pacientes randomizados para etexilato de dabigatrana no estudo RE-MEDY tiveram significativamente menos
sangramentos em comparação à varfarina para as seguintes categorias: sangramento grave ou clinicamente relevante
(risco relativo 0,55 (0,41; 0,72), p<0,0001) e qualquer sangramento (risco relativo 0,71 (0,61; 0,83), p<0,0001).
As taxas de sangramento grave no estudo RE-SONATE foram baixas (2 pacientes (0,3%) com etexilato de
dabigatrana vs. 0 pacientes (0%) com placebo). A taxa de sangramento grave ou clinicamente relevante foi maior
com etexilato de dabigatrana do que com placebo (5,3% vs 2,0%).

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Os efeitos adversos são em geral associados com o mecanismo de ação do etexilato de dabigatrana, e representam
eventos associados a sangramentos que podem ocorrer em diferentes regiões anatômicas e órgãos.
Em pacientes tratados para prevenção de TEV após artroplastia de quadril ou joelho, as incidências de eventos
adversos observadas com etexilato de dabigatrana estiveram na mesma faixa da observada com enoxaparina.
As incidências observadas de efeitos colaterais com etexilato de dabigatrana para prevenção de AVC em pacientes
com fibrilação atrial estiveram na mesma faixa da varfarina, exceto os distúrbios gastrintestinais, que surgiram em
uma taxa maior nos pacientes tratados com etexilato de dabigatrana.
No tratamento de TVP e/ou EP e prevenção de óbito relacionado, a frequência global de eventos adversos foi menor
nos pacientes que receberam PRADAXA do que varfarina (14,2% vs. 18,9%).
Na prevenção de TVP e/ou EP recorrentes e óbito relacionado, a frequência global de eventos adversos foi menor
nos pacientes que receberam PRADAXA do que varfarina (14,6% vs. 19,6%); em comparação ao placebo a
frequência foi maior (14.6% vs. 6.5%).

As reações adversas estão classificadas por frequência e foram relatadas por quaisquer grupos de tratamento, em
todos os estudos controlados:

Prevenção de Prevenção de Tratamento Prevenção de


AVC/embolia TEV-cirurgia de TVP e/ou TVP e/ou EP
sistêmica ortopédica de EP agudas recorrentes
grande porte
Anemia Comum Incomum Incomum Rara
-Anemia pós-operatória - Rara - -
Trombocitopenia Incomum Rara Rara Rara
Hipersensibilidade Incomum Incomum Incomum Incomum
Prurido Incomum Rara Rara Incomum
Rash Incomum Rara Incomum Incomum
Urticária Rara Rara Rara Rara
Angioedema Rara Rara Rara Rara
Cefaleia - - Incomum Incomum
Dor abdominal Comum Rara Incomum Incomum
Diarreia Comum Incomum Incomum Incomum
Dispepsia Comum Rara Comum Comum
Disfagia Incomum Rara Rara Rara
Úlcera gastrointestinal Incomum Rara Incomum Rara
Gastroesofagite Incomum Rara Incomum Incomum
Doença do refluxo Incomum Rara Incomum Incomum
gastroesofágico
Náusea Comum Incomum Incomum Incomum
Vômito Incomum Incomum Incomum Incomum
Função hepática anormal Incomum Comum Incomum Incomum
Epistaxis Comum Incomum Comum Comum
Hemoptise Incomum Rara Incomum Incomum
Sangramentos: Incomum Rara Incomum Incomum
-intracraniana Incomum Rara Rara Rara
-gastrointestinal Comum Incomum Comum Comum
-cutânea Comum Incomum Comum Comum
-urogenital Comum Incomum Comum Comum
-no local da injeção/cateter/ Rara Rara Rara Rara
incisão
-traumática Rara Incomum Incomum Rara
-em ferimentos - Incomum - -
-após procedimento médico - Incomum - -

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Hemartrose Rara Incomum Incomum Rara
Hematúria Comum Incomum Comum Comum
Secreção sanguinolenta - Rara - -
Hematoma Incomum Incomum Incomum Incomum
-após procedimento médico - Incomum - -
Saída de secreção após - Incomum - -
procedimento médico e de
ferida
Drenagem após procedimento - Rara - -
médico e de ferida
Reações com frequência desconhecida para todas as indicações de uso (não foi possível calcular a frequência com
base nos dados disponíveis): broncoespasmo e reação anafilática.
Reações comuns: ocorrem entre >1/100 e <1/10 dos pacientes
Reações incomuns: ocorrem entre >1/1.000 e <1/100 dos pacientes
Reações raras: ocorrem entre >1/10.000 e <1/1000 dos pacientes

Atenção: Este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as
pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente,
podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Neste caso, notifique os eventos adversos
pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária- NOTIVISA, disponível em
[Link]/hotsite/notivisa/[Link], ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE
Uma superdose de PRADAXA pode levar a complicações hemorrágicas devido a suas propriedades
farmacodinâmicas. Não há disponibilidade de um antídoto específico que antagonize seu efeito farmacodinâmico.
Doses superiores às recomendadas expõem o paciente a maior risco de sangramento e a anticoagulação excessiva
pode requerer a descontinuação do uso de PRADAXA. Na eventualidade de complicações hemorrágicas, o
tratamento deve ser descontinuado e a origem do sangramento investigada. Visto que a dabigatrana é excretada
predominantemente por via renal, deve ser mantida diurese adequada. Deve ser realizado tratamento padrão
apropriado, por exemplo, hemostasia cirúrgica, conforme indicado, e reposição de volume sanguíneo. Além disto,
deve ser considerado o uso de sangue total fresco ou plasma fresco congelado. Como a ligação proteica é baixa,
dabigatrana é dialisável, entretanto a experiência clínica é limitada com uso de diálise nestas condições. Vide item
“Populações especiais – insuficiência renal”.
Concentrados de fatores de coagulação (ativados e não ativados), ou fator VIIa recombinante, podem ser
considerados. Existem algumas evidências experimentais que suportam o papel destes agentes na reversão do efeito
anticoagulante da dabigatrana, mas sua utilidade em condições clínicas ainda não foi sistematicamente demonstrada.
Deve também ser considerada a administração de concentrados de plaquetas nos casos de trombocitopenia, ou
quando tiverem sido utilizadas medicações antiplaquetárias de longa duração.
Todo tratamento sintomático deve ser administrado conforme experiência do médico.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

MS 1.0367.0160
Farm. Resp.: Dímitra Apostolopoulou – CRF-SP nº 08828

Importado por:
Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
SAC 0800-7016633
Fabricado por:
Boehringer Ingelheim Pharma GmbH & Co. KG
Ingelheim am Rhein – Alemanha
Venda sob prescrição médica 20170413/ C17-00

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