Indicações e Eficácia do PRADAXA
Indicações e Eficácia do PRADAXA
PRADAXA®
Boehringer Ingelheim
cápsulas
75 mg
110 mg
150 mg
PRADAXA PROFISSIONAL abcd
APRESENTAÇÕES
PRADAXA 75 mg: embalagens com 10 e 30 cápsulas
PRADAXA 110 mg e 150 mg: embalagens com 10, 30 e 60 cápsulas
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
PRADAXA 75 mg: cada cápsula contém 75 mg de etexilato de dabigatrana, correspondentes a 86,48 mg de mesilato
de etexilato de dabigatrana
PRADAXA 110 mg: cada cápsula contém 110 mg de etexilato de dabigatrana, correspondentes a 126,83 mg de
mesilato de etexilato de dabigatrana
PRADAXA 150 mg: cada cápsula contém 150 mg de etexilato de dabigatrana, correspondentes a 172,95 mg de
mesilato de etexilato de dabigatrana
Excipientes: ácido tartárico, acácia, hipromelose, dimeticona, talco, hiprolose, carragenina, cloreto de potássio,
dióxido de titânio, corante amarelo crepúsculo, corante indigotina, água purificada.
1. INDICAÇÕES
PRADAXA é indicado para:
• prevenção de eventos tromboembólicos venosos (TEV) em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de
grande porte.
• prevenção de acidente vascular cerebral (AVC), embolia sistêmica e redução de mortalidade vascular em
pacientes com fibrilação atrial.
• tratamento de trombose venosa profunda (TVP) e/ou embolia pulmonar (EP) agudas e prevenção de óbito
relacionado em pacientes que foram tratados com anticoagulante parenteral por 5-10 dias
• prevenção de trombose venosa profunda (TVP) e/ou embolia pulmonar (EP) recorrentes e óbito relacionado em
pacientes que foram tratados previamente
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Estudos clínicos em prevenção primária TEV após cirurgia de artroplastia de grande porte
Em dois grandes estudos randomizados, de grupos paralelos, duplo-cegos, de confirmação de dose, pacientes
submetidos à cirurgia eletiva ortopédica de grande porte (um para cirurgia de artroplastia total de joelho e um para
artroplastia total do quadril) receberam 75 mg ou 110 mg de etexilato de dabigatrana em até 1-4 horas da cirurgia,
seguidos por 150 ou 220 mg 1x/dia a partir de então, tendo sido garantida a hemostasia, ou enoxaparina 40 mg no
dia anterior à cirurgia e a partir de então 1x/dia.
No estudo RE-MODEL1 (artroplastia do joelho) o tratamento foi feito por 6-10 dias e no estudo RE-NOVATE2
(artroplastia de quadril) por 28-35 dias. Foram tratados no total 2.076 pacientes (joelho) e 3.494 (quadril)
respectivamente.
Os resultados do estudo em joelho (RE-MODEL) com relação ao desfecho primário, TEV, inclusive sintomático,
mais mortalidade por todas as causas, mostrou que o efeito antitrombótico de ambas as doses de etexilato de
dabigatrana foram estatisticamente não inferiores ao da enoxaparina.
Semelhantemente, TEV totais, inclusive assintomáticos, e mortalidade por todas as causas constituíram o desfecho
para o estudo em quadril (RE-NOVATE). Novamente o etexilato de dabigatrana em ambas as doses 1x/dia foi
estatisticamente não inferior à enoxaparina 40 mg ao dia.
Além disso, em um terceiro estudo randomizado, de grupos paralelos, duplo-cego (RE-MOBILIZE)3, pacientes
submetidos à cirurgia eletiva de artroplastia total do joelho receberam 75 mg ou 110 mg de etexilato de dabigatrana
Tabela 1: Análise de TEV e mortalidade relacionada à TEV durante o período de tratamento nos estudos RE-
MODEL e RE-NOVATE em cirurgia ortopédica
Estudo etexilato de dabigatrana etexilato de dabigatrana enoxaparina 40 mg
220 mg 150 mg
RE-NOVATE (quadril)*
N 909 888 917
Incidências (%) 28 (3,1) 38 (4,3) 36 (3,9)
Diferença nos riscos vs -0,8 0,4
enoxaparina (%)
IC 95% -2,5, 0,8 -1,5, 2,2
Risco relativo vs. enoxaparina 0,78 1,09
IC 95% 0,48, 1,27 0,70, 1,70
*
RE-MODEL (joelho)
N 506 527 511
Incidências (%) 13 (2,6) 20 (3,8) 18 (3,5)
Diferença nos riscos vs. -1,0 0,3
enoxaparina (%)
IC 95% -3,1, 1,2 -2,0, 2,6
Risco relativo vs. enoxaparina 0,73 1,08
IC 95% 0,36, 1,47 0,58, 2,01
RE-MOBILIZE (joelho)** enoxaparina 60 mg
N 618 656 668
Incidências (%) 21 (3,4) 20 (3,0) 15 (2,2)
Diferença nos riscos vs.
1,2 0,8
enoxaparina (%)
IC 95% (-0,7, 3,0) (-0,9, 2,5)
Risco relativo vs. enoxaparina 1,51 1,36
IC 95% (0,79, 2,91) (0,70, 2,63)
Estudo japonês (joelho)** Placebo
N 102 113 104
Incidências (%) 0 2 (1,8) 6 (5,8)
Diferença nos riscos vs. placebo
-5,8 -4,0
(%)
IC 95% (-10,3, -1,3) (-9,1, 1,1)
*
estudos com randomização pré-operatória; ** estudos com randomização pós-operatória.
Tabela 2: Análise da primeira ocorrência de AVC ou EES (desfecho primário) durante o período do estudo RE-LY
(grupo randomizado)
etexilato de dabigatrana 150 etexilato de dabigatrana 110 varfarina
mg 2x/dia mg 2x/dia
Pacientes randomizados 6.076 6.015 6.022
AVC e/ou EES
Incidências (%) 135 (1,12) 183 (1,54) 203 (1,72)
Risco relativo vs. varfarina 0,65 (0,52; 0,81) 0,89 (0,73; 1,09)
(IC95%)
Valor de p para p=0,0001 p=0,2721
superioridade
% se refere à taxa anual de eventos
Tabela 3: Análise da primeira ocorrência de AVCs isquêmicos ou hemorrágicos durante o período do estudo RE-LY
(grupo randomizado)
etexilato de dabigatrana 150 mg etexilato de dabigatrana 110 mg varfarina
2x/dia 2x/dia
Pacientes randomizados 6.076 6.015 6.022
AVC
Incidências (%) 123 (1,02) 171 (1,44) 187 (1,59)
Risco Relativo vs. varfarina 0,64 (0,51;0,81) 0,91 (0,74; 1,12)
(IC 95%)
Valor de p 0,0001 0,3553
EES
Incidências (%) 13 (0,11) 15 (0,13) 21 (0,18)
Risco Relativo vs. varfarina 0,61 (0,30; 1,21) 0,71 (0,37; 1,38)
(IC 95%)
Valor de p 0,1582 0,3099
AVC isquêmico
Incidências (%) 104 (0,86) 152 (1,28) 134 (1,14)
Risco Relativo vs. varfarina 0,76 (0,59;0,98) 1,13 (0,89; 1,42)
(IC 95%)
Valor de p 0,0351 0,3138
AVC hemorrágico
Incidências (%) 12 (0,10) 14 (0,12) 45 (0,38)
Risco Relativo vs. varfarina 0,26 (0,14; 0,49) 0,31 (0,17; 0,56)
(IC 95%)
Valor de p <0,0001 0,0001
% se refere à taxa anual de eventos
O benefício clínico líquido medido pelo desfecho clínico não ponderado composto de AVC, embolia sistêmica,
embolia pulmonar, infarto agudo do miocárdio, óbitos vasculares e sangramentos graves foi avaliado, e é
apresentado como parte da Tabela 5. As taxas anuais de eventos para os grupos com etexilato de dabigatrana foram
mais baixas do que as do grupo com a varfarina. A redução do risco para este desfecho composto foi de 8% e 10%
respectivamente para as doses de etexilato de dabigatrana 110 mg e 150 mg duas vezes ao dia. Outros componentes
avaliados incluíram todas as hospitalizações que ocorreram de forma significativamente menos frequente com
etexilato de dabigatrana 110 mg duas vezes ao dia do que com varfarina (redução do risco de 7%; IC 95%: 0,87;
0,99; p=0,021).
A extensão do estudo RE-LY (estudo RELY-ABLE) forneceu informações adicionais de segurança para uma grande
coorte de pacientes que continuaram com a mesma dose de etexilato de dabigatrana que foi estabelecida no estudo
RE-LY. Os pacientes foram elegíveis para o estudo RELY-ABLE se não tivessem descontinuado definitivamente a
medicação do estudo no momento da visita final do estudo RE-LY. Os pacientes randomizados continuaram a
receber a mesma dose duplo-cega de etexilato de dabigatrana do estudo RE-LY por até 43 meses de
acompanhamento (acompanhamento médio total RE-LY + RELY-ABLE de 4,5 anos). Foram incluídos 5.897
Pradaxa _Bula Profissional 20170413 / C17-00 5
PRADAXA PROFISSIONAL abcd
pacientes, representando 49% dos pacientes originalmente randomizados para receber o etexilato de dabigatrana no
estudo RE-LY e 86% dos pacientes elegíveis para o estudo RELY-ABLE. Durante os 2,5 anos adicionais de
tratamento no estudo RELY-ABLE, com uma exposição máxima de mais de 6 anos (total RELY+ RELY-ABLE), o
perfil de segurança em longo prazo do etexilato de dabigatrana para ambas as doses testadas foi confirmado. Não
foram observados novos achados de segurança. As taxas de eventos, incluindo sangramento grave ou outros eventos
de sangramento, foram consistentes com aquelas observadas no estudo RE-LY.
Em um estudo exploratório, a eficácia de duas estratégias para o gerenciamento de sintomas gastrointestinais foram
testadas: administrar PRADAXA dentro de 30 minutos após uma refeição e adicionar pantoprazol 40 mg
diariamente. Um total de n = 1.067 pacientes utilizando PRADAXA entraram no estudo; 117 pacientes
desenvolveram sintomas gastrointestinais e foram randomizados para um dos dois tratamentos. Ambas as
estratégias de manejo (administrar PRADAXA após as refeições e adicionar pantoprazol 40mg diariamente)
forneceram um completo alívio dos sintomas gastrointestinais primários em mais de 55% dos pacientes
(PRADAXA após a refeição: 55,9%; pantoprazol: 67,2%).
Com uma estratégia única, adicionar pantoprazol 40mg diariamente, obteve - se uma completa resolução dos
sintomas em 67,2% dos pacientes após 4 semanas de tratamento, enquanto administrar PRADAXA após uma
refeição resultou em 55,9% dos pacientes com completa resolução dos sintomas. Após uma semana de tratamento, a
completa resolução dos sintomas foi alcançada em 51,7% dos pacientes com pantoprazol vs. 39% dos pacientes com
Pradaxa administrado após uma refeição. Pacientes que não tiveram completa resposta para a estratégia inicial após
4 semanas receberam adicionalmente a estratégia alternativa (ou seja, estratégias combinadas) por mais 4 semanas.
Foi reportada eficácia completa ou parcial após 4 semanas das estratégias combinadas (8 semanas, tratamento total)
por 12 dos 14 (85,7%) pacientes que administraram PRADAXA após a refeição na primeira parte do ensaio e 12 dos
15 (80%) pacientes que administraram pantoprazol na primeira parte do ensaio 8.
Em última análise, 92 (78.6%) pacientes (79 com eficácia completa e 13 com eficácia parcial) tiveram resultados
positivos usando as 2 estratégias de gerenciamento de sintomas gastrointestinais, 45 no grupo usando Pradaxa após a
refeição (39 eficácia completa + 6 eficácia parcial) e 47 no grupo administrando pantoprazol (40 eficácia completa +
7 com eficácia parcial).
Tabela 8 - Análise dos desfechos de eficácia primário e secundário (TEV é uma composição de TVP e/ou EP) até o
final do período de tratamento planejado para o estudo RE-MEDY
Etexilato de dabigatrana Varfarina
150 mg
RE-MEDY
Pacientes, n (%) 1.430 (100,0) 1.426 (100,0)
TEV sintomática recorrente e óbito por TEV 26 (1,8) 18 (1,3)
Risco relativo vs. varfarina 1,44
IC 95% 0,78, 2,64
Valor-p- (não inferioridade) 0,0135
Pacientes com eventos aos 18 meses 22 17
Risco acumulado aos 18 meses (%) 1,7 1,4
Diferença nos riscos vs. varfarina (%) 0,4
IC 95% -0,5, 1,2
Valor-p- (não inferioridade) <0,0001
Desfechos secundários de eficácia
TEV sintomática recorrente e óbito por todas as
42 (2,9) 36 (2,5)
causas
IC 95% 2,12, 3,95 1,77, 3,48
TVP sintomático 17 (1,2) 13 (0,9)
IC 95% 0,69, 1,90 0,49, 1,55
EP sintomática 10 (0,7) 5 (0,4)
IC 95% 0,34, 1,28 0,11, 0,82
Óbitos por TEV 1 (0,1) 1 (0,1)
IC 95% 0,00, 0,39 0,00, 0,39
Óbitos por todas as causas 17 (1,2) 19 (1,3)
IC 95% 0,69, 1,90 0,80, 2,07
Tabela 9 - Análise dos desfechos de eficácia primário e secundário (TEV é uma composição de TVP e/ou EP) até o
final do período pós-tratamento planejado para o estudo RE-SONATE
Etexilato de dabigatrana 150
Placebo
mg
RE-SONATE
Pacientes, n (%) 681 (100,0) 662 (100,0)
TEV sintomática recorrente e óbito relacionado 3 (0,4) 37 (5,6)
Risco relativo 0,08
IC 95% 0,02, 0,25
Valor-p <0,0001
Desfechos de eficácia secundarios
TEV sintomática recorrente e óbito por todas as
3 (0,4) 37 (5,6)
causas
IC 95% 0,09, 1,28 3,97, 7,62
TVP sintomático 2 (0,3) 23 (3,5)
IC 95% 0,04, 1,06 2,21, 5,17
EP sintomática 1 (0,1) 14 (2,1)
IC 95% 0,00, 0,82 1,16, 3,52
Óbitos por TEV 0 (0) 0 (0)
IC 95% 0,00, 0,54 0,00, 0,56
Óbitos inexplicaveis 0 (0) 2 (0,3)
IC 95% 0,00, 0,54 0,04, 1,09
Óbitos por todas as causas 0 (0) 2 (0,3)
IC 95% 0,00, 0,54 0,04, 1,09
Outras medidas avaliadas: infarto do miocárdio ocorreu em uma baixa frequência em todos os quatro estudos de
TEV para todos os grupos de tratamento. Óbito cardíaco ocorreu em um paciente no grupo de tratamento com
varfarina.
Testes de função hepática nos estudos controlados por medicação ativa RE-COVER, RE-COVER II e RE-MEDY:
houve uma incidência comparável ou menor de potenciais anormalidades nos testes de função hepática nos
pacientes tratados com etexilato de dabigatrana do que quando tratados com varfarina. Já no estudo RE-SONATE,
não houve diferença significativa entre os dois grupos.
1. Christiansen AV, Schindler T, Hantel S, Stangier J. A phase III, randomised, parallel-group, double-blind, active controlled study to
investigate the efficacy and safety of two different dose regimens of orally administered dabigatran etexilate capsules [150 or 220 mg once
daily starting with a half dose (i.e.75 or 110 mg) on the day of surgery] compared to subcutaneous enoxaparin 40 mg once daily for 8 ±2
days, in prevention of venous thromboembolism in patients with primary elective total knee replacement surgery RE-MODEL
(Thromboembolism prevention after knee surgery).
2. Hettiarachchi R, Schindler T, Hantel S, Stangier J. A phase III randomised, parallel-group, double-blind, active controlled study to
investigate the efficacy and safety of two different dose regimens of orally administered dabigatran etexilate capsules [150 or 220 mg once
daily starting with half dose (i.e. 75 or 110 mg) on the day of surgery] compared to subcutaneous enoxaparin 40 mg once daily for 28-35
days, in prevention of venous thromboembolism in patients with primary elective total hip replacement surgery. RE-NOVATE (Extended
thromboembolism prevention after hip surgery).
3. Clements M, Hantel S. A Phase III, randomized, parallel-group, double-blind, active controlled study to investigate the efficacy and safety
of two different dose regimens (75 mg Day 1 followed by 150 mg Day 2-completion, and 110 mg Day 1 followed by 220 mg
Day 2-completion) of dabigatran etexilate administered orally (capsules), compared to enoxaparin 30 mg twice a day subcutaneous for 12–
15 days in prevention of venous thromboembolism in patients with primary elective total knee replacement surgery -RE-MOBILIZE.
4. Reilly P, Wang S, Varrone J, Yamamura N. Randomized Evaluation of Long term anticoagulant therapy (RE LY®) comparing the efficacy
and safety of two blinded doses of dabigatran etexilate with open label warfarin for the prevention of stroke and systemic embolism in
patients with non-valvular atrial fibrillation: prospective, multi-centre, parallel-group, non-inferiority trial (RE-LY STUDY).
5. Eibert S, Sauce C, Baanstra D, Yamamura N, Lemke U, Schulman S. A phase III, randomised, double blind, parallel-group study of the
efficacy and safety of oral dabigatran etexilate (150 mg bid) compared to warfarin (INR 2.0-3.0) for 6 month treatment of acute
symptomatic venous thromboembolism.
6. Christiansen AV, Kurz C, Le MF. A phase III randomised, double blind, parallel-group study of the efficacy and safety of oral dabigatran
etexilate (150 mg bid) compared to warfarin (INR 2.0-3.0) for 6 month treatment of acute symptomatic venous thromboembolism,
following initial treatment for at least 5 days with a parenteral anticoagulant approved for this indication. RE-COVER II.
7. Kvamme AM, Lemke U, Koeppen M, Kurz C, Liu D. A phase III, randomised, multicenter, double-blind, parallel-group, active controlled
study to evaluate the efficacy and safety of oral dabigatran etexilate (150 mg bid) compared to warfarin (INR 2.0-3.0) for the secondary
prevention of venous thromboembolism. RE-MEDY.
8. Baanstra D, Frampton H, Peter N. Twice-daily oral direct thrombin inhibitor dabigatran etexilate in the long-term prevention of recurrent
symptomatic venous thromboembolism in patients with symptomatic deep-vein thrombosis or pulmonary embolism.
9. Jacqueline W, Lisa RL, PharmD, Naitee T, PhD. A prospective, open label study evaluating the efficacy of two management strategies
(pantoprazole 40 mg q.a.m. and taking Pradaxa® with food [within 30 minutes after a meal]) on gastrointestinal symptoms (GIS) in patients
newly on treatment with Pradaxa® 150 mg b.i.d., 110 mg, or 75 mg b.i.d. for the prevention of stroke and systemic embolism in patients
with non-valvular atrial fibrillation (NVAF).
3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
O etexilato de dabigatrana é uma pequena molécula, pró-droga sem atividade farmacológica. Após administração
oral, o etexilato de dabigatrana é rapidamente absorvido e convertido em dabigatrana no plasma e no fígado por
meio de hidrólise catalisada por esterases. A dabigatrana é um inibidor direto da trombina, potente, competitivo,
reversível e é o principal princípio ativo no plasma.
Visto que a trombina (protease serina) possibilita a conversão de fibrinogênio em fibrina durante a cascata de
coagulação, a sua inibição previne o desenvolvimento do trombo. A dabigatrana também inibe a trombina livre,
trombina ligada à fibrina e a agregação de plaquetas induzida por trombina.
Estudos em animais in vivo e ex vivo demonstraram a eficácia antitrombótica e a atividade anticoagulante da
dabigatrana após administração intravenosa e do etexilato de dabigatrana após administração oral em vários modelos
de trombose em animais.
Existe uma estreita correlação entre as concentrações plasmáticas de dabigatrana e o grau do efeito anticoagulante.
A dabigatrana prolonga o TTPa (tempo de tromboplastina parcial ativada), ECT (tempo de coagulação de ecarina) e
TT (tempo de trombina).
Farmacocinética
Após administração oral de etexilato de dabigatrana em voluntários saudáveis, o perfil farmacocinético da
dabigatrana no plasma se caracteriza por um rápido aumento das concentrações plasmáticas com um pico de
A biodisponibilidade absoluta da dabigatrana após administração oral de etexilato de dabigatrana como cápsulas de
hipromelose foi de aproximadamente 6,5%.
Os alimentos não afetam a biodisponibilidade do etexilato de dabigatrana, porém retardam o tempo do pico de
concentração plasmática em até 2 horas.
A biodisponibilidade oral pode aumentar em 1,4 vezes (+37%) em relação à formulação de referência (em cápsulas)
quando os microgrânulos são ingeridos sem a cápsula de hipromelose. Assim, a integridade da cápsula de
hipromelose deve ser sempre preservada no uso clínico para evitar um aumento não intencional da
biodisponibilidade de etexilato de dabigatrana. Portanto, os pacientes devem ser aconselhados a não abrir as
cápsulas e ingerir os microgrânulos isoladamente (por exemplo, dispersos sobre alimentos ou bebidas).
Um estudo que avaliou a absorção pós-operatória do etexilato de dabigatrana 1-3 horas após a cirurgia demonstrou
uma absorção relativamente lenta em comparação com a observada em voluntários saudáveis, mostrando um perfil
suave de concentração ao longo do tempo, sem altos picos de concentração plasmática. Os picos de concentração
plasmática são obtidos 6 horas após administração, ou 7 a 9 horas após cirurgia (BISTRO Ib). Contudo nota-se que
fatores contribuintes, como anestesia, paresia gastrintestinal e efeitos cirúrgicos implicam em uma proporção de
pacientes que terá retardo na absorção independente da formulação da droga. Embora este estudo não tenha previsto
se o retardo na absorção persiste nas doses subsequentes, foi demonstrado em um estudo posterior que o retardo na
absorção em geral só ocorre no dia da cirurgia. Nos dias subsequentes, a absorção da dabigatrana é rápida com pico
de concentração plasmática obtido 2 horas após a administração.
O metabolismo e a excreção da dabigatrana foram estudados após administração intravenosa única de dabigatrana
radiomarcada em voluntários saudáveis do sexo masculino. Após uma administração intravenosa, a radioatividade
derivada da dabigatrana foi eliminada principalmente na urina (85%). A excreção fecal respondeu por 6% da dose
administrada. A recuperação da radioatividade total variou de 88-94% da dose administrada 168 horas após a
administração.
O etexilato de dabigatrana e a dabigatrana não são metabolizados pelo sistema do citocromo P450 e não têm efeitos
de inibição ou indução in vitro nas enzimas humanas do citocromo P450. Isto foi confirmado por estudos in vivo em
voluntários saudáveis, que não tiveram qualquer interação entre tratamento com etexilato de dabigatrana e
atorvastatina ou diclofenaco (vide Interações Medicamentosas).
Após administração oral, o etexilato de dabigatrana no plasma é rápida e completamente convertido na forma ativa
dabigatrana. A reação metabólica predominante é a clivagem da pró-droga etexilato de dabigatrana no princípio
ativo dabigatrana por hidrólise catalisada por esterase. A dabigatrana sofre conjugação, formando acilglicuronídeos
farmacologicamente ativos. Existem quatro isômeros posicionais, 1-O, 2-O, 3-O, 4-O-acilglicuronídeos, que
respondem cada um por menos de 10% do total de dabigatrana no plasma. Traços de outros metabólitos são
detectados somente com testes analíticos altamente sensíveis. A dabigatrana é eliminada principalmente na forma
inalterada na urina, a uma taxa de aproximadamente 100 mL/min, correspondendo à taxa de filtração glomerular.
Foi observada baixa ligação (34-35%) de dabigatrana às proteínas plasmáticas independente da concentração. O
volume de distribuição da dabigatrana de 60-70 litros excedeu o volume da água corpórea total, indicando moderada
distribuição tecidual da dabigatrana.
Insuficiência renal: a exposição (AUC) à dabigatrana após administração oral de etexilato de dabigatrana em um
estudo de Fase I foi aproximadamente 3 vezes maior em voluntários com insuficiência renal moderada (CLcr 30-50
mL/min) do que naqueles sem insuficiência renal.
Em um pequeno número de voluntários com insuficiência renal grave (CLcr 10-30 mL/min) a exposição (AUC) à
dabigatrana foi aproximadamente 6 vezes maior e a meia-vida aproximadamente 2 vezes mais longa do que a
observada em uma população sem insuficiência renal.
O clearance da dabigatrana por hemodiálise foi investigado em pacientes com comprometimento renal em estágio
final sem fibrilação atrial. A diálise foi conduzida por 4 horas, com fluxo de dialisado de 700 mL/min e fluxo
sanguíneo de 200 mL/min ou 350-390 mL/min, o que resultou na remoção de 50% da concentração de dabigatrana
livre e 60% da dabigatrana total, considerando que a quantidade removida de fármaco é proporcional ao fluxo
sanguíneo. A atividade anticoagulante da dabigatrana diminuiu com o decréscimo das concentrações plasmáticas e a
relação farmacocinética/farmacodinâmica não foi afetada pelo procedimento.
O clearance de creatinina médio no estudo RE-LY foi de 68,4 mL/min e quase metade dos pacientes (45,8%)
apresentava clearance entre >50 e <80 mL/min. As concentrações plasmáticas nos pacientes com comprometimento
renal moderado (CLcr 30-50 mL/min) antes e após administração de dabigatrana foram, respectivamente, em média
2,29 vezes e 1,81 vezes maiores em comparação aos pacientes sem comprometimento renal (CLcr ≥80 mL/min).
O clearance de creatinina médio no estudo RE-COVER foi 100,43 mL/min. 21,7% dos pacientes tiveram
insuficiência renal leve (CLcr > 50 - <80 mL/min) e 4,5% dos pacientes tiveram insuficiência renal moderada (CLcr
30-50 mL/min). Pacientes com insuficiência renal leve e moderada tiveram em média aumento de 1,7 vezes e 3,4
vezes de dabigatrana em estado de equilíbrio, através das concentrações comparadas com pacientes com CLcr >80
mL/min. Valores similares para CLcr foram encontrados no RE-COVERII.
Idosos: estudos farmacocinéticos específicos em estudos de fase I conduzidos com idosos mostraram um aumento
de 1,4 a 1,6 vezes (+40 a 60%) na AUC e mais de 1,25 vezes (+25%) na Cmax em comparação com os jovens. A
AUCτ-ss e Cmax em idosos dos sexos masculino e feminino (acima de 65 anos de idade) foram de
aproximadamente 1,9 vezes e 1,6 vezes respectivamente maiores para mulheres idosas em comparação a mulheres
jovens, e 2,2 e 2,0 vezes maiores para homens idosos em comparação a homens jovens entre 18-40 anos de idade.
O aumento observado na exposição à dabigatrana correlacionou-se com a redução do clearance de creatinina
relacionado ao envelhecimento. No estudo RE-LY confirmou-se o efeito da idade na exposição à dabigatrana, com
concentração de vale cerca de 1,3 vezes (+31%) maior em pacientes ≥75 anos e cerca de 22% menor em pacientes
<65 anos, em comparação aos pacientes com idade entre 65 e 75 anos.
Insuficiência hepática: não foi observada qualquer alteração na exposição à dabigatrana em 12 indivíduos com
insuficiência hepática moderada (Child-Pugh B) em um estudo de Fase I em comparação com 12 controles.
Pacientes com comprometimento hepático moderado ou grave (classificação de Child-Pugh B e C) ou doença
hepática com previsão de um impacto na sobrevida ou com níveis elevados de enzimas hepáticas ≥2 vezes o limite
superior do normal (LSN) foram excluídos dos estudos clínicos em prevenção de TEV em pacientes submetidos à
cirurgia ortopédica de grande porte.
Pacientes com doença hepática ativa, incluindo, mas não limitado a, elevação persistente das enzimas hepáticas ≥2
vezes o limite superior do normal (LSN) ou com hepatite A, B ou C, foram excluídos dos estudos clínicos em
prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução da mortalidade vascular em pacientes com fibrilação atrial.
Peso corporal: as concentrações plasmáticas de vale de dabigatrana foram cerca de 20% mais baixas em pacientes
com peso corporal >100 kg em comparação aos com peso entre 50-110 kg. A maioria (80,8%) dos pacientes estava
na faixa de peso corporal entre 50 kg e 100 kg, sem detecção de qualquer diferença evidente. Os dados disponíveis
para pacientes com ≤50 kg são limitados.
Origem étnica: foi estudada a farmacocinética da dabigatrana em voluntários caucasianos e japoneses após doses
orais únicas e múltiplas. A origem étnica não afeta a farmacocinética da dabigatrana de forma clinicamente
relevante. Os dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes negros são limitados, mas não sugerem diferenças
clínicas relevantes.
4. CONTRAINDICAÇÕES
Este medicamento é contraindicado em casos de:
• Hipersensibilidade conhecida à dabigatrana ou ao etexilato de dabigatrana ou a algum dos excipientes do produto
• Insuficiência renal grave (CLcr <30 mL/min), pois não há dados que apoiem o uso nestes pacientes
• Manifestações hemorrágicas, pacientes com diáteses hemorrágicas, ou pacientes com comprometimento
espontâneo ou farmacológico da hemostasia
• Lesão de órgãos em risco de sangramento clinicamente significativo, inclusive acidente vascular cerebral
hemorrágico nos últimos 6 meses
• Tratamento concomitante com cetoconazol sistêmico
• Pacientes com próteses de valvas cardíacas
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Risco hemorrágico: assim como com todos os anticoagulantes, PRADAXA deve ser utilizado com cautela em
condições que aumentam o risco de sangramento. O sangramento pode ocorrer em qualquer local durante o
tratamento com PRADAXA. Uma queda inexplicável da hemoglobina e/ou do hematócrito ou da pressão arterial
deve levar à pesquisa de um local de sangramento.
O tratamento com PRADAXA não requer monitorização da anticoagulação; têm sido relatados aumentos falso-
positivos no teste de RNI, portanto não é confiável e não deve ser realizado nestes pacientes.
Há testes de atividade anticoagulante, como TT, ECT e TTPa, para detectar atividade excessiva da dabigatrana. Os
testes de TT e ECT podem ser avaliados, mas se não estiverem disponíveis, o teste TTPa fornece uma estimativa da
atividade anticoagulante da dabigatrana. Nos pacientes do estudo RE-LY com fibrilação atrial tratados com150 mg
duas vezes ao dia, valores 2-3 vezes maiores que a faixa normal do TTPa foram associados a maior risco de
sangramento.
• Função renal: pacientes com declínio da função renal, inclusive relacionado à idade, estão mais expostos à
dabigatrana; PRADAXA é contraindicado em insuficiência renal grave e pacientes que desenvolverem insuficiência
renal aguda devem descontinuar o tratamento.
Fatores como função renal diminuída (CLcr 30-50 mL/min), idade ≥75 anos, ou coadministração com potente
inibidor de glicoproteína-P (P-gp) estão associados com aumento dos níveis plasmáticos de dabigatrana. A presença
de um ou mais destes fatores pode aumentar o risco de sangramento.
A função renal deve ser avaliada pelo cálculo do clearance de creatinina (CLcr) antes do início do tratamento com
PRADAXA para excluir pacientes com comprometimento renal grave (CLcr <30 mL/min).
Enquanto o paciente estiver em tratamento, a função renal deve ser avaliada nos quadros clínicos que possam
diminuir ou deteriorar a função renal (como hipovolemia, desidratação, certos tratamentos concomitantes, entre
outros). Os pacientes usando PRADAXA especificamente para prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução de
mortalidade vascular e com comprometimento renal moderado (CLcr 30-50 mL/min) devem ter a função renal
avaliada pelo menos uma vez ano ou mais, conforme a necessidade clínica.
• Uso de agentes fibrinolíticos no tratamento de AVC isquêmico agudo: pode ser considerado se o paciente
apresentar TT, ECT ou TTPa que não excedam o limite superior da normalidade (LSN) conforme faixa de referência
local.
Em situações nas quais houver um maior risco hemorrágico (por exemplo, biópsia recente ou traumatismo
importante, endocardite bacteriana), em geral, é necessária observação estrita em busca de sinais de sangramento ou
anemia.
Cirurgias e intervenções: pacientes em uso de PRADAXA submetidos à cirurgia ou procedimentos invasivos têm
maior risco de sangramento. Portanto, intervenções cirúrgicas podem exigir a interrupção temporária do uso de
PRADAXA. Os pacientes podem continuar usando PRADAXA durante cardioversão. O tratamento com
PRADAXA (150 mg duas vezes ao dia) não necessita ser interrompido em pacientes submetidos a ablação por
cateter para fibrilação atrial.
Fase pré-operatória: devido ao maior risco de sangramento, o tratamento com PRADAXA pode ser interrompido
temporariamente antes de procedimentos invasivos ou cirúrgicos, se possível, pelo menos 24 horas antes de tais
procedimentos. Em pacientes com maior risco de sangramento ou cirurgias de grande porte em que a hemostasia
completa pode ser necessária, considerar interromper o uso de PRADAXA 2-4 dias antes da cirurgia. A depuração
de dabigatrana em pacientes com insuficiência renal pode levar mais tempo, o que deve ser considerado antes de
qualquer procedimento:
Função renal t1/2 estimado (h) Interromper PRADAXA antes de cirurgia eletiva
(CLcr- mL/min) Alto risco de sangramento ou cirurgia de Risco padrão
grande porte
≥80 ~ 13* 2 dias antes 24 h antes
≥50 e <80 ~ 15* 2-3 dias antes 1-2 dias antes
≥30 e <50 ~ 18* 4 dias antes 2-3 dias antes (>48 h)
*para mais detalhes vide farmacocinética
PRADAXA é contraindicado em pacientes com insuficiência renal grave (CLcr <30 mL/min), mas caso isto ocorra,
o uso de PRADAXA deve ser interrompido pelo menos 5 dias antes de uma cirurgia de grande porte.
Caso seja necessária uma intervenção aguda, PRADAXA deve ser temporariamente descontinuado. A
cirurgia/intervenção deve ser adiada, se possível, até pelo menos 12 horas após a última dose. Caso a cirurgia não
possa ser adiada, pode haver um maior risco de sangramento, que deve ser ponderado em relação à urgência da
intervenção.
Excipientes: o produto contém o corante amarelo crepúsculo, que pode causar reações alérgicas.
Idosos: há um aumento da exposição à droga nos pacientes com declínio da função renal relacionado à idade. Vide
Posologia em insuficiência renal.
Crianças:
• No uso para prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte e para prevenção
de AVC, embolia sistêmica e redução de mortalidade vascular em pacientes com fibrilação atrial: PRADAXA
não foi investigado em pacientes abaixo dos 18 anos de idade, não sendo recomendado para tratamento em
crianças.
• No uso para tratamento de TVP e/ou EP e prevenção de TVP e/ou EP recorrentes e óbitos relacionados:
PRADAXA está sendo estudado em pacientes abaixo de 18 anos de idade, porém a eficácia e segurança em
crianças ainda não foi estabelecida e seu uso não é recomendado.
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O uso concomitante de PRADAXA com tratamentos que agem na hemostasia ou coagulação, inclusive com
antagonistas da vitamina K, pode aumentar acentuadamente o risco de sangramento.
O etexilato de dabigatrana e a dabigatrana não são metabolizados pelo sistema do citocromo P450 e não têm efeitos
de inibição ou indução in vitro nas enzimas humanas do citocromo P450. Portanto, não se espera interações
medicamentosas nesse sentido.
Especificamente em pacientes com 75 anos ou mais, o risco de sangramento, incluindo gastrintestinal, aumenta com
o uso concomitante de antiplaquetários ou inibidores potentes da P-gp.
Inibidores de plaquetas:
• ácido acetilsalicílico (AAS): o efeito da administração concomitante no risco de sangramento foi estudado em
pacientes com fibrilação atrial em um estudo de Fase II no qual foi aplicada administração randomizada de AAS.
Com base em análise de regressão logística, a coadministração de AAS e 150 mg de etexilato de dabigatrana duas
vezes ao dia pode aumentar o risco de qualquer sangramento de 12% para 18% e 24% respectivamente com AAS 81
mg e 325 mg. A partir dos dados obtidos no estudo de Fase III RE-LY, observou-se que a coadministração de AAS
ou clopidogrel com etexilato de dabigatrana nas doses de 110 ou 150 mg duas vezes ao dia pode aumentar o risco de
sangramento grave. A elevação na taxa de eventos de sangramento na coadministração com AAS ou clopidogrel foi,
entretanto, também observada com a varfarina.
• antinflamatórios não esteroidais (AINEs): administrados em curto prazo para analgesia peri-operatória
demonstraram não estar associados com o aumento do risco de sangramento quando administrados em conjunto com
PRADAXA. Há evidências limitadas com relação ao uso regular de AINEs com meias-vidas inferiores a 12 horas
durante o tratamento com PRADAXA, e isto não sugere qualquer risco adicional de sangramento. No estudo RE-
LY, em pacientes utilizando PRADAXA ou varfarina para prevenção de AVC, o risco de sangramento aumentou em
todos os grupos.
• clopidogrel: em um estudo de Fase I em voluntários jovens e saudáveis do sexo masculino, a administração
concomitante de etexilato de dabigatrana e clopidogrel não resultou em qualquer prolongamento adicional dos
tempos de sangramento capilar em comparação à monoterapia com clopidogrel. Além disto, a AUCτ-ss e a Cmax,ss
de dabigatrana e as medidas de coagulação para o efeito de dabigatrana, TTPa, ECT ou TT (anti FIIa), ou a inibição
da agregação plaquetária como medida do efeito de clopidogrel, permaneceram essencialmente inalterados na
comparação entre o tratamento combinado e as respectivas monoterapias. Com uma dose de ataque de 300 ou 600
mg de clopidogrel, a AUCτ-ss e a Cmax-ss de dabigatrana aumentou em cerca de 1,3-1,4 vezes (+30 a 40%); vide
item referente ao AAS acima.
• antiplaquetários ou outros anticoagulantes: o uso concomitante pode aumentar o risco de sangramento.
O uso concomitante de PRADAXA com os tratamentos a seguir não foi estudado e pode aumentar o risco de
sangramento: heparinas não fracionadas (exceto nas doses necessárias para manter a permeabilidade de cateter
venoso central ou arterial) e derivados da heparina, heparinas de baixo peso molecular, fondaparinux, desirudina,
agentes trombolíticos, antagonistas do receptor GPIIb/IIIa, ticlopidina, dextrano, sulfimpirazona, rivaroxabana,
prasugrel, antagonistas da vitamina K e os inibidores de P-gp, itraconazol, tacrolimo, ciclosporina, ritonavir,
tipranavir, nelfinavir e saquinavir.
Como estudos de interação in vitro não demonstraram indução ou inibição do citocromo P450, não se esperam
interações medicamentosas relacionadas com uso de etexilato de dabigatrana e dabigatrana e:
atorvastatina (substrato da CYP3A4): a exposição à atorvastatina, metabólitos de atorvastatina e de dabigatrana
permaneceram inalteradas, indicando ausência de interação.
diclofenaco (substrato da CYP2C9): a farmacocinética de ambas as drogas permaneceu inalterada, indicando
ausência de interação entre as mesmas.
Interações com inibidores/indutores de P-gp: o pró-fármaco etexilato de dabigatrana, porém não dabigatrana, é
um substrato do transportador de efluxo glicoproteína P (P-gp). Assim, tem sido investigada a co-medicação com
inibidores do transportador P-gp e seus indutores:
Inibidores da P-gp: espera-se que o uso concomitante de inibidores de P-gp aumente as concentrações plasmáticas
da dabigatrana:
amiodarona: em uso concomitante de dose única oral de 600 mg, a extensão e taxa de absorção de amiodarona e
seu metabólito ativo DEA permaneceram essencialmente inalteradas. A AUC (exposição) e Cmax de dabigatrana
aumentaram respectivamente em cerca de 1,6 e 1,5 vezes (+60% e 50%). Nos pacientes do estudo RE-LY não se
observaram alterações importantes nas concentrações de vale da dabigatrana (não aumentaram mais do que 14% e
não se observou aumento no risco de sangramento).
verapamil: quando PRADAXA (150 mg) foi administrado com verapamil oral, a Cmáx e AUC da dabigatrana
foram aumentadas, mas a magnitude desta alteração difere dependendo do momento da administração e da
formulação da verapamil. Nos pacientes do estudo RE-LY não se observaram alterações importantes nas
concentrações de vale da dabigatrana (não aumentaram mais do que 21% e não se observou aumento no risco de
sangramento). A maior elevação da exposição à dabigatrana foi observada com a primeira dose de uma formulação
de liberação imediata de verapamil administrada uma hora antes da ingestão do etexilato de dabigatrana (aumento de
Cmax em cerca de 2,8 vezes (+180%) e AUC em cerca de 2,5 vezes(+150%)). O efeito foi progressivamente
diminuído com a administração de uma formulação de liberação prolongada (aumento de Cmax em cerca de 1,9
vezes (+90%) e AUC em cerca de 1,7 vezes(+70%)) ou administração de doses múltiplas de verapamil (aumento de
Cmax em cerca de 1,6 vezes (+60%) e AUC em cerca de 1,5 vezes (+50%)). Isto pode ser explicado pela indução da
P-gp no intestino com o uso crônico de verapamil. Não houve interação significativa observada quando verapamil
foi administrado 2 horas após o etexilato de dabigatrana (aumento da Cmax em cerca de 10% e AUC em cerca de
20%), o que é explicado pela completa absorção da dabigatrana após 2 horas (vide item Posologia). Não há dados
disponíveis para a aplicação parenteral de verapamil; com base no mecanismo de interação, não se espera nenhuma
interação significativa.
quinidina: foi administrada em uma dose de 200 mg a cada duas horas até uma dose total de 1000 mg. O etexilato
de dabigatrana foi administrado duas vezes ao dia por 3 dias consecutivos, no terceiro dia, com ou sem quinidina. A
AUCτ-ss e Cmáx,ss de dabigatrana aumentou em média 1,5 vezes (+53% e 56% respectivamente) com uso
concomitante de quinidina.
claritromicina: nenhuma interação farmacocinética clinicamente relevante para a segurança foi observada quando
se coadministrou 500 mg de claritromicina duas vezes ao dia (aumento da Cmax em cerca de 15% e AUC em cerca
de 19% em voluntários saudáveis).
cetoconazol sistêmico: aumentou os valores de AUC0-∞ total e Cmax de dabigatrana respectivamente em cerca
de 2,4 vezes (+138% e 135%), após dose única de 400 mg, e em cerca de 2,5 vezes (+153% e 149%),
respectivamente, após doses múltiplas de cetoconazol 400 mg ao dia. O tempo até o pico, meia-vida terminal e
tempo médio de residência não foram afetados pelo cetoconazol.
dronedarona: os valores AUC0-∞ e Cmax da dabigatrana total aumentaram em aproximadamente 2,4 vezes
(+136%) e 2,3 vezes (+125%) após doses múltiplas de dronedarona 400 mg duas vezes ao dia e em
aproximadamente 2,1 vezes (+114%) e 1,9 vezes (+87%) após dose única de 400 mg. Já com dose única e múltipla
de dronedarona 2 horas após o etexilato de dabigatrana, a AUC0-∞ aumentou 1,3 e 1,6 vezes respectivamente. A
meia-vida terminal e o clearance renal da dabigatrana não foram afetados pela dronedarona.
ticagrelor: o uso concomitante aumenta a exposição da dabigatrana e pode apresentar interação farmacodinâmica,
que pode resultar em aumento do risco de sangramento. A exposição – AUC e Cmax – da dabigatrana em indivíduos
Portanto, não é necessário ajuste da dose de PRADAXA para prevenção de AVC, embolia sistêmica e
redução da mortalidade vascular com uso concomitante de amiodarona, verapamil, quinidina, claritromicina
e ticagrelor. O uso de cetoconazol sistêmico está contraindicado e o uso de dronedarona não é recomendado
por aumentar a exposição da dabigatrana. Para uso em prevenção de tromboembolismo venoso, vide item
Posologia.
Substratos de P-gp - digoxina: em um estudo realizado com 24 voluntários saudáveis não foram observadas
modificações clinicamente importantes na exposição à digoxina e à dabigatrana. Nem dabigatrana nem o pró-
fármaco etexilato de dabigatrana são inibidores clinicamente relevantes de P-gp.
Indutores de P-gp: após 7 dias de tratamento com o potente indutor teste rifampicina 600 mg ao dia, a AUC0-∞ e a
Cmax de dabigatrana tiveram respectivamente redução de 67% e 66% em comparação com o tratamento de
referência. O efeito indutor diminuiu, resultando em exposição à dabigatrana próxima à referência por volta do
sétimo dia após suspensão do tratamento com rifampicina, porém o uso concomitante deve ser evitado. Não se
observou qualquer outro aumento da biodisponibilidade após outros 7 dias. Também é previsto que outros indutores
de P-gp, como a erva-de-são-joão (hipérico) ou carbamazepina, reduzam as concentrações plasmáticas de
dabigatrana, e devem ser coadministrados com cautela.
• Prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte: a dose recomendada é de
220 mg (2 cápsulas de 110 mg) uma vez ao dia.
• Prevenção de TEV após cirurgia de artroplastia total do joelho ou quadril: o tratamento com PRADAXA
deve ser iniciado por via oral dentro de 1 a 4 horas após o término da cirurgia com uma única cápsula de 110 mg e
continuar com 2 cápsulas de 110 mg uma vez ao dia, por um total de 10 dias no caso de artroplastia total do joelho, e
por 28 a 35 dias no caso de artroplastia total do quadril.
Caso a hemostasia não esteja assegurada, o início do tratamento deve ser retardado. Se o tratamento não for iniciado
no dia da cirurgia, o mesmo deve ser iniciado com 2 cápsulas uma vez ao dia.
Insuficiência renal: para prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte, a
posologia deve ser reduzida para 150 mg de PRADAXA (2 cápsulas de 75 mg) uma vez ao dia em pacientes com
insuficiência renal moderada (CLcr de 30-50 mL/min) devido ao maior risco de sangramento. Para prevenção de
TEV após cirurgia de artroplastia total do joelho ou quadril, o tratamento com PRADAXA deve ser iniciado por via
oral dentro de 1 a 4 horas após o término da cirurgia com uma única cápsula de 75 mg e continuar com 2 cápsulas de
75 mg uma vez ao dia, por um total de 10 dias no caso de artroplastia total do joelho, e por 28 a 35 dias no caso de
artroplastia total do quadril.
Idosos: não é necessário ajuste da dose; porém, o comprometimento renal pode ser frequente em idosos >75 anos e
em tais casos consultar a posologia para insuficiência renal.
Uso concomitante de PRADAXA com inibidores potentes de P-gp, como amiodarona, quinidina ou
verapamil: para prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte, a dose de
PRADAXA deve ser diminuída para 150 mg (2 cápsulas de 75 mg) uma vez ao dia (vide Interações
Medicamentosas). Deve-se evitar iniciar o tratamento com verapamil em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica
de grande porte e já tratados com PRADAXA, assim como o início simultâneo de tratamento com os mesmos. Para
prevenção de TEV após cirurgia de artroplastia total do joelho ou quadril, o tratamento com PRADAXA deve ser
iniciado por via oral dentro de 1 a 4 horas após o término da cirurgia com uma única cápsula de 75 mg e continuar
com 2 cápsulas de 75 mg uma vez ao dia, por um total de 10 dias no caso de artroplastia total do joelho, e por 28 a
35 dias no caso de artroplastia total do quadril.
Mudança do tratamento com PRADAXA para anticoagulante parenteral: aguardar 24 horas após a última dose
antes de mudar o tratamento.
Esquecimento de dose: continuar com as doses diárias de PRADAXA no mesmo horário no dia seguinte. Não
tomar dose duplicada para substituir a dose esquecida.
• Tratamento de TVP e/ou EP agudas e prevenção de óbito relacionado: a dose diária recomendada é de 300 mg
(1 cápsula de 150 mg 2x/dia) após tratamento com anticoagulante parenteral por pelo menos 5 dias. O tratamento
deve continuar por no mínimo 6 meses.
Insuficiência renal: não é necessário ajuste da dose em pacientes com CLcr >30 mL/min.
Idosos: não é necessário ajuste da dose; porém, o comprometimento renal pode ser frequente em idosos >75 anos e
a função renal deve ser avaliada periodicamente.
Uso concomitante de PRADAXA com inibidores potentes de P-gp, como amiodarona, quinidina ou
verapamil: não é necessário ajuste da dose.
Pacientes em risco de sangramento: a presença de fatores de risco como idade ≥75 anos, comprometimento renal
moderado (CLcr 30-50mL/min) ou sangramento gastrintestinal prévio, podem aumentar o risco de sangramento.
Não é necessário ajustar a dose para pacientes com apenas 1 fator de risco; nos casos de múltiplos fatores de risco,
há dados clínicos limitados e PRADAXA deve ser administrado somente se o benefício esperado for maior que os
riscos de sangramento.
Esquecimento de dose: a dose esquecida ainda pode ser tomada até 6 horas após o horário correto; se passar mais
que 6 horas, deve-se pular a dose esquecida. Não tomar dose duplicada para compensar a dose esquecida.
• Prevenção de TVP e/ou EP recorrentes e óbito relacionado: a dose diária recomendada é de 300 mg (1 cápsula
de 150 mg 2x/dia). O tratamento deve ser mantido por toda vida dependendo do risco individual do paciente.
Insuficiência renal: não é necessário ajuste da dose em pacientes com ClCr >30 mL/min.
Idosos: não é necessário ajuste da dose; porém, o comprometimento renal pode ser frequente em idosos >75 anos e
a função renal deve ser avaliada periodicamente.
Uso concomitante de PRADAXA com inibidores potentes de P-gp, como amiodarona, quinidina ou
verapamil: não é necessário ajuste da dose.
Pacientes em risco de sangramento: a presença de fatores de risco como idade ≥75 anos, comprometimento renal
moderado (CLcr 30-50mL/min) ou sangramento gastrintestinal prévio, podem aumentar o risco de sangramento.
Não é necessário ajustar a dose para pacientes com apenas 1 fator de risco; nos casos de múltiplos fatores de risco,
há dados clínicos limitados e PRADAXA deve ser administrado somente se o benefício esperado for maior que os
riscos de sangramento.
Mudança do tratamento com PRADAXA para anticoagulante parenteral: aguardar 12 horas após a última dose
antes de mudar o tratamento.
Mudança de antagonistas de vitamina K para PRADAXA: o antagonista da vitamina K deve ser suspenso.
PRADAXA pode ser administrado logo que o RNI estiver <2,0.
Mudança de PRADAXA para antagonistas de vitamina K: o momento do início deve ser ajustado com o
clearance de creatinina do paciente:
- CLcr ≥50 mL/min: iniciar o antagonista de vitamina K 3 dias antes de descontinuar PRADAXA
- CLcr ≥30 e <50 mL/min: iniciar o antagonista de vitamina K 2 dias antes de descontinuar PRADAXA
Esquecimento de dose: a dose esquecida ainda pode ser tomada até 6 horas após o horário correto; se passar mais
que 6 horas, deve-se pular a dose esquecida. Não tomar dose duplicada para compensar a dose esquecida.
• Prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução da mortalidade vascular em pacientes com fibrilação
atrial: a dose diária recomendada de PRADAXA é de 300 mg por via oral (1 cápsula de 150 mg duas vezes ao dia).
O tratamento deve ser mantido por toda a vida.
Insuficiência renal: não é necessário ajuste da dose; porém, o comprometimento renal pode ser frequente em idosos
>75 anos (vide informações para pacientes em risco de sangramento -CLcr 30-50 mL/min).
Uso concomitante de PRADAXA com inibidores potentes de P-gp, como amiodarona, quinidina ou
verapamil: não é necessário ajuste da dose.
Idosos: pacientes ≥80 anos devem ser tratados com dose diária de 220 mg (1 cápsula de 110 mg duas vezes ao dia).
Pacientes em risco de sangramento: para pacientes com risco potencial aumentado de sangramento, por exemplo,
com um ou mais fatores de risco como idade ≥75 anos, comprometimento renal moderado (CLcr 30-50 mL/min),
tratamento concomitante com inibidores potentes de P-gp, antiplaquetários ou com sangramento gastrintestinal
prévio, fica a critério médico reduzir a dose diária para 220 mg (1 cápsula de 110 mg duas vezes ao dia).
Mudança do tratamento com PRADAXA para anticoagulante parenteral: aguardar 12 horas após a última dose
antes de mudar o tratamento.
Mudança de antagonistas de vitamina K para PRADAXA: o antagonista da vitamina K deve ser suspenso.
PRADAXA pode ser administrado logo que o RNI estiver <2,0.
Mudança de PRADAXA para antagonistas de vitamina K: o momento do início deve ser ajustado com o
clearance de creatinina do paciente:
9. REAÇÕES ADVERSAS
A segurança de PRADAXA foi avaliada no total em 38.141 pacientes tratados em 11 estudos clínicos; destes,
23.393 pacientes foram tratados com PRADAXA.
Nos estudos de prevenção primária de TEV após cirurgia ortopédica de grande porte, 10.795 pacientes foram
tratados em 6 estudos clínicos controlados, com pelo menos uma dose de etexilato de dabigatrana (150 mg 1x/dia,
220 mg 1x/dia, enoxaparina); destes, 6.684 foram tratados com etexilato de dabigatrana 150 ou 220 mg 1x/dia.
No estudo RE-LY, que investigou a prevenção de AVC e embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial,
12.042 pacientes foram tratados com etexilato de dabigatrana; destes, 6.059 foram tratados com 150 mg de etexilato
de dabigatrana 2x/dia, enquanto 5.983 receberam doses de 110 mg 2x/dia.
Nos estudos RE-COVER e RE-COVER II sobre tratamento de TEV/EP e prevenção do óbito relacionado,
foram incluídos 2.553 paciente na análise de segurança para o etexilato de dabigatrana, todos tratados com
PRADAXA 150 mg 2x/dia.
Nos estudos RE-MEDY e RE-SONATE sobre prevenção secundaria de TEV/EP, 2.114 pacientes foram
tratados com etexilato de dabigatrana 150 mg 2x/dia; destes, 552 pacientes também haviam participado do estudo
RE-COVER e são contabilizados nos totais tanto de pacientes agudos como recorrentes.
No total, cerca de 9% dos pacientes tratados para cirurgia eletiva de quadril ou joelho (tratamento em curto prazo,
por até 42 dias), 22% dos pacientes com fibrilação atrial tratados para prevenção de AVC e embolia sistêmica
(tratamento em longo prazo, por até 3 anos), 14% dos pacientes tratados para tratamento de TEV/EP agudos
(tratamento em longo prazo, por até 6 meses) e 15% dos pacientes tratados para prevenção secundaria de TEV/EP
(tratamento em longo prazo, por até 36 meses) tiveram reações adversas.
Sangramento: é o evento adverso mais relevante de PRADAXA. Dependendo da indicação, evento de sangramento
de qualquer tipo ou gravidade ocorreu em cerca de 14% dos pacientes tratados em curto prazo para casos de cirurgia
de artroplastia total de quadril ou joelho, em tratamento em longo prazo em 14,4% dos pacientes com TVP e/ou EP
agudos e em uma taxa anual de 16,6% dos pacientes com fibrilação atrial tratados para prevenção de AVC e
embolia sistêmica. No estudo de TVP/EP recorrente 19,4% dos pacientes do RE-MEDY e no estudo RE-SONATE
10,5% dos pacientes tiveram sangramento.
Em prevenção de TEV em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de grande porte, no geral as taxas de
sangramento foram similares entre os grupos tratados e sem diferença significativa.
Em prevenção de AVC, embolia sistêmica e redução de mortalidade vascular em pacientes com fibrilação
atrial, o sangramento grave preenchia um ou mais dos critérios a seguir:
• sangramento associado com redução da hemoglobina em pelo menos 20 gramas por litro ou levando a transfusão
de pelo menos 2 unidades de sangue ou concentrado de hemácias.
• sangramento sintomático em área ou órgão crítico: intraocular, intracraniano, intramedular ou intramuscular com
síndrome compartimental, sangramento retroperitoneal, sangramento intra-articular ou sangramento pericárdico.
Os sangramentos graves foram classificados como com risco à vida se preenchessem um ou mais dos critérios a
seguir:
• sangramento fatal; sangramento intracraniano sintomático; redução da hemoglobina em pelo menos 50 gramas por
litro; transfusão de pelo menos 4 unidades de sangue ou concentrado de hemácias; sangramento associado com
hipotensão com necessidade de uso de agentes inotrópicos intravenosos; ou sangramento com necessidade de
intervenção cirúrgica.
Os pacientes randomizados para receber etexilato de dabigatrana 110 mg duas vezes ao dia e 150 mg duas vezes ao
dia tiveram um risco significantemente menor de sangramentos com risco à vida, AVC hemorrágico e sangramento
intracraniano comparados aos pacientes com varfarina. Ambas as doses de etexilato de dabigatrana tiveram também
taxas totais de sangramento significantemente menores. Os pacientes randomizados para etexilato de dabigatrana
110 mg duas vezes ao dia tiveram um risco significantemente menor de sangramento grave comparado à varfarina
(risco relativo 0,81; p=0,0027).
Nos estudos de tratamento de TVP e/ou EP agudas e prevenção de óbito relacionado e nos estudos de
prevenção de TVP e/ou EP recorrentes e óbito relacionado, a definição de sangramento grave seguiu as
recomendações da Internacional de Trombose e Hemostasia. Um sangramento foi considerado grave ao se
enquadrar em pelo menos um dos seguintes critérios:
• fatal
• sintomática em área ou órgão críticos, como intracraniana, intraespinhal, intraocular, retroperitoneal, intra-
articular, pericárdica ou intramuscular com síndrome compartimental. Para um sangramento em área ou órgão
críticos ser considerada ‘grave’, deveria estar associada a sintomas clínicos.
• queda de 20 g/L (1,24 mmol/L) ou mais na concentração de hemoglobina, ou levando à transfusão de 2 ou mais
unidades de sangue total ou hemácias.
Em uma análise conjunta dos dois estudos pivotais (RE-COVER, RE-COVER II) no tratamento de TVP /EP agudas,
os sujeitos randomizados para etexilato de dabigatrana tiveram taxas menores dos seguintes eventos hemorrágicos,
que foram estatisticamente significativos:
• sangramento grave (risco relativo 0,60 (0,36; 0,99))
• sangramento grave ou clinicamente relevante (risco relativo 0,56 (0,45; 0,71))
• qualquer sangramento (risco relativo 0,67 (0,59; 0,77))
A incidência de todos os eventos hemorrágicos foi significativamente menor com dabigatrana vs. varfarina.
Eventos hemorrágicos para ambos os tratamentos são contados a partir da primeira administração de etexilato de
dabigatrana ou varfarina após descontinuação da terapia parenteral (período de tratamento somente oral). Isso inclui
todos os eventos hemorrágicos que ocorreram durante a terapia com dabigatrana. Todos os eventos hemorrágicos
que ocorreram durante a terapia com varfarina estão incluídos, exceto aqueles durante o período de sobreposição de
varfarina e terapia parenteral.
Os pacientes randomizados para etexilato de dabigatrana no estudo RE-MEDY tiveram significativamente menos
sangramentos em comparação à varfarina para as seguintes categorias: sangramento grave ou clinicamente relevante
(risco relativo 0,55 (0,41; 0,72), p<0,0001) e qualquer sangramento (risco relativo 0,71 (0,61; 0,83), p<0,0001).
As taxas de sangramento grave no estudo RE-SONATE foram baixas (2 pacientes (0,3%) com etexilato de
dabigatrana vs. 0 pacientes (0%) com placebo). A taxa de sangramento grave ou clinicamente relevante foi maior
com etexilato de dabigatrana do que com placebo (5,3% vs 2,0%).
As reações adversas estão classificadas por frequência e foram relatadas por quaisquer grupos de tratamento, em
todos os estudos controlados:
Atenção: Este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as
pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente,
podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Neste caso, notifique os eventos adversos
pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária- NOTIVISA, disponível em
[Link]/hotsite/notivisa/[Link], ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
10. SUPERDOSE
Uma superdose de PRADAXA pode levar a complicações hemorrágicas devido a suas propriedades
farmacodinâmicas. Não há disponibilidade de um antídoto específico que antagonize seu efeito farmacodinâmico.
Doses superiores às recomendadas expõem o paciente a maior risco de sangramento e a anticoagulação excessiva
pode requerer a descontinuação do uso de PRADAXA. Na eventualidade de complicações hemorrágicas, o
tratamento deve ser descontinuado e a origem do sangramento investigada. Visto que a dabigatrana é excretada
predominantemente por via renal, deve ser mantida diurese adequada. Deve ser realizado tratamento padrão
apropriado, por exemplo, hemostasia cirúrgica, conforme indicado, e reposição de volume sanguíneo. Além disto,
deve ser considerado o uso de sangue total fresco ou plasma fresco congelado. Como a ligação proteica é baixa,
dabigatrana é dialisável, entretanto a experiência clínica é limitada com uso de diálise nestas condições. Vide item
“Populações especiais – insuficiência renal”.
Concentrados de fatores de coagulação (ativados e não ativados), ou fator VIIa recombinante, podem ser
considerados. Existem algumas evidências experimentais que suportam o papel destes agentes na reversão do efeito
anticoagulante da dabigatrana, mas sua utilidade em condições clínicas ainda não foi sistematicamente demonstrada.
Deve também ser considerada a administração de concentrados de plaquetas nos casos de trombocitopenia, ou
quando tiverem sido utilizadas medicações antiplaquetárias de longa duração.
Todo tratamento sintomático deve ser administrado conforme experiência do médico.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
MS 1.0367.0160
Farm. Resp.: Dímitra Apostolopoulou – CRF-SP nº 08828
Importado por:
Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
SAC 0800-7016633
Fabricado por:
Boehringer Ingelheim Pharma GmbH & Co. KG
Ingelheim am Rhein – Alemanha
Venda sob prescrição médica 20170413/ C17-00