ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
SUPERINTENDÊNCIA DE ENSINO E PESQUISA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
SOCORRISTA DE RESGATE (CSR)
Aprovado pela Portaria N° 033/2017 – GCG, publicada no BGO Nº 030, de 10FEV17.
MACEIÓ
2017
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4
2. JUSTIFICATIVA ......................................................................................... 7
3. OBJETIVOS DO CURSO ......................................................................... 13
3.1. Objetivo Geral .................................................................................... 13
3.2. Objetivos Específicos ......................................................................... 13
4. DESENVOLVIMENTO DO CURSO .......................................................... 15
4.1. Carga-horária ..................................................................................... 15
4.2. Duração ............................................................................................. 15
4.3. Quantidade de Vagas ........................................................................ 15
4.4. Modalidade ........................................................................................ 15
4.5. Regime Escolar .................................................................................. 15
4.6. Periodicidade ..................................................................................... 15
4.7. Área temática ..................................................................................... 15
4.8. Área de conhecimento ....................................................................... 16
4.9. Matriz Curricular ................................................................................. 16
4.10. Ementas ............................................................................................. 17
5. METODOLOGIA ....................................................................................... 20
6. DO CORPO DOCENTE ............................................................................ 22
7. DO CORPO DISCENTE............................................................................ 22
7.1. Público Alvo ....................................................................................... 22
7.2. Critérios de Seleção ........................................................................... 22
8. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA........................................................ 22
8.1. Coordenador do Curso....................................................................... 22
8.2. Auxiliar de Coordenação .................................................................... 23
8.3. Instrutor .............................................................................................. 23
8.4. Monitor ............................................................................................... 24
9. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ......................................................... 24
9.1. Processos Avaliativos ........................................................................ 24
9.2. Duração das Avaliações .................................................................... 25
9.3. Valoração das Notas .......................................................................... 25
9.4. Cálculo da Média Final da Disciplina (MFD) ...................................... 25
9.5. Média para Aprovação nas Disciplinas .............................................. 26
9.6. Cálculo da Média Final do Curso (MFC) ............................................ 26
10. CONDIÇÕES DE APROVAÇÃO .............................................................. 26
11. CONDIÇÕES DE REPROVAÇÃO ............................................................ 27
12. CERTIFICAÇÃO ....................................................................................... 27
13. LOGÍSTICA............................................................................................... 27
14. SEGURANÇA ........................................................................................... 28
15. PRESCRIÇÕES DIVERSAS ..................................................................... 29
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 30
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 4
1. INTRODUÇÃO
Inserida no contexto da Segurança Pública brasileira nos termos
constitucionais do art. 144, ao Corpo de Bombeiros, “além das atribuições definidas
em Lei, incumbe à execução de atividades de Defesa Civil” (BRASIL, 1988). Por sua
vez, a Lei Estadual nº 7.444, de 28 de dezembro de 2012 (Lei de Organização
Básica do CBMAL) estabelece as demais competências institucionais, dentre elas, a
realização de serviços de resgate, o atendimento ao trauma e emergências pré-
hospitalares.
Objetivando uma melhor compreensão sobre o atual contexto do serviço de
Resgate prestado pelos Corpos de Bombeiros, cabe uma ligeira recapitulação
histórica sobre o surgimento e evolução do Atendimento Pré-hospitalar (APH) no
decorrer dos anos.
A partir do século XVIII, constam os primeiros registros de estudos científicos
em torno do APH (TIMERMAN, GONZALÉS, RAMIRES apud SILVA et al, 2010),
apesar de, provavelmente, a utilização das primeiras técnicas na área já datarem de
anos anteriores.
O médico Dominique Jean Larrey (1766-1842), considerado o “Pai da
Medicina Militar”, é o responsável pela criação da chamada “ambulância voadora”,
utilizada no resgate de feridos não apenas no término do conflito, mas ainda durante
a batalha, tendo como características marcantes sua leveza e velocidade. Tal
recurso é considerado como o marco da inovação de uma ambulância projetada,
adotando-se a premissa de que os homens que nela trabalhavam deveriam ser
treinados com cuidados médicos a fim de ofertarem o primeiro suporte ainda no local
da emergência (NASI LA apud SILVA et al, 2010).
Em 1864, na Primeira Convenção de Genebra, foi criada a Cruz Vermelha
Internacional, na qual foi garantida a passagem livre de ambulâncias e profissionais
médicos no transporte de feridos.
Em 1950, teve início a era do Dr. Deke Farrington, considerado o “Pai dos
Serviços Médicos de Emergência”, tendo ministrado o primeiro Curso de
Atendimento Pré-Hospitalar para o Corpo de Bombeiros de Chicago, em 1957,
juntamente com o Dr. Sam Banks (NAEMT, 2012).
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 5
No Brasil, o surgimento dos serviços de Atendimento Pré-Hospitalar possui,
sobretudo, influência francesa e norte-americana. Da França, inspira-se como um
modelo eficiente, obedecendo a uma orientação centralizada, por médico, e
amparada por legislação (FERRARI apud SILVA et al, 2010); dos Estados Unidos,
adotou a criação de um número de telefone único (911) para centralizar os
chamados de emergência e, a partir daí, serem transmitidos aos profissionais da
área, que se encarregavam do despacho do melhor recurso (FERREIRA apud
SILVA et al, 2010).
Os primeiros relatos da realização do APH no Brasil por Corporações militares
datam de 1899, quando o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro colocou
em ação a primeira ambulância de tração animal para a realização do serviço de
atendimento fora do hospital (MARTINEZ-ALMOYNA, NITSCHKE, 1999 apud
SILVA et al, 2010).
No ano de 1947, o 2° Tenente Nelson Athanásio, pertencente ao Corpo de
Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, foi enviado ao estado de Alagoas com a
missão de estruturar, organizar e fazer funcionar a antiga Seção de Bombeiros.
Surge, assim, o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas, sendo instituído,
oficialmente, em 29 de novembro daquele ano, quando o então Governador do
Estado de Alagoas, Silvestre Péricles de Góes Monteiro, através da Lei nº 1368,
criou na Polícia Militar uma Formação de Bombeiros, destinada a extinção de
incêndios e salvamento de vidas e haveres (CBMAL, 2016).
Em 1960, segundo Silva et al (2010), ocorreu a primeira tentativa de
implantação do serviço de APH no Brasil por intermédio de uma política nacional,
intitulada, à época, de Serviço de Atendimento Médico Domiciliar de Urgência
(SAMDU). Mais tarde, a ideia foi oficializada através da proposta da Política
Nacional de Atenção às Urgências, culminando na criação do Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Sistema Único de Saúde (SUS), vigente
até os dias de hoje, sendo regulamentado, juntamente com o serviço prestado pelos
Corpos de Bombeiros Militares, através da Portaria GM n° 2048/2002 do Ministério
da Saúde.
Segundo NASI LA (1994, apud SILVA et al, 2010), as guerras do Vietnã e da
Coréia, comparadas a Segunda Guerra Mundial, demonstraram que a rapidez na
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 6
remoção dos feridos dos campos de batalha, associada a medidas de estabilização
do paciente durante o transporte, reduzia, significativamente, a mortalidade das
vítimas. Dessa forma, técnicas e protocolos foram sendo aprimorados, à medida que
novas situações de emergência foram surgindo, sendo, em 1970, a data de início do
uso de helicóptero nesse tipo de serviço (SILVA et al, 2010).
Assim, com a perspectiva de melhorar e modernizar a execução dos serviços
de urgência e emergência em saúde no Brasil, o Governo Federal delineou uma
nova proposta de organização dos serviços por meio da construção de uma rede
assistencial hierarquizada, considerando a atenção pré-hospitalar fixa e móvel, a
atenção hospitalar e a atenção pós-hospitalar, por intermédio da supracitada
Portaria ministerial.
Nesta mesma Portaria, ainda, estão delineados o perfil, os requisitos, as
competências e atribuições do Bombeiro Militar no tocante ao APH. Ademais, dentre
outras questões, a normatização propôs um currículo mínimo para habilitação e
certificação dos profissionais da área de atendimento às urgências.
No mundo inteiro, o trauma é uma causa importante de morbidade, em
decorrência de colisões no trânsito, violência e acidentes de trabalho, dentre outras
circunstâncias. É a terceira causa de morte no Brasil, com 125 mil óbitos por ano,
perdendo, apenas, para as doenças cardiovasculares e neoplásicas. Também é a
principal causa de morte entre pessoas de 1 a 44 anos de idade, respondendo por
cerca de 80% das mortes na adolescência, segundo o Comitê de Trauma do Colégio
Brasileiro de Cirurgiões.
No ano de 2015, somente na Região Metropolitana de Maceió, o CBMAL
atendeu a 4972 ocorrências operacionais, sendo 2504 no 1° semestre e 2468 no 2°
semestre, segundo o levantamento estatístico realizado pelo Comando Operacional
da Região Metropolitana. Destas, respectivamente, 1.460 e 1.569 correspondem ao
quantitativo de ocorrências de Atendimento Pré-Hospitalar em cada semestre,
representando um percentual de 58% (1º semestre) e 64% (2º semestre) do número
total de chamados atendidos pela Corporação (CBMAL, 2016).
É importante ressaltar que as vítimas de traumas necessitam de Atendimento
Pré-Hospitalar imediato, sendo este significativo para a sua sobrevida. Segundo a
NAEMT (2012), ao descrever o princípio da “Hora de Ouro”, o Dr. R. Adams Cowley
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 7
afirmou que os doentes que recebessem tratamento definitivo e precoce dos
traumas teriam um índice de sobrevivência muito maior do que aqueles que
passassem por atraso no atendimento.
O APH consiste no atendimento da vítima nos primeiros minutos após o
agravo, intervindo de maneira adequada e possibilitando seu transporte rápido para
um estabelecimento de referência (LOPES et al, 2008 apud SILVA, 2010). Tem por
objetivos estabilizar as condições vitais e reduzir a morbimortalidade das vítimas das
diversas emergências, por meio de condutas adequadas durante a fase de
estabilização e transporte (PAVALQUEIRES, 1997 apud SILVA et al, 2010).
A nobre missão de salvar vidas requer competências técnicas específicas,
sendo o socorrista a pessoa mais valiosa no atendimento fora do hospital, à medida
que lhe cabe a diminuição das complicações que podem prolongar a recuperação e
até mesmo resultar na incapacidade definitiva ou morte do paciente.
Neste contexto, cabe ao Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas a adoção de
medidas em torno da capacitação de seus profissionais para o desempenho de suas
atribuições legais no que concerne ao Atendimento Pré-Hospitalar, sendo o Curso
de Socorrista de Resgate um componente indispensável à efetivação desta
estratégia.
2. JUSTIFICATIVA
O Curso de Socorrista de Resgate (CSR) se fundamenta diante da
necessidade e do dever institucional de proporcionar aos militares o
desenvolvimento das competências necessárias para o desempenho de suas
funções, atendendo aos seguintes requisitos legais:
a) Constituição Federal de 1988:
Art. 144 - A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade
de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da
incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
[...]
V - Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.
[...]
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da
ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 8
definidas em lei (grifo nosso), incumbe a execução de atividades de defesa
civil. (BRASIL, 1988)
b) Lei Estadual nº 7.444/2012 – Dispõe sobre a organização básica do CBMAL:
Art. 2º - Compete ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas:
[...]
II – realizar serviços de resgate, busca e salvamento;
[...]
IV – prestar socorro nos casos de sinistros, sempre que houver ameaça de
destruição de haveres, vítimas ou pessoas em iminente perigo de vida;
[...]
X – realizar atividades de atendimento aos traumas e emergências pré-
hospitalares. (ALAGOAS, 2012).
c) Lei Federal nº 9394/1996 - Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação
Nacional:
Art. 83 - O ensino militar é regulado em lei específica (grifo nosso), admitida
a equivalência de estudos, de acordo com as normas fixadas pelos sistemas
de ensino. (BRASIL, 1996)
d) Lei Estadual nº 6.568/2005 – Institui na PMAL e no CBMAL o Sistema de
Ensino Militar:
Art. 1° - Fica instituído na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar do
Estado de Alagoas, o Sistema de Ensino Militar.
Parágrafo único. O Sistema de Ensino ora instituído tem por finalidade
formar, aperfeiçoar, especializar (grifo nosso) e treinar o efetivo das
Corporações Militares, (...).
Art. 2º - O Sistema de Ensino Militar abrangerá os seguintes Cursos e
Estágios:
I - Cursos Militares ao nível de Oficiais:
[...]
l) Curso e Estágio de Especialização e Treinamento para Oficiais Bombeiros
Militares;
II - Cursos e Estágios Militares ao nível de Praças:
[...]
g) Curso e Estágio de Especialização e Treinamento para Praças.
(ALAGOAS, 2012).
e) Portaria GM nº 2048/2002 – Aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas
Estaduais de Urgência e Emergência e dá outras providências:
Capítulo IV – Atendimento Pré-Hospitalar Móvel.
[...]
1. Equipe Profissional
1.2 Equipe de Profissionais Não-Oriundos da Área de Saúde, Perfis e
Respectivas Competências/Atribuições.
[...]
1.2.5 Bombeiros Militares: profissionais Bombeiros Militares, com nível
médio, reconhecidos pelo gestor público da saúde para o desempenho
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 9
destas atividades, em serviços normatizados pelo SUS, regulados e
orientados pelas Centrais de Regulação. Atuam na identificação de
situações de risco e comando das ações de proteção ambiental, da vítima e
dos profissionais envolvidos no seu atendimento, fazem o resgate de
vítimas de locais ou situações que impossibilitam o acesso da equipe de
saúde. Podem realizar suporte básico de vida, com ações não invasivas,
sob supervisão médica direta ou à distância, obedecendo aos padrões de
capacitação e atuação previstos neste Regulamento.
Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição pessoal e
capacidade física e mental para a atividade; equilíbrio emocional e
autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas; capacitação
específica por meio dos Núcleos de Educação em Urgências, conforme
conteúdo estabelecido por este Regulamento; capacidade de trabalhar em
equipe; disponibilidade para a capacitação discriminada no Capítulo VII,
bem como para a recertificação periódica.
Competências/Atribuições: comunicar imediatamente a existência de
ocorrência com potencial de vítimas ou demandas de saúde à Central de
Regulação Médica de Urgências; avaliar a cena do evento, identificando as
circunstâncias da ocorrência e reportando-as ao médico regulador ou à
equipe de saúde por ele designada; identificar e gerenciar situações de
risco na cena do acidente, estabelecer a área de operação e orientar a
movimentação da equipe de saúde; realizar manobras de suporte básico de
vida, sob orientação do médico regulador; obter acesso e remover a(s)
vítima(s) para local seguro onde possam receber o atendimento adequado
pela equipe de saúde e se solicitado pela mesma ou designado pelo médico
regulador, transportar as vítimas ao serviço de saúde determinado pela
regulação médica; estabilizar veículos acidentados; realizar manobras de
desencarceramento e extração manual ou com emprego de equipamentos
especializados de bombeiro; avaliar as condições da vítima, identificando e
informando ao médico regulador as condições de respiração, pulso e
consciência, assim como uma descrição geral da sua situação e das
circunstâncias da ocorrência, incluindo informações de testemunhas;
transmitir, ao médico regulador a correta descrição da cena da urgência e
do paciente; conhecer as técnicas de transporte do paciente traumatizado;
manter vias aéreas pérvias com manobras manuais e não invasivas,
administrar oxigênio e realizar ventilação artificial; realizar circulação
artificial por meio da técnica de compressão torácica externa; controlar
sangramento externo, por pressão direta, elevação do membro e ponto de
pressão, utilizando curativos e bandagens; mobilizar e remover pacientes
com proteção da coluna vertebral, utilizando colares cervicais, pranchas e
outros equipamentos de imobilização e transporte; aplicar curativos e
bandagens; imobilizar fraturas utilizando os equipamentos disponíveis;
prestar o primeiro atendimento às intoxicações, de acordo com protocolos
acordados ou por orientação do médico regulador; dar assistência ao parto
normal em período expulsivo e realizar manobras básicas ao recém-nato e
parturiente; manter-se em contato com a central de regulação médica
repassando os informes iniciais e subseqüentes sobre a situação da cena e
do(s) paciente(s) para decisão e monitoramento do atendimento pelo
médico regulador; conhecer e saber operar todos os equipamentos e
materiais pertencentes a veículo de atendimento; repassar as informações
do atendimento à equipe de saúde designada pelo médico regulador para
atuar no local do evento; conhecer e usar equipamentos de bioproteção
individual; preencher os formulários e registros obrigatórios do sistema de
atenção às urgências e do serviço; realizar triagem de múltiplas vítimas,
quando necessário ou quando solicitado pela equipe de saúde; participar
dos programas de treinamento e educação continuada, conforme os termos
deste Regulamento. (BRASIL, 2012)
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 10
Para além dos dispositivos legais supracitados, o desenho curricular do CSR
se fundamenta nos preceitos da Matriz Curricular Nacional (MCN) para Ações
Formativas dos Profissionais da Área de Segurança Pública, produção que possui a
seguinte destinação:
Referencial teórico-metodológico para orientar as ações formativas - inicial e
continuada - dos profissionais da área de Segurança Pública - Polícia
Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, independentemente do
nível ou da modalidade de ensino que se espera atender. (SENASP, 2014)
2. COMPETÊNCIAS
Entende-se por competência a “capacidade de mobilizar saberes para agir
em diferentes situações da vida profissional” (SENASP, 2014).
Para Perrenoud (2002, apud RICARDO, 2010), o desenvolvimento das
competências necessárias para o bom cumprimento de determinada tarefa ou
função exige o emprego de um complexo de recursos cognitivos, que perpassam
pelas diversas dimensões do conhecimento: saber, saber fazer e saber ser.
Define-se uma competência como a aptidão para enfrentar uma família de
situações análogas, mobilizando, de uma forma correta, rápida, pertinente e
criativa, múltiplos recursos cognitivos: saberes, capacidades,
microcompetências, informações, valores, atitudes, esquemas de
percepção, de avaliação e de raciocínio. (PERRENOUD et al., 2002, p. 19,
apud RICARDO, 2010)
No âmbito do presente Projeto Pedagógico, serão considerados três
conjuntos de competências (Cognitivas, Operativas e Atitudinais), sobre as quais
deverão ser estruturadas as situações de ensino-aprendizagem necessárias para o
desenvolvimento dos Conhecimentos, Habilidades e Atitudes inerentes à atividade
de Resgate.
Neste viés, as competências relacionadas às tarefas desenvolvidas pelos
bombeiros militares foram elencadas pela versão mais recente da MCN (SENASP,
2014, p.30), como resultado do Estudo Profissiográfico e Mapeamento de
Competências: Perfil dos Cargos das Instituições Estaduais de Segurança Pública,
elaborados pela SENASP.
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 11
Destas competências, considerando à similaridade entre os objetivos do
CSR e aqueles previstos para a disciplina de Atendimento Pré-hospitalar, destinada
ao público bombeiro militar (SENASP, 2014, p. 327), podem ser destacadas as
seguintes:
Ser capaz de realizar atendimento pré-hospitalar, demonstrando
conhecimento sobre tipos de hemorragia, ferimentos, fraturas, cinemática do
trauma, doenças diversas, sabendo diferenciar estímulos, sinais e sintomas;
Ser capaz de aplicar procedimentos básicos de atendimento pré-hospitalar;
Ser capaz de informar a vítima e, se necessário, a pessoa responsável por
ela, sobre procedimentos que estão sendo efetuados;
Ser capaz de repassar para a equipe médica as condições traumáticas e
clínicas da vítima;
Ser capaz de caracterizar o trauma ou a emergência clínica com precisão,
facilitando a regulação médica, preparando, assim, a melhor recepção no
meio hospitalar adequado;
Ser capaz de realizar o atendimento no intuito de “salvar a vida”,
indistintamente respeitando a dignidade da pessoa e dos direitos humanos
decorrentes.
Considerando a peculiaridade do papel do Socorrista de Resgate no âmbito
do Corpo de Bombeiros, que, de acordo com a Portaria GM nº 2048/2002, deve ser
voltado ao atendimento das urgências relacionadas às causas externas, ao resgate
das vítimas em locais de difícil acesso e à gestão dos riscos no cenário da
ocorrência, elencam-se, ainda, as seguintes competências, que se destacam como
de importância significativa para o sucesso do referido processo formativo:
Ter capacidade de utilizar, adequadamente, o Equipamento de Proteção
Individual (EPI);
Ser capaz de agir identificando riscos para si, para a equipe e para o público,
mantendo a segurança do local;
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 12
Ter capacidade de orientar populares em situações diversas, procurando
demonstrar controle da situação e mantendo a segurança do local;
Ter capacidade de tranquilizar parentes, familiares e vítimas, quando
necessário, demonstrando respeito e cordialidade;
Ser capaz de solicitar apoio de outros órgãos, se necessário, buscando
suporte à sua ação;
Conhecer o protocolo atualizado para cada situação;
Ser capaz de reconhecer ocorrências com produtos perigosos, de acordo com
normas vigentes;
Atuar demonstrando conhecimento de técnicas básicas de salvamento
aquático;
Atuar demonstrando conhecimento de técnicas básicas de salvamento
terrestre;
Atuar demonstrando conhecimento de técnicas básicas de salvamento em
alturas.
Há de se considerar, ainda, que, enquanto Bombeiro Militar, o Socorrista de
Resgate deverá dispor de determinadas competências físicas e comportamentais
que possibilitem o exercício de suas funções sem, jamais, afastar-se da verdadeira
essência de sua profissão, cabendo-lhe, dentre outros, os seguintes atributos:
Ter resistência física;
Ter destreza manual;
Ter capacidade de trabalhar sob pressão;
Ter manejo de estresse;
Ter capacidade para lidar com a morte no dia a dia do trabalho;
Ter coragem;
Agir com prudência;
Ter controle emocional;
Ter iniciativa;
Agir com atitude e firmeza;
Ter proatividade;
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 13
Saber trabalhar em equipe;
Ter capacidade de agir com criatividade e inovação.
3. OBJETIVOS DO CURSO
3.1. Objetivo Geral
Proporcionar aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para o exercício de suas funções enquanto Socorrista de Resgate,
capacitando-os para o atendimento pré-hospitalar de vítimas de trauma e demais
emergências, em conformidade com suas atribuições legais e em obediência aos
procedimentos operacionais adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas.
3.2. Objetivos Específicos
Criar condições para que o participante, ao final do curso, possa ser capaz de:
Ampliar conhecimentos para:
- Compreender a evolução histórica do serviço de Resgate;
- Reconhecer os aspectos éticos e legais inerentes ao serviço de Resgate do Corpo
de Bombeiros;
- Compreender o papel do Socorrista de Resgate do Corpo de Bombeiros e suas
atribuições;
- Caracterizar as emergências atendidas no âmbito do serviço de Resgate,
identificando os sinais, sintomas e demais peculiaridades;
- Descrever o tratamento pré-hospitalar adequado para cada tipo de emergência, em
obediência aos procedimentos operacionais adotados pela Corporação;
- Identificar os fatores que definem um contexto de atendimento em “locais remotos”,
descrevendo os procedimentos adequados a este tipo de situação.
Desenvolver e exercitar habilidades para:
- Receber uma solicitação de socorro;
- Deslocar-se até o local de emergência;
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 14
- Assegurar a cena de emergência e empregar medidas de biossegurança;
- Avaliar a cena de emergência e informar a Central de Operações;
- Orientar populares e profissionais de outras instituições presentes no cenário;
- Solicitar a ajuda adicional que seja necessária;
- Obter acesso até a vítima;
- Efetuar a avaliação da vítima e indicar suas condições;
- Transmitir informações sobre as condições da vítima e os procedimentos adotados;
- Tranquilizar parentes, familiares e vítimas, informando sobre os procedimentos que
estão sendo efetuados, demonstrando respeito e cordialidade;
- Empregar o método adequado de triagem em local de múltiplas vítimas;
- Selecionar e utilizar, adequadamente, os recursos materiais necessários para o
atendimento da vítima;
- Empregar os procedimentos operacionais adequados às condições da vítima e à
natureza da lesão;
- Efetuar a estabilização da vítima, utilizando-se, se necessário, dos meios de
fortuna disponíveis;
- Efetuar, se necessário, técnicas básicas de salvamento em alturas, terrestre,
veicular ou aquático, até a chegada de equipe especializada ou mesmo até o fim da
ocorrência, se as circunstâncias assim permitirem;
- Remover e transportar, adequadamente, a vítima à unidade hospitalar adequada;
- Preparar equipamentos e materiais para novos atendimentos;
- Efetuar os registros e relatórios correspondentes à ocorrência atendida;
- Aplicar os oito passos do Sistema de Comando de Incidentes, quando necessário,
em se tratando da primeira equipe a chegar ao local da emergência.
Fortalecer atitudes para:
- Atuar com imparcialidade, em respeito à dignidade da pessoa humana e aos
direitos humanos dela decorrentes;
- Saber trabalhar em equipe, atentando-se às peculiaridades da sua função;
- Prezar pela manutenção do seu condicionamento físico;
- Demonstrar prudência, controle emocional e capacidade para atuar sob pressão;
- Agir com proatividade, coragem e firmeza em suas decisões;
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 15
- Eleger estratégias que minimizem os riscos e aumentem a sobrevida da vítima,
demonstrando criatividade, mesmo na ausência dos materiais adequados;
- Reconhecer suas limitações técnicas, no âmbito de suas competências, solicitando
apoio sempre que necessário.
4. DESENVOLVIMENTO DO CURSO
4.1. Carga-horária
286 horas/aula.
4.2. Duração
06 (seis) semanas.
4.3. Quantidade de Vagas
20 (vinte) a 30 (trinta) vagas por turma.
4.4. Modalidade
Presencial1.
4.5. Regime Escolar
Integral (manhã e tarde)2.
4.6. Periodicidade
Anual
4.7. Área temática
A versão mais recente da MCN estabeleceu oito áreas temáticas, “destinadas
a acolher um conjunto de áreas de conhecimentos que serão tratados nos currículos
dos cursos de formação e capacitação do profissional da área de segurança pública”
(BRASIL, 2014).
1 Podendo recorrer, como apoio, ao Ambiente Virtual de Aprendizagem do CBMAL.
2 Conforme a necessidade, a critério docente, poderão ser realizadas instruções noturnas.
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 16
Considerando os objetivos do Curso de Socorrista de Resgate, torna-se
evidente sua plena correspondência à área temática Funções, Técnicas e
Procedimentos em Segurança Pública, que concentra os “conteúdos relativos aos
aspectos técnicos e procedimentais inerentes ao exercício das funções do
profissional de segurança pública” (BRASIL, 2014).
Há de se ressaltar, porém, que a qualidade do referido processo formativo
também se vincula ao desenvolvimento de determinadas competências
contempladas pelas demais áreas temáticas previstas na MCN, norteadas pelos
eixos articuladores definidos pelo referido documento.
4.8. Área de conhecimento
Atendimento Pré-hospitalar (APH).
4.9. Matriz Curricular
Nº DISCIPLINAS UNIDADES DIDÁTICAS H/A
O Serviço de Resgate do Corpo de Bombeiros 4
01 Sistema de Aspectos Éticos e Legais do APH 4
Resgate O Local de Ocorrência 2
Biossegurança 6
Carga-horária 16
Noções Básicas de Anatomia e Fisiologia 12
Cinemática do Trauma 4
02 Avaliação de Avaliação de Vítimas 12
vítimas e RCP Oxigenioterapia 4
Desobstrução de Vias Aéreas Superiores 4
Reanimação Cardiopulmonar (RCP) 12
Carga-horária 48
Movimentação e Transporte de Vítimas 8
Hemorragias, Choque e Ferimentos 8
03 Emergências Traumatismos de Extremidades 8
Traumáticas Traumatismos Específicos 4
Queimaduras e Emergências Ambientais 4
Carga-horária 32
Emergências Clínicas I 4
Emergências Clínicas II 2
04 Emergências Emergências Clínicas III 2
Médicas Emergências Psiquiátricas 4
Parto Emergencial 4
Carga-horária 16
Traumatismos em Gestantes, Idosos e Pediátricos 4
Intoxicações 2
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 17
Acidentes com Animais Peçonhentos 2
Afogamento e Acidentes Aquáticos 8
05 Procedimentos Sistema de Comando de Incidentes 4
especiais Triagem de Vitimas 4
Atendimento ao Trauma em Locais Remotos 4
Operações com aeronaves 4
Emergências com Produtos Perigosos 4
Carga-horária 36
06 Técnicas de Técnicas de Salvamento Terrestre 8
Salvamento Técnicas de Salvamento Veicular 8
Técnicas de Salvamento em Alturas 8
Técnicas de Salvamento Aquático 8
Carga-horária 32
07 Módulos práticos Simulados operacionais 20
Carga-horária 20
Carga-horária das disciplinas 200
Estágio no Serviço de Resgate 36
08 Estágios Estágio em Central de Operações 12
Estágio em Hospital 6
Estágio em Maternidade 6
Carga-horária dos estágios 60
09 À disposição da Coordenação 12
10 Avaliações 14
CARGA HÓRÁRIA TOTAL DO CURSO 286
4.10. Ementas
1. Sistema de Resgate
O Serviço de Resgate do Corpo de Bombeiros: O Sistema de Atendimento Pré-
hospitalar no Estado de Alagoas. Características do Suporte Básico e Suporte
Avançado à Vida. Critérios de acionamento. Funções e competências operacionais
da guarnição de Resgate. Registros e relatórios da atividade de Resgate. Aspectos
Éticos e Legais do APH: Ética no serviço de Resgate. Legislação aplicada ao
serviço de Resgate. Procedimentos operacionais em caso de recusa de
atendimento, morte evidente e ocorrências criminais. O Local de Ocorrência:
Deslocamento e chegada ao local de ocorrência. Reconhecimento e avaliação da
cena da emergência. Passos para avaliar a cena da emergência. Medidas de
segurança. Biossegurança: Doenças infectocontagiosas: conceito e principais
meios de transmissão na atividade de Resgate. Precauções padrão de
biossegurança. Técnica da lavagem de mãos. Processo de descontaminação de
materiais e viaturas. Medidas pós-exposição.
2. Avaliação de Vítimas e RCP
Noções Básicas de Anatomia e Fisiologia: Posição anatômica. Planos
anatômicos. Principais estruturas anatômicas do crânio, tórax, abdómen, coluna
vertebral, membros superiores e membros inferiores. Quadrantes abdominais.
Localização de lesões por referências anatômicas. O processo de hematose.
Fisiologia básica dos principais órgãos humanos. Cinemática do Trauma:
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 18
Mecanismos básicos de lesão por movimento. Mecanismos de lesão em trauma
fechado. Mecanismo de lesão em colisão de veículos. Lesões potenciais associadas
ao uso do cinto de segurança, apoio de cabeça e ao acionamento de air-bags em
colisões. Critérios de avaliação para desaceleração vertical rápida. Lesões
penetrantes: formas, mecanismos e extensão da lesão. Mecanismos de lesão por
explosão. Avaliação de Vítimas: Procedimentos gerais no local da ocorrência.
Contato com a vítima. Análise primária (ABCDE): vias aéreas, respiração, circulação,
status neurológico e exposição da vítima. Análise secundária: quantificação dos
sinais vitais, exame físico céfalo-caudal e entrevista. Técnicas de colocação do colar
cervical. Oxigenioterapia: Uso adequado do oxigênio no Atendimento Pré-
hospitalar. Partes de um equipamento portátil de oxigênio. Riscos no uso de
oxigênio. Técnicas de aspiração de vias aéreas superiores. Emprego da cânula
orofaríngea em vítimas inconscientes. Emprego do Oxímetro. Utilização adequada
do reanimador manual. Desobstrução de Vias Aéreas Superiores: Principais
causas de obstrução das Vias Aéreas Superiores. Obstrução total e parcial das vias
aéreas superiores: conceitos e procedimentos operacionais. Manobras de
desobstrução das vias aéreas por corpo estranho: Manobra de Heimlich e Manobra
de Compressão Torácica. Reanimação Cardiopulmonar (RCP): Técnicas de
ventilação de resgate: boca a boca, boca a máscara, boca a nariz, boca a boca e
nariz e reanimador manual. Riscos e complicações da ventilação de Resgate.
Principais causas e fatores de risco da parada respiratória e cardiorrespiratória.
Definições de morte. Sinais evidentes de morte. Corrente da sobrevivência. Técnicas
de compressão torácica. Procedimentos de reanimação em parada respiratória e
cardiorrespiratória em vítimas adultas, crianças e bebês, em conformidade com os
protocolos atualizados da American Heart Association (AHA). Emprego do
Desfibrilador Externo Automático (DEA). Erros mais frequentes na aplicação da
RCP.
3. Emergências Traumáticas
Movimentação e Transporte de Vítimas: Regras para abordagem e movimentação
de traumatizados. Regras de ergonomia no Serviço de Resgate. Técnicas de
imobilização, movimentação e transporte de vítimas com prancha longa, prancha
curta e colete imobilizador dorsal (KED). Técnica de retirada de capacete. Técnica
de imobilização de vítima em pé. Técnicas de retirada rápida e chave de Rautek.
Hemorragias, choque e ferimentos: Conceito e tipos de hemorragias. Identificação
e tratamento de ferimentos fechados. Técnicas de contenção de hemorragia externa.
Regras para aplicação de curativos. Procedimentos operacionais nos seguintes
ferimentos: objetos encravados, amputação traumática, evisceração, ferimentos
abertos no crânio, face, pescoço, ombro e tórax, ferimentos em extremidades,
ferimentos nas nádegas e região genital. Choque hemodinâmico: tipos, sinais e
sintomas e procedimentos operacionais. Traumatismos de extremidades: Fratura,
luxação e entorse: conceitos, causas, tipos, sinais e sintomas. Imobilizadores: tipos
e formas de utilização. Procedimentos de imobilização provisória extremidades
superiores e inferiores, cinturas escapular e pélvica, articulações e costelas.
Traumatismos Específicos: Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), Traumatismo
Raquimedular (TRM) e Trauma de Tórax: conceitos, tipos, sinais, sintomas,
tratamento e transporte. Queimaduras e Emergências Ambientais: Conceitos e
principais causas. Classificação das queimaduras de acordo com sua profundidade
e extensão. Aplicação da Regra dos Nove para o cálculo da Superfície Corporal
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 19
Total Queimada (SCTQ). Gravidade das queimaduras. Regras gerais de
atendimento para vítimas de queimaduras. Tratamento pré-hospitalar em vítimas
com queimaduras térmicas, químicas ou biológicas. Procedimentos operacionais em
acidentes com eletricidade. Emergências ambientais: tipos, sinais, sintomas e
tratamento pré-hospitalar.
4. Emergências Clínicas
Emergências Clínicas I: Conceito, sinais, sintomas e tratamento pré-hospitalar das
seguintes emergências: Infarto Agudo do Miocárdio, Angina Pectoris, Acidente
Vascular Encefálico, Ataque Isquêmico Transitório e Crise Hipertensiva.
Emergências Clínicas II: Conceito, sinais, sintomas e tratamento pré-hospitalar das
seguintes emergências: Asma Brônquica, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica,
Enfisema Pulmonar, Bronquite Crônica e Inalação de Fumaça. Emergências
Clínicas III: Conceito, sinais, sintomas e tratamento pré-hospitalar das seguintes
emergências: Convulsão, Abdômen Agudo e Diabetes. Emergências Psiquiátricas:
Regras de comunicação terapêutica na abordagem da vítima com distúrbios de
comportamento. Técnicas de restrição no atendimento de vítima com distúrbios de
comportamento. Parto Emergencial: Atendimento à parturiente: procedimentos
antes, durante e após o parto. Cuidados com o recém-nascido. Situações de
transporte imediato: prolapso de cordão ou de membro, hemorragia no pré ou pós-
parto e feto em apresentação diversa da cefálica.
5. Procedimentos Especiais
Traumatismos em gestantes, idosos e pediátricos: Alterações anatômicas e
fisiológicas da gravidez. Tratamento e transporte de gestante traumatizada.
Características anatômicas e fisiológicas da vítima idosa e pediátrica. Intoxicações:
Vias de ingresso do agente nocivo no organismo. Sinais e sintomas das
intoxicações. Tratamento pré-hospitalar das intoxicações. Acidentes com animais
peçonhentos: Acidentes com animais peçonhentos: principais espécies
causadoras, sinais, sintomas e tratamento pré-hospitalar. Afogamento e acidentes
aquáticos: Fisiopatologia do afogamento. Classificação do afogamento quanto aos
graus e a origem. Cadeia de sobrevivência do afogamento. Atendimento Pré-
hospitalar para vítimas de afogamento. Atendimento Pré-Hospitalar para vítimas de
trauma em águas rasas. Acidentes de Mergulho: tipos, características e conduta pré-
hospitalar. Sistema de Comando de Incidentes: Conceitos, princípios, funções,
estrutura e instalações do Sistema de Comando de Incidentes (SCI). Passos para o
estabelecimento do SCI. Organização e funcionamento da Área de Concentração de
Vítimas (ACV). Utilização dos formulários SCI 201 e 206. Triagem de Vítimas:
Conceito de Triagem. O significado do código de cores. Aplicação do método
START em situação de múltiplas vítimas. Atendimento ao Trauma em Locais
Remotos: Contextualização do atendimento em locais remotos. Padrões de lesão.
Consequências do transporte prolongado. Tomada de decisão: riscos e benefícios.
Aspectos específicos: tratamento de feridas, prevenção da infecção e RCP em locais
remotos. Operações com aeronaves: Emprego de aeronaves no Serviço de
Resgate: possibilidades e limitações. Critérios de acionamento. Procedimentos de
segurança em operações. Sinalização básica para balizamento de aeronaves. Área
de segurança para embarque e desembarque. Procedimentos para embarque e
desembarque de pessoas e materiais. Emergências com Produtos Perigosos:
Conceitos, legislação e princípios do atendimento. Avaliação da cena da
emergência. Métodos formais de identificação de Produtos Perigosos. Utilização do
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 20
Manual da ABIQUIM. Procedimentos de segurança.
6. Técnicas de Salvamento
Técnicas de Salvamento Terrestre: Ferramentas, equipamentos e acessórios.
Procedimentos de segurança. Nós e amarrações. Movimentação e transporte de
vítimas em locais de difícil acesso. Técnicas de Salvamento Veicular: Doutrina.
Técnicas de desencarceramento. Técnicas de extração. Técnicas de Salvamento
em Alturas: Ferramentas, equipamentos e acessórios. Procedimentos de
segurança. Ancoragens. Rapel militar. Rapel positivo. Rapel negativo. Técnicas de
Salvamento Aquático: Ferramentas, equipamentos e acessórios. Procedimentos de
segurança. Fases do Salvamento Aquático. Técnicas de abordagem e soltura.
Técnicas básicas de reboque. Técnicas de socorro com emprego de materiais de
salvamento.
7. Módulos práticos
Simulados operacionais: Revisão de conteúdos práticos. Preparação para os
simulados. Exercícios simulados em ambientes diversificados, com emprego das
técnicas praticadas no decorrer do curso, em situações que se aproximam da
realidade.
8. Estágios
Estágio no Serviço de Resgate: Vivência prática de atendimento no serviço de
Resgate. Familiarização com a rotina do serviço. Observação e participação no
atendimento de vítimas em situações reais. Estágio em Maternidade: Rotinas de
atendimento de maternidade. Observação do atendimento à parturiente. Estágio em
Hospital: Reconhecimento das instalações hospitalares. Rotinas de atendimento de
pronto socorro. Fluxo de atendimento dos hospitais da rede hierarquizada.
Observação de atendimento às emergências. Estágio em Central de Operações:
Vivência prática dos serviços de atendente e despachante na Central de Operações.
Manejo de equipamentos da Central de Operações. Rotinas operacionais. Técnicas
de comunicação.
9. À Disposição da Coordenação
Aula inaugural. Apresentação dos alunos e do corpo docente. Apresentação do
Projeto Pedagógico do Curso. Treinamento para utilização do Ambiente Virtual de
Aprendizagem do CBMAL. Visitas e demais atividades de complementação do
ensino.
5. METODOLOGIA
Dada a evidente necessidade de destreza técnica específica nas ocorrências
de Resgate, o curso terá predominância de disciplinas de cunho prático, não se
desvinculando, entretanto, do aporte teórico necessário para o desenvolvimento das
competências exigidas para o cumprimento da missão do Socorrista de Resgate do
Corpo de Bombeiros.
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 21
Apesar de ser realizado na modalidade presencial, durante o transcorrer do
curso, a critério da equipe docente, poderão ser desenvolvidas atividades junto ao
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do CBMAL, que funcionará como recurso
de apoio aos instrutores e à coordenação do curso, que poderão explorar sua
plenitude de ferramentas pedagógicas.
Quando em sala de aula, as instruções serão realizadas nas dependências
do CBMAL ou de instituições parceiras, com o auxilio dos recursos multissensoriais
adequados, tais como: projetor multimídia, quadro branco, flip-chart, sistema de
som, dentre outros julgados cabíveis pela equipe de instrução.
As instruções práticas serão precedidas das instruções teóricas
correspondentes, sendo a execução dos procedimentos previamente demonstrados
pela equipe docente.
Tomando por referência os princípios que fundamentam a Matriz Curricular
Nacional, alinhando-os aos objetivos do presente processo formativo, sugere-se a
utilização das seguintes técnicas de ensino:
Exposição dialogada;
Resolução de problemas;
Estudos de caso;
Lista de tarefas;
Discussões em grupos;
Debate cruzado;
Brainstorming;
Demonstração ou aula prática;
Simulações.
Para fins de organização e melhor condução das atividades do Curso, os
alunos serão identificados por numeração cardinal (01, 02, 03...), obedecendo à
ordem de antiguidade entre os participantes.
Além disso, para facilitar o desenvolvimento das atividades em grupo, os
alunos estarão organizados em equipes fixas durante todo o transcorrer do Curso,
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 22
denominadas “Guarnições”, sendo identificadas por ordem alfabética (A, B, C...) e
compostas, preferencialmente, por 03 (três) participantes em cada uma delas.
6. DO CORPO DOCENTE
Será composto por militares do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas,
especializados na área de Resgate (Atendimento Pré-hospitalar), possuidores de
notório saber e experiência na área de conhecimento a ser ministrado no curso,
além de professores convidados.
7. DO CORPO DISCENTE
7.1. Público Alvo
Militares do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas e de Corporações
coirmãs.
7.2. Critérios de Seleção
A indicação e matrícula dos militares para o Curso de Socorrista de Resgate
estará condicionada aos termos estabelecidos em edital de seleção específico, em
obediência à legislação em vigor.
8. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
8.1. Coordenador do Curso
Oficial designado pelo Comandante Geral do CBMAL, indicado pelo
Superintendente de Ensino e Pesquisa, cabendo-lhe as seguintes atribuições:
a) Organizar a aula inaugural e a formatura do curso;
b) Elaborar o Quadro de Trabalho Semanal (QTS);
c) Realizar o controle de frequência dos alunos às atividades obrigatórias;
d) Acompanhar o processo de avaliação da aprendizagem;
e) Prover a logística necessária para o desenvolvimento das atividades do
curso, em conjunto com os instrutores;
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 23
f) Responsabilizar-se pelo acesso e gestão de sua conta funcional no
sistema DocBM;
g) Zelar pela integração, segurança e harmonia do grupo de discentes e
docentes.
8.2. Auxiliar de Coordenação
Bombeiro Militar designado pelo Comandante Geral do CBMAL, indicado
pelo Superintendente de Ensino e Pesquisa, cabendo-lhe as seguintes atribuições:
a) Auxiliar o Coordenador do Curso no cumprimento de suas atribuições,
sobretudo no que tange à elaboração de documentos sob sua
competência;
b) Providenciar a impressão de provas, avaliações e certificados do
curso;
c) Responsabilizar-se pelo acesso e gestão de sua conta funcional no
sistema DocBM;
d) Agir como elo de comunicação entre o Coordenador do Curso e o
Aluno-de-dia (Xerife) ou Instrutores, sempre que solicitado.
8.3. Instrutor
Bombeiro Militar com notório saber e experiência na área da disciplina a ser
ministrada, cabendo-lhe as seguintes atribuições:
a) Elaborar o Plano de Disciplina;
b) Ministrar as aulas e coordenar as demais atividades didáticas sob sua
responsabilidade;
c) Registrar a frequência dos discentes nas aulas e demais atividades;
d) Definir as instalações físicas e os meios necessários para o bom
andamento de seu trabalho docente;
e) Registrar os assuntos ministrados nas aulas;
f) Elaborar, aplicar e corrigir as avaliações de sua competência;
g) Manter anotações sobre a conduta do aluno;
h) Participar das atividades de classe e das reuniões pedagógicas;
i) Responsabilizar-se pelo acesso e gestão de sua conta funcional no
sistema DocBM;
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 24
j) Zelar pela integração, segurança e harmonia do grupo de discentes e
docentes.
8.4. Monitor
Bombeiro Militar com notório saber e experiência na área da disciplina a ser
ministrada, cabendo-lhe as seguintes atribuições:
a) Auxiliar o Instrutor no desenvolvimento das atividades pedagógicas sob
sua competência, sobretudo no que tange às atividades práticas;
b) Zelar pela integração, segurança e harmonia do grupo de discentes e
docentes.
9. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
9.1. Processos Avaliativos
Considerando a perspectiva de que a avaliação ajuda o aluno a progredir na
aprendizagem e o professor a aperfeiçoar sua prática pedagógica, para o Curso de
Socorrista de Resgate serão adotados os seguintes processos avaliativos:
Verificação Corrente (VC), Verificação Final (VF) e Verificação de Recuperação
(VR), que se darão conforme as orientações a seguir:
9.1.1. Verificação Corrente (VC)
Destina-se à avaliação continuada do processo de ensino-aprendizagem,
devendo ser aplicada em certa faixa do programa da disciplina ou durante todo o
seu transcorrer, evidenciando a evolução da aprendizagem do aluno e propiciando o
aperfeiçoamento do processo pedagógico.
Além da Avaliação Teórica (prova escrita, individual e sem consulta), poderão
ser utilizados os seguintes instrumentos avaliativos na composição da nota da VC:
Trabalhos em sala de aula (questionários, produção textual, trabalho em grupo e
exercícios práticos) e atividades realizadas junto ao Ambiente Virtual de
Aprendizagem do CBMAL, utilizando-se das ferramentas disponíveis na plataforma
MOODLE.
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 25
9.1.2. Verificação Final (VF)
Possui a finalidade de avaliar a eficácia do processo pedagógico, tomando
por base os objetivos propostos para a disciplina, que deverão estar previstos no
respectivo Plano de Disciplina.
A VF será, obrigatoriamente, presencial, recorrendo aos seguintes
instrumentos avaliativos: Avaliação Teórica (prova escrita, individual e sem consulta)
ou Avaliação Prática, de acordo com a natureza dos conteúdos.
9.1.3. Verificação de Recuperação (VR)
Objetiva reavaliar a totalidade dos conteúdos ministrados em uma disciplina,
sendo destinada aos alunos cujo desempenho, na Média Final da Disciplina (MFD),
seja menor que 5,0 (cinco) e maior ou igual a 1,5 (um e meio). A VR será realizada
nos mesmos padrões da VF.
9.2. Duração das Avaliações
As Verificações Finais terão duração de 02 (duas) h/a consecutivas,
descontadas da carga-horária específica destinada às avaliações.
As Verificações Correntes, por sua vez, terão sua duração estabelecida a
critério docente, de acordo com a complexidade da atividade, devendo estar
previstas na carga-horária da própria disciplina. Neste caso, se optado por Avaliação
Teórica, terá a mesma duração que uma VF.
9.3. Valoração das Notas
A nota é o resultado do desempenho em cada verificação e deverá ser
expressa em uma pontuação de 0,0 (zero) a 10,0 (dez).
9.4. Cálculo da Média Final da Disciplina (MFD)
Será obtida a partir da média ponderada entre os resultados obtidos na VC e
na VF, de acordo com a carga-horária das disciplinas, conforme discriminado a
seguir:
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 26
a) Nas disciplinas com carga-horária de até 30 (trinta) horas-aula, poderão ser
realizadas uma VC (30% da MFD) e uma VF (70% da MFD) ou apenas uma
VF (100% MFD), a critério do instrutor da disciplina.
Ex.: MFD = nVC. 3 + nVF.7 ou MFD = nVF
10
b) Nas disciplinas com carga-horária acima de 30 (trinta) horas-aula, deverão ser
realizadas uma VC (40% da MFD) e uma VF (60% da MFD).
Ex.: MFD = nVC. 4 + nVF.6
10
Onde:
MFD = Média Final da Disciplina.
nVC = Nota obtida na Verificação Corrente;
nVF = Nota obtida na Verificação Final.
9.5. Média para Aprovação nas Disciplinas
Será aprovado o aluno cuja MFD seja igual ou superior a 5,0 (cinco), ou cujo
desempenho na VR seja igual ou superior a 5,0 (cinco).
9.6. Cálculo da Média Final do Curso (MFC)
A média final do curso (MFC) será composta pela média aritmética das
Médias Finais das Disciplinas (MFD’s).
10. CONDIÇÕES DE APROVAÇÃO
Para ser aprovado no curso, o aluno terá que satisfazer as seguintes
condições:
a) Possuir, no mínimo, frequência de 75% (setenta e cinco por cento) nas aulas
presenciais em cada disciplina;
b) Atingir média final igual ou superior a 5,0 (cinco) em cada disciplina;
c) Obter média final igual ou superior a 6,0 (seis) no curso.
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 27
11. CONDIÇÕES DE REPROVAÇÃO
a) Atingir um índice de faltas superior a 25% (vinte e cinco por cento) nas aulas
presenciais em qualquer disciplina;
b) Alcançar média inferior a 1,5 (um e meio) em qualquer disciplina, após ser
submetido à Verificação Final;
c) Obtenha nota igual a 0 (zero) na Verificação Corrente ou Verificação Final;
d) Obtenha média final inferior a 5,0 (cinco), em qualquer disciplina, após
submeter-se a Verificação de Recuperação;
e) Deixar de realizar qualquer Verificação Final;
f) Alcançar média final do curso inferior a 6,0 (seis).
12. CERTIFICAÇÃO
De acordo com o art. 83 da Lei n. 9394/1996 (Estabelece as Diretrizes e
Bases da Educação Nacional), o ensino militar deverá ser regulado por Lei
específica.
No Estado de Alagoas, a Lei Estadual nº 6.568/2005, que instituiu na Polícia
Militar e no Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas o Sistema de Ensino Militar,
confere à Corporação o embasamento legal para a certificação de suas
capacitações, cuja expedição e controle deverão seguir os padrões específicos da
Instituição.
13. LOGÍSTICA
As aulas teóricas e práticas ocorrerão nas dependências do CBMAL ou de
instituições parceiras.
Nas disciplinas que assim exigirem, poderão ser realizadas aulas de campo,
de acordo com a natureza dos conteúdos e a critério docente.
É cabível, ainda, o deslocamento para atividades complementares, como
visitas, eventos etc., a critério docente e de acordo com a disponibilidade logística da
Corporação.
Deverá constar nos Planos de Disciplinas a relação dos meios necessários ao
desenvolvimento de suas respectivas instruções.
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 28
Durante todo o transcorrer do Curso, os alunos deverão estar portando os
seguintes Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), obedecendo aos padrões
estabelecidos pela Coordenação:
Luvas de procedimento;
Máscara de proteção facial;
Óculos de proteção;
Capacete;
Joelheira.
14. SEGURANÇA
Caberá à Coordenação, aos Instrutores e Monitores do Curso, o
estabelecimento de regras rígidas de segurança e higiene, recorrendo aos meios
adequados e ao pessoal suficiente para a segurança e socorro imediato (inclusive
equipe médica, se for o caso), sem prejuízo da dificuldade necessária ao
desenvolvimento das competências atinentes ao presente processo de ensino-
aprendizagem.
A depender da instrução, a critério do docente da disciplina, poderá ser
designado um Instrutor ou Monitor do curso para o desempenho exclusivo do
encargo de Oficial de Segurança, cabendo-lhe as seguintes atribuições:
a) Atuar como um observador objetivo, que não participa, diretamente, das
atividades relativas ao ensino, mantendo-se livre para monitorar o
desenvolvimento da instrução;
b) Identificar condições e ações inseguras, corrigindo-as antes que resultem em
dano à integridade dos docentes ou discentes;
c) Interromper, se necessário, o desenvolvimento da instrução, a fim de corrigir
situações potencialmente perigosas;
d) Utilizar colete próprio, que lhe permita ser facilmente identificado por todos os
membros do grupo, além de apito para a emissão dos sinais sonoros de
segurança previamente padronizados.
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 29
15. PRESCRIÇÕES DIVERSAS
a) O Comando Geral da Corporação providenciará a indicação dos instrutores,
após prévio credenciamento e seleção por parte da SEP;
b) Durante o transcorrer do Curso, os alunos do CSR estarão submetidos às
normas previstas no Regulamento Disciplinar Escolar (Portaria nº 28/2007 –
GCG, publicada no BGO nº 167/2007), em se tratando de transgressões
escolares, bem como ao Regulamento Disciplinar da PMAL (Decreto Estadual
nº 37.042/1996), em se configurando transgressão disciplinar;
c) Os casos omissos serão resolvidos, em primeira instância, pelo
Superintendente de Ensino e Pesquisa, em segunda instância, pelo
Subcomandante Geral e, em última instância, pelo Comandante Geral do
CBMAL.
Maceió - AL, 01 de fevereiro de 2017.
ALAN FERREIRA LEITE – TEN CEL BM
Respondendo pela Superintendência de Ensino e Pesquisa
RICARDO LOPES DA SILVA – CAP BM
Respondendo pelo Comando da ABM
LUIZ AUGUSTO DE MEDEIROS LIRA – CAP BM
Chefe da Seção Técnica de Ensino da ABM
Presidente da CTEP de Atendimento Pré-hospitalar
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 30
REFERÊNCIAS
ALAGOAS. Lei Estadual nº 5.346, de 26 de maio de 1992. Dispõe sobre o Estatuto
dos Policiais Militares do Estado de Alagoas e dá outras providências.
ALAGOAS. Lei Estadual nº 6.568, de 6 de janeiro de 2005. Institui na Polícia
Militar e no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas o Sistema de Ensino
Militar e dá outras providências.
ALAGOAS. Lei Estadual nº 7.444, de 28 de dezembro de 2012. Dispõe sobre a
organização básica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas e dá outras
providências.
BRASIL. Constituição (1988). Portal da Legislação [do] Governo Federal. Brasília,
DF, Disponível em:
<[Link] Acesso em: 20
jun. 2016
BRASIL. Portaria GM nº 2048, de 05 de novembro de 2002. Política Nacional de
Atenção às Urgências. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2006. Série E.
Legislação de Saúde. Disponível em:
<[Link]
[Link]>. Acesso em: 15 jul. 2016.
CBMAL. Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas. História. 2016. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 10 jul. 2016.
CBMAL. Portaria nº 030, de 17 de setembro de 2007. Aprova o Manual do Aluno -
2007, expedido pelo Comandante do Centro de Formação, Aperfeiçoamento e
Especialização. Boletim Geral Ostensivo nº 174/2007. Maceió, AL, 17 set. 2007.
CBMAL. Nota de Publicação nº 107/2016 - COB/Metropolitano. Estatística das
ocorrências do 2° Semestre de 2015 da região Metropolitana. Boletim Geral
Ostensivo n° 112/2016. Maceió, AL, 16 jun. 2016.
Projeto Pedagógico do Curso de Socorrista de Resgate 31
CBMAL. Nota de Publicação nº 119/2015 - COB/Metropolitano. Estatística das
ocorrências do 1° Semestre de 2015 da região Metropolitana. Boletim Geral
Ostensivo n° 168/2015. Maceió, AL, 16 jun. 2016.
CBMDF. Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Norma Regulamentadora
do Curso de Socorros de Urgência. 2006.
CBMGO. Corpo de Bombeiros Militar de Goiás. Plano de Curso nº 04/2016 -
CAEBM: 2º Curso de Resgate. 2016.
HISTÓRICO PHTLS. 2016. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 20 jul. 2016.
NAEMT. National Association of Emergency Medical Technicians. Atendimento Pré-
hospitalar ao Traumatizado: PHTLS. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
Tradução de Diego Alfaro e Hermínio de Mattos Filho.
PASSOS, Andréa da Silveira et al (Org.). Matriz Curricular Nacional para Ações
Formativas dos Profissionais da Área de Segurança Pública. Brasília: Secretaria
Nacional de Segurança Pública, 2014. 362 p.
PMESP. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Currículo do Curso de Resgate e
Emergências Médicas. 2006.
RICARDO, Elio Carlos. Discussão acerca do ensino por competências: problemas e
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SENASP. Secretaria Nacional de Segurança Pública. Módulo do Curso
Emergencista Pré-hospitalar I. 2007.
SILVA, Elisângelo Aparecido Costa da et al. Aspectos históricos da implantação de
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Enfermagem, Goiânia, v. 3, n. 12, p.571-577, 30 set. 2010. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 20 jul. 2016.