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Princípios e Métodos do E-learning

O documento aborda as plataformas de aprendizagem, focando no e-learning e seus princípios básicos, como adequação ao programa, inclusão e envolvimento do formando. Além disso, apresenta orientações para o início de cursos online e metodologias de conceção, destacando a importância da organização da informação e das competências necessárias para os formandos. O módulo também discute a utilização de ferramentas e estratégias de comunicação online, enfatizando a necessidade de um ambiente de aprendizagem acessível e interativo.

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Princípios e Métodos do E-learning

O documento aborda as plataformas de aprendizagem, focando no e-learning e seus princípios básicos, como adequação ao programa, inclusão e envolvimento do formando. Além disso, apresenta orientações para o início de cursos online e metodologias de conceção, destacando a importância da organização da informação e das competências necessárias para os formandos. O módulo também discute a utilização de ferramentas e estratégias de comunicação online, enfatizando a necessidade de um ambiente de aprendizagem acessível e interativo.

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Módulo 5

Plataforma
Colaborativas de
Aprendizagem
Índice
Plataformas de Aprendizagem ..................................................................3

Plataformas de aprendizagem ............................................................................................4

1.1. Princípios básicos sobre o e-learning ................................................4

1.2. Técnicas de organização da informação selecionada adaptada aos


destinatários da formação ........................................................................6

[Link]ções para o início de um curso online ........................................8

[Link] de conceção para o e-learning ......................................... 11

1.5. Tipologias e funcionalidades da Plataforma Moodle ............................. 15

1.6. Estratégias e ferramentas de comunicação online ............................... 17

1.7. Recursos/ Atividades Moodle ........................................................... 19

1.8. Síntese do módulo ......................................................................... 33

BIBLIOGRAFIA ..................................................................................... 34

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.2
Teorias e Modelos de Ensino à Distância

Plataformas de
Aprendizagem

Objetivos pedagógicos

Identificar os princípios básico do e-learning


Identificar a metodologia da conceção do e-learning

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.3
Teorias e Modelos de Ensino à Distância

PLATAFORMAS DE
APRENDIZAGEM

2 - 1
1.1. Princípios básicos sobre o e-learning
O E-learning é uma modalidade de formação/ensino desenvolvida à distância através de uma rede de
computadores, espaço onde são disponibilizados os conteúdos, as atividades e os tópicos de
discussão/debate.

Assim, sendo o E-learning uma modalidade utilizada não só na formação contínua, mas também no ensino
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são:

•Adequação ao programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação


à formação;

•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
éticos e a inclusão de deficientes físicos;

•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;

•Utilização de abordagens inovadoras – Criar e implementar material digital inovador, adequado


ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar;

•Aprendizagem eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o


formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
estimulação do pensamento cognitivo;

•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

•Avaliação sumativa – é importante o formando conhecer o nível em que se encontra


relativamente aos conhecimentos adquiridos e ao desempenho que teve ao longo do
processo de aprendizagem,

•Critério, Coerência e Transparência – a aprendizagem deve estar estruturada de forma


coerente com os objetivos, com o público-alvo, os conteúdos, tal como referimos
anteriormente, o tipo de avaliação a que os formandos vão ser submetidos deve ser
transparente de forma a não deixar dúvidas nos formandos e criteriosa com os objetivos;

•Facilidade de Uso – o E-learning deve ser um espaço de fácil uso, por parte dos formandos e do
formador, assim, deve ser acessível, intuitivo e estar bem estruturado.
Assim, sendo a aprendizagem uma atividade intelectual e social é importante que nesta modalidade de
aprendizagem os formandos disponham de ferramentas que permitam uma aprendizagem efetiva. Neste
sentido, os formandos devem dispor de formas de comunicação assíncronas (email; fóruns de discussão) e
síncronas (chat, vídeo conferência) para poder ser criada interatividade no processo de ensino/formação.

Todos nós somos diferentes, e como tal, a forma como preferimos contactar com o outro também pode ser
diferente de pessoa para pessoa. Deste modo, as pessoas mais envergonhadas preferem comunicação
assíncrona, uma vez que, podem refletir durante mais tempo, pesquisar sobre o tema, compor a mensagem
de forma estruturada e com as ideias que considera mais importantes. Verificamos assim como é
importante neste tipo de ensino criar diferentes formas de comunicação e atividades.

Badrul Khan criou um modelo de e-Learning onde agrupou os fatores que ajudam a proporcionar um bom
ambiente de aprendizagem. Assim, segundo este modelo os fatores estão agrupados em oito dimensões:

•Pedagógica – diz respeito ao ensino e à aprendizagem, fazendo parte desta dimensão os


objetivos, os conteúdos, os métodos e técnicas pedagógicas, a organização dos conteúdos e
os meios tecnológicos;

•Técnica – consiste na parte técnica que proporciona a aprendizagem, ou seja, o equipamento


(hardware) e as aplicações “software” necessários;

•Desenho da Interface – consiste no aspeto da página onde se desenvolve a aprendizagem,


nomeadamente as imagens e a forma como são apresentados os conteúdos, o tipo de
navegação e a forma de utilização do site;

•Avaliação – avaliação de todo o processo de aprendizagem, não só avaliação dos alunos, mas
também avaliação da formação e do ambiente de aprendizagem;

•Gestão – diz respeito à gestão da distribuição da informação e à gestão do processo da


aprendizagem;

•Apoio Pedagógico – consiste num apoio cuidado por parte do formador aos formandos e aos
recursos online que são usados para estimular a aprendizagem;

•Ética – diz respeito à diversidade cultural e social existentes em contexto formativo, à


diversidade de alunos, sendo ainda fatores desta dimensão o plágio, os direitos de autor, a
privacidade na troca de emails entre formador e formando, a etiqueta, etc…;

•Institucional – abrange os serviços administrativos, onde podemos falar das pré-inscrições dos

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.5
Teorias e Modelos de Ensino à Distância

formandos, das informações sobre a formação, da emissão dos certificados, etc…;

Atualmente o E-learning permite que os formandos tenham acesso à informação/aprendizagem em


qualquer lugar, a qualquer hora, utiliza métodos e técnicas pedagógicas adequadas ao sucesso da
aprendizagem, o que leva a que os seus principais princípios sejam: aprendizagem autodirigida,
disponibilização de meios e matérias que estimulem a aprendizagem e a interação, tendo nesta modalidade
o formador o papel de orientar e acompanhar o percurso de aprendizagem dos formandos.

1.2. Técnicas de organização da informação


selecionada adaptada aos destinatários da
formação
Segundo António Andrade (Andrade, 2005), a informação educativa, em particular os documentos didáticos,
devem possuir níveis de qualidade particulares. A procura da qualidade prende-se assim em dois aspetos de
base: os métodos de desenvolvimento e as ferramentas usadas na produção dos documentos
(Baumgartner, et al. 1997). Torna-se importante a identificação de critérios de avaliação para programas
ou documentos educativos e para as ferramentas de desenvolvimento.

Peter Baumgartner e Sabine Payr salientam os 12 seguintes:

1. Rigor Científico - o material é atualizado e sem erros técnicos e científicos?

2. Relevância - corresponde às necessidades reais do utilizador? O conteúdo, na área a que se destina, é


relevante para professores e alunos?

3. Abrangência - o documento cobre uma área significativa dos assuntos da área em questão?

4. Interatividade - o documento é fortemente interativo motivando o interesse e o estudo? (partindo do


paradigma de que a interatividade motiva o interesse e consequentemente o estudo).

5. Aprendizagem - os objetivos de aprendizagem definidos podem ser devidamente alcançados? A


organização e estruturação dos conteúdos estão elaboradas de forma a suportar o processo necessário à
atividade de aprendizagem?

6. Usabilidade - o documento é adequado ao grupo alvo a que se dirige, podendo ser utilizado/explorado
de uma forma simples nas plataformas mais vulgares?

7. Navegabilidade - a estrutura de navegação do programa é constante em todos os seus segmentos e


unidades? As reações do programa à exploração do utilizador são igualmente idênticas nas possíveis e
diferentes situações? Outro requisito importante afeto à navegabilidade será a facilidade que o utilizador
terá de, em cada circunstância, perceber onde se encontra e quais são as ações ou funções que tem
disponíveis.

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

8. Documentação - a documentação de apoio é clara e possui uma forte componente complementar em


linha devidamente adequada ao público-alvo?

9. Interface - o software obedece a requisitos de ergonomia seguindo os critérios conhecidos de desenho


de interfaces? Os conteúdos e as funções estão claramente presentes e organizadas no ecrã para uma fácil
utilização?

10. Rentabilizações do meio - as atividades suportadas pelo documento no âmbito do ensino, ou da


aprendizagem, permitem uma exploração educativa que de outro modo não seria facilmente concretizada?
Sendo assim, as múltiplas características próprias do meio devem ser consideradas.

11. Adaptabilidade - o documento permite uma fácil atualização e adaptação a diferentes contextos de
ensino aprendizagem? A sua portabilidade para utilização em diferentes países com línguas e planos
curriculares distintos é outro requisito consagrado? (fator enquadrado numa perspetiva global da
exploração do documento).

12. Inovação - o documento contribui claramente com novas formas de exploração de recursos e
capacidades de ensinar e de aprender.

Ainda o mesmo autor refere que, é fundamental proporcionar ao utilizador um modelo coerente de
estruturar a informação e de lhe permitir um sistema de navegação que lhe dê total controlo sobre os
objetos disponíveis. Por vezes a estrutura é confusa, não se percebendo a hierarquia dos elementos,
faltando um balanceamento adequado dos conteúdos, não se optando por uma estrutura demasiado
compacta ou, pelo contrário, demasiado estendida.

Para quem aprende e está numa situação em que não sabe o trajeto adequado a seguir a colocação de
inúmeros nós alternativos pode conduzir a um esforço sem resultados na aprendizagem.

Organizar a informação em muitas subclasses pode criar uma estrutura demasiado estendida. Por sua vez,
optar por reduzidas subclasses cria uma estrutura profunda com conteúdos que ficaram assim
«escondidos».

O desenho de ecrãs e a escolha correta dos seus elementos constituintes são aspetos fundamentais. As
resoluções mais típicas são: 640x480, 800x600, 1024x768 e 1280x1024. Este facto, condiciona o desenho
de ecrãs e todo o sistema de estruturação da informação e a conceção do processo de navegação.

A ponderação dos objetos a colocar no ecrã de um documento educativo será certamente condicionado pelo
público a que se destina (crianças, adultos, etc…). Na opinião do autor, deve ser ponderado um conjunto de
fatores tais como:

- Objetivos;

- Conteúdos;

- Qualidade da informação;

- Layout;

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.7
Teorias e Modelos de Ensino à Distância

- Legibilidade;

- Dimensão;

- Orientação;

- Quantidade de informação;

- Visibilidade;

- Cor;

- Contraste;

- Concisão;

- Sequência e interatividade.

[Link]ções para o início de um curso online


Tal como verificamos no módulo 3, o modelo de ensino/aprendizagem de Gilly Salmon, é fundamental que,
inicialmente, o formando tenha motivação para o curso e que lhe sejam dadas as indicações necessárias
para que esta motivação se mantenha no seu decorrer.

Existem 4 orientações base para o início de um curso online:

✓ O curso;

✓ Custos e equipamento necessário;

✓ Conhecimentos técnicos;

✓ Competências de auto-gestão de trabalho.

Todas estas orientações podem ser dadas num manual de acolhimento ao curso ou num website criado para
o efeito.

Orientações para o início de um curso online – O curso

▪ Os conhecimentos e competências que se espera que o formando desenvolva no curso;

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

▪ As vantagens de um curso online;

▪ Os objetivos do curso e os resultados a atingir;

▪ Uma descrição dos conteúdos do curso, podendo incluir alguns exemplos de links;

▪ Apresentação do tutor do curso;

▪ Os pré-requisitos dos formandos para iniciarem o curso;

▪ O hardware e o software de que os formandos necessitarão;

▪ O que se pretende dos formandos para concluírem o curso com sucesso;

▪ Os critérios e formas de avaliação;

▪ Os prazos a serem cumpridos pelos formandos;

▪ Número de horas de trabalho de que necessitam. (Dugleby, 2002:122)

Orientações para o início de um curso online – Custos e equipamento necessário:

▪ Inscrição no curso e custo do exame de avaliação (quando aplicável) ;

▪ Custos em equipamento, caso os formandos não possuam acesso a um computador;

▪ Custos de acesso à Internet;

▪ Software novo ou atualizado;

▪ Compra de outro material, para além do que é fornecido na Web (ex: vídeo ou material impresso).

É importante referir que, para um curso online podem ser necessários equipamentos caros, mas os custos
associados a deslocações que são necessárias fazer para a formação presencial deixam de existir. No caso de
formandos com filhos, também não terão de deixar os filhos com alguém ou num infantário, se estiverem a
frequentar um curso online, uma vez que podem aceder de casa à Internet ou aos materiais do curso, caso
tenham o equipamento necessário. (Dugleby, 2002:122-123)

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Operacionalização da formação: Do plano à Ação

Orientações para o início de um curso online – Conhecimentos técnicos:

Se o curso não tiver como objetivo que os formandos desenvolvam algumas das seguintes competências,
então já deverão saber:

▪ Utilizar um computador com segurança;

▪ Introduzir texto;

▪ Acede à Web;

▪ Pesquisar informação a partir de ferramentas de busca;

▪ Utilizar o e-mail, enviar anexos e estabelecer listas de grupos de e-mail pessoais;

▪ Resolver problemas técnicos simples. (Duggleby, 2002: 123)

Orientações para o início de um curso online – Competências de auto-gestão de trabalho

Os formandos devem estar preparados para:

▪ Apresentar-se online com regularidade;

▪ Tratar dos e-mails com prontidão;

▪ Completar todas as atividades, exercícios e trabalhos;

▪ Estar consciente dos prazos e cumpri-los ou, no caso de não conseguir, apresentar razões válidas para
tal;

▪ Trabalhar em cooperação com outros formandos;

▪ Ser honesto com o tutor e com os restantes formandos sobre quaisquer dificuldades que tenha;

▪ Gerir o tempo.

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

[Link] de conceção para o e-learning


Na metodologia de conceção de cursos e material de apoio para E-learning utilizada pela ENA, para além das
normas e conceitos internacionalmente vigentes, são também seguidos e utilizados os princ ípios vigentes no
modelo ADORA, desenvolvido pelo IQF e os do modelo ADDIE, proveniente do Instructional Design. Tendo em
conta as especificidades do ensino à distância foram criados procedimentos e instrumentos de apoio próprios,
a fim de apoiar todo o processo de conceção e validação dos conteúdos produzidos.

Esta metodologia poderá ser graficamente descrita através do seguinte esquema:

METODOLOGIA DE CONCEPÇÃO PARA E-LEARNING:

FASE I - ANÁLISE

Neste patamar são clarificados as características dos destinatários, quais os objetivos a


atingir em termos de conhecimentos e competências, qual o sistema de aprendizagem
(puramente à distância ou misto com sessões presenciais), quais as tecnologias e os
recursos necessários para cumprir os objetivos pretendidos.

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.11
Operacionalização da formação: Do plano à Ação

Questões mais frequentes:

 Quem são os destinatários e quais as suas características?

 Qual o objetivo pretendido: conhecimento ou comportamento?

 Quais os entraves à aprendizagem?

 Quais as tecnologias necessárias para executar o projeto?

 Qual o tipo de acompanhamento online?

 Quais os prazos para executar o projeto?

FASE II - CONCEÇÃO

Este domínio comporta diferentes tarefas como a definição de objetivos de aprendizagem,


a construção do conteúdo, de instrumentos de apoio e de exercícios, o planeamento de
unidades de aprendizagem e a seleção de multimédia. Ou seja, o material didático terá de
ser produzido e revisto antes de passar para a versão multimédia de objeto de
aprendizagem.

Os teóricos defendem que este momento deve ser simultaneamente sistemático - dever-
se-á identificar, desenvolver e avaliar de forma metódica as estratégias planeadas, tendo
em conta os objetivos previamente definidos - e específicos, ou seja, cada elemento deve
ser detalhadamente desenvolvido.

Esta fase pode ser subdividida em diferentes momentos:

 Documentar a estratégia do projeto em termos de design de instrução, visual e


técnico;

 Aplicar as estratégias de acordo com o resultado comportamentalista pretendido:


cognitivo, afetivo e psicomotor;

 Desenhar o interface e a experiência do utilizador;

 Criação de protótipos;

 Aplicação de design gráfico.

FASE III - DESENVOLVIMENTO

Nesta fase, a partir de storyboards e dos elementos multimédia faz-se o desenvolvimento


do conjunto de conteúdos/objetos de aprendizagem definidos na fase anterior. Ou seja,
estamos no processo de autoria e de produção dos materiais necessários para atingir os
objetivos, podendo utilizar diferentes ferramentas de programação, de acordo com o grau
de interação e complexidade que o conteúdo exija. Os programadores ocupam-se de

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.12
Teorias e Modelos de Ensino à Distância

desenvolver e/ou integrar tecnologias e testar o funcionamento das aplicações. No final


desta fase os objetos de aprendizagem são normalizados de acordo com as normas
internacionais de modo a poderem integrar ambientes de E-learning e serem
posteriormente reutilizados. Neste nível o projeto é ainda alvo de revisões e correções de
acordo com o feedback do autor, do coordenador e dos utilizadores.

FASE IV - IMPLEMENTAÇÃO

Estamos agora no nível em que criam as ferramentas de apoio para os facilitadores da


aprendizagem e a comunidade de aprendentes. No primeiro caso, dever-se-á formar em
termos da estrutura programática, dos objetivos de aprendizagem, métodos pedagógicos
e procedimentos de avaliação. Já para os aprendentes, esta fase prevê a apresentação
das ferramentas de aprendizagem (software) e o registo e a inscrição na plataforma. Ou
seja, aqui procura-se colocar no sítio todos os instrumentos.

FASE V – AVALIAÇÃO

A avaliação, neste ponto, abarca duas dimensões:

 Formativa – é a que está patente em cada uma das fases precedentes, ou seja,
define a sua qualidade e eficácia, pretende-se que durante o percurso do projeto
sejam feitos esforços para ultrapassar todos os obstáculos, ajustando e corrigindo
os desvios identificados, esta avaliação é transversal a todo o processo de
conceção. A avaliação da qualidade do material didático tem subjacentes
diferentes critérios. Seguindo as orientações de Peter Baumgartner e Sabine Payer
são utilizados doze critérios na avaliação de documentos educativos:

o Rigor Científico: o material é atualizado e sem erros técnicos e


científicos?

o Relevância: corresponde às necessidades reais do utilizador? O


conteúdo, na área a que se destina, é relevante para professores e
alunos?

o Abrangência: o documento cobre uma área significativa dos assuntos da


área em questão?

o Interatividade: o documento é fortemente interativo motivando o

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Operacionalização da formação: Do plano à Ação

interesse e o estudo?

o Aprendizagem: os objetivos de aprendizagem definidos podem ser


devidamente alcançados? A organização e a estruturação dos conteúdos
estão elaboradas de forma a suportar o processo necessário à atividade
de aprendizagem?

o Usabilidade: o documento é adequado ao grupo alvo a que se dirige,


podendo ser utilizado/explorado de uma forma simples nas plataformas
vulgares?

o Navegabilidade – a estrutura de navegação do programa é constante


em todos os seus segmentos e unidades? Outro requisito importante afeto
à navegabilidade será a facilidade que o utilizador terá de, em cada
circunstância, perceber onde se encontra e quais são as ações ou funções
que tem disponíveis.

o Documentação - a documentação de apoio é clara e possui uma forte


componente complementar em linha devidamente adequada ao público-
alvo?

o Interface – o software obedece a requisitos de ergonomia seguindo os


critérios conhecidos de desenho de interfaces? Os conteúdos e as funçõe s
estão claramente presentes e organizadas no ecrã para uma fácil
utilização?

o Rentabilização do meio – as atividades suportadas pelo documento no


âmbito do ensino, ou da aprendizagem, permitem uma exploração
educativa que de outro modo não seria facilmente concretizada? Sendo
assim, as múltiplas características próprias do meio devem ser
consideradas.

o Adaptabilidade – o documento permite uma fácil atualização e


adaptação a diferentes contextos de ensino aprendizagem?

o Inovação - o documento contribui claramente com novas formas de


exploração de recursos e capacidades de ensinar e aprender?

 Sumativa – é a que analisa e testa determinados critérios, incluindo o feedback


dos utilizadores finais. Após a implementação vamos recolher informação para
determinar a eficácia e a satisfação dos objetivos de instrução. A este nível pode
ser medido a transferência de conhecimento, os resultados dos aprendentes,
fatores de custos e perceção dos aprendentes.

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

1.5. Tipologias e funcionalidades da Plataforma


Moodle
Uma plataforma é um software constituído por diversas ferramentas facilitadoras da aprendizagem – quer ao
nível da formação mais tradicionalista, disponibilizando conteúdos, quer disponibilizando instrumentos
facilitadores da comunicação que proporcionam o modelo de aprendizagem colaborativa.

Quase todas as aplicações disponíveis no mercado, em maior ou menor quantidade, apresentam elementos
comuns.

Numa plataforma vulgar pode-se considerar no mínimo três níveis de utilizadores: o administrador, que se
responsabiliza pela manutenção do servidor, o formador/tutor, que implementa a estrutura/modelo de
aprendizagem previamente definido, e o formando/beneficiário, o utilizador direto, tendo esta várias
características:

•Possibilitar uma utilização extremamente simples e intuitiva, que não requeira muitos conhecimentos de
informática;

•Possibilitar a atualização da informação, de forma acessível e rápida;

•Permitir a interatividade entre os diversos intervenientes. Deve facultar a existência de conversas em


tempo real e também em tempo não real;

•Possuir um interface gráfico acessível, que possibilite a integração de elementos multimédia (textos,
sons, gráficos, vídeos, animações…);

•Possuir instrumentos que facilitem a navegação;

•No registo de presenças, as entradas, as saídas e outras ações realizadas por qualquer utilizador deverão
ser registadas e ficar disponíveis de várias formas. Esta funcionalidade é importante para o tutor, mas
pode também ser importante para efeitos de certificação da formação;

•Possibilitar a criação de um correio interno, para o intercâmbio de mensagens que facilitem a relação
formando/formando e formando/tutores. O correio interno deve permitir ainda o envio de ficheiros,
contendo por exemplo, trabalhos dos formandos;

•Permitir o acompanhamento do progresso da aprendizagem do formando, pelos responsáveis da


formação, facultando o acesso ao resultado de exercícios, a testes de auto-avaliação e à participação
dos formandos (através das diversas ferramentas de comunicação).

Assim, de seguida para um maior conhecimento das plataformas iremos fazer uma análise à plataforma
Moodle.

O Moddle (Modular Object – Oriented Dynamic Learning Environment) é um software para gestão da
aprendizagem e de trabalho colaborativo, permitindo a criação de cursos on-line, páginas de disciplinas,
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Operacionalização da formação: Do plano à Ação

grupos de trabalho e comunidades de aprendizagem, software esse que permite aos formadores disponibilizar
conteúdos e aos formandos acederem a esses conteúdos.

Esta plataforma foi desenvolvida por Martin Dougiamas durante a sua tese de doutoramento em ciência da
computação e educação na Universidade Curtin da Austrália.

A plataforma Moodle destaca-se de todas as outras plataformas de ensino porque esta não tem qualquer custo
na sua aquisição ou em licenças, além de ser uma plataforma que se caracteriza pela sua adaptabilidade e
usabilidade, sendo a melhor e mais usada plataforma de ensino online.

O Moodle é livre, sendo distribuído sob a GNU Public License. Isto significa que apesar de possuir um
copyright, pode ser redistribuído e o seu código fonte alterado ou desenvolvido para satisfazer necessidades
específicas, desde que sejam seguidas algumas regras, como por exemplo:

❖Disponibilizar o código-fonte a terceiros;

❖Não modificar ou retirar a licença original e os direitos de autor;

❖Aplicar o mesmo licenciamento a qualquer trabalho derivado deste.

Assim, apresentamos de seguida algumas características do moodle:

•Promove uma pedagogia socioconstrucionista (colaboração, atividades, reflexão crítica, etc…);

•Apropriado para adaptar cursos 100% online ou para complementar cursos presenciais;

•Acessível, leve, eficaz, compatível, interface baseada em navegadores de tecnologia simples;

•A lista de cursos mostra as descrições de cada curso existente no servidor, incluindo acessibilidade para
convidados;

•Os cursos podem ser categorizados e pesquisados;

•Os cursos podem ser visitados por possíveis interessados, sem ter acesso à ferramenta exercícios, testes
ou outras informações que necessitem de segurança;

•Ênfase em total segurança o tempo todo. Os formulários são todos verificados, os dados validados, os
cookies codificados, etc…;

•As maiorias das áreas de entrada de texto (recursos, postagens nos fóruns, etc…) podem ser editadas
usando um editor HTML WYSIWYG incorporado;

•Instalação fácil, desde que a plataforma suporte PHP, precisando apenas de um banco, podendo
compartilhá-lo com outras aplicações;

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

O Moodle assenta na filosofia educacional do construcionismo, que defende que o conhecimento é construído
na mente do estudante, em vez de ser transmitido a partir de livros ou outros meios tradicionais de ensino,
sendo por isso os cursos criados no moodle centrados no formando/aluno e não no formador/professor.

A página inicial do Moodle pode ser organizada de forma personalizada, relativamente à forma como a
informação está estruturada e pode ser visualizada. Deste modo, o facto de o moodle ser personalizável
permite flexibilidade aos formadores para organizarem a matéria da forma que considerarem mais atrativa,
interativa e funcional.

O Moodle é um produto ativo e em evolução. Eis alguns dos módulos que o constituem:

❖Administração do site: configuração de toda a aplicação;

❖Administração dos utilizadores: para criar novos utilizadores e atribuir-lhes privilégios de acesso aos
cursos;

❖Administração de curso: configuração de todos os parâmetros do curso;

❖Tarefa: atribuição de tarefas aos formandos;

❖Chat: permite a interação através de texto, de forma síncrona;

❖Pesquisa de Opinião: pode tanto ser usado para votar em alguma coisa, ou para obter feedback de cada
formando (por exemplo, obter autorização de reprodução em pesquisas);

❖Fórum: Diferentes tipos de fóruns estão disponíveis tais como: fórum reservado aos fo rmadores,
notícias, fórum para uso geral e fórum com ações limitadas;

❖Questionário: os formadores podem definir uma base de questões para serem respondidas ao longo do
curso;

❖Recursos: suporta o acesso a qualquer conteúdo em formato Word, Powerpoint, Flash , Vídeo, Sons,
entre outros;

❖Pesquisa de Avaliação: instrumento válido para a análise das turmas on-line;

1.6. Estratégias e ferramentas de comunicação online


Atualmente o Ensino à Distância promove o desenvolvimento da aprendizagem através da internet e do uso de
ferramentas de comunicação online que permite a cooperação e colaboração entre alunos e professores ou
formandos e formadores. Neste sentido, existem ferramentas de comunicação online que permitem esta
interação através da comunicação síncrona ou assíncrona. Assim, como já referimos anteriormente a
comunicação síncrona ocorre quando a comunicação acontece ao mesmo tempo, existindo assim a
comunicação em tempo real, enquanto a comunicação assíncrona acontece em momentos diferentes, não
existindo a participação simultânea dos envolvidos no processo de comunicação. Desta forma, temos como

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Operacionalização da formação: Do plano à Ação

exemplos das comunicações síncronas o chat e a videoconferência e como exemplos das comunicaç ões
assíncronas o email e os fóruns.

Ferramentas Síncronas

- Chat :

As ferramentas de comunicação síncrona mais utilizadas no âmbito do e-learning são seguramente as


conferências baseadas em texto, usualmente designadas por chats. A comunicação síncrona, através de
conferências baseadas em texto, pode ser usada com grande vantagem no e-learning. Os chats no contexto
educativo parecem permitir um sentido de proximidade e presença comunicativa que muitas vezes falta na
comunicação assíncrona eletrónica. O diálogo síncrono, se for devidamente estruturado, pode dar um
importante contributo para reduzir a distância transacional. O estímulo de contactar com outros em tempo
real, o desenvolvimento de um sentido de presença e pertença social, promove o envolvimento e o
comprometimento, que são fundamentais para a formação de uma autêntica comunidade entre os
participantes de um curso em regime de e-learning

- Videoconferência:

A videoconferência permite a um grupo de pessoas localizadas em lugares distantes realizarem reuniões como
se estivessem na mesma sala. Os participantes podem conversar uns com os outros e visualizarem-se através
de um ecrã.

Este sistema permite todas as opções de apresentação e intercâmbio de informação que são possíveis em
reuniões presenciais.

Por se tratar de sistemas remotos, exigem a aplicação de estratégias pedagógicas interativas, que levem os
formandos a participar ativamente

• Incentivar a discussão sobre um tema

• Introduzir exemplos práticos

• Servir-se de experiências reais São exemplos que poderão ser seguidos pelo tutor, no sentido de aumentar a
motivação e participação.

Ferramentas assíncronas

– E-mail:

O email apresenta as grandes vantagens da rapidez e da economia. No âmbito do e-learning, o correio


eletrónico é utilizado para a comunicação entre os participantes das ações de formação. No caso d e
comunicações diferidas entre duas pessoas (por exemplo, dois formandos, ou um formando e um formador)
uma mensagem de correio eletrónico é quase sempre a solução mais indicada. Quando se trata da
comunicação entre um emissor e vários recetores (por exemplo, entre o formador e o conjunto dos
formandos), para além do envio de uma mensagem de correio eletrónico para cada um dos destinatários,
existem as alternativas das listas de distribuição, ou da utilização de fóruns de discussão que abordaremos
mais à frente.

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

O correio eletrónico apresenta ainda como vantagens o facto de permitir a comunicação privada entre duas
(ou mais) pessoas. Mas existem também alguns inconvenientes e limitações que é necessário conhecer e ter
em conta no quadro da utilização do correio eletrónico no e-learning. Em primeiro lugar, as mensagens de
correio eletrónico originadas no decurso de uma ação de formação competem com, e podem ficar diluídas no
conjunto de mensagens que o destinatário recebe.

- Fóruns

Os fóruns de discussão são outra das ferramentas usualmente utilizadas nas ações de formação em regime de
e-learning. A generalidade das plataformas de e-learning disponibilizam fóruns de discussão. Os fóruns
permitem estruturar, organizar, preservar e manter o registo dos diálogos, discussões e trocas de pontos de
vista que neles decorrem. Esta é uma característica de grande relevância no contexto do ensino -
aprendizagem. A existência de um “espaço” onde estão reunidas, e organizadas, o conjunto das mensagens
trocadas a propósito de um determinado tópico ou assunto, permite que qualquer participante consiga
“reconstruir” a discussão e troca de informação que até aí decorreu, e nela possa intervir, se o desejar.

1.7. Recursos/ Atividades Moodle

Após a entrada por parte do e-formador na plataforma moodle, o formador para conseguir configurar o
moodle e trabalhar nos recursos por ele fornecido terá que ter acessos como gestor da disciplina ou
administrador.

Configurar Disciplina

A primeira tarefa a realizar na disciplina é editar as suas configurações. Embora as possa alterar
posteriormente, é importante fazê-lo inicialmente pois estas configurações podem ter um impacto relevante
no funcionamento da disciplina.

Para configurar a disciplina clique em Administração da disciplina > Adicionar/editar disciplinas e categorias

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Operacionalização da formação: Do plano à Ação

Imagem 1 – Adicionar disciplina

Neste menu é possível configurar alguns pontos tais como: o formato da disciplina, o modo de visualização e a
disponibilidade (visível/ oculta) para os alunos.

As configurações incluem:

Nome completo da disciplina: Nome exibido na listagem de disciplinas e no topo do ecrã quando o
utilizador se encontra na disciplina;

Nome curto: Sigla do curso. É usada para identificar a disciplina na barra de navegação e em algumas
funcionalidades como a inscrição de utilizadores;

Visível: Permite ao e-formador “Ocultar” ou “Mostrar” a sua disciplina. Se a disciplina estiver oculta não
aparecerá na lista de disciplinas, e apenas os utilizadores com os papéis de “Professor” e “Administrador”
poderão entrar na mesma.

Formato da Disciplina

A determinação do formato da disciplina é essencial, pois trata-se de uma configuração que terá um impacto
significativo tanto na forma como a disciplina será exibida, como na experiência do aluno.

O e-formador poderá optar por um dos seguintes formatos na opção de configuração Formato da disciplina:

Semanal: a página da disciplina é dividida por semanas, com as respetivas datas inicial e final definidas e
apresentadas no topo de cada secção. Se usar este formato, configure a opção Data de início com a
correspondente data da primeira secção, sendo as datas das demais secções determinadas automaticamente
pelo Moodle.

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

Tópicos: este formato é o mais utilizado nas disciplinas no Moodle. A página da disciplina é divid ida em
tópicos, cada um com um título e um conjunto de recursos e atividades disponibilizado aos alunos.

Social: a página da disciplina possui apenas uma atividade fórum onde os participantes podem interagir,
trocando mensagens sobre diversos temas.

SCORM: a página da disciplina exibe a estrutura dos conteúdos de um pacote SCORM, permitindo o acesso
direto aos conteúdos.

Caso escolha o formato semanas ou tópicos, deve também configurar a opção Número de secções para definir
em quantas semanas ou tópicos a disciplina será dividida.

Criar Recursos

Os recursos são conteúdos pedagógicos estáticos tais como documentos Word ou PDF, apresentações
PowerPoint, ficheiros áudio e vídeo ou páginas web que o e-formador pretenda disponibilizar aos seus alunos
numa seção da disciplina.

Os Recursos servem para disponibilizar informação ou materiais pedagógicos para o aluno consultar,
descarregar para o seu computador ou imprimir.

A principal diferença entre os recursos e as atividades do Moodle, é que, geralmente, os recursos envolvem
pouca ou nenhuma interação com o aluno.

Os tipos de Recursos habitualmente mais utilizados pelo e-formador são os seguintes:

Página: Exibe uma página que pode conter texto, hiperligações, imagens e outros elementos multimédia;

Ficheiro: Disponibiliza aos alunos um ficheiro de qualquer tipo;

Pasta: Disponibiliza uma pasta com vários ficheiros para consultar ou descarregar;

Separador: Exibe texto e/ou imagens diretamente na página principal da disciplina para destacar ou
separar os conteúdos de uma secção;

URL: Disponibiliza uma hiperligação para uma página ou ficheiro na internet.

Criar um Ficheiro

[Link] no botão Ativar Modo de Edição na página principal da disciplina.

2. Clique em Adicionar uma atividade ou recurso no final da secção pretendida, selecione o recurso Ficheiro e
clique no botão Adicionar.

3. Configure a Designação deste recurso que será apresentada na página principal da disciplina.

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4. Abra uma janela do Explorador de ficheiros do Windows e arraste o ficheiro pre tendido para a caixa
Selecione os ficheiros

Imagem 2 – Inserir um recurso

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

Imagem 3 –Inserir uma Pasta

Imagem 4 – Inserir os recursos dentro da pasta

5. Clique no botão Gravar as alterações e regressar à disciplina, no final.

Criar uma Página

Para criar uma Página siga os seguintes passos:

1. Clique no botão Ativar Modo de Edição na página principal da disciplina.

2. Clique em Adicionar uma atividade ou recurso no final da secção pretendida, selecione o recurso Página e
clique no botão Adicionar.

3. Configure a Designação deste recurso que será apresentada na página principal da disciplina.

4. Insira o conteúdo que deseja exibir na caixa Conteúdo da página.

5. Clique no botão Gravar as alterações e regressar à disciplina, no final.

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Imagem 5 – Inserir uma Página

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Imagem 6 – Configurações da Página

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Operacionalização da formação: Do plano à Ação

Criar Atividades

As atividades são conteúdos pedagógicos interativos que o e-formador disponibiliza aos formandos na
página principal da disciplina.

Assim, estes podem ser: fóruns de discussão, testes, lições, trabalhos, etc.

Os tipos de Atividades que o e-formador habitualmente mais cria são os seguintes:

Fórum: É como um placard de mensagens online onde o e-formador e os alunos podem publicar e
responder a mensagens;

Teste: Teste online com perguntas que permitem feedback e avaliação automáticas;

Trabalho: Permite que os alunos submetam ficheiros ou textos para avaliação do e-formador;

Lição: Exibe um conjunto de páginas com conteúdos pedagógicos, podendo seguir uma sequência não
linear, determinada em função das ações e desempenho do aluno.

Criar um Fórum

O fórum pode ser utilizado de diferentes formas dependendo do objetivo do e-formador.

Assim, o fórum pode ser utilizado com diferentes objetivos:

Fórum inicial de apresentação: Tem como intuito os alunos apresentarem-se à turma e ao e-


formador, escrevendo um pouco de si próprios, os seus objetivos e expetativas relativamente ao curso;

Fórum da turma: Fórum livre, disponível durante todo o curso, e que permite a comunicação dos
alunos entre si, encorajando a discussão, participação, entreajuda e partilha de experiências;

Discussão orientada: Discussão em torno de um tópico ou assunto introduzido pelo e-formador. As


participações dos alunos podem, ou não, ser objeto de avaliação de conhecimentos;

Apresentação de trabalhos: Cada aluno deverá submeter um tópico contendo em anexo um trabalho
solicitado pelo e-formador;

Brainstorming: Os alunos submetem tópicos com ideias sobre um tema, em seguida inicia-se uma
discussão entre estes e o e-formador, para avaliarem as várias ideias e produzirem um relatório com as
melhores ideias e conclusões obtidas.

Para criar um Fórum devemos:

1. Clique no botão Ativar Modo de Edição na página principal da disciplina.

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

2. Clique em Adicionar uma atividade ou recurso no final da secção pretendida, selecione a atividade
Fórum e clique no botão Adicionar.

3. Introduza o Nome do fórum no campo Nome do fórum.

4. Descreva os objetivos ou instruções da atividade no campo Descrição.

5. Defina o Tipo de fórum que pretende criar.

6. Clique no botão Gravar as alterações e regressar à disciplina, no final.

Imagem 7 – Inserir um fórum

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Imagem 8 – Configurações do fórum

Nas configurações do fórum será fundamental selecionar um dos seguintes tipos de fórum de
apresentação:

Fórum standard para utilização geral: Cada aluno pode criar múltiplos tópicos de discussão e responder
aos tópicos criados pelos colegas;

Um único tópico de discussão: Cada aluno pode responder a um único tópico previamente definido pelo
e-formador na opção Descrição do fórum. O aluno poderá também responder às respostas dos colegas;

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Cada participante cria um tópico: Idêntico ao Fórum standard para utilização geral, com a diferença de
que cada aluno pode criar apenas um tópico de discussão;

Fórum de Perguntas e Respostas: O e-formador submete um ou mais tópicos (perguntas) a que os


alunos devem responder. Os alunos só podem visualizar as respostas a uma pergunta depois de
submeterem a sua resposta à mesma;

Fórum standard em formato blogue: Muito semelhante ao fórum standard para utilização geral mas
apresenta os tópicos de forma similar a um blogue.

Criar um Teste

O Teste é uma atividade com múltiplas possibilidades de configuração.

Para criar um teste simples siga os seguintes passos:

1. Clique no botão Ativar Modo de Edição na página principal da disciplina.

2. Clique em Adicionar uma atividade ou Recurso no final da secção pretendida - Selecione Teste e prima o
botão Adicionar.

3. Introduza a Designação e Descrição introdutória do teste e realize as devidas configurações

4. Clique no botão Gravar alterações e mostrar.

5. Clique no botão Editar Teste;

Resultado: Surge a página de edição do teste.

6. Clique no botão Adicionar e em seguida uma nova pergunta.

7. Selecione o tipo de pergunta Escolha Múltipla e clique no botão Adicionar.

Resultado: Surge a página de edição da pergunta.

8. Insira o nome da pergunta no campo Nome da pergunta. Este nome é exibido apenas para o e-formador
na edição do teste.

9. Insira a pergunta no campo Texto da pergunta.

10. Insira as respostas possíveis nos vários campos Resposta e selecione “100%” no campo

Nota correspondente à resposta que é a correta.

11. Clique em Gravar alterações.

12. Repita os passos 6 a 11 para criar outras perguntas no teste.

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Operacionalização da formação: Do plano à Ação

13. Clique em Administração ► Administração do Teste ► Pré-visualizar para visualizar o teste criado.

14. Experimente responder ao Teste.

Enquanto não existirem respostas dos alunos, pode inserir, alterar e remover perguntas acedendo
novamente à edição do teste em Administração do Teste > Editar teste no bloco Administração

Imagem 9 – Inserir um Teste

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

Imagem 10 – Configurações do teste

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Imagem 11 – Editar Teste

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Teorias e Modelos de Ensino à Distância

1.8. Síntese do módulo


O e-learning é um tipo de aprendizagem interativa, no qual o conteúdo de aprendizagem se encontra
disponível on-line, estando assegurado o feedback automático das atividades de aprendizagem do aluno. A
comunicação online em tempo real poderá ou não estar incluída, contudo, a tónica de e-learning centra-se
mais no conteúdo da aprendizagem do que na comunicação entre alunos e tutores.

A utilização das tecnologias de internet para fornecer a distância um conjunto de soluções para o
aperfeiçoamento ou aquisição de conhecimentos e da aplicabilidade dos mesmos, com resultado na vi da de
cada um.

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BIBLIOGRAFIA

Andrade, A. M. (2005). Ensino a Distância e e-learning. Lisboa, Instituto de Educação - Universidade


Católica Portuguesa.

Cação, R., Dias, Paulo Jorge Dias (2003). Introdução ao e-Iearning. Porto, Sociedade Portuguesa de
Inovação.

ENA. Plataformas Colaborativas de Aprendizagem – Módulo 7. Curso de Formação Pedagógica Inicial de


Formadores

LAGARTO, J. R. (2002). A Formação a Distância em Portugal, Inofor, Ano I, Nr 0.

LIMA, J. R., Capitão, Zélia (2003). e-Learning e e-Conteúdos. Lisboa, Centro Atlântico.

NUNES, I. (Dez/93 - Abr/94). Noções de Educação à Distância, 4/5. Brasília, INED.

PALLOFF, R. M. ; PRATT, K. (2004). O aluno virtual: um guia para se trabalhar com est udantes on-line.
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Rheingold, H. (1996). A Comunidade Virtual. Lisboa.

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