Teorias do Ensino à Distância e E-learning
Teorias do Ensino à Distância e E-learning
Módulo 2
Teorias
Teorias e modelos do
e modelos
Ensino à Distância
do ensino
à distância
Teorias e Modelos do Ensino à Distância
ÍNDICE
PLATAFORMAS Módulo DE 2
PARTE A — Teorias e modelos de aprendizagem em EaD
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
1
1.1. Enquadramento
1.2. A Teoria da Industrialização
do ensino
1.3. A Teoria do Estudo Independente 2 -
soledoonmisenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoin
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente onlinecnisântseioddà
de aprendizagem;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
Módulo
PLATAFORMAS DE 2
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
do ensino
à distância
PARTE A
Teorias e modelos de aprendizagem em EaD
2 - 1
1.1. Princípios básicos sobre o e-learning
Objetivos pedagógicos
O E-learning é uma modalidade de formação/ensino desenvolvida à distância através de uma rede de
computadores, espaço onde são Identificar as principais
disponibilizados os conteúdos, as atividades e os tópicos de
discussão/debate. perspetivas teóricas da aprendizagem
Assim, sendo o E-learning uma modalidade utilizada não só na formação contínua, mas também no ensino
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são: 2 oludóM
•Adequação ao programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação
à formação; soled2oomluedsóaMiroeT
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
soledoonmisenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoin
cnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
CONCEITO Módulo
E
PLATAFORMAS DE 2 HISTÓRICA
EVOLUÇÃO
DO ENSINO À DISTÂNCIA
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
1.1. Enquadramento
do ensino
à distância
As fundamentações teóricas de determinada área descrevem as práticas generalizadas
2 - 1
e determinam as formas básicas de futuros desenvolvimentos. O propósito da teoria é
o de criar uma ordem conceptual e de simplificar a descrição de fenómenos complexos.
1.1. Princípios básicos sobre o e-learning
Esta ordem irá refletir os valores e suposições que modelam a prática e fornece um
enquadramento de base para o desenvolvimento de um campo de estudo através de uma
O E-learning é uma modalidade de formação/ensino desenvolvida à distância através de uma rede de
descrição coerente de práticas correntes, bem como a previsão e análise de tendências
computadores, espaço onde são disponibilizados os conteúdos, as atividades e os tópicos de
correntes e emergentes.
discussão/debate.
Assim,
O sendo
estudo o E-learning
teórico do EaDuma
nomodalidade
século XX utilizada não só
centra-se na formação contínua,
principalmente mas também no ensino
nos constrangimentos
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são: 2 oludóM
da distância e em estratégias de aproximação, principalmente organizacionais, que
pretendiam diluir estas
•Adequação ao dificuldades geográficas.
programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação
à formação; soled2oomluedsóaMiroeT
Atualmente, o estudo do EaD foca-se principalmente nas questões educacionais associadas
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
à transação ensino-aprendizagem, mais especificamente nos assuntos relacionados com
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
s o l e doonm isenesaoidroeT
a comunicação sustentada e com as novas tecnologias de comunicação emergentes,
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
independentes dos tempos e dos espaços.
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aodein
cOtto
nisâPeters,
ntseiaodTeoria
dà do
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
Neste âmbito serão apresentadas a Teoria da Industrialização
de aprendizagem;
Estudo Independente de Charles Wedemeyer, a Teoria da Conversação Didática Guiada de
•Utilização
Borje Holmberg de abordagens
e a Teoria inovadoras
da Distância – Criar e implementar
Transacional de Michaelmaterial
[Link]
Serão inovador, adequado
analisados
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar;
os postulados-base aicnâtsid à
de cada teoria e identificadas algumas adaptações realizadas pelos
•Aprendizagem
autores, de eficaz – isto é,
modo a acompanharem o adesenvolvimento
criação de diferentes abordagens
do EaD, a um tema com
nomeadamente para oque o
formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
surgimento das novas tecnologias da comunicação e da informação e dos novos paradigmas
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
pedagógicos.
estimulação do pensamento cognitivo;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
1
tarefas, a produção em massa – e a sua própria organização, de modo a atingir uma
economia de escala e a reduzir os custos unitários. A Teoria da Industrialização não
do ensino
pretende ser uma teoria de ensino/aprendizagem, mas sim um modelo organizacional.
2 -
Com as alterações sociais e tecnológicas que temos vivido nos últimos anos, Peters
1.1. Princípios básicos sobre o e-learning
mantém a sua teoria baseada na independência e no autoestudo, embora passe a
admitir a existência de contactos sociais definidos de forma informal e individualmente
O E-learning éNo
controlados. uma modalidade
entanto, de formação/ensino
mantem-se desenvolvida com
uma forte identificação à distância
o idealatravés de uma rede
de independência de
computadores, espaço onde são disponibilizados os conteúdos, as atividades e os tópicos de
consistente com o modelo industrial.
discussão/debate.
V
Assim, sendo o E-learning uma modalidade utilizada não só na formação contínua, mas também no ensino
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são: 2 oludóM
Conheça melhor o trabalho de Otto Peters em: [Link][Link]
•Adequação ao programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação
à formação; soled2oomluedsóaMiroeT
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
A interpretação de Peters baseia-se na forma como se integram os aspetos do EaD nos
soledoonm isenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
pressupostos do processo de industrial:
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
• Divisão do trabalho e especialização de funções: promove-se a divisão de tarefas
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoincanprodução
típicas do desenvolvimento dos processos de ensino. Assim, â t s
isne odà i
dedmateriais
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de ensino,
de o acompanhamento das sessões, a avaliação, etc., são realizadas por vários
aprendizagem;
atores diferentes.
•Utilização As organizações
de abordagens inovadorasa –desenvolver programas
Criar e implementar dedigital
material EaD promovem a
inovador, adequado
criação de um se
ao que modelo deensinar
pretende desenvolvimento em equipa.
e a quem se pretende ensinar; aicnâtsid à
• •Aprendizagem
Mecanização: eficaz
neste – istoPeters
aspeto, é, a criação de diferentes
considera abordagens
o paralelismo a um
entre tema para que
a mecanização o
formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
do processo industrial e a mediação tecnológica do EaD. Considera que a tecno-
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
logia permite superar as barreiras da distância e do tempo no processo de ensino/
estimulação do pensamento cognitivo;
aprendizagem a distância. Assim, Peters considera que só com recurso a equipa-
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
mentos e tecnologias que suportem o processo comunicacional é possível o EaD.
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
• Linha decélere
montagem: a visão
aos formandos daque
para linha desaibam
eles montagem surge melhorar
o que podem no seguimento da divisão
e como podem melhorar,
proporcionar
de tarefas momentos
características dodemodelo
autoavaliação, em que
industrial. lhes âmbito,
Neste sejam comunicados os critérios
Peters considera e
padrões de desempenho exigidos;
que a conceção e produção dos materiais de ensino deve ser realizada por uma
PLATAFORMAS Módulo
tarefas administrativas,
DE 2 de materiais, helpdesk, tutoria dos estudantes,
conceção
realização da avaliação e pelos registos e certificação.
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
Produção
• em massa: no que respeita à vertente de produção em massa do modelo
industrial, Peters preconiza o desenvolvimento de uma grande quantidade de
do ensino
pacotes de materiais de ensino. Perspetiva-se assim a possibilidade de atingir um
grande número de estudantes ao transferir o ato da transmissão de conteúdos
à distância
para os materiais de ensino e atribuir a outros agentes (p. ex., tutores) as funções
complementares ao processo de informação conducentes à construção das
2 - 1
aprendizagens.
V formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
“...I amestimulação
not opposed to other forms
do pensamento of teaching and learning, and especially not to
cognitivo;
face to face elements or other forms of “guided didactic conversation” in distance study. I
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
do not want to deshumanise the instructional process in distance learning.”
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
Peters,
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem1998
melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
PLATAFORMAS Módulo DE 2
Teoria do Estudo Independente pode ser considerada um dos principais eixos teóricos
do EaD, tendo desempenhado um papel importante na credibilização e disseminação
APRENDIZAGEM educativas. e modelos
Teorias
1
destas práticas
à distância
colocando o Homem e a aprendizagem no centro das práticas educacionais, numa
perspetiva humanista da educação.
soledoonmisenesaoidroeT
“The terméticos e a inclusão
independent is de deficientes
thus more that físicos;
a descriptor for a kind of non traditional learning
that makes•use of distance
Envolvimento doteaching;
formandoit–isdeve
a link
serwith
tidoadvanced
em conta learning and do
a motivação personality
formando,theory, and que
procurando
is generic to the entire
esta range oftenha
modalidade learning programs
valor educativo which demonstrate
e não the new
seja visto como umaemphasis
forma deon the os
divertir
learner and on learning.”
aoin
cnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
Wedemeyer, 1981
de aprendizagem;
No que diz respeito à separação entre os professores e estudantes, este conceito refere-
-se não só à distância física, mas também às eventuais diferenças psicológicas, sociais
e culturais. Estes outros tipos de distâncias não são específicos do EaD, podendo estar
PLATAFORMAS Módulo DE 2
presentes em qualquer situação de ensino/aprendizagem, mesmo em contexto presencial.
1
mente a uma separação entre processo de ensino e o processo de aprendizagem.
do ensino
1.4. A Teoria da Conversação Didática Guiada
2 -
à distância
Borje Holmberg foi outro dos grandes teorizadores do EaD do século XX. A visão de
Holmberg sobre o EaD baseia-se nas suas convicções de que a questão mais importante
soledoonm isenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
válida tanto em contextos de ensino tradicional como nos contextos de EaD.
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
Argumenta que a conversação didática guiada deverá ser uma conversação amigável,
aoincnisânteseresultar
ioddà em
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
promovida por materiais de autoaprendizagem bem desenvolvidos
de aprendizagem;
sentimentos de relação interpessoal, prazer intelectual e motivação para o estudo.
•Utilização de abordagens inovadoras – Criar e implementar material digital inovador, adequado
Keegan (1996)
ao sistematizou
que se pretendeos seteeconceitos-chave
ensinar que
a quem se pretende aicnâtsid à
Holmberg formalizou na sua
ensinar;
Teoria da Conversação
•Aprendizagem Didática Guiada.
eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
Os sentimentos de relacionamento interpessoal entre as partes que ensinam e as que
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
aprendem promovem a motivação e o prazer pelo estudo por parte do estudante.
estimulação do pensamento cognitivo;
V •Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
A empatia entre aqueles que ensinam e aqueles que aprendem é universalmente
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
considerada uma boa base para os processos de aprendizagem. Facilmente percetíveis, as
apresentaçõesproporcionar momentos
tipo conversação e umadeinteração
autoavaliação, em que
amigável lhes os
ajudam sejam comunicados
estudantes os critérios e
a aprender.
padrões de desempenho exigidos;
Estes sentimentos podem ser cultivados por materiais didáticos bem desenvolvidos e
uma comunicação a distância bidirecional adequada. O prazer intelectual e a motivação
promovem a prossecução dos objetivos e o uso de processos e métodos de estudo
PLATAFORMAS
adequados. Módulo DE 2
APRENDIZAGEM
O ambiente, a linguagem e as convenções sobre conversações amigáveis favorecem os
Teorias e modelos
1
sentimentos de relacionamento interpessoal. As mensagens transmitidas e recebidas
em forma de conversação são mais facilmente percebidas e lembradas. O conceito de
do ensino
conversação pode ser transferido com sucesso para os média utilizados no EaD.
2 -
•
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
s o l e oonm
d isenesaoidroeT
ser de fácil acesso, claros, de fácil leitura e com uma densidade de informação
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
moderada;
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
• fornecer instruções sobre o que fazer e o que evitaraeisobre
c n â
asttemáticas
s i d àmais
importantes onisne od
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
que devem ser consideradas para a aprendizagem;
de aprendizagem;
• promover a troca
•Utilização de ideias,
de abordagens o questionamento
inovadoras e a seleção
– Criar e implementar dosdigital
material conteúdos/temá-
inovador, adequado
ao que
ticas que se pretende
devem ensinar e ea aceites
ser rejeitados quem se como
pretende aicnâtsid à
ensinar;
fundamentais para o processo de
aprendizagem;
•Aprendizagem eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
• formando
envolver possa escolher
emocionalmente a que melhor
o estudante de semodo
adequa à sua
a que forma
este de aprender,
tome criação
um interesse de
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
pessoal pela matéria e pelas suas problemáticas;
estimulação do pensamento cognitivo;
• utilizar um estilo pessoal com a utilização de pronomes pessoais e possessivos;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
• demarcar as mudanças de tema através de separadores explícitos ou, no caso de
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
materiais áudio/vídeo,
célere através
aos formandos da mudança
para que eles saibamde locutor,
o que podemdemelhorar
pausas esignificativas (no
como podem melhorar,
caso deproporcionar
materiais vídeo, a existência
momentos de um ecrã
de autoavaliação, separador).
em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
Módulo DE 2
Moore desenvolveu a sua teoria numa altura em que as ideias de Peters e Wedemeyer
PLATAFORMAS
sobre o EaD começavam a disseminar-se, tomando estas como base dos seus estudos.
APRENDIZAGEM da DistânciaeTransacional,
Teorias modelos
1
Na sua Teoria Moore defende que no desenvolvimento de
programas de EaD se devem ter em conta três variáveis – a estrutura do programa; o
do ensino
diálogo educacional; e a autonomia do estudante – com o objetivo de se ultrapassar a
distância nos processos de ensino/aprendizagem. 2 -
à distância
A distância transacional é a diferença de conhecimento, perceção e comunicação existente
entre professor e estudante, que deve ser colmatada através de procedimentos específicos
no design instrucional e na facilitação da interação.
l
na
to
soledoonmisenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
cio
no
sa
m
ia
an
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
do
tr
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
ia
es
aoin
cnisântseioddà
nc
tu
tâ
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
da
is
nt
de aprendizagem;
e
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação,John
em Dean, 2006 sejam
que lhes (adaptado)
comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
Estrutura
Módulo 2
suporte de comunicação utilizado. A questão da estrutura é muito complexa e relaciona-
PLATAFORMAS DE
-se ainda com outras variáveis.
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
1
Diálogo
do ensino
O diálogo está associado à interação existente no programa. Considera tanto a comuni-
cação real bidirecional como a conversação didática guiada simulada de Holmberg. Deste 2 -
Autonomia
1.1. Princípios básicos sobre o e-learning
A autonomia está diretamente relacionada com o grau de controlo do estudante na
determinação
O E-learning é das
uma variáveis dode
modalidade programa. Pode ser
formação/ensino relativa a àobjetivos,
desenvolvida formasde
distância através de uma
acesso
rede de
computadores,
(prazos, tempo,espaço
ritmo,onde são disponibilizados
momentos de avaliação,osconteúdo,
conteúdos, as atividades
sequência e os tópicos
de aprendizagem, de
discussão/debate.
tempo e lugar de contactos com o professor, suportes de comunicação, etc.). Moore
Assim, sendo o E-learning uma modalidade utilizada não só na formação contínua, mas também no ensino
considera
2 oludóM
que quanto maior for a distância transacional maior será a responsabilidade
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são:
do estudante. Sugere que no outro extremo da autonomia do estudante está o controlo
•Adequação ao programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação
do professor/programa.
à formação; soled2oomluedsóaMiroeT
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
soledoonm isenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
1.6. Síntese da unidade
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoincnipelos
O desenvolvimento teórico em EaD está indelevelmente marcado â t s i d à
contributos
sn e o d de
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
Peters, Wedemeyer, Holmberg e Moore.
•Utilização de abordagens inovadoras – Criar e implementar material digital inovador, adequado
Dos quatro autores referidos, Peters é o único que propõe uma teoria organizacional
aicnâtsid à
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar;
para o EaD, enquanto os restantes propõem teorias de ensino/aprendizagem.
•Aprendizagem eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
Peters defende uma perspetiva
formando do EaD
possa escolher a quebaseada
melhor senaadequa
organização do modelo
à sua forma industrial,
de aprender, criação de
aprendizagemproporcionar momentos
e valorização de autoavaliação,
individual em que lhes
através da aquisição desejam comunicados
competências os critérios
tidas por e
padrões de desempenho exigidos;
necessárias pelo estudante.
Holmberg, por sua vez, defende como base da sua teoria que uma conversação amigável,
promovida por materiais de autoaprendizagem bem desenvolvidos (conversação didática
guiada simulada) ou por uma interação positiva com o professor (conversação didática
PLATAFORMAS Módulo DE 2
guiada real), deve resultar em sentimentos de relação interpessoal, prazer intelectual e
motivação para o estudo,
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
1
Finalmente, Moore vê a distância transacional como a característica descritiva do EaD,
com base na qual este funciona. De acordo com Moore, a distância transacional é
do ensino
pedagógica e não geográfica, necessitando ser diminuída através de procedimentos de
ensino e de uma organização especiais, compostos por três variáveis: estrutura, diálogo 2 -
e autonomia.
à distância
Estes contributos teóricos foram decisivos para a conceção do EaD tal como este se
define nos dias de hoje.
Assim, sendo o E-learning uma modalidade utilizada não só na formação contínua, mas também no ensino
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são: 2 oludóM
•Adequação ao programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação
à formação; soled2oomluedsóaMiroeT
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
soledoonmisenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoin
cnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
Módulo
PLATAFORMAS DE 2
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
do ensino
à distância
PARTE B 2 - 1
Perspetivas teóricas da aprendizagem
soledoonmisenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoin
cnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
aicnâtsid à
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
Módulo
PERSPETIVAS
PLATAFORMAS DE 2
TEÓRICAS
DA APRENDIZAGEM
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
do ensino
2.1. O Construtivismo de Piaget
à distância
2 - 1
Para o suíço Jean Piaget, um dos princípios fundamentais que guia o crescimento intelectual
é a adaptação.
1.1. Princípios básicos sobre o e-learning
V
O E-learning é uma modalidade
“A adaptação de formação/ensino
intelectual constitui-se como umdesenvolvida à distânciaentre
equilíbrio progressivo através de uma rede de
um mecanismo
assimilador e uma
computadores, acomodação
espaço complementar”.
onde são disponibilizados os conteúdos, as atividades e os tópicos de
discussão/debate. Piaget, 1982
Assim, sendo o E-learning uma modalidade utilizada não só na formação contínua, mas também no ensino
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são: 2 oludóM
Este autor considerava que, para os indivíduos sobreviverem num determinado ambiente,
•Adequação ao programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação
à formação;
acomodação fazem parte deste processo de adaptação.
soled2oomluedsóaMiroeT
devem conseguir adaptar-se a estímulos tanto físicos como mentais. A assimilação e a
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
soledoonm isenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
Assimilação
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
A assimilação é o processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra (classifica) um novo
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoiprévias.
dado perceptual, motor ou conceptual às estruturas cognitivas cnisântseioddà
n
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
“A assimilação é uma integração às estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis
ou são•Utilização de abordagens
mais ou menos inovadoras
modificadas – Criar
por esta e implementar
própria material
integração, mas semdigital inovador, adequado
descontinuidade
ao que
com o estado se pretende isto
precedente, ensinar e a quem
é, sem seremsedestruídas, aicnâtsid à
pretende ensinar;
mas simplesmente acomodando-
-se à nova situação.“eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
•Aprendizagem
formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
Piaget (1996)
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
Ou seja, quando um indivíduo tem novas experiências (vendo ou ouvindo coisas novas)
estimulação do pensamento cognitivo;
tenta adaptar esses novos estímulos às estruturas cognitivas que já possui. Isto significa
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
que o indivíduo tenta continuamente adaptar novos estímulos aos esquemas que possui
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
até ao momento.
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
Acomodação
Por sua vez, a acomodação refere-se ao processo de alteração das estruturas mentais
Módulo
PLATAFORMAS DE 2
internas de modo a tornarem-se consistentes com a realidade externa.
1
situações exteriores aos quais se aplicam.”
Piaget (1996)
do ensino
A acomodação ocorre quando esquemas existentes são modificados ou quando se criam
2 -
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
soledoonm isenesaoidroeT
Uma criança quando nasce
éticos e a apresenta
inclusão poucos
de deficientes esquemas (sendo de natureza reflexiva), e à
físicos;
•Utilização
Equilibração de abordagens inovadoras – Criar e implementar material digital inovador, adequado
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar; aicnâtsid à
Outro fenómeno fundamental
•Aprendizagem eficaz – nos
isto conceitos dedePiaget
é, a criação é a equilibração,
diferentes a qual
abordagens a um temaenvolve
para que o
tanto a assimilação
formandocomo
possa aescolher
acomodação. Durante
a que melhor cada fase
se adequa à suade desenvolvimento,
forma os
de aprender, criação de
espaçoscertas
indivíduos mantêm de aprendizagem
estruturasautónoma
mentaispara o formando,
internas criação
que lhes de espaços
permitem de colaboração
dar sentido ao e
estimulação do pensamento cognitivo;
mundo que os rodeia.
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
Quando a realidade externa não se adequa com a estrutura mental lógica interna
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
(desequilíbrio), a equilibração
célere ocorre
aos formandos como
para que elesum esforço
saibam o quepara manter
podem o equilíbrio
melhorar entre
e como podem a
melhorar,
assimilação eproporcionar
a acomodaçãomomentos de autoavaliação,
enquanto o indivíduoemadota
que lhes sejam comunicados
estruturas os critérios
mentais internas e
padrões de desempenho exigidos;
mais sofisticadas.
O ser humano procura continuamente dar sentido ao mundo que o rodeia assimilando
nova informação nos esquemas mentais preexistentes e acomodando os processos de
pensamento conforme a necessidade. Este esforço em manter o equilíbrio permite o
PLATAFORMAS Módulo DE 2
desenvolvimento cognitivo e processos de pensamento efetivos.
APRENDIZAGEMaprendizagemeconstrutiva
Teorias modelos
1
Ambiente de
A primeira exigência é que o ambiente permita, e até obrigue, uma interação muito
grande do estudante com o objeto de aprendizagem, integrando-o à realidade do
1.1. Princípios básicos sobre o e-learning
sujeito, dentro das suas condições, de forma a estimulá-lo e a desafiá-lo, mas ao mesmo
tempo, permitindo que as novas situações criadas possam ser adaptadas às estruturas
O E-learning é uma modalidade de formação/ensino desenvolvida à distância através de uma rede de
cognitivas existentes, propiciando o seu desenvolvimento.
computadores, espaço onde são disponibilizados os conteúdos, as atividades e os tópicos de
discussão/debate.
Um aspeto primordial nas teorias construtivistas é a quebra dos paradigmas que os
Assim, sendode
conceitos o E-learning uma modalidade
Piaget trazem. utilizada
Verifica-se assimnão só na formação
uma contínua,
troca entre mas também noda
a transmissão ensino
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são:
informação
2 oludóM
para a pesquisa da informação pelo estudante; é uma nova ordem que retira
o anterior •poder e autoridade
Adequação do– adequação
ao programa professor,dos
que passa de
objetivos, das principal
atividades,fonte de saber
do conteúdo e dapara
avaliação
facilitador da àaprendizagem.
formação; soled2oomluedsóaMiroeT
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
Mais que transmitir conhecimento, a função do professor que se propõe ser um
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
s o l e doonm isenesaoidroeT
facilitador seria libertar a curiosidade, permitindo que os indivíduos escolham as suas
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
direções, ditadas pelos seus próprios interesses, abrindo as portas ao questionamento
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
e reconhecer que tudo se encontra em processo de mudança.
aoincnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
Por outro lado, é necessário manter consciente que, numa abordagem construtivista, o
•Utilização de abordagens inovadoras – Criar e implementar material digital inovador, adequado
erro é uma importante fonte de aprendizagem. O estudante deve sempre questionar-
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar; aicnâtsid à
-se sobre as consequências das suas atitudes e, a partir dos seus erros ou acertos, ir
•Aprendizagem eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
construindo seus conceitos. Este questionamento não deve servir apenas para verificar
formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
o quanto foi transmitido para o estudante e foi assimilado, como é comum nas práticas
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
empiristas. estimulação do pensamento cognitivo;
•Avaliação
Neste contexto, formativa
a forma – deve ser proporcionada
e a importância aos formandos
da avaliação mudam a avaliação,em
completamente para que estes
relação
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
às práticas convencionais.
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
Generalising
Discussion board
Applying Presentation board
Exercises Exercises
Módulo
PLATAFORMAS DE 2 Explore and construct
Practising
Self test
Send to the teacher tasks
Interactiom
with others
Exercises
Links Discussion board
APRENDIZAGEM
Subject content
E-mail
Teorias e modelos
1
Active Prior Knowledge Discussion
Examples Active Chat
Introduction participation Web pahes
Introdoctury questions Web forms Web links
E-mail messages Test
2 -
Multiple
à distância Discussion
topics problems
presentation
Hypermedia
• os estudantes
•Inclusão – osão vistos
ensino no como pensadores
E-learning com
deve ter em teorias
conta emergentes
a inclusão sobregrupos
de diferentes o mundo;
sociais e
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
o l e doonm isenesaoidroeT
• os professores geralmente comportam-se de maneira interativa;
s
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
• o professor procura os pontos de vista dos estudantes para entender os conceitos
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
apresentados para uso nas lições subsequentes; aoincnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
•
a avaliação da aprendizagem está interligada ao ensino e ocorre através da
•Utilizaçãodo
observação de professor
abordagenssobre
inovadoras – Criar e
o trabalho implementar
dos material
estudantes; digital inovador, adequado
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar;
• os estudantes trabalham fundamentalmente em grupo.
aicnâtsid à
•Aprendizagem eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
Resumindo, pode-se concluir
espaços de que o requisito
aprendizagem maiso importante
autónoma para para de
formando, criação a construção de um
espaços de colaboração e
estimulação do
ambiente construtivista pensamento
é que cognitivo;
o professor esteja realmente consciente da importância
da facilitação da aprendizagem,
•Avaliação e que
formativa – deve sertodos estes processos
proporcionada passam
aos formandos necessariamente
a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
por uma interação muito forte entre o sujeito de aprendizagem e o objeto.
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar
Somente a partir momentos
desta interação de autoavaliação,
completa em que lhes
é que poderemos sejam
dizer comunicados
que estamos os critérios
a construir e
padrões de desempenho exigidos;
novos estágios de conhecimento, tanto no estudante como no próprio professor.
Lev Vygotsky sustenta que a sua visão construtivista numa abordagem sociocultural, em
PLATAFORMAS Módulo DE 2
que a atividade é social e culturalmente situada.
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
1
A teoria de Vygotsky situa a linguagem e a comunicação (e, portanto, o ensino) no centro
do desenvolvimento pessoal e intelectual. A capacidade de aprender através do ensino
é uma característica da inteligência humana. Então, o potencial de aprendizagem de um
do ensino
sujeito evidencia-se e realiza-se nas interações com pares mais competentes (peritos, pais,
2 -
O E-learning
More é uma modalidade
Knowledgeable de formação/ensino
Other (MKO) desenvolvida à distância através de uma rede de
computadores, espaço onde são disponibilizados os conteúdos, as atividades e os tópicos de
O MKO é de alguma forma explicado pela sua própria definição. Trata-se de alguém ou de
discussão/debate.
algo que terá uma melhor compreensão ou um nível de competências superior àquele de
Assim, sendo o E-learning uma modalidade utilizada não só na formação contínua, mas também no ensino
quem aprende, relativamente a um conceito, processo ou tarefa particular.
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são: 2 oludóM
Embora se considere que o MKO seja geralmente um professor, poderá não ser assim.
•Adequação ao programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação
Muitas vezes poderá
soled2oomluedsóaMiroeT
ser até um colega, um adulto (no caso de ser uma criança a aprender),
à formação;
ou mesmo uma criança, que terá maior experiência ou conhecimento sobre um dado
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
assunto (por exemplo, quando uma criança explica aos pais uma dança nova que aprendeu
soledoonm isenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
na escola, ou como se joga um qualquer jogo).
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
De facto, o MKO não necessita ser uma pessoa. Em alguns sistemas de e-learning já
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoiatravés
cnisândotseseuiodprocesso
n dà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
se utilizam tutores virtuais que acompanham os estudantes
de aprendizagem;
de aprendizagem. O ponto fundamental é que o MKO deverá ter (ou ser programado)
•Utilização de abordagens
com mais conhecimento inovadorasque
e/ou experiência – Criar e implementar
os estudantes material
sobre digital inovador,
o tópico, processoadequado
ou
conceito a serao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar;
aprendido. aicnâtsid à
•Aprendizagem eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
Zone of Proximal Development (ZPD)
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
Se a pessoa que está a aprender
estimulação habilidades
do pensamento não consegue concluir sem a ajuda do professor
cognitivo;
ou de seus•Avaliação
colegas com mais competências,
formativa então o professor
– deve ser proporcionada ou outros
aos formandos colegaspara
a avaliação, poderão
que estes
ajudar o alunotomem
a adquirir a habilidade
conhecimento que
do seu ele está
processo de a tentar dominar.
aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
2.3. O Comportamentalismo
1
estudante.
soledoonmisenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoin
cnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
COMPORTAMENTO
de aprendizagem;
aicnâtsid à
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
RESPOSTA do seu processo de aprendizagem,
tomem conhecimento CONSEQUÊNCIA
assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
PLATAFORMAS Módulo DE 2
V Exemplo de contrato
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
1
Em programas de EaD com públicos adultos profissionais, é comum existirem situações
em que um estudante não esteja disponível para acompanhar determinado período de atividades.
Nestas situações professor e estudante podem fazer um contrato em que o estudante ficará
do ensino
obrigado à realização de um trabalho extra de modo a que a sua avaliação não seja prejudicada.
2 -
à distância
Os reforços ocorrem logo após um comportamento. Podem ser positivos ou negativos,
esperados ou inesperados, imediatos ou de longo termo, materiais ou simbólicos,
emocionais / interpessoais ou mesmo inconscientes.
l e oonm
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
s o d isenesaoidroeT
Negativo aqui significa que se remove uma consequência que o estudante considere desa-
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
gradável.
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
O reforço negativo pode tomar as seguintes formas: aoin
cnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
• obter uma média igual ou superior a 80% torna o exame final opcional;
•Utilização de abordagens inovadoras – Criar e implementar material digital inovador, adequado
• a entrega de todos os trabalhos a tempo significa não considerar a nota mais baixa
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar;
para a avaliação final.
aicnâtsid à
•Aprendizagem eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
A mudança de comportamento
formando pode
possa escolher ainda
a que ocorrer
melhor através
se adequa da forma
à sua punição. Esta envolve
de aprender, criação de
geralmente a apresentação de um estímulo
espaços de aprendizagem forte
autónoma que
para o diminua
formando,a criação
frequência de uma
de espaços deresposta
colaboração e
estimulação
particular. A punição do pensamento
é eficaz na rápidacognitivo;
eliminação de comportamentos indesejáveis.
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
A punição pode tomar as seguintes formas:
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
• trabalhos entregues
célere fora de
aos formandos prazo
para terão
que eles classificação
saibam de melhorar
o que podem “0”; e como podem melhorar,
Neste âmbito é de primordial importância que o grupo efetue uma autoavaliação do seu
desempenho, evidenciando a medida de colaboração de cada interveniente.
PLATAFORMAS Módulo DE 2
Ambientes de aprendizagem comportamentalista
AAPRENDIZAGEM
utilizaçãoTeorias e modelos
1
de práticas associadas ao comportamentalismo pode ser benéfica tanto para
estudantes como para professores. As modificações de comportamento ocorrem por uma
razão: os estudantes trabalham por objetivos que tragam sentimentos positivos e pela
do ensino
aprovação de pessoas que admiram. Alteram os seus comportamentos para satisfazer 2 -
soledoonm isenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
A Cognição Situada tem sido tratada por diversos autores, com abordagens mais ou
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
menos distintas. Enquanto Clancey (1997) fala mesmo em cognição situada, Maturana e
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aofala
Varela (2001) referem a biologia do conhecer, Bateson (1972) in
cn da â
ntseioddadmente
isecologia à
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
e Varela, Thompson e Rosh (1991) analisam o conceito de enactive view.
•Utilização de abordagens inovadoras – Criar e implementar material digital inovador, adequado
Não obstante as diferentes denominações atribuídas pelos autores, todas estas abordagens
ao que se pretende ensinar e a quem se pretende ensinar; aicnâtsid à
têm como princípio epistemológico fundamental a existência do indivíduo no seu ambiente,
•Aprendizagem eficaz – isto é, a criação de diferentes abordagens a um tema para que o
considerando que um dado organismo e o ambiente que o rodeia constituem uma unidade
formando possa escolher a que melhor se adequa à sua forma de aprender, criação de
inseparável, e a dinâmica de interação ocorre contínua e simultaneamente.
espaços de aprendizagem autónoma para o formando, criação de espaços de colaboração e
APRENDIZAGEM
Teorias e modelos
2.5. Síntese da unidade do ensino
à distância
As perspetivas teóricas da aprendizagem funcionam como a base conceptual dos
2 - 1
processos de ensino / aprendizagem. Nesta Unidade tivemos a oportunidade de conhecer
o Construtivismo de Piaget e o Construtivismo de Vygotsky, o Comportamentalismo e a
soledoonmisenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoin
cnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;
BIBLIOGRAFIA
PLATAFORMAS Módulo DE 2
Alarcão, J. (1985) Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem. Coimbra. Almedina
APRENDIZAGEMTeorias e modelos
1
Alves, C. (1991). Educação a distância: terceira vaga da educação. Revista FORMAR, 2,
56-59.
do ensino
Lagarto, J. (1994) Formação profissional à Distância. Universidade Aberta/Instituto do
Emprego e Formação Profissional. Lisboa 2 -
à distância
Lagarto, J. (2002) Ensino à Distância e Formação Contínua – Uma Análise Prospetiva
sobre a Utilização do Ensino a Distância na Formação Profissional de Ativos em
Portugal. INOFOR. Lisboa
Assim, sendo o E-learning uma modalidade utilizada não só na formação contínua, mas também no ensino
recorrente, torna-se importante conhecer os seus princípios que são: 2 oludóM
•Adequação ao programa – adequação dos objetivos, das atividades, do conteúdo e da avaliação
à formação; soled2oomluedsóaMiroeT
•Inclusão – o ensino no E-learning deve ter em conta a inclusão de diferentes grupos sociais e
soledoonmisenesaoidroeT
éticos e a inclusão de deficientes físicos;
•Envolvimento do formando – deve ser tido em conta a motivação do formando, procurando que
esta modalidade tenha valor educativo e não seja visto como uma forma de divertir os
aoin
cnisântseioddà
formandos, motivar para utilização desta modalidade de forma a melhorar o ambiente online
de aprendizagem;
•Avaliação formativa – deve ser proporcionada aos formandos a avaliação, para que estes
tomem conhecimento do seu processo de aprendizagem, assim, deve ser dado um feedback
célere aos formandos para que eles saibam o que podem melhorar e como podem melhorar,
proporcionar momentos de autoavaliação, em que lhes sejam comunicados os critérios e
padrões de desempenho exigidos;