0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações6 páginas

Evolução dos Modelos Atômicos

Os modelos atômicos foram desenvolvidos para explicar a estrutura dos átomos, começando com as ideias de Demócrito e Leucipo e evoluindo através de contribuições de cientistas como Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr e, finalmente, o modelo quântico de Schrödinger. Cada modelo trouxe novas descobertas sobre a natureza dos átomos, desde a indivisibilidade proposta por Dalton até a complexidade da nuvem eletrônica no modelo quântico. O modelo atômico quântico é atualmente o mais aceito, incorporando princípios da mecânica ondulatória e do princípio da incerteza de Heisenberg.

Enviado por

RSilva
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações6 páginas

Evolução dos Modelos Atômicos

Os modelos atômicos foram desenvolvidos para explicar a estrutura dos átomos, começando com as ideias de Demócrito e Leucipo e evoluindo através de contribuições de cientistas como Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr e, finalmente, o modelo quântico de Schrödinger. Cada modelo trouxe novas descobertas sobre a natureza dos átomos, desde a indivisibilidade proposta por Dalton até a complexidade da nuvem eletrônica no modelo quântico. O modelo atômico quântico é atualmente o mais aceito, incorporando princípios da mecânica ondulatória e do princípio da incerteza de Heisenberg.

Enviado por

RSilva
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Modelos Atômicos

Os modelos atômicos surgiram a partir da necessidade de explicar a estrutura


dos átomos. Quando novas evidências sobre a constituição dos átomos eram
apresentadas um novo modelo atômico tentava esclarecer as descobertas.
Os filósofos gregos Demócrito e Leucipo no século V a.C. chamaram de átomo,
a partícula indivisível e a menor parte da matéria, a palavra é derivada dos
radicais gregos que, juntos, significam o que não se pode dividir.
Embora o conceito de átomo seja antigo, o desenvolvimento das teorias
atômicas é datado entre o século XIX e XX. Sendo assim, os principais modelos
atômicos desenvolvidos para entender a natureza da matéria foram:

• Modelo atômico de Dalton (1803) — “Modelo bola de bilhar”


• Modelo atômico de Thomson (1898) — “Modelo pudim de passas”
• Modelo atômico de Rutherford (1911) — “Modelo nuclear”
• Modelo atômico de Bohr (1913) — “Modelo planetário”
• Modelo atômico quântico (1926) — “Modelo nuvem eletrônica"
Átomo de Dalton (1803): esfera maciça, indivisível e indestrutível.

A primeira tentativa reconhecida de descrever os átomos partiu do cientista


inglês John Dalton (1766-1844) em um modelo que ficou popularmente
conhecido como “bola de bilhar”.
Segundo Dalton,

• Todas as substâncias são formadas de pequenas partículas chamadas


átomos;

• Os átomos de diferentes elementos têm diferentes propriedades, mas


todos os átomos do mesmo elemento são exatamente iguais;

• Os átomos não se alteram quando formam componentes químicos;

• Os átomos são permanentes e indivisíveis, não podendo ser criados nem


destruídos;

• As reações químicas correspondem a uma reorganização de átomos.


Pontos negativos: Como os elétrons ainda não eram conhecidos quando
Dalton formulou sua teoria, essas partículas, que hoje sabemos que fazem
parte dos átomos, não foram consideradas.
Átomo de Thomson (1898): esfera de carga positiva com elétrons
fixados.

Joseph John Thomson (1856‑1940) foi o primeiro a realizar a divisibilidade do


átomo. Ao pesquisar sobre raios catódicos, o físico inglês propôs esse modelo
que ficou conhecido como o modelo pudim de ameixa.
Ele demonstrou que esses raios podiam ser interpretados como sendo um
feixe de partículas carregadas de energia elétrica negativa.
Em 1887, Thomson sugeriu que os elétrons eram um constituinte universal da
matéria. Ele apresentou as primeiras ideias relativas à estrutura interna dos
átomos.
Thomson indicava que os átomos deviam ser constituídos de cargas elétricas
positivas e negativas distribuídas uniformemente.
Ele descobriu essa mínima partícula e assim estabeleceu a teoria da natureza
elétrica da matéria. Concluiu que os elétrons eram constituintes de todos os
tipos de matéria, pois observou que a relação carga/massa do elétron era a
mesma para qualquer gás empregado em suas experiências.
Em 1897, Thomson tornou-se reconhecido como o “pai do elétron”.
Pontos negativos: Embora Thomson levasse em consideração a existência dos
elétrons, o átomo não é uma esfera positiva, mas sim dotada de partículas com
cargas positivas, os prótons, identificados em 1886 pelo cientista Eugene
Goldstein e confirmados posteriormente por Ernest Rutherford.
Átomo de Rutherford (1911): núcleo com carga positiva e os
elétrons situam-se ao redor dele na eletrosfera.

Em 1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford (1871‑1937), colocou uma


folha de ouro bastante fina numa câmara metálica. Seu objetivo era analisar a
trajetória de partículas alfa a partir do obstáculo criado pela folha de ouro.
Nesse ensaio de Rutherford, observou que algumas partículas ficavam
totalmente bloqueadas e outras partículas, que não eram afetadas,
ultrapassavam a folha, sofrendo desvios. Segundo ele, esse comportamento
podia ser explicado graças às forças de repulsão elétrica entre essas
partículas.
Pelas observações, afirmou que o átomo era nucleado e sua parte positiva se
concentrava num volume extremamente pequeno, que seria o próprio núcleo.
Pontos negativos: O núcleo atômico não possui apenas partículas de carga
positiva, mas existem também outras partículas subatômicas, os nêutrons,
descobertos por James Chadwick em 1932. Além disso, o modelo proposto por
Rutherford não explicava a emissão de luz pelos átomos.
Átomo de Bohr (1913): os elétrons se movimentam em camadas
circulares fixas ao redor do núcleo.

O modelo apresentado por Rutherford foi aperfeiçoado por Bohr. Por esse
motivo, o aspecto da estrutura atômica de Bohr também é chamado de Modelo
Atômico de Bohr ou Modelo Atômico de Rutherford-Bohr.
A teoria do físico dinamarquês Niels Bohr estabeleceu as seguintes
concepções atômicas:
Os elétrons que giram ao redor do núcleo não giram ao acaso, mas descrevem
órbitas determinadas.
O átomo é incrivelmente pequeno, mesmo assim a maior parte do átomo é
espaço vazio. O diâmetro do núcleo atômico é cerca de cem mil vezes menor
que o átomo todo. Os elétrons giram tão depressa que parecem tomar todo o
espaço.
Quando a eletricidade passa através do átomo, o elétron pula para a órbita
maior e seguinte, voltando depois à sua órbita usual.
Quando os elétrons saltam de uma órbita para a outra resulta luz. Bohr
conseguiu prever os comprimentos de onda a partir da constituição do átomo e
do salto dos elétrons de uma órbita para a outra.
Pontos negativos: Não se pode afirmar que os elétrons realizam uma trajetória
ao redor do núcleo em posições fixas como os planetas ao redor do Sol.
Átomo quântico (1926): o núcleo é formado por prótons (carga
positiva) e nêutrons (carga nula), e os elétrons (carga negativa)
formam uma nuvem eletrônica ao redor do núcleo.

Trata-se do modelo atual e o mais aceito pela comunidade científica. Ele


nasceu da teoria da mecânica ondulatória proposta por Erwin Schroedinger.
Para Schroedinger, os átomos possuíam regiões prováveis de existência dos
elétrons, o que ele chamou de orbitais eletrônicos.
O orbital é uma zona de máxima probabilidade de se encontrar um elétron. Isso
porque, segundo modelos matemáticos, seria impossível definir o local exato e
velocidade de movimento dessa partícula subatômica.
Através de funções matemáticas, conhecidas por funções ondulatórias, o
cientista obteve resultados consideráveis, o que rendeu a ele o prêmio Nobel
em 1933.
O princípio da incerteza de Heisenberg contribuiu para a formulação desse
modelo atômico. O princípio diz: é impossível definir a posição e velocidade
exatas de um elétron num mesmo instante.
Esse fato se dá, pois os elétrons possuem comportamento de onda-partícula,
ou seja, ora se comportam como onda, ora como partícula.
Baseado nisso, o cientista definiu o estado de maior concentração de elétrons
no orbital como sendo a nuvem eletrônica do átomo. Essa descoberta foi
importantíssima para a melhor compreensão das propriedades químicas e
físicas dos átomos.

Você também pode gostar