CETI – PROFESSORA MERCEDES COSTA CENTRO
UNIVERSITÁRIO SANTO AGOSTINHO-UNIFSA
COORDENAÇÃO DO CURSO DE PSICOLOGIA ACE
– ORIENTAÇÃO Á QUEIXA ESCOLAR
PROFESSOR: CARLOS EDUARDO GONÇALVES LEAL
Relatório da Atividade Curricular de Extensão de Orientação à Queixa
Escolar
BIANCA TEIXEIRA ANDRADE DE CASTRO GONÇALVES
GABRIEL EUGÊNIO SOARES DE CASTRO GONÇALVES
ANNA GEOVANA RIBEIRO ROSENDO
CLEIDE MARIA LIMA DA SILVA
MATHEUS SANTOS LIMA
TERESINA-PI
JUNHO,2025
Bianca Teixeira Andrade de Castro Gonçalves
Gabriel Eugênio Soares de Castro Gonçalves
Anna Geovana Ribeiro Rosendo
Cleide Maria Lima da Silva
Matheus Santos Lima
Relatório da Atividade Curricular de Extensão de Orientação à Queixa
Escolar
Relatório de Atividade Curricular de Extensão de Orientação à Queixa Escolar como
requisito ao cumprimento da carga horária e nota da disciplina do Curso de Psicologia
do Centro Universitário Santo Agostinho sob supervisão do professor Carlos Eduardo
Gonçalves Leal
TERESINA –PI
JUNHO, 2025
Sumári
o
1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................4
3. OBJEVITOS..............................................................................................................5
3.1 Objetivo Geral.........................................................................................................5
3.2 Objetivos Específicos..............................................................................................5
4. DESCRIÇÃO DAS INTERVENÇÕES REALIZADAS........................................5
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................11
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................11
7. SUGESTÕES PARA PRÓXIMOS GRUPOS........................................................12
8. REFERÊNCIAS:.....................................................................................................13
1. INTRODUÇÃO
A atividade de extensão em orientação à queixa escolar tem por objetivo
identificar, avaliar e intervir nas queixas escolares contribuindo para a formação
crítica dos estudantes, produzindo espaços de escuta qualificada e transformação
social. Nesse contexto, aliado à realidade da Escola CETI Professora Mercedes
Costas, uma escola pública de Teresina-PI que apresenta desafios como alunos
ansiosos diante da rotina escolar e desorientados quanto às possibilidades de traçar
metas e objetivos para seu futuro acadêmico e profissional. A proposta dessa
atividade de extensão foi, portanto, desenvolvida com o objetivo de atender a essas
demandas.
As ações realizadas tiveram como público-alvo os estudantes do 2° ano do ensino
médio, pertencentes a comunidades diversas presentes na região e arredores da
escola, que se configuram de baixo nível socioeconômico e com pouco acesso a
recursos técnico-científicos. Logo, o objetivo central é ampliar as perspectivas
desses alunos quanto às possibilidades de desenvolvimento profissional, partindo
do pressuposto fundamental de intervir com acolhimento às suas visões de vida,
escutando suas necessidades, preocupações e desejos. Nesse viés, essa escuta
qualificada se torna essencialmente relevante diante de uma realidade social
frequentemente silenciada ou negligenciada pela dinâmica estrutural da sociedade
e que, consequentemente, impacta no desempenho escolar dos estudantes.
2. CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
O CETI Professora Mercedes Costa, localizada na Avenida Conselheiro Alcides
Nunes, S/N, no bairro Promorar, Zona Sul de Teresina, oferece ensino fundamental
( 8°e 9°ano no período regular) e ensino médio( 1°e 2° ano) sendo os 1° ano
Integral ( turmas de Marketing e administração) e 2° regular a alunoscom a faixa
etária de 12 a 17 anos. A escola dispõe de 22 dependências, incluindo 8 salas de
aula, diretoria, secretaria, sala dos professores, sala de técnico financeiro, depósitos
de merenda escolar, cantina, banheiros, biblioteca, sala de atendimento
educacional especializado (AEE), uma área coberta climatizada para acolhimento
dos alunos, recreio e comemorações. Embora seja necessário uma reestruturação
geral do prédio, a escola conta com uma infraestrutura básica adequada,
incluindo salas de aula climatizadas, Wi-Fi e rampas de acesso. O perfil da
comunidade atendida é caracterizado por baixa renda e vulnerabilidade social, em
que a maioria das famílias depende de programas de assistência governamental,
como o Bolsa Família, ou trabalhando como autônomas e assalariadas. Essa
situação pode apresentar desafios para os estudantes e suas famílias, como
dificuldades de acesso à recursos educacionaise de saúde, o que pode afetar o
desempenho escolar e bem-estar geral dos alunos. Os principais desafios incluem
lidar com as individualidades de cada família e a importância da frequência escolar
dos adolescentes, preparar estudantes para o mercado de trabalho e garantir a
permanência e o sucesso na escola. Para superar esses desafios, a escola realiza
busca ativa de alunos com ausência frequente e busca formar cidadãos críticos e
4
conscientes. Além disso, a escola apresenta potencialidades como o
desenvolvimento de habilidades artísticas oferecendo oportunidades para que os
alunos desenvolvam habilidades em música, dança e arte, o que pode ser um fator
importante para o desenvolvimento pessoal e criativo dos estudantes. A adoção de
um modelo de gestão participativa e descentralizada é um ponto forte que pode ser
utilizado para envolver a comunidade escolar e promover melhorias contínuas,
com uma abordagem democrática que envolve todas as figuras humanas que
constituem os setores da escola. Isso assegura a representatividade de todos os
segmentos da escola, seja na tomada de decisões ou na execução do trabalho
propriamente dito. A finalidade dessa forma de gestão é criar uma relação
horizontal que vise o engajamento de todos os segmentos da escola.
3. OBJEVITOS
3.1 Objetivo Geral
Promover um espaço de escuta, acolhimento, psicoeducação e orientação com
estudantes do 2° ano do ensino médio que não possuem perspectiva de futuro
profissional, abordando as possibilidades reais de acesso ao ensino superior e
validando os sentimentos e emoções envolvidos nessa rota educacional decisiva de
próximo à conclusão do ensino médio.
3.2 Objetivos Específicos
Informar e sensibilizar os estudantes sobre as possibilidades de ingresso no
ensino superior.
Fortalecer o vínculo entre os alunos, favorecendo a construção de uma rede de
apoio segura no processo de vivência e aprendizagem no ambiente educacional.
Apresentar os principais programas de bolsas e políticas públicas de acesso à
universidade.
Estimular o senso de pertencimento e expectativa de futuro nos alunos,
ajudando-os a visualizar caminhos possíveis e acessíveis para a vida
profissional.
Reconhecer e validar emoções relacionadas à rotina escolar e ao processo de
escolha profissional.
Estimular a consciência dos alunos sobre pensamentos automáticos
disfuncionais que contribuem para a autossabotagem no processo de ensino e
aprendizagem.
Estimular a reflexão e construção de estratégias para lidar de forma saudável
com sentimentos e expressões emocionais recorrentes no cotidiano escolar como
ansiedade, medo, insegurança e frustração.
4. DESCRIÇÃO DAS INTERVENÇÕES REALIZADAS
1. MAPEAMENTO INSTITUCIONAL 31/03
O primeiro encontro com a escola teve como finalidade a realização de um
mapeamento institucional, visando conhecer o ambiente escolar de forma
intencional. Essa etapa inicial foi essencial para compreender a realidade da
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instituição, possibilitando um olhar mais atento às dinâmicas que compõem
seu cotidiano.
Durante a visita, foi possível reconhecer o espaço físico, a estrutura
organizacional e os principais projetos desenvolvidos. Também houve
contato direto com a equipe gestora, o que permitiu acessar informações
relevantes sobre o funcionamento da escola, os recursos disponíveis, as
modalidades de ensino oferecidas e o perfil dos estudantes.
A escola está situada em um bairro da zona sul de Teresina, caracterizado
por contextos de vulnerabilidade social, o que reflete diretamente nas
demandas e desafios enfrentados pela instituição.
O contato com a equipe pedagógica revelou desafios importantes, como a
ausência de profissionais da Psicologia, a dificuldade de engajamento de
alguns alunos e a carência de recursos em determinadas áreas. Por outro
lado, destacou-se o comprometimento dos profissionais, a existência de
projetos culturais e o esforço em manter vínculos ativos com a comunidade
e com a rede de proteção social.
Esse mapeamento foi fundamental para embasar as futuras intervenções,
oferecendo um panorama claro e realista, e fortalecendo uma atuação ética,
crítica e transformadora no campo da Psicologia Escolar.
2. ASSISTIR ÁS AULAS 01/04
No segundo encontro, realizado no dia 1º de abril, a equipe acompanhou
uma aula na turma do 9º ano, o que se revelou um momento extremamente
significativo para iniciar as análises mais aprofundadas sobre a realidade
escolar.
A observação dessa turma permitiu perceber aspectos fundamentais do
cotidiano educacional, tanto no que diz respeito às interações entre alunos e
professores quanto às possíveis dificuldades de aprendizagem e desafios
comportamentais presentes no grupo.
Esse momento foi considerado como o “marco inicial” do processo, pois
possibilitou começar a identificar indícios de déficits, lacunas no processo
de ensino-aprendizagem e fatores que podem impactar diretamente o
desenvolvimento dos estudantes. Além disso, ofereceu uma visão mais
concreta sobre como a escola lida, na prática, com as demandas pedagógicas
e socioemocionais dos alunos.
Essa análise serviu como base para orientar as etapas seguintes do trabalho,
contribuindo para uma compreensão mais ampla do contexto escolar e
fortalecendo a construção de intervenções alinhadas às necessidades da
instituição.
3. ASSISTIR ÁS AULAS 07/04
No dia 7 de abril, a equipe se apresentou à turma do 2º Ano A, conduzindo
uma atividade de diálogo e reflexão, cuidadosamente planejada para atender
às demandas dos alunos. A proposta gerou grande interesse, estimulando
uma reflexão sobre a queixa escolar, bem como sobre os desafios e
expectativas em relação ao futuro acadêmico e profissional.
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Os alunos compartilharam suas expectativas quanto ao ingresso em
instituições públicas e privadas, discutindo também programas que facilitam
esse processo, como ENEM, PROUNI e outros incentivos para estudantes
de baixa renda. Esse momento foi essencial para a equipe compreender
melhor os anseios, as necessidades e os sonhos dos estudantes, servindo de
base para futuras intervenções.
Em seguida, realizou-se uma observação em sala, acompanhando aulas em
duas turmas diferentes do Ensino Médio, com o objetivo de analisar as
dinâmicas entre professores e alunos.
Na Turma 1 (1º Ano B - Marketing Digital), os alunos mostraram-se
dispersos, com dificuldades para manter o foco. As interações entre colegas
eram constantes, porém, muitas vezes, desvinculadas do conteúdo,
prejudicando tanto o andamento da aula quanto o engajamento.
Por outro lado, na Turma 2 (2º Ano B - Língua Portuguesa), a
participação foi ativa e produtiva. A professora conduziu a aula de maneira
dinâmica, promovendo debates e atividades que envolveram toda a turma, o
que refletiu diretamente na qualidade da aprendizagem.
As observações revelaram padrões diversos: dificuldades específicas de
aprendizagem, impactos da baixa autoestima no desempenho acadêmico,
boa fluidez no processo de aprendizagem em alguns casos e excelentes
interações durante atividades em grupo.
Esses dados ressaltam como a postura do professor, bem como a dinâmica
adotada em sala, são fatores determinantes para o sucesso do processo de
ensino-aprendizagem.
4. OBSERVAÇÃO DO AEE E MAPEAMENTO INSTITUCIONAL 08/04
Este encontro teve como objetivo finalizar o mapeamento institucional e
incluir na análise a observação da sala de Atendimento Educacional
Especializado (AEE).
O diálogo com a coordenadora escolar proporcionou informações
detalhadas sobre o relacionamento da escola com as famílias, o
comportamento dos alunos, atualizações do Projeto Político-Pedagógico
(PPP) e uma análise específica das turmas já observadas.
Na sala do AEE, a interação com a professora responsável foi
enriquecedora. Ela compartilhou sua metodologia de trabalho, as
características dos alunos atendidos e os desafios enfrentados no
atendimento.
Foi possível identificar demandas importantes, como a dificuldade da escola
em lidar com comportamentos desafiadores, manter o interesse dos alunos
nos estudos e combater a influência de contextos externos, como a cultura
criminosa presente no entorno. Também ficou evidente a fragilidade na
comunicação entre família e escola.
No AEE, observa-se uma sobrecarga significativa: alunos são encaminhados
com frequência sem planejamento adequado, e os professores relatam
limitações tanto no atendimento quanto na falta de inovação nas práticas
inclusivas.
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5. PLAJAMENTO DAS ATIVIDADES 29/04
Neste encontro, a equipe se reuniu em sala reservada durante toda a manhã
para debater pontos essenciais do projeto. As discussões foram focadas na
escolha das dinâmicas a serem aplicadas, definição da sala onde as
atividades ocorrerão, seleção do aluno a ser analisado e observações gerais
sobre o comportamento da turma e o ambiente escolar.
A conversa foi produtiva e colaborativa, buscando alinhar todas as decisões
às demandas observadas até o momento. A troca de ideias possibilitou uma
melhor compreensão do contexto e garantiu que o planejamento fosse mais
sensível às necessidades específicas dos alunos e da
instituição como um todo.
6. DINÂMICA: MAPEAR SONHOS 12/05
A dinâmica “Mapa dos Sonhos” foi proposta com o objetivo de estimular
os alunos a refletirem sobre seus projetos de vida, promover o
autoconhecimento e fortalecer os vínculos dentro do grupo.
Foram utilizados materiais simples, como folhas, canetas coloridas e post-
its. A atividade iniciou-se com perguntas norteadoras: Onde você se
imagina daqui a 5 ou 10 anos? Quais são seus maiores sonhos? Que
impacto deseja causar no mundo?
Após esse momento de reflexão, cada aluno construiu seu mapa dos sonhos,
utilizando palavras, desenhos e frases que representassem suas metas
pessoais e profissionais.
Na sequência, cada participante apresentou seu mapa para a turma. Os
colegas anotavam, em post-its, sonhos que identificavam como semelhantes
ou diferentes dos seus.
O encerramento foi feito com uma roda de conversa, onde se refletiu
coletivamente sobre os primeiros passos para colocar esses sonhos em
prática, os possíveis desafios e as estratégias para superá-los. Também foi
reforçada a importância do apoio mútuo e da colaboração na realização dos
objetivos.
7. RODA DE CONVERSA COM OS ALUNOS SOBRE COMO
ENGRESSAR EM UM ENSINO SUPERIOR E QUAIS MEIOS DE
CONSEGUIR BOLSAS 13/05
No dia 13 de maio, foi realizada uma roda de conversa aberta com os
alunos, utilizando uma cartolina como recurso visual, onde foram
destacados os principais tópicos abordados. A proposta da atividade foi
promover um espaço de diálogo e esclarecimento sobre os caminhos
possíveis para o ingresso no ensino superior.
Durante a roda, os participantes do ACE conduziram uma explanação sobre
os diversos meios de acesso à universidade, explicando de forma clara e
acessível como funcionam processos como o ENEM, PROUNI, SISU e
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outros programas de bolsas, bem como alternativas fora dos sistemas
governamentais, como bolsas oferecidas diretamente por instituições
privadas ou programas comunitários.
Além disso, foram discutidas estratégias e possibilidades paralelas, como
cursos preparatórios acessíveis, programas sociais e oportunidades
oferecidas por organizações não governamentais, que também podem
viabilizar o acesso ao ensino superior para estudantes em situação de
vulnerabilidade.
O ambiente foi construído de forma colaborativa, estimulando perguntas,
trocas de experiências e esclarecendo dúvidas, fortalecendo, assim, o
protagonismo dos alunos em relação ao próprio futuro acadêmico e
profissional.
8. 19/05
No dia 13 de abril, foi realizado o planejamento da intervenção da Atividade
Curricular em Extensão (ACE), com foco na temática “Roda de Conversa:
Como Ingressar no Ensino Superior e Conquistar uma Bolsa de
Estudos”, direcionada aos alunos do 2º ano do Ensino Médio e não teve
tempo para finalizar então terminamos no dia 19.
O objetivo principal foi criar um espaço de escuta, orientação e incentivo,
voltado para estudantes que não possuem perspectivas claras sobre o futuro
profissional. Buscou-se apresentar possibilidades reais de acesso ao ensino
superior e aos programas de bolsas de estudo.
A intervenção foi estruturada em três etapas:
Acolhimento e Introdução: Início com perguntas reflexivas sobre os planos
de futuro dos alunos, estimulando-os a pensar em possibilidades como
faculdade, curso técnico, mercado de trabalho ou outras opções. As
respostas foram registradas no quadro para guiar a conversa.
Dinâmica Interativa: Os alunos participaram de uma atividade com sorteio
de papéis contendo nomes de programas de acesso ao ensino superior (como
ENEM, SISU, PROUNI, FIES, IFs e bolsas privadas). Quem recebia o
papel compartilhava o que sabia sobre o programa, e, em seguida, eram
feitas explicações complementares, esclarecendo dúvidas. Também foi
proposto que os alunos escrevessem em papéis quais profissões sonham
seguir, que seriam utilizados na construção de um mural.
Encerramento e Reflexão: Foi aberta uma roda de conversa para que os
alunos compartilhassem o que aprenderam e refletissem sobre os desafios
que encontram para planejar o futuro. Houve reforço da ideia de que não é
necessário ter tudo definido, mas é importante começar a se planejar e
acreditar nas próprias possibilidades.
No encontro, foi dada continuidade à apresentação e exposição de perguntas
sobre Sisu, Prouni, Fies, Pronatec e Sisutec, conduzido de forma clara e
dinâmica com música e roda de conversa entre alunos do ensino médio e
acadêmicos de psicologia. O objetivo foi esclarecer dúvidas e fornecer
informações valiosas sobre os programas educacionais, permitindo a
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participação ativa dos alunos. O encontro foi conduzido por dois
integrantes, com a presença da gestora da escola, que fortaleceu o diálogo e
enriqueceu a discussão. Os alunos fizeram perguntas relevantes, como o
funcionamento do Sisu e Prouni, critérios de seleção e como aumentar
chances de aprovação. As respostas foram fornecidas de forma clara e
objetiva, esclarecendo dúvidas e fornecendo orientações úteis para os
participantes. Um mural com informações sobre os programas educacionais
foi confeccionado e deixado na sala para possíveis consultas posteriores. Os
alunos expressaram satisfação com o encontro, destacando a clareza e
objetividade das informações fornecidas. O grupo acredita que o encontro
foi uma oportunidade valiosa para os alunos obterem informações
importantes e se sentirem mais preparados e motivados para acessar a
educação superior e profissionalizante, aumentando suas chances de sucesso
acadêmico e profissional.
9. 27/05
No dia 26 de maio, foi realizada a oficina “Eu no Controle: Emoção,
Caminho e Futuro”, voltada para as turmas do 2º ano do Ensino Médio, com
duração de 1h30. O objetivo principal foi proporcionar um espaço de
reflexão, acolhimento e fortalecimento emocional, contribuindo para que os
alunos desenvolvessem maior autoconhecimento e estratégias para lidar
com os desafios relacionados às escolhas acadêmicas e profissionais.
A oficina iniciou-se com o momento “Quem sou eu no meu universo?”, em
que, por meio de um exercício de imaginação guiada, os alunos foram
convidados a refletir sobre três aspectos pessoais: um talento, um medo e
um sonho. As respostas foram recolhidas de forma anônima e,
posteriormente, algumas foram lidas em voz alta, permitindo que os
estudantes percebessem que, apesar das individualidades, compartilham
inseguranças, desejos e potencialidades.
Em seguida, foi desenvolvida a dinâmica “Emoções em Cena”, na qual os
alunos, divididos em grupos, representaram emoções como ansiedade,
medo, dúvida, frustração e esperança em situações diretamente ligadas às
escolhas de futuro e carreira. As encenações serviram como ponto de partida
para discussões sobre o impacto dessas emoções na vida dos estudantes,
bem como sobre formas saudáveis de reconhecê-las e enfrentá-las no dia a
dia.
O terceiro momento, intitulado “Painel: Pensamentos que Enganam vs.
Verdades que Libertam”, conduziu os participantes a refletirem sobre
pensamentos automáticos e crenças limitantes, como “Eu não sou capaz”
ou “Nunca vou conseguir”. A partir disso, o grupo trabalhou coletivamente
na construção de respostas mais realistas, positivas e encorajadoras, que
foram fixadas em post-its no painel, criando assim um espaço visual de
incentivo e ressignificação.
De forma geral, a oficina proporcionou um ambiente acolhedor e reflexivo,
estimulando os alunos a reconhecerem suas emoções, fortalecerem sua
autoestima e perceberem que o desenvolvimento pessoal é um processo
constante e construído dia após dia.
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5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os estudantes do 2° ano do ensino médio apresentaram um desafio que levou a
equipe a desenvolver, em um curto período de tempo, uma proposta de atividades,
visando contribuir com informações e possibilidades sobre expectativas para o
futuro e formas de ingresso nas universidades públicas e privadas. Os resultados
foram significativos, com os estudantes sendo informados sobre as possibilidades
de ingresso no ensino superior, incluindo programas de bolsas e políticas públicas
como ProUni, FIES, Pronatec, Quero Bolsa e ENEM, dentre outros. A
conscientização sobre o acesso à universidade foi evidente através do diálogo e da
participação ativa dos estudantes. A abordagem da temática favoreceu o
fortalecimento do vínculo entre os acadêmicos, com trabalhos em grupo e
dinâmicas como "Dos sonhos" e "Eu no controle: Emoções, caminhos e futuro",
que incluíram a construção do mural "Eu no controle", promovendo a interação e a
participação e criando uma rede de apoio segura e relações saudáveis. Isso permitiu
que os estudantes visualizassem caminhos possíveis e acessíveis para a vida
profissional, aumentando o senso de pertencimento e aspirações. Através de
dinâmicas, os estudantes também refletiram e construíram estratégias para lidar
com sentimentos e expressões emocionais recorrentes no cotidiano escolar. O
acompanhamento individualizado e a criação de um espaço de escuta, acolhimento
e orientação foram fundamentais para os resultados positivos. É importante
destacar que as queixas trazidas pelos estudantes foram influenciadas por fatores
sociais, como a falta de acesso a informações e recursos, e a influência do contexto
socioeconômico, com estudantes de famílias de baixa renda enfrentando desafios
adicionais para acessar oportunidades de educação e emprego. Em suma, as ações
propostas tiveram grande relevância e impactos positivos, considerando os desafios
enfrentados pelos estudantes e apresentando potencialidades que podem ser
aproveitadas para melhorar a qualidade da educação e os projetos de vida, com
aumento das chances de ingresso no ensino superior, melhoria das oportunidades
de emprego e aumento da mobilidade social e econômica, e efeitos duradouros na
vida dos estudantes, ajudando-os a lidar com desafios emocionais e a desenvolver
estratégias para alcançar seus objetivos. Portanto, é fundamental que ações como
essa sejam continuadas e ampliadas, visando promover a igualdade de
oportunidades e melhorar a qualidade da educação para todos os estudantes.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização da Atividade Curricular de Extensão (ACE) em Orientação à Queixa
Escolar demonstrou ser uma experiência enriquecedora e transformadora, tanto
para os estudantes da educação básica quanto para os acadêmicos do curso de
Psicologia. Ao longo da execução do projeto, foi possível perceber o impacto
positivo que ações de escuta, acolhimento, orientação e psicoeducação podem
gerar no ambiente escolar, especialmente em contextos marcados por
vulnerabilidades sociais e limitações de acesso a recursos informacionais.
O estudante em formação pôde vivenciar, de maneira prática, os desafios e as
potencialidades do trabalho com a queixa escolar, compreendendo que essa
demanda vai além do comportamento individual do aluno e está fortemente
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relacionada a fatores sociais, emocionais, econômicos e educacionais. Ao se
deparar com realidades complexas, como a falta de perspectiva profissional, a
ausência de apoio familiar e as dificuldades emocionais relatadas pelos alunos,
desenvolveu uma postura mais empática, crítica e comprometida com a
transformação social por meio da educação.
As intervenções realizadas, como rodas de conversa, dinâmicas de
autoconhecimento, oficinas sobre emoções e painéis de projeção de futuro,
revelaram-se eficazes no fortalecimento da autoestima dos estudantes, na
ampliação do repertório sobre oportunidades de ingresso no ensino superior e na
criação de espaços seguros para expressão de sentimentos, sonhos e angústias. As
atividades permitiram, ainda, que os alunos se vissem como sujeitos ativos de suas
trajetórias, capazes de refletir sobre si mesmos, planejar o futuro e identificar
caminhos possíveis para alcançar seus objetivos acadêmicos e profissionais.
A construção de vínculos entre os alunos do ensino médio e os acadêmicos de
Psicologia foi um dos grandes destaques do projeto, favorecendo a criação de uma
rede de apoio mútua e fortalecendo a noção de pertencimento e confiança no
ambiente escolar. O contato direto com a realidade da escola pública contribuiu
para que a estudante compreendesse a importância de uma atuação ética, sensível e
articulada com os princípios da Psicologia Escolar e Educacional, destacando o
papel social do psicólogo na promoção da equidade e no combate às desigualdades.
Dessa forma, conclui-se que a participação na ACE foi fundamental para a
formação acadêmica e profissional dos estudantes, ao mesmo tempo em que
produziu efeitos concretos e positivos na vida dos alunos atendidos. As ações
desenvolvidas contribuíram para ampliar o acesso à informação, promover o
autoconhecimento, combater crenças limitantes e despertar a motivação dos
estudantes diante de seus projetos de vida.
Considerando os resultados obtidos, reforça-se a importância da continuidade e
ampliação de projetos dessa natureza, que aproximem universidade e escola, teoria
e prática, ciência e comunidade. A promoção da escuta ativa, do acolhimento e da
orientação, quando realizada com compromisso e sensibilidade, tem o potencial de
transformar não apenas a trajetória escolar dos estudantes, mas também a
perspectiva de mundo daqueles que se propõem a atuar em prol de uma educação
mais justa, inclusiva e significativa.
7. SUGESTÕES PARA PRÓXIMOS GRUPOS
A partir da experiência vivenciada, recomenda-se que os próximos grupos
mantenham a escuta ativa e sensível como eixo central de sua atuação, valorizando
o contexto social, emocional e pedagógico dos alunos. Uma estratégia que se
mostrou eficaz foi o uso de dinâmicas participativas, como o “Mapa dos Sonhos” e
a oficina “Eu no Controle”, que favoreceram a expressão dos estudantes e o
fortalecimento de vínculos. Assim, futuras equipes podem retomar essas
abordagens, adaptando-as conforme a demanda e faixa etária do público.
É indicado também que os próximos grupos deem continuidade aos temas
relacionados ao acesso ao ensino superior, ampliando a discussão sobre
possibilidades de formação técnica e alternativas educacionais para além dos
programas tradicionais como ENEM, SISU, PROUNI e FIES. Além disso, novas
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rodas de conversa podem explorar temas como saúde mental, projeto de vida,
autocuidado e inteligência emocional, que surgiram como demandas relevantes
durante os encontros.
No campo institucional, seria produtivo aprofundar o diálogo com a equipe
pedagógica e com o AEE, propondo estratégias que contribuam com práticas
inclusivas e com o fortalecimento da comunicação entre escola e família. Também
seria interessante investigar com mais profundidade os impactos da vulnerabilidade
social no desempenho escolar, buscando articular a escola com a rede de proteção
social local.
Por fim, é fundamental que os próximos grupos mantenham um registro
sistemático das observações e intervenções, para que os dados levantados sirvam
como base para o planejamento de ações mais eficazes e para a construção de uma
prática ética, crítica e comprometida com a transformação da realidade escolar.
8. REFERÊNCIAS:
AGÊNCIA DE INICIATIVAS CIDADÃS. Projetos de vida: 3 atividades para
trabalhar na escola. Disponível em: [Link]
atividades-para-trabalhar-na-escola/.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Programas. Portal Único de Acesso. Disponível
em: [Link]
MORAIS, M.; MARINA XAVIER CARPENA; CAROLINA BAPTISTA
MENEZES. Conhecimento, Recomendação e Uso de Mindfulness por Psicólogos
Clínicos Brasileiros. v. 42, 1 jan. 2022. Disponível em:
[Link]
REVOLUÇÃO MINDFULNESS. Prática de Mindfulness para iniciantes. Acesso
em: 9 jun. 2025. Disponível em: [Link]
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