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Alterações na Pele e Psicologia na Gestação

O documento aborda as alterações na pele durante a gestação, incluindo aumento de pilificação e hiperpigmentação, além de transformações psíquicas que ocorrem nesse período crítico. Também discute hemorragias na primeira metade da gestação, suas causas e a importância do diagnóstico precoce, destacando o descolamento prematuro de placenta como uma complicação significativa. A assistência pré-natal é enfatizada como essencial para a identificação de riscos e intervenções adequadas.

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Alterações na Pele e Psicologia na Gestação

O documento aborda as alterações na pele durante a gestação, incluindo aumento de pilificação e hiperpigmentação, além de transformações psíquicas que ocorrem nesse período crítico. Também discute hemorragias na primeira metade da gestação, suas causas e a importância do diagnóstico precoce, destacando o descolamento prematuro de placenta como uma complicação significativa. A assistência pré-natal é enfatizada como essencial para a identificação de riscos e intervenções adequadas.

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1.1.

5-ALTERAÇÕES DA PELE
Há aumento de pilificação (área corporal coberta por pelos), aparecimento de vasos
avermelhados (telangiectasias) e hiperatividade das glândulas sebáceas. Há
hiperpigmentação na face (cloasma), pescoço, aréolas, linha mediana inferior do abdome
e vulva. Ocorre frequentemente o aparecimento de estrias no abdome e mamas. Cabe o
aconselhamento dermatológico a fim de otimizar a proteção da pele e proporcionar a
diminuição de sequelas (Montenegro & Rezende Filho, 2017).

1.2-TRANSFORMAÇÕES PSÍQUICAS E MUDANÇAS PSICOLÓGICAS PRÓPRIAS


DA GESTAÇÃO
1.2.1- GRAVIDEZ COMO UMA ETAPA DO CICLO VITAL DA MULHER
A gestante passa por grandes mudanças psicossociais que resultam em transformações
psíquicas, muitas intimamente relacionadas às alterações físicas e mudanças psicológicas
(Vieira & Parizotto, 2013). Do ponto de vista psíquico, os indivíduos sempre vivenciam
situações de mudanças e reestruturações de sua personalidade a cada ciclo vital. No ciclo
de vida da mulher, a gestação é um período crítico de desenvolvimento psíquico e marco
do desenvolvimento psicológico (Simas, Souza & Scorsolini-Comin, 2013).

1.2.2-DINÂMICA PSÍQUICA AO LONGO DO CICLO GRAVÍDICO


A crise psíquica da gestação implica na vivência de diferentes etapas ao longo do ciclo
gravídico, que variam desde a fase de aceitação da gravidez, que passa pela aceitação da
realidade do feto, reavaliação e reestruturação da relação da gestante com seus próprios
pais e companheiro ou companheira; até a aceitação do feto como uma pessoa
independente dela, que passa pela reavaliação e reestruturação de sua própria identidade
e, por fim, pela construção de expectativas acerca da maternagem e da identidade
feminina (Maldonado, 2002). Fatores pessoais e do contexto ecológico da mulher grávida
têm importante repercussão na vivência psicológica da gestação.
1.3-GENERALIDADE SOBRE GESTORRAGIAS

As Hemorragias da Primeira Metade da Gestação são definidas como sangramento


vaginal na mulher grávida que ocorrem antes da 20ª semana gestacional. As principais
causas são o Abortamento, Gravidez Ectópica e Doença Trofoblástica. A avaliação deve
levar em consideração o grau de dor e de sangramento. O abortamento é a interrupção da
gravidez nates da 22ª semana, ou com um feto até 500g, ou de 16,5 cm, quer dizer, antes
de atingida a viabilidade (MORAS FILHO, 2018).
O sangramento na primeira metade da gestação ocorre em até 30% das gestantes, variando
de causas benignas, como o sangramento de implantação, a complicações graves, como
aborto espontâneo e gravidez ectópica. O diagnóstico precoce e preciso, utilizando
ultrassonografia transvaginal e β-hCG, é essencial. O manejo depende da etiologia, e a
abordagem multidisciplinar melhora os desfechos materno-fetais.
A compreensão das diferentes etiologias é fundamental para orientar a abordagem clínica,
uma vez que o manejo adequado depende do diagnóstico preciso e precoce de cada
condição. A identificação dos fatores de risco, como a história obstétrica, presença de
doenças crônicas maternas e hábitos de vida, é essencial para a estratificação do risco e a
definição do plano de cuidados. A ultrassonografia transvaginal e a dosagem sérica do
hormônio β-hCG são ferramentas diagnósticas de primeira linha, permitindo a
diferenciação entre as diversas causas de sangramento e a identificação de gestações de
risco (EATON et al., 2016).
A presença de sangramento durante esse período da gravidez pode gerar grande ansiedade
e incerteza para a gestante, além de representar um desafio diagnóstico e terapêutico para
os profissionais de saúde (AMIRO et al., 2019).
A assistência pré-natal pressupõe avaliação dinâmica das situações de risco e prontidão
para identificar problemas de forma a poder atuar, a depender do problema encontrado,
de maneira a impedir um resultado desfavorável. A ausência de controle pré-natal, por si
mesma, pode incrementar o risco para a gestante ou o recém-nascido. É importante alertar
que uma gestação que está transcorrendo bem pode se tornar de risco a qualquer
momento, durante a evolução da gestação ou durante o trabalho de parto. Portanto, há
necessidade de reclassificar o risco a cada consulta pré-natal e durante o trabalho de parto.
A intervenção precisa e precoce evita os retardos assistenciais capazes de gerar morbidade
grave, morte materna ou perinatal.
Os fatores de risco gestacional podem ser prontamente identificados no decorrer da
assistência pré-natal desde que os profissionais de saúde estejam atentos a todas as etapas
da anamnese, exame físico geral e exame gineco-obstétrico e podem ainda ser
identificados por ocasião da visita domiciliar, razão pela qual é importante a coesão da
equipe.
1.3.1-DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA (DPP)
O descolamento prematuro de placenta (DPP) com placenta normalmente inserida
(abruptio placentae) é caracterizado pelo descolamento espontâneo, parcial ou total da
placenta antes do nascimento do feto, a partir de 20 semanas da gestação, ou durante o
primeiro ou segundo períodos do parto.
A causa primária do abruptio placentae é desconhecida. A maioria das explicações
relaciona-se com anormalidades vasculares ou placentárias, incluindo aumento da
fragilidade dos vasos, malformações vasculares ou anormalidades da placentação. Os
estados hipertensivos são responsáveis por 50% dos casos de DPP, quando a pressão
arterial sistêmica diastólica é maior ou igual a 95 mmHg, destacandose a pré-
eclâmpsia/eclâmpsia e a doença hipertensiva arterial sistêmica crônica.
O sangue atinge a zona de clivagem deciduopla-centária e inicia sua separação
independentemente da etiologia do DPP. Os vasos maternos se rompem, e ocorre
sangramento no espaço retroplacentário. Parte do sangue coagula e fica aprisionado atrás
da placenta, sendo eliminado apenas após o parto. Esse sangue constitui o hematoma
retroplacentário. Outra porção descola as membranas e flui para o exterior, configurando
a hemorragia externa, presente em 80% dos casos. O sangue atinge a cavidade ovular
ocasionalmente, por intermédio de soluções de continuidade da membrana e causa o
hemoâmnio.
O prolapso da placenta ocorre raramente, quando as membranas se rompem tardiamente
e se encontram totalmente descoladas pelo sangue. O sangramento para o miométrio
resulta em apoplexia ou útero de Couvelaire, sendo frequente, nesses casos, a instalação
de coagulopatia de consumo. A maioria das ocorrências evolui com hemorragia externa
e complicações menos graves. É possível o surgimento de insuficiência pré-renal pela
hemorragia e síndrome de Sheehan. O diagnóstico é clínico, sendo importante avaliar os
seguintes sinais e sintomas:
(a) hipertonia uterina acentuada devido à presença de sangue, levando à irritação
miometrial; (b) sangramento vaginal intenso;
(c) hematoma retroplacentário, causado pela formação do coágulo na região posterior da
placenta;
(d) sinal da cratera, que é a impressão do coágulo no leito placentário, sendo
patognomônico do abruptio placentae.

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