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Ameaça de Aborto e Cuidados Pré-Natais

A ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal em gestações viáveis, ocorrendo em 15% a 20% dos casos, com uma taxa de sobrevida de 96% quando detectados batimentos cardíacos. A assistência pré-natal é crucial para garantir a saúde da gestante e do feto, com recomendações da OMS para um mínimo de seis consultas durante a gestação. Cuidados adequados, como alimentação saudável, suplementação e acompanhamento emocional, são essenciais para prevenir complicações maternas e neonatais.

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Ameaça de Aborto e Cuidados Pré-Natais

A ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal em gestações viáveis, ocorrendo em 15% a 20% dos casos, com uma taxa de sobrevida de 96% quando detectados batimentos cardíacos. A assistência pré-natal é crucial para garantir a saúde da gestante e do feto, com recomendações da OMS para um mínimo de seis consultas durante a gestação. Cuidados adequados, como alimentação saudável, suplementação e acompanhamento emocional, são essenciais para prevenir complicações maternas e neonatais.

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1.3.

2-AMEAÇA DE ABORTO
É classificado como ameaça de aborto o sangramento vaginal com gravidez intrauterina
viável e colo impérvio. É uma das situações mais frequentes na hemorragia de primeiro
trimestre, ocorrendo em 15% a 20% dos casos; 1% requer transfusão sanguínea. Quando
o feto vivo é detectado, a perda precoce ocorre em 11% das gestações com sangramento
vaginal, e o risco aumenta com a detecção de hemorragia subcoriônica. Entretanto,
estudos relatam sobrevida de 96% das gestações cujo sangramento ocorre entre sete e 11
semanas e os batimentos cardíacos fetais são detectáveis.
1.4- IMPORTANCIA DAS CONSUTAS PRÉ-NATAIS
A assistência pré-natal visa assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto
saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos
biopsicossociais e as atividades educativas e preventivas. OMS preconiza uma assistência
de qualidade e humanizada que envolve um sistema de acompanhamento precoce, que só
deve ser encerrado após o 42º dia de puerpério (BRASIL, 2012).
A assistência ao pré-natal deve acolher a gestante na porta de entrada do SUS, ou seja,
na Atenção Básica de Saúde (ABS) desde o início, buscando compreender os múltiplos
significados daquela gestação, oferecendo o cuidado de forma multiprofissional com
vistas a garantir a saúde, cuidados e o bem-estar da gestante e do bebê (SOUSA et al,
2017).
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número adequado de consultas pré-
natal seria igual ou superior a seis, sendo uma no primeiro trimestre, duas no segundo e
três no último trimestre de gestação.
A assistência pré-natal inclui a anamnese, exame clínico-obstétrico, exames laboratoriais,
ultrassonografia obstétrica, imunização antitetânica, seguido do tratamento das
intercorrências detectadas na gestação (BRASIL, 2012; SANTOS; RADAVANOVIC;
SILVA, 2010).
Segundo Brasil (2012), o MS estabelece um pré-natal baseado na atenção integral, que
corresponde aos procedimentos de solicitação de exames de rotina, prescrição dos
suplementos de ferro e ácido fólico, orientações quanto aos cuidados 19 de higiene,
alimentação adequada, aleitamento materno e cuidados com o parto e com o recém-
nascido (RN). Esses cuidados ocorrem desde o princípio da gestação até o trabalho de
parto, tendo como finalidade cuidar ou verificar a existência de patologias, evitar
intercorrências na gestação e no parto, proporcionar qualidade de vida materna e bom
desenvolvimento fetal e diminuir os índices de morbimortalidade fetal e materna
(MARTINS et al, 2015). O pré-natal é essencial para a iniciação à maternidade, pois é
por meio dessas consultas que a gestante irá acompanhar o desenvolvimento de sua
gravidez e as condições do bebê. A assistência básica não deve ser levada apenas como
uma consulta médica e, sim, como uma maneira de prevenir a intercorrência clínica
obstétrica (ALVES; 2014).
O tempo de espera para a consulta, a falta de informação e a indisponibilidade de algumas
gestantes para se dirigir ao pré-natal por conta da distância da residência para a Unidade
Básica de Saúde são algumas das dificuldades encontradas para o prosseguimento das
consultas e a recorrente desistência da sua realização. A falta de assistência ou a
assistência inadequada à gestante pode ocasionar mortalidade neonatal e baixo peso ao
nascer (ROECKER et al, 2012).
Nesse sentido, o profissional da saúde deve promover a educação em saúde com o
objetivo de possibilitar à gestante maior segurança e minimização de futuros 20
problemas relacionados à gestação, ao parto e a amamentação, além de diminuir o nível
de frustração e ansiedade (SOUSA; MENDONÇA; TORRES, 2012).
Como recomenda o MS, as atividades educativas podem ser praticadas em grupo ou
individualmente, em que os profissionais têm o papel de utilizar uma linguagem clara e
compreensível, promovendo orientações gerais sobre os cuidados na gestação, alterações
fisiológicas e emocionais, cuidados com o RN, amamentação e planejamento familiar,
respeitando a cultura e o saber popular (BRASIL, 2012).
A educação em saúde durante o pré-natal tem a função de repassar orientações quanto aos
cuidados a se adotar durante o período gestacional, parto e puerpério e os cuidados com
a criança após o nascimento, de modo a garantir a saúde materna e perinatal. As gestantes
atendidas sob uma abordagem educativa têm a capacidade de participar de forma mais
efetiva das decisões em relação ao parto, ao puerpério e à amamentação (MARTINS et
al, 2015).

1.4.1- CUIDADOS NA GESTAÇÃO


A gestação é um período que requer atenção especial à saúde da gestante e do feto.
Cuidados adequados durante a gravidez contribuem para o desenvolvimento saudável do
bebê e para a prevenção de complicações maternas e neonatais.
Para isso é necessário que a gestante tenha em conta os seguintes cuidados a citar:
1. Pré-natal
O acompanhamento pré-natal é essencial e deve começar no primeiro trimestre. Nele são
realizados exames, orientações e monitoramento do bem-estar materno e fetal (Ministério
da Saúde 2021).
2. Alimentação saudável
Uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para o desenvolvimento
fetal e a saúde da gestante. Recomenda-se uma dieta rica em frutas, vegetais, proteínas
magras, cereais integrais e ingestão adequada de líquidos (Sociedade Brasileira de
Pediatria, 2020).
3. Suplementação
 Ácido fólico: deve ser iniciado antes da concepção ou no início da gravidez para
prevenir defeitos do tubo neural.
 Ferro: indicado a partir do segundo trimestre para prevenção de anemia (WHO,
2016).
4. Actividade física
A prática de exercícios físicos leves ou moderados é benéfica, desde que não haja
contraindicações. Caminhadas, alongamentos, yoga e hidroginástica são recomendados
(ACOG, 2020).
5. Evitar substâncias nocivas
 Álcool, tabaco e drogas: devem ser evitados, pois aumentam o risco de malformações,
parto prematuro e baixo peso ao nascer.
 Automedicação: só deve-se usar medicamentos prescritos por profissionais de saúde
(Ministério da Saúde, 2022).
6. Saúde emocional
É comum a gestante vivenciar alterações emocionais. O acompanhamento psicológico
pode ser indicado em casos de ansiedade, depressão ou insegurança (BRASIL, 2019)

1.5- Tipos de gestorragias


O sangramento gestacional é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre
durante a gravidez, independentemente de sua intensidade ou causa (Cunningham, 2022).
Sua classificação baseia-se principalmente no estágio da gravidez em que ocorre
(Noriega, 2021)
Hemorragia no Primeiro Trimestre (Antes da 14ª Semana)
Este sangramento está principalmente associado a complicações da implantação ou do
desenvolvimento embrionário.
Causas mais frequentes:
Ameaça de aborto:
Hemorragia ligeira, vermelha ou castanha, sem expulsão de restos ovulares.
Colo do útero fechado, útero com tamanho adequado à idade gestacional.
Aborto incompleto ou em curso:
Hemorragia mais intensa, cólicas, dilatação do colo do útero.
Gravidez ectópica:
Implantação fora da cavidade uterina (trompa de Falópio, colo do útero, ovário, etc.).
Hemorragia escura, dor abdominal, podendo ser acompanhada de choque.
Mola hidatiforme (gravidez molar):
Proliferação anormal do trofoblasto.
Hemorragia irregular, útero maior do que o esperado, ausência de feto viável.

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