1.2.3.
Período de Incubação:
O período de incubação dos ovos fértéis até o desenvolvimento da larva infectante
(L3) no meio exterior e em condições favoráveis, é de aproximadamente vinte (20) dias.
O período pré-patente da infecção dese infecção com os ovos nas fezes do
hospedeiro é de 60 á 75 dias.
1.3. Complicações:
Obstrução intestinal;
Volvo
Perfuração intestinal.
Calecistite;
Calelitiase;
Pancreatite aguda;
Abcesso hepático.
1.3.1. Progressão e Sintomas:
Segundo VALENTINE, HOFFNER; HENDERSON, 2001, a grande maioria dos
infectados têm apenas um número pequeno de ovos que não causam nenhum sintoma.
O período de incubação entre a ingestão do ovo e a chegada do parasita adulto ao
lúmem intestinal dura cerca de dois (2) meses.
Nesse período, as larvas passam por vários órgãos como: figado e pulmões.
Nessa fase, surgem os seguintes sintomas:
Hemoptese;
Hipotermia;
Náuseas;
Vómitos;
Diarréia;
Côlicas abdominais;
Dispnea.
1.3.2. Diagnóstico:
O diagnóstico de Ascarídiase é realizado pelo microscópio óptico, a partir de
observação de ovos do parasita nas amostras de fezes do hospedeiro ( CLAUS ET AL, 2018
). 1.3.3. Diagnóstico Laboratorial:
O diagnóstico de Laboratório é feito pela identificação do verme adulto ou pelos
ovos de Ascaris Lumbricóides nas fezes do indivíduo afectado, usando a pesquisa
microscópica. Essa técnica é a única comumente para diagnosticar o parasita.
1.4. Diagnóstico Diferencial:
Estrangiloidíase;
Amebíase;
Apendicite;
Pneumonia bacteriana;
Outras parasitoses.
1.4.1. Parasita de interesse clínico:
Os helmintos constituem um grupo muito numeroso de animais, incluindo espécies de
vida livre e de vida parasitária. Apresentam os parasitas distribuidos nos filos Platy-helminths,
Nematoda e Acanthocephala. Alguns Gordiaceos representantes do filo Nematomorphae e
conhecidos como “Crina de Cavalo”, parasitas essencialmente de invertebrados, podem
ocasionalmente causar parasitismo passageiro no ser humano sem graves consequências.
Cerca de 20% da população humana do mundo está parasitado popr Ancilostomideos, o que
equivale a mais de 1 milhão de pessoas. A situação é equivalente em relação ao Ascaris
Lumbricóides.
[Link]. Colecta e Preparação das Amostras de Fezes:
Segundo FILIPE & TIAGO, 2012-2015, a coleta das amostras de fezes, possui uma
relação direita com a qualidade do exame de eficiência no resultado. A defecação deve ser
realizada em um recipiente seco e limpo com posterior transferência da parte das fezes
recolhidas de diferentes porções do bolo fecal para o frasco próprio.
O frasco fornecido deve ter boca larga, boa vedação e capacidade aproximada de 50
ml. Identificar o frasco com seu nome completo, data e hora da coleta.
a)- Métodos da coleta
Pote de coleta deve ser retirada no Laboratório;
Não utilizar laxante, excepto sob a orientação médica;
Evacuar em um recipiente limpo e seco, usar num plástico ou um jornal;
Não contaminar o material com urina, terra ou água do vaso sanitário ou um outro
recipiente não recomendado;
Transferir uma pequena porção para o frasco fornecido pelo Laboratório e fechar
correctamente;
Não encher o pote com as fezes, o recomendável é até a metade;
O tempo para levar a amostra para o Laboratório, duas (2) horas após a coleta.
b)- Métodos da preparação:
Os exames de fezes, compreendem diversos métodos Laboratoriais que podem
auxiliar o diagnóstico de doenças gastro-intestinais e infecciosas como, as parasitárias.
A análise das fezes, permite a detenção de microorganismos como: bactérias,
protozoários e vermes que podem causar problemas de saúde. Além disso, pode identificar
a presença de sangue oculto no material que sugere lesões da mucosa do tracto digestivo
ou mesmo inflamações e componentes associados ao mau funcionamento do aparelho
digestivo.
Dentre os diversos métodos usados na pesquisa de amostra de fezes nos
Laboratórios, temos a destacar os seguintes:
[Link]. Métodos dos exames parasitológicos de fezes:
Os métodos dos exames parasitológicios de Fezes podem ser:
1)- Quantitativos:
É o método mais empregado actualmente é o método de Kato-Katz.
2)- Qualitativos:
São os mais utilizados para a demonstração da presença das formas parasitárias.
Frequentemente o número das formas parasitárias é pequeno, assim é necessário recorrer a
processos de enriquecimento dessas formas para concentrá-las.
[Link]. Exame directo:
Este método, consiste em examinar as Fezes ao microscópio, entre lâmina e lamela,
diluidas numa densidade tão fraca.
Para preparar a lâmina nesse tipo de exame, retira-se um pouco de Fezes com ajuda
de espátula e mistura numa gota de solução fisiológica.
Numa lámina deve-se fazer duas (2) suspensões do material biológico. Num deles
coloca-se uma (1) gota de lugol diluido á 1:5 ( uma parte de lugol em quatro partes de água
), cobrir as suspensões com lamelas de 2,4x32mm.
Observar ao microscópio com objectiva á 10x ou 40x.
1.4.2. Métodos de concentração das fezes:
Existem vários métodos de concentração de Fezes que facilitam encontrar parasitas,
diminuindo as matérias fecais, preparação a ser observada no microscópio, concentrando
os parasitas baseando nas diferenças de densidade existente entre as formas dos parasitas e
o material fecal ou fazendo com que certas larvas migram de um funil.
Os métodos que mais se destacam são: Sedimentação, Flutuação e a Migração.
1.4.3. Métodos de concentração por sedimentação:
Consiste em obter por meio de sedimentação, parasitas concentrados no sedimento
obtido por gravidade ou centrifugação.
[Link]. Técnica:
- Colocar 3 á 4 gramas de fezes num recipiente e fazer uma suspensão em cerca de
meio copo de água da torneira, por meio de um bastão de vidro;
- Com um cálice em forma de funil de 250 ml de capacidade, colocamos sobre uma
gaze ou uma peneirinha de nilon e coamos a suspensão das fezes. Acrescentar água até
cerca de 200 ml.
- Deixar o cálice em repouso por 30 á 60 minutos e com uma pipeta de pasteur,
colher as amostras do sedimento e observar no microscópio entre lâmina e lamela, com
aumento médio ( objectiva 40x ).
- Descartar o sobrenadante, despejando o sedimento numa placa de petri e observar
em microscópio comum com a objectiva de pequeno aumento ( 10x ).
OBS: O principal objectivo do exame da placa de petri é a pesquisa de larvas de
helmintos..
[Link]. Método de concentração por flutuação:
Os métodos de flutuação se utiliza na centrifugação para a lavagem do material
fecal, seguida da suspensão desse mesmo material em liquido de densidade determinada,
cuja constituição e modo de uso dependem do método empregue.
Neste método, os parasitas flutuam ou são condensados num sedimento por meio
de uma solução de densidade diferente.
A desvantagem deste método, caso as fezes forem preservadas, podem causar
distorções em quistos de protozoários e larvas ou mesmo causar abertura de opérculos,
impedindo deste modo a flutuação dos parasitas. Mas, caso as amostras biológicas forem
primeiramente fixadas em formalina, essa inconveniência não ocorre.
[Link]. Método de ritchie ou método de formalina:
Esse método permite uma boa concentração de parasitas, se bem que os quistos de
Giardia Lamblia e os ovos de Hymenolepsis Nana, não se concentram bem.
É o método preferido; mas a principal desvantagem desse método é o uso de Éter
que pode causar acidentes no Laboratório.
Pode ser usado tanto para fezes frescas como para fezes preservadas com MIF ou
com Formalina. Como os parasitas ficam no sedimento, sendo desprezado o sobrenadante,
os tubos podem ser arrolhados para evitar que sequem e guardados para ser examinados
mais tarde.
a)- Métodos de Ritchie para Fezes Frescas:
- Suspender uma (1) parte de fezes em nove (9) partes de solução fisiológica. Não
convém usar água para preservar a motalidade de formas vegetativas que podem estar
presentes na amostra.
- Coar 10 ml da suspensão em gaze dobrada em dois (2) ou em peneira plástica
como chá de malhas bem fechadas, usando um funil de plástico ou de vidro, sendo o filtrado
recolhido num tubo cônico de centrifugação com a capacidade de 15 ml devidamente
identificado com o número do exame e os iniciais do nome do (a) paciente.
- Centrifugar á 2000 r/m durante 1 minuto, decantar o sobrenadante.
- Ressuspender o sedimento até a marca anterior, com a solução fisiológica.
- Centrifugar novamente e repetir a operação por uma vez ou mais até a obtenção
de um sobrenadante claro.