May
Antes do acidente, conversei em segredo com a Aobe-Aum no banheiro
sobre o ex dela chamado 'May'. Aobe-Aum queria que eu terminasse com
ele no lugar dela. Eu não consegui muitos detalhes porque minha irmã não
tinha muito tempo, ela precisava ir para cerimônia da cama dela. Então a
única coisa que sei é o nome.
Agora, eu tenho o telefone da Aobe-Aum na minha mão. A tela tem uma
foto dela, que parece exatamente igual a mim, mas com um penteado
diferente. Estou com o telefone faz uma hora, mas estou na defensiva se
devo ou não olhar o que tem dentro.
O que devo fazer?
Eu nunca fui boa para minha irmã porque nossos pais nos comparavam e
é como os outros nos vêm. Aobe-Aum é melhor que eu em todos os
aspectos. Se você assistiu à série Shadow, a mãe e o pai têm filhos favoritos
porque cada um é bom em uma coisa. Mas no meu caso, apesar de ter um
rosto bonito, não tenho mais nada. Sou como o buraco negro da família.
Sim... Mesmo sendo visualmente idênticas, existem algumas diferenças
de beleza.
Talvez seja porque quando éramos mais novas, a Aobe-Aum estudava
muito enquanto eu, que não sou boa em estudar, aprendi a me arrumar e a
usar minha aparência como meu ponto forte. Todos da escola nos
chamavam de 'gêmeas diferentes'. Eu tenho mais aura, enquanto a Aobe-
Aum era quieta e usava óculos.
Mas quando crescemos, minha irmã percebeu que... Se somos iguais, por
que ela não pode ser bonita também? Então a Aobe-Aum começou a se
arrumar. E quando ela ficou bonita, adicionando a inteligência, ela virou
uma aeromoça.
Mais para frente, quando ela arrumou um trabalho, ela tinha dinheiro
para comprar roupas boas. Ela ficou mais bonita e cortou o cabelo. E ela foi
alavancada por parecer atraente e capaz.
Enquanto eu... Estou no mesmo lugar. Eu só sou bonita, mas eu não fiz
nada para minha carreira.
No final das contas, decidi abrir o telefone da Aobe-Aum. Já que somos
idênticas, o celular desbloqueia pelo reconhecimento facial.
É um telefone tão caro, mas tão idiota.
A primeira coisa que procurei foi o número da melhor amiga da Aobe-
Aum. É normal ter uma melhor amiga para você compartilhar sua roupa
suja. E a Jan, que é amiga da Aum desde o fundamental, é meu primeiro
alvo.
[Aum, como vai? Por que tá me ligando tão cedo depois do seu
casamento? Você não está casada?]
"É a Ai, não a Aum."
[Oh? Mas esse número é da Aum.]
"Ela não está aqui, me pediu pra falar com você por ela."
A outra linha do telefone fica em silêncio, sem acreditar no que ouviu.
Bem... A amiga da Aum obviamente sabe sobre o relacionamento entre a
dona do celular e eu. Então não tem nenhuma chance dela acreditar no que
falei.
"Tudo bem... Aum não me pediu para te ligar. Eu decidi ligar. Preciso te
perguntar uma coisa."
[Por que você precisa falar comigo? É muito estranho.]
"Aum estava em um acidente de carro."
[Nem...]
"Não seja irritante! Vou ser rápida. Aum me pediu pra terminar com um
ex dela chamado May. Me fale como acho ele."
Quando falo isso, a Jan começa a acreditar que a Aum realmente sofreu
um acidente. A voz na outra linha soa ansiosa. Ela começa a ficar histérica,
eu sinto vontade de gritar para ela parar de frescura e me responder logo.
"Se controle e me fale onde encontro o May, preciso fazer isso logo.
Fala!"
[Fui na casa dela uma vez. É perto de Sathorn...]
"Então, vamos fazer isso. Vou te buscar e podemos resolver isso."
[Mas preciso trabalhar hoje... Ah... Okay. Eu vou pedir um dia de folga.]
Jan me dá uma desculpa e depois acha um jeito de se aproveitar, o que é
bom porque gosto de eficiência.
"Okay. Vamos para casa do ex da Aum e terminar com ele."
Mas isso realmente é importante? Deve ser feito nesse tempo triste e
doloroso? Mesmo não fazendo nada de tão importante, decido realizar o
pedido da Aobe-Aum de terminar com o ex, e levo junto sua melhor amiga.
Eventualmente, Jan e eu chegamos na casa perto de Sathorn. Arregalo os
olhos admirando a casa que tem muros altos e um sistema de segurança
bem restrito.
"O ex da Aum é rico."
"Claro. Apenas os casos complicados são pegos. Todos os clientes são
ricos. Provavelmente 100 milhões de Bath cada caso."
Jan menciona casualmente. Viro chocada para a melhor amiga da minha
irmã.
"Se o ex da Aum é tão rico, por que terminar? Ah, o noivo
provavelmente mais rico. Ele era dono de uma companhia aérea, afinal."
Sorrio imitando minha irmã, esquecendo totalmente que ela está em
coma. E assim que abaixou os vidros do carro, o segurança achou que sou a
Aobe-Aum; por isso, abre o portão.
Okay... essa família é mais rica do que nos contos de fada. Quando vejo o
campo verde para os cachorros de um lado e uma piscina enorme no outro,
posso imaginar que o dono da casa seja podre de rico. Mas eu não quero
perder tempo admirando as coisas porque tenho um objetivo aqui.
Terminar...
Ter um campo enorme e uma piscina não significa nada porque minha
irmã já tem um marido.
"Vou esperar aqui." Jan fala isso quando chegamos na porta da frente. Ela
não se atreve a entrar. "Não consigo."
"Se você não for comigo, como vou saber quem é May?"
Faço uma careta para a Jan. Qual assustador é o ex da Aobe-Aun?
"Além da empregada, só existe uma pessoa com aura de dona da casa.
Você pode ir, Ai."
"Mas..."
Jan recusa, parecendo culpada, ela me empurra para entrar na casa.
Pouco tempo depois que entro na casa, a empregada que a Jan falou
caminha em minha direção com um sorriso no rosto.
"Senhorita Aum. Você não vem aqui faz um tempo. May está na sala de
estudos. Vou lhe levar até lá."
Eu mal tenho tempo de falar alguma coisa antes de ser levada para ver
May, como Jan fala. A casa não é tão grande e nem tão pequena, mas tem
uma área grande.
"Fique confortável. Vou trazer alguma coisa para beber."
"Está tudo bem... Só vou ficar por um tempinho."
"Por que não fica mais tempo? May está solitária."
Por que ela chama apenas de May? Ou os ricos não preferem usar o
nome para manter a privacidade? As coisas são tão complicadas hoje em
dia. Para um cara se chamar May já é estranho, e também usar apenas o
apelido? Ah, bom... quem liga. Vim aqui para terminar com ele, não para
me declarar.
"Preciso ir em um lugar. Obrigada. Posso entrar?"
"Sim."
Bato algumas vezes na porta para abrir. O vento gelado bate na minha
pele me fazendo ficar com frio. Um cheiro suave de jasmim também me
atinge. Isso me faz parar um pouco e relaxar.
"Aum."
Uma doce voz me chama. Isso me assusta, então olho para a direção do
som. Uma mulher pequena está sentada na janela. Apenas uma fresta de luz
está entrando no quarto pela cortina da janela. A luz está na direção da
mulher a fazendo brilhar. Ela usa uma camisa branca e um short preto.
Mesmo sendo simples, olhando para isso, faz meu coração disparar.
"É você Aum?"
"A... hum?" Estou prestes a dizer não, mas fecho minha boca
rapidamente quando a mulher se levanta e anda em minha direção. Ela me
toca por todo o rosto. "O... o que."
Entro em pânico e dou um passo para trás. Ela para. Os olhos que estão
olhando para outra direção me fazem perceber que tem alguma coisa de
errado.
"Você..."
"É a voz da Aum."
Quero ter certeza, então aceno minha mão na frente do seu doce rosto.
Então, imediatamente percebi que essa mulher...
Não consegue enxergar.
Pow!
Minha mão é segurada com força. Eu quase mudo de ideia sobre ela ser
cega...
"Eu não consigo ver, mas não perdi os outros sentidos."
Então ela realmente não consegue ver.
"Eu... sinto muito."
"Então é você Aum?"
A pergunta repetida me faz gaguejar por um momento. A mulher bonita
na minha frente parece querer que eu responda. Por conta da nossa
diferença de altura, ela me traz para baixo colocando seus braços ao redor
do meu pescoço. E eu recebo uma coisa inesperada...
Um beijo...
Mesmo sendo apenas um selinho, fico paralisada pelo choque. Ficamos
em silêncio por um bom tempo... um bom tempo. Então a mulher começou
a falar.
"É realmente você... Onde você esteve? Senti sua falta."
"May... May?"
Okay. Apesar do fato de ser beijada, tenho outro choque quando percebo
que a pessoa que me abraçou é...
"May."
"Você parece diferente hoje, Aum. Está tudo bem?"
"Ah..."
Olho chocada para a pessoa que continua sorrindo... Se eu amassar todas
as minhas emoções juntas, teria uma bola que poderia ser jogada na cabeça
de alguém.
Okay... May é uma mulher.
"O que foi?"
Como uma árvore que recebeu a água da chuva, o doce rosto está com
um sorriso. Isso faz meu coração se agitar, e preciso me afastar. Coloco
minha mão esquerda no meu peito direito porque estou radiante.
"Eu..."
"..."
"Eu também senti sua falta, May."
Kiss me
May e eu... A namorada da minha irmã e eu estamos abraçadas, como se
nos amássemos profundamente. Eu não sei como a pessoa na minha frente
se sente, mas eu me sinto como uma vela derretida. Não sei o que fazer.
Levou minutos para conseguir me recompor e me afastar.
"May, espere um pouco... Deixei uma coisa no carro. Eu volto."
"O que você esqueceu?"
"Meu telefone."
Por não saber qual desculpa usar, falei a coisa mais rápida e saí da sala de
estudos. Rapidamente vou a onde a Jan ficou. A melhor amiga da minha
irmã sabia de tudo sobre a May, mas não me falou nada.
"Jan... Venha comigo."
A puxo para o carro onde podemos ficar sozinhas. Sentamos em silêncio
por um tempo porque eu preciso focar no que está acontecendo. Então,
imediatamente pergunto.
"A ex da Aum é uma mulher."
"Uhum."
"E você não achou que eu precisava saber disso?!!!"
"O que eu falaria? Você não sabia? Por que tá gritando?"
"Tô gritando porque eu não sabia! Eu estou perdida. A Aum não parece
alguém do tipo que ficaria com uma mulher. E a May, não parece uma
tomboy." Eu fecho minha boca com a mão e olho surpresa para a Jan. "A
tomboy é a Aum?"
"Você tá louca? Se ela fosse, por que casaria com um cara?"
"Então como elas fazem? Quem pega qual posição?"
É como se tivesse um slide na minha cabeça. Minha imaginação corre
solta. Existem quatro dimensões... Visual, cheiro, som e sabor.
"Não é hora pra pensar nessas coisas!" Jan coloca as mãos nas bochechas
e começa a gritar quando percebe que estou focando em outra coisa. "Você
terminou com a May?"
"Ah..." Demoro porque não sei o que falar. Jan me olha e dá um sorriso,
então ela me dá tapinhas nos ombros para me confortar como se fossemos
amigas.
"Você não consegue né? Eu entendo... Aum também não conseguiu. Por
isso ela demorou tanto."
"Ela é cega... Mas faz sentido. Quem iria namorar minha irmã se tivesse
uma boa visão?" Cruzo os braços e sorriu. Jan fecha os olhos e range os
dentes com raiva.
"A pessoa que casou com ela."
Verdade...
Coco minha cabeça e olho para a grande casa na minha frente, sem saber
o que fazer. Acho que entendo porque a Aum não terminou com a May.
Não é porque ela é egoísta, mas deve ter ficado com pena de falar.
Até eu não consegui terminar quando ela estava na minha frente... E o
jeito que senti quando nos beijamos.
Toco meus lábios quando penso nisso.
"Então, qual próximo passo?" Jan pergunta quando me vê calada. Me
sinto muito desconfortável.
"Não posso terminar com ela, mas é preciso palavras mais gentis pra
terminar. Eu pensei que era um cara então seria mais fácil, mas é uma
mulher que não enxerga... Dá muita pena."
"Você parece se importar mesmo com ela."
"E você não?"
"Você se importa com o que mesmo?"
"Como assim?"
"Por que você acha que a Aum pediu pra você fazer isso?"
"Por que eu pareço com ela?"
"Verdade, mas a outra razão é porque você pode falar não sem ligar para
os sentimentos das outras pessoas. Quantos caras você já terminou
mesmo?"
Olho para a amiga da minha irmã como se fosse xingar.
"O que a Aum te falou? Você sabe de mais."
"Ninguém mais se adequa ao trabalho do que você. Isso era o que eu
queria dizer." Jan cruza os braços e sorri como se estivesse feliz por falar
desse jeito. "Posso te fazer uma pergunta?"
"Huh?"
"Quando você viu a May, como se sentiu?"
"Nada!"
"Nada? E... medo ou respeito?"
"Ela é pequena como o filhote. O que tem pra ter medo? Você está
exagerando." Deixo um pequeno suspiro sair. "Sinto pena dela. Ela é uma
pessoa alegre que está no escuro."
"Alegre? É a mesma May?"
Ficamos em silêncio antes de sairmos da casa da ex da minha irmã sem
terminar com ela.
Então, Jan e eu paramos de planejar o que deveria ser feito. Esqueci que
falei a May que ia pegar o celular no carro, mas quem liga... Não consigo
pensar direito.
Volto ao hospital para me controlar. Eu fico lá encarando minha gêmea,
que foi transferida para a UTI. Ela está toda amarrada com tubos, curativos
e drenos por todo corpo. A pessoa que se parece exatamente comigo está
deitada, sem consciência. Me faz pensar que quando eu durmo sem
maquiagem, fico assustadora como um fantasma que não morreu bonito.
"Você é tão malvada. Você deu um pé na bunda da sua namorada fofa pra
casar e me deixou pra limpar sua bagunça de merda como seu último
pedido."
Murmuro, querendo puxar os tubos de respiração nasal dela. Mas... Paro
minha mão que quer irritar minha irmã e olho para seus lábios em forma de
coração que são iguais aos meus.
Quantas vezes ela beijou aquela mulher?
Eu fico frustrada de repente, olhando para os lábios da minha irmã. Eu
quero bater neles. Quando eu levanto minha mão, prestes a bater na minha
irmã, ouço uma tosse atrás de mim. Uma enfermeira está me encarando
quando viro para ela.
"O que você estava fazendo?"
"Ah..." Abaixo minha mão devagar e sorriu pra ela. "Estou conversando
com minha irmã. Caso ela acorde."
"Então você estava irritando ela?"
"Sim."
Não tenho nenhuma intenção em matar alguém na UTI, claro! Mas por
não querer ficar conversando com a enfermeira, saiu depois de ver minha
irmã. Preciso de tempo para pensar em mim mesma, decidi ir para o rio
perto da minha casa antiga.
Ah... Quando falo antiga, eu falo que minha família costumava morar por
aqui.
Nossa família era de classe média, mas depois que a Aobe-Aum
conseguiu um emprego estável, nos mudamos para uma casa melhor.
Fomos embora daqui, mas eu sinto falta dessa atmosfera.
"Você tá gravando um clipe?"
Kosol, um dos meus antigos amigos, que também foi meu namorado que
terminei há dois anos, me cumprimenta. Seu tom de voz é uma mistura de
provocação e desprezo. Viro para dar uma expressão de tédio em retorno.
"Eu tenho muitos amigos aqui, mas porque eu preciso encontrar logo
você?"
"Destino, eu acho. Como você está? Você não apareceu mais aqui depois
que virou rica."
"Minha irmã é rica. Eu sou a mesma... gêmea estúpida."
"Por que veio aqui?"
"Preciso pensar em uma coisa."
"Sobre?"
"Estou pensando em terminar com alguém..." Olho para o rio, a
correnteza ficando mais forte. "Mas não consigo."
"Você é muito atraente, não é?"
Finjo que não ligo.
"Um pouco."
"Por que não consegue dessa vez? Quando você terminou comigo, foi
como tirar doce de uma criança. Você nem ligou."
"Sim... Mesmo passando por muitas coisas juntos, foi bem fácil. Ou foi
por que..."
"Por quê?"
"Nada." Balanço minha cabeça para tirar o pensamento antes de bater
meu cotovelo no braço dele. "Então, como vão as coisas? Me atualize sobre
sua vida."
"Bow tem um filho. Tong está cuidando dos negócios da família no
mercado."
"Qual é. Estou perguntando sobre você, não sobre os outros. Como você
está?"
"Estou dirigindo minha moto e levando as pessoas para outros lugares."
"Todo mundo está em um caminho diferente, huh?"
"Sim. Desde o acidente... depois que você foi embora, nossa gangue se
separou e cada um está vivendo sua vida."
A palavra 'acidente' me faz parar porque eu não quero falar sobre. Então,
mudo o tópico.
"Peguei meu diploma, sabia? Estou procurando trabalho."
Kasol me olha como se soubesse que eu não quero falar do passado.
Então, ele me dá um sorriso.
"Parabéns. Você provavelmente vai se dar melhor do que a gente."
"Isso já é demais... Mesmo achando que estou indo bem, não é suficiente
para os meus pais."
"É por conta da sua irmã. Por falar nela, como ela está? Está bem?"
"Ah... Acho que sim." Não quero entrar em detalhes. "Ela já ficou doente
alguma vez?"
"Não se compare a sua irmã. Você é boa do seu jeito."
Olho para a pessoa que é meu ex e meu amigo, me sinto grata de algum
jeito. É como se ele soubesse o que passa no meu coração. Eu quero ser tão
boa quanto a Aobe-Aum. Eu me esforcei muito para me formar, mas
mesmo assim, não foi o suficiente pra impressionar minha família porque
minha irmã gêmea fez mais coisas.
"Obrigada."
"Voltando para o começo. Você vai terminar com seu namorado atual?"
"Tipo isso."
"Por que tá hesitando dessa vez?"
"Não sei."
"É porque não sente nada quando se beijam?"
"Quê?" Olho para o Kasol, chocada. Meu amigo bonito, em seu uniforme
de taxista, sorri, ver isso parece que vi um fantasma.
"Por que tá com essa cara?"
"Por que você falou de beijar?"
"Você não lembra o porquê terminou comigo?"
"Não é que eu não lembre. Eu só achei que você não iria lembrar."
Olho para os olhos do Kasol e penso nos meus dias de escola com ele. Eu
terminei com ele, como todos os meus outros namorados. Não é que eu não
lembre, porque eu terminei com todos pelo mesmo motivo. Ele só me
pegou de surpresa.
'O que fiz de errado? Por que vai terminar?'
E eu dei o mesmo motivo que eu sempre dava quando terminava com
alguém...
'Eu não sinto nada quando nos beijamos.'