Avaliação Fonoaudiológica em Crianças 7-12 anos
Avaliação Fonoaudiológica em Crianças 7-12 anos
FACULDADE DE MEDICINA
ESCOLA DE FONOAUDIOLOGIA
APRESENTAÇÃO DE
PAUTA FONOAUDIOLOGICA PARA LA EVALUACIÓN
DO LENGUAGEM EM CRIANÇAS ESCOLARES ENTRE 7 E 12 ANOS
( PEFE )
AUTORAS
EDITORA:
CLAUDIA FIGUEROA LEON
2006
PAUTA FONOAUDIOLOGICA PARA A AVALIAÇÃO
DO LENGUAGEM EM CRIANÇAS ESCOLARES ENTRE 7 E 12 ANOS (PEFE).
INTRODUÇÃO
Nível Fonológico
Neste nível da linguagem, a criança adquiriu os aspectos básicos
relacionados, com o manejo de diversas estruturas silábicas e eliminação da
maioria dos processos de simplificação; É ao entrar neste período que
sofre mudanças mais sutis e de aperfeiçoamento.
Ingram, em 1976, estabeleceu uma série de etapas gerais no processo de
aquisição fonológica e as comparou, estabelecendo um paralelismo, com as
etapas do desenvolvimento cognitivo propostas por Piaget. A partir dele, pode-se
dizer que este período cronológico (7.0-12.0 anos) corresponderia à etapa
cognitiva de las operaciones concretas donde el niño aprende el concepto de
reversibilidad y comienza a manejar el concepto de conservación de la materia;
Tudo isso seria apresentado em paralelo às capacidades desenvolvidas a nível
fonológico como o desenvolvimento morfofonemático, a aprendizagem de uma
estrutura derivacional mais elaborada e a aquisição das regras
morfofonemáticas da linguagem assim como aquelas habilidades implicadas no
aprendizagem da leitura e escrita. (Ingram cit. Acosta, 1996)
Por volta dos seis anos, a criança começa a adquirir maior habilidade para
produzir e reproduzir sequências fonêmicas que vão aumentando em complexidade
tanto em sua estrutura quanto em extensão. O anterior seria alcançado graças ao
desenvolvimento da consciência fonológica (que é entendida como uma habilidade
metalinguística que permite a representação dos fonemas, facilitando a
organização, tanto a nível oral como escrito), o que poderia ser mencionado como
um marco desta etapa, pois como mostram várias pesquisas, o
nivel de desenvolvimento deste seria um indicador da aproximação de uma criança ao
aprendizaje inicial de la lectura. (Bravo, 2003)
Nível Morfosintático
Nesse nível, as mudanças referem-se, entre outras, ao desenvolvimento da
morfossintaxe complexa, que permite à criança um adequado manejo de
preposições e conjunções, assim como ao aprendizado de estruturas sintáticas tais
como as orações passivas, as condicionais e as circunstanciais. Também se
evidencia um aprimoramento daquelas estruturas com as quais já estava
familiarizado, pois consegue uma maior complexidade das declarações que produz e
compreende.
O uso das conexões adverbiais, assim como a voz passiva, continuam
aumentando em complexidade até cerca de 7-8 anos, idade em que se
adquieren en su totalidad.
Se logra además la correcta utilización de adverbios y preposiciones de
tempo e espaço; assim como dos tempos verbais e o reconhecimento das
relações sujeito-objeto dentro do contexto oracional que conformam finalmente
um desenvolvimento discursivo, conversacional e não conversacional.
Hacia los seis años se comienza a juzgar la correcta utilización del propio
linguagem. Posteriormente, começam a se manifestar não apenas a consciência
metalinguística, mas também os efeitos que o uso da língua tem, tais como
adivinhações, piadas, códigos próprios para se comunicar, etc. sobre seus pares.
(Acosta e Moreno, 2001)
Entre as aquisições mais tardias no desenvolvimento morfosintático, o qual
se estenderia até a puberdade, podem ser mencionados:
O aumento na produção de pronomes possessivos.
Uso correto dos verbos com forma irregular.
A aparição do mais-que-perfeito e do condicional.
O uso de categorias gramaticais plurifuncionais.
Aparición de las oraciones de relativo.
Uso adequado de tempos verbais entre oração principal e subordinada.
Concordância entre todos os elementos da estrutura principal e
subordinada.
Mudança na ordem habitual dos elementos dentro de uma frase para dar
maior ênfase.
Nivel Semántico
Em relação a este nível em particular, ao contrário dos outros níveis do
lenguaje, es difícil presentar marcos evolutivos para los primeros años, ya que su
a evolução depende de um grande número de variáveis que não permitem estabelecer o
desenvolvimento tipo para cada idade. No entanto, não se deve perder de vista que
quando as crianças entram na escola, ainda não completaram seu desenvolvimento
cognitivo, pelo que não deve surpreender que este nível seja um dos mais
escassamente dominados (Acosta e Moreno, 2001) e, portanto, evidenciar-se como
"vulnerável" para mostrar as mudanças e desenvolvimentos específicos que nele
acontecem.
É assim que se podem fazer aproximações a respeito e propor por
exemplo, que durante esta fase se produz um grande aumento no número de
palavras que o menor domina, assim como também existe um aumento na
capacidad de asignar significado, lo que le permitirá desarrollar habilidades en el
manejo de associações e relações verbais.
Monfort e Juárez em 1989 afirmam que aos seis anos, a criança compreende
uma média de 3.000 palavras e é capaz de produzir aproximadamente a metade de
ellas. (Monfort e Juárez cit. Acosta, 1996)
Quanto à "qualidade" da linguagem neste período, trabalhos realizados
por Piaget em 1962 falam de uma linguagem que entre os sete e oito anos é em um
20-25 % egocêntrico, ou seja, cujo objetivo primordial será satisfazer impulsos ou
necessidades e não comunicar ideias; no entanto, o processo de socialização que
realizam as crianças no sistema escolar, possibilita uma linguagem menos
centrado em si mesmos. (Piaget cit. Acosta, 1996)
Se tentar descrever o tipo de palavras que as crianças usam nesta
etapa, pode-se afirmar que segundo Dale em 1980; Rondal em 1980 e 1982 e Espin
em 1987, entre seis e oito anos este é capaz de encontrar sinônimos e
antónimos de palabras conocidas, así como también clasificar palabras en función
de algum traço semântico comum e ir assimilando os termos de parentesco.
Além disso, entre os sete e dez anos há uma passagem gradual para a economia da
expresiones para evitar los signos redundantes en el lenguaje. En esta etapa
aparece igualmente a capacidade de entender a linguagem figurativa, o que leva
implícito destrezas para o manejo de níveis de abstração verbal que se
seguirão se desenvolvendo mais acentuadamente durante a adolescência. (Dale, Rondal
y Espin cit Acosta, 1996)
Nível Pragmático
Dado o nível evolutivo em que a criança se encontra e o aumento, em
quantidade e qualidade, das interações comunicativas que ele começa a viver em
o ambiente escolar; as crianças nessa faixa etária começam a se nutrição de
novas experiências que permitem um aumento no manejo do tópico, tomada de
turnos, adequação ao interlocutor, assim como também ao contexto comunicativo,
ou seja, existe um maior e melhor desenvolvimento das habilidades conversacionais.
As crianças passam pouco a pouco a situações de vários interlocutores em contextos,
muitas vezes desconhecidos ou distantes (conversas telefônicas) com
referentes ausentes ou mesmo abstratos, e em turnos de fala longos e
desequilibrados.
Tudo o que foi mencionado acima é favorecido pela maior habilidade da criança para
Habilidades Metalinguísticas
Esta habilidade tem relação com o manejo consciente da linguagem, é
dizer, ser capaz de lidar com a linguagem e adquirir conceitos relacionados a ela;
portanto, abrange todos os níveis da linguagem, ou seja, tal habilidade se
desenvolve a partir de aspectos metafonológicos, metasemânticos e
Metasintácticos.
As habilidades metafonológicas alcançam um importante desenvolvimento na
idade escolar, dadas as tarefas que nesse ambiente começam a ser desenvolvidas,
tais como a análise e síntese fônica e/ou silábica, que se encontram
diretamente relacionadas com a aprendizagem da leitura e escrita.
As habilidades metasemânticas são uma das habilidades cognitivas mais
tardias e se relaciona com a capacidade de reconhecer ou atribuir significado a
a partir de uma análise não literal da informação que se recebe. Mais concretamente
isso se evidencia com tarefas de linguagem figurada, onde aos 7 anos aparece a
compreensão de expressões que incluem seu uso, a partir do manejo de provérbios,
juegos verbales, elaboración de adivinanzas, entre otras (Rondal, et al 1995;
Monfort, et al 1997), mas que continua seu desenvolvimento durante a adolescência em
que se faz notório o manejo deste tipo de linguagem (Pavez, 1999)
Com relação às habilidades metasintáticas, estas estão relacionadas com o
manejo de estructuras cada vez más complejas y por ende, se encuentra en
relação com todas as anteriores, mas que podem ser evidenciadas, por exemplo com
jogos de trava-línguas próprios da idade escolar.
importância dado que a partir dela e dos resultados que serão obtidos se
estabelecem os critérios de como enfrentar terapeuticamente a criança que consulta e
assim definir as estratégias mais adequadas para seu tratamento. Surge a necessidade
então, que os instrumentos utilizados sejam os mais apropriados à etapa do
desenvolvimento do menor que consulta e também apropriados no sentido de que avaliem
aquelas funções que interessa conhecer. (Barrera, Varela 1990).
Durante muitos anos, os estudos da linguagem oral se concentraram
principalmente ao que ocorria em pré-escolares, mas foram escassos para
aqueles crianças acima de 7 anos. A bibliografia existente até então dava
conta de poucas referências do que acontecia com as funções linguísticas de
esses crianças e como se produzia a interação com seu ambiente. Este fato, acredita-se
determina o que os instrumentos conhecidos até aquele momento, em nosso país
especificamente, não se desse conta de aspectos morfossintáticos e semânticos muito
necessários de avaliar em escolares.
No Centro de Diagnóstico e Reabilitação, dependente da
Corporación de Desarrollo Social de la Municipalidad de Providencia, se realizaron
durante os anos 1988 e 1991, as primeiras investigações e aproximações à
evaluación del lenguaje en niños escolares y adolescentes.
Após um extenso trabalho, que significou inúmeras revisões
bibliográficas, construção e aplicação de testes piloto, análise de corpus
lingüísticos entre outros, foi elaborada a primeira Pauta de Avaliação
Fonoaudiológica para Crianças Escolares entre 7 e 12 anos (PEFE).
EXPERIENCIAS DE APLICACIÓN
A primeira aplicação formal da Pauta (PEFE) foi realizada no ano
1990, na pesquisa “Déficits Linguísticos em crianças escolares de 9 a 18 anos”
cujos resultados foram apresentados no IX Congresso Nacional de
Fonoaudiologia.
Posteriormente, foi utilizada a Pauta de Avaliação Fonoaudiológica (PEFE)
na Escola de Fonoaudiologia da Universidade do Chile como parte da
investigação “Avaliação da linguagem e compreensão de leitura em crianças escolares
de 3º básico, com antecedentes de TEL”. (Lolas et al, 2002), cuja aplicação
junto con las pruebas para medir comprensión lectora, determinaron que los niños
com TEL apresentam um desempenho escolar deficitário por importantes dificuldades
de linguagem oral que incidem significativamente na compreensão leitora.
Durante vários anos, a Pauta de Avaliação Fonoaudiológica (PEFE) se
tem sido utilizado como instrumento de uso permanente e diário por uma quantidade
importante de fonoaudiólogos que se dedicam à avaliação e tratamento de
crianças escolares. Isso acontece não apenas na consulta privada, mas
fundamentalmente nas escolas básicas regulares que se apresentaram diante do
Ministério da Educação, projetos de integração e inclusão, que permitem receber
a escolares com alguma deficiência leve, permitindo assim que essas crianças assistam a
escolas não especiais e serem apoiados por especialistas durante sua educação
básica.
Atualmente, a PEFE é um instrumento útil para muitos fonoaudiólogos
a quem lhes foi permitido compreender, conhecer e portanto avaliar os comportamentos
comunicativas das crianças sobre os 7 anos. Para conhecer esta realidade, se
elaborou um questionário, que foi divulgado entre Fonoaudiólogos de diferentes
setores do país e diferentes comunas de Santiago.
A partir de la información recabada se realizó el siguiente análisis: Con
respecto ao uso, 9 dos 10 entrevistados indicaram ter utilizado em seu
quehacer. Todos coincidem em sua utilidade como instrumento de avaliação.
destacando sua importância no processo terapêutico em suas etapas de avaliação,
diagnóstico e tratamento.
Os entrevistados destacam a eficácia deste instrumento por sua rápida
aplicación y porque aporta, a su parecer, una visión general del desempeño
semântico, morfosintático e do discurso, que fortalece as diretrizes
terapêuticos posteriores. Por outro lado, de acordo com a experiência profissional,
coincidem em apontar que o desempenho obtido pelas crianças nesta diretriz se
vincula com seu desempenho escolar, já que considera aspectos funcionais do
linguagem que se relaciona com o trabalho escolar.
Finalmente, os entrevistados mencionam a necessidade de complementar a
informação obtida coletando informações de outras habilidades relacionadas com
o desenvolvimento linguístico não considerado neste padrão, como por exemplo
aspectos fonológico, memoria verbal, entre otros.
Cabe destacar que a maioria dos entrevistados refere como uma
a fraqueza da PEFE é a falta de diretrizes de análises quantitativas que permitam
comparar o desempenho da criança com seu grupo etário.
Propósito
A pauta de avaliação fonoaudiológica tem como propósito entregar uma
visión general del desempeño lingüístico de niños cuyas edades fluctúan entre los
7 e 12 anos de idade.
Objetivo
Avaliar o desempenho na linguagem oral em crianças de 7 a 12 anos de idade
nos aspectos semânticos, morfosintáticos e discurso oral.
Materiais
•Pauta de Evaluación Fonoaudiológica para Niños Escolares (PEFE)
•Protocolo de registro
Láminas para elicitar produções e obter amostras de linguagem
Estrutura
Está constituída por duas seções. Na primeira, avaliam-se aspectos
semânticos como: evocação categorial, relações de termos pelo uso,
definiciones, semejanzas verbales, asociación auditiva, sinonimia y antonimia,
compreensão da linguagem figurada e compreensão de absurdos verbais. No
na segunda seção são avaliados aspectos morfossintáticos e do discurso oral
cuales son: construcción de oraciones, completación de oraciones a partir de un
nexo y descripción y narración inducida a través de láminas. Por último, se realiza
el análisis de discurso de muestras de lenguaje, las que se obtienen, a través de
argumentações e narrações utilizando para isso lâminas elicitadoras e
perguntas de conteúdo.
NIVEL SEMÁNTICO
existe uma ausência dela. São quatro os estímulos dados, com uma pontuação.
máximo de8puntos.
cumprir com este critério ou na ausência de resposta. Este item consiste em cinco
estímulos con un máximo puntaje de5puntos.
NIVEL MORFOSINTÁTICO
3.- Narrações
La narración esta constituida por presencia de personaje, episodio,
apresentação do problema, final, coerência e coesão, a presença por cada
aspecto equivale a 1 ponto e 0 na ausência do mesmo. Ao ser duas narrações, o
O pontuação máxima do item é de 12 pontos.
4.- Descripciones
Existem duas descrições neste item, que tem uma pontuação máxima
determinado por cada ítem e de pontos na ausência de resposta ou
nominaciones isoladas não coerentes com uma descrição, como mostrado mais
Adelante. O pontuação máxima deste item é de 9 pontos.
5.- Argumentaciones
Fazem-se três perguntas, se a resposta sustenta a tese, atribui-se a ela.
ponto. O item apresenta uma pontuação máxima de 3 pontos.
PONTUAÇÕES TOTAIS E ANÁLISE QUALITATIVA
A pauta de linguagem tem um total de 98 pontos, dos quais 56
corresponden al ítem que evalúa aspectos semánticos y 42 al ítem que evalúa
aspectos morfosintáticos.
A análise do desempenho das crianças na norma de linguagem se
realiza da seguinte forma:
NOME.....................................................................................................
FECHA DE NAC................................................EDAD..............................
COLEGIO...........................................................CURSO............................
DATA DE EX...................................................EX....................................
esportes
trabalhos
aves
insectos
aprender
ensinar
lápis boneca
colete table
criançã amigos
gato sol
4.- SEMEJANZAS VERBAIS: Em que se parecem...?
faca-tesoura
bicicleta-avião
mão-pala
ser humano-gato
1.- 3.-
2.- 4.-
Um lenhador, quando ia em sua carroça com uma bolsa muito pesada, a colocava no ombro para que lhe
pesará menos ao cavalo
Eu gosto muito dos finais de semana, porque é muito bom dormir até tarde nas quartas-feiras.
escola
madeira
b.- Agora as duas palavras têm que estar na mesma frase
salir - sabia
tener – gratis
conhecimentos - há
a.- Narração
“Observa atentamente estas láminas, porque depois você tem que me contar a história que há
nelas
Narración 1.-
Narrativa 2.-
b.- Descrição de lâminas.
Mire atentamente esta lâmina, porque depois você vai me contar do que se trata.
Lámina 1.-
Lâmina 2.-
c.- Argumentaciones
¿Tú crees que es posible terminar con el problema de la contaminación? ¿Por qué?
OBSERVACIONES.-
...............................................................................................................................................................
...............................................................................................................................................................
...............................................................................................................................................................
REGISTRO DA PAUTA DE AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA PARA CRIANÇAS ESCOLARES ENTRE 7
Y 12 ANOS DE IDADE
(PEFE)
Nombre:_____________________________________________________________
Fecha de Nacimiento:___________________Edad:_______________________
Fecha de Evaluación:___________________Curso:_______________________
Establecimiento:______________________________________________________
BIBLIOGRAFÍA
1. Acosta, V (1996). “A Avaliação da Linguagem. Teoria e prática do processo
de avaliação da conduta linguística infantil”. Editorial Aljibe. Málaga.
2. Alliende;F; Condemarín, M(1998): Da disciplina de espanhol à área de
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