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Logs de Voo: Segurança e Conformidade

O SENAI-SP oferece um curso de 8 horas sobre legislação para operação de drones, abordando regulamentações, classificações e aplicações em diversos setores, como agricultura, logística e segurança. O curso visa desenvolver competências para operar drones de forma segura e em conformidade com as normas vigentes, destacando a importância da mão de obra qualificada e do conhecimento das leis. Além disso, discute os desafios enfrentados pela indústria na adoção dessa tecnologia, como a falta de conhecimento sobre legislação e a necessidade de segurança operacional.

Enviado por

Renato Barbosa
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Logs de Voo: Segurança e Conformidade

O SENAI-SP oferece um curso de 8 horas sobre legislação para operação de drones, abordando regulamentações, classificações e aplicações em diversos setores, como agricultura, logística e segurança. O curso visa desenvolver competências para operar drones de forma segura e em conformidade com as normas vigentes, destacando a importância da mão de obra qualificada e do conhecimento das leis. Além disso, discute os desafios enfrentados pela indústria na adoção dessa tecnologia, como a falta de conhecimento sobre legislação e a necessidade de segurança operacional.

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[Link]

br/
SENAI - SENAI-SP oferece cursos de drone para atender crescente demanda
da indústria
Legislação para voo

Olá! Boas-vindas ao curso de Drones: legislação para voo.

Com carga horária de 8h, ele tem como objetivo contribuir para o
desenvolvimento das competências necessárias para que você possa
reconhecer os órgãos responsáveis pela regulamentação da operação de
drones, tanto em espaço aéreo público quanto em espaço privado. Você
também aprenderá a classificar os equipamentos de acordo com a sua
categoria, classe de operação, suas aplicações, documentação e
credenciamentos necessários para operar, de acordo com normas técnicas,
ambientais, de qualidade, segurança e saúde no trabalho.

Leis vigentes

DRONES: ORIGENS, TIPOS E


APLICAÇÕES

Drone surgiu originalmente da palavra inglesa para zangão e corresponde aos


veículos aéreos não tripulados, conhecido pela sigla vant. Também podemos
encontrar através da sigla UAV em inglês

Drone = zangão

Vant = veículos aéreos não tripulados

UAV = Unmanned aerial Vehicle

ARP = aeronaves remotamente pilotadas

Essas siglas representam as chamadas aeronaves remotamente pilotadas,


conhecidas também pela sigla ARP ou RPA, em inglê[Link] termo é usado
para definir uma aeronave não tripulada, pilotada a partir de uma estação de
pilotagem remota.

A anac, utiliza o termo RPAS para sistemas de aeronaves remotamente


pilotadas. O Departamento de controle do espaço aéreo, o Decea utiliza o
termo UAS, tanto para veículo aéreo não tripulado, quanto para o sistema que
controla remotamente.

Decea:UAS, unmanned aircraft system

Segundo a Oaci,do DOC100-19, as aeronaves podem ser divididas em 3


categorias, sendo elas:

Remotely piloted aircraft(RPA)-> aeronaves não tripuladas por estações de


pilotagem remota

Aeromodelo -> aeronaves não tripuladas por estações de pilotagem remota

Autônoma ->já as autônomas se diferenciam por não permitirem a intervenção


humana

A RPA está dividida em 3 classes que estão relacionadas com seu peso
máximo para decolagem, considerando os pesos da bateria ou do combustível
e a carga transportada, de acordo com a definição em classes.

Classe 1: acima de 150kg

Classe 2: entre 25 e 150Kg

Classe 3: até 25Kg

A categoria aeromodelo por exemplo é considerado RPA para fins recreativos,


de acordo com o regulamento brasileiro de aviação civil especial n°94, sem fins
lucrativos e com regulamentação especifica, a MCA56-2.

Já a categoria autônoma não permite intervenção por partes das pessoas


assim que iniciado o [Link] seja a escolha de uma categoria depende
exclusivamente da finalidade pretendida.

O drone pode ser utilizado em diversos segmentos como: produções de TV e


cinema por meio de captura de imagens, manutenção predial para realização
de inspeções visuais de infraestrutura, termográfica ou medição.

Aerolevantamento para captura de imagens e coleta de dados.

Na construção civil para realizar auditorias e fiscalização de obras.

No setor da logística por meio da redução de viagens e entregas para áreas


remotas, inclusive entrega de alimentos.

Na agricultura e agropecuária, em que os drones podem contribuir com a


realização de monitoramento de lavoura, pulverização e contagem de gados.

Na segurança por meio de fiscalização, vigilância ou até mesmo agilizando a


reposta de uma emergência, entre outros exemplos.
Atualmente também já podemos considerar a possibilidade do transporte de
pessoas, os tão esperados “carros voadores”.

Para adquirir o equipamento correto que esteja de acordo com o uso


pretendido e possa oferecer soluções de que você precisa, é necessário
considerar os tipos de drones e suas classificações.

Os drones podem ser classificados de duas maneiras:

Asa fixa que são usados para o voo de grande autonomia

Modelos multirrotores que são os mais vendidos no mercado, além da versão


híbrida

Hibrida = que é um modelo de asa fixa e rotativa denominada VTOL.

Entre os multirrotores ainda é possível distinguir os modelos que são voltados


para o consumidor final, que a linha consumer, voltada para o audiovisual, e os
modelos voltados para uso profissional, que é o caso da linha Enterprise para
uso profissional que é o caso da linha enterprise.

Responsabilidades do operador:

Proteção de pessoas, de propriedades e de outras aeronaves

Evitar acidentes e danos

Nesse caso um operador de drone deve respeitar a privacidade e a segurança


de dados e coletas indevidas de informações,

Se responsabilizando por qualquer dano na ocasião de uma operação.

Violações cometidas podem acarretar em multas ou penalidades referentes a


danos materiais, lesões pessoais, ou violações de privacidades, honra ou da
imagem das pessoas.

Os drones são tecnologias disruptivas presentes em diversos segmentos e


podem ser ferramentas poderosas. Para isso é importante conhecer as
possibilidade de uso de cada modelo para extrair o melhor de seus benefícios.

Mão de obra consciente e qualificada, com base na legislação vigente.


Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Olá, sou o Ricardo, agora piloto, instrutor e especialista em projetos


com drones. E hoje no nosso podcast você vai começar a sua jornada
de conhecimento no mundo dos drones, falando um pouco sobre
tipos, aplicações e os requisitos legais que nós temos para a
utilização dessa tecnologia no contexto brasileiro. Para essa missão,
hoje trago aqui no estúdio dois convidados ter a honra deles aqui.

Os professores Gabriel e Jonatan. Vocês poderiam se apresentar para


os nossos alunos?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Olá! Claro, Ricardo Magoga, uma honra estar aqui com vocês. O meu
nome é Gabriel Augusto Qualiato, sou um dos instrutores de formação
profissional do SENAI, atuo com drones, segurança do trabalho e
gestão, e estaremos juntos nesse conhecimento, nessa trilha.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Professor Ricardo, professor Gabriel, agradeço convite, muito prazer a


todos.

Eu me chamo Jonathan Henrique, sou instrutor de formação


profissional pelo SENAI e também atuo nesse mundo dos drones
fazendo projetos de energia renovável, principalmente voltados para
energia solar. Estaremos juntos também nessa jornada do mundo dos
drones.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Obrigado, professores, para abrir esse bate papo, queria que cada um
falasse a experiência que tem com os drones, se tem drones, se
voam drones e qual a classe desse drone e o PMD deles, o peso
máximo de decolagem.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Boa pergunta, professor! E já respondendo eu atuo sim com drones.


Eu tenho um drone DJI mini 2 e esse drone, segundo o manual do
fabricante, ele tem um PMD superior a 250 gramas e é enquadrado
como classe três.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Eu também atuo com drone. Eu tenho DJI mini 1, mini 2, mini 3, tive
um avata recentemente para fazer alguns takes, também é
enquadrado na classe três, ou seja, no manual compreende até 250
gramas, mas a gente entende que o PMD deles pode ultrapassar isso.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Muito bem lembrado, professor, porque muitas vezes a gente


encontra a descrição de que o peso da aeronave é 249 gramas, mas o
que vale é o PMD, o peso máximo de decolagem. Quer dizer, se você
é capaz de carregar o protetor de hélice, isso afeta o peso dele e o
PMD calculado a partir desse cálculo, ok?

Falando sobre aplicações com drones, muito interessante... Eu queria


saber da experiência de vocês. Como vocês veem a aplicação dos
drones? O que vocês têm escutado no mercado dos próprios alunos
de interesse por essa tecnologia?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

É muito interessante que o Ricardo Magoga acabou de mencionar,


está uma alta muito grande, diversas atividades e aplicações do
drone... Por exemplo, a gente hoje já consegue utilizar o drone para
fazer contagem, inventário de estoque.

Hoje a gente consegue fazer inspeção, atividades em área, na parte


logística, na parte de segurança do trabalho, diminuindo algumas
possibilidades de risco, otimizando processos... E também na parte de
agropecuária, que é uma ação importante também nessa categoria
de drone.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Professor Ricardo, vou fazer um complemento na área de energia,


que a área que eu atuo, até pela minha unidade também do Senai, na
área de energia, a gente consegue utilizar drone para sistemas de
energias renováveis. Então, onde eu consigo aplicar o drone? Para
fazer uma inspeção, por exemplo, de uma torre eólica com o drone;
eu consigo utilizar o drone também para fazer um dimensionamento,
mapeamento de telhados, áreas, terrenos para eu dimensionar a
quantidade de módulos, painéis fotovoltaicos que vão ser instalados.
E além dessas aplicações em renováveis, a gente consegue utilizar os
drones inspeção em sistema de energia com drones que tem um
câmera termografia.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Muito interessante isso também. Acrescento a experiência minha no


setor de que, além das inspeções que os professores falaram, e hoje é
recorrente, é uma tecnologia que se torna uma extensão do corpo
humano para inspeções. Então a gente sabe dos diversos benefícios
que essa tecnologia traz. Então a gente está usando também esse
tecnologia para monitoramento ambiental, para vazamentos de óleo,
para reflorestamento, para fazer o monitoramento de
reflorestamento, segurança patrimonial... São diversos tipos de
aplicações. E falando dos benefícios, quais os benefícios que isso
realmente traz para a indústria?

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Bom, falando da área de sistemas de energia renovável, hoje, se um


projetista ele tiver que dimensionar um sistema e subir no telhado
para tirar as medições desse telhado com uma trena e com os
equipamentos, ele precisa ter todos os treinamentos de segurança no
trabalho, cumprir todas as normas, os pré-requisitos e, além disso, ele
vai levar muito tempo nessa atividade, nessa ação e é passível de
erros.. Uma atividade ao sol, exposta à altura. Então, com o drone,
tem um baita benefício nessa ação, na otimização do tempo e na
segurança também.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Perfeito! Bom, já também citou, então, a velocidade e a execução da


atividade, aquela atividade crítica em telhado, inspeção em caixa-
d'água, inspeção em ponte rolante, que antigamente o pessoal fazia,
punha escada, subia com plataforma elevatória, andaime... Agora,
treinar um operador dedicado para esse equipamento, o drone subir
para fazer esse tipo de manutenção, esse tipo de inspeção e esse tipo
de análise.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

É uma tríade: segurança operacional, agilidade nas inspeções e


redução de custos. É isso que as empresas estão procurando. Então
vale a pena, é uma tecnologia que está crescendo a cada dia mais e
nós estamos no momento certo. Continuando com a nossa aula hoje
com os professores Gabriel e Jonatan, a gente já falou sobre
aplicações, falou sobre alguns tipos de drone, os benefícios... Mas
agora eu queria entender quais os principais desafios que a indústria
enfrenta para transformar essa tecnologia em algo mais rotineiro no
dia a dia delas.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Bom, Ricardo, Jonatan, a mão de obra não qualificada para esse tipo
de aplicação é uma das ações que eu vejo como pontual. Eu vejo
gente subir em telhado, fazendo alguns tipos de inspeção, em risco
ainda, perdendo muito tempo... Então uma das ações principais que
eu coloco é a falta da mão de obra qualificada para a utilização do
drone, ou seja, as indústrias.
Algumas indústrias ainda não entenderam o que o drone pode levar
de conhecimento de aplicação para elas.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Se eu puder fazer um complemento também, professores, eu faço


minha contribuição aqui no não conhecimento das leis... Muitas
pessoas já têm drones hoje pelo fácil acesso no mercado. Hoje um
drone é barato, não é tão caro quanto antigamente, mas as pessoas
não têm o conhecimento pleno da lei e da legislação, o que é
permitido e o que não é permitido. Então eu acho que esse é um
grande problema para o nosso setor e que nosso mercado.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

É, faço um adendo que o professor Jonatan disse e complemento


dizendo que a segurança de voo é essencial. Nós compartilhamos do
mesmo espaço aéreo que aviões e helicópteros. Então, conhecer a
legislação, o intuito desse curso de legislação antes do curso de
pilotagem, é preparar nossos alunos para enfrentarem a realidade de
um voo seguro, não colocando em risco terceiros. Então, hoje a gente
vê operações que as pessoas estão fazendo sem ver o drone, que é
uma operação chamada BVLOS, sendo que pela lei a gente pode fazer
isso, mas com devidas autorizações. Na maioria dos casos, elas têm
que ser na linha visual. Então, esse é um dos pontos que a gente
observa hoje na indústria que está sendo feito de maneira incorreta.
Eu acho que isso é essencial, segurança de voo é o que nós estamos
trazendo aqui, antes do nosso curso de pilotagem. É isso, pessoal. A
gente encerra agora o nosso primeiro podcast. Espero que esse
material tenha sido enriquecedor para vocês e que vocês
acompanhem a gente nessa jornada de conhecimento. Então, falamos
hoje sobre alguns tipos de drones, aplicações, falando sobre a
legislação e a importância de um voo seguro.

Agradeço aos professores Jonathan e Gabriel.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Professor Ricardo, professor Gabriel, agradeço o convite e, aos


alunos, encontro vocês aí na nossa próxima aula, no nosso próximo
podcast.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Agradeço a todos também, professor Ricardo, professor Jonathan, que


oportunidade!

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga


Agradecemos a todos que assistiram o nosso podcast e o conteúdo
você pode encontrar clicando no botão da transcrição, ok? Até a
próxima aula!

ESPAÇO AÉREO BRASILEIRO

Conhecendo o espaço aéreo


brasileiro
Podemos dizer que o controle do espaço aéreo brasileiro é de grande
magnitude e vai além de suas fronteiras, ultrapassando seu território
e alcançando parte do Oceano Atlântico.

Além disso, espaço aéreo brasileiro compreende uma área de 22


milhões de km² sobre terra e mar e, por esse motivo, seu controle
necessita de uma responsabilidade estratégica de segurança
nacional.

Para compreender o controle, o espaço foi dividido de forma vertical.


A seguir, conheça a definição dos espaços.

Clique nos ícones do quadro a seguir conhecer a definição dos


diferentes tipos de espaço.
Podemos entender o espaço aéreo controlado brasileiro como uma área
especifica onde os controladores de trafego aéreo ajudam as aeronaves.

Esse suporte que os controladores prestam está ligado também com o tipo de
espaço aéreo em que essas aeronaves estão [Link] tipos de espaços são
definidos através de algumas limitações de zonas, que podem ser
denominadas como:

ATZ -> Zona de trafego de aeródromo,que corresponde ao espaço aéreo ao


redor de um aeroporto em relação á circulação e manobras. O responsável por
controlar essa área é a TWR, ou seja a torre de controle

CTR -> ou zona de controle de trafego é o espaço aéreo que cobre um ou mais
aeroportos próximos, permitindo que as aeronaves sigam por rotas especificas
ao chegarem e saírem, através de instrumentos. Quem controla essa área é a
APP, ou seja o controle de aproximação.

TMA -> ou área de controle terminal é uma área onde varias rotas aéreas se
encontram perto de um ou mais aeroportos, a fim de guiar a entrada e saída de
aeronaves, podendo incluir uma ou mais áreas de controle em torno para criar
um espaço adicional controlado de auxilio para as aeronaves durante a
aproximação. O responsável por controlar essa área também é o APP, o
controle de aproximação.
CTA -> Área de controle são aerovias controladas em corredores e podem ter
auxilio de navegação ou nã[Link] espaço aéreo compreende as rotas aéreas
mais baixas, áreas de controle próximas e outras partes desse espaço aéreo
mais baixo e são mostrados nas ERCs, ou cartas de rotas.

O órgão responsável por controlar esse espaço é o ACC, ou seja o centro de


controle de área

UTA -> área de controle superior corresponde a área que inclui as rotas aéreas
mais altas e outras partes do espaço aéreo acima.

Lembre-se de que ao operar um drone perto de aeroportos dentro dos limites


permitidos,é importante consultar a carta VAC, a carta de aproximação visual,
as cartas REA,rota especial de aeronaves em voo visual e as Cartas REH, rota
especial de helicóptero para evitar de interferir nas zonas de trafego
aé[Link] documentos podem te fornecer as informações essenciais sobre
espaço aéreo por exemplo: áreas restritas, altitudes seguras, e informações
sobre pista de pouso e [Link] forma você evita interferir no fluxo de
trafego, evita acidentes e mantém a todos em segurança.

Dentro do espaço aéreo controlado, também é


importante destacar outras duas rotas muito importantes
a serem consideradas, são elas:
Dentro do espaço aéreo brasileiro existem algumas áreas que recebem status
especial devido a própria natureza ou atividade. Por exemplo:
Áreas de usina nucleares, áreas de treinamento ou áreas destinadas a voos
militares os espaços aéreos sobre essas regiões são classificados como
espaços aéreos condicionados de dimensões definidas e restritivas a
circulação aérea geral estas áreas inclui zonas onde é proibida restrita ou até
considerada perigos por esse motivo seus limites são mostrados em cartas
aeronáuticas e manuais do DCA a exemplo do AIP brasil, Sid, IAC os espaços
aéreos condicionados são classificados através de códigos compostos por
letras e números para identificar sua classe e localização sendo letras:

D -> Danger(área perigosa) está é uma indicação para áreas onde o espaço
aéreo oferece riscos a segurança aérea em caráter potencial por exemplo
áreas onde são lançados foguetes do sistema antigranizo

R -> Restrict(área restrita) Está é uma indicação para áreas onde o espaço
aéreo só pode autorizar voos sob condições pré-definidas por exemplo áreas
destinadas a treinamentos militares

P -> proibid(área proibida)Esta indicação serve para determinar áreas onde


não é permitido voo por exemplo áreas de segurança nacional por meio dessa
classificação a todas as áreas cujo espaço aéreo seja considerado especial
são atribuídos códigos compostos por 3 elementos elemento um este elemento
indica o local do espaço aéreo em questão por exemplo no brasil utilizamos o
código SB, elemento dois este elemento indica a classe do espaço aéreo em
questão que pode ser “D” para área perigosa, “R” para área restrita ou “P” para
área proibida de acordo com a estrutura ou atividade exercida naquela região
elemento três, este elemento indica um numero único para identificação do
espaço aéreo em questão por exemplo “SBR 420” área restrita localizada no
município de pardinho no estado de são Paulo definida como restrita devido
aos voos de ensaio que são realizados nas proximidades por fim tenha sempre
em mente que saber identificar as áreas com espaço aéreo condicionado e
suas características é fundamental para operar um drone com eficiência
contudo é necessário estar atento para condições especificas ou
circunstanciais além de surgimento de novas áreas códigos que podem
interferir na segurança de sua operação estando sempre de acordo com as
legislações vigentes por esse motivo continue se dedicando aos estudos
realizando pesquisas e mantendo-se sempre atualizado bons estudos.

É preciso ter sempre em mente que um espaço aéreo é


compartilhado por aviões, helicópteros e outros tipos de aeronaves,
inclusive os drones. Portanto, conhecer as divisões e classificações
que definem o espaço aéreo brasileiro é importante para operar com
garantia e a segurança de todos.

Nesse sentido, ter conhecimento das regras e restrições vai lhe ajudar
a evitar acidentes e multas. Além disso, respeitar as normas e
legislações contribui para a privacidade das pessoas e evita
problemas legais. Então, é importante saber as regras e limitações do
espaço aéreo brasileiro ao usar o seu drone.
Recapitulando
Chegamos ao final desta aula. A seguir, traremos mais uma entrevista
com especialistas em drones para discorrer sobre o espaço aéreo
brasileiro e alguns cuidados que você deve considerar ao operar um
drone. Por meio dessa entrevista, você também revisitará vários
aspectos estudados até aqui.

Clique em play ou na transcrição a seguir para acompanhar o


podcast.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Olá, eu sou o Ricardo Magoga piloto, instrutor, e especialista em


projeto com drones. Hoje nós vamos falar um pouco sobre o espaço
aéreo brasileiro.

Se esse assunto te interessa, fique aqui conosco, pois vou abordar as


divisões, classificações e cuidados que você deve tomar a operar seu
drone.

Neste podcast de hoje, para me ajudar eu convidei os professores,


Gabriel e o Professor Jonatan.

Tudo bem, Professores?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Tudo bem Ricardo, tudo bem Professor Jonatan, meu nome é Gabriel
Augusto sou instrutor de formação profissional. Atuo na casa, sou um
dos especialistas do SENAI de Drone.
Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Seja bem-vindo, professor.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Obrigada.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Olá professores, Professor Ricardo, Professor Gabriel, muito obrigado


pelo convite. Eu sou o professor Jonathan Henrique, sou instrutor de
formação profissional e estou aqui para colaborar com vocês nesse
projeto e na trilha de formação de drones.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Seja bem-vindo, Jonatan!

Bom, nesta aula a gente teve a oportunidade de conhecer a estrutura


do espaço aéreo brasileiro e deu para entender toda a
responsabilidade envolvida com relação a segurança de voo em
operações com drones, devido a dinâmica de compartilhamento do
mesmo espaço.

Afinal, drones e aeronaves, aviões e helicópteros compartilham do


mesmo espaço. Nesse sentido, gostaria de saber de vocês
professores de e como é o conhecimento abordado até aqui.

Como vocês entendem a relação dessa estrutura do espaço aéreo e o


papel de um piloto profissional de drones dentro do conceito de
segurança de solicitar o voo, de fazer um voo seguro?

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Professor Ricardo, você bem mencionou agora nas suas palavras que
o drone ele compartilha o mesmo espaço aéreo que as aeronaves
comerciais, como helicópteros, aviões.

Então, um piloto profissional, ele tem que ter noção e ciência dessa
responsabilidade, que quando ele sobe um drone no espaço aberto,
no espaço aéreo, ele está utilizando o mesmo espaço destinado a
aeronaves.

Então ele tem que ter ciência dessa responsabilidade, conhecer aí as


zonas de aproximação de aeroportos, conhecer as zonas de voo,
proximidade com helipontos.
Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Muito bem, muito bem citado Jonatan.

A gente aprendeu nessa aula sobre TMA sobre espaço aéreo superior
inferior, as zonas de aproximação de pouso e decolagem, como você
bem disse.

E realmente isso é muito importante, assim como conhecer também


os corredores que a gente falou nessa aula sobre os corredores de
aviões e helicópteros, principalmente de helicóptero, que voa baixa
altura e exige uma atenção especial de um operador de drone.

Pensando nisso, também, professor Gabriel, necessidade de voar


próximo de um aeroporto devido a algum tipo de serviço profissional.

Além de todo esse projeto prévio autorizações que a gente bem vem
dizendo durante o curso como um piloto de drone pode aumentar o
grau de segurança numa operação dessa, quando próximo do
aeroporto ou de um heliponto?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Legal professor Ricardo, além de seguir todas as particularidades da


documentação do que o pessoal já vem acompanhando aqui no curso,
é muito importante também a configuração da altura da distância, o
raio ali que o drone vai ficar na sua visão e qualquer coisa fora disso.
Fazer a solicitação especial no SARPAS, colocando ali a documentação
para uma possível aprovação do SARPAS do órgão ali da ANAC que
está avaliando isso.

Então sempre ficar ligado ali na altura, na distância, manter o


controle ali próximo da aeronave, é uma situação que envolve espaço
aéreo, que pode ter mais pessoas envolvidas.

Então ficar bem atento ali, quanto a isso.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Muito obrigado.

E até faço um adendo de que em casos de para aumentar a


segurança, isso tem que sempre contar com um telefone para um
contato com a autoridade aeronáutica. Então, nesse caso, eu
recomendo aos nossos alunos sempre ter o telefone do tático SARPAS
o telefone de contato, em casos de perda de um enlaço de drone.
Uma situação crítica no qual é uma forma de mitigar. A gente estava
falando de uma de uma análise de pré-vôo como mitigar uma
situação de emergência. Então esse é um dos casos.
Se você pede o contato de frequência com o drone, é uma das
maneiras de comunicar a autoridade aeronáutica através do Tático
SARPAS.

Bom, já conhecemos a estrutura do espaço aéreo e suas divisões e


classificações, conhecemos espaço aéreo inferior, superior.

Falamos de espaço aéreo controlado, identificando suas divisões,


rotas e órgãos responsáveis por esse controle.

Falamos o espaço aéreo não controlado e suas áreas e com serviços


de informação de voo e espaços aéreos condicionados, abordando as
restrições, proibições e particularidades envolvidas.

É isso pessoal, encerramos por aqui esse podcast com a contribuição


desses grandes profissionais experientes.

Quero agradecer a presença do professor Gabriel, professor de


Jonatan, e espero que esse podcast conscientize sobre o uso seguro e
responsável do nosso espaço aéreo ao operar com essa tecnologia.

Professor Gabriel, Professor Jonatan, muito obrigado.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Agradeço Ricardo, agradeço ao professor Jonatan e continue nas


próximas aulas.

Entrevistado 2/ Professor Jonatan

Professor Ricardo, Professor Gabriel, mais uma vez foi um prazer


estar aqui com vocês e nossos alunos aí a gente se encontra nas
nossas próximas aulas.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

A você, aluno que nos escutou até aqui. Nosso muito obrigado!

E esse conteúdo está à disposição de você clicando na transcrição.

Eu sou Ricardo Magoga e vou ficando por aqui.

Continue seus estudos e até o próximo assunto.


ÓRGÃOS LEGISLADORES

Nesta aula, você aprenderá a identificar os órgãos responsáveis pelas


normas e regulamentações aeronáuticas e as legislações
relacionadas às operações com drones.

Os órgãos legisladores são os responsáveis por garantir a segurança


dos voos, a ordem do espaço aéreo e a proteção das pessoas, além
de zelar pela conformidade das normas internacionais. No Brasil,
entre os mais importantes podemos destacar:

 Decea: Departamento de Controle do Espaço Aéreo


 Anac: Agência Nacional de Aviação Civil

A seguir, vamos entender a atuação de cada um desses órgãos e sua


relação com a operação de drones.

Clique em play para acessar o vídeo a seguir.


Para concluir, podemos considerar que a ANAC cuida das
regras e regulamentações gerais da aviação civil no
Brasil, enquanto o DECEA é o responsável pelo controle
do espaço aéreo no qual as aeronaves operam.
É importante saber que, no que tange à utilização de
drones, assim como para as operações aéreas com aviões
e helicópteros, as empresas interessadas em realizar
aerolevantamentos devem ter a devida autorização do
Ministério da Defesa através do SisCLATEN.

A regulamentação tem o objetivo de tornar as etapas


mais simples, promovendo a adequação e o atendimento
das exigências legais quanto ao uso de drones para os
mais diversos serviços relacionados à agricultura e
pecuária.
Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Olá! Sou Ricardo Magoga, piloto, instrutor e especialista em projetos


com drones. Neste podcast, vamos falar sobre os órgãos Legisladores
que regulam as operações de drones no espaço aéreo brasileiro. Se
esse assunto te interessa, fique aqui conosco, pois vamos esclarecer
quais são os órgãos responsáveis pelas normas e regulamentações
aeronáuticas para que você possa operar seu drone com segurança e
eficiência.

Eu gostaria de apresentar dois companheiros de profissão que vão


me ajudar nessa missão. Professor Jonatan e professor Gabriel. Tudo
bem, professores?

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Olá, Professor Ricardo, professor Gabriel. Eu sou o professor Jonatan


Henrique, sou instrutor no SENAI e estarei contribuindo aqui nesse
podcast, no conteúdo e na nossa trilha de formação de drones.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Olá, professor Ricardo, professor Jonatan, todos acompanhando esse


podcast. O meu nome é Gabriel Augusto, sou instrutor de formação
Profissional, especialista em drones e em Segurança do Trabalho.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga


Sejam bem-vindos, professores! Nesta aula, tivemos a oportunidade
de conhecer a atuação dos órgãos legisladores que atuam na
regulamentação e do controle do uso dos drones no espaço aéreo
brasileiro. Isso demonstra o quanto o Brasil conta com uma legislação
forte e atualizada, legislação essa que é nossa amiga, legislação essa
que nosso amigo ouvinte precisa estar por dentro antes de operar um
drone. Relacionando todo o conteúdo estudado até aqui ao uso de
drones para atividades profissionais classe três, quais órgãos,
professores, vocês acreditam ser o ponto focal de atenção para os
operadores de drones?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Professor Ricardo, falaria do DECEA, Departamento de Controle do


Espaço Aéreo.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

E eu contribuiria também com a ANAC, a Agência Nacional de Aviação


Civil.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Professor Gabriel, em poucas palavras, o que o DECEA para o nosso


aluno entender ele faz para o operador drones?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

O DECEA, particularmente, ele autoriza a parte dos voos.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Perfeito. E professor Jonatan, a ANAC resumidamente, o quê,


pensando na ANAC, o que nós podemos relacionar?

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Bom, o nosso aluno ele pode pensar na ANAC, em documentação,


registros e documentação.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Perfeito, professores, acrescenta a DECEA, a ANAC. A gente já foi


falando da Anatel, da homologação de drones, claro. Mas acrescento
aqui também o Ministério da Defesa. Ele tem um papel muito
importante quando a gente fala de operações aerolevantamento. E
também destaco a atuação do MAPA, o Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, que controla a parte de drones com
relação à pulverização.
Professores Gabriel e Jonatan, ainda sobre o DECEA e ANAC, quais
considerações vocês podem fazer para acrescentar conteúdo aos
nossos alunos?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Legal, é importante na hora do registro do uso da sua aeronave


quando você vai fazer o seu Sisant, é importante você verificar se
você vai fazer ele para voo profissional para voo recreativo, para na
hora de você solicitar, ele estar dentro das condições legais de voo.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Além disso, reforço a importância de vocês conhecerem as


plataformas desses órgãos reguladores. Então, eu relembro que o
DECEA, ele tem a plataforma SARPAS NG, onde você faz o seu
cadastro como piloto e solicita os seus voos. E, como o professor
Gabriel mencionou, a partir de cadastros na ANAC, você conta com a
plataforma Sisant, onde você registra a sua aeronave.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Acrescento também que no mapa a plataforma é o Sipeagro e para o


Ministério da Defesa e o Sisclaten. Bom, já conhecemos os órgãos
legisladores como a ANAC e sua contribuição para definição das
regras e regulamentações em geral para aviação civil, incluindo para
os drones. Também conhecemos o DECEA e sua atuação no controle
do espaço aéreo brasileiro, trazendo uma visão consciente sobre a
operação com essa tecnologia. Falamos também sobre a atuação do
Ministério da Defesa e sobre as regulamentações visando à
segurança nacional em relação à operação com drones de
aerolevantamento. E finalizamos conhecemos o Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento e sua responsabilidade de
manter regulamentações quanto ao uso de drones e atividades
pecuárias.

Bom, vamos ficando por aqui com mais esse podcast e a contribuição
desses dois grandes amigos e profissionais. Eu finalizo agradecendo
ao Professor Gabriel e ao professor Jonatan.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Muito obrigado, professor Ricardo. Muito obrigado, Professor Jonatan,


e acompanhem conosco as próximas aulas.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan


Também agradeço ao Professor Ricardo e Professor Gabriel e aos
nossos alunos. Continue nos acompanhando e nós nos encontramos
nas nossas próximas aulas.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Bom, espero que esse podcast tenha promovido uma troca de ideias
enriquecedora. Agradeço também a você que nos ouviu até aqui.
Espero que o conhecimento compartilhado nesse podcast possa te
ajudar a tomar decisões conscientes e você poderá encontrar tudo o
que conversamos aqui clicando no botão da transcrição.

Eu sou Ricardo Magoga e vou ficando por aqui. Continue com seus
estudos e até o próximo assunto.

DOCUMENTAÇÃO E
CREDENCIAMENTOS

Documentos obrigatórios
A operação com aeronaves não tripuladas exige uma série de
responsabilidades, que envolvem estar em dia com documentos,
cadastros, registros e autorizações. Essas obrigações são essenciais
para garantir a conformidade com as legislações além de zelar pela
segurança. A seguir, vamos conhecer esses documentos.

Clique em play para acompanhar a aula narrada

Para atender a essas exigências, os órgãos legisladores


colocam à disposição dos operadores sistemas
específicos nos quais é possível homologar, cadastrar,
emitir ou solicitar documentos e procedimentos. Vamos
conhecer os sistemas disponíveis e os serviços que cada
um pode oferecer.

Mosaico – Sistema Integrado de


Gestão e Controle do Espectro
O primeiro passo para realizar voos com uma aeronave não tripulada
(RPA) no espaço aéreo brasileiro é verificar se o equipamento está
devidamente homologado pela Agência Nacional de
Telecomunicações, a Anatel, acessando Sistema Integrado de Gestão
e Controle do Espectro, conhecido como Mosaico.

O processo de homologação do equipamento visa


garantir que o dispositivo atenda aos padrões técnicos e
às regulamentações necessárias, o que assegura que o
drone não cause interferências prejudiciais em outras
comunicações e funcione de maneira segura e eficiente,
contribuindo para a integridade das redes de
telecomunicações no Brasil.
Sisant – Sistema de Aeronaves não
Tripuladas
Com a finalidade de facilitar o cadastro, o Sistema de Aeronaves não
Tripuladas (Sisant) permite realizar o cadastro de uma aeronave, que
é um processo essencial para garantir a identificação e o controle
adequado de atividades com drones, assegurando a conformidade e a
segurança das operações.
A seguir, vamos entender como esse sistema funciona e
conhecer alguns procedimentos que ele pode executar.
É importante lembrar que, antes de solicitar uma autorização de voo
no Sarpas NG, é preciso ter conhecimento sobre as regulamentações,
o que inclui um estudo sobre a classe do drone, o tipo de operação
que pretende realizar, além de:

 requisitos de segurança
 restrições de áreas;
 altitudes permitidas.

Além disso, é fundamental ter ciência das responsabilidades do


operador e seguir as orientações do Decea para evitar problemas
durante a solicitação da autorização e durante o voo do drone.

Vídeo Tutorial - Acesso ao SARPAS NG - YouTube

Sisclaten – Sistema de Cadastro de


Levantamentos Aeroespaciais do
Território Nacional
O Ministério da Defesa é um órgão do governo brasileiro responsável
por liderar as Forças Armadas, coordenando ações dessas instituições
no estabelecimento de políticas relacionadas à defesa e segurança
nacional.

Devido a sua importante atuação, o Ministério da Defesa é o órgão


responsável por autorizar os projetos que envolvem a realização de
atividades dentro do espaço aéreo brasileiro, e essa solicitação é feita
no Sistema de Cadastro de Levantamentos Aeroespaciais do Território
Nacional (Sisclaten).

Obter autorização para realizar aerolevantamento ([Link])

Essa autorização pode incluir requisitos específicos para


garantir a segurança e a conformidade com as
regulamentações aeroespaciais. Porém, se a operação
pretendida estiver dentro do setor agropecuário, existe
um próximo passo específico a cumprir por meio do
sistema Sipeagro. Vamos entender como ele funciona.
Sipeagro – Sistema Integrado de
Produtos e Estabelecimentos
Agropecuários
Para atender a todas as regras e todos os requisitos em operações de
finalidade específica, como aplicação de produtos em benefício da
agricultura e da pecuária, o operador de RPAS deve ter registro no
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conhecido pela
sigla Mapa.

1. Introdução ([Link])
Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Olá, eu sou o Ricardo Magoga, piloto, instrutor e especialista em


projetos com drones. Neste podcast vamos falar sobre documentação
e credenciamento necessários para operação com drones, além de
identificar os órgãos responsáveis por sistemas onde é possível
realizar estes serviços.

Se esse assunto te interessa, fique aqui conosco, pois vamos


esclarecer o essencial sobre o que cada sistema pode oferecer para
facilitar esses processos.

Além disso, vamos falar dos sistemas oferecidos pelos órgãos


legisladores como Anatel, ANAC, DECEA, Ministério da Defesa e o
MAPA e suas responsabilidades.

Vamos também falar dos processos para documentar e credenciar


para que você possa iniciar sua regularização de acordo com as leis
vigentes.

Eu gostaria de apresentar aqui os dois companheiros e amigos de


profissão que vão contribuir com conhecimento e experiência.
Professor Gabriel, e professor Jonatan, sejam bem-vindos.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Olá Professor Ricardo. Olá Professor Gabriel, eu sou o professor


Jonatan. Sou instrutor de formação profissional pelo SENAI,
especialista em drones e energias renováveis.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Olá Professor Ricardo, Professor Jonatan, pessoal aqui nos


acompanhando. Eu sou Gabriel Augusto, instrutor de formação
profissional e acompanhe conosco este podcast.
Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Bom, nesta aula tivemos a oportunidade de conhecer os sistemas


oferecidos por cada órgão legislador, no intuito de tornar mais prático
os processos necessários antes de realizar uma operação com drones.

As plataformas de acesso para que possamos ter acesso às


informações, cadastros, homologações. Professores, de acordo com a
experiência de vocês, ao operar o drone da classe três, quais os
documentos essenciais e de porte obrigatório emitido junto à ANAC
ou mesmo solicitações junto ao DECEA que nós temos que fazer para
passar aos nossos ouvintes para terem uma atenção redobrada e
porque emitir esses documentos.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Legal, vou falar de uma da documentação que é da ANAC, que é a


documentação que tá lá dentro do sistema Sisant, aonde o objetivo
desse sistema é cadastrar de fato a aeronave, então ela vai, você vai
ter um cadastro, um link aí da aeronave do drone.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Bacana, professor Gabriel, e eu complemento com a importância do


DECEA, através da plataforma SARPAS. Então, na plataforma SARPAS
a gente faz um cadastro como piloto e dentro da plataforma a gente
consegue fazer a solicitação de voo para a aeronave que nós
cadastramos lá dentro do Sisant.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Legal, professor Jonatan, complemento que a função importante


desses documentos credenciados ou citados é a base legal para a
gente poder solicitar e ter uma aeronave regulamentada para poder
acessar o espaço aéreo.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

E eu complemento também, professor Gabriel, falando sobre a


implicância e da falta desses documentos que aí a gente estaria
fazendo um voo sem esses documentos, ilegal, e também operando
uma aeronave de modo não seguro, não respeitando as
obrigatoriedades da lei e cometendo até mesmo infrações.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

E lembre-se professores que esses documentos são obrigatórios e


tem que estar em posse dos pilotos. Professores, em nossas
operações diárias é comum encontrar algum caso de problema
referente a homologação de equipamento. Muitas vezes as pessoas
compram fora do país. Na opinião de vocês, como proceder quando
há irregularidade nesse processo de homologação ou a pessoa ainda
não homologou? E o que isso pode implicar?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Você não fazendo esse cadastro, ele não está apto para poder atuar,
para poder operar o drone. Então muita gente compra o drone de fora
do país e vem lá no controle mapeado, como a Anatel. Então a pessoa
acha que aquele símbolo que está no controle significa que está na
Anatel e não necessariamente.

Então você pode, nesse caso, buscar ou tentar fazer a consulta no


site do mosaico Anatel para entender se de fato ele está cadastrado
ou não. Quando você compra o drone interno aqui no nosso país,
teoricamente ele já deve vir cadastrado.

Quando você compra de fora, não, você tem que fazer o cadastro,
que é um sistema mosaico, a Anatel, que você configura a
radiofrequência, controle a aeronave para isso, os desafios da
homologação é que geralmente o equipamento ali tem a
radiofrequência e nem todo mundo conhece sobre radiofrequência.

Existem empresas que fazem esse credenciamento. A gente busca


nas nossas aulas também desenvolver a atenção do aluno para poder
partilhar disso daí e os pontos de irregularidade que a gente sempre
identifica é, muitas vezes a pessoa faz o cadastro no mosaico Anatel,
mas não coloca, não sinaliza nem no controle nem na aeronave.
Então aquela adesivinho lá que pedem no controle na aeronave, a
pessoa acaba não colocando. Então depois de feito esse cadastro,
surge um certificado para ficar em posse também do piloto e ele tem
que andar junto com a aeronave ou de forma digital, para uma
possível fiscalização.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Não, perfeito professor, e lembro que isso afeta totalmente a


segurança de voo. A gente tá falando de radiofrequência, a gente
pode perder o elástico da aeronave. Isso com certeza é perigoso para
um operador de drones.

Bom, estamos chegando ao final desse podcast e eu gostaria de


relembrar alguns assuntos abordados aqui hoje conhecemos o
sistema Mosaico desenvolvido pela Anatel para homologar os
equipamentos não só como primeiro passo, mas também para
consultar cadastro de equipamentos comprados no Brasil.
Conhecemos o Sisant sistema oferecido pela ANAC para realizar o
cadastro, emitir certificações e documentos obrigatórios também
conhecemos o sistema SARPAS, essa plataforma desenvolvida pelo
DECEA, para que seja possível realizar uma solicitação de autorização
de voo. A gente sabe que existem diversos tipos de operação e lá no
ICA10040, e através do DECEA, com essa autorização do SARPAS, a
gente vai estar seguro para poder fazer nosso voo. E por fim,
conhecemos o SISCLATEN, que é o órgão que é ligado ao Ministério
da Defesa, que possibilita solicitar uma autorização para
aerolevantamento. E o Sipeagro, que é o sistema para registro, caso a
utilização de drone seja voltado para atividades da agricultura e
pecuária com setores similares.

Nós vamos ficando por aqui, com mais esse Podcast, e novamente
agradeço a contribuição dos professores Gabriel e Jonatan, meu muito
obrigado.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Muito obrigado, Professor Ricardo. Muito obrigado, professor Jonatan,


e acompanhe conosco os próximos podcasts.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Professor Ricardo, Professor Gabriel, muito obrigado por mais essa


participação nesse podcast e aos nossos alunos. Nos encontramos no
nosso próximo podcast.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Esperamos que esse podcast tenha promovido uma troca de ideias


enriquecedora. Agradeço também a você que nos ouviu até aqui, e
espero que esse conhecimento compartilhado desse podcast possa te
ajudar a tomar decisões conscientes e você poderá encontrar tudo o
que conversamos aqui clicando no botão da transcrição.

Eu sou o Ricardo Magoga e vou ficando por aqui. Continue seus


estudos e até o próximo assunto.

AERONAVES não tripuladas e o acesso ao espaço aéreo


brasileiro. Decea, 3 jul. 2023. Disponível em:
[Link] Acesso em:
17 nov. 2023.

AERONAVES não tripuladas para uso recreativo –


aeromodelos. Decea, 3 jul. 2023. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17
nov. 2023.
AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – ANAC. Instrução
suplementar – IS nº E94-003, de 3 de maio de 2017. Brasília:
Agência Nacional de Aviação Civil, 2017. Disponível em:
[Link]
e94-003/@@display-file/arquivo_norma/ISE94-003A%20-
%[Link]. Acesso em: 17 nov. 2023.

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – ANAC. Regulamento


Brasileiro da Aviação Civil – RBAC-E nº 94 EMD nº 03, de 3 de
abril de 2023. Brasília: ANAC, 2023.

AVIAÇÃO agrícola. Ministério da Agricultura e Pecuária, [s.d].


Disponível em:
[Link]
agropecuarios/aviacao-agricola. Acesso em: 17 nov. 2023.

GUIA rápido novo Sisant. Agência Nacional de Aviação Civil


(ANAC), [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17 nov.
2023.

HOMOLOGAR produtos de telecomunicações. Anatel, 5 jan. 2023.


Disponível em: [Link]
de-telecomunicacoes-anatel. Acesso em: 17 nov. 2023.

OBTER autorização para realizar aerolevantamento


(SisCLATEN). Forças Armadas e Defesa Civil, 5 jan. 2023.
Disponível em: [Link]
para-realizar-aerolevantamentos. Acesso em: 17 nov. 2023.

SIPEAGRO – mapa – módulo aviação agrícola. Sindicato Nacional


das empresas de aviação agrícola, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 17 nov. 2023.

SISTEMA Integrado de Produtos e Estabelecimentos


Agropecuários. Sipeagro, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 17 nov. 2023.

SISTEMA para solicitação de acesso ao espaço aéreo brasileiro por


aeronaves não tripuladas. Decea, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17 nov. 2023.

TENHA uma operação segura com sua aeronave não


tripulada. Decea, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17 nov. 2023.
CATEGORIAS DE VOOS: VOOS
RECREATIVOS
Nesta aula, vamos apresentar as categorias de voos com
drones cuja finalidade seja recreativa. Além disso, vamos
conhecer alguns pontos do RBAC-E94, regulamento
elaborado pela ANAC para aeronaves não tripuladas, e do
MCA56-2, manual publicado pelo DECEA sobre o acesso
ao espaço aéreo brasileiro por aeromodelos.

Voos recreativos
Os voos recreativos com drones referem-se à operação com
aeromodelos, ou seja, aeronaves não tripuladas para fins de
entretenimento. Qualquer operação que tenha outra finalidade, seja
comercial, corporativa ou até mesmo experimental, está fora dessa
categoria.

[Link]

Antes de operar um drone de voos recreativos, é


essencial conhecer o regulamento RBAC-E94, emitido
pela ANAC, e o manual MCA56-2, publicado pelo DECEA.
RBAC-E 94 EMD 03 — Agência Nacional de Aviação Civil ANAC

HTTPS://[Link]/
WATCH?V=XJ18LXK8ARO&T=1S

O manual MCA56-2 fornece orientações e regulamentações


específicas para operações recreativas, além de informações cruciais
sobre regras de segurança, restrições de áreas, altitudes permitidas,
entre outras diretrizes que garantem a prática segura e responsável
do aeromodelismo

Conhecer essas regras e regulamentos é um passo fundamental para


minimizar os riscos para pessoas, propriedades e até outras
aeronaves. Ao seguir as diretrizes do MCA56-2, o operador do drone
contribui para a segurança geral no espaço aéreo e evita potenciais
problemas legais.

AERONAVES NÃO TRIPULADAS PARA USO RECREATIVO – AEROMODELOS |


Publicações DECEA
Olá, Eu sou o Ricardo Magoga, piloto, instrutor e especialista em
projetos com drones. O tema desse podcast sobre voos recreativos,
ou seja, voos operados através de aeromodelos. Vamos falar sobre o
que difere essa categoria, abordando as regras para acessar o espaço
aéreo brasileiro de maneira responsável em conformidade com a
legislação vigente.

Além disso, vamos conversar e trocar ideias e experiências sobre


essa categoria que representa uma paixão para os amantes de
aviação em geral.
Vamos lá?

Para esse bate papo eu convidei dois amigos e excelentes


profissionais aqui comigo hoje, Professor Gabriel e professor Jonatan.
Sejam bem vindos!

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Olá alunos! Eu sou o professor Jonatan Henrique. Sou instrutor de


formação no SENAI. Sou especialista em drones e especialista em
energias renováveis.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Olá pessoal, Professor Ricardo, Professor Jonatan, é uma oportunidade


de estar aqui com vocês. Vamos falar um pouco desse MCA56-2 para
voos recreativos.

Meu nome é Gabriel Augusto, sou instrutor de formação profissional


pelo SENAI, Especialista em Drone e em Segurança do Trabalho.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Nesta aula iniciamos nossos estudos sobre as categorias de voo,


conhecendo os voos recreativos. Nessa jornada estudamos e tivemos
uma visão geral sobre o MCA56-2. Um manual publicado pelo DECEA
especificamente com regras de acesso espaço aéreo para
aeromodelos. Pensando nisso, professores, gostaria que vocês
explicassem aos nossos ouvintes quais as principais características de
uma operação com aeromodelo? Como nosso aluno pode identificar a
diferença entre o voo profissional e o voo recreativo?

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Bom, professor Ricardo, um voo recreativo ele parte do princípio que


ele não tem fins lucrativos, então ele não é voltado para serviços. Ele
deve ser realizado em áreas adequadas e eu reforço também que ele
não precisa de autorização no SARPAS.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Uma outra oportunidade é no quesito de idade mínima. Enquanto


para drone de voo profissional a idade mínima é de 18 anos, para
aeromodelos para voo recreativo não há restrição da idade de 18
anos, mas é preciso estar com alguma pessoa acompanhando que
seja maior de idade, ou seja, acima de 18 anos. Além disso, é a não
necessidade do seguro reta, inclusive em só voos em áreas
recreativas liberadas. Então você não pode fazer um acesso, uma
solicitação em qualquer área, existem áreas pré-estabelecidas para
fazer esse tipo de voo.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Perfeito. Eu gostaria de saber um pouco mais também sobre a


experiência de vocês com os voos recreativos, aqui eu separei até
esse espaço reservado ao professor Gabriel, um profissional que tem
bastante experiência com a aeromodelismo... Como que foi a porta de
entrada para o uso dos aeromodelos, professor Gabriel? Quais os
pontos dessa categoria de voo que trouxeram aprendizados
importantes?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Iniciei nessa parte do aeromodelo ainda criança, aonde eu via os


meus tios. Eu tenho dois tios aeromodelistas, um que constrói avião,
outro que pilota avião, então eu quando pequeno, desde pequeno eu
ia para esses campos de aeromodelo, então a gente trabalhava, os
aviões, regulava, eu fazia toda a parte segura deles para voo, mas
sempre em uma área pré-estabelecida já.

Então existem alguns lugares apropriados. Vou dar o exemplo aqui na


região próximo aqui no interior de São Paulo, vou colocar aqui São
Caetano do Sul, vou colocar aqui Ribeirão Pires, que tem áreas aqui
que o pessoal fazem essa pilotagem de avião e de aeromodelo...
Então eu ia para o meu tio aqui numa área de São Caetano do Sul,
que inclusive na época do aeromodelo era ainda avião de cabo, então
o piloto tinha um cabo controlando esse avião a distância e ele não
saía daquele raio, então você conseguia subir, abaixar ele aí toda
você subia, ele vinha mais perto de você porque ele era limitado por
algo. Depois que começou a entrar radiofrequência e aí você passa a
ter a distância, a altura, ai a regulamentação começou a entrar cada
vez mais forte.

Então essa parte do aeromodelo tem regras, sim, para isso, tem
campos específicos para isso e de fato a responsabilidade. Imagina
um aviãozinho vindo pra pouso ou decolando, aí do outro lado tem
pessoas olhando, tem carros olhando, então precisa ter uma prática.

Uma ação importante para o aeromodelo é você treinar em


simuladores, então você consegue fazer descida, subida sempre de
uma forma segura, para simulador. Alguns campos que eu tenho a
oportunidade de visitar. O que acontece, existem pessoas experientes
no campo que ele pousou o decola para você entrar. Quando está no
alto você consegue o manuseio, mas tem profissionais ali do campo
que conseguem aterrissar e pousar, porque a grande dificuldade do
aeromodelo é fazer uma aterrissagem. É a subida de um voo seguro,
porque qualquer queda ou impacto o seu aeromodelo acaba
danificando. Diferentemente do drone, que é vertical e que é muito
mais fácil a subida e descida do voo, porém respeitosas, cumprindo
as regras, o aeromodelo não, então ele já sobe numa velocidade.
Então você precisa já ter uma radiofrequência, o controle bem
aferido, calibrado e seguindo as práticas de segurança do voo.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Perfeito. Fantástico! Sabe, professor Gabriel e professor Jonatan, na


minha vida profissional, tenho encontrado excelentes pilotos e não é
coincidência. Quase todos vieram dessa paixão pelo aeromodelismo e
hoje estão fazendo excelentes trabalhos em FPV, inclusive em
inspeções em espaço confinado, onde você não tem acesso visual ao
drone e você tem que pilotar pela tela, então é fantástica a acurácia e
a proficiência que esse tipo de voo dá ao piloto.

E também convoco aqui agora o professor Jonatan para lembrar de


um ponto importante para os nossos ouvintes que, no caso dos
aeromodelos, a gente vai fazer o cadastro no Sisant, o detalhe né,
Jonatan, que eles começam com o prefixo de papa-romeu. Um pouco
diferente das aeronaves convencionais de RPAS que seguem a
legislação, é diferente de 250 gramas a 25 quilos com regras
específicas que seria papa-papa.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Perfeito, professor Ricardo, e aos nossos alunos né, então quando


vocês viram lá a plataforma Sisant, onde você escolhe lá a aeronave,
o tipo de operação que você vai fazer com elas e se é uma aeronave
para uso profissional ou uma aeronave para uso recreativo. E
reforçando as falas do professor Ricardo, quando é para uso
profissional, o prefixo vem como papa-papa, prefixo pp; e quando
você cadastra essa aeronave com uso recreativo, o prefixo vem como
pr, papa-romeu.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

E acrescento só mais um ponto de que aeronaves com PMD até 250


não precisam desse cadastro junto ao Sisant da ANAC. Ok? Estamos
chegando ao final desse podcast. Eu gostaria de relembrar os
assuntos abordados até aqui. Iniciamos essa jornada de
conhecimento com as categorias de voo, começando pelos uso
recreativos que são operados através dos aeromodelos. Bom,
iniciamos a jornada de conhecimento sobre as categorias de voo,
começando por voos e criativos que são operados através dos
aeromodelos.

Conhecemos o RBACK-E94 da ANAC, que estabelece diferenças


básicas entre uma aeronave remotamente pilotada e o aeromodelo,
sendo esse último utilizado apenas para propósito recreativo sem fins
lucrativos. Também conhecemos o manual, o específico para
aeromodelos que é o MCA56-2, que trata de regras de acesso ao
brasileiro específicas para aeromodelos.

Encerramos este bate papo com a contribuição dos meus amigos e


profissionais aqui. Gostaria de agradecer novamente ao professor
Gabriel e ao professor Jonatan.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Muito obrigado, professor Ricardo. Muito obrigado, professor Jonatan,


prazer estar contigo e acompanhe conosco os próximos podcasts.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Professor Ricardo, Professor Gabriel, agradeço mais uma vez a


oportunidade de estar com vocês aqui nesse podcast e aos nossos
alunos continue acompanhando a nossa sequência de podcasts nessa
trilha de formação de drones.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Agradeço também você que nos ouviu até agora. Espero que o
conhecimento compartilhado aqui possa te ajudar a entender os
procedimentos e responsabilidades que envolve esse tipo de
operação. Conheça o modelo, consulte sempre o MCA56-2.
Lembrando que você poderá encontrar tudo o que conversamos aqui
clicando no botão da transcrição. Eu sou o Ricardo Magoga e vou
ficando por aqui. Continue seus estudos e até o próximo assunto.

CATEGORIAS DE VOOS : VOOS NÃO


RECREATIVOS
Nesta aula, apresentaremos a categoria de voo com
drones para finalidades não recreativas, dando ênfase em
regulamentações como a RBAC-E nº 94, a Instrução IS
E94-003A e a avaliação de risco operacional, relacionadas
à Anac. Além disso, vamos conhecer a ICA 100-40 e o
MCA 56-5, ambos publicados pelo Decea.

Voos não recreativos


Os voos não recreativos com drones referem-se à operação com fins
lucrativos por meio de aeronaves não tripuladas, realizadas em
ambientes urbanos ou mesmo plantas industriais. Para essas
operações sempre haverá necessidade de solicitar autorização
específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea)
quando houver uma operação com DRONES no espaço aéreo.

Com o intuito de regulamentar o uso desses equipamentos, a Agência


Nacional de Aviação Civil (ANAC) publicou o regulamento RBAC E94,
que contempla de modo geral os requisitos sobre a operação de
aeronaves não tripuladas.

Nas subpartes A e B desse documento, você pode encontrar o


glossário dos termos utilizados, que é fundamental para
entendimento. Ainda nessa seção, você encontra informações
esclarecedoras sobre os tipos previstos de operação.

Clique nas abas a seguir para saber o significado de cada tipo de


operação.

O RBAC E94 conta com instruções referentes à operação da aeronave


em si, além de detalhes sobre a fase de pré-voo, análises e
planejamentos necessários.

Clique nas setas laterais à imagem a seguir e conheça alguns itens


que você deve analisar, de acordo com o planejamento de pré-voo.
Nessa subparte, também é possível encontrar informações sobre as
responsabilidades atribuídas, que envolvem o porte de documentos,
bem como os requisitos para piloto e observador e para operações de
acordo com cada classe de operação pretendida. Confira a seguir
mais itens que constam na RBAC E94, de acordo com cada subparte.

 Subparte D: requisitos para registro, cadastro e marca e


identificação.
 Subparte E: requisitos para aprovação de projetos com drones que
pretendam ter certificações junto à Anac.
 Subpartes F e G: requisitos para certificações, como certificados de
aeronavegabilidade para RPA e aeronavegabilidade continuada de
RPAS, CAVE, CAER e AEV.
 Subparte H: disposições finais, conteúdo resumido sobre cadastros,
licenças, habilitações e documentações necessárias de acordo com
cada classe.

[Link]
rbac-e-94

Entre os documentos obrigatórios constantes na RBAC


E94, a avaliação de risco operacional, conhecida como
ARO, envolve o estudo do cenário da operação de voo,
norteado pela Instrução Suplementar IS E94-003A. A
seguir, vamos conhecer melhor essa avaliação e entender
sua importância para as operações.

MCA 56-2
A Instrução Suplementar E94-003A estabelece procedimentos para
que o operador de aeronaves não tripuladas possa elaborar e utilizar
a avaliação de risco operacional. O vídeo a seguir explica como essas
publicações podem refletir nas suas atividades e os pontos mais
importantes para operar em voos não recreativos.

[Link]

Realizar a avaliação de risco operacional pode contribuir


para a prevenção de acidentes, proteger pessoas e
propriedades, além de assegurar a conformidade com
regulamentações e normas estabelecidas, garantindo
operações de drone seguras e bem-sucedidas.

[Link]
1/iac-e-is/is/is-e94-003/@@display-file/arquivo_norma/
ISE94-003A%20-%[Link]

ICA 100-40
A ICA 100-40 corresponde a uma instrução do Comando da
Aeronáutica, publicada pelo Departamento de Controle do Espaço
Aéreo, o Decea. Esse documento tem a finalidade de regulamentar
procedimentos e responsabilidades necessários para um acesso
seguro do espaço aéreo brasileiro por aeronaves não tripuladas.

O vídeo a seguir explica esse documento e sua importância na


operação de voos não recreativos.
[Link]
A ICA 100-40 trata das responsabilidades de um operador ou
explorador de RPAS, piloto ou observador, frente às leis ao utilizar o
espaço aéreo brasileiro com drones, contemplando inclusive itens
ligados a questões legais e às infrações.

Todo o conteúdo desse documento está ligado à segurança das


operações com drones, desde o planejamento do voo até situações
de contingência e emergência, além de proteção e salvaguarda do
sistema de aeronave remotamente pilotada.

MCA 56-5
Com a evolução da tecnologia dos drones, o Departamento de
Controle do Espaço Aéreo (DECEA) precisou especificar cada vez mais
suas legislações, emitindo orientações por meio de Manuais do
Comando da Aeronáutica, como o MCA 56-5.

As operações aéreas especiais contemplam atividades realizadas por


órgãos ligados aos governos federal, estadual e municipal, como:

 ministérios;
 secretarias;
 agências reguladoras;
 autarquias;
 fundações públicas;
 Forças Armadas;
 segurança pública.

Também podemos incluir nessa lista os órgãos que prestam


manutenção da vida, com atividades que envolvem a prevenção, o
bem-estar ou a redução do sofrimento, como os exemplos a seguir.

Clique nas setas laterais à imagem e conheça algumas das atividades


realizadas por meio de aeronaves não tripuladas e que são
consideradas operações especiais.

O MCA 56-5 tem uma estrutura muito semelhante a


outras publicações, apresentando no item 6 as regras
gerais e específicas para acesso ao espaço aéreo em
operações especiais.

AERONAVES NÃO TRIPULADAS PARA USO EXCLUSIVO EM OPERAÇÕES


AÉREAS ESPECIAIS | Publicações DECEA
Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Olá, eu sou o Ricardo Magoga piloto, instrutor e especialista em


projetos com drones. O tema desse podcast são os voos não
recreativos, aqueles com fins lucrativos ou seja, voos voltados a
atividades comerciais, profissionais e as diferentes operações dentro
dessa categoria. Além disso, vamos conversar sobre os documentos
norteadores que tratam das regras para acessar o espaço aéreo
brasileiro de maneira responsável, em conformidade com as leis.
Vamos lá?

Para esse bate papo, eu convidei aqui os dois amigos e companheiros


pilotos de profissão, professor Gabriel e o professor Jonatan. Sejam
bem-vindos!

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Olá, professor Ricardo! Olá Professor Gabriel. Eu sou professor


Jonatan Henrique. Sou instrutor de formação profissional pelo SENAI,
especialista em drones e sistemas de energia renováveis.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel


Olá, professor Ricardo, Professor Jonatan, todos os alunos. Meu nome
é Gabriel Augusto, sou também do Senai, instrutor de formação
profissional, especialista em drone. Atuo na área de Segurança do
trabalho.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Perfeito, professores! Nesta aula hoje, nós vamos continuar nossos


estudos. E especificamente sobre as categorias de voo, conhecendo
agora os voos não recreativos. Nessa jornada estudaremos o
regulamento, o RBAC-E94 e a IS E-94 003ª, que é referente ao ARO,
avaliação de risco operacional. Pensando nisso, professores, gostaria
que vocês compartilhassem conosco, de acordo com a experiência de
vocês, quais as principais características dessa operação no
recreativo que o nosso aluno pode identificar no dia a dia frente
aquela que te havia falado das operações recreativas no MCA-562.

Entrevistador / Professor Jonatan

Então, professores, se eu for pontuar a primeira ou as primeiras


grandes diferenças, a gente pode citar inicialmente a documentação,
o credenciamento e as autorizações. Lembrando que, para uso não
recreativo, você deve cadastrar a sua aeronave na ANAC. E
lembrando que o seu prefixo será PAPA-PAPA, o prefixo PP, o uso não
recreativo.

Além disso, o outro documento obrigatório é o manual da própria


aeronave. Ter o seguro RETA, que é o seguro obrigatório. Realizar a
avaliação de risco operacional e ter também o cadastro e a
homologação da Anatel.

Além disso, a gente pode mencionar também as atividades que são


possíveis com esse tipo de aeronave para uso não recreativo, o que aí
a gente pode falar justamente das atividades profissionais. Vou citar
uma experiência própria, eu mesmo utilizo as aeronaves para fazer
dimensionamento de sistemas fotovoltaicos, fazendo inspeções em
telhados, para dimensionar quantos painéis fotovoltaicos, quantos
módulos fotovoltaicos cabem numa área de telhado, por exemplo.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Acrescento também o que o professor Jonatan falou de experiência de


campo, inspeções em espaço confinado, inspeções em parques
eólicos e solares, inspeções em campos de construção civil,
monitoramento de obras. O campo é vasto para a utilização dos
drones.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel


E também nós temos a prática dos voos, os tipos de voos. Então nós
temos o voo veloz, que é onde o operador controla o drone, vê a
aeronave; nós temos o voo E-Veloz, aonde ambos estão em dupla
agora com o observador e o operador do drone vendo a aeronave. E
nós temos um voo chamado B-Veloz, onde ele está em dupla, não vê
a aeronave, e necessita de uma autorização especial.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Podemos acrescentar ainda como características físicas. Agora


falando dos drones, é só uma curiosidade para os alunos. A gente tem
o drone multirrotor, né, professores Gabriel e Jonatan, temos drones
de asa fixa e temos aqueles que a gente chama que é de híbrido, tipo
um VTOL, que tanto tem asa fixa como faz pouso na vertical. Então,
professor, os drones de multirrotor são aqueles usados no nosso dia a
dia, para as inspeções. A autonomia de bateria deles não são tão
grandes, os voos de asa fixa, os drones de asa fixa já tem uma
autonomia maior, e os VTOL né o vertical Take off and landing, que
são os híbridos, têm uma autonomia maior e são usados até para
monitoramento de fronteiras e outras aplicações. Eu gostaria também
de acrescentar que também é muito importante, antes de operar uma
aeronave não tripulada, dedicar os cuidados que antecede o
planejamento dessa categoria de voo, seja classe um, dois ou três,
como análise meteorológica, reconhecimento do local e barreiras
físicas, autonomia da aeronave e áreas de pouso e decolagem. Essas
informações de segurança e procedimentos de voo, você pode até
encontrar no ICA-140. Professores, agora vamos falar um pouco da
avaliação de risco operacional, a instrução suplementar que a gente
comentou aqui. Eu queria saber de vocês, que explicassem um pouco
aos nossos ouvintes com relação a essa avaliação, quais os
procedimentos para quem quer começar a preencher e elaborar o seu
ARO. Por onde começar? Quais detalhes são importantes para dar
uma atenção especial?

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Bom, então, professor Ricardo, fazendo um complemento e reforço


que o ARO é um documento obrigatório para cada voo, para cada
operação que você for realizar, você deve preencher o ARO e
lembrando que o ARO, se você for realizar uma operação num site,
num local que vai durar a semana inteira, você pode programar e
fazer apenas um ARO com prazo de validade e indicando essa
semana de operação. E como pré-requisito para estar preenchendo
esse ARO, você deve colocar todas as informações relevantes
referentes ao piloto, referentes à aeronave e referentes também à
operação. Após essas informações você faz as análises dos riscos, os
possíveis riscos que tem naquela operação e como você pode mitigá-
los.
Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Para a observação, é o pessoal aí que está na aula ou que vai dividir a


aula que já está dentro de uma indústria, geralmente tem o time lá
de segurança do trabalho. Eles utilizam um documento chamado APR
que é a análise preliminar de risco. Quando nós estamos falando de
drone, a gente fala sobre ARO, que é a análise de risco operacional
nada mais é que a PL da Segurança do Trabalho utilizada das
indústrias. Esse documento a gente elabora preparando todo o
cenário, identificando as ações piloto, aeronave, toda a parte
documental, identificando os riscos na operação, se tem pessoas
próximas, se está em contato com rede elétrica, se está envolvido no
tempo, vento, chuva ou algo do tipo.

A ideia desse documento, dessa ARO, é ser preenchido sempre antes


da operação, validando com o seu cliente, informado sobre os riscos,
com o objetivo de prevenção dos acidentes, proteção das pessoas,
priorizando o cenário de operação para você não invadir, por
exemplo, um espaço aéreo.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

E, professores, eu também reforço que na IS 94 003A gente tem as


tabelas também da matriz de risco e também o modelo pré-
preenchido de ARO, de avaliação de risco operacional.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Perfeito, professores. Falando um pouco e para finalizar esse podcast


sobre o assunto de regulamentação, a gente tem uma
regulamentação específica que trata sobre operações especiais,
ligadas em proveito dos órgãos ligados ao governo federal, estadual e
municipal. E o que são esses órgãos especiais? São, por exemplo,
ministérios, secretarias, agências reguladoras, autarquias, fundações
públicas, Forças armadas. E o que são os órgãos essenciais à
manutenção da vida?

Compreende entre outras atividades, atividades em proveito de vida


e do bem-estar das pessoas. Em última instância, aquelas que vêm a
contribuir com a redução do sofrimento, tais como apoio a acidentes
rodoviários, ferroviários, aéreos, marítimos, infraestrutura
aeroportuária, atendimento emergencial. Esse manual específico para
órgãos especiais, ele se chama MCA-565 e está sob consulta e aos
interessados para alvos para esse tipo de perfil.

Estamos chegando ao final deste podcast e gostaria de relembrar


alguns assuntos abordados até aqui, dando continuidade à nossa
jornada de conhecimento sobre categoria de voo, falamos sobre os
voos não recreativos, que são os voos com a finalidade profissional ou
comercial e os documentos norteadores para essa categoria.
Seguimos conhecendo o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil, o
RBAC-E94 e quais informações essenciais você pode encontrar neste
documento. Também conhecemos a IS E 94 003A. Documento
norteador para compreensão da avaliação de risco operacional um
requisito pré-voo. Por fim, tratamos de dois documentos publicados
pelo DECEA, o ICA 140, documento obrigatório de leitura deve estar
sempre ao nosso lado, abordando as principais operações de voo e as
condicionantes para a segura utilização do espaço aéreo, bem como
falamos e conhecemos o MCA-565, que é o manual específico que
aborda e diretrizes para operações Especiais.

Encerramos esse bate papo com a contribuição dos professores aqui,


experientes e meus amigos, professor Gabriel e professor Jonatan.
Muito obrigado.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Professor Ricardo, muito obrigado, professor Jonatan, muito obrigado.


Oportunidade incrível de estar com vocês, de estar aqui com os
alunos e até o próximo podcast.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Professores Ricardo e Gabriel, mais uma vez agradeço a oportunidade


de estar com vocês e poder contribuir aqui nessa trilha de formação
de drones. E para os nossos alunos: até o próximo podcast.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Agradeço demais você que nos ouviu até aqui. Espero que esse
conhecimento compartilhado esse podcast te ajude a entender alguns
procedimentos e responsabilidades que envolve as operações dentro
da categoria de voo não recreativo.

E lembro que você poderá encontrar todo esse material clicando no


botão da transcrição.

Eu sou o Ricardo Magoga, vou ficando por aqui. Continue os estudos e


até o próximo assunto.
CLASSIFICAÇÃO DOS DRONES

Nesta aula, vamos apresentar a classificação dos drones


existentes quanto a sua classe e aos requisitos para
operações. Vamos também conhecer detalhes sobre os
drones de classe 3, a categoria principal de drones nas
aplicações profissionais, tendo como base os documentos
norteadores das leis vigentes.
A seguir, vamos conhecer cada uma dessas classes,
iniciando nossa jornada com as aeronaves remotamente
pilotadas da classe 3.

Classe 3
As aeronaves remotamente pilotadas da classe 3 têm sido as mais
visadas para a exploração comercial e profissional no mercado atual,
devido a sua menor faixa de peso. Essa classe se divide em dois tipos
diferentes: aeromodelo ou RPA com PMD de até 250g e RPA com PMD
de 250g até 25kg. Existem regras específicas para cada um deles.
Vamos conferir?

Apesar de não haver necessidade de cadastrar essas


aeronaves na Anac, para operá-las é preciso conhecer as
regras de homologação da Anatel. Vamos conferir
algumas regras delas a seguir.
A seguir, vamos conhecer melhor a documentação
exigida, além das regras que envolvem operações com
esses equipamentos.
[Link]

As RPAs com finalidades voltadas para a agropecuária, operando em


VLOS ou EVLOS de até 400 pés AGL, independentemente de seu
peso, devem seguir os mesmos requisitos dessa classe. Contudo, é
importante se atentar às exigências de todos os órgãos envolvidos,
como a Anatel, o Decea e o Mapa.

O uso dos drones de classe 3 vem aumentando, principalmente, em


aplicações nas quais antes era necessária mão de obra humana e em
atividades que envolvem:

 ambientes confinados;
 trabalho em altura;
 acesso a áreas perigosas

Esses equipamentos contribuem para a mitigação dos riscos devido à


segurança que as aeronaves oferecem. Além de ampliar as
possibilidades, o uso de drones promove a agilidade e redução de
custos.
Clique nos itens do quadro a seguir para saber mais sobre a aplicação
dos drones em cada setor.

Na mineração, a inspeção topográfica com drones exerce papel


essencial para o controle da evolução de minas e já é realidade nas
maiores empresas do Brasil. Além disso, é possível realizar a inspeção
visual interna em cavidades por meio de aeronaves apropriadas,
chegando a locais de difícil acesso, externos ou internos.

Também podemos considerar sua extensa atuação na logística, na


qual um drone pode auxiliar em atividades tanto internas quanto
externas, como em armazéns e galpões, para controle do estoque.
Uso de drones na agricultura tem regras simplificadas pela ANAC — Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac) ([Link])

A lista de documentos e procedimentos exigida para


operar um drone de classe 1 ou 2 é muito mais criteriosa,
abrangendo mais itens do que a classe 3. Vamos
conhecê-los a seguir por meio de uma aula narrada.
[Link]

Assim como para outras classes, é permitido para as


classes 1 e 2 operarem somente um sistema de RPA por
vez, sendo possível trocar o piloto remoto no comando
durante a operação.
Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Olá, eu sou o Ricardo Magoga, piloto, instrutor e especialista em


projetos com drones. O tema desse podcast são os drones de classe
um, dois e três, e a documentação para operar cada uma dessas
classes e procedimentos obrigatórios.

Vamos falar do que difere cada classe, abordando as regras para voo
de maneira segura e responsável, visando ao atendimento das leis
vigentes. Além disso, vamos conversar e trocar experiência sobre o
que difere cada uma dessas classes, suas aplicações e como o
mercado tem se beneficiado do uso dos drones. Vamos lá?

Para esse bate-papo, eu convidei os amigos e professores: professor


Gabriel e professor Jonatan. Sejam bem-vindos!

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Olá, professor Ricardo Magoga, professor Jonatan, muito prazer, muito


bom estar com vocês! Meu nome é Gabriel Augusto, instrutor de
formação profissional, especialista em drone e em Segurança do
Trabalho e vamos seguir aí para mais um podcast.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Olá, professor Ricardo, professor Gabriel, meu nome é Jonatan


Henrique, sou instrutor de formação profissional pelo SENAI,
especialista em drones e sistemas de energia renovável.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Bom, nesta aula, vamos iniciar os estudos esclarecendo muitos


pontos sobre a classificação dos drones, principalmente no uso dos
drones classe três, esses que nós vamos usar mais rotineiramente no
nosso dia a dia profissional. Pensando nisso, professores, eu gostaria
de explorar mais esse assunto e compartilhar com os nossos ouvintes
um pouco da nossa experiência quanto os benefícios da utilização
desses drones proporcionam nos mais diversos segmentos. Professor
Jonatan, qual sua experiência nesse sentido?

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Professor Ricardo, minha experiência da aplicação dos drones classe


três é mais voltada para a área de energia, principalmente para
sistemas fotovoltaicos, onde eu utilizo esse tipo de drone para fazer
inspeção em telhados, dimensionando através da área do telhado que
eu faço as coletas através da fotogrametria pelo drone, e, através
dessa análise, eu consigo dimensionar quantos módulos cabem
dentro daquela área de telhado.

Mas além disso, ressalto que a gente pode utilizar esses drones de
classe três para fazer inspeções nas áreas de energia, na área de
segurança do trabalho, na logística e em outros setores onde o drone
ele vai ser implicado aí na agilidade e na redução de custos, que é o
que as empresas mais buscam nos dias de hoje.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga


Além da segurança operacional, você evitando trabalho humano em
altura e muitas vezes em espaço confinado com drones específicos.
Eu acho que a área de HSE das empresas agradece.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Perfeito, professor Ricardo. E, além disso, ressalto que é muito


importante você se qualificar para oferecer uma mão de obra
qualificada para essas indústrias que estão procurando esses
profissionais.

Então, hoje vocês estão aqui com a gente nesse podcast, entendendo
tudo sobre a legislação e os requisitos legais. E você vai dominar esse
conceito da legislação. Mas não pare por aqui. Continue os estudos no
próximo curso da trilha para você aprimorar os seus conhecimentos
na prática de pilotagem. Então é muito importante que você se
capacite para oferecer essa mão de obra qualificada para as
indústrias que estão procurando profissionais.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Muito interessante, professor! E continuando falando sobre isso no


mercado de trabalho, sobre tendências de mercado com relação aos
dois classe três, classe um e dois... Professor Gabriel, como podemos
orientar nossos alunos quanto ao caminho que eles devem seguir?
Quais opções são interessantes nesse momento no mercado?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Primeiro, identificar qual é o drone apropriado para a aplicação. A


tendência desse mercado é cada vez mais crescer. O drone quando
veio, quando começou a utilização, ele começou voltado para
fotofilmagem apenas, mas quando chegou no mercado com
tecnologia, hoje a gente pode substituir, por exemplo, uma câmera do
drone por uma câmera termografia, fazer o mapeamento de calor de
uma cena, de um cenário.

Hoje a gente pode fazer com um drone específico uma mensura, uma
inspeção, por exemplo, de difusão, de medição de um tanque, e até
mesmo, como você mencionou, de um espaço confinado. Então, a
tendência de mercado e a tecnologia embarcada no drone ajudar
para o lado positivo, as indústrias a desenvolverem, melhorarem a
velocidade, diminuírem os riscos... Então a tendência é cada vez mais
crescer em cima dessa operação de drone.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Reforço que aqui nós estamos falando de mercado para todos os


níveis de classe. Classe um são os drones acima de 150 quilos classe
dois, de 25 a 150 e os classe três que nós operamos, que é de 250
gramas até 25 quilos.

Como classe um, uma aplicação que a gente pode visualizar é o uso
militar para monitoramento de fronteiras. E a gente está vendo muito
a utilização desses drones em guerras modernas. Com relação à
classe dois, a gente pode pensar em drones híbridos, aqueles que
têm asa fixa, mas decolam e pousam na vertical e atendem a
grandes extensões de terra, que também podem servir para
monitoramento ambiental, por exemplo, ou mesmo para operações
BVELOS. Aquela além da linha de visão que precisa de uma
autorização especial da ANAC. E o classe três, como a gente disse, o
Gabriel também comentou, e o professor Jonatan também, como
tendência, vejo isso inclusive nos meus trabalhos de campo, que
surgiram agora os drones confiáveis e válidos para medição de
espessura, para transporte de cargas, para detecção e quantificação
de gás metano, que está dentro da pauta de descarbonização... Então
a gente tem uma grande amplitude desse mercado de trabalho com
drones. O profissional que entrar nesse segmento agora, ele vai estar
navegando nos conhecimentos de uma nova era, uma nova era de
captação de imagens, com o embasamento de inteligência artificial,
que tem softwares por trás que fazem a análise dessas imagens
captadas em campo e permitem relatórios gerados de forma
automática, permitindo a gestão de ativos de maneira muito mais
eficiente.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Então, para você, aluno, nós temos hoje ai, Ricardo, três classes, né?

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Três classes.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Classe um como você mencionou, a classe um está relacionado a


quanto de peso?

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Acima de 150 quilos.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

A classe dois?

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga


De 25 a 150.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

E a classe três?

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Que é a nossa classe, de 250 gramas a 25 quilos.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Ricardo eu comprei um drone e ele está marcado na lateral do drone


249 gramas. Não preciso de liberação, documentação, seguro, nada
disso?

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Não, professor, essa é uma dúvida que muita gente tem. Às vezes
você pode comprar um drone e ele está dizendo que o peso é 249
gramas. Só que se você vai verificar a informação do PMD (peso
máximo de decolagem), você vai ver que a aeronave é capaz de
carregar uma carga que faz com que ele voe acima dos 249 gramas,
o que o classifica como classe três e, portanto, tem que atender a
toda aquela regulamentação que a gente vem estudando aqui no
nosso curso.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Professor, você falando assim, tem o item lá na REBAC-94 que a


gente precisa identificar a aeronave. Então, eu preciso identificar lá
da Anatel o nosso código do SISANT, o nosso código do mosaico
Anatel, e 249 gramas, se você cumpre a REBAC-94, vai colocar dois
adesivos na aeronave, já passou as 250 gramas.

Então você já nota que às vezes se compra um drone, não faz os


cadastros, as coisas como deveria, mas você não está cumprindo o
adesivo, a documentação legal... Então é importante a gente estar
mencionando isso, porque é muita dúvida que a gente recebe de
alunos e tudo mais, a gente está tentando buscar para vocês que
estão nos ouvindo esclarecer isso.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Perfeito. Acho que fica claro até de maneira sucinta que se alguém
quer usar um RPA ou um aeromodelo para fim recreativo, que siga a
RCA-562 e, se quer usar para nível profissional, tem que realmente
pagar o seguro reta, e ter todas as obrigações legais para operar com
segurança.
Muito se fala em operar também esses drones da classe um e dois, e
eu relembro aqui que para essa categoria de drones, para essa classe
de drones, além de tudo o que a gente vem falando, as três, há
cuidados específicos, como a manutenção, o registro de cada voo.
Isso pode e deve ser consultado. O RBACI-94 e no ICA 100-40.

Enfim, estamos chegando ao final desse podcast, vamos aproveitar


para relembrar alguns assuntos abordados nesta aula. Iniciamos
nossa jornada de conhecimentos sobre os drones classe três,
aprofundando detalhes quanto à divisão dessa classe, aplicações,
documentos exigidos, procedimentos e credenciamento obrigatórios,
além de entender o que cada RPA dessa classe nos oferece e como o
mercado tem se beneficiado desse uso.

Conhecemos também os drones da classe dois, sua ampla


contribuição para o agronegócio e para grandes extensões de terra e
operações de monitoramento para fitossanidade de culturas ou
mesmo um projeto BVELOS, aquele além da linha de visada. E
também os de classe um, que têm a aplicação mais voltada para uso
militar.

Enfim, encerramos esse bate papo com a contribuição dos meus


amigos e profissionais experientes de drones, professor Gabriel e
professor de Jonatan. Mais uma vez,meu muito obrigado.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Professor Ricardo, eu que agradeço. Professor Jonatan, muito


obrigado pela oportunidade, e a todos vocês, alunos, acompanhem
conosco os nossos próximos podcast.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Agradeço também a você que nos ouviu até aqui. Espero que esse
conhecimento compartilhado possa te ajudar no conhecimento de
cada classe. Como explorar esses equipamentos de forma a facilitar o
serviço e ampliar os benefícios de suas aplicações. Lembro que você
poderá encontrar o conteúdo deste podcast e dos outros clicando no
botão da transcrição.

Eu sou o Ricardo Magoga e vou ficando por aqui. Continue seus


estudos e até a próxima!
DRONE CLASSE 3

Nesta aula, vamos abordar os pontos mais importantes


para uma operação de drones classe 3, os riscos e
responsabilidades envolvidos, documentos e
credenciamentos necessários, e os sistemas disponíveis
para esses serviços.

Riscos e responsabilidades
Por interferir diretamente no tráfego aéreo, uma operação com
drones pode causar acidentes gravíssimos, envolvendo: lesão
corporal, danos ao patrimônio, perturbação do sossego, invasão de
privacidade de terceiros não anuentes ao voo, entre outros.

Portanto, o operador de drones deve garantir a segurança


das operações, adotando medidas para evitar acidentes e
danos às pessoas, propriedades e outras aeronaves.
Documentos e credenciamentos
O primeiro passo para garantir o cumprimento dos quesitos de
segurança é conhecer os documentos e credenciamentos
obrigatórios, exigidos por cada órgão legislador, antes de operar uma
aeronave não tripulada. De modo geral, para operar um drone classe
3, você precisa atender aos requisitos listados a seguir.

Alguns documentos são aplicáveis, conforme a finalidade da


operação, contudo, é preciso ter atenção com as exigências do órgão
legislador responsável e com os sistemas oferecidos para essas
finalidades.

A seguir, vamos navegar por esses sistemas e conhecer os tipos de


verificações, homologações, cadastros ou autorizações que cada um
pode oferecer.
Clique em cada item do quadro a seguir para conhecer melhor cada
um deles.

Devidos aos riscos envolvidos, além da documentação


relacionada ao operador e ao equipamento, uma
operação com drone exige cuidados que mitiguem
possíveis danos.

O documento de avaliação de risco, ARO, é fornecido pela Agência


Nacional de Aviação Civil, a ANAC, segundo a IS Nº E94-003 revisão A.
Já o seguro RETA pode ser adquirido por meio de operadoras de
seguro.
Vale ressaltar que o seguro obrigatório RETA abrange apenas
coberturas em caso de sinistros com DRONES envolvendo terceiros no
que tange a indenização (cobertura). Danos no equipamento são por
conta e responsabilidade do operador. Algumas seguradoras também
oferecem o seguro de casco, em caso de acidentes.

Não se esqueça de que é necessário estar sempre consciente da


responsabilidade de se operar um drone, partindo do respeito às
regras e normas que cada órgão legislador estabelece. Por isso, é de
extrema importância que os documentos do operador estejam
sempre válidos e atualizados.

IS - Instrução Suplementar — Agência Nacional de Aviação Civil ANAC

Regras de voo
As regras de voo para drones classe 3, que operam até 120 metros
dentro da linha de visada ou em operações de voo no entorno de
estruturas, operações em alturas muito baixas, dentre outras, devem
sempre ser consultadas no documento específico. O documento que
regulamenta o acesso ao espaço aéreo brasileiro sob essas condições
é o ICA100-40

Vamos conferir, a seguir, algumas regras condicionantes operacionais


gerais que podem ser encontradas nesse documento.

Clique nas setas laterais para conhecê-las.


No regulamento ICA100-40, é possível também encontrar
regras específicas, como para operações em alturas
muito baixas e para voo próximo a aeroportos, helipontos
e áreas de segurança. Conhecer essas regras é
fundamental, pois serão frequentemente relacionadas às
operações com drones classe 3.

[Link]
Recapitulando
Chegamos ao final desta aula. A seguir, vamos apresentar uma
entrevista com especialistas, para que você revisite os assuntos
estudados até aqui.

[Link]

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga


Olá, sou o Ricardo Magoga piloto, instrutor especialista em projetos
com drones. Estamos chegando ao final dessa jornada de
conhecimento no nosso curso Drones: legislação para voo e hoje
faremos um resumo de tudo o que estudamos nas últimas aulas e
especificamente com relação aos drones da classe três, com PMD de
250 gramas até 25 quilos. Vamos relembrar também um pouco sobre
os órgãos legisladores por trás de uma operação com drones, bem
como os requisitos para a operação e os documentos necessários.

E hoje, novamente no estúdio, tenho aqui os meus amigos e pilotos


Gabriel e Jonatan. Tudo bem, professores?

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Tudo bem, professor Ricardo, professor Gabriel. Olá a todos, meu


nome é Jonatan Henrique, sou instrutor de formação profissional pelo
SENAI e é um prazer estar novamente aqui com vocês nesse projeto.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Olá! Muito obrigado pelo convite Ricardo. Muito obrigado Professor


Jonathan, meu nome é Gabriel Augusto, instrutor de formação
profissional. É um prazer estar aqui com vocês.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Então, professores, hoje a gente vai dar um foco especial nos drones
classe três, os drones, que vão de 250 gramas até 25 quilos. A gente
sabe da necessidade de cadastros, homologações e solicitações de
voo. A gente sabe também que as aplicações pode ser as mais
variadas, como inspeção na agricultura. E é isso que eu pergunto hoje
para os professores. Vamos relembrar aos nossos alunos desses
principais documentos e requisitos obrigatórios antes de se colocar
um drone em voo. O pré voo é muito importante. Então vamos
relembrar isso hoje?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Sim, é importante, inclusive falar sobre o cadastro da aeronave. Vou


falar um pouquinho da ANAC, que é o SISANT o sistema de cadastro
da aeronave e do piloto. Então, o primeiro documento que você vai
fazer para poder é partir para a pilotagem do drone de fato. Então o
SISANT a gente faz o cadastro da aeronave. É muito importante ter o
cadastro com você, seja de forma digital ou impressa. E também não
pode esquecer da etiqueta de identificação desse cadastro é
diretamente colada na sua aeronave e do controle também. Outro
ponto importante também que eu venho relembrar é a parte do
mosaico Anatel, que faz a parte da radiofrequência entre a frequência
do drone e do controle. Então é importante seguir essas ações de
voo.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Bom, gostaria de complementar também com o DECEA que é o


Departamento do Controle do Espaço Aéreo Brasileiro. Então, dentro
do DECEA, na plataforma SARPAS NG, você deve fazer o seu cadastro
como piloto, essa é a primeira etapa.

Após o seu cadastro como piloto, você deve solicitar um voo para a
operação que você vai fazer em campo para inspeção que você irá
realizar em campo. Solicitando o voo com a aeronave selecionada,
você deverá preencher também uma análise de risco operacional,
que é um documento obrigatório, onde você vai avaliar os riscos
possíveis naquela operação e como você pode mitigá-los. Além do
seguro obrigatório, lembre se que a sua aeronave você deve portar
de forma física, presencialmente ou digital, o manual da aeronave.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Complementando o que o professor Jonatan disse, lembrar a todos


que os operadores dos pilotos devem ser maiores que 18 anos, terem
todos os documentos que eles falaram validos em posse, e sempre
antes de fazer uma operação consultar o ICA 100-40, analisando o
seu tipo de operação e as restrições com relação ao espaço aéreo,
bem como se você tiver dúvidas de documentos, consultar o RBAC E-
94 da ANAC.

Professores, a gente está falando aqui de documentação e por vezes


muitos podem achar que isso é só uma coisa burocrática, mas não.
Cada documento tem sua função com relação a segurança de voo,
vamos falar aqui, vamos relembrar alguns desses documentos que
são importantes nessa fase de pré-voo.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Claro, é muito importante seguir alguns documentos. Um deles é o


SARPAS. O SARPAS, quando a gente acessa para poder fazer a
solicitação de voo, eu respondo algumas ações importantes
exatamente informando que o meu voo foi mapeado e está seguro.
Então eu falo qual aeronave eu vou utilizar, eu coloco meu nome,
qual piloto vai identificar e pilotar essa aeronave. Eu coloco que tipo
de volto fazendo BVLOS, EVLOS, VLOS, a onde eu vou trabalhar, ou
seja, é um voo padrão em torno de estrutura.

Então a gente contextualiza tudo isso e tem um campo de observação


que eu posso escrever, inclusive para que tipo de imagem eu vou
fazer. É uma inspeção, é um mapeamento, é uma foto e filmagem, é
um levantamento de área. Então eu consigo contextualizar também
nessa observação. A segunda etapa, depois que eu dei todo esse
enfoque na aeronave, e como iria ser o voo, a segunda etapa do
SARPAS é você mapear o local que está posicionado esse drone.

Então a gente contextualiza tudo isso e tem um campo de observação


que eu posso escrever, inclusive para que tipo de imagem eu vou
fazer. É uma inspeção, é um mapeamento, é uma foto e filmagem, é
um levantamento de área. Então eu consigo contextualizar também
nessa observação. A segunda etapa, depois que eu dei todo esse
enfoque na aeronave, e como iria ser o voo, a segunda etapa do
SARPAS é você mapear o local que está posicionado esse drone.

Então eu vou voar nessa área, nesse setor que a gente está aqui, é
válida esse SARPAS para essa área. Então eu não posso fugir do raio
da altura que eu mencionei no SARPAS. E o terceiro item é a
validação. Então eu tenho ali as etapas das regras que eu assumo
como responsabilidade de conhecimento e envio a solicitação para
alguém que está aprovando e a responsabilidade que a gente tem
como piloto, como solicitante disso e fazer depois, na prática disso ela
ser cumprida. Essa é o grande desafio para a gente fazer o SARPAS
ser cumprido.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Voar após esse green light que o DECEA dá para um voo seguro.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

E além disso, professores, eu gostaria de complementar mais uma


vez falando sobre o ARO, que é uma avaliação né, análise avaliação
de risco operacional. Então todas essas informações que Professor
Gabriel bem mencionou, elas também são sintetizadas dentro do
ARO, e, além dessas informações, nós avaliamos para cada operação
quais são os potenciais riscos que a nossa operação, que o nosso
drone pode causar e como que nós mitigamos esse risco.

Então, por exemplo, um risco que pode acontecer a perda do enlace


do seu controle com a sua aeronave. De qual forma nós podemos
mitigar esse risco? Fazendo algumas configurações no controle,
ajustando o touch home. Então algumas configurações já mitigam
esse risco, além de outros riscos que você deve analisar para cada
operação que você vai realizar com o seu drone.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Acrescento à informação do professor Jonatan e do professor Gabriel,


que nessa fase também de pré-voo, que a gente tem que ter o maior
cuidado porque após o voo ter a gente fazendo nossa decolagem, é
mais difícil tomar alguma ação, então, tem que saber o que vai fazer
depois. Por isso que tem que saber mitigar todos os cenários. É nesse
sentido que a gente tem também os checklists pré-voo, voo e pós-
voo.

O checklist pré-voo, ele identifica as fases de meteorologia, essa


questão do cadastro, da autorização do SARPAS, o ARO. Na fase de
voo a gente vai saber que caso aconteça algum risco a gente tem,
onde a gente vai levar a aeronave no caso de uma emergência, e ,na
fase de pós-voo, a gente faz um debriefing de tudo o que aconteceu
na missão.

Com esses processos, o seu voo vai ser seguro. Professores, agora eu
acho que eu vou abrir um espaço para a gente ter alguma
experiência que a gente tenha vivido. Algumas dicas para os nossos
alunos que estão nos escutando. A gente sabe que para a operação
de classe três, cada um de nós já passou por algumas situações e
tem uma certa experiência.

Vamos compartilhar isso agora com os nossos alunos. O que você


diria, professor Gabriel, como uma das dicas que você teria para
passar para os nossos alunos?

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Legal Ricardo, pessoal, a gente está falando de drone de classe três,


de 250 gramas até 25 quilos, correto? Tem um drone da DJI que
trabalha na agro[indústria] fazendo pulverização que ele sobe com
mais de 25 quilos, só que agora pela REBAC 94 agora, no item três,
ele está caracterizado como classe três mesmo acima dos 25 quilos.
Só para você ter uma ideia, esse drone chamado de T-Agras 40, ele
sobe com 40 litros de produto, ou seja, passa os 25 quilos. Então ele
se enquadraria numa outra classe, mas devido à utilização dele na
agro[indústria], eles colocaram ele para atuar nessa classe três.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

E uma outra coisa, faça só um parêntese, se for para efeito de


aplicação agrícola, está ligado sempre ao MAPA, o Ministério da
Agricultura e Pecuária, para conseguir autorização para aplicação de
produtos.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Excelente. Uma outra coisa pessoa de dica importante é escolha o


modelo de drone correto. Às vezes a gente pesquisa na internet o
modelo de drone, compra um drone que a gente não entende o
processo, se ele vai ser aplicável ou não, e aí na hora de aplicar se
frustra.
Eu vou dar um exemplo para vocês. Às vezes você vai gravar em
torno de estrutura, um prédio, que tem rodamoinho, que tem uma
cortina de vento, e você utiliza um drone mini e um drone menor. Ele
acaba sendo a projeção dele para qual as estruturas, então enxerga a
necessidade.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan

Bom, gostaria de fazer um complemento até pegando as falas,


professor Gabriel, de você realizar um bom planejamento de voo
sempre realiza esse planejamento de voo com antecedência a sua
operação. E o que você deve analisar nesse planejamento,
principalmente as condições meteorológicas do clima. Se no dia da
inspeção tem o risco de ter pancadas de chuvas, tempestades, ventos
fortes, a gente sabe também que os drones eles têm uma certa
resistência a ventos e cada modelo tem uma resistência adequada
que está descrita no manual da aeronave.

Então é importante você fazer um bom planejamento para não chegar


no dia da sua inspeção, você não conseguir fazer inspeção ou então
tentar forçar tentar subir o drone mesmo com uma ventania e sofrer
um acidente ou causar um acidente com o equipamento. Então, a
dica que eu dou é faça um bom planejamento de voo, analisando
principalmente as condições meteorológicas.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Uma coisa Ricardo, eu lembrei muito de uma conversa que a gente


teve. Foi você ensinando para gente olhar a parte de sistema
meteorológico antes do voo. Então, Ricardo, eu lembro muito bem
que o Ricardo havia mencionado para essas ações de vento de
projeção. Sempre avalie se naquele dia e naquele horário está em
condições propícias de vento, de chuva, de tempestade. Lembrei
agora do que a gente conversou.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

E falando aqui, um vai lembrando o outro e Jonatan também me


lembrou que essa velocidade do vento que a gente tá falando tem
que tomar muita atenção, não é o voo na parte de cruzeiro, onde ele
está voando de um ponto a um ponto B, o mais importante é a
velocidade de ascensão e descensão desse drone, que é limitada
também.

Muitas vezes você acha que o drone tem capacidade [de] aguentar
dez metros por segundo, mas num pouso e decolagem ele suporta
menos. Tem que ficar atento a isso.
E eu acrescento também que nessa parte de dicas para os nossos
alunos, existem alguns tipos de operação, como operação EVLOS, que
tem que ter o observador junto, que é possível o piloto estar
trabalhando de olho no seu RC, mas o observador está de olho a todo
momento no drone para evitar algum tipo de acidente.

Também lembram uma outra operação muito interessante que é a


operação de espaço confinado. Por vezes existe dúvida se você
precisa de autorização do SARPAS ou não para esse tipo de operação.
Você não precisa. Você não está voando no espaço aéreo, está
voando num ambiente controlado, seja o telado no qual se vai ter
controle de desabilitar o retorno de voo, por exemplo, colocar o modo
pairar para que você consiga fazer o voo nessa região e o drone
consiga ficar estável.

E, por fim, lembro também que no meu trabalho profissional, sempre


antes de qualquer operação, eu consulto ICA 100-40 e vejo o tipo de
operação que eu vou fazer, as distâncias próximas ao longo de
aeroportos ou de heliponto. E isso é muito importante e vai te dar
segurança na operação. Bem, professores, estamos chegando ao final
desse podcast, no final dessa jornada de conhecimento. Espero que
todos estejam gostando, que continue conosco no nosso na trilha dos
drones, no curso de pilotagem.

Então, neste podcast, a gente tratou de assuntos como


documentação, requisitos, cadastros, solicitações de voo,
homologações. Trouxemos algumas dicas aos nossos alunos e
também as fontes de consulta que são obrigatórias para o operador
de drones como ICA 100-40 e o RBAC 94 da ANAC. Não poderia deixar
de agradecer os professores Gabriel e Jonatan pela participação nessa
jornada de conhecimento. Meu muito obrigado. Por favor, Gabriel,
deixe algumas palavras aos nossos alunos.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Legal Ricardo, muito obrigado pela oportunidade.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Eu que agradeço.

Entrevistado 1 / Professor Gabriel

Jonatan, muito obrigado pela oportunidade. Foi um prazer estar com


você nessa aula e siga para as próximas trilhas de drone.

Entrevistado 2 / Professor Jonatan


Professor Ricardo, Professor Gabriel, eu agradeço o convite e a
experiência de estar com vocês aqui nesse podcast. Aos nossos
alunos, também agradeço a vocês que assistiram até o final.
Acompanharam o curso até o final, até esse último podcast... E nós
aguardamos vocês na sequência desse curso e dessa trilha de drones.

Entrevistador / Professor Ricardo Magoga

Perfeito! Lembre-se: segurança de voo é essencial. Estamos


compartilhando o mesmo espaço aéreo que aviões e helicópteros,
então utilize seu drone com responsabilidade. Nosso curso foi
pensando nisso para você seguir na trilha dos drones do curso de
pilotagem, sendo um real profissional. E é claro, agradeço a todos os
alunos que nos acompanharam até aqui. Uma honra tê-los assistindo
esse podcast e toda essa trilha de formação. Lembre-se: todo esse
material e das aulas passadas, você pode acessar clicando no botão
da transcrição. Até breve, no nosso curso de pilotagem!

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DESAFIO

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