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Iniciação na Umbanda: Um Estudo Crítico

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Alaor Lopes
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PSALM 83:6-11

gives us the ten and the seven in a different order. Verses 6-9 give us a
confederation of ten enemies for the purpose of making Israel extinct, and "to cut
them off from being a nation"; while verses 10 and 12 give us an enumeration of
seven enemies which the Lord had destroyed in the past, with the prayer that He
would do to the confederacy of the ten what He had done to the seven in the past.

The commentators agree that no such confederacy can be found in the past history
of Israel, so that we are shut up to the conclusion that the Psalm is Proleptic, and
speaks of a yet future confederacy of which the later Prophets speak more
particularly.

Verses 6-9: The ten-fold confederation:—

1. Edom
2. The Ishmaelites
3. Moab
4. The Hagarenes
5. Gebal
6. Ammon
7. Amalek
8. The Philistines
9. Tyre
10. Assur (Assyria)

Then follow, in verses 10-12, the seven enemies which had been destroyed in days
of old:

11. Midianites (1), Judges 7:8


12. Sisera (2), Judges 4:5, 21
13. Jabin (3), Judges 4:5, 21
14. Oreb (4), Judges 7:25
15. Zeeb (5), Judges 7:25
16. Zebah (6), Judges 8:5
17. Zalmunna (7), Judges 8:5

The number seventeen (not the word merely) has a significance of its own, and
therefore an importance which must be taken into account wherever it appears in
the Word of God by itself or as a factor.

It forms a great factor in the number 153

ADDITIONAL MISCELLANEOUS ILLUSTRATIONS

Seventeen Angelic appearances are recorded in the Gospels and Acts:—

1-3. Three to Joseph, Matt 1:20, 2:13,19


4. To the Lord in the wilderness, Matt 4:11
5. In Gethsemane, Luke 22:43
6. On the stone at the sepulchre, Matt 28:2
7. Within the sepulchre, Mark 16:5
8. To Zecharias, Luke 1:11
9. To Mary, Luke 1:26
10, 11. Two to the Shepherds, Luke 2:9,13
12. At the pool of Bethesda, John 5:4
13. To the disciples, Acts 1:11
14. To the disciples in prison, Acts 5:19
15. To Cornelius, Acts 10:3
16. To Peter in prison, Acts 12:7
17. To Paul, Acts 27:23

Sincretismo:

*Oxum Pandá Ibedji: Nossa Senhora de Fátima

*Oxum Pandá: Nossa Senhora de Fátima quando faz adjuntó com Bará Agelú, Nossa
Senhora do Rosário quando faz adjuntó com Ogum Adiolá, Nossa Senhora de
Lourdes quando faz adjuntó com Xangô Agandjú, Nossa Senhora das Graças quando
faz adjuntó com Oxalá Bocum, Imaculada Conceição quando faz adjuntó com Oxalá
Olocum e Sagrado Coração de Jesus quando faz adjuntó com Oxalá Olocum

*Oxum Demun: Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição

*Oxum Docô: Nossa Senhora da Conceição ou Nossa Senhora Aparecida

U M B AND A SEM MISTÉRIO


UMBANDA, CULTOS AFROBRASILEIROS, CANDOMBLÉ,
MOVIMENTO E ESCOLAS UMBANDISTAS E DEMAIS TEMAS E
ASSUNTOS RELACIONADOS.

SÁBADO, SETEMBRO 09, 2006

Vendo Feituras de Santo!


Observação: As palavras que estão com essa cor + os termos da tabela 1
tem o seu significado no Glossário ao final do texto.

I - Introdução

O tema desse nosso artigo, já sabemos, causará polêmica e oposições


muito fortes, no entanto, se faz necessário que ele seja colocado.
No objetivo desse blog, deixamos claro, que realizaríamos um trabalho
independente, sem nos prendermos a tabus, dogmas, mistérios, mitos ou
erós (segredos). Em pleno séc. XXI, não é mais possível, que na Umbanda
existam assuntos proibidos, temas inquestionáveis, mitos, lendas e certas
práticas que, se corretamente fundamentadas na sua origem, são
perpetuadas e disseminadas de forma errada atendendo aos interesses de
poucos. Todo umbandista é um livre-pensador e é exatamente na prática
dessa liberdade, que cabe ao adepto realizar o desenvolvimento dos seus
conhecimentos, o estudo permanente da religião, as reflexões sobre todos
os assuntos espirituais, o pleno exercício racional da sua fé, uma auto-
análise sincera e uma crítica responsável.
Sim, é necessário que o filho-de-fé, exerça o seu direito a crítica. A
Umbanda precisa, que o movimento umbandista, cada vez mais, dentro do
plano traçado por sua hierarquia superior, contribua para evolução
planetária e para que isso seja alcançado muita coisa precisa ser mudada.
Não se conquista evolução sem mudança e toda mudança exige respeito ao
passado, modificação no presente e que se agregue algo novo para o
futuro.
A Umbanda é uma religião dinâmica, transformadora e não estática,
parada no tempo e no espaço. Isso significa dizer, que na Umbanda, tudo
se modifica continuamente, o novo quando não substitui, transforma o
velho ou renova o que já existe. O movimento umbandista, não é um
universo religioso acabado, pronto e perfeito, ele está em constante
ebulição, como a sua própria denominação revela, em pleno movimento,
em constante modificação, ou seja sofrendo um processo de mudança
permanente. Por isso, deve ser diariamente trabalhado, completamente
estudado e continuamente criticado, para cumprirmos as metas traçadas
pelo mundo espiritual. E quem deve fazer esse trabalho, senão os
umbandistas, que são os principais colaboradores e participantes dessa
Obra Divina.
Entretanto, somente se consegue criticar algo, quando se pratica mesmo
que inconsciente, o exercício da dúvida. Esse exercício é um método, que
consiste em questionar a veracidade de algo, chegando totalmente a sua
negação e depois construir, através do raciocínio lógico, da pesquisa e do
uso da razão, a certeza e a verdade novamente.
É, totalmente, consciente desse meu direito de refletir, pensar e estudar a
Umbanda, que apresento esse estudo sobre o processo de iniciação (feitura
de santo), dentro do movimento umbandista, mais particularmente na
Escola ou Culto Omolocô e diretamente sobre a minha experiência como
inciado. A necessidade de obter, por mim mesmo, a constatação de tais
ensinamentos, começou a surgir na minha frente, logo depois da
publicação do meu livro "Umbanda Omolocô - Liturgia, Rito e
Convergência na visão de um adepto" publicado pela Ed. Ícone em 2002.
Os estudos que realizei sobre o Culto Omolocô e o aprofundamento nas
doutrinas de outras escolas do movimento umbandista, ampliaram a minha
visão e me permitiram chegar a uma série de deduções, que apresento para
apreciação de todos. Em suma, coloquei em dúvida os ensinamentos a mim
ministrados e fui a busca de obter as certezas de suas veracidades, caso
contrário, de descobrir o fundamento exato.
Posto isso, não pretendo que ninguém adote o meu posicionamento, ou
acredite no que será exposto aqui, mas acho extremamente necessário
apresentar um novo ângulo, sobre algo que mexe e transforma
completamente a vida espiritual de tantos adeptos.
Quem tiver ouvidos para escutar e olhos para enxergar, que tirem suas
próprias conclusões.

II - Considerações Gerais sobre Iniciação

Desde as Escolas de Mistérios do antigo Egito, que um processo de


Iniciação significa um conjunto de rituais, que não tem outro objetivo,
senão o de causar um impacto espiritual na alma, na mente, no coração e
no corpo físico do iniciante. Esse impacto visa a permitir que determinadas
leis espirituais, deixem de existir apenas no nível consciente do iniciante
(fase do "eu acredito"), se tornando parte do seu nível inconsciente (fase
do "eu vivencio plenamente"). Para isso, todo ritual de iniciação trabalha
os níveis psíquicos (espirituais), psicológicos (mentais), emocionais
(intuitivos) e físico (material) do neófito (aquele que está se candidatando
a uma iniciação).
No Egito antigo e em muitos processos iniciáticos no decorrer do tempo, o
candidato passava por provas dividas em três etapas: provas físicas, nas
quais se testavam a sua resistência e coragem; as provas morais, nas quais
eram testados o seu caráter, valores morais e integridade; e as provas
espirituais, em que se faziam testes para verificar a sua capacidade de
contato com o mundo espiritual, seus dons e poderes.
Em um ritual de iniciação, todo neófito, sai dele transformado. Deixa-se o
velho e substitui-se pelo novo, ou como dizem, liberta-se de uma situação
profana e vive-se a partir daí uma íntima ligação com o Sagrado. A
Iniciação é um processo de harmonização com o Sagrado e o Mestre
Interior que habita dentro nós e que outro não é do que a nossa essência
divina.
Assim, todas as ordens esotéricas (Maçonaria, Rosacruz entre outras),
todas as religiões, possuem suas iniciações ricas em simbolismos,
impactantes em seus rituais e repletas de liturgias representativas da sua
concepção específica do Sagrado.
O processo iniciático deve permitir portanto, a experiência mística, caso
contrário representa apenas um ritual simbólico. Sem gerar uma vivência
espiritual profunda e transformadora, se torna apenas um rito formal e que
eleva o iniciante a uma condição hierárquica superior na coletividade que
ele pertence. Ao se passar por uma iniciação, perante os outros (não-
iniciados), passamos a pertencer a um seleto grupo, e adquirimos uma
posição superior.

III - A Iniciação no Culto Omolocô

Como já escrevi em meu artigo "Os Filhos da Natureza estão órfãos e não
sabem", o Culto Omolocô surgiu (década de 40 em diante) como uma
resposta, do Tata Ti Inkice Tancredo da Silva Pinto, a tentativa de alguns
umbandistas, em realizar uma aproximação com o Espiritismo e de
afastamento das origens africanas, dos seus cultos e religiosidade. Para
isso, Tancredo radicalizou em um caminho inverso, ou seja, aproximação
com o Candomblé e os Cultos Afro-brasileiros e a origem africana da
Umbanda, organizando o que vulgarmente se denominou de
Umbandomblé, e que eu denomino de processo de Candomblelização da
Umbanda. O Tata Tancredo defendeu, de forma veemente, que essa seria a
Umbanda verdadeira.
Assim, o Culto Omolocô adotou de forma semelhante, mas não idêntica
todos os processos e iniciação do Candomblé, ou pelo menos, se baseou em
seus fundamentos para tal fim. Como uma religião que congrega em suas
diversas nações a herança legítima dos cultos africanos, o Candomblé
serviu de fundamentação para organização de ritos e liturgias do Culto
Omolocô. Isso é bem visível, na forma pelo qual, o Omolocô trata tudo o
que se refere a Orixá em seu culto. Utilizamos as mesmas comidas-de-
santo do Candomblé, as mesmas ervas, fazemos o bori frio, respeitamos o
xiré, temos o roncó, realizamos feituras-de-santo, utilizamo-nos do
sacrifício de animais, as vestimentas e armas dos Orixás são quase
idênticas, bolamos com o santo, o fardamento dos filhos-de-santo são
semelhantes, os níveis hierárquicos são equivalentes, os símbolos e objetos
consagrados são os mesmos (ex. o otá, a quartinha, a louça do santo etc.),
cantamos rezas em dialeto, temos saídas de santo e entregamos o deká,
entre tantas coisas em comum.
Com relação ao processo de iniciação as semelhanças continuam, embora,
como já disse, a forma não seja idê[Link] então, no processo de
iniciação do Omolocô ou feitura de santo em comparação com o
Candomblé e suas nações, a seguinte tabela-resumo:

Nessa pequena tabela-resumo, podemos perceber, claramente, que o Culto


Omolocô tem seus alicerces ritualísticos e litúrgicos, em relação ao seu
panteão (conjunto de divindades) formado pelos Orixás, plenamente
entrelaçados com o Candomblé.
Ao dividir esse seu universo de atuação, com as entidades espirituais
(caboclos, pretos-velhos, crianças etc.), seus simbolismos e objetos de
trabalho, o Omolocô passou a ser um Candomblé de Caboclo ampliado.
Tudo isso, tem um motivo de ser, no papel que a Escola Omolocô tem no
movimento umbandista, completamente explicado tanto no meu livro,
como no artigo já citado.
O que eu considero de suma importância para minha linha de raciocínio
atual é o significado e o objetivo da iniciação (feitura de santo), e a forma
como ela é usada no Culto Omolocô.

IV - Significado e Objetivo da Iniciação no Culto Omolocô

Como no Candomblé e demais Cultos Afro-brasileiros a feitura de santo é


um ritual para que o iniciado ou iaô, seja harmonizado ou consagrado ao
Orixá que ele pertence. E mais, é uma via ou caminho para a ordenação
sacerdotal do iniciado, assim ele manifeste seu desejo e/ou seja confirmado
pelos oráculos (búzios/ifá). Caso ele não deseje e/ou não seja confirmado o
seu destino sacerdotal, torna-se um meio para que o iniciado venha ocupar
um cargo na hierarquia do terreiro e do culto.
Aqui começa o resultado dos estudos que realizei, as minhas reflexões e as
conclusões que cheguei sobre o sistema de iniciação por mim vivenciado.
Cada ponto a seguir está dividido nas seguintes partes: Ensinamentos
(conforme me foi passado), Estudos (análise e deduções que cheguei na
minha busca pelo fundamento dos Ensinamentos) e Conclusão (resultado
que se chega com as deduções e análises dos Estudos).

V.1 - Quantidade de Órixas que devem ser feitos

ENSINAMENTOS:
A Iniciação somente pode ser através da feitura de santo. O filho-de-santo
pode fazer um Orixá, preferencialmente dois e idealmente quatro, mas
para chegar a condição sacerdotal de Pai/Mãe-de-Santo no Omolocô deve
fazer nove Orixás.
O primeiro Orixá ou Santo, como se diz, a ser feito é sempre o principal ou
da frente (se for Orixá masculino é chamado de Pai e se feminino de Mãe).
No caso de dois Orixás serão feitos o principal + um segundo. Nesse caso
será um Orixá masculino, se o principal for Orixá feminino ou feminino, se
o Orixá principal for masculino. Na feitura de quatro Orixás são feitos o
principal + o segundo + outros dois.
Nove são os Orixás cultuados pelo Omolocô (Nanã, Omulu, Ogum, Oxum,
Iansã, Xangô, Oxossi, Yemanjá e Oxalá).
O Orixá da frente ou principal é o Orixá correspondente ao dia da semana,
da data de nascimento do iniciante, segundo o calendário do culto, ele
determina o que você é nessa reencarnação, e é o Orixá que predomina na
sua existência atual.
O segundo Orixá é o correspondente direto ao Orixá principal (formam um
par), chamado de Orixá ascendente, ele determina o que você aparenta ser
ou sua imagem. Esse Orixá sempre visa o nosso equilíbrio íntimo e
crescimento interno permanente. É por isso, que preferencialmente, o
iniciante deve procurar fazer os dois primeiros Orixás. É o par que
proporciona ou busca o equilíbrio do filho-de-santo.
No caso da feitura de quatro Orixás a explicação é porque esse número
representa a estabilidade (ex: uma cadeira fica firme no chão porque tem
quatro pernas, e assim por diante), nesta visão, por exemplo, a feitura de
três Orixás deixa o filho-de-santo sem estabilidade.
Já a necessidade de se fazer os nove Orixás, para poder ser sacerdote, parte
do princípio que não se pode fazer o Orixá de alguém sem ter esse Orixá
feito.
Os nove Orixás formam o círculo ou coroa do nosso Orí em que cada Orixá
possui uma respectiva casa astral (posicionamento cabalístico no alto da
nossa cabeça).
ESTUDO:
A bem da verdade, todos nós possuímos três Orixás principais. Juntos eles
formam um triângulo de forças regentes e predominantes no nosso Orí
(cabeça).
Por que um triângulo e não um círculo ou coroa como nos foi ensinado?
O círculo surge no Omolocô, com base nos estudos cabalísticos
desenvolvidos pelo Tata Ti Inkice Tancredo para alicerçar a doutrina do
culto.
Nesses brilhantes estudos para a época, o Tata Tancredo buscava através
da numerologia, da cabala dos nomes e dos símbolos formatar todas as
teorias do Omolocô para a origem e genealogia dos Orixás,a origem do
universo, e a gênese e evolução humana e espiritual.
O círculo ou 360 graus (cuja a numerologia 3+6+0=9), foi a base
geométrica e aritmética para construção dessa cabala.
Em termos de Teogonia (Estudo dos Orixás), Cosmogonia (Estudo do
Universo) e do processo evolutivo do espírito essa base circular funciona
perfeitamente para argumentação, já na questão da regência dos Orixás
não.
O triângulo é a representação correta para a principal lei que rege todo o
processo evolutivo do nosso Universo. Essa Lei se chama Lei de
Manifestação.
Todos nós e tudo o que existe no Universo, surgiu, se mantém e sobrevive
graças a essa Lei.
A Lei de Manifestação é um arcano (mistério) divino que determina, que
nesse nosso universo algo, somente se manifesta ou existe, se houver a
ação conjunta de dois pontos (base do triângulo). Assim a ação de dois
pontos gera a manifestação de um terceiro (ponta do triângulo).

O filósofo, matemático e ocultista Pitágoras (571-70 a.C.), eninava em sua


Ordem iniciática que "a primeira manifestação de algo estruturado no
Universo só ocorre quando da manifestação de três ângulos - triângulo. A
primeira manifestação do UM é do TRÊS, no qual está contido o DOIS. Esta
é a forma como os pitagóricos explicam a Trindade, do três em UM. É pela
geometria que nós pitagóricos procuramos entender o universo as coisas
nele existentes, a relação entre as coisas e os eventos".
Já Pietro Ubaldi (1886-1972), última reencarnação do apóstolo Pedro na
Terra e considerado por muitos como o Profeta do IIIo. Milênio, em umas
das suas principais obras A Grande Síntese (escreveu 24 inspirado por
quem ele chamou apenas de "Sua Voz" - Jesus Cristo), que existe "uma Lei
Única que dirige o Universo, e que o nosso Universo é trifásico e as suas
fases são: Matéria, Energia e Espírito". Como consequência desse seu
estudo são gerados os seguintes triângulos de manifestação da Lei de
Deus:
O triângulo e sua Lei de Manifestação, portanto, é consequência do que
existe de mais sagrado em todas as religiões - a Trindade. No Omolocô essa
trindade é Zambi Apongô (Deus Supremo); Zambira (Mãe criadeira) e
Alufan (o filho).
Na correspondência com o sincretismo católico, para uma melhor
compreensão é Deus-Pai, o Espírito Santo e o Filho (Cristo).

Na correspondência triangular a Lei se apresenta. A base do Triângulo é o


poder de Deus (Zambi-Apongô), mais a sua manifestação criadora
(Zambira ou Espiríto Santo) gerando a Criação (Jesus Cristo/
Alufan/(Filho).
Os Orixás então, tem que corresponder a formação triangular e não
circular, tendo em vista que a regência dos Orixás, em nossos orís, existe
para MANIFESTAÇÃO de energias em nossa presente reencarnação. A Lei é
somente uma, imutável, pois é divina, todos os planos hierárquicos do
Universo obedecem a essa Lei Única.
Assim temos, o Orixá principal na ponta do triângulo, o segundo Orixá
(adjuntó) e o terceiro Orixá (ancestral ou cabalístico) formando a base do
triângulo.

O segundo Orixá (juntó ou adjuntó) é o que faz par com o Orixá principal e
que já explicamos a sua função. O terceiro Orixá (ancestral ou cabalístico)
é o Orixá da essência divina do filho-de-santo. Se o Orixá principal é o
regente da nossa presente reencarnação, o Ancestral ou Cabalístico é o
Orixá da origem do nosso ser como espírito. Eis o motivo pelo qual, ele
pode vir a substituir o principal em determinados casos. O Orixá principal
e o adjuntó muda de reencarnação para reencarnação, já o cabalístico
sempre será o mesmo.
Para completar a coerência dessa verdade, basta analisarmos que esta
formação triangular também representa as forças manipuladas por esses
Orixás regentes, segundo a Tradição Yoruba-Nagô, que serve de base para
a gnose do Candomblé e por consequência do Omolocô.

O Iwá é a força do Orixá Cabalístico, o Axé a do Adjuntó e o Abá é a


manifestação do Orixá principal.
Geralmente simplifica-se essas forças em uma única denominação que
chamamos de Axé, mas na verdade é necessário esta disposição triangular
de ação ou o processo trifásico para que haja essa manifestação.
Relacionando essas forças a trindade universal temos a seguinte
correlação:
IWÁ = (Deus/Zambi Apongô/Orixá Cabalístico) é o ser, o elemento, a força
da existência em geral. O Iwá é o gerador da possibilidade de existir.
AXÉ = (Espírito Santo/Zambira/Adjuntó) é o motor, a força dinâmica de
realização. Axé é o motor do vir-a-ser.
ABÁ = (Filho/Alufan/Orixá Principal) é a manifestação direcionada a um
objetivo.
Essas são forças ou princípios intermediados pelos Orixás, mas originados
e de posse de Olorun/Zambi Apongô/Deus.
Iwá e Abá, pelo que vimos, são respectivamente princípios ou forças de
origem e de determinação conseqüente e objetiva.
Já o Axé é o agente ou intermediário, o motor que possibilita.
No Universo, que mais uma vez repito, é regido por uma a Lei única, temos
três triângulos dispostos hierarquicamente obedecendo a Lei de
Manifestação.

Assim, a regência dos Orixás é triangular e não circular, e não envolve os


nove Orixás.
No caso do Candomblé, se faz, tão somente, o santo principal exatamente
por ser ele a ponta do triângulo ou a resultante da ação da base (adjuntó +
cabalístico). Ou como explica a Doutrina Pitagórica, a manifestação do 1
(Orixá principal) é o 3 (triângulo de forças regentes), onde está contido o 2
(adjuntó + cabalístico). Para o Candomblé o Orixá Principal, que recebe a
ação conjunta dos Orixás adjuntó e cabalístico (o 2 contido no 3),
representa por si só o próprio triângulo (manifestação do 1 é o 3). Então
eles (adjuntó+cabalístico) precisam ser apenas conhecidos, cultuados e/ou
louvados.
Em outras palavras, a feitura do Orixá principal carrega em si a feitura dos
outros dois, sem que seja necessário fazê-los.
Esclarecendo ainda mais, a existência do Orixá principal e sua feitura
somente ocorre, por conta da ação direta do outros dois Orixás regentes, o
adjuntó e o cabalístico estão implícitos (contidos) na manifestação do
Orixá principal.
No Omolocô, um passo a frente, já se trabalha o triângulo, pois sempre
quando se faz o par (Orixá Principal + o Adjuntó), o Cabalístico se
apresenta ou grita, como se diz.
Com o triângulo dos Orixás regentes feitos, o filho-de-santo se credencia
automaticamente ao cargo sacerdotal, sem a necessidade de se fazer os
nove Orixás. O motivo é simples, para se fazer o santo de outra pessoa é
necessário entre outras coisas possuir a afirmação do seu próprio triângulo
regente.
Fazer o Santo é nada mais, nada menos, do que posicionar no Orí do
iniciante a correspondência dos seus Orixás regentes, harmonizando esse
triângulo com a hierarquia superior correspondente, num crescente até a
Trindade Universal (Figura 11).
Então não precisa se ter todos os Orixás no Orí, para que se possa fazer o
Santo de qualquer pessoa, precisa-se sim, ter firmado o próprio triângulo
regente, para que se possa fazer esse mesmo triângulo nos seus futuros
filhos-de-santo.
De forma mais clara ainda, o importante não é se ter todos os Orixás para
se fazer o Santo de alguém, e sim ter o posicionamento-função desses
Orixás no seu Orí. Esses posicionamentos-funções são somente três:
Principal, Adjuntó e Cabalístico. Se todos nós temos esses Orixás, nessa
disposição triangular e funções chaves, então quem já possui esses Orixás
afirmados pode se credenciar a fazer o mesmo em outras pessoas, não
importa quais sejam os Orixás que ocupem essas funções no iniciante.
Outro ponto a ser considerado nesse caso, é o das casas de Omolocô que
cultuam 16 Orixás. Será necessário ter os 16 Orixás feitos?
Imagino na época em que se cultuava um panteão ainda maior de Orixás e
não só 9 ou 16, como caberia tanto Orixá na cabeça do iniciado.
CONCLUSÃO:
a) Se o Omolocô é um culto fundamentado no Candomblé, e ele é,
precisamos ter firmado somente um Orixá, o principal;
b) No Omolocô, três Orixás sim, é o ideal, pois formam o triângulo de
forças regentes (Principal, Adjuntó e Cabalístico);
c) Não precisa se ter os nove Orixás na cabeça para, quando formos
Pai/Mãe-de-Santo, realizarmos a feitura de qualquer inciante.

V.2 - As Renovações de Santo e os Recolhimentos (Camarinhas) anuais.

ENSINAMENTOS:
É necessário se fazer 7 feituras para cada Orixá afirmado no Orí do iniciado
(A primeira feitura + seis renovações).
O motivo para realização das 7 feituras por Orixá afirmado no Orí, é para
que o ciclo de afirmação de cada Orixá seja completado.
ESTUDOS:
A iniciação no culto Omolocô tem seu seu ponto alto no tarimbamento do
Orixá, no Orí do iniciado. Tarimbar o Santo, como se diz, é marcar o Orí do
iniciado com o signo cabalístico do Orixá, ou seja, é riscar no Orí do
iniciado o ponto ou sinal do Orixá.
Isso é feito com a ponta de um punhal ritualístico. No momento que isso é
feito, pronto, está feito. A marca ritualística fica para sempre, a conjunção
de forças ou energias já estão definitivamente firmadas, pois a sua
concretização já ocorreu no riscado do ponto, representando assim, um
pacto sagrado de sangue (lembrar que o ponto é feito com a ponta de um
punhal).
A consagração do Orí do inicado para com seu Orixá, somente faz sentido
ser realizado uma única vez. Depois de imantando, consagrado e
harmonizado uma vez, não é mais necessário se repetir isso.
Se o tarimbamento é uma tatuagem como dizem, onde já se viu ficar
renovando tatuagem, pelo que eu sei uma tatuagem depois de feita, fica
como está pelo resto da vida, tanto que às vezes, nem por cirurgia a laser
consegue se apagar.
No caso específico, o tarimbamento é uma concretização de uma
harmonização astral e definitiva para existência do iniciado.
Para que, então, em nome do bom senso, é necessário se fazer isso por
mais seis vezes?
Para que mexer sete vezes na cabeça do iniciado? Tarimbar o Orixá sete
vezes?
Se a resposta é pela necessidade de se renovar essa energia, estamos
falando de Axé e Axé é movimentado por diversos meios sem a obrigação
de ser necessariamente, através do tarimbamento e todo o complexo ritual
que o envolve.
Tarimbar o Orixá, mais de uma vez, é realizar uma consagração em cima de
outra, é fazer o mesmo pacto, mais de uma vez. Isso não tem lógica. O que
foi consagrado, já está consagrado, se fizemos um pacto, esse pacto já está
feito.
Se você entregou a cabeça para o Orixá uma vez, como dizemos, já
entregou, para que entregar novamente? Para que repetir tudo isso de
novo, por mais 6 vezes?
O processo iniciático no Omolocô, tem sim um sentido, os recolhimentos
anuais e as camarinhas, sem a renovação do tarimbamento do Orixá, tem
seu objetivo, mas por outros motivos.
As maiores autoridades do culto, o Tata Ti Inkice Tancredo da Silva Pinto e
N'Ginja Delfina de Oxalá, se manifestaram sobre esse assunto da seguinte
forma:
a) O Tata Ti Inkice, no seu livro Tecnologia Ocultista da Umbanda no
Brasil, deixa claro nas pág. 66 e 67, que a quantidade de obrigações para
se receber o Deká são 4 anos. Que em cada ano o Ioboré (iniciado) come
uma das quatro partes do Obi (que na feitura de santo é cortado em quatro
partes), recebe por ano 3 guias, completando no final de 4 anos 12 guias,
sendo então essas substituída pelo Deká. Cada ano de obrigação, na cabala
do Omolocô, que é baseada nos ciclos lunares de 28 dias, correspondem a
sete anos. Assim ao se completar os 4 anos de obrigação o Ioboré
completou o fechamento de 28 anos de ciclos lunares.
Nas palavras do próprio Tata Ti Inkice "Confirmada a última obrigação (4o.
ano) o iniciante receberá em substituição as guias (total de 12),
correspondente ao seu Eledá e ao seu adjuntó, o Deká que é a confirmação
de cargo hierárquico dentro do culto que lhe pertence: daí por diante ele
poderá confirmar um Ioboré". Em outras palavras poderá fazer o santo de
outra pessoa independente de qual seja esse Orixá.
b) A N'Ginja Delfina de Oxalá em resposta a pergunta, "Por que devemos
dar obrigações de sete anos?" nos ensina o seguinte: "Para aprimorarmos
os conhecimentos sacerdotais e responsabilidades, conhecimentos de Erós
(segredos), para adquirir posições superiores dentro da hierarquia a
seguir:
1a. Obrigação - Iniciação;
2a. Obrigação - Passa a ser Iaô (Filho-de-Santo);
3a. Obrigação - Livre-arbítrio (a escolha da vocação);
4a. Obrigação - Confirmação da vocação (iniciado tem o direito a receber
uma comenda que representa seus quatro anos de santo);
5a. Obrigação - Especialização dentro do grau adquirido;
6a. Obrigação - Complementos sacerdotais, preparos definitivos e ajustes
necessários mediante ao estudo e análise das condições do iniciado dentro
do Santé. Conhecimento do Deká;
7a. Obrigação - Recebimento do Deká, ficando definida a situação do
iniciado como Sacerdote do Culto.
OBSERVAÇÃO: Poderá montar a sua própria Casa de Santo, passando
então a Babalorixá ou Ialorixá, dependendo do caso, com direito de
continuar as suas obrigações anuais (se quiser)".
Nas palavras do Tata Ti Inkice Tancredo, a maior autoridade no Culto
Omolocô do Brasil, seu organizador e disseminador, vemos com claridade
que ele defendia a feitura de apenas 2 Santos ou Orixás (o principal e o
adjuntó ou adjuntor como ele mesmo chamava), por outro lado pregava
apenas quatro, repito, QUATRO anos de obrigações para o recebimento do
Deká.
Já nos ensinamentos da N'Ginja Delfina de Oxalá descobrimos os
verdadeiros objetivos de cada obrigação anual e não renovação, ou seja,
para que servem os recolhimentos e camarinhas anuais.
Em estudos posteriores, sabemos que o Tata Ti Inkice fecha questão,
juntamente com o Tata Opongô Nilton Rocha Santos e a N'Ginja Delfina de
Oxalá, sobre a necessidade de se realizar sete obrigações anuais. O
importante, que tanto no caso do Tata Tancredo ou da N'Ginja Delfina, os
recolhimentos e camarinhas anuais, não significavam sete feituras, com
sete tarimbamentos respectivamente, mas cerimônias ritualísticas, em que
o período da camarinha propiciava o aprendizado nos ensinamentos e erós
do culto, servia de aprimoramento para o futuro sacerdote ou sacerdotisa.
CONCLUSÃO:
a) Não existe a mínima necessidade de sete feituras de santo (a primeira e
mais seis renovações);
b) Existe a necessidade de se ter apenas uma feitura de santo, em que são
feitos, segundo o Tata Ti Inkice, o Orixá principal e o adjuntó.
No item V.1, vimos que idealmente, devem ser feitos o triângulo de Orixás
regentes (Principal + adjuntó + cabalístico) e só;
c) Os recolhimentos anuais, com suas respectivas camarinhas e cerimônias
ritualísticas é um período de aprendizado, em que o dirigente do terreiro
ministra ensinamentos para os diversos iniciados, preparando-os para
ocupar cargos na hierarquia da casa e para os que desejam na sétima
obrigação receber o deká.

V.3 - As Obrigações

ENSINAMENTOS:
É necessário, que seguindo o calendário anual de Festas dos Orixás, todos
os iniciados realizem uma matança (sacrifício de animais), no otá do seu
respectivo Orixá, caso tenha feitura do mesmo.
O motivo é que nas festas para louvar o Orixá (segundo o calendário do
culto), existem as saídas de santo, ou seja os filhos-de-santo (iniciados) que
tenham feitura do Orixá a ser comemorado, podem dar saída com ele
(incorporá-lo todo paramentado e apresentá-lo ao público presente). Para
isso, devem antes do dia da festa realizar uma matança no otá do seu
Orixá. No caso de não querer dar a saída com o seu Orixá, mesmo assim, é
bom que se faça essa matança, embora que não realizando-a, não
signifique que não possa participar da festa. Nesse caso, ele apenas não
pode dar saída com o Orixá.
Em ambas situações essa matança ou sacrifício de animal é colocada como
uma oferenda necessária ao Orixá.
Outro objetivo, é que para aqueles que terminaram todas as feituras dos
Orixás que afirmou em seu Orí (primeira feitura + seis renovações), se faz
necessário realizar essa oferenda para fortalecer os otás dos seus Orixás.
ESTUDOS:
Estamos falando novamente de Axé e Axé volto a repetir pode ser
movimentado de várias formas, que não necessariamente envolva sacrifício
de animais. Para uma melhor compreensão desse assunto, leia o artigo
desse blog "Sacrifício de Animais não é tudo!".
Ora, se a questão é ofertar algo para o Orixá a ser comemorado, por que
não pode isso ser feito através da comida do santo e outros elementos
ritualísticos? Toma-se um banho com as ervas consagradas ao Orixá, se faz
um belo de um ossé (limpeza) do símbolos do Orixá, que estão no roncó,
arreia-se (oferta-se) a comida do santo, acende-se a vela, enche-se a
quartinha de água e pronto a oferenda vai funcionar da mesma forma, sem
que seja necessário o envolvimento do Axé vermelho (sangue).
Isso, tanto serve para quem deseja dar a saída com o Orixá na festa, como
para quem apenas vai participar da mesma e quer ofertar algo ao seu Orixá
nessa data festiva, bem como, para quem já encerrou suas feituras e deseja
fortalecer os otás dos Orixás, que tem afirmado no seu Orí.
Outro ponto importante, a deitada (ou recolhimento anual - camarinha) é
realizado uma vez por ano pelo iniciado, até ele terminar todo o ciclo de
feituras. Assim nessa feitura (renovação) ele já realiza a matança para o
Orixá, o qual ele está reafirmando em seu Orí. Pergunta: Por que então, ele
tem que fazer novamente essa matança na data comemorativa do Orixá, se
no ano ainda em questão ou ele já se recolheu, ou ainda vai se recolher
para esse mesmo Orixá? Tá, podem me responder com outra pergunta:
Qual é o problema dele matar duas vezes para o santo? Nenhum problema,
no entanto, essa deve ser uma via de duas mãos. Se o iniciado pode fazer a
matança, mais de uma vez, também deve poder decidir a realizar essa
matança no seu recolhimento anual. Acontece, que se o iniciado não fizer a
matança na época da festa, isso é contado como obrigação não realizada,
sendo considerado como um filho-de-santo devedor dessa obrigação. Se ele
quiser dar a saída com o santo na respectiva festividade, não poderá fazê-
lo.
CONCLUSÃO:
a) A matança ou sacrifício de animais é totalmente dispensável para se
realizar oferendas aos Orixás;
b) O Axé pode ser movimentado de várias formas, sem o envolvimento do
axé vermelho.

V.4 - A Via Sacerdotal ou Hierárquica. O Deká.

ENSINAMENTOS:
O filho-de-santo que encerra todo o ciclo de feituras dos nove Orixás, chega
a condição necessária para receber o Deká e se desejar, realiza mais
algumas obrigações, recebe essa comenda e é então considerado Pai/Mãe-
de-Santo.
Como ensinamentos para o exercício de sua condição sacerdotal, recebe
uma apostila em que 80% do seu conteúdo consiste em ensinar com se
realiza uma feitura de santo no Omolocô.
Com relação a hierarquia, não existe nenhum procedimento para
determinar os diversos cargos hierárquicos dentro do culto (veja quais
seriam esses cargos no meu livro pag. 176-182). O filho-de-santo pode ser
escolhido para exercer um determinado cargo ou função dentro do terreiro
por indicação do dirigente ou porque decidiu por vontade própria exercer
essa função e conseguiu espaço para isso etc.
Já o Deká, como vimos, é uma comenda, insígnia, que é concedida ao
iniciado, se assim ele desejar e que corresponde a última e difinitiva
consagração, agora como Babalorixá (Pai-de-Santo) ou Yalorixá (Mãe-de-
Santo).
No caso, de ao final dessas sete feituras, se desejar receber o deká, é
realizado mais 1 feitura ou renovação dos nove Orixás.
Essa obrigação é denominada de fechamento de círculo, ou seja, mais uma
feitura dos 9 orixás com o objetivo de se posicionar corretamente esses
Orixás nas casa astrais (posições no Orí do iniciado) correspondentes.
Geralmente a entrega do Deká é através da realização de uma cerimônia
festiva, em que, o agora Sacerdote ou Sacerdotisa é apresentado a
coletividade. O fato é registrado em ata, assinado pelo oficiante da
cerimônia e testemunhas. Na ocasião é também entregue o diploma de
Sacerdote ou Sacerdotisa dentro do Culto Omolocô do Brasil.
ESTUDOS:
Nos ensinamentos da N'Ginja Delfina de Oxalá, compreendemos facilmente
que os recolhimentos anuais, servem de períodos, para se aprender sobre a
religião.
Essas obrigações, num total de sete, visam a cumprir um objetivo básico no
Culto Omolocô, semelhante ao que se realiza no Candomblé e nos demais
Cultos Afro-brasileiros, que seja a ordenação sacerdotal do iniciado, ou a
descoberta e o desenvolvimento de conhecimentos dos filhos-de-santo para
se constuir a hierarquia na casa.
Ao final das sete obrigações, o iniciado deve estar de posse de todos os
conhecimentos necessários, para que ele possa abrir o seu terreiro e gerar
a sua filiação dentro dos fundamentos do culto.
Se reunirmos os estudos realizados nos itens V.1, V.2 e V.4, podemos
visualizar que o caminho para se alcançar o sacerdócio do Culto Omolocô
passa pelos seguintes passos:
1) A feitura de santo (Triângulo dos Orixás Regentes)
2) As Obrigações Anuais (Aprendizado)
3) O Deká (Confirmação)
A feitura de santo através do triângulo dos Orixás Regentes, já colocou por
terra a necessidade das constantes renovações e por consequência,
também acaba com a necessidade do fechamento de círculo. Mesmo que as
renovações fossem uma realidade, e vimos que não existe base sólida para
a sua existência, para que se reposicionar os Orixás nas casas astrais com o
fechamento de círculo? Será que nas sete feituras, antes do fechamento de
círculo, esses Orixás já não deveriam estar posicionados corretamente?
Caso não, por que deixar para posicioná-los corretamente apenas no
fechamento de círculo (feitura final)?
Para o Culto Omolocô, na palavra de suas principais autoridades, após a
feitura do santo, existem sete obrigações anuais, que permitem ao iniciado,
o tempo necessário para descobrir a sua vocação dentro do culto
(sacerdócio ou hieráquico). Durante esses recolhimentos anuais, são
ministrados ensinamentos e realizados estudos que possibilitem tal
descoberta e aprendizado completo.
Se o Tata Ti Inkice Tancredo falava em quatro anos, e posteriormente
fechou em sete anos esse período de aprendizado, juntamente com o que a
N'Ginja Delfina ensinou aos seus iniciados encontramos o seguinte quadro
de formação sacerdotal:
1a. Obrigação - Iniciação (Feitura do Triângulo de Orixás Regentes).
2a. Obrigação - Passa a ser Iaô (Filho-de-Santo).
3a. Obrigação - Livre-arbítrio (a escolha da vocação - Sacerdócio ou ocupar
um cargo hierárquico no culto).
4a. Obrigação - Confirmação da vocação (iniciado tem o direito a receber
uma comenda que representa seus quatro anos de santo).
Nesse ano específico, o Iniciado completou as 12 guias das entidades, foi-
lhe entregue 3 guias por ano, segundo os ensinamentos do culto. As 12
entidades a saber são: Exú, Pomba-gira, Nanã, Omulu, Ogum, Oxum, Iansã,
Xangô, Oxossi, Ibeiji, Iemanjá e Oxalá. A Comenda que lhe é entregue, foi
nomeada pela N'Ginja Delfina de Oxalá de Contra-Egun, representando a
estabilidade alcançada pelo iniciado no culto.
A partir daí o iniciado escolhe um dos dois caminhos possíveis dentro da
religião, conforme a definição de sua vocação (sacerdócio ou hieráquico).
Se a vocação é para ocupar um cargo hieráquico, ele ainda participa da
quinta obrigação, quando aí se especializa na função que vai ocupar. Se a
sua vocação for o sacerdócio, ele continua as obrigações, realizando a duas
últimas (sexta e sétima obrigação).
5a. Obrigação - Especialização dentro do grau adquirido (Cargo hieráquico
e início dos ensinamentos sacerdotais para quem vai continuar as
obrigações).
6a. Obrigação - Complementos sacerdotais, preparos definitivos e ajustes
necessários, mediante ao estudo e a análise das condições do iniciado
dentro do Santé. Conhecimento do Deká.
7a. Obrigação - Recebimento do Deká, ficando definida a situação do
iniciado como Sacerdote do Culto. Nesse ponto, é bom esclarecer que as
guias (total de 12) são substituídas integralmente pelo uso do Deká, que
no caso passa a ser a guia definitiva do Sacerdote.
CONCLUSÃO:
a) O fechamento de círculo é totalmente desnecessário;
b) O caminho do aprendizado existe dentro do culto, através das
obrigações anuais;
c) As obrigações anuais, são sim camarinhas e recolhimentos, sem a
necessidade de renovações de santo, tarimbamentos etc., para os que já
foram iniciados. O que se procura fazer, nessas ocasiões, é realizar ritos
apropriados e reuniões de ensinamentos e orientações, em que os
fundamentos do Omolocô são passados para a futura hierarquia e os que
exercerão o sacerdócio.
d) Nas quatro primeiras obrigações o iniciado define a sua vocação (Cargo
hierárquico ou Sacerdócio), na quinta, se a vocação for cargo hierárquico,
o iniciado se especializa, se for sacerdócio, começa os estudos voltados
para esse fim.
e) Na sétima obrigação recebe o seu Deká.
f) O Deká passa a ser a única guia do Babalorixá/Yalorixá. Devendo ser
usado em todas as reuniões, cerimônias e festividades do culto.

VI - Conclusão Geral

Diante do que eu exponho aqui, acredito ter oferecido um material rico


para estudo, reflexão que permitam as pessoas chegarem as suas próprias
conclusões.
Evidentemente que não tenho a palavra final sobre o assunto, nem fiz isso
no intuito de convencer ninguém. O que me moveu, foi a necessidade de
demonstrar que tudo na vida deve e pode ser questionado, que devemos ter
fé, mas sempre exercitando ela de forma racional, analítica e crítica. É
importante, que sempre conquistemos as certezas daquilo que
acreditamos, por si mesmos, não importa se constatamos as suas
veracidades ou não. Importante salientar, nesse instante, que todo o
processo iniciático pelo qual passei, teve a minha total aprovação e foi da
minha livre e espontânea vontade participar.
Cabia, tão somente a mim, o direito de na época ter refletido melhor sobre
a situação apresentada e chegado as conclusões, que somente visualizei
um certo tempo depois. Nesse período eu não me permitia a ter esses tipos
de questionamentos, nem me passava pela cabeça, qualquer outra
possibilidade, que não fosse da forma como me era ensinado.
A verdade é que o Omolocô, entrou na minha vida de umbandista,
envolvido por uma explicação, fornecida na época, que ele significaria uma
evolução espiritual para Umbanda que praticávamos.
Passado esses anos todos, não dá para perceber o que esta evolução
significou, mas com certeza, sou eu o culpado, em não conseguir enxergar
esse salto de qualidade, que o Omolocô nos proporcionou.
Devo estar completamente cego, para a beleza dos nossos fardamentos,
que se transformaram de roupas simples e tecidos humildes, para roupas
caras e vistosas, com tecidos de primeira qualidade; talvez eu não consiga
perceber a maravilha que é hoje, os paramentos luxuosos dos Orixás, nas
saídas-de-santo; ou quem sabe, não peso devidamente a evolução que foi
para o meu bolso, o dispêndio financeiro, que realizei nas feituras-de-santo
e suas renovações, como vimos totalmente desnecessárias; nem tão pouco,
tenho capacidade de entender o salto de qualidade que é se pagar um valor
razoável para receber um deká, que somente me dá direito a uma apostila,
um diploma, e a condição de ficar no meio do terreiro como destaque e
abençoar os filhos-de-santo, no instante que louvam o meu Orixá principal.
Deká esse que somente pode ser usado, em cerimônias de outorga dessa
comenda para outras pessoas e que fora isso serve apenas para ficar
mofando dentro do guarda-roupa.
Com certeza, eu sou culpado de nas minhas obrigações anuais, não
existirem nenhum ensinamento, ou transferência de conhecimentos, como
é determinado pela Tradição no Omolocô, e que eu tenha, que procurar
esses conhecimentos em livros, internet e outros locais.
Devo com certeza, estar ficando louco, obsediado, ou quem sabe até
demandado, por não me unir ao coro, que hoje chama de catimbozinho, a
Umbanda, que antes do Omolocô reinar em nossas vidas, nós batiamos com
tanta alegria e felicidade. De não considerar como terreirinhos, as casas
espirituais que insistem nesse catimbozinho e que não aceitam o Omolocô
como necessário para suas evoluções espirituais ou salto de qualidade em
seus ritos, liturgias e doutrinas.
Como não compreender, que para chegarmos a ser Sacerdotes dentro do
Culto Omolocô, temos que permitir que mexam na nossa cabeça (tarimbar
o santo) 72 vezes? Sim, 72 VEZES, é que depois de 63 tarimbamentos (9
orixás X 7 feituras), se faz necessário, mais uma feitura com nove
tarimbamentos (fechamento de círculo), para corrigir ou colocar os Orixás
no posicionamento correto (casas astrais).
Realmente, não fui capaz de captar essa evolução espiritual, nem o sentido
da coisa, devo ser um espírito muito atrasado.
Como eu já tenho 61 dos 72 tarimbamentos, faltando apenas 11 para
terminar, e diante do fato, que eu só precisava de 3 tarimbamentos
(triângulo dos Orixás regentes), concluo que tenho 58 tarimbamentos
sobrando, logo tenho feitura de santo para dar e vender.
A partir de hoje, estou vendendo as minhas feituras de santo
desnecessárias. Quem quer comprar?

Glossário:

 Iniciação - é qualquer processo religioso ou esotérico, que


transforma uma pessoa leiga (sem conhecimento ou experiência)
nos fundamentos da religião ou ordem esotérica em adepto ou
iniciado.

 Escola de Mistérios - era assim chamada os antigos Colégios


religiosos ou esotéricos em que as pessoas se inicavam nos
Mistérios, ou seja, na religião e ciências ocultas.
 Experiencia Mística - assim chamamos o êxtase religioso, a
transcendência espiritual, o contato com o mundo dos espíritos de
forma direta e sem intermediários.
 Comidas-de-Santo - são pratos preparados com diversos tipos de
ingredientes de origem vegetal (frutas e verduras) e animal (tipos de
carnes) para se ofertar ao Orixá. Cada Orixá tem um conjunto de
pratos correspondentes.
 Bori - é um ritual de consagração que quando realizado com as ervas
do Orixá é chamado de frio e quando se usa a comida-do-santo e/ou
sacrifício de animais e denominado de quente.
 Xiré - é a sequência de louvação dos Orixás em qualquer casa dos
cultos afro-brasileiros (Candomblé, Omolocô etc.).
 Roncó - é o local sagrado nos terreiros de nação (Candomblé,
Omolocô etc.) em que estão afirmados todos os Orixás do Pai/Mãe-
de-Santo, bem como de todos os seus filhos-de-santo.
 Feitura-de-Santo - É o processo de iniciação nos terreiros de nação.
Quando o leigo passa a ser iniciado ou adepto. Geralmente é quando
se afirma o Orixá da pessoa. Esse ritual varia em forma e conteúdo
de nação para nação e as vezes de terreiro para terreiro.
 Bolar com o Santo - significa incorporar o Orixá.
 Otá - é a pedra sagrada do Orixá.
 Quartinha - recipiente pequeno de barro ou louça (espécie de copo
de barro com tampa). Na quartinha são colocados determinados
elementos que fizeram parte do processo de inciação do adepto e
que se enche de água.
 Rezas - são as cantigas sacras do Omolocô.
 Saída-de-Santo - é quando o adepto incorporado com Orixá,
devidamente vestido e paramentado com a roupa do santo e suas
armas, se apresenta ao público em festas comemorativas.
 Deká - comenda (colar de palha-da-costa, com fundamentos de todos
os Orixás) que é entregue ao inciado que cumpriu todas as suas
obrigações. Ao receber o deká o iniciado alcança o grau de
Babalorixá/Yalorixá, podendo abrir o seu terreiro e dar início a sua
filiação.
 Catulagem - (Omolocô) o mesmo que tonsura (corte redondo dos
cabelos no topo da cabeça) com objetivo de retirar um pouco do
cabelo do iniciado e criar um espaço para que se complete o ritual
de inciação.
 Raspagem - (Candomblé) como o próprio nome indica raspagem
completa do cabelo do iniciante no processo de iniciação.
 Bori quente - ver Bori.
 Bori frio - ver Bori.
 Tarimbar o santo - (Omolocô) imprimir no lugar aberto pela
catulagem a insígnia ou sinal ritualístico do Orixá, para afirmar suas
energias. Isso é feito através de se riscar o sinal do Orixá com a
ponta de um punhal, no alto da cabeça do iniciante.
 Gebéré - (Candomblé) corte ritualístico realizado no alto da cabeça
do iniciante.
 Camarinha - recolhimento do filho-de-santo em local específico
(roncó ou dentro do terreiro).
 Preceitos - são regras que devem ser cumpridas pelo inciante antes
da inciação para purificar o corpo, a mente e o espírito, e depois pelo
já iniciado até se encerrar o período de pureza e consagração
espiritual.
 Quizilas - o mesmo que tabu, determinadas coisas que o inciado deve
evitar. As quizilas se diferenciam depedendo do Orixá principal que
o inciado tem afirmado.
 Curas - (Candomblé) cortes ritualísticos, realizado geralmente com
navalha no corpo do iniciante, no processo de iniciação.
 Toques - é como é chamado o ritual em que são reunidos os inciados
e louvado os Orixás através dos cânticos, danças e batida dos
atabaques (tambores). geralmente nos toques existem a
manifestação dos Orixás ou seus filhos respectivos bolam.
 Candomblé de Caboclo - segmento do Candomblé em que já existem
manifestaçào de entidades (ex.: Boiadeiros).
 Obi - angiospermas, noz-de-cola, o Obi no processo de iniciação é
cortado em quatro partes, para realização do jogo oracular. Uma das
partes é dada para o iniciante comer.
 Eledá - Orixá Principal, também chamado de Anjo da Guarda.
 Santé - o mesmo que terreiro.

Oxála criou a Terra,


Oxalá criou o Mar,
Oxalá criou o Mundo onde Reina os Orixás!
A Pedra deu pra Xangô, meu Pai Rei e Justiceiro,
As Matas deu pra Oxóssi, Caçador, Velho Guerreiro,
Grandes campos de Batalha deu pra seu Ogum Guerreiro,
Campinas, Pai Oxalá deu pra seu Boiadeiro,
Mar com pesca farta, Ele deu pra Yemanjá,
Os Rios deu pra Oxum,
Os Ventos para Oyá,
Jardins com lindos gramados, deu pras Crianças brincar.
Oxalá criou o Mundo onde Reina os Orixás!
O Poço deu pra Nanã, a mais velha Orixá,
E o Cruzeiro Bendito, deu pras Almas trabalhar,
Finalmente deu as Ruas com Estrelas e Luar, pra Exú e Pombagira nossos caminhos
guardar!"

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 Canais
05/05/2007 17:08

Povo Cigano

"Imagina-se, hoje, num acampamento cigano. A fogueira está acesa; a música, a dança, são alegrias nos
invadindo. Um tapete grande e colorido é a nossa mesa; em cima dele estão o vinho, o pão, os assados,
os quibes, as frutas e os doces que são servidos à vontade.
As ciganas são mulheres de longos cabelos cor de azeviche, derramados pelas costas, e roupas de cores
vivas. Os pés descalços parecem lhes permitir saborear o contato com o solo. Os ciganos são vigorosos,
com grande sensibilidade e desejo de liberdade total. Seriam capazes de penetrar céu a dentro sempre
que lhes aprouvesse deleitar-se com as estrelas à noite. Os ciganos são nômades, sonho de todos os
homens num período de suas vidas."
Trecho do livro Mistérios do Povo Cigano - Autores: Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira.
Editora: Pallas
A Origem do Povo Cigano

Quando se estuda a origem de um povo, sua formação e desenvolvimento como estrutura social,
religiosa, econômica, este estudo se baseia fundamentalmente em documentos ou registros escritos,
que ao lado de outros elementos como ruínas da arquitetura da época, pinturas, armas, túmulos,
recintos que sugerem ter sido usados como sacros, objetos os mais diversos, especialmente de uso
doméstico, recompõem toda a narrativa histórica de um conjunto de indivíduos que habitam a mesma
região, ficando subordinados às mesmas leis e partilhando dos mesmos hábitos e costumes. A mais
importante fonte de referência, é a narrativa escrita, encontrada em papéis (pergaminhos, papiros,
folhas de papel de arroz), documentos, livros, poemas, mapas, inscrições em lugares santos, ou outros
locais de devoção considerados sagrados, onde são encontradas marcas de rituais e altares de oferendas
aos deuses.

Como o Povo Cigano, não tem até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossível definir
sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser sobre a origem do Povo Cigano, será baseado em
conjecturas, similaridades ou suposições.

A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo
que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo. Compara-se o
sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma
falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado.

Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos
hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na
reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto.

Tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu
comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.

Outro fato que chama a atenção para a provável origem indiana do povo cigano, é a santa por quem
nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali.

Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa, que consideram como a Mãe Universal, a Alma Mater,
a Sombra da Morte. Sua pele é negra tal como Shiva, uma das pessoas da Trindade Divina para os
indianos (Braman, Vishu e Shiva).

Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daí ser conhecida como Sara Kali, a negra.
Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a família, os acampamentos, os alimentos e também tem força
destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefícios que possam assolar a nação cigana.

Alguns estudiosos acham a tradução de Kali como a negra não correta, escrevendo inclusive Kali com C
(Cali) e não com K e preferem Sara, a cigana, fato que de certa forma pode expressar o preconceito
racial (a verdadeira Santa Sara, tinha a pele negra), uma vez que no povo cigano não há negros, ou sob
outro ângulo, desconhecimento de todo o aparato místico e de poder que envolve a deusa Kali dos
indianos.

Oração a Santa Sara

A cigana tem mistério, pois, pois o futuro, tudo entende. Na lua cheia tem sua magia; em seus cristais
está sua energia; seu incenso é sabedoria; sua dança é alegria; com suas fitas coloridas tem fama de
andarilha. O fogo revela o futuro, o poder, a força da natureza. A violeta é seu perfume. Santa sara é sua
padroeira.

"Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado,
pela força da natureza.
Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da Lua Cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado;
pela figa, pela estrela de cinco pontas; pelos critais que hão de brilhar sempre em nossas vidas. E que os
inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar.
A Tsara é o descanço do dia-a-dia, a Tsara é a nossa tenda. Santa Sara me abençoe; Santa Sara me
acompanhe. Santa Sara ilumine minha Tsara, para que as pessoas que batem à minha porta eu tenha
sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu
seja sempre a mesma pessoa humilde."
BEL KARRANO
DEUS-CÉU

O IDIOMA

Uma das maneiras de os ciganos se manterem unidos, vivos, com suas tradições preservadas é o idioma
universalmente falado por eles, o romani ou rumanez, que é uma linguagem própria e exclusiva.

É expressamente proibido ensinar o romani para os não-ciganos; e os ciganos fieis às tradições, que
prezam sua origem, seus irmãos de raça, que são verdadeiros ciganos, sabem disto. Portanto, quando
alguém que se diz cigano quiser ensinar o romani, geralmente às custas de dinheiro, ou então passar
segredos e as íntimas particularidades da vida cigana é bom ter cuidado, pois com certeza, ele ou ela
não é um autêntico cigano, obediente aos preceitos e princípios de seu povo. Ele poderá ser até cigano
de origem, mas não será mais um cigano de alma e coração capaz de manter a honradez de seus
antepassados e contemporâneos autênticos.

Uma boa definição da alma cigana:

A Cigana de Vermelho

Ela é uma cigana de vestido rodado. Parece jovem quando o olhar passeia vago sem deter-se em
detalhes. Parece alegre, parece rir meio de tudo e de chorar quando as coisas não tem a menor
importância. Quando as coisas são grandes e querem provocar melancolia, ela dança, porque o corpo
concentrado e largado no ritmo exorciza as dores - pelo menos foi o que me disse. Nem pensei em
duvidar.

Conversamos sobre muitas coisas sempre que eu tenho tempo para uma visita. Dentre as coisas que
gosta, além da música que é sua alma, estão os cremes, perfumes e rendados xales que ela possa
carregar. Nada com peso. E quando conta isso, me olha desdenhosa e francamente como a me dizer que
preciso aprender a viver sem os pesos que carrego.

Ela também me disse que sua cor favorita é vermelha. Perguntei se não é um pouco vulgar depois de
uma certa idade - ela tem aquele semblante indecifrável de quem tem muitos anos. Mas ela riu - aquele
riso sem juízo de quem ainda é criança: vermelho só é vulgar se ele não faz parte de você, se ele não te
define, senão é como uma segunda pele, me respondeu. Não ousei contestar.

Eu a vi dançando, rodando as saias (imaginei que eram sete) do vestido, olhar penetrante, atirando a
cabeça prá trás desafiando uma platéia imaginária. Nessa tarde fria e opaca, a sensualidade cigana que
habita essa mulher iluminou o dia, e a sensação de calor tomou conta da sala que pegamos emprestada
para nosso encontro marcado. Ela se transformava enquanto girava e parecia ainda mais livre. Como se
isso fosse possível.

Ela me disse que mora na rua, assim mesmo, sem eira nem beira, porque paredes e tetos são prisões
dissimuladas. Que muda de lá prá cá e de cá prá lá porque arrancar raízes é dolorido na hora de partir e
"as partidas, você sabe, são inevitáveis", confidenciou quase num sussurro. Que tem medo do amor
porque ele aprisiona mais que as paredes e os tetos e liberta mais do que as ruas - e quem pode viver
num inferno desses - perguntou. Mas não esperou pela minha resposta e foi logo dizendo que não tem
um nome porque, se fosse assim, seria uma e ela sabe que é um pouco de cada mulher e que cada
mulher aspira um pouco dela.

Chamo-a de cigana, simplesmente, e ela, naturalmente, responde. Um dia pedi que lesse minha mão. Ela
se ofendeu. Com que covardia eu esperava que ela tivesse as respostas para minhas perguntas? Com
que comodidade eu queria que ela me dissesse que tudo estava definido, determinado e que o destino
era um deus?
Tem uma agressividade nela que me instiga a conhecê-la melhor ao mesmo tempo que ela destila
suavidade. Perguntei de onde ela vinha, já que dava a entender que nem sempre sabia para onde ia. E
quando ela me respondeu "Madrid", percebi que não era só uma cigana.

Ainda que sem endereço, sem rumo e sem nome, ela é espanhola, flamenca e castanholas.

[Obs: Esta crônica não é baseada em acontecimentos reais e sim fruto de abstração literária. Crenças ou
culturas foram citadas apenas para enriquecer o texto.]

Esta e outras crônicas da autora fazem parte do livro "Onde Não se Responde", Claudia Letti -
[Link]/afrodite/livro/
Editora Arte Clara

Para quem gosta de baralho cigano:


[Link] [Link]/testes/cigano/</A
enviada por FaFa
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27/04/2007 18:05

Algumas lendas

A Batalha de Ogum e Iansã

Conta a lenda que Xangô admirava muito o trabalho de Ogum, enquanto ferreiro. Nesse período, Ogum
tinha Oyá como companheira, por sinal, muito prestimosa, pois o ajuda nos afazeres de matalurgia,
carregando seus instrumentos, ativando o fole para aumentar o fogo, etc. Grato em reconhecimento ao
trabalho da parceira, Ogum lhe ofertou uma alabarda, semelhante a sua, que tinha o poder de dividir o
homem em 7 e a mulher em 9, bastando que para isso, tocasse-lhes com a arma durante um combate.
Tamanho era seu sentimento por Oyá que suas armas tinham idêntica serventia.
Oyá era uma bela morena, de longos cabelos e olhos amendoados. Um belo dia Xangô achegava-se para
admirar o trabalho de Ogum quando notou Oyá mais detalhadamente. Ela correspondeu, de pronto.
Sentado à forja do companheiro estava um ser vigoroso e imponente, adornado em brincos, pulseiras,
colares e anéis.
Numa noite Xangô e Oyá resolveram a fugir juntos. Ogum saiu a caça e deparou-se com Oyá. Deixando
Xangô de lado, Ogum pediu a Olorum a permissão de doelar com a ex-amásia. O que se seguiu foi um
duelo sem precedentes nas histórias dos orixás. Brandindo suas varas de ferro, Oyá e Ogum tocaram-se
mutuamente. O resultado transformou Ogum em 7(Ogum Megê) e Oyá em Iansã(que significa "nove
mães"). Ogum retirou-se para o mar e deixou Iansã como companheira de Xangô. Talvez por isso
mulheres sejam mais inconstantes do que homens, pois se eles são sete, elas são nove.
A Lendo do Fogo Cuspido

Um belo dia, estando bem com suas três esposas, Xangô ordenou à Oyá que fosse buscar para ele o
talismã de Bariba. Iansã, apesar dos protestos, se viu forçada a obedecer. Embrenhou-se numa mata
desconhecida, onde enfrentou guerreiros e seres estranhos. Muito ferida Oyá decidiu descansar numa
clareira, onde foi interpelada por um estranho preto velho, enquanto se recuperava dos ferimentos e
alimentava-se de pequenos frutos, pois encontrava-se esfaimado. Havia muito poucos frutos na árvore e
o velho era pequeno e curvado, de forma que se via impossibilitado de se prover. Ainda assim, Oyá
dividiu com ele o pouco que havia. De repente, o dia rompeu a noite fechada e um belo sol descortinou-
se. Em agradecimento à bondade de Oyá, o velho curou as feridas e fez frutos fartos em todas as
árvores do lugar. E mais: o que era o pequeno frutinho vermelho que eles repartiram, quintuplicou de
tamanho. Nascia ali, a maçã. O velho nada mais era do que uma manifestação de Olorum, o Senhor do
Infinito. Emocionada, Oyá chorou e tornou à Bariba, onde derrotou os inimigos, tomou o amuleto e
presenteou o esposo, que sequer agradeceu. O tal amuleto, usado no pescoço, lhe conferiu o poder de
cuspir fogo sempre que quisesse.
enviada por FaFa
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23/04/2007 13:11

Pequena história do Candomblé


O Camdomblé foi trazido da África pelos negros; a religião difundiu-se no Brasil, onde os conhecimentos
ocultos tiveram grande repercussão e trouxeram também sua cultura, culinária e história.

Ao lado da crença e dos cultos, havia a grande determinação do povo escravo em obter a liberdade. A fé
era maior que o medo.

Nos quilombos, havia além de uma forte resistência, também muita organização e disciplina.

Com o tempo, foram surgindo os trabalhos de feitiçaria, buscados da tradição familiar africana. Como a
tradição, vieram os Babalorixás e Iyalorixás, divindades que re-ambientaram a África na nova terra.
Assim, eles plantavam, cultivavam, colhiam e adornavam a senzala com seus objetos.

A religião se fortaleceu e cresceu - logo surgiram em meio aos subúrbios os terreiros de Candomblé.

Com a dinâmica do progresso e da miscigenação de raças e de valores, logo o fazendeiro estava


solicitando os serviços religiosos da preta velha.
O progresso a tudo transforma: hoje o Candombé é reconhecido como uma religião, e não mais como
uma seita.

enviada por FaFa


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22/04/2007 16:21

Pierre Verger
Dêem uma olhada nesse site:

[Link] g/br/[Link]

Vídeo com agumas fotos do Trabalho de Pierre Verger:

[Link] ch?v=pPAToNVIWEw

Vídeo inspirado na exposição: O Brasil de Pierre Verger

[Link] ch?v=cWwepTN-wIw&mode=related&se arch=

Vídeo exibido no Fantástico sobre Candomblé:

[Link] ch?v=vegUeGNYfZs

.
enviada por FaFa
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22/04/2007 13:27

Um pouco sobre Caboclos


Dia: Quinta-feira
Metal: Da vibração originária.*
Cor:Verde, vermelha e branca.
Partes do corpo: Não tem área específica.
Comida: milho e amendoim cozidos e passados no mel, servido com folhas pequenas de saião, que
servem como "colher" e que também devem ser ingeridas.
Pedra: Quartzo verde.
Folhas: Cipó Cabeludo, Cipó Caboclo, Eucalipto, Guiné Caboclo, Guiné Pipi, Samambaia.
Domínios: Vigor, pujança, energia.

Os caboclos, são muito conhecidos na Umbanda, pelos seus passes aliviadores e relaxantes, pela sua
inteligência quanto a doenças, e por muitas outras coisas.
Todo caboclo tem uma vibração originária de orixá masculino e toda cabocla tem uma vibração
originária de Orixá feminino*, mas como falange, eles(as) podem penetrar em todas as vibrações de
Orixás e do Oriente.
Para explicar melhor, citaremos o exemplo da Cabocla Jurema: toda cabocla Jurema tem vibração
originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade trabalhando em outras vibrações como
Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum; Jurema da Mata,
na vibração de Oxoce, e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã,
penetrando em outras vibrações de Orixás.
Segue-se a relação dos caboclos e caboclas mais conhecidos na Umbanda, com sua respectiva vibração
originária.

CABOCLOS DE OGUM

Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Caiçaras, Guaracy,
Icaraí, Ipojucan, Itapoã, Jaguarê, Rompe Aço, Rompe Ferro, Rompe Mato, Rompe Nuvem, Sete Matas,
Sete Ondas, Tabajara, Tamoio, Tupuruplata, Ubirajara, etc.

CABOCLOS DE XANGÔ

Araúna, Caboclo do Sol, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Girassol, Goitacaz, Guará, Guaraná, Janguar,
Juparã, Mirim, Sete Cachoeiras, Sete Caminhos, Sete Estrelas, Sete Luas, Sete Montanhas, Tupi, Treme
Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Urubatão, Urubatão da Guia, Ubiratan, etc.

CABOCLOS DE OXOSSI

Arruda, Aimoré, Arapuí, Boiadeiro, Caboclo da Lua, Caçador, Flecheiro, Folha Verde, Guarani, Japiassú,
Javarí, Paraguassu, Mata Virgem, Pena Azul, Pena Branca, Pena Verde, Pena Dourada, Rei da Mata,
Rompe Folha, Sete Flechas, Serra Azul, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Ubá, Sete Encruzilhadas, Junco
Verde, Tapuia, etc.

CABOCLOS DE OMOLU

Arranca Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Giramundo, Yucatan, Jupurí, Uiratan, Alho d'Água, Pedra
Branca, Pedra Preta, Laçador, Caboclo Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Surí, Serra Verde, Serra Negra, Tira
Teima, Folha Seca, Sete Águias, Tibiriçá, Viramundo, Ventania, etc.

CABOCLAS DE IANSÃ

Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira, etc.

CABOCLAS DE IEMANJÁ

Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente, etc.

CABOCLAS DE NANÃ

Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Luana, Muiraquitan, Sumarajé, Xista, Paraguassú, etc.

CABOCLAS DE OXUM

Iracema, Yara, Imaiá, Jaceguaia, Juruema, Juruena, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunuê, Mirini, etc.

enviada por FaFa


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20/04/2007 16:24

Um pouco sobre os Pretos-Velhos

Dia: 13 de maio (Lei Áurea).


Cor: Preto e branco.
A Legião de espíritos chamados "Pretos Velhos" foi formada no Brasil, devido ao torpe comércio do
tráfico de escravos arrebanhados da África, idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas
preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o
látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e
sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes,
enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo contando com a religião, suas
cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o
tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas
amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra
subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O ato final
da peça que encarnamos no vale da lágrima que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua
missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda,
usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos
imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência
(linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se
aprimorou após incontáveis anos de vivência.
Quanto aos nomes, há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto Velho ser uma miscelânea de
palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade das
Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros
católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitia a seus escravos a liberdade de culto.
Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha
norma: contra a força não há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas,
deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas
cerimônias assistiam forçados. Desta aparente ambigüidade passaram a colocar em seus Deuses Orixás
nos nomes dos santos católicos que mais se assemelhavam, daí o sincretismo.
As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na
nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia
batistal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome do seu senhor, sendo o
sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Antônio da Coroa Grande,
exemplo), ou então da região africana de onde vieram ( Joaquim D'Angola, Maria Conga, etc...)
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao
se incorporarem, trazem os Pretos Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.

Podem usar o preto e branco. O preto porque, quando se morre, fica-se nas trevas e só com o decorrer
do tempo e com preces as almas passam a ter luz; e o branco por serem almas e todo espírito ser
representado pelo branco. Essas cores são também usadas porque, sendo os pretos velhos almas de
escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria.
Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia
vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos,
cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
enviada por FaFa
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20/04/2007 14:41

Um pouco sobre Exú e Pomba-gira


Cada pessoa tem pelo menos um Exú que age e está perto dela desde o dia do seu nascimento; o
chamado Bará ou Elegbará ou ainda Exú do Corpo. Depois, tem também pelo menos uma Pombagira,
que não sendo verdadeiramente um Exú, assume o lado feminino deste Orixá.

Cada Exú tem assim a sua parte feminina ou contrapartida, que na verdade são a mesma Energia sob
aparências distintas, temos assim:

Exú Rei das Encruzilhadas / Pombagira Rainha das Encruzilhadas;

Exú das Matas / Pombagiras das Matas;

Exú Giramundo / Pombagira Giramundo;

Exú do Cravo Vermelho / Pombagira da Rosa Vermelha;

Exú Mulambo / Pombagira Maria Mulambo;

Exú Sete Capas / Pombagira Sete Saias;

Exú 7 Estrelas / Pombagira 7 Estrelas; etc.

Pombagira, quando incorporada no yaô, mostra-se quase sempre bonita, feminina, amável, elegante,
sedutora, mas também tem vidência, é certeira nos seus conselhos e tem sempre algum conselho para
aqueles que lhe pedem ajuda.

Ela gosta de bebidas suaves: vinhos doces, licores, champanhe, anis, etc. E gosta dos cigarros e
cigarrilhas de boa qualidade, assim como também é atraída pelo luxo, o brilho e o “destaque”. Usa
sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras, etc.

Existem muitas Pombagiras, e cada uma tem a sua própria personalidade, tornando-se muito difícil uma
descrição geral. As suas oferendas também levam ovos, maçãs, morangos, perfumes, pentes, espelhos,
flores (especialmente rosas - nunca botões), bebidas, cigarros, etc. Tanto as bebidas, como os restantes
componentes de cada oferenda, têm que ser adequados à qualidade de Pombagira para a qual se vai
fazer a oferenda - as preferências e gostos divergem.

As principais Pombagiras em ordem hierárquica são as correspondentes às sete representações


femininas de Exú Rei, Pombagira Rainha; após o que temos 63 Pombagiras, sendo cada uma delas a
contrapartida de algum dos Exús.

As funções principais de Pombagira, ou pelo menos aquela a que mais recorremos em seu auxílio, é a de
ajudar os seus “protegidos” especialmente em casos de amor, mas também é, e deve ser, usada a sua
força para desmanchar feitiços, para pedir protecção e curar doenças diversas.

Em cada reino existem 9 povos, sendo um total de 63 povos de Exú. Veja a lista abaixo:

REINO DAS ENCRUZILHADAS

1- Povo da Encruzilhada da Rua - Exú Tranca Ruas


2- Povo da Encruzilhada da Lira - Exú Sete Encruzilhadas
3- Povo da Encruzilhada da Lomba - Exú das Almas
4- Povo da Encruzilhada dos Trilhos - Exú Marabô
5- Povo da Encruzilhada da Mata - Exú Tirirí
6- Povo da Encruzilhada da Kalunga - Exú Veludo
7- Povo da Encruzilhada da Praça - Exú Morcego
8- Povo da Encruzilhada do Espaço - Exú Sete Gargalhadas
9- Povo da Encruzilhada da Praia - Exú Mirim

REINO DOS CRUZEIROS

1- Povo do Cruzeiro da Rua - Exú Tranca Tudo


2- Povo do Cruzeiro da Praza - Exú Kirombó
3- Povo do Cruzeiro da Lira - Exú Sete Cruzeiros
4- Povo do Cruzeiro da Mata - Exú Mangueira
5- Povo do Cruzeiro da Kalunga - Exú Kaminaloá
6- Povo do Cruzeiro das Almas - Exú Sete Cruzes
7- Povo do Cruzeiro do Espaço - Exú 7 Portas
8- Povo do Cruzeiro da Praia - Exú Meia Noite
9- Povo do Cruzeiro do Mar - Exú Karunga (Kalunga Grande)

REINO DAS MATAS

1- Povo das Árvores - Exú Quebra Galho


2- Povo dos Parques - Exú das Sombras
3- Povo da Mata da Praia - Exú das Matas
4- Povo das Campinas - Exú das Campinas
5- Povo das Serranias - Exú da Serra Negra
6- Povo das Minas - Exú Sete Pedras
7- Povo das Cobras - Exú Sete Cobras
8- Povo das Flores - Exú do Cheiro
9- Povo da Sementeira - Exú Arranca Toco

REINO DA KALUNGA

1- Povo das Portas da Kalunga - Exú Porteira


2- Povo das Tumbas - Exú Sete Tumbas
3- Povo das Catacumbas - Exú Sete Catacumbas
4- Povo dos Fornos - Exú da Brasa
5- Povo das Caveiras - Exú Caveira
6- Povo da Mata da Kalunga - Exú Kalunga
7- Povo da Lomba da Kalunga - Exú Corcunda
8- Povo das Covas - Exú Sete Covas
9- Povo das Mirongas e Trevas - Exú Capa Preta

REINO DAS ALMAS

1- Povo das Almas da Lomba - Exú 7 Lombas


2- Povo das Almas do Cativeiro - Exú Pemba
3- Povo das Almas do Velório - Exú Marabá
4- Povo das Almas dos Hospitais - Exú Curadô
5- Povo das Almas da Praia - Exú Giramundo
6- Povo das Almas das Igrejas e Templos - Exú Nove Luzes
7- Povo das Almas do Mato - Exú 7 Montanhas
8- Povo das Almas da Kalunga - Exú Tatá Caveira
9- Povo das Almas do Oriente - Exú 7 Poeiras

REINO DA LIRA

1- Povo dos Infernos - Exú dos Infernos


2- Povo dos Cabarés - Exú do Cabaré
3- Povo da Lira - Exú Sete Liras
4- Povo dos Ciganos - Exú Cigano
5- Povo do Oriente - Exú Pagão
6- Povo dos Malandros - Exú Zé Pelintra
7- Povo do Lixo - Exú Ganga
8- Povo do Luar - Exú Malê
9- Povo do Comércio - Exú Chama Dinheiro

REINO DA PRAIA

1- Povo dos Rios - Exú dos Rios


2- Povo das Cachoeiras - Exú das Cachoeiras
3- Povo da Pedreira - Exú da Pedra Preta
4- Povo do Marinheiros - Exú Marinheiro
5- Povo do Mar - Exú Marê
6- Povo do Lodo - Exú do Lodo
7- Povo dos Baianos - Exú Baiano
8- Povo dos Ventos - Exú dos Ventos
9- Povo da Ilha - Exú do Côco
enviada por FaFa
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20/04/2007 14:19

Um pouco sobre Ibeji

Dia: Sábado e Terça-feira (27 de setembro).


Cor: Azul, rosa e verde.
Comida: Todos os doces.
Elemento: Ar.
Símbolo: Dois bonecos iguais, 2 cabacinhas, e brinquedos.
Domínio: Nascimento e infância.
Chacra atuante: Cervical.
Planeta regente: Mercúrio.
Nota musical: Sol.
Sincretismo: Cosme e Damião.
Saudação: Omi Beijada!

Ibeji é o Orixá-Criança, em realidade, duas divindades gêmeas infantis, ligadas a todos os orixás e seres
humanos.

Por serem gémeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que
se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc.

Ibeji na nação Ketu, ou Vunji nas nações Angola e Congo. É o Orixá Erê, ou seja, o Orixá criança. É a
divindade da brincadeira, da alegria; a sua regência está ligada à infância. Ibeji está presente em todos
os rituais do Candomblé pois, assim como Exú, se não for bem cuidado, pode atrapalhar os trabalhos
com as suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo.

É o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. A sua determinação é tomar conta
do bebê até à adolescência, independentemente do Orixá que a criança carrega. Ibeji é tudo o que existe
de bom, belo e puro; uma criança pode-nos mostrar o seu sorriso, a sua alegria, a sua felicidade, o seu
falar, os seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo
das aves, na beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da
infância.

Feche os olhos e lembre-se de um momento feliz, de uma travessura, e você estará a viver ou a reviver
uma lenda deste Orixá. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu na nossa infância, foi
regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, Ibeji já viveu todas as felicidades e travessuras
que todos nós, seres humanos, vivemos.

A lenda e a história de Ibeji, acontece a cada momento feliz de uma criança. Ao menos para manter vivo
este importante Orixá, procure dar felicidade a uma criança. Faça você mesmo o encantamento de Ibeji.
É fácil: faça gerar dentro de si a felicidade de estar vivo. Transmita esta felicidade, contagie o seu
próximo com ela. Encante Ibeji com a magia do sorriso, com o amor de uma criança. E seja Ibeji, feliz!

Arquétipo: Os filhos de Ibeji são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequentes; nunca
deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhões, sorridentes, irrequietos –
tudo, enfim, o que se possa associar ao comportamento típico infantil.

Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem revelar-se


teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, a sua leveza perante a vida revela-se no seu
eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, a sua dificuldade em permanecer muito
tempo sentado, extravasando energia.

Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e uma certa tendência a simplificar as coisas,
especialmente em termos emocionais, reduzindo, às vezes, o comportamento complexo das pessoas que
estão em seu torno a princípios simplistas como “gosta de mim - não gosta de mim”. Isso pode fazer
com que se magoem e se decepcionem com alguma facilidade.

Ao mesmo tempo, as suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar
grandes marcas. Como as crianças, em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das actividades
desportivas, sociais e das festas.

Reza de Ibeji

ONI IBÊJE DIOU


TALABAI OXUM DIO

DIOU Ô Ô DIOU Ô Ô TALADE IBÊJE É DIOU Ô Ô XANGÔ DE IBEJÊ É DIOU Ô Ô ADELARUNDEÔ


DIOU Ô Ô DIOU Ô Ô TALADE IBÊJE É DIOU Ô Ô XANGÔ DE IBEJÊ É DIOU Ô Ô ADELARUNDEÔ

ERUNCHA DE Ô
ERUNCHA E OGUMLÓ

BABARUMALÉ ORUMA
BABARUMALÉ ORUMA

OXUM TALADE IBÊJE DIO OXUM TALADE IBÊJE DIO ELEUANI OXUM
ANI IBÊJE DIO

ELEUANI OXUM
ANI IBÊJE DIO

TALADE IBÊJE É DIOU Ô Ô XANGÔ IBÊJE É DIOU Ô Ô


OIÁ SESSUM MARÉ TALADE IBEJÊ É DIOU Ô Ô

UMBADÊO UMBADÊO UMBADÊO AMORO


PANDÁ ELÉO UMBADÊO AMORO
enviada por FaFa
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19/04/2007 15:30

Ligação entre os Orixás e Deuses de outras mitologias

Exu: Na mitologia ele é Hermes ou Mercúrio.

Ogum: Podemos traçar um paralelo entre Ogum e os deuses Marte e Ares da mitologia greco-romana.
Ambos são impulsivos, violentos, guerreiros e leais.

Oxóssi: Podemos traçar um paralelo entre Oxóssi e os deuses Mercúrio e Hermes da mitologia greco-
romana, num aspecto diferente do que é ligado a Exu, cuja função única de mensageiro traça o paralelo
com esses deuses. Para a relação com Oxóssi vemos as qualidades da rapidez, da mudança, da
curiosidade, da leveza.
Xangô: Podemos traçar um paralelo entre Xangô e os deuses Júpiter e Zeus da mitologia greco-romana.
Ambos são superiores na hierarquia dos deuses, encarregados de fazer cumprir a lei e processar
julgamentos.

Iansã/Oyá: Podemos comparar a função dela com as deusas Juno e Hera da mitologia greco-romana.
Ambas são fortes, justas e lutadoras.

Yemanjá: Tem relação com as deusas Vênus e Afrodite da mitologia greco-romana. Ambas são belas,
férteis, sedutoras e doadoras.

Omulu: Omulu tem relação com os deuses Saturno e Cronos da mitologia greco-romana. Ambos são
lentos, kármicos e solitários.

Oxalá: Oxalá e o deus Apolo da mitologia greco-romana são afins. Esse deus personifica a luz, pois está
relacionado com o Sol, ele é o portador da vida, o estímulo a tudo que está criado, o bem e a ordem
universal.

Oxum: Podemos traçar um paralelo entre Oxum e as deusas Vênus e Afrodite da mitologia greco-
romana, tal como Yemanjá. Veja em Oxum as qualidades do crescimento, do acolhimento e da
maternidade que essas deusas possuem. Ambas são mães.

Nanã Buruku: Podemos ligar Nanã às deusas Cibele e Réia da mitologia greco-romana. Ambas são
férteis e doadoras.
Logun Edé: Logum Edé tem relação com o deus Hermafrodito da mitologia greco-romana, filho de
Hermes e Afrodite (Vênus). Características dele são a volubilidade, a facilidade, a beleza e o refinamento.

Ossaim: Podemos traçar um paralelo entre Ossãe e os deuses Esculápio ou Asclépio da mitologia greco-
romana. Ambos são curadores e manipulam remédios.

Oxumaré: Podemos comparar Oxumaré e a deusa Íris da mitologia grega, a deusa do arco-íris, mas as
qualidades não são semelhantes em tudo.
Ewá: Ewá tem alguma relação com as deusas Minerva, Palas e Atena da mitologia greco-romana. Ambas
são justas, poderosas e fortes.

Obá: Podemos traçar um paralelo entre Obá e as deusas Artêmis e Diana da mitologia greco-romana.
Ambas são guerreiras e leais.

enviada por FaFa


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19/04/2007 00:01

Os 16 Odus

Odus, seriam os signos do destino que regem cada orixá, que por sua vez, regem cada
homem sobre a terra.
Nós quando nascemos, somos regidos por um odú de ori (cabeça) que representa nosso "eu" assim como
odú de destino, espiritualidade...
1. OKANRAN MEJI - A disciplina e teimosia

Regente: Exu
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu
temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor,
extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como
ponto vulnerável o útero.

2. EJIOKO MEJI - A incerteza e a indecisão

Regente: Ogum com influências dos Ibejis e de Obatalá


Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas
não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar
obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, seus pontos vulneráveis.

3. ETAOGUNDÁ MEJI - A perseverança e a obstinação

Regente: Obaluaê com influência de Ogum


Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU em geral vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e
conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas atividades agrícolas, mas podem
sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, estão propensas a ter
problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam se recuperar com facilidade de
qualquer doença. Seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.

4. IROSSUN MEJI - A tranqüilidade

Regente: Oxossi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egum


Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade
manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a
sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da
perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois seu ponto vulnerável é o
estômago.

5. OXÊ MEJI - A fama

Regente: Oxum com influências de Iemanjá e Omulu


Elemento: Água
Pessoas com esse ODU têm mão de magia, força e proteção espirituais, religiosidade e uma inclinação
especial para o misticismo e as ciências ocultas. São ótimos professores e se destacam em qualquer
atividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar sua vaidade e seu egocentrismo. Outro
aspecto negativo é a tendência a se vingar quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o
aparelho digestivo e o sistema hormonal.
6. OBARÁ MEJI - A riqueza e o brilho

Regente: Xangô com influências de Exu, Iansã, Oxossi. Oçanhe e Logunedê


Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm grande proteção espiritual e costumam vencer pela força de vontade,
especialmente em profissões relacionadas à Justiça. Mas são com freqüência vítimas de calúnias e não
têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los.
Seu ponto vulnerável é o sistema linfático.

7. ODI MEJI - O rancor e a violência

Regente: Obaluaê com influências de Exu, Oxalufam e Oxumarê


Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão
as leva a não concluir muitos dos seus projetos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as
barreiras. Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm
sorte no amor. Seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas.

8. EJONILÊ MEJI - A impaciência e a agitação

Regente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxossi


Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão
sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou
sofrem uma traição, podem se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha
e se vestir de branco nas sextas-feiras. Seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.

9. OSSÁ MEJI - A desconcentração

Regente: Iemanjá com influências de Xangô, Oçanhe, Oxossi e Iansã


Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são líderes natas, mas seu autoritarismo lhes cria sérios problemas, inclusive
conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também as caracterizam. Seus pontos vulneráveis são os
conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos.

10. OFUN MEJI - Os problemas de saúde

Regente: Oxalufam com influências de Xangô e Oxum


Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor.
Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem
a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Seus pontos vulneráveis são o estômago e a pressão
arterial.

11. OWARYN MEJI - A ansiedade

Regente: Iansã com influências de Exu, Oçanhe e Egum


Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta
de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios.
São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam
encontrando a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Seus pontos vulneráveis são a garganta,
o sistema reprodutor e o aparelho digestivo.

12. EJI-LAXEBARÁ - A justiça e o discernimento

Regente: Xangô com influências de Logunedê e Iemanjá


Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais,
são bondosas, justas e prestativas, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com
facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados
à perda de bens. Seu ponto vulnerável é a circulação sangüínea.

13. EJIOLIGIBAN MEJI - A tranqüilidade e a concentração

Regente: Nanã com influência de Obaluaê


Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais,
conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, sua profunda fé termina por
lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, se destacam nos serviços
médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Seus pontos vulneráveis são o baço e o
pâncreas.

14. IKÁ MEJI - O conhecimento e a sabedoria

Regente: Oxumarê com influências de Oçanhe e Nanã


Elemento: Água
Belas e sensuais, as pessoas com esse ODU têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem
paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento
para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e
se destacam na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos.
Seu ponto vulnerável são as articulações que podem lhes causar problemas de locomoção.

15. OGBEOGUNDÁ MEJI - O discermínio total

Regente: Obá com influências de Ewa


Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer desilusões
amorosas, o que acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão
sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo.

16. ALÁFIA ONAN - A paz

Regente: Ifá
Elemento: Ar
Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São
excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o
interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de
visão.

Para ler as lendas de cada um dos Odus: [Link] [Link]/

enviada por FaFa


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18/04/2007 18:34

Odus

Olorun, o Onipotente, Deus no dialeto africano, criou os quatros elementos: a terra, a água, o fogo e o
ar. Destes foram gerados os elementais, que geraram todas as coisas vivas sobre o planeta. Foram
atribuídos a cada um destes elementos quatro Odus, ou seja, quatro signos interligados dos destinos:
Terra:
Odus:
Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará.
Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.

Água:
Odus:
Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé.
Representam o caminho da dúvida ao triunfo.

Ar:
Odus:
Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia.
Representam o caminho da indecisão até a paz.
Fogo:
Odus:
Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá.
Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

enviada por FaFa


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18/04/2007 18:07

Lendas Africanas dos Orixás, Pierre Verger

"Antigamente, os orixás eram homens.


Homens que se tornaram orixás por causa de seus poderes.
Homens que se tornaram orixás por causa de sua sabedoria.
Eles eram respeitados por causa de sua força,
Eles eram venerados por causa de suas virtudes.
Nós adoramos sua memória e os altos feitos que realizaram.
Foi assim que estes homens tornaram-se orixás.
Os homens eram numerosos sobre a Terra.
Antigamente, como hoje,
Muitos deles não eram valentes nem sábios.
A memória destes não se perpetuou
Eles foram completamente esquecidos;
Não se tornaram orixás.
Em cada vila, um culto se estabeleceu
Sobre a lembrança de um ancestral de prestígio
E lendas foram transmitidas de geração em geração para
render-lhes homenagem".
enviada por FaFa
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18/04/2007 14:53

Logum Edé - O resultado do encantamento


Dia: Quinta-feira (19 de abril).
Metal: Ouro.
Cor: Azul celeste e amarelo.
Partes do corpo: As mesmas de Oxóssi e Oxum.
Comida: Axoxo (feita de milho amarelo e coco) e Omoolucum (feijão fradinho e ovos).
Arquétipo: Altruístas, abnegados, sinceros, simpáticos, tensos, austeros, possuem senso de
coletividade, calmos, desprendidos, inconstantes, vaidosos e sonhadores.
Símbolo: Abebê e Ofá
Elementos: Floresta, água do rio e cachoeiras.
Pedras: Topázio e Turquesa.
Folhas: Oripepê e todas de Oxum e Oxóssi.
Odu que rege: Obará.
Domínios: Riqueza, fartura e beleza.
Saudação: Logun ô Akofá!
enviada por FaFa
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18/04/2007 14:45

Yemanjá - Rainha do mar


Dia: Sábado (15 de agosto ou 2 de fevereiro)
Metal: Prata e prateados.
Cor: Branco e transparente.
Partes do corpo: Cabeça (inconsciente e equilíbrio mental), cérebro (comando do corpo).
Comida: Epô de milho branco, manjar branco com leite de coco e açucar, acaçá, peixe de água salgada,
bolo de arroz, mamão, cocada.
Arquétipo: Voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores, altivos e algumas vezes, impetuosos e
arrogantes. Têm sentido de hierarquia, fazem-se respeitar, são justos e formais. Põem a prova as
amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e se perdoam, não esquecem
jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Sem possuírem a vaidade de Oxum,
gostam do luxo, dos tecidos azuis e vistosos, das jóias caras. tem tendência a vida suntuosa, mesmo se
as possibilidades não lhe permitem tal falso.
Símbolo: Abebê branco.
Elementos: Água do mar.
Pedras: Cristal e água marinha.
Folhas: Pata-de-vaca, Umbaúba, Mentrasto.
Odu que rege: Yorosun.
Domínios: Maternidade, saúde mental e psicológica.
Chacra atuante: Frontal.
Planeta regente: Lua - no quarto minguante.
Nota musical: Lá.
Sincretismo: Iemanjá Bocí e Iemanjá Bomí: Nossa Senhora dos Navegantes.
Saudação: Odô-Iyá!

Reza de Yemanjá

IEMANJÁ SELEO LODÔ BABA OROMIÔ IEMANJÁ SELEIZALÉO BABA OROMIÔ


IEMANJÁ SELEO LODÔ BABA OROMIÔ IEMANJÁ SELEIZALÉO BABA OROMIÔ

IECONANA A BABARILEO
EU AÔ ABEÔ IECONANA ESÔ EU AÔ MAPÉLEO

ACAORÔ OQUE É OQUE É ÓIA AGANJÚ OXUMLÁ OQUE É OQUE É ÓIA ÓIA OELÊ OELÊ
ACAORÔ OQUE É OQUE É ÓIA AGANJÚ OXUMLÁ OQUE É OQUE É ÓIA ÓIA OELÊ OELÊ
OQUERE Ô
OQUERE ORIXÁ

IEBAMI COLOMI OIÁ METASULEMA IEBAMI COLOMI METASULEMA


IEBAMI COLOMI OIÁ METASULEMA IEBAMI COLOMI METASULEMA

QUE BELO OXUM BELAÔ QUE BELO QUÊ IEMANJÁ


OIÁ DOCÔ MINERÓ QUE BELO OXUM IEMANJÁ
IEMANJÁ BOCI
AORÔ

OIABA ADELA BABAELE OIABA ADELA BABAELE


OIABA ADELA BABAELE ODOFILÁ BABAELE

MUAJEQUIM AMULAJÉ MUAJEQUIM AMULAJÉ OROFILÁ MULAJÉ


MUAJEQUIM AMULAJÉ MUAJEQUIM AMULAJÉ OROFILÁ MULAJÉ

DOCO ADÉRIREO
GAMA QUE GAMA GAMA GAMA QUE

QUE TUNÉNÉ QUE TUNÉNÉ IEMANJÁ SELEÔ EABA ODÉ


QUE TUNÉNÉ QUE TUNÉNÉ IEMANJÁ SELEÔ EABA ODÉ

ADOXIMODÉ INHARÁ ORÔ ADOXIMODÉ INHARÁ ORÔ


INHARÁ INHARÁ INHARÁ ORÔ ADOXIMODÉ INHARÁ ORÔ

TOTOTOTO OIABENIQUÉ OIABENI OIABENI OIABENIQUÉ


TOTOTOTO OIABENIQUÉ OIABENI OIABENI OIABENIQUÉ

OROCOMAILÊ OROCOMAILÓ
IEMANJÁ SELEOLODÔ

NANAREUÁ NANAREU AÊ
NANAREUÁ NANAREU AÊ
IAMAQUERE QUEREOUSSE
NANAREUÁ
IAMAQUERE QUEREOUSSE
NANAREUÁ

ETUMALADIDÊ TUMALADIDÊ NANABOROCUMA OCONSSULAÊ ETUMALADIDÊ


ETUMALADIDÊ TUMALADIDÊ NANABOROCUMA OCONSSULAÊ ETUMALADIDÊ
NANABOROCUMA OCONSSULAÊ
ETUMALADIDÊ
NANABOROCUM AGELUÁ CAÔ NANABOROCUM AGELUÁ CAÔ
AGEBA Ô AGEBA Ô CAÔ AGELUÁ CAÔ

OGUM FELÉ FELÉ FIBOCO


OGUM FELÉ FELÉ FIBOCO

ONIOPÉ OASSAIREMA
EBÓ ONIOPÉ OASSAIREMA EBÓ

enviada por FaFa


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18/04/2007 14:33

Oxum - Rainha das cachoeiras


Dia: Sábado (8 de dezembro).
Metal: Latão, ouro, bronze e cobre.
Cor: Amarelo.
Partes do corpo: Rosto, o baixo ventre, o baço, as vezes o coração, a 3ª visão e a circulação
sangüínea.
Comida: Omoolocum e bananas fritas.
Arquétipo: Calmos, carinhosos, desprendidos, vaiodosos, volúveis, altruístas, sonhadores, muito
elegantes apaixonados por jóias, perfumes e vestimentas caras, símbolo de charme e beleza, sensuais,
porém reservados, evitam chocar a opinião pública à qual dão grande importância, sob sua aparência
calma e sedutora, escondem uma vontade muito forte, um grande desejo de ascensão social.
Símbolo: Abebê (leque com espelho).
Elementos: Água doce.
Pedras: Topázio.
Folhas: Macaca, Baronesa, Vitória Régia, Oripepê, Ojú Oro, Oxibatá, Oriri, Vassourinha de igreja.
Odu que rege: Osé.
Domínios: Amor, riqueza, fecundidade, gestação e maternidade.
Chacra atuante: Frontal.
Planeta regente: Lua - no quarto de cheia.
Nota musical: Lá.
Sincretismo: Oxum Pandá Ibedji: Nossa Senhora de Fátima / Oxum Pandá: Nossa Senhora de Fátima
quando faz adjuntó com Bará Agelú, Nossa Senhora do Rosário quando faz adjuntó com Ogum Adiolá,
Nossa Senhora de Lourdes quando faz adjuntó com Xangô Agandjú, Nossa Senhora das Graças quando
faz adjuntó com Oxalá Bocum, Imaculada Conceição quando faz adjuntó com Oxalá Olocum e Sagrado
Coração de Jesus quando faz adjuntó com Oxalá Olocum / Oxum Demun: Nossa Senhora Aparecida ou
Nossa Senhora da Conceição / Oxum Docô: Nossa Senhora da Conceição ou Nossa Senhora Aparecida.
Saudação: Eri Yé Yé Ó!

Reza de Oxum

TALADE OMIO TALA IEIE MURAJÔ


OXUM TALADE
TALADE OMIO TALA IEIE MURAJÔ
OXUM TALADE

ELEUANI OXUM
ANAREUÁ
ELEUANI OXUM
ANAREUÁ
ELEUANI OXUM
ANAREUÁ

O IEIEU ELEUANI OXUM ELEUANI OXUM PANDÁ


O IEIEU ELEUANI OXUM ELEUANI OXUM PANDÁ
O IEIEU ELEUANI OXUM ELEUANI OXUM PANDÁ
O IEIEU ELEUANI OXUM ELEUANI OXUM PANDÁ

ALA BOCOUM
ELEUANI OBÁ
ALA BOCOUM
ELEUANI OBÁ

IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
IEBAMI QUE É OXUM PEREREMA
O IEIEU OXUM PEREREMA
IEBAMI QUE É OXUM PEREREMA
O IEIEU OXUM PEREREMA

OIÁ BEMI LOIÁ


AMINEÓRA ORA ORA AMINEÓRA
OIÁ BEMI LOIÁ
AMINEÓRA ORA ORA AMINEÓRA

OIÁ BEMI SEMI ATONIRE


ATONIRE EMIREMI
OIÁ BEMI SEMI ATONIRE
ATONIRE EMIREMI

OIÁ AMBERE AMBERE AUENI OXUM


AMBERE AMBERE AUENI OXUM
OIÁ AMBERE AMBERE SABEMIO
OIÁ AMBERE AMBERE AUENI OXUM
AMBERE AMBERE
AMBERE OXUM
AMBERE AMBERE
AMBERE OXUM

OXUM PEMIO
AMA DOCÔ ERUMALÉU
OXUM PEMIO
AMA DOCÔ ERUMALÉU

BAMBOLÉO ABOMIO
ELEUANI OXUM ADUPÉ AÔ
BAMBOLÉO ABOMIO
ELEUANI OXUM ADUPÉ AÔ

MACONSELÉ ABOMIO
OXUM PERERE OXUM PERERE
MACONSELÉ ABOMIO
OXUM PERERE OXUM PERERE
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ

OLOMINO OXUM
ATONIRE OLOMINO OXUM ATONIRE
OLOMINO OXUM
ATONIRE OLOMINO OXUM ATONIRE

OBOQUEREREAÔ IEIE QUEREREREUÁ


OBOQUEREREAÔ IEIE QUEREREREUÁ
OBOQUEREREAÔ IEIE QUEREREREUÁ
OBOQUEREREAÔ IEIE QUEREREREUÁ

OXUM CARIREÔ
CARIREMA CARIREUÁ
OXUM CARIREÔ
CARIREMA CARIREUÁ

OXUM EPANDÁ BARUÉLEO


OXUM EPANDÁ BARUÉLEO
OXUM EPANDÁ BARUÉLEO
OXUM EPANDÁ BARUÉLEO

ACHIRELÚ PANDA MI
ACHIRÊ OIÁ
ACHIRELÚ PANDA MI
ACHIRÊ OIÁ

IEBAMI OXUM
IEIE MARO
IEBAMI OXUM
OXUM MARO
IEBAMI OXUM
IEIE MARO

IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI

IEBAMI QUEÉ OXUM PEREREMA


OIEIEU OXUM PEREREMA
IEBAMI QUEÉ OXUM PEREREMA
OIEIEU OXUM PEREREMA

ACHIOXUM PANDALOSÍMIO
ERUM ELÉ ACHIOXUM ERUM ÉLE
ACHIOXUM PANDALOSÍMIO
ERUM ELÉ ACHIOXUM ERUM ÉLE

CONI CONI CHIRE LODÊ


BABAIORO ORIXÁ OIEIEU BABAIORO
CONI CONI CHIRE LODÊ
BABAIORO ORIXÁ OIEIEU BABAIORO

PANDALOSIMIO
OMINILABA BAJA Ê
PANDALOSIMIO
OMINILABA BAJA Ê

QUEMQUÉ OXUM MANI CHORORÔ


QUEMQUÉ QUEMQUÉ OXUM MANI CHORORÔ QUEMQUÉ
QUEMQUÉ OXUM MANI CHORORÔ
QUEMQUÉ QUEMQUÉ OXUM MANI CHORORÔ QUEMQUÉ

IBERE MALARUM ADELUIA IEIEU


AMUÁ OXUM IEIEU IBERE MALARUM
IBERE MALARUM ADELUIA IEIEU
AMUÁ OXUM IEIEU IBERE MALARUM
IRE ADEO Ô IRE ADEUÁ O MINILABA ADEO Ô IRE ADEUÁ
IRE ADEO Ô IRE ADEUÁ O MINILABA ADEO Ô IRE ADEUÁ
O MINILABA
ADEO Ô IRE ADEUÁ
O MINILABA
ADEO Ô Ô IRE ADEUÁ
O MINILABA
ADEO Ô Ô IRE ADEUÁ

AORORO ORO ORO É OXUM OLOBÁ


AORORO ORO ORO É OXUM OLOBÁ
AORORO ORO ORO É OXUM OLOBÁ
AORORO ORO ORO É OXUM OLOBÁ

BABAICHORO
AORÔ AORÔ
BABAICHORO
AORÔ AORÔ
BABAICHORO
AORÔ AORÔ

ANICÉ ADEO Ô OIEIEU ONIBARA ATIMBOUM ATIMBOUM A OXUM ONIBARA


ANICÉ ADEO Ô OIEIEU ONIBARA ATIMBOUM ATIMBOUM A OXUM ONIBARA
ATIMBOUM ATIMBOUM
A OXUM ONIBARA
ATIMBOUM ATIMBOUM
A OXUM ONIBARA

ADEORA ADEORA ADEORA IACONFÉ BABAICO TALABO BABAICO FERERE


ADEORA ADEORA ADEORA IACONFÉ BABAICO TALABO BABAICO FERERE
BABAICO TALABO
BABAICO FERERE
BABAICO TALABO
BABAICO FERERE

PANDÁ LEMOFANI
BARÁ LOQUELE Ô QUEUÉU
PANDÁ LEMOFANI
BARÁ LOQUELE Ô QUEUÉU

PANDÁ ICHORO EREMI IABORAÍ BADE IABORÁ ELOIRE BADE


OIÁ DOCÔ BABAICHORO OIÁ
ELOIRE BADE
OIÁ DOCÔ BABAICHORO OIÁ

PANDÁ MIRERE PANDÁ MIRE BABAICHORO


PANDÁ MIRERE PANDÁ MIRE BABAICHORO

BARÁ BARUÁ COMFANHA BARÁ BARUÉLE Ô


BARÁ BARUÁ COMFANHA BARÁ BARUÉLE Ô

OXUM LARIO IEIE OXUM LAMARUQUEMQUÉ OXUM LAMARUQUEMQUÉ O OXUM LARIOIEIE


OXUM LARIO IEIE OXUM LAMARUQUEMQUÉ OXUM LAMARUQUEMQUÉ O OXUM LARIOIEIE
OXUM LARIO
IEIE OXUM LAMARUQUEMQUÉ

ELOIRE IRE
BARUÁ E E OMAIO
ELOIRE IRE
BARUÁ E E OMAIO
ELOIRE
QUEMQUEMQUEMQUÉ
ELOIRE
QUEMQUEMQUEMQUÉ

NATUELE MOTI DE FARIREUÁ


OIÁ
NATUELE MOTI DE FARIREO
OIÁ Ô
ERE Ô
OIÁ Ô

ONIMAMILO
ALADÊ IEIEO OXUM OXUM MAGUETE
ONIMAMILO
ALADÊ IEIEO OXUM OXUM MAGUETE

OLERETE OMARUMA OLERETE OMALÉO


OLERETE OMARUMA OLERETE OMALÉO
OLERETE UM
OMARUMA
OLERETE UM
OMALÉO

ACHECHECO OLODUM
OLOMINO OXUM
ACHECHECO OLODUM
OLOMINO OXUM

IEIEO CARIO IEIEO CARIO


IEIEO CARIO CARIO CARIO
IEIEO CARIO IEIEO CARIO
IEIEO CARIO CARIO CARIO

PANDÁ SUAMI
EU ADEUÁ LAUNDE
PANDÁ SUAMI
EU ADEUÁ LAUNDE

OIEIEO BENSALÉO OBOMORÉ OIEIEO BENSALÉO O LANÃ


OXUMDÊ O LANÃ IEIEO BENSALÉO BOMORÉ
OIEIEO BENSALÉO OBOMORÉ OIEIEO BENSALÉO O LANÃ
OXUMDÊ O LANÃ IEIEO BENSALÉO BOMORÉ
OXUM DOCÔ
EUACHIRE OIÁ
OXUM DOCÔ
EUACHIRE OIÁ

QUE BELA OXUM IEMANJÁ LOMINO OXUM EQUE BOMORÉO


QUE BELA OXUM IEMANJÁ LOMINO OXUM EQUE BOMORÉO
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18/04/2007 14:24
Ewá - Rainha das mutações

Dia: Sábado (13 de dezembro).


Metal: Ouro, prata e cobre.
Cor: Vermelho maravilha.
Parte do corpo: Olhos.
Comida: Banana inteira da terra feita em azeite de dendê com farofa do mesmo azeite.
Arquétipo: Tendência a duplicidade devido a natureza andrógena da Deusa, tendência a riqueza,
magnetismo, gosta de jogar, bonitos, gostam de elogios, imediatistas, necessitam de outros odus para
que ajudem com o seu brilho nos processos difícies.
Símbolo: Ejô(cobra) e espada.
Elementos: Florestas, céu rosado, astros e estrelas, águas de rio e lagoa.
Pedras: Rubí e Quartzo rosa.
Folhas: Cana-do-brejo, Folha de Sta. Luzia, Oju Orô, Osibatá.
Odu que rege: Obeogundá.
Domínios: Beleza, vidência, criatividade.
Saudação: Ri ro Ewá!
enviada por FaFa
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18/04/2007 13:54

Obá - A terceira esposa de Xangô

Dia: Quarta-feira (30 e 31 de maio).


Metal: Cobre.
Cor: Marrom rajado.
Partes do corpo: Audição, orelha e junto com Ewá, protege o consciente.
Comida: Massa de feijão fradinho cozido enrolado em folhas de bananeira(Abará), Acarajé e Amalá.
Arquétipo: São pessoas valorosas, imcompreendidas, suas tendências um pouco viris, fazem-na
frequentemente voltarem-se para o feminismo ativo, as suas atividades militantes ou agressivas são
conseqüência infelizes ou amargas por elas vividas. Os seus insucessos devem-se a um ciúme um tanto
mórbido, entretanto, encontra compensações para as frustrações e sofrimentos em sucessos materiais.
Símbolo: Ofangi(espada) e escudo de cobre.
Elementos: Fogo e águas revoltas.
Pedras: Granada.
Folhas: Candeia, Negamina, Folha-de-amendoeira.
Odu que rege: Obeogundá.
Domínios: Amor e sucesso profissional.
Sincretismo: Obá: Santa Catarina
Saudação: Obá Xirê!

Reza de Obá

ALABORO ALABORO OBÁ ILAÔ


ALABORO ALABORO OBÁ ILAÔ

ACACHAPADAMIRÔ QUEREMI ACACHAPADAMIRÔ QUEREMI


A LABAUÊ ACACHAPADAMIRÔ DOEINHO

EMI EMI EJÓ COMFÉLI EMI EMI EJÓ COMFÉLI OCOCO EROMA EMI EMI EJÓ COMFÉLI
EMI EMI EJÓ COMFÉLI EMI EMI EJÓ COMFÉLI OCOCO EROMA EMI EMI EJÓ COMFÉLI

ALABAUÊ
ALABAUÊ

CHERECO CHERECO
CHERECO CHERECO

IÉ IÉ OSSANHA OCOFI LANÃ


IÉ IÉ OSSANHA OCOFI LANÃ

AMODÉINHO
ÉINHO

SABADORO
ONHANHÁ
SABADORO
ONHANHÁ
SABADORO
ONHANHÁ SABADORO ONHANHÁ

ELIBABA ONI
OLAXAUENI
ELIBABA ONI
OLAXAUENI
ELIBABA ONI
OLAXAUENI ELIBABA OLAXAUENI

OBÁ ONI XANGÔ XANGÔ DE OBÁ ONI


OBÁ ONI XANGÔ XANGÔ DE OBÁ ONI
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18/04/2007 13:27

Iansã / Oyá - Rainha dos raios e ventos


Dia: Quarta-feira (4 de dezembro).
Metal: Cobre.
Cor: Rosa e marrom.
Partes do corpo: Fígado e sangue.
Comida: Acarajé, Abará.
Arquétipo: É de pessoas audaciosas, poderosas e autoritárias, pessoas que podem ser fiéis, de uma
lealdade absoluta em certos casos, mas que em outros momentos, quando contrariadas em seus
projetos e empreendimentos, deixam-se levar pelas manifestações da mais extrema cólera. Pessoas,
enfim, cujos temperamentos sensuais e voluptuosos podem levá-los a aventuras amorosas extra-
conjugais, múltiplas e freqüentes, sem reserva de descência, mas que não as impedem de continuarem
muito ciumentas com seus parceiros por elas enganados.
Símbolo: Espada de cobre e o Eru (rabo de boi ou búfalo).
Elementos: Ar e fogo.
Pedras: Rubi e Terratoca.
Folhas: Pára-raio, Louro, Flor-de-coral, Brinco-de-princesa.
Odu que rege: Osá, Owarín.
Domínios: Tempestades, ventanias, raios, morte.
Chacra regente: Frontal e cardíaco.
Planera regente: Lua (no quarto de nova) e Júpiter.
Sincretismo: Iansã Oyá Timboá: Santa Terezinha quando faz adjuntó com Ogum Avagã / Iansã Oiá Dirã:
Joana D’arc / Iansã Oiá: Santa Bárbara sem o castelo / Iansã: Santa Bárbara com o castelo.
Saudação: Epahei!

Reza de Oyá

AMAIA AMAIA IAIÔ IAIÔ AMAIA MOCEQUEBA IAIÔ IAIÔ


AMAIA AMAIA IAIÔ IAIÔ AMAIA MOCEQUEBA IAIÔ IAIÔ

ÓIA BILAIÔ ÓIA BILAOIÁ EUAMAQUERE QUERE QUERE OELÉU ELÉU AÔ


ÓIA BILAIÔ ÓIA BILAOIÁ EUAMAQUERE QUERE QUERE OELÉU ELÉU AÔ

OBERESSE MANICHÉO
OIÁ DOCÔ OBECEL

OIANIREU OBERESSE CARIM DE OGUM


OIANIREU OBERESSE CARIM DE OGUM
OBERESSE CARIM DE OGUM OIANIREU ATAUÁO
OBERESSE CARIM DE OGUM OIANIREU ATAUÁO

OSSEMALEOTO
OBECEL OROCORÔ
ONIRA DO ATAUÁO
ARIO ONIRA EUA BECEL
ONIRA DO ATOMIO
ARIO ONIRA EUA BECEL

OIÁ CALULU IANSÃ SEMIEBÓ


OIÁ CALULU OIÁ SEMIEBÓ

ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ ORUMALÉ OMODIBAU


ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ ORUMALÉ OMODIBAU
ALIANÇA É BILOIÁ PARA OTOFILOJÁ
ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ

OIAMADÊ OÁRIO ACARAÔ LOJOCOLÓ


OIAMADÊ OÁRIO ACARAÔ LOJOCOLÓ
LUPADEÔ OIÁ BOBÔ ACARAÔ LOJOLÓ
OIAMADÊ OÁRIO ACARAÔ LOJOCOLÓ

ALIANÇA BILOIÁ QUEPARA IANSÃ PILODÁ


ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ

EPIAODOA COMADÊ EPIAODOA COMADÊ IANSÃ OIÁ EPÊ EPIAODOA COMADÊ


EPIAODOA COMADÊ EPIAODOA COMADÊ IANSÃ OIÁ EPÊ EPIAODOA COMADÊ
ASSAGÉO AUÊ
AGÉO AÊ

ABADÔ OROCO IANSÃ ADUPÉ OROCO MANI ESSÓ


ABADÔ OROCO IANSÃ ADUPÉ OROCO MANI ESSÓ

BABALORIXÁ VAMO IANSÃ OIÁ


OIÁ VAMO IANSÁ OIÁ

IEIE PAFUNHA
ÊPA
IEIE PAFUNHA
ÊPA
IANSÃ OLOCORO
ÊPA
IANSÃ OLEBARA
ÊPA

OIÁ O ELÉU É LAISSÔ


OIÁ O ELÉU UELÉU LAISSÔ

IANSÃ OLEPEPE
OLEPÊ

ODORO O ASEMILÓIAIA O MININABA O BILOIÁ


ODORO O ASEMILÓIAIA O MININABA O BILOIÁ

XORO XORO COTILE


OIÁ DOCÔ OIÁ NICÉ

FARA OGUM FARA OGUM FARA BAISSERÓ ERÓ


FARA OGUM FARA OGUM FARA BAISSERÓ ERÓ

FARA LAROIÊ
FARA OGUM FARA

ELOIRE PARAMÁ ELOIRE PARAJÔ


ELOIRE PARAMÁ ELOIRE PARAJÔ

OIÁ Ê AÊ
OIÁ Ê AÊ

ERUNDÊ OIÁ DOCÔ ERÓ


ERUNDÊ OIÁ DOCÔ ERÓ

OIÁ DOCÔ
ERÓ ERÓ
CABECI LUDE
ERÓ ERÓ

ADOCÔ LEBAIÓ ADOCÔ LEBAIÓ ADOCÔ LEBAIÓ OIÁ MADEÔ


ADOCÔ LEBAIÓ ADOCÔ LEBAIÓ ADOCÔ LEBAIÓ OIÁ MADEÔ

ASSEMILÓIA ASSEMILÓIA MALUPEÔ ASSEMILÓIA


ASSEMILÓIA ASSEMILÓIA MALUPEÔ ASSEMILÓIA
MALUPEÔ
ASSEMILÓIA

IRE DE IRE IRE POBOUM ORIXÁ LAUNDÊ


IRE DE IRE IRE POBOUM ORIXÁ LAUNDÊ

OIÁ LELUIA OIÁ LELUIA MALUPEÔ OIÁ LELUIA


OIÁ LELUIA OIÁ LELUIA MALUPEÔ OIÁ LELUIA
MALUPEÔ
OIÁ LELUIA

BILAIA BILAIA
OIÁ MAQUEQUERÊ

XANGÔ LOIÁ
EU QUERE QUERE UESSE

OIÁ OIÁ OIÁ NIGODÔ OIÁ NIGODÔ SAPATÁ NIGODÔ


OIÁ OIÁ OIÁ NIGODÔ OIÁ NIGODÔ SAPATÁ NIGODÔ

AJAJAUMA SEMILÓIA QUE BILOCO


AJAJAUMA SEMILÓIA QUE BILOCO

enviada por FaFa


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18/04/2007 12:51

Xangô - Rei das pedreiras, trovão e da Justiça

Dia: Quarta-feira (29 de junho).


Metal: Cobre, Ouro ou Chumbo.
Cor: Vermelho e branco.
Partes do corpo: Plexo solar, coração e coronárias.
Comida: Quiabo cortado com rabada (amalá).
Arquétipo: Sensuais e até agressivos, voluntariosos, qualidade de chefia e ansiosos pela posição de
comando.
Símbolo: Machado (oses), Pedra de raio (edunaré), seré.
Elementos: Fogo, formações rochosas.
Pedras: Rubi.
Folhas: Cabuatá, Hortelã grosso, Manjerona, Musgo de pedreira, Mentrasto.
Odu que rege: Ejilaseborá e Obará.
Domínios: Poder estatal, justiça, questões jurídicas.
Chacra atuante: Cardíaco.
Planeta regente: Júpiter.
Nota musical: Fá.
Sincretismo: Xangô Agandjú Ibedji: São Cosme e São Damião / Xangô Agandjú: São Miguel Arcanjo /
Xangô Agodô: São Jerônimo quando faz adjuntó com Iansã e São João Batista quando faz adjuntó com
Oxum Olobá.
Saudações: Kawô Kabiesilê!

Reza de Xangô

ORUÔ MAIÔ ORUÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ
ORUÔ MAIÔ ORUÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ

ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ
ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ

AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ
AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ

AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ERUM GUÉGUÉ AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORÚ ODÔ
AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORI XANGÔ AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORI XANGÔ

OGODOCI EMIREMI AGANJÚ ANISSAÓRA OGODOMAN EMIREMI XANGÔ AGANJÚ ANISSAÓRA


OGODOCI EMIREMI AGANJÚ ANISSAÓRA OGODOMAN EMIREMI XANGÔ AGANJÚ ANISSAÓRA

OGUNTAÔ
ANISSAÓRA

ALADE Ô
LAUMQUERÊ

OBOMORÉ
QUEREQUE OBOMORÉ QUEREQUE

XORORO ONIBOCO
XORORO ONIBOCO

MACUN ERÊ
ARA MACUN ERÊ ARA

CALULU CALUNUDÊ
AUÊ CALUNUDÊ

AGODÔ SALA SALA SALO


EQUEBOREUÁ AGODÔ SALA SALA SALO EQUEBOREUÁ

ONIPENI OBÁ
ABADÔ ONIPENI OIÁ BADÔ

FARANHÁLA SAFAMODÉ
OIÁ BADILE ARANHÁLA SAFAMODÉ

OIÁ BADAÔ CABELI LUDE Ô


OIÁ BADAÔ CABECI LUDÊ

AGANJÚ ECO EREPÊ


AGANJÚ ECO FARANHÁ

MODIRÊ MODIBA
CAÔ CABELECILE MODIRÊ MODIBAU

CÂO
CABECILE

MANA MANA BELOQUÊ


ALIANÇA É BILOIÁ

NAGORÔ NAGOACHAORO
AGÔ IEIE

MODIBAU
LAI LAI MODIBAU AUÊ LAI MODIBAU LAI LAI MODIBAU AUÊ

LAI GUIACHAORÔ
LAI GUIACHAORÔ
:::::::::::::::::::::::AXÉ DA BALANÇA::::::::::::::::::::::

BABA OENITE ÉUM ABÉ Ô Ô


ANICÉU ABA ORÔ
ELISSÔ GODÔ ACARAÔ ANICÉU ANICÉU
ELISSÔ GODÔ ACARAÔ ANICÉU ANICÉU
ABÉO Ô Ô
ANICÉU ANICÉU
BABA OENITE ÉUM ABÉ Ô Ô
ANICÉU ABA ORÔ

LOCUNDÊ Ô
ARA DECUM DECUM DECÁ

ACHACHA BABALOFINA ONI XANGÔ ACHACHA BABALOFINA ONI XANGÔ


AÊ EAÊ AÊ EAÊ

CALUNUDÊ CAÔ LUDÊ ONI CAÔ CABELECILE ÂUE É DE CAÔ CABELECILE ÂUE
CALUNUDÊ CAÔ LUDÊ ONI CAÔ CABELECILE ÂUE É DE CAÔ CABELECILE ÂUE

ALIANÇA É PARAMÁ ALIANÇA DE OGUMLÓ


ALIANÇA É PARAMÁ ALIANÇA DE OGUMLÓ

SOBOÊ SOBOÊ AMORISSÔ SOBODOIRE MOCEQUÉ AÊ AMORISSÔ


SOBOÊ SOBOÊ AMORISSÔ SOBODOIRE MOCEQUÉ AÊ AMORISSÔ

BABAICO
BABÁ
BABAICO
AMOCEQUÉ
BABAICO
BABÁ

ONI XANGÔ BAÍ OIÁ DOCÔ AGANJÚ CABELECILE ONI XANGÔ BAÍ
ONI XANGÔ BAÍ OIÁ DOCÔ AGANJÚ CABELECILE ONI XANGÔ BAÍ

BAIÁ QUE BAIAIO


BAIÁ QUE BAIAIO

ONI SOBO ELAUÊ


SOBO LAI LAI ONI SOBÔ ELAUÊ SOBÔ LAI LAI

ONI SOBÔUNDÊ
LA CAUM ALAUNDÊ AÊ AÊ LA CAUM ALAUNDÊ

BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ Ô
BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ Ô

QUERERE UATE UAIO


BÉLE BELEBESSISSE

enviada por FaFa


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18/04/2007 12:41

Nanã Buruku - A Orixá mais velha, Deusa dos pântanos e lama


Dia: Sábado (26 de julho).
Metal: Latão.
Cor: Branco com traços azuis e roxo.
Partes do corpo: Protege a barriga, o útero, genital feminina, protege mulheres gestantes.
Comida: Milho pilado e torrado do qual é feito com fubá com açucar ou mel, mugunzá.
Arquétipo: Tolerantes, mas implicáveis, maduros, lentos, firmes, bondosos, simpáticos, extremamente
limpos e com temperamento artístico.
Símbolo: Ibiri e os Bradjas.
Elementos: Águas paradas e lamacentas.
Pedras: Ametista.
Folhas: Folha-da-costa, Folha-de-mostarda, Manacá, Oju Oro, Oxibatá, Papoula Roxa, Quarana.
Odu que rege: Odilobá.
Domínios: Vida e morte, saúde e maternidade.
Chacra atuante: Frontal e cervical.
Planeta regente: Lua - no quarto crescente e Mercúrio.
Sincretismo: Nanã Burukun: Sant'ana
Saudação: Salúbá!
enviada por FaFa
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17/04/2007 16:02

Oxumaré - O Arco-Íris

Dia: Terça-feira (24 de agosto).


Metal: Ouro ou prata mesclado.
Cor: Amarelo mesclado com verde ou amarelo pintado com preto.
Partes do corpo: Espinha dorsal, sistema nervoso e sistema neurovegetativo.
Comida: Ovos cozidos com azeite de dendê, farinha de milho e camarão seco.
Arquétipo: Desconfiados e traídos, observadores, pessoas que desejam ser ricas, pacientes
perseverantes nos seus empreendimentos e que não medem esforços para atingir seus objetivos. Com
sucesso tornam-se facilmente orgulhosos e pomposos, gostam de demonstrar suas riquezas recentes,
mas estendem a mão em socorro quando aguém precisa.
Símbolo: Duas serpentes de ferro.
Elemento: Céu e terra.
Pedras: Zirconita.
Odu que rege: Obeogundá e Iká
Domínios: Riqueza, vida longa, ciclos, movimentos constantes.
Saudação; A Run boboi!

enviada por FaFa


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17/04/2007 15:11

Xapanã/ Obaluayê/ Sapatá/ Omulú - Rei, Senhor da Terra


Dia: Segunda-feira (16 de agosto).
Metal: Chumbo.
Cor: Preto e branco / vermelho / roxo.
Partes do corpo: A pele e os pulmões, sistema urinário.
Comida: pipoca, amendoim pilado e torrado, folha de mostarda, ibêrem.
Arquétipo: Sóbrios, reservados, generosidade destacada, geniosos, independentes, teimosos.
Símbolo: Xaxará.
Elemento: Terra e fogo do interior da Terra.
Pedras: Turmalina negra.
Folhas: Canela-de-velha, Picão, Erva-de-bicho, Velame, Manjericão Roxo, Barba de velho, Mamona.
Odu que rege: Odi, Etaogundá, Obeogundá.
Domínios: Doenças epidêmicas, cura de doenças, saúde, vida e morte.
Sincretismo: Xapanã Jubeteí: São Roque quando faz adjuntó com Oiá, São Lázaro quando faz adjuntó
com Obá / Xapanã Belujá: Jesus Cristo crucificado quando faz adjuntó com Oxum Olobá, Senhor dos
Passos quando faz adjuntó com Iansã / Xapanã Sapatá: Jesus Cristo crucificado quando faz adjuntó com
Iansã, São Lázaro quando faz adjuntó com Obá.
Saudação: Atotô!

Reza de Xapanã

OBELÉFA JARÔ OBELÉFA JARÔ


OBELÉFA JARÔ OBELÉFA JARÔ

OBELEFÁ TALA TALOMÃ


ASSAGERE BAONI ONI OBÁ OIÁ ASSAGERE BAONI

EQUEBAU INABAU INABAU ABARISSE ODÉ


EQUEBAU INABAU INABAU ABARISSE ODÉ

AÊ AÊ AI CORUMÃ AI CORUMÃ INABAU EBAORÔ


AÊ AÊ AI CORUMÃ AI CORUMÃ INABAU EBAORÔ

ASSAGERE AFUÁ ABAO ERUMALÉ


ASSAGERE AFUÁ ABAO ERUMALÉ
ABAO ERUMALÉ
ABAO ERUMALÉ
ABAO ERUMALÉ

ASSURISTA QUELO QUELO


ASSURISTA QUELO QUELO

OQUIRÊ Ê
AÊ AÊ

AÊ ALELUIA LUCACHUMALÉ
AÊ ALELUIA LUCACHUMALÉ

TALAFUAÔ OBELEFA TALAFUMALÉO


TALAFUAÔ OBELEFA TALAFUMALÉO

LEPÔ LEPÔ LEPÔ


COLEJANJAN COLEJAN

LEPÔ LEPÔ LEPÔ


COLEJANJAN COLEJAN

INHA INHA INHA


COLEJANJAN COLEJAN

MUCHÁ MUCHÁ CONFÃ


MUCHÁ MUCHÁ CONFÃ

COFANI JACOFÃNI CHE


JACOFÃ

XAPANÃ MOBÉLEO ORIXÁ MOBÉLEO


AÊ ERUMALÉO

ACARÁ LOQUE LOQUE


ACARÁ Ô QUE LOQUE LOQUE ACARÁ

BELUJÁ BELUJO OLONINHA


BELUJÁ BELUJO OLONINHA

VAMOLELAI BABAEPÔ
VAMOLELAI BABAEPÔ

VAMO MARACAJÁ MARACAJÁ FIOLAEO


VAMO MARACAJÁ MARACAJÁ FIOLAEO

VAMOLELAI BABAEPÔ
VAMOLELAI BABAEPÔ

LEPÔ LEPÔ LEPÓ


CARAMBÓ CARAMBÓ

LACOPADÊ
AMODIBAU AMONICÉ

SAPATÁ SOBOÊ ALARISSÔ ONIRE SOBO


SAPATÁ SOBOÊ ALARISSÔ ONIRE SOBO

SOBOÊ SAPATÁ MEDASSUNSSÊ OFORIBE NASSUREBA XAPANÃ AÊ AÊ


SOBOÊ SAPATÁ MEDASSUNSSÊ OFORIBE NASSUREBA XAPANÃ AÊ AÊ

ALA TALADÊ ALA TALADÊ


E EAÊ ORO GAMA TALADÊ ORO GAMA TALADÊ
ORO GAMA TALADÊ
E EAÊ ORO GAMA TALADÊ ORO GAMA TALADÊ

BARÁ BARÁUNDÊ SAPATÁ UÊ MONICÉU BARÁ BARÁUNDÊ SAPATÁ UÊ MONICÉU


BARÁ BARÁUNDÊ SAPATÁ UÊ MONICÉU BARÁ BARÁUNDÊ SAPATÁ UÊ MONICÉU

MOCEQUEBA MOCEQUEBA MORISSÔ EAÊ MOCEQUEBA MOCEQUEBA MORISSÔ EAÊ


MOCEQUEBA MOCEQUEBA MORISSÔ AEAÊ MOCEQUEBA MOCEQUEBA MORISSÔ ELEUARA
MOCEQUEBA MOCEQUEBA MORISSÔ EAÊ MOCEQUEBA MOCEQUEBA MORISSÔ EAÊ
MOCEQUEBA MOCEQUEBA MORISSÔ AEAÊ MOCEQUEBA MOCEQUEBA MORISSÔ ELEUARA

BARÁ BARÁ NICHORO BARÁ BARÁ NICHORO SAPATÁ MOQUEREMA NICHORO


BARÁ BARÁ NICHORO BARÁ BARÁ NICHORO SAPATÁ MOQUEREMA NICHORO
ARA MOQUEREMA DIO ARA MOQUEREMA MOQUEREMA MOQUEREMA ARA MOQUEREMA DIO
ARA MOQUEREMA DIO ARA MOQUEREMA MOQUEREMA MOQUEREMA ARA MOQUEREMA DIO

SAPATONIRE GUAJURE SAPATONIRE GUAJURE SAPATONIRE GANGAN SAPATONIRE GANGAN


SAPATONIRE GUAJURE
SAPATONIRE GUAJURE SAPATONIRE GUAJURE SAPATONIRE GANGAN SAPATONIRE GANGAN
SAPATONIRE GUAJURE

DIRE DIRE SAPATÁ ONIRE DIRE DIRE SAPATÁ


DIRE DIRE SAPATÁ ONIRE DIRE DIRE SAPATÁ

XAPANÃ AÊ XAPANÂ MANDO QUERE XAPANÂ MANDO QUERE O QUERE AÊ AÊ


AÊ AÊ XAPANÂ MANDO QUERE XAPANÂ MANDO QUERE O QUERE AÊ AÊ

QUEREQUE QUEMAITÁ
QUEREQUE QUEMAITÁ

AMONICÉU SAPATÁ NICÉU AUÊ


AMONICÉU SAPATÁ NICÉU AUÊ

ALUPA ALUPA ALUPA ALUPA OIANRUNDÊ OIARUNDÊ SAPATÁ MAGÊ AÊ


ALUPA ALUPA ALUPA ALUPA OIANRUNDÊ OIARUNDÊ SAPATÁ MAGÊ AÊ

ARUMPEPE AI CORUMÃ
GAMARUMPEPE ARUMPEPE AI CORUMÃ GAMARUMPEPE

CONI COMIAJÔ ARUNDÊ SALADE DEUÁ CONI COMIAJÔ ARUNDÊ SALABE DEUÁ
OIÁ MADOQUÊ ARUNDÊ SALADE DEUÁ OIÁ MADOQUÊ ARUNDÊ SALABE DEUÁ
CONI COMIAJÔ ARUNDÊ SALADE DEUÁ CONI COMIAJÔ ARUNDÊ SALABE DEUÁ
OIÁ MADOQUÊ ARUNDÊ SALADE DEUÁ OIÁ MADOQUÊ ARUNDÊ SALABE DEUÁ

ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ EUAPECO ERE UÊ
EUAPECO ERE UÁ EUAPECO ERE UÊ EUAPECO ERE UÁ ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ
ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ EUAPECO ERE UÊ
EUAPECO ERE UÁ EUAPECO ERE UÊ EUAPECO ERE UÁ ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ

QUE BOMACELO QUE BELUJÁ


AJAJA QUE BOMACELO QUE BELUJÁ AJAJA

OBOMIROCO
AÊ AÊ SAPATÁ

OCOCO SAPATÁ OCOCO SAMIRE


ANARAUÊ OROMILAIA

BELE COMINHA FARUMBELE


AÔ AÔ BELE COMINHA FARUMBELE AÔ AÔ

ABLESÚ ABLESÚ LUDÃ ABLESÚ LUDÃ ABLESÚ LUDÃ


ABLESÚ ABLESÚ LUDÃ ABLESÚ LUDÃ ABLESÚ LUDÃ

SULUBALÚ SULUBALÚ AÊ ASSESSUM SAPATÁ SULUBALÚ AÊ


SULUBALÚ SULUBALÚ AÊ ASSESSUM SAPATÁ SULUBALÚ AÊ

MASSAPAIA MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ


SOBODOIRE MASSAPAIA MASSAPAI DORÊ

SOBODOIRE MASSAPAIA
MASSAPAIA DORÊ
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17/04/2007 14:54

Ossaim - O Deus das Ervas


Dia: Quinta-feira (5 de agosto).
Metal: Estanho
Cor: Verde e branco.
Partes do corpo: O peito dos pés, as canelas.
Comida: Fumo, mel, cachaça, milho vermelho, espigas regadas com mel.
Arquétipo: Pessoas equilibradas e capazes de controlar seus sentimentos e emoções, não deixam suas
simpatias e antipatias interferirem nas suas decisões ou influenciarem suas opiniões sobre pessoas e
acontecimentos, aquele que não tem uma concepção estreita da moral e da justiça.
Símbolo: Ferros com sete pontas com um pássaro, que é árvore com os ramos e uma ave pousada na
ponta.
Elemento: Floresta e plantas selvagens.
Pedras: Esmeralda.
Folhas: Pau-d'água, São-gonçalinho, Garobinha.
Odu que rege: Iká.
Domínios: Medicina e liturgia através das folhas.
Sincretismo: São Judas Tadeu: quando faz adjuntó com Iemanjá Bocí / São Cristóvão: quando faz
adjunto com Oxum Demun
Saudação: Ewé ó!

Reza de Ossaim

ABALERIO
ABALERIO ERUNFÉ

ASSUENI LABABA OMAM ASSUENI LABABA


ASSUENI LABABA OMAM ASSUENI LABABA

OBECHECO CHERECO
CHERECONSÉ IECONSÉ

ABAIMORE
AIOLÁ EOMALÉ ARIO

OSSANHA SANIBÓ
EU EU OSSANHA SANIBÓ EU EU

OSSANHA BAICHORO EROMAIO


OSSANHA BAICHORO EROMAIO

FARABARUQUE FARABARUQUE EU EU O QUE FARABÔ


FARABARUQUE FARABARUQUE EU EU O QUE FARABÔ

ABABA OMAM
IRE ABABA OMAM IRE

OSSANHA DOAJEQUIM DOAJEQUIM BABAOROCO


OSSANHA DOAJEQUIM DOAJEQUIM BABAOROCO

EU EU ITABOR ITABOR OSSANHA MORISSÔ


EU EU ITABOR ITABOR OSSANHA MORISSÔ

AGALE AGALE AGALE EUÉRUNFÉ AGALE EUÉRUNFÉ OSSANHA CHAMARUMPEPÉ


AGALE AGALE AGALE EUÉRUNFÉ AGALE EUÉRUNFÉ OSSANHA CHAMARUMPEPÉ

ONIBOCO
VAMUQUEREQUE

ISSERÓ ERÓ
ERÓ ISSERÓ ERÓ ERÓ

APECO ERUNDÊ
ARA PECO ARA

APECO CHUMARÚ
APECO CHUMARÚ OXUM

IECONFÃ IECONFÃ
IECONFÃ IECONFÃ

OSSANHARÁ EUADEMI CHECHEMIRE DOCÔ


OSSANHARÁ EUADEMI CHECHEMIRE DOCÔ

MACORO MACORO
OSSANHA OSANHA IRE

OSSANHA SEREBUÁ SAPATÁ MI SEREBUÁ


OIÁ OIÁ VODUM OSSANHA SEREBUÁ
OIÁ OIÁ VODUM
OSSANHA SEREBUÁ

ETINE ETINE EUÁ OSSANHA JAQUEDEUÁ


ETINE ETINE EUÁ OSSANHA JAQUEDEUÁ

SOI SOI SOI ITAGIBA


ASSESSUM NANAREUÁ SOI ITAGIBA ASSESSUM NANAREUÁ

SOERE SOIRE
ASSESSUM NANAREUÁ
SOERE OSSANHA GUÉ
ASSESSUM NANAREUÁ

OSSANHA DOCUM LAI LAI OSSANHA DOCUM LAI LAI


OSSANHA SARAUÊ DOCUM LAI LAI

enviada por FaFa


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17/04/2007 14:37

Oxóssi - O caçador dos Céus


Dia: Quinta-feira.
Metal: Madeira (afr.) Bronze (br.).
Cor: Azul celeste claro.
Partes do corpo: Antebraço, braço, cabelos do corpo e pulmões.
Comida: Feijão fradinho torrado, Axoxó e frutas variadas.
Arquétipo: Altruísta, abnegados, sinceros, simpáticos, tensos, austeros e que possuem senso de
coletividade.
Símbolo: Ofá (arco e flecha), Ogê (um berrante) e o Iru Kere (cetro com rabo de cavalo, boi, ou búfalo).
Elemento: Terra(florestas).
Pedras: Turquesa, Água-marinha.
Folhas: Aroeira, Pau-d'agua, Quebra-pedra, Pega-pinto, Alecrim do campo.
Odu que rege: Obará e Odi.
Domínios: Caça, agricultura, alimentação e fartura.
Saudação: Ò ké Aro! Arolé!
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17/04/2007 14:21

Ogum - Aquele que batalha


Dia: Terça-feira (23 de abril.
Metal: Ferro.
Cor: Azul marinho e Verde.
Partes do corpo: Mãos e sangue.
Comida: Feijoada e Inhame.
Arquétipo: Impetuosos, autoritários, cautelosos, trabalhadores, desconfiados e um pouco egoístas.
Símbolo: Espada, faca e facão.
Elemento: Terra (florestas e estradas) e Fogo.
Pedra: Lápis-Iazúli.
Folhas: Abre-caminho, Madeira-de-Lei, Aroeira Branca, Cajarama, Folhas de manga espada, Palmeira,
Pauferro, Caiçará, Pau-d'água.
Odeu que rege: Ejikomeji, Etaogundá, Owarín.
Domínios: Guerra, processo, conquista e metalúrgica.
Sincretismo: Ogum Avagã: São Paulo / Ogum Onira, Olobedé e Adiolá: São Jorge
Saudação: Ogun Ieê!

Rezas de Ogum

AMAJOCOLE DOGUM LÓ
ORUMALÉ AMAJOCOLE DOGUM LÓ ORUMALÉ

XANGÔLELÁ EUABADIEMA SIOGUMLÓ EUABADIEMA SIAOLÊ


XANGÔLELÁ EUABADIEMA SIOGUMLÓ EUABADIEMA SIAOLÊ

ÉRUNDÊ OBORE OGUM AGALÊ


ÉRUNDÊ OBORE OGUM AGALÊ

OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ORIXÁ OIEIEO
OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ORIXÁ OIEIEO

PARALALUPAGEMA
ORIXÁ OIEIEO

ORUORUM ORUM ODÔ AMACOIEBÓ OGUM APOUMA ANAISÔ ACHAPAMIO


ORUORUM ORUM ODÔ AMACOIEBÓ OGUM APOUMA ANAISÔ ACHAPAMIO

ARA OGUM ORUM ODÔ


ARIO ARA OGUM ORUM ODÔ ARIO

OGUM ONIRA MANCHALOBEDÉ


OGUM ONIRA ANAISÔ QUEREQUE
SOI SOI SOI
OGUM ONIRA ANAISÔ QUEREQUE

OGUM TALABAICHORÔ OBECÉO OGUM Ô


OGUM TALABAICHORÔ OBECÉÔ

OGUM ADEIBA
ADÊ FARE OGUM FARERE
OGUM AFORIBA
AMORO OGUM FERERE
OGUM AFABAMI
AMORO OGUM FERERE

XÔ XONIPADÔ
GAM GAM GAM XONIPADÔ

OGUM O QUEREMI
ARA OGUM ANIRE

AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE

XONI DE ADEÔ XONI DE ADEÔ AMACI DE AUÊ


ARA DE ADEÔ ANIRE
AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE

OGUM BEÔ MAIFAI OGUM ONIRA ADIO OGUM BEÔ MAIFAI OGUM ONIRA ADIO XONI DE ADEÔ ADEORA
OGUM ONIRA EXÚ
ADEORA ORAORA ADEORA
OGUM ONIRA EXÚ
ADEORA ORAORA ADEORA

ARIOBÉ ARIOBÉ OGUM ANIRE ARIO OGUM ADEUÁ OGUM ANIRÊ ARIO OGUM ADEUÂ OGUM ANIRÊ
ARIOBÉ ARIOBÉ OGUM ANIRE ARIO OGUM ADEUÁ OGUM ANIRÊ ARIO OGUM ADEUÂ OGUM ANIRÊ

CALULO
ÓIA BELA MUTIÁ

OGUM ONIRA EUARA POBOUM


ADIACUNDAÊ OGUM ONIRA EUARA POBOUM ADIACUNADAÊ

ADIO CURE
CORUMÃ ONIRA É CORUMÃ

XONI MARAQUEUÊ XONI MARAQUEUÁ OGUNHÊ


ÓIA OGUM MAITÁ
OGUNHÊ
ÓIA OGUM MAITÁ

LOGUNDÊ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ ACARADEÔ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ
LOGUNDÊ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ ACARADEÔ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ

MABELA MURÉ MABELA PÔ


MABELA MUTIÁ LOQUELEÔ

LOQUELEÔ
AMORO

ORORORO MAFARA FIÁ MAFARA FIÁ MAFARA MAFARA FIÁ


ORORORO MAFARA FIÁ MAFARA FIÁ MAFARA MAFARA FIÁ

OGUM TALAJÓ
OGUM LAI OGUM LAI OGUM

ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ


ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ
OGUM ONIRA OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ
ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ

OGUM ADEMIO
OGUM ELEFA TALADEMIO

ADELOCHA DE OGUM LÓ OGUM ONIRA VEMVEM


ADELOCHA DE OGUM LÓ OGUM ELEFA ERUMALÉ
OGUM ADEMIO
OGUM ELEFA TALADEMIO

OGUM ELEFA LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI


É DE LAI LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI

OGUM LORO OGUM LORO


EUAMAQUERE QUERE QUERE OGUM LORO ORIXÁ

OGUM MANISSÉO ARABÊ OGUM MANISSÉO ARABÊ


OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO ARABÊ

OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM


OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM

OGUM ACAMAFÁ CABECI LABEÔ


OGUM ACAMAFÁ CABECI LABEÔ
OGUM ACAMAFÁ
CABECI LABEÔ

OGUM ELEFA LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI


É DE LAI LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI

MASSAPAIA MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ OGUM DOIRE MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ


MASSAPAIA MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ OGUM DOIRE MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ
OGUM DOIRE MASSAPAIA
MASSAPAIA DORÊ

OGUM DAÊ AÊ AÊ
OGUM DAÊ ANAISSÔ

NÃNÃBREQUETE MOCEQUÉ
OGUM DAÊ ANAISSÔ

OGUM ANIRE
FARA BEM FARA OGUM FARA

enviada por FaFa


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17/04/2007 14:11

Exú - Aquele que é Infinito


Dias: Segunda-feira.
Metal: Não tem.
Cor: Vermelho e preto.
Partes do corpo: Sensações de sede e fome, cavidade do útero, atividade sexual, os pés, uma perte do
fígado.
Comidas: Sangue de bode, galos, galinhas, farofa de azeite de dendê, carnes mal passadas, pimenta e
bebidas alcoólicas.
Arquétipo: Magros, altos, sorridentes, extrovertidos demais, alegres, ambiciosos, com fé na vida,
positivos.
Símbolo: Ogo (bastão cheio de tranças de palha numa ponta com cabaças dependuradas, nas quais ele
traz suas bebidas, é todo enfeitado de búzios).
Elemento: Terra e Fogo.
Pedras: Rubi e Granada.
Folhas: Folhas de fogo, Coração-de-Negro, Aroeira Vermelha, Figueira Brava, Bredo, Urtiga.
Odu que rege: Okaran e Owarin.
Domínios: Sexo, magia, união, poder e transformação.
Saudação: Laroiê!

Reza de Bará

EXÚ O LODÊ
EXÚ EXÚ O BARÁ LANÃ
BARÁ O LODÊ
EXÚ EXÚ O BARÁ LANÃ
AMODIBAU EXÚ
BARÁ
LANÃ EXÚ
BARÁ
EXÚ ADAGUE
BARÁ
EXÚ AGELÚ
BARÁ

LANÃ TIBOROCUM
IABADOIO BEM FARA

EUAMACHÊ ONIBA EXÚ ABANADÁ


EUAMACHÊ ONIBA EXÚ ABANADÁ

EUADEMI CHECHEMI
EUADEMI CHECHEMIRÊ

EXÚ DA LANA FUÁ


EXÚ DA LANA FUMALÉ

E BARÁ EXÚ DEMÍ


EXÚ DEMÍ EXÚ DEMÍ LANÃ
LANÃ EXÚ DEMÍ
EXÚ DEMÍ EXÚ DEMÍ LANÃ

ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ
AMANICÓ ECÓNIBARÁ Ô BARABÔ BARÁ O ELEFA EXU LANÃ
ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ
AMANICÓ ECÓNIBARÁ Ô BARABÔ BARÁ O ELEFA EXU LANÃ

AÊ AÊ ONIBARÁ Ô AÊ AÊ ONIBARA AMACELO OGUMUM AMACELO OGUMJÁ AÊ AÊ ONIBARA


AÊ AÊ ONIBARÁ Ô AÊ AÊ ONIBARA AMACELO OGUMUM AMACELO OGUMJÁ AÊ AÊ ONIBARA

EXÚ BARÁ O ELÉU ASSINHÔ


AÊ AÊ ONIBARA

ÓIA ÓIA
ÓIA O ELEFA

BARÁ IECUM CHECUM LODÁ BARÁ IECUM CHECUM LODÁ


BARÁ IECUM BARÁ CUNDÊO BARÁ IECUM CHECUM LODÁ BARÁ PORELUM
CHECUM LODÁ
BARÁ PORELUM
CHECUM LODÁ

PAPANHALE
PAPANHALE

EXÚ BARÁ OETAPAONIRE


BÁ LUFÃ BARÁ EXÚ QUEM QUÉ LUFÃ
BARÁ EXÚ
QUEM QUÉ LUFÃ

OQUE BARÁ OÉLE Ô EXÚ BARÁ OELÉ Ô MODIBARÁ ELEFA EPÔ


OQUE BARÁ OÉLE Ô EXÚ BARÁ OELÉ Ô MODIBARÁ ELEFA EPÔ

EXÚ DEMÍ MODIBARA EXÚ ADIO AMODIPAIM


EXÚ DEMÍ MODIBARA EXÚ ADIO AMODIPAIM

EXÚ LANA FOMIO EXÚ LANA FOMALÉU


EXÚ LANA FOMIO EXÚ LANA FOMALÉU

ALALUPAÔ
ALUPAGEMA
EXÚ BARÁ
ALALUPAGEMA
BARÁ BARÁ
ALALUPAGEMA
ÓIA BARÁ LUPAÔ
ALALUPAGEMA
ÓIA BARÁ LUPAÔ

BARÁ NO ECÓ TIRIRI LANÃ EXÚ TIRIRI LANÃ BARÁ QUE BARÁ EXÚ BARÁ EXÚ TIRIRI LANÃ
BARÁ NO ECÓ TIRIRI LANÃ EXÚ TIRIRI LANÃ BARÁ QUE BARÁ EXÚ BARÁ EXÚ TIRIRI LANÃ

EXÚ DA LANA SEMIASSEBÓ


EXÚ DA LANA SIEBÓ

BARUÁ GELÚ BARUÁ GELÚ AGEIPÓ BARUÁ GELÚ AGEIPÓ OIANIREU


BARUÁ GELÚ BARUÁ GELÚ AGEIPÓ BARUÁ GELÚ AGEIPÓ OIANIREU

EQUETUNEBARE SANABORO SOBODUM ELEBÓ


O LEBARIA VODUMA SANABORO LEBÁ

O LEBARIA VODUMA SAQUERÊQUEUÊ


O LEBARIA VODUMA SAQUERÊQUEUÊ

OIUMA DO CORO CORO CORO DO QUERE QUERE QUERE DO CORO CORO CORO BARUM ELEFA
OIUMA DO QUERE QUERE QUERE DO CORO CORO CORO DO QUERE QUERE QUERE BARUM ELEFA

LEBA DO OGUM FERERÊ


OGUM

BARÁ OTIM OTIM OTIM BARÁ


BARÁ OTIM OTIM OTIM BARÁ

BARÁ QUE BARÁ BEM BARÁ LAIO


BARÁ QUE BARÁ BEM BARÁ LAIO

BARÁ VODOLÚ VODOLÚA MODUMPÉO


BARÁ MIRAJÔ QUEREQUÊ AMODUMPÉO

ELEFA IAVODUM
SAPATOIO BEM FARA

ELEBA Ô
TCHARAM TCHAM
ELEBA Ô
TCHARAM TCHAM

enviada por FaFa


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17/04/2007 14:00

Oxalá
Dia: Sexta - feira (15 de janeiro).
Metal: Prata, ouro branco, chumbo, níquel.
Cor: Branco e tons leitosos.
Partes do corpo: Genital masculina, rins, sêmen, os 16 dentes do maxilar inferior.
Comida: Ebô, Acaçá, Ibi(caracol), Inhame Pilado.
Arquétipo: Altos e robustos, porte majestoso, olhar altivo e travesso, elegante e amigo das mulheres,
alegre, aprecia a vida, irônicos, maliciosos, prolixos, brincalhões, idealistas e defensor dos injustiçados,
intuitivos quanto ao futuro. Seu pensamento original antecipa o de sua época, espírito brilhante,
facilidade de argumentação. Se ricos, são generosos e até pródigos, embora guerreiros não são
agressivos, nem brutais.
Símbolo: Opaxorô.
Elementos: Atmosfera e Céu.
Folhas: Ewé Bába(boldo, tapete de oxalá...), Língua-de-Vaca, Folha da Costa, Levante e Arruda.
Odu que rege: Ofun e Aláfia. Oxaguian: Ejionilá.
Domínios: poder procriador masculino, criação, vida e morte, lutas diárias, paz, alimentação.
Chacra atuante: Coronário.
Planeta regente: Sol.
Nota musical: Si.
Sincretismo: Oxalá Obocum e Oxalá Olocum: Menino Jesus de Praga / Oxalá Dacum e Oxalá Jobocum:
Sagrado Coração de Jesus / Oxalá de Orumiláia: Espírito Santo ou Santa Luzia.
Saudação: Epa Bàbá!

Reza de Oxalá

ONIMOCO ONIMOCO
BABALAICO ONIMOCO BABALAI

ABALORE CHUPÉ Ô ABALORE CHUPÉ AMACELO ONI BOCUM AORÔ ABALORE CHUPÉ AMACELO ONI
BOCUM AORÔ
ABALORE CHUPÉ Ô ABALORE CHUPÉ AMACELO ONI BOCUM AORÔ ABALORE CHUPÉ AMACELO ONI
BOCUM AORÔ

OIEIE MAFAMIA OIEIE MAFAMIA AMACELO ONI BOCUM AORÔ OIEIE MAFAMIA AMACELO ONI BOCUM AORÔ
OIEIE MAFAMIA OIEIE MAFAMIA AMACELO ONI BOCUM AORÔ OIEIE MAFAMIA AMACELO ONI BOCUM AORÔ

BABACHÉQUE NO ÉLE O ALÁ


BABACHÉQUE NO ÉLE O ALÁ

É BOUM OROFILÁ ORIXALÁ


É BOUM OROFILÁ ORIXALÁ

ELUTAPALAJÓRE TALABÓ NIRÊ INHECO OLOFINA


ÉBOUM OROFILÁ ORIXALÁ

ORIXÁ TALAJÓ NIRÊ Ô COLOMINAUÊ Ô COLOMINAUÊ ORIXÁ TALAJÓ NIRÊ Ô


ORIXÁ TALAJÓ NIRÊ Ô COLOMINAUÊ Ô COLOMINAUÊ ORIXÁ TALAJÓ NIRÊ Ô

LEQUE LEQUE TÔMIO


BABAORIXÁ TÔMIO

LOQUEDE Ô FARÁ IFÃ BABACHEQUE IRE Ô OGUM FARÁ IFÃ


LOQUEDE Ô FARÁ IFÃ BABACHEQUE IRE Ô OGUM FARÁ IFÃ
LOQUEDE Ô
OGUM FARÁ IFÃ
ELEPIADEÔ AGEÔ ELEPIADEÔ AGEÔ ENI BABÁ ELEPÉ Ô FARIBOREMI SACUNDA Ô ENI BABÁ ELEPÉO
ELEPIADEÔ AGEÔ ELEPIADEÔ AGEÔ ENI BABÁ ELEPÉ Ô FARIBOREMI SACUNDA Ô ENI BABÁ ELEPÉO
FARIBOREMI SACUNDA Ô
ENI BABÁ ELEPÉO

OXALÁ LERUM OXALÁ LERUM OROFILO ORIXALÁ OROFILO BABÁ


OXALÁ LERUM OXALÁ LERUM OROFILO ORIXALÁ OROFILO BABÁ

IEBOXALÁ ORIXALÁ IEBOXALÁ ORIXÁ EQUE TALABO IEBOXALÁ ORIXÁ


IEBOXALÁ ORIXALÁ IEBOXALÁ ORIXÁ EQUE TALABO IEBOXALÁ ORIXÁ

OLELE Ô BABÁ Ô OLELE Ô BABAÔ OROFILO ORIXALÁ OROFILO BABÁ


OLELE Ô BABÁ Ô OLELE Ô BABAÔ OROFILO ORIXALÁ OROFILO BABÁ

ORIXÁ MURÊ SAUM AGÉ ORIXÁ MURÊ OBELI OMAM ORIXÁ MURÊ SAUM AGÉ BABÁ ORIXÁ MURÊ OBELI
OMAM SAUM AGÉ
ORIXÁ MURÊ SAUM AGÉ ORIXÁ MURÊ OBELI OMAM ORIXÁ MURÊ SAUM AGÉ BABÁ ORIXÁ MURÊ OBELI
OMAM SAUM AGÉ

QUE BELERUM
QUERERE MAFÁ
QUE BELERUM
QUERERE MAFÁ
QUERERE MAFÁ
QUERERE MAFÁ

OIAFIOLA Ê DE BABAREUÁ
OIAFIOLA Ê DE BABAREUÁ

LOQUELEUA APECHO NIREO LOQUELEUA APECHO NIREO BABA Ô SIMÁ BABA Ô SIMÁ LOQUELEUA
APECHO NIREO
LOQUELEUA APECHO NIREO LOQUELEUA APECHO NIREO BABA Ô SIMÁ BABA Ô SIMÁ LOQUELEUA
APECHO NIREO

IÉO IÉO IÉO OROMILAIA


IÉO IÉOAÔ IÉO OROMILAIA

ONIBOCUM SERÁ ONIBOCUM SERÁ


BABARIBOCO ONIBOCUM SERÁ

OROCOMARILÓ
A ADE OXUM

OFEREREBÓ
OFEREREBÓ
OFENITE
OFENITEBÓ

BABACHECO NO LERUM BABACHECO NO LERUM BABÁ


BABACHECO NO LERUM LELERUM LERUM LERUM LEPÔ
BABACHECO NO LERUM BABACHECO NO LERUM BABÁ
BABACHECO NO LERUM LERUM LERUM LELERUM LEPÔ
LEPÔ
LERUM LELERUM EPÔ
BABÁ
LERUM LELERUM EPÔ

OXALÁ COMILAJÔ BABAIQUEMQUÉ OXALÁ COMILAJÔ BABAIQUEMQUÉ


OXALÁ COMILAJÔ BABAIQUEMQUÉ OXALÁ COMILAJÔ BABAIQUEMQUÉ

LOQUE LOMINA
CUÉM CUÉM

É DE AUAUAU BABAICHORO
É DE AUÊ BABARUMALÉU É DE AU

EUAPECO BABÁ
EUAPECO ORUMALÉ

COLOMINA ARAÊ ORI FORIBALÉ


COLOMINA ARAÊ ORI FORIBALÉ

CADIABORO CADIABORO ERÊ


CADIABORO CADIABORO ERÊ
OXALÁ OROMILAIA BABAICHORO OROMILAIA
OXALÁ OROMILAIA BABAICHORO OROMILAIA
IÉO IÉO IÉO OROMILAIA
IÉO IÉO IÉO OROMILAIA
OXALÁ OROMILAIA OROMILAIA CHORO
OXALÁ OROMILAIA OROMILAIA CHORO

BÉLERUM BÉLERUM ORIXALÁ MALÉODO


BÉLERUM BÉLERUM ORIXALÁ MALÉODO

IMALAI FERUM MALÉODO ERÓ


ERÓ IMALAI FERUM MALÉODO ERÓ
IMALAI FERUM MALÉODO ERÓ
ERÓ IMALAI FERUM MALÉODO ERÓ

ALAÔ QUEBO QUEXÊ


ALAÔ OQUE OALA
ALAÔ QUEBO QUEXÊ
ALAÔ OQUE OALA

BABOLOQUE FUME FUMIO


QUEREQUE QUEBOMAIÁ A ARIORÔ QUEREQUE QUEBOMAIÁ
BABOLOQUE FUME FUMIO
QUEREQUE QUEBOMAIÁ A ARIORÔ QUEREQUE QUEBOMAIÁ

BABANISSAUÊ DE BOCUM
BABANISSAUÊ BOCUM Ó
SAUÊ SAUÊ BABÁ SAUÊ
SAUÊ SAUÊ BABÁ SAUÊ

FALUBEM FALALUFAIN FALUBEM FALALUFAÔ


FALUBEM FALALUFAIN FALUBEM FALALUFAÔ

AMA BOCUM IBERÊ AMA BOCUM IBERÁ


AXOXO AÊ AMABOCUM IBERÊ

IÉO IÉO
IÉO OROMILAIA
IÉO IÉO
IÉO OROMILAIA

::::AXÉ DOS PRESENTES ::::

ANIMONI ASSUMI ATUPI ORÔ


ANIMONI ASSUMI ATUPI ORÔ
ANIMONI ASSUMI
ATUPI ORÔ

::::AXÉ PRESENTES (FLORES) ::::

OFERECEUÁ OFERECE LORES OFERECE LORES EÔ OFERECE OXUM DOQUÊ


OFERECEUÁ OFERECE LORES OFERECE LORES EÔ OFERECE OXUM DOQUÊ

enviada por FaFa


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17/04/2007 13:43

Oxalá
"Oxála criou a Terra,
Oxalá criou o Mar,
Oxalá criou o Mundo onde Reina os Orixás!
A Pedra deu pra Xangô, meu Pai Rei e Justiceiro,
As Matas deu pra Oxóssi, Caçador, Velho Guerreiro,
Grandes campos de Batalha deu pra seu Ogum Guerreiro,
Campinas, Pai Oxalá deu pra seu Boiadeiro,
Mar com pesca farta, Ele deu pra Yemanjá,
Os Rios deu pra Oxum,
Os Ventos para Oyá,
Jardins com lindos gramados, deu pras Crianças brincar.
Oxalá criou o Mundo onde Reina os Orixás!
O Poço deu pra Nanã, a mais velha Orixá,
E o Cruzeiro Bendito, deu pras Almas trabalhar,
Finalmente deu as Ruas com Estrelas e Luar, pra Exú e Pombagira nossos caminhos guardar!"

enviada por FaFa


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Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)

Um Pouco Sobre os Orixás

.:: Perfil ::.


Nome: FaFa
E-mail:[Link]@[Link]

Eu pedi Força... O Orixá me deu Dificuldades para me fazer forte.


Eu pedi Sabedoria... O Orixá me deu Problemas para resolver.
Eu pedi Prosperidade... O Orixá me deu Cérebro e Músculos para
trabalhar.
Eu pedi Coragem... O Orixá me deu Perigo para superar.
Eu pedi Amor... O Orixá me deu pessoas com Problemas para ajudar.
Eu pedi Favores... O Orixá me deu Oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi... Mas recebi tudo de que precisava.

OKANBI - 1° Alafin de oyó - 1700 a 1600 A.C.


ORANIAN - 2° Alafin de Oyó -1600 a 1500 A C.
AJAKÁ - 3° Alafin de Oyó - 1500 a 1450 A C.
SANGÔ - 4° Alafin de Oyó - 1450 a 1403 A C.
JAKÁ - 5° Alafin de Oyó - 1403 a 1370 A C.

Vide hermes zoroastro...

O Legado do 666 Todos já ouviram falar da Besta 666, o Anticristo, Lúcifer, o


Demônio, e todo o mal vinculado a estas figuras. O que poucos pessoas sabem é que
um homem se intitulou “A Besta 666”. A primeira idéia que pode nos vir à mente é
tratar-se de um louco, um facínora, um celerado da pior espécie. Só que este
homem se diz o maior amigo da humanidade, herdou uma imensa fortuna gasta
em editar livros que divulgavam sua filosofia libertária, Thelema (que ele dizia vir
diretamente dos dirigentes invisíveis da Terra, a Grande Fraternidade Branca),
enquanto outra parte foi gasta na criação de um centro de estudos de Magia, na
ensolarada Sicília. O nome deste homem era Edward Alexander Crowley ou
Aleister Crowley, como ficou mundialmente conhecido, nascido na Inglaterra, no
seio de uma família de abastados cervejeiros. Teve uma educação esmerada em
Cambridge e pretendia seguir a carreira diplomática por influência de seu tio.
Todos os elementos para uma vida prosaica, tranqüila e feliz se faziam presentes.
Mas Crowley, ou talvez a deusa Destino, sonhou algo totalmente diferente. Seus
interesses dirigiram-se para o alpinismo e xadrez, mas acima de tudo para a
Magia, que se tornou o grande objetivo de sua vida. Aleister Crowley se dedicou de
corpo e alma em desvendar os seus mistérios e segredos, indo a fundo na sua busca,
não se limitando por nada, derrubando todas as barreiras, experimentando todas
as facetas da alma humana, de todas as formas. Crowley vivia na Inglaterra
Vitoriana, repleta de hipocrisias e falso moralismo (não muito diferente do mundo
de hoje em dia), e era natural que todo o empenho, força e dedicação de Crowley a
sua meta acabaria por chocar-se com a sociedade da época. Ele foi taxado de
pornográfico, depravado, drogado, satanista e mais uma infinidade de rótulos. E, o
mais fantástico de tudo, estes rótulos ilustravam inúmeras atividades que de fato
Crowley estava envolvido. Poderíamos encerrar o caso aqui, juntando nos as
legiões que detratam a sua memória, mas antes disto cabe abrir um parêntese e
falar sobre o que levou este homem a assumir este papel no mundo. O ano de 1904
foi capital para Crowley, o mistério que iria persegui-lo por toda a vida estava por
se revelar, como dádiva e maldição. Ele já era um Magista competente, iniciado na
Aurora Dourada, uma das mais importantes Ordens mágicas de todos os tempos.
Nesta época, Crowley estava viajando o mundo. Em março e abril ele estava no
Cairo, Egito, em companhia de sua esposa, Rose Kelly. O casal se entregava às
alegrias da viagem de núpcias, mas nem por isso Crowley deixava de ser um Mago.
Ele faz uma invocação de elementais do ar para sua jovem esposa, e qual não foi a
sua surpresa, ao invés dos silfos a mulher começa a balbuciar: Hórus falava
através dela. O deus prescreve então uma série de detalhes para um ritual de
invocação, o resultado deste Ritual se da nos dias 8, 9 e 10 de abril, nos quais
Crowley recebe o Livro da Lei, um poderoso Grimório de instruções mágicas, a
Lei da era de Aquário. Crowley se choca com o conteúdo do Livro, mas a força das
revelações lá contidas, influenciando eventos históricos de magnitude gigantesca
(Primeira e Segunda guerras mundiais, por exemplo), deixou fora de dúvida a
veracidade, beleza e poder do Livro da Lei. Ditado por uma entidade de nome
Aiwaz (que mais tarde Crowley associou a seu Eu superior). Nele, a Lei da nova
era é sintetizada na frase Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei, e tem como
contraponto e complemento Amor é a lei, amor sob Vontade. Facilmente
poderíamos imaginar um paraíso da libertinagem, mas a vasta obra de Crowley
nos mostra que liberdade sim, mas com conhecimento, em suas próprias palavras:
O tolo bebe, e se embebeda: o covarde não bebe. O homem sábio, bravo e livre,
bebe, e dá glórias ao Mais Alto Deus. Sua filosofia mágica é sempre pautada pelo
autoconhecimento, e fica claro que para nos tornarmos senhores de algo
precisamos conhecê-lo, vivenciá-lo. O ser humano como divino é outro postulado
Thelêmico, Todo homem e toda Mulher é uma estrela, ou seja, tem sua órbita e
papel no universo e deve ser respeitado pelo simples ato de existir, mas não
entendamos este respeito como piedade, mas sim como um ecossistema, onde cada
parte cumpre a sua função. Crowley, ao se colocar como a Besta do Apocalipse,
está trazendo novamente a era dos homens deuses, onde a alegria a força se
contrapõe à dor e fraqueza, Não seguimos ou adoramos um deus sofredor e morto
numa cruz mais sim um homem deus que venceu a morte. O 666 é associado a
Lúcifer e este, por sua vez, a Prometeu, que roubou o fogo dos deuses para que os
seres humanos pudessem se tornar deuses. Uma das definições de Crowley sobre o
mal é esta: Primeiramente, por Mal queremos significar o que está em oposição
com nossas próprias vontades; é então um termo relativo, e não absoluto. Pois tudo
o que é o grande mal de um é o maior bem de outrem, assim como a dureza da
madeira, que estafa o lenhador, é a segurança daquele que se aventura no mar
num barco construído com aquela madeira. To Mega Therion (A Grande Besta,
nome mágico de Crowley) via a raça humana no começo desta era de Aquário
como uma criança, então nada melhor que as suas palavras sobre como educar
uma criança: “Cada criança deve desenvolver sua própria individualidade, e
Vontade, a despeito de ideais estranhos a si”. “Ela é confrontada com tais desafios
como natação, escalada, trabalhos domésticos, e deixada livre para resolver de sua
própria forma”. “Seu subconsciente é impressionado pela leitura de obras-primas,
as quais se permite que se infiltrem em sua mente automaticamente sem pressão
seletiva nem pedidos de compreensão consciente”. “Nada é ensinado a não ser
pensar por si mesma”. “Ela é tratada como um ser responsável e independente,
encorajada na autoconfiança, e respeitada pela auto-afirmação”. Crowley criou
uma série de potentes Rituais para se autoconhecer e travar contato com inúmeras
entidades, Deuses, Anjos e Demônios, sem falar em uma gama de símbolos de
Poder e palavras de passe. Através destes Rituais, as pessoas entram em um novo
universo (na verdade os abismos e alturas de seu próprio ser). Um bom exemplo é
um Ritual chamado a Marca da Besta, uma alusão à marca recebida por Caim.
Este ritual traz as energias do Novo Aeon ao praticante, quebrando uma série de
condicionamentos e preenchendo-o com a energia dos quatro elementos encimados
pelo Espírito. Um portal é aberto, um portal para a vida. Os Rituais sexuais
aprendidos na O. T. O. (Ordem dos Templários Orientais) muito influenciaram
Crowley, (sem esquecer das contribuições de To Mega Therion a estes Rituais) e
grande parte da Magia Thelêmica usa o sexo direta ou indiretamente. O Safira
Estrela é um deles, e abaixo transcrevemos algumas de suas partes: (Que o Adepto
se arme com seu bastão Mágico e sua Rosa Mística). A referência aqui é clara: o
Bastão é o falo, a Rosa Mística a vagina. O sexo oral é uma das etapas, e a absorção
dos Sacramentos deve ser o ponto alto. O leitor poderá lembrar do “Tantra
Negro” mas não é o caso, e práticas como essas são usadas no Tantra do sul da
Índia, para onde os Dravidianos foram expulsos. O uso de práticas homossexuais
também é licito e para tal remetemos o leitor ao trabalho de Karl Gustav Jung,
onde a Anima (Animus) aparece em sonhos no sexo oposto ao da pessoa e o self
justamente surge como uma representação do mesmo sexo. A palavra de poder do
novo Aeon é ABRAHADABRA. A palavra ABRAHADABRA soma 418, temos
assim a letra hebraica Cheth, valor 8, Yod, valor 10 e Tau, 400, eles são as chaves
para Grande Obra. Yod sendo o Bastão (falo) e Cheth (vagina) o Cálice, unidos em
Tau. Ou ainda Yod, o espermatozóide, e Cheth, o óvulo, unidos em Tau. A Cruz
também pode ser um símbolo do Lingam e da Yoni unidos. Basta imaginar a haste
Horizontal, a Yoni e a vertical, o Lingam. É importante salientar mais uma vez que
o Safira Estrela pode ser feito de forma simbólica e os resultados são também
muito bons. Deve avançar a Leste, fazer o Hexagrama Sagrado, e dizer: PATER
ET MATER UNUS DEUS ARARITA*. (quer dizer: "Pai e Mãe um deus
Ararita"). A união sexual como uma forma de união ao divino, dois que se tornam
um. Que ele retorne ao centro, o centro de tudo (Fazendo o símbolo da ROSA
CRUZ como ele deve saber) dizendo: ARARITA ARARITA ARARITA. A Rosa
Cruz é uma alusão direta a união falo-vagina. Que ele diga: OMNIA IN DUOS
("tudo em dois"): DUO IN UNUM ("dois em um"): UNUM IN NIHIL ("um em
nada"): HAEC NEC QUATOR NEC OMNIA NEC DUC NEC UNUS NEC NIHIL
SUNT ("não há quatro ou tudo ou dois nem um nem nada"). O sexo como
elemento e pórtico para a transcendência. Então que repita os sinais de L.V.X.,
mas não os de N.O.X.: pela epifania que ocorreu como resultado dos sinais da Rosa
Cruz. Ou seja, o orgasmo magicamente dirigido. Este ensaio é pequeno demais
para abranger o meio século de Crowley dedicado à magia, mas espero ter
esclarecido um pouco sobre a sua vida e obra. * Nota: Esta Palavra consiste das
iniciais de uma sentença que quer dizer “Um é seu início. Uma é sua
individualidade: Sua Permutação é Uma”.

Hi! Salam! ‫سالم‬

Good Morning! Sabah el kheer ‫صباح الخير‬

Good Evening! Masaa el kheer ‫مساء الخير‬

Welcome! (to greet someone) Marhaban ‫مرحبا‬


How Are You? Kaifa haloka/ haloki ( female) ‫كيف حالك؟‬

I'm Fine, Thanks! Ana bekhair, shokran! ‫أنا بخير شكرا‬

And You? Wa ant? / Wa anti? (female) ‫و أنت؟‬

Good Jayed ‫جيد‬

Thank You (Very Much)! Shokran (jazeelan) )‫شكرا (جزيال‬

You're Welcome! Al3afu ‫ألعفو‬

Hey! Friend! Ahlan sadiqi/ sadiqati! (female) ‫صديقتي‬/ ‫!أهال صديقي‬

I Missed You So Much! Eshtaqto elaika/ elaiki (female) katheeran ‫إشتقت إليك كثيرا‬

What's New? Maljadeed? ‫مالجديد؟‬

Nothing Much Lashai jadeed ‫ال شيء جديد‬

Good Night! Tosbeho/ tosbeheena (female) 3ala khair/ ‫ تصبحين على خير‬/‫تصبح‬

See You Later! Araaka/ Araaki (female) fi ma ba3d ‫أراك في مابعد‬

Good Bye! Ma3a salama ‫مع السالمة‬

Good Luck! Bettawfeeq ‫!بالتوفيق‬

Happy Birthday! Eid meelad sa3eed! ‫عيد ميالد سعيد‬

Happy New Year! Sana sa3eedah! ‫سنة سعيدة‬

Merry Christmas! 3eed meelad majeed! ‫!عيد ميالد مجيد‬

Happy Eid! Eid mobarak! ‫!عيد مبارك‬

Happy Ramadan Ramadan mobarak! ‫رمضان مبارك‬

Congratulations! Mabrook! ‫!مبروك‬

Enjoy! (For meals…) Shahia tayebah! ‫شهية طيبة‬

I'd Like To Visit Morocco One Day Arghabu bezeyarat al maghrib. ‫أرغب بزيارة المغرب‬

Say Hi To John For me. Sallem 3ala John men ajli ‫سِّلم على (جون) من أجلي‬

Bless you (when sneezing) Rahimaka Allah/ Rahimaki Allah (female) ‫رحمك الله‬

Good Night & Sweet Dreams! Laila sa'eda wa ahlaam ladida ‫!ليلة سعيدة و أحالم لذيذة‬

I'm Sorry! (if you don't hear something) 3afwan! ‫!عفوا‬

Sorry (for a mistake) Aasef! ‫!أسف‬


No Problem! La moshkelah ‫المشكلة‬

Can You Say It Again? A3ed men fadlek!/ A3eedi men fadleki (fem) ‫أعد من فضلك‬

Can You Speak Slowly? Takalam bebot’ men fadlek/ fadleki (fem) ‫تكلم ببطء من فضلك‬

Write It Down Please!

Oktobha men fadlek/ Oktobiha men fadleki (fem) ‫ أكتبيها من فضلك‬/ !‫!أكتبها من فضلك‬

I Don't Understand! La afham! ‫ال أفهم‬

I Don't Know! La a3ref! ‫!آل أعرف‬

I Have No Idea. La adri! ‫الأدري‬

What's That Called In Arabic? Ma esmoho bel arabiah? ‫ما أسمه بالعربية؟‬

What Does "qit" Mean In English?

Mada ta3ni kalemat "qit" bel inglizia? ‫ماذا تعني كلمة "قط" باالنجليزية؟‬

How Do You Say "Please" In Arabic?

Kaifa taqulu kalimat "please" bel arabia? ‫كيف تقول كلمة "بليز" بالعربية؟‬

What Is This? Ma hadha (dh sound like the one in that) ‫ما هذا؟‬

My Arabic Is Bad. Lughati al arabic laisat kama yajib ‫لغتي العربية ليست كما يجب‬

I need to practice my Arabic

Ahtaaju an atadarraba 3ala al arabia! ‫احتاج ان اتدرب على العربية‬

Don't Worry! La taqlaq! La taqlaqi (fem) ‫ال تقلقي‬/ ‫!التقلق‬

Chines

Hi! Ni3 hao3! 你好

Good Morning! zǎo shàng hǎo/ zǎo 早上好/ 早

Good Evening! Xia4 wu3 hao3!/ Wan3 shang4 hao3! 下午好!/ 晚上好!

Welcome! (to greet someone) Huan2 ying2! 欢迎!

How Are You? Ni3 hao3 你好!

I'm Fine, Thanks! Hen3 hao3! Xie4 xie4 很好!谢谢!

And You? Ni3 ne1? 你呢?

Good/ So-So. Yi1 ban1 一般。


Thank You (Very Much)! Xie4 xie4 谢谢!

You're Welcome! (answering "thank you") huan2 ying2! 欢迎!

Hey! Friend! Hai4! Peng2 you4 嗨!朋友!

I Missed You So Much! Duo1 xiang3 ni3 ya4 多想你呀!

What's New? You3 shen2 me xi1 qi2 de? 有什么希奇的?

Nothing Much Mei2 you2! 没有!

Good Night! Wan3 an1 晚安

See You Later! dài huì ér jiàn 待会儿见

Good Bye! zài jiàn 再见

Good Luck! Zhu4 ni3 hao3 yun4! 祝你好运!

Happy Birthday! Zhu4 ni3 sheng1 ri1 kuai4 le4! 祝你生日快乐!

Happy New Year! Xin1 nian2 kuai4 le4! 新年快乐!

Merry Christmas! Sheng4 dan4 kuai4 le4! 圣诞快乐!

Congratulations! Zhu4 he4/Gong1 xi3! 祝贺/恭喜!

Enjoy! (For meals…) Qing3 yong4 can1! 请用餐!

I'd Like To Visit China One Day

Zong3 you3 yi1 tian1 wo3 hui4 qu4 zhong1 guo2. 总有一天我会去中国。

Say Hi To John For me. Ti4 wo3 xiang4 yue1 han4 wen4 hao3. 替我向(约翰) 问好.

Bless you (when sneezing) Gan3 mao4 le, mei2 shi4 ba? 感冒了,没事吧?

Good Night & Sweet Dreams! Wan3 an1 & zuo4 ge4 mei3 meng4! 晚安&做个美梦!

I'm Sorry! (if you don't hear something) Dui4 bu4 qi3! 对不起!

Sorry (for a mistake) Bao4 qian4! 抱歉!

No Problem! Mei2 wen4 ti2! 没问题!

Can You Say It Again? Shen4 me? Zai4 shuo1 yi1 bian4! 什么!再说一遍!

Can You Speak Slowly? Qing3 zai4 shuo1 yi1 bian4! 请再说一遍!

Write It Down Please! Qing3 ji4 xia4! 请记下!

I Don't Understand! Wo3 bu4 dong3! 我不懂!


I Don't Know! Wo3 bu4 zhi1 dao4! 我不知道!

I Have No Idea. Wo3 ye3 bu4 zhi1 dao4! 我也不知道!

What's That Called In Chinese?

Na4 zai4 han4 yu3 li jiao4 shen2 me? 那在汉语里叫什么?

What Does "ni hao" Mean In English?

"ni hao" zai4 ying1 yu3 li zen3 me shuo1? “ni hao”在英语里怎么说?

How Do You Say "Please" In Chinese?

"Please" zai4 han4 yu3 li zen3 me shuo1? “Please”在汉语里怎么说?

What Is This? Zhe4 shi4 shen2 me? 这是什么?

My Chinese Is Bad. Wo3 han4 yu3 shuo1 de bu4 hao2. 我汉语说的不好。

I need to practice my Chinese Wo3 xu1 yao4 lian4 xi2 han4 yu3. 我需要练习汉语。

Don't Worry! Bie2 dan1 xin1! 别担心!

URDU

Hi! Salam! !‫سالم‬

Good Morning! Salam Alekum/Subha Ba-khair! !‫ صبح بخیر‬/‫سالم عليكم‬

Good Evening! Salam Alekum ‫سالم علیکم‬

Welcome! (to greet someone) Khush Aamdeed ‫خوش آمدید‬

How Are You? Kya Hal Hey? ‫کیاحال ؟‬

I'm Fine, Thanks! Mein Theek Hoon, Shukriya! !‫شکر یہ‬،‫میں ٹھیک ہوں‬

And You? Aur Aap? ‫اور آپ؟‬

Good/ So-So. Accha/Kuch Theek ‫ﮐﭽﮭ ٹھیک‬/‫اچھا‬

Thank You (Very Much)! Bahut Bahut Shukriya! !‫بہت بہت شکریہ‬

You're Welcome! (answering "thank you") Koi Baat Nahi ‫کوی بات نہیں‬

Hey! Friend! Dost Suno! !‫دوست سنو‬

I Missed You So Much!

Mujhe Aap Ki Bahut Kami Mehsoos Huwi! !‫مجھے آپکی بہت کمی محسوس ہوی‬

What's New? Koi Nai Khabar? ‫کوی ًنی خبر؟‬


Nothing Much Koi Nai Khabar Nahi ‫کوی ًنی خبر نہیں‬

Good Night! Salam Walekum/Shab Bakhair! !‫شب بخیر‬/‫سالم وعلیکم‬

See You Later! Phir Milenge! !‫پھر ملینگے‬

Good Bye! Khuda Hafiz! !‫خدا حافظ‬

Good Luck! Allah Ka Fazal Ho !‫اللہ کا فضل ہو‬

Happy Birthday! Salgirah Mubarak !‫سالِگرہ مبارک‬

Happy New Year! Naya Saal Mubarak !‫نیا َس ال مبارک‬

Merry Christmas! Krismas Mubarak !‫کرسَم س مبارک‬

Congratulations! Mubarak !‫مبارک‬

Enjoy! (For meals…) Mazey Karein ‫مزےکریں‬

I'd Like To Visit Pakistan One Day

Mai Eik Din Pakistan Jana Chahta Hoon ‫میں ایک دن پاکستان جانا چاہتاہوں‬

Say Hi To John For me. Jon Ko Mera Salam Kehna ‫َج ون کو میرا سالم کہنا‬

Bless you (when sneezing) Allah Rehem Karey ‫اللہ رحم کرے‬

Good Night & Sweet Dreams!

Shab Bakhair Aur Suhane Khuwab !‫شب بخیر اور سہانے خواب‬

I'm Sorry! (if you don't hear something) Maazrat Chahta Hoon ‫معزرت چا ہتا ہوں‬

Sorry (for a mistake) Maaf Karna ‫معاف کرنا‬

No Problem! Koi Baat Nahi! !‫کوی بات نہیں‬

Can You Say It Again?

Kya App Ise Dobarah Keh Saktey Hein? ‫کیا آپ اسے دوبارہ کہسکتےہیں؟‬

Can You Speak Slowly? Kya Aap Ahistah Keh Saktay Hein? ‫کیا آپ آہستہ کہسکتےہیں؟‬

Write It Down Please! Barae Meherbani Likhiye! !‫برًاےمہربانی ِلکھًیے‬

I Don't Understand! Mein Samjah Nahi! !‫میں سمجھا نہیں‬

I Don't Know! Mujhe Nahi Maloom! !‫مجھے نہیںمعلوم‬

I Have No Idea. Mujhe Andazah Nahi ‫مجھے اندازہ نہیں‬

What's That Called In Urdu?


Usey Urdu Mein Kya Kehtey Hein? ‫اسے اردو میں کیا کہتے ہیں؟‬

What Does "lingua" Mean In English?

Angrezi Mein Lingua Kisey Kehtey Hein? ‫انگریزئ میں ِلنگوا ِکسے کہتے ہیں؟‬

How Do You Say "Please" In Urdu?

Aap"Please" Ko Urdu Mein Kya Kehtey Hein? ‫آپ اردو میں“ پلیز“کوکیا کہتےہیں؟‬

What Is This? Yeh Kya Hei? ‫یہ کیا ہے؟‬

My Urdu Is Bad. Meri Urdu Kharab Hei. ‫میری اردو خراب ہے‬

I need to practice my Urdu

Mujhe Urdu Ki Mashq Karni Chahiye ‫مجھے اردو کی َم شق کرنی چاہیے‬

Don't Worry! Pareyshan Nahi Hon! !‫پریشان نہیں‬

Algumas das diferentes combinações de


Orixás

Grosso modo poderíamos falar em Orixás


dinâmicos e estáticos, mas seria importante ressaltar que
nada é estático na natureza, tudo está em constante
mudança e transformação, mas que estabeleçamos
agora que esse estático quer dizer mais lento e não
totalmente parado. Cada Orixá tem, portanto, seu próprio
ritmo. Talvez seja mais interessante falarmos em Orixás
mais rápidos e de energias de ação, e Orixás mais lentos
ou de energia equilibrante e refreadora.

Se pensarmos numa mata, por exemplo, o


que os nossos olhos vêem é que ela está “parada” no
lugar, mas para que seja exuberante e grande ela está
em constante expansão, mudança, num ritmo lento e
gradual, sofrendo a ação da fertilidade da terra, da
constância dos ventos em espalhar as sementes, na ação
do sol para a fotossíntese, enfim, de parada ela não tem
nada. Mas seu “movimento” é provocado pela interação
de outras forças.

Assim é a energia de Oxoce. Um


trabalho constante de surgimento, expansão,
crescimento e renovação. A vida se renovando através do
trabalho em grupo conjugando infinitas forças.
Encontramos a energia do Orixá Ogum
manifestando-se nas matas de Oxoce através do calor
do sol, que dará força a energia vital de Oxoce no
nascimento dos vegetais, na luta pela sobrevivência dos
vegetais que se transformarão em grandes árvores
formando a mata. A esta manifestação damos o nome de
Ogum Rompe Mato, além dela se apresentar também em
nível de terreiro como Caboclo Rompe Mato ou outro
nome que estaria associado ao Orixá Ogum, ou seja,
manifestações de luta e bravura, determinação e
tenacidade, como por exemplo Caboclo Arranca Toco,
etc.

Encontramos a energia do Orixá Omulu


manifestando-se nas matas de Oxoce através da própria
terra de onde irão brotar os vegetais, é a própria base da
mata. Em nível de terreiro encontramos essa combinação
representada através dos Caboclos Flecheiros e
Bugres. Que são Caboclos mais voltados para trabalhos
de descarga.

Encontramos a energia do Orixá Xangô


manifestando-se nas matas de Oxoce através das
pedreiras e que dão contornos e estabelecem limites na
expansão da mata. Em nível de terreiro encontramos
essa combinação representada através de Caboclos que
se apresentam normalmente carregando em seu nome a
palavra “Pedra” ou com características mais voltadas a
equilíbrio, estudos, etc. Muitas vezes se apresentando
tanto na hora em que invocamos Oxoce ou Xangô
(dependendo da orientação da Casa).

Encontramos a energia da Orixá Oxum


manifestando-se nas matas de Oxoce através da água
fertilizadora da terra, auxiliando na expansão e ao
mesmo tempo estabelecendo limites e contornos (rios e
cascatas). Em nível de terreiro encontramos essa
combinação representada através de Caboclos e
Caboclas com apresentação mais “dócil”, “suave” e mais
voltados para cura, manipulação de ervas, etc.
Normalmente carregam em seu nome algo do tipo
Caboclo “xxx” da Cachoeira, ou Caboclo “xxx” do Rio,
etc. Muitas vezes se apresentando tanto na hora em que
invocamos Oxoce ou Oxum (dependendo da orientação
da Casa).

Encontramos a energia da Orixá Iemanjá


manifestando-se nas matas de Oxoce próximas ao
litoral, através da função provedora de bens materiais
desta Iabá. Em nível de terreiro encontramos essa
combinação representada pelos Caboclos e Caboclas do
Mar da Praia, etc. Muitas vezes se apresentando tanto na
hora em que invocamos Oxoce ou Iemanjá (dependendo
da orientação da Casa). Também tem função de
descarrego e imantação.

Encontramos a energia da Orixá Iansã


manifestando-se nas matas de Oxoce através da ação
dos ventos e da chuva e da função transformadora desta
Iabá. São caboclos e caboclas que também tem como
especialidade descarga rápida e transformadora.

Além, é claro, da conjugação de Oxoce


com Ele mesmo, que encontramos os diversos Caboclos,
como Tupinambá, Cobra Coral, etc.

Buscamos através desses exemplos


mostrar a facilidade com que os Orixás se combinam, se
conjugam e se harmonizam, sem perderem suas
essências mas agregando outras, são todos Caboclos e
Caboclas de Oxoce mas que adquiriram outras
características vibratórias ao se combinarem e
conjugarem com outros Orixás.

Em função de sua característica básica de


expansão, o Orixá Oxoce foi associado ao planeta Júpiter,
que rege a quinta-feira, e por extensão é o dia em que
cultuamos Oxoce na Umbanda.[2]

Existem dois Orixás na Umbanda que não


possuem reinos específicos, mas atuam em todos, que
são Ogum e Iansã, através de suas energias e funções.

O Orixá Ogum representa ou se


manifesta através da luta pela sobrevivência e por isso
está associado a defesa de todos os reinos, além de estar
diretamente associado ao início de tudo, ao novo, a
conquista.

Ao encontrarmos a energia do Orixá


Ogum, cujo elemento é o fogo, manifestando-se no reino
do Orixá Omulu, que é a terra, o chão, o solo, através
do calor o sol e traduzimos isso para a calunga pequena
ou cemitério, que em termos ritualísticos de Umbanda é
o reino de Omulu, temos a formação do desdobramento
de Ogum que chamamos de Ogum Megê. Ou seja, é o
Orixá Ogum atuando na defesa do reino do Orixá Omulu
em combinação vibratória com o mesmo, formando este
desdobramento de Ogum. É o Ogum magista, ou seja,
conquista/defesa através da magia.
Quando o Orixá Ogum manifesta-se na
defesa do reino de Xangô, encontramos o
desdobramento chamado de Ogum de Lei, ou seja,
combinação vibratória do Orixá Ogum com o Orixá
Xangô. Em nível de necessidade nossa de terra (ou
terreiro) é quando Ogum atua na execução de justiça. É o
Ogum da ponderação, ou seja, conquista/defesa através
da ponderação, da estratégia.

Ao cruzamento vibratório do Orixá Ogum


com o Orixá Oxoce, conforme já falamos, damos o nome
de Ogum Rompe Mato. É o Ogum do imediatismo, ou
seja, conquista/defesa através da expansão.

Ao cruzamento vibratório do Orixá Ogum


com a Orixá Oxum, ou seja, Ogum atuando na defesa
dos rios e cascatas, damos o nome de Ogum Iara. É o
Ogum da diplomacia, ou seja, conquista/defesa através
da concórdia, [Link] D´ARC.

E finalmente o Orixá Ogum atuando na


defesa do reino de Iemanjá, juntamente com a Orixá
Iansã (ação sazonal dos ventos e tempestades causando
a turbulência das ondas) damos o nome a esta
manifestação de Ogum Beira-Mar. É o Ogum do
inesperado, ou seja, conquista/defesa através de ações
inesperadas.

Uma observação importante a se fazer é


que cada vez que um Orixá se desdobra por combinar-se
com outro, ele absorve algumas de características do
Orixá com o qual se combinou, gerando e atendendo
assim outras necessidades nossas.

Especificando:

 Ogum Megê – este desdobramento de


Ogum, gerado pela união dos elementos terra
(Omulu) e fogo, está presente nos assuntos
atinentes a desmanche de magia.
 Ogum de Lei – este desdobramento de
Ogum está presente nos assuntos atinentes a
execução de justiça.

 Ogum Iara – este desdobramento de


Ogum está presente nos assuntos atinentes a
conquistas diplomáticas.

 Ogum Rompe Mato – este


desdobramento de Ogum está presente nos
assuntos pertinentes a coisas de solução rápida,
revigorantes e de conquista de espaço de maneira
geral.

 Ogum Beira Mar – este desdobramento


de Ogum está presente nos assuntos atinentes a
conquista material e de fortuna.

Estas são as manifestações mais comuns


que se apresentam nos terreiros e são considerados
chefes de linha, outras encontradas em nível de terreiro
são consideradas desdobramentos destes
desdobramentos.

Em função de sua característica básica de


luta e guerra, o Orixá Ogum foi associado ao planeta
Marte, que rege a terça-feira, e por extensão é o dia em
que cultuamos Ogum na Umbanda.[3]

Ao pensarmos no Senhor da terra, o Orixá


Omulu, o vemos como a base para o cumprimento de
nossa missão na terra. Ele é a base de tudo. É na terra
que transmutamos o nosso karma, por isso que sendo a
nossa base, sempre nos lembra de nosso karma, e nos dá
a compreensão do mesmo.

Ele não se combina com os outros Orixás,


os outros Orixás é que se combinam com ele, gerando
desdobramentos neles.

Os desdobramentos do Orixá Omulu se


dão dentro dele mesmo, observando-se a natureza,
vemos isso nos diferentes tipos de solo, que gerarão
diferentes combinações de Orixás em função disto. Um
dos desdobramentos mais conhecidos de Omulu é o
Orixá Obaluaê.

Se nenhum outro Orixá existisse, o Orixá


Omulu (terra) existiria e o tipo de vida que
encontraríamos qual seria? Com isso quero dizer que
nenhum Orixá é auto-suficiente e nem se basta, mas as
suas combinações e dinamismo é que nos permitem
conhecer a vida como a conhecemos.

É como um grande plano de Deus, que em


sua generosidade infinita nos deu a base e as condições
para que evoluíssemos e crescêssemos.

De nada adianta a base se não temos as


condições e o inverso também é verdadeiro.
Por isso é tão importante que não
“desprezemos” nenhum Orixá em nosso culto às forças
da natureza.

Existe grande confusão com relação a


magnitude deste Orixá onde alguns chegam a confundi-lo
com Exu. Isto se deve a capacidade de manipulação
magística e transformadora de Omulu, da qual Exu é
apenas executor. Além do mais Omulu é Orixá e Exu não
é.

Sendo a própria terra, onde caminhamos e


nos sustentamos, e sendo a terra geradora permanente
de vida, encontramos nela a primeira grande magia de
Omulu, que é a famosa força da gravidade, que atrai
tudo para si, assim como também, as diversas forças dos
demais Orixás formando novas conjugações como as já
citadas e que citarei ainda.

Por atrair tudo para si, e sugar as energias


negativas transformando-as em positivas, transmutando
e transformando tudo que nela toca e entra, este Orixá
se desdobra dentro de si mesmo. É por isso que Ele não
“vai” a outros Orixás, mas os outros é que vem a Ele.

Por tudo isso é que afirmo que confundir o


Orixá Omulu com Exu é no mínimo incoerente, entretanto
compreensível, pois para entender Sua Magnitude é
preciso exercício mental, e isto poucos estão dispostos a
fazer.

Sendo o Orixá que permanece no limite


entre vida e morte, também foi associado a saúde e
doença. Dentro de uma coerência e lógica, você acha
realmente que Deus teria enviado um raio a terra cuja
função fosse nos trazer doenças? A sua associação a
saúde está justamente em função de ser da terra que
brotam as ervas curadoras, mas estas são de Oxoce.
Bênçãos de Omulu, sem dúvida, mas pertencem a Oxoce,
este sim o Orixá da Cura, da Saúde.

Por outro lado a função de Omulu junto a


área da saúde também se justifica pelo fato de ser ele o
absorvedor e transformador de todas as energias
negativas geradas e atraídas por qualquer doença em
energia curadora, utilizada e manipulada por Oxoce.

Em função de sua característica básica de


consciência cármica, tempo e lentidão, o Orixá Omulu foi
associado ao planeta Saturno, que rege o sábado, e por
extensão é o dia em que cultuamos Omulu na Umbanda.
[4]

Ao continuarmos a análise das diversas


combinações dos Orixás encontramos o Orixá Xangô
atuando principalmente no equilíbrio das diversas
forças. Xangô é o Orixá que está associado ao estudo,
discernimento, e conseqüentemente a justiça.
Observando a natureza vemos a pedreira entre a terra e
o mar, impondo limites, pois a água salgada não germina
a terra, mantendo portanto o equilíbrio ecológico.
Encontramos também sua manifestação natural através
do trovão.

Existem inúmeros desdobramentos de Xangô,


mas não estão relacionados as combinações de outras
forças mas ao equilíbrio das mesmas (poderíamos ousar
afirmar que está seria a principal função deste Orixá em
nível de natureza), assim temos:

· Xangô D’jacutá – regência geral da linha de


Xangô (grosso modo seria a própria pedreira, harmonia
com Oxoce).

· Xangô Alafim-Eché – este desdobramento


consiste na atuação junto a necessidade de fazer cessar
as tempestades (atuando como energia refreadora,
equilibradora) e auxiliar oradores intelectuais (inspirando
método e orientação). Atuando com Iansã.

· Xangô Alufam – este desdobramento atua


principalmente na função de encaminhar das almas
desencarnadas, atuando juntamente com Omulu, na
justiça e organização desta atividade.

· Xangô Agodô – este desdobramento atua


principalmente presidindo as cerimônias de fé e de
batismo. Grande auxiliar das intuições puras. Atuando
com [Link]ão batista.

· Xangô Aganju – Protetor dos lares, da


harmonia conjugal. Atuando com Iemanjá.são josé.

· Xangô Abomi – este desdobramento atua


principalmente no equilíbrio de raciocínio e método e
defesa nas horas de grande aflição. Atuando com em
harmonia com Ogum. São paulo.

Importante ressaltar que as definições ou


descrições os diferentes desdobramentos de Xangô,
assim como com os dos demais desdobramentos de cada
Orixá, são apresentadas muito mais com objetivos
didáticos do que litúrgicos, pois a essência de cada
Orixá permanece sempre a mesma em todos os seus
desdobramentos e momentos de atuação.

Em função de sua característica básica de estar


ligado a parte intelectiva, o Orixá Xangô foi associado ao
planeta Mercúrio, que rege a quarta-feira, por extensão é
o dia em que cultuamos Xangô na Umbanda.

Ao analisarmos a Orixá Oxum, e nos


reportarmos ao seu elemento (água) e a seu reino
(cachoeiras e rios), encontramos os seguintes
desdobramentos:

· Oxum Iara - ou simplesmente Oxum –


essência da Oxum. Sentimento, amor, concórdia,
harmonia, união.

· Oxum Marê – manifesta-se quando do


encontro das águas de Oxum com as águas de Iemanjá.
São as águas turbulentas. Em termos de significado e
tradução para as nossas vidas, é o encontro do passado
com o presente, de uma essência com a outra. Revisão
de sentimentos (Oxum), turbulência de sentimentos
(choque das duas águas), relacionados a nossa formação
familiar (Iemanjá).pororoca.

· Oxum Diapandá – manifesta-se na


superfície das águas salgadas (onde a água é menos
salgada). Absoluta harmonia com Iemanjá. Na sua
compreensão de atuação junto a nós, é quando após a
revolução de sentimentos (Oxum Marê), nos
acomodamos na placidez das águas superficiais, sem
grande envolvimento de sentimentos profundos, mas
mais voltados aos sentimentos e aspirações materiais.

Considerada popularmente como sendo somente


a Orixá do amor, entendemos como sendo a Orixá do
misticismo, do sentimento, da concórdia e harmonia.

Em função de sua característica básica de estar


ligada diretamente a sentimento, emoções e amor, a
Orixá Oxum foi associada a Lua, que rege a segunda-
feira, por extensão é o dia em que cultuamos Oxum na
Umbanda.[5]

Muitos cultuam o Orixá Omulu na


segunda-feira em função das Almas, mas lembramos que
as águas da Oxum correm onde? Na terra. Que é de
quem? Omulu. Com relação a isto, muitos já devem ter
observado uma certa sensação melancólica, não chega a
ser tristeza, mas uma “emoção”, muitas vezes
indescritível, conjugada com a vibração de incorporação
de Oxum. Algumas enviadas choram. Isto tudo se deve
ao fato das águas correrem pela terra de Omulu,
“carregando” com elas as Almas, das quais Omulu é o
Mestre e Senhor, mas que em contato com Oxum,
traduzem em nível de terreiro e incorporação, nesta
“melancolia” que às vezes sentimos. Nostalgia , santa
ana. Oxum nanan.

Por isso as Almas vibram em segunda


vibração na segunda-feira dia de regência da Oxum.

Analisando a Orixá Iemanjá e nos


reportando ao seu reino o mar, associamos sempre que
quem mora perto do mar, nunca morre de fome, não é
verdade? Por isso ela é a grande provedora dos bens
materiais, a grande mãe, que nos dá o conforto, o
alimento, além de ser representada pelo maior de todos
os reinos, o mar. Soberania.

Em função de sua característica básica de


estar ligada diretamente a família e ao amor familiar e
fraterno, a Orixá Iemanjá foi associada a Vênus, que rege
a sexta-feira, por extensão é o dia em que cultuamos
Iemanjá na Umbanda.[6]

Por fim, analisando a Orixá Iansã, que


como já dissemos não tem reino específico, reportemo-
nos a seu elemento primeiro o ar. Presente em todos os
reinos, conjugando-se a todos os Orixás, mas não
estabelecendo nenhum desdobramento específico pois
sempre que atua é em nível de mudança, transformação,
como energia propulsora e renovadora. Em nível de terra
esta Orixá está diretamente relacionada ao intelecto, tal
como Xangô, mas de forma distinta, pois o Xangô é de
energia refreadora, em termos práticos, coloca o método
no pensamento ágil gerado pela Orixá Iansã.
Conseqüentemente, esta Iabá está diretamente ligada
aos avanços tecnológicos, e não apenas as mudanças
climáticas.

Em função de sua característica básica de


estar ligada diretamente ao intelecto, a Orixá Iansã foi
associada ao planeta Mercúrio, que rege a quarta-feira,
por extensão é o dia em que cultuamos Iansã na
Umbanda.[7]
Assim podemos dizer que os Orixás, depois de
atravessarem os diversos planos e sub-planos e
chegarem até nós, nos apresentam infinitas formas de
auxilio, através de suas combinações e desdobramentos.
Poderíamos com isso, trazendo para linguagem de terra
tentar resumir os “assuntos” a que cada um
essencialmente atuaria e auxiliaria. Assim temos:

· Oxoce – saúde, energia vital, fisiologia,


farmacologia, sociedade, trabalho em grupo.

· Ogum – defesa, energia propulsora, conquista.

· Xangô – equilíbrio, discernimento, justiça,


estudo.

· Omulu – consciência de karma, transmutação


kármica, magia,

· Oxum – equilíbrio emocional, amor, concórdia

· Iemanjá – união familiar, formação familiar,


bens materiais

· Iansã – inteligência, avanços tecnológicos,


mudanças, transformações materiais

Considerações sobre a Orixá Nanã

Consideramos Nanã a Soberana das Águas, as


águas originais, o início da vida, a água de mina.
Conseqüentemente estando "acima" das demais Orixás
ligadas ao elemento água, não é Orixá Básico,
conseqüentemente não é Regente de Ori. As
manifestações encontradas em nível de terreiro, são
manifestações de uma das três Iabás (Iemanjá, Oxum ou
Iansã) em vibração mais “velha”.

Nanã é o momento inicial em que a água brota da


terra ou da pedra, a partir do momento que a água corre,
já é Oxum. Portanto não compreendemos como “lama”
(mistura de água com terra) mas sim como Soberana de
Todas as Águas.

Dicionário desta parte: (Houaiss – Editora Objetiva)

Esotérico: Adj. 1. FIL diz-se do ensino que, em certas


escolas da Grécia antiga, destinado a discípulos particularmente
qualificados, completava e aprofundava a doutrina. 1.1 FIL m.q.
ACROMÁTICO 2 [Link]. diz-se de todo ensinamento ministrado a
círculo restrito e fechado de ouvintes 3. diz-se de ciência, doutrina ou
prática fundamentada em conhecimentos de ordem sobrenatural. 4.
fig. Compreensível apenas por poucos; hermético . ETIM gr. Mais
íntimo, dentro. ANT. exotérico.

Esoterismo: s.m. 1. atitude doutrinária, pedagógica ou


sectária segundo a qual certos conhecimentos (relacionados com a
ciência, a filosofia e a religião) não podem ou não devem ser
vulgarizados, mas comunicados a um pequeno número de iniciados.
2. ciência, doutrina ou prática baseada em fenômenos sobrenatuais.
3. fig. Caráter de uma obra hermética, enigmática. ETIM. Esotérico
esoter + ismo.

Exotérico: Adj. 1. passível de ser ministrado ao grande


público e não somente a um grupo seleto de alunos (diz-se de
ensino). 2. diz-se de cada um dos escritos aristotélicos destinados ao
grande público, em que forma de diálogos, dos quais só restaram
fragmentos. 3. diz-se dos ensinamentos e doutrinas que, nas escolas
da Antiguidade grega, eram transmitidos em público. 3.1 . p. ext.
comum, vulgar, trivial. ETIM. Externo, que pertence ao lado de fora

Teogonia: 1. Nas religiões politeístas, narração do


nascimento dos deuses e apresentação da sua genealogia. 2. (1874)
conjunto de divindades cujo culto fundamenta a organização
religiosa de um povo politeísta. ETIM gr. Theogonia, origem ou
nealogia dos deuses.

[1]
Não incluímos Oxalá na relação de Orixás Básicos por considerá-lo
acima dos demais Orixás e por considerá-lo a conjugação de todos os demais Orixás,
energia primeira e original emanada de Zambi ou Olorum, O Criador de Todas as
Coisas, portanto Oxalá não é Orixá Básico, conseqüentemente não é regente de Ori
(coroa) de médium nenhum na Umbanda, todos somos Filhos de Oxalá. Além do mais
estamos falando em manifestações em nível de terreiro, ou seja, em nível de
incorporação e na Umbanda ninguém incorpora Oxalá. Alguns se referem a Ele
como Orixá Maior.

[2]
Farei a partir deste ponto a descrição básica dos planetas justificando
assim a associação com os Orixás.

As palavras chaves para o planeta Júpiter são energia expansiva. É um


enorme planeta que traz expansão. Tudo cresce com Júpiter. Tudo se engrandece.
Tudo chega às máximas dimensões. Com Júpiter, a curva alcança seu ponto mais
elevado, é o pico. (do livro Calendário Cósmico de Stellrius – editora Nova Era).
Júpiter representa a necessidade de espiritualidade e de religiosidade. Além disso é a
extensão e a expansão do instinto primitivo. É o crescimento de qualquer coisa,
embora na sua função mais evoluída seja o crescimento do conhecimento e do
entendimento. Júpiter simboliza o princípio da expansão na esfera de ação e de
experiências na qual a pessoa vive. (do livro Conhecimento da Astrologia – Manual
Completo de Anna Maria Costa Ribeiro)

[3]
As palavras chaves para Marte são energia de ação. O “guerreiro” sai
para enfrentar as tarefas da vida com valentia, coragem e decisão. A energia de Marte
dá impulso. (do livro Calendário Cósmico de Stellrius – editora Nova Era). É a resposta
ao estímulo. Sem Marte não sobrevivência. E, por isso, também é sexo. Mas como
sexo, não pode agir sozinho. Precisa de Vênus. Um é iniciativa, outro é gostar; um é
expressão ativa, outro é a experiência de mergulhar. É Marte que obriga as pessoas a
competirem, eliminando o mais fraco: duas pessoas não podem ocupar o mesmo lugar
ao mesmo tempo. (do livro Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna
Maria Costa Ribeiro)

[4]
A palavra chave para o planeta Saturno é concretização. É o planeta
dos anéis. Os anéis de Saturno delimitam, estabelecem fronteiras. As fronteiras nos
avisam que há um tempo para tudo, nos atam a uma forma, nos contêm, não nos
deixam sair. Ele nos trás o silêncio e a concentração. (do livro Calendário Cósmico de
Stellrius – editora Nova Era). Saturno é a realidade, mas às vezes pensamos que a
realidade é a verdade. Realidade é estrutura e limitação, e precisa-se de algo que
defina a nossa situação, uma organização que nos dê apoio. Amadurecer e aceitar as
responsabilidades, saber claramente quem somos e de que somos capazes,
comprometer-se. Exige obediência e disciplina, podendo ser rígido e sem misericórdia.
É o pai ditando ordens; a normalidade das pessoas e situações, ser estável. (do livro
Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna Maria Costa Ribeiro)

[5]
“As palavras chaves para a Lua são energia nutritiva. A característica
destacável da lua é sua qualidade feminina, receptiva. A Lua representa o profundo, o
silencioso, o noturno, o aquático.” (do livro Calendário Cósmico de Stellrius – editora
Nova Era). Representa a matriz, a fonte, origem de todas as coisas, é um recipiente
que dá forma e limite. É ter um local próprio para si, representa a maternidade,
portanto o fundamento e a base da existência. Representa também a emoção, aquilo
que está dentro de nós, estruturado, desde cedo. São os reflexos emocionais, os
comportamentos automáticos e instantâneos. É o nosso inconsciente, que nos liga a
tudo, a todos, a qualquer lugar sem separação: o modo de percepção. (do livro
Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna Maria Costa Ribeiro)

[6]
“Vênus é o planeta que produz o brilho intenso de seu radiante azul-
prateado. A energia de Vênus é suave e cálida. Envolvente e magnética. Produz
prazer. Tudo se cobre de brilhos refinados com a chegada de Vênus.” (do livro
Calendário Cósmico de Stellrius – editora Nova Era). Vênus representa a necessidade
de unir opostos, é a atração que une homem e mulher. Além disso, é a união entre as
pessoas em geral. Vênus é a necessidade que as pessoas têm de se compromissarem
e se completarem, estar junto. Daí pode desenvolver-se a união entre os dois para um
relacionamento maiôs de grupo, para qualquer forma de vida com outra pessoa. É
companhia, não é solidão. O relacionamento ocorre, então, como uma dependência
mútua, ninguém pode viver completamente só. Vênus passa a ser a função de
expressar afeto e amor. E a vontade de ser desejada e apreciada e para isso usar seus
atributos de atração. (do livro Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna
Maria Costa Ribeiro)

[7]
Mercúrio – palavras chaves: Energia mental. A sua energia está
associada à atividade mental. Mercúrio se move rápido, tão rápido como os
pensamentos. (do livro Calendário Cósmico de Stellrius – editora Nova Era).
Representa, no ser humano, o pensamento, reflexão, análise e troca de idéias. Se não
houvesse Mercúrio, não haveria a mente racional e o homem seria puramente
instintivo. É a capacidade de aprender e assimilar suas experiências e achar um meio
de comunicá-las por em prática, e também de comunicar seus pensamentos. Tem a
natureza dupla do pensamento interior e da comunicação exterior. (do livro
Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna Maria Costa Ribeiro)

COR DA GUIA:
Amarelo para Oxuns nova e em geral
Amarelo Ocre para Oxuns velhas
Amarelo e branco para Oxum de Ibeiji
Amarelo e verde para Oxum Maré

SINCRETISMO:
Nossa Senhora Aparecida= Oxum Docô e Oxum Demum.
São Bartolomeu= Oxum maré(fase homem-BH)
Nossa Senhora das Candeias = Oxum(RJ)
Nossa Senhora do Carmo Oxum Olobá (em ajuncó com Xangô Agodô)
Nossa Senhora da Conceição Imaculada= Oxum Pandá(representa as Oxuns na
maioria dos estados)
Nossa Senhora de Fátima = Oxum Pandá
Nossa Senhora de Lourdes= Oxum Pandá (em ajuncó com Xangô Aganjú0
Nossa Senhora da Medianeira= Oxum Olobá(em ajuncó com Xapanã Betujá)
Nossa Senhora do Nazaré= Cabocla Iara, Oxum da Cobra Coral(RJ)
Nossa Senhora do Rosário= Oxum Pandá(em ajuncó com Ogum Adiolá)
Nossa Senhora Sagrado Coração = Oxum.

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