Iniciação na Umbanda: Um Estudo Crítico
Iniciação na Umbanda: Um Estudo Crítico
gives us the ten and the seven in a different order. Verses 6-9 give us a
confederation of ten enemies for the purpose of making Israel extinct, and "to cut
them off from being a nation"; while verses 10 and 12 give us an enumeration of
seven enemies which the Lord had destroyed in the past, with the prayer that He
would do to the confederacy of the ten what He had done to the seven in the past.
The commentators agree that no such confederacy can be found in the past history
of Israel, so that we are shut up to the conclusion that the Psalm is Proleptic, and
speaks of a yet future confederacy of which the later Prophets speak more
particularly.
1. Edom
2. The Ishmaelites
3. Moab
4. The Hagarenes
5. Gebal
6. Ammon
7. Amalek
8. The Philistines
9. Tyre
10. Assur (Assyria)
Then follow, in verses 10-12, the seven enemies which had been destroyed in days
of old:
The number seventeen (not the word merely) has a significance of its own, and
therefore an importance which must be taken into account wherever it appears in
the Word of God by itself or as a factor.
Sincretismo:
*Oxum Pandá: Nossa Senhora de Fátima quando faz adjuntó com Bará Agelú, Nossa
Senhora do Rosário quando faz adjuntó com Ogum Adiolá, Nossa Senhora de
Lourdes quando faz adjuntó com Xangô Agandjú, Nossa Senhora das Graças quando
faz adjuntó com Oxalá Bocum, Imaculada Conceição quando faz adjuntó com Oxalá
Olocum e Sagrado Coração de Jesus quando faz adjuntó com Oxalá Olocum
I - Introdução
Como já escrevi em meu artigo "Os Filhos da Natureza estão órfãos e não
sabem", o Culto Omolocô surgiu (década de 40 em diante) como uma
resposta, do Tata Ti Inkice Tancredo da Silva Pinto, a tentativa de alguns
umbandistas, em realizar uma aproximação com o Espiritismo e de
afastamento das origens africanas, dos seus cultos e religiosidade. Para
isso, Tancredo radicalizou em um caminho inverso, ou seja, aproximação
com o Candomblé e os Cultos Afro-brasileiros e a origem africana da
Umbanda, organizando o que vulgarmente se denominou de
Umbandomblé, e que eu denomino de processo de Candomblelização da
Umbanda. O Tata Tancredo defendeu, de forma veemente, que essa seria a
Umbanda verdadeira.
Assim, o Culto Omolocô adotou de forma semelhante, mas não idêntica
todos os processos e iniciação do Candomblé, ou pelo menos, se baseou em
seus fundamentos para tal fim. Como uma religião que congrega em suas
diversas nações a herança legítima dos cultos africanos, o Candomblé
serviu de fundamentação para organização de ritos e liturgias do Culto
Omolocô. Isso é bem visível, na forma pelo qual, o Omolocô trata tudo o
que se refere a Orixá em seu culto. Utilizamos as mesmas comidas-de-
santo do Candomblé, as mesmas ervas, fazemos o bori frio, respeitamos o
xiré, temos o roncó, realizamos feituras-de-santo, utilizamo-nos do
sacrifício de animais, as vestimentas e armas dos Orixás são quase
idênticas, bolamos com o santo, o fardamento dos filhos-de-santo são
semelhantes, os níveis hierárquicos são equivalentes, os símbolos e objetos
consagrados são os mesmos (ex. o otá, a quartinha, a louça do santo etc.),
cantamos rezas em dialeto, temos saídas de santo e entregamos o deká,
entre tantas coisas em comum.
Com relação ao processo de iniciação as semelhanças continuam, embora,
como já disse, a forma não seja idê[Link] então, no processo de
iniciação do Omolocô ou feitura de santo em comparação com o
Candomblé e suas nações, a seguinte tabela-resumo:
ENSINAMENTOS:
A Iniciação somente pode ser através da feitura de santo. O filho-de-santo
pode fazer um Orixá, preferencialmente dois e idealmente quatro, mas
para chegar a condição sacerdotal de Pai/Mãe-de-Santo no Omolocô deve
fazer nove Orixás.
O primeiro Orixá ou Santo, como se diz, a ser feito é sempre o principal ou
da frente (se for Orixá masculino é chamado de Pai e se feminino de Mãe).
No caso de dois Orixás serão feitos o principal + um segundo. Nesse caso
será um Orixá masculino, se o principal for Orixá feminino ou feminino, se
o Orixá principal for masculino. Na feitura de quatro Orixás são feitos o
principal + o segundo + outros dois.
Nove são os Orixás cultuados pelo Omolocô (Nanã, Omulu, Ogum, Oxum,
Iansã, Xangô, Oxossi, Yemanjá e Oxalá).
O Orixá da frente ou principal é o Orixá correspondente ao dia da semana,
da data de nascimento do iniciante, segundo o calendário do culto, ele
determina o que você é nessa reencarnação, e é o Orixá que predomina na
sua existência atual.
O segundo Orixá é o correspondente direto ao Orixá principal (formam um
par), chamado de Orixá ascendente, ele determina o que você aparenta ser
ou sua imagem. Esse Orixá sempre visa o nosso equilíbrio íntimo e
crescimento interno permanente. É por isso, que preferencialmente, o
iniciante deve procurar fazer os dois primeiros Orixás. É o par que
proporciona ou busca o equilíbrio do filho-de-santo.
No caso da feitura de quatro Orixás a explicação é porque esse número
representa a estabilidade (ex: uma cadeira fica firme no chão porque tem
quatro pernas, e assim por diante), nesta visão, por exemplo, a feitura de
três Orixás deixa o filho-de-santo sem estabilidade.
Já a necessidade de se fazer os nove Orixás, para poder ser sacerdote, parte
do princípio que não se pode fazer o Orixá de alguém sem ter esse Orixá
feito.
Os nove Orixás formam o círculo ou coroa do nosso Orí em que cada Orixá
possui uma respectiva casa astral (posicionamento cabalístico no alto da
nossa cabeça).
ESTUDO:
A bem da verdade, todos nós possuímos três Orixás principais. Juntos eles
formam um triângulo de forças regentes e predominantes no nosso Orí
(cabeça).
Por que um triângulo e não um círculo ou coroa como nos foi ensinado?
O círculo surge no Omolocô, com base nos estudos cabalísticos
desenvolvidos pelo Tata Ti Inkice Tancredo para alicerçar a doutrina do
culto.
Nesses brilhantes estudos para a época, o Tata Tancredo buscava através
da numerologia, da cabala dos nomes e dos símbolos formatar todas as
teorias do Omolocô para a origem e genealogia dos Orixás,a origem do
universo, e a gênese e evolução humana e espiritual.
O círculo ou 360 graus (cuja a numerologia 3+6+0=9), foi a base
geométrica e aritmética para construção dessa cabala.
Em termos de Teogonia (Estudo dos Orixás), Cosmogonia (Estudo do
Universo) e do processo evolutivo do espírito essa base circular funciona
perfeitamente para argumentação, já na questão da regência dos Orixás
não.
O triângulo é a representação correta para a principal lei que rege todo o
processo evolutivo do nosso Universo. Essa Lei se chama Lei de
Manifestação.
Todos nós e tudo o que existe no Universo, surgiu, se mantém e sobrevive
graças a essa Lei.
A Lei de Manifestação é um arcano (mistério) divino que determina, que
nesse nosso universo algo, somente se manifesta ou existe, se houver a
ação conjunta de dois pontos (base do triângulo). Assim a ação de dois
pontos gera a manifestação de um terceiro (ponta do triângulo).
O segundo Orixá (juntó ou adjuntó) é o que faz par com o Orixá principal e
que já explicamos a sua função. O terceiro Orixá (ancestral ou cabalístico)
é o Orixá da essência divina do filho-de-santo. Se o Orixá principal é o
regente da nossa presente reencarnação, o Ancestral ou Cabalístico é o
Orixá da origem do nosso ser como espírito. Eis o motivo pelo qual, ele
pode vir a substituir o principal em determinados casos. O Orixá principal
e o adjuntó muda de reencarnação para reencarnação, já o cabalístico
sempre será o mesmo.
Para completar a coerência dessa verdade, basta analisarmos que esta
formação triangular também representa as forças manipuladas por esses
Orixás regentes, segundo a Tradição Yoruba-Nagô, que serve de base para
a gnose do Candomblé e por consequência do Omolocô.
ENSINAMENTOS:
É necessário se fazer 7 feituras para cada Orixá afirmado no Orí do iniciado
(A primeira feitura + seis renovações).
O motivo para realização das 7 feituras por Orixá afirmado no Orí, é para
que o ciclo de afirmação de cada Orixá seja completado.
ESTUDOS:
A iniciação no culto Omolocô tem seu seu ponto alto no tarimbamento do
Orixá, no Orí do iniciado. Tarimbar o Santo, como se diz, é marcar o Orí do
iniciado com o signo cabalístico do Orixá, ou seja, é riscar no Orí do
iniciado o ponto ou sinal do Orixá.
Isso é feito com a ponta de um punhal ritualístico. No momento que isso é
feito, pronto, está feito. A marca ritualística fica para sempre, a conjunção
de forças ou energias já estão definitivamente firmadas, pois a sua
concretização já ocorreu no riscado do ponto, representando assim, um
pacto sagrado de sangue (lembrar que o ponto é feito com a ponta de um
punhal).
A consagração do Orí do inicado para com seu Orixá, somente faz sentido
ser realizado uma única vez. Depois de imantando, consagrado e
harmonizado uma vez, não é mais necessário se repetir isso.
Se o tarimbamento é uma tatuagem como dizem, onde já se viu ficar
renovando tatuagem, pelo que eu sei uma tatuagem depois de feita, fica
como está pelo resto da vida, tanto que às vezes, nem por cirurgia a laser
consegue se apagar.
No caso específico, o tarimbamento é uma concretização de uma
harmonização astral e definitiva para existência do iniciado.
Para que, então, em nome do bom senso, é necessário se fazer isso por
mais seis vezes?
Para que mexer sete vezes na cabeça do iniciado? Tarimbar o Orixá sete
vezes?
Se a resposta é pela necessidade de se renovar essa energia, estamos
falando de Axé e Axé é movimentado por diversos meios sem a obrigação
de ser necessariamente, através do tarimbamento e todo o complexo ritual
que o envolve.
Tarimbar o Orixá, mais de uma vez, é realizar uma consagração em cima de
outra, é fazer o mesmo pacto, mais de uma vez. Isso não tem lógica. O que
foi consagrado, já está consagrado, se fizemos um pacto, esse pacto já está
feito.
Se você entregou a cabeça para o Orixá uma vez, como dizemos, já
entregou, para que entregar novamente? Para que repetir tudo isso de
novo, por mais 6 vezes?
O processo iniciático no Omolocô, tem sim um sentido, os recolhimentos
anuais e as camarinhas, sem a renovação do tarimbamento do Orixá, tem
seu objetivo, mas por outros motivos.
As maiores autoridades do culto, o Tata Ti Inkice Tancredo da Silva Pinto e
N'Ginja Delfina de Oxalá, se manifestaram sobre esse assunto da seguinte
forma:
a) O Tata Ti Inkice, no seu livro Tecnologia Ocultista da Umbanda no
Brasil, deixa claro nas pág. 66 e 67, que a quantidade de obrigações para
se receber o Deká são 4 anos. Que em cada ano o Ioboré (iniciado) come
uma das quatro partes do Obi (que na feitura de santo é cortado em quatro
partes), recebe por ano 3 guias, completando no final de 4 anos 12 guias,
sendo então essas substituída pelo Deká. Cada ano de obrigação, na cabala
do Omolocô, que é baseada nos ciclos lunares de 28 dias, correspondem a
sete anos. Assim ao se completar os 4 anos de obrigação o Ioboré
completou o fechamento de 28 anos de ciclos lunares.
Nas palavras do próprio Tata Ti Inkice "Confirmada a última obrigação (4o.
ano) o iniciante receberá em substituição as guias (total de 12),
correspondente ao seu Eledá e ao seu adjuntó, o Deká que é a confirmação
de cargo hierárquico dentro do culto que lhe pertence: daí por diante ele
poderá confirmar um Ioboré". Em outras palavras poderá fazer o santo de
outra pessoa independente de qual seja esse Orixá.
b) A N'Ginja Delfina de Oxalá em resposta a pergunta, "Por que devemos
dar obrigações de sete anos?" nos ensina o seguinte: "Para aprimorarmos
os conhecimentos sacerdotais e responsabilidades, conhecimentos de Erós
(segredos), para adquirir posições superiores dentro da hierarquia a
seguir:
1a. Obrigação - Iniciação;
2a. Obrigação - Passa a ser Iaô (Filho-de-Santo);
3a. Obrigação - Livre-arbítrio (a escolha da vocação);
4a. Obrigação - Confirmação da vocação (iniciado tem o direito a receber
uma comenda que representa seus quatro anos de santo);
5a. Obrigação - Especialização dentro do grau adquirido;
6a. Obrigação - Complementos sacerdotais, preparos definitivos e ajustes
necessários mediante ao estudo e análise das condições do iniciado dentro
do Santé. Conhecimento do Deká;
7a. Obrigação - Recebimento do Deká, ficando definida a situação do
iniciado como Sacerdote do Culto.
OBSERVAÇÃO: Poderá montar a sua própria Casa de Santo, passando
então a Babalorixá ou Ialorixá, dependendo do caso, com direito de
continuar as suas obrigações anuais (se quiser)".
Nas palavras do Tata Ti Inkice Tancredo, a maior autoridade no Culto
Omolocô do Brasil, seu organizador e disseminador, vemos com claridade
que ele defendia a feitura de apenas 2 Santos ou Orixás (o principal e o
adjuntó ou adjuntor como ele mesmo chamava), por outro lado pregava
apenas quatro, repito, QUATRO anos de obrigações para o recebimento do
Deká.
Já nos ensinamentos da N'Ginja Delfina de Oxalá descobrimos os
verdadeiros objetivos de cada obrigação anual e não renovação, ou seja,
para que servem os recolhimentos e camarinhas anuais.
Em estudos posteriores, sabemos que o Tata Ti Inkice fecha questão,
juntamente com o Tata Opongô Nilton Rocha Santos e a N'Ginja Delfina de
Oxalá, sobre a necessidade de se realizar sete obrigações anuais. O
importante, que tanto no caso do Tata Tancredo ou da N'Ginja Delfina, os
recolhimentos e camarinhas anuais, não significavam sete feituras, com
sete tarimbamentos respectivamente, mas cerimônias ritualísticas, em que
o período da camarinha propiciava o aprendizado nos ensinamentos e erós
do culto, servia de aprimoramento para o futuro sacerdote ou sacerdotisa.
CONCLUSÃO:
a) Não existe a mínima necessidade de sete feituras de santo (a primeira e
mais seis renovações);
b) Existe a necessidade de se ter apenas uma feitura de santo, em que são
feitos, segundo o Tata Ti Inkice, o Orixá principal e o adjuntó.
No item V.1, vimos que idealmente, devem ser feitos o triângulo de Orixás
regentes (Principal + adjuntó + cabalístico) e só;
c) Os recolhimentos anuais, com suas respectivas camarinhas e cerimônias
ritualísticas é um período de aprendizado, em que o dirigente do terreiro
ministra ensinamentos para os diversos iniciados, preparando-os para
ocupar cargos na hierarquia da casa e para os que desejam na sétima
obrigação receber o deká.
V.3 - As Obrigações
ENSINAMENTOS:
É necessário, que seguindo o calendário anual de Festas dos Orixás, todos
os iniciados realizem uma matança (sacrifício de animais), no otá do seu
respectivo Orixá, caso tenha feitura do mesmo.
O motivo é que nas festas para louvar o Orixá (segundo o calendário do
culto), existem as saídas de santo, ou seja os filhos-de-santo (iniciados) que
tenham feitura do Orixá a ser comemorado, podem dar saída com ele
(incorporá-lo todo paramentado e apresentá-lo ao público presente). Para
isso, devem antes do dia da festa realizar uma matança no otá do seu
Orixá. No caso de não querer dar a saída com o seu Orixá, mesmo assim, é
bom que se faça essa matança, embora que não realizando-a, não
signifique que não possa participar da festa. Nesse caso, ele apenas não
pode dar saída com o Orixá.
Em ambas situações essa matança ou sacrifício de animal é colocada como
uma oferenda necessária ao Orixá.
Outro objetivo, é que para aqueles que terminaram todas as feituras dos
Orixás que afirmou em seu Orí (primeira feitura + seis renovações), se faz
necessário realizar essa oferenda para fortalecer os otás dos seus Orixás.
ESTUDOS:
Estamos falando novamente de Axé e Axé volto a repetir pode ser
movimentado de várias formas, que não necessariamente envolva sacrifício
de animais. Para uma melhor compreensão desse assunto, leia o artigo
desse blog "Sacrifício de Animais não é tudo!".
Ora, se a questão é ofertar algo para o Orixá a ser comemorado, por que
não pode isso ser feito através da comida do santo e outros elementos
ritualísticos? Toma-se um banho com as ervas consagradas ao Orixá, se faz
um belo de um ossé (limpeza) do símbolos do Orixá, que estão no roncó,
arreia-se (oferta-se) a comida do santo, acende-se a vela, enche-se a
quartinha de água e pronto a oferenda vai funcionar da mesma forma, sem
que seja necessário o envolvimento do Axé vermelho (sangue).
Isso, tanto serve para quem deseja dar a saída com o Orixá na festa, como
para quem apenas vai participar da mesma e quer ofertar algo ao seu Orixá
nessa data festiva, bem como, para quem já encerrou suas feituras e deseja
fortalecer os otás dos Orixás, que tem afirmado no seu Orí.
Outro ponto importante, a deitada (ou recolhimento anual - camarinha) é
realizado uma vez por ano pelo iniciado, até ele terminar todo o ciclo de
feituras. Assim nessa feitura (renovação) ele já realiza a matança para o
Orixá, o qual ele está reafirmando em seu Orí. Pergunta: Por que então, ele
tem que fazer novamente essa matança na data comemorativa do Orixá, se
no ano ainda em questão ou ele já se recolheu, ou ainda vai se recolher
para esse mesmo Orixá? Tá, podem me responder com outra pergunta:
Qual é o problema dele matar duas vezes para o santo? Nenhum problema,
no entanto, essa deve ser uma via de duas mãos. Se o iniciado pode fazer a
matança, mais de uma vez, também deve poder decidir a realizar essa
matança no seu recolhimento anual. Acontece, que se o iniciado não fizer a
matança na época da festa, isso é contado como obrigação não realizada,
sendo considerado como um filho-de-santo devedor dessa obrigação. Se ele
quiser dar a saída com o santo na respectiva festividade, não poderá fazê-
lo.
CONCLUSÃO:
a) A matança ou sacrifício de animais é totalmente dispensável para se
realizar oferendas aos Orixás;
b) O Axé pode ser movimentado de várias formas, sem o envolvimento do
axé vermelho.
ENSINAMENTOS:
O filho-de-santo que encerra todo o ciclo de feituras dos nove Orixás, chega
a condição necessária para receber o Deká e se desejar, realiza mais
algumas obrigações, recebe essa comenda e é então considerado Pai/Mãe-
de-Santo.
Como ensinamentos para o exercício de sua condição sacerdotal, recebe
uma apostila em que 80% do seu conteúdo consiste em ensinar com se
realiza uma feitura de santo no Omolocô.
Com relação a hierarquia, não existe nenhum procedimento para
determinar os diversos cargos hierárquicos dentro do culto (veja quais
seriam esses cargos no meu livro pag. 176-182). O filho-de-santo pode ser
escolhido para exercer um determinado cargo ou função dentro do terreiro
por indicação do dirigente ou porque decidiu por vontade própria exercer
essa função e conseguiu espaço para isso etc.
Já o Deká, como vimos, é uma comenda, insígnia, que é concedida ao
iniciado, se assim ele desejar e que corresponde a última e difinitiva
consagração, agora como Babalorixá (Pai-de-Santo) ou Yalorixá (Mãe-de-
Santo).
No caso, de ao final dessas sete feituras, se desejar receber o deká, é
realizado mais 1 feitura ou renovação dos nove Orixás.
Essa obrigação é denominada de fechamento de círculo, ou seja, mais uma
feitura dos 9 orixás com o objetivo de se posicionar corretamente esses
Orixás nas casa astrais (posições no Orí do iniciado) correspondentes.
Geralmente a entrega do Deká é através da realização de uma cerimônia
festiva, em que, o agora Sacerdote ou Sacerdotisa é apresentado a
coletividade. O fato é registrado em ata, assinado pelo oficiante da
cerimônia e testemunhas. Na ocasião é também entregue o diploma de
Sacerdote ou Sacerdotisa dentro do Culto Omolocô do Brasil.
ESTUDOS:
Nos ensinamentos da N'Ginja Delfina de Oxalá, compreendemos facilmente
que os recolhimentos anuais, servem de períodos, para se aprender sobre a
religião.
Essas obrigações, num total de sete, visam a cumprir um objetivo básico no
Culto Omolocô, semelhante ao que se realiza no Candomblé e nos demais
Cultos Afro-brasileiros, que seja a ordenação sacerdotal do iniciado, ou a
descoberta e o desenvolvimento de conhecimentos dos filhos-de-santo para
se constuir a hierarquia na casa.
Ao final das sete obrigações, o iniciado deve estar de posse de todos os
conhecimentos necessários, para que ele possa abrir o seu terreiro e gerar
a sua filiação dentro dos fundamentos do culto.
Se reunirmos os estudos realizados nos itens V.1, V.2 e V.4, podemos
visualizar que o caminho para se alcançar o sacerdócio do Culto Omolocô
passa pelos seguintes passos:
1) A feitura de santo (Triângulo dos Orixás Regentes)
2) As Obrigações Anuais (Aprendizado)
3) O Deká (Confirmação)
A feitura de santo através do triângulo dos Orixás Regentes, já colocou por
terra a necessidade das constantes renovações e por consequência,
também acaba com a necessidade do fechamento de círculo. Mesmo que as
renovações fossem uma realidade, e vimos que não existe base sólida para
a sua existência, para que se reposicionar os Orixás nas casas astrais com o
fechamento de círculo? Será que nas sete feituras, antes do fechamento de
círculo, esses Orixás já não deveriam estar posicionados corretamente?
Caso não, por que deixar para posicioná-los corretamente apenas no
fechamento de círculo (feitura final)?
Para o Culto Omolocô, na palavra de suas principais autoridades, após a
feitura do santo, existem sete obrigações anuais, que permitem ao iniciado,
o tempo necessário para descobrir a sua vocação dentro do culto
(sacerdócio ou hieráquico). Durante esses recolhimentos anuais, são
ministrados ensinamentos e realizados estudos que possibilitem tal
descoberta e aprendizado completo.
Se o Tata Ti Inkice Tancredo falava em quatro anos, e posteriormente
fechou em sete anos esse período de aprendizado, juntamente com o que a
N'Ginja Delfina ensinou aos seus iniciados encontramos o seguinte quadro
de formação sacerdotal:
1a. Obrigação - Iniciação (Feitura do Triângulo de Orixás Regentes).
2a. Obrigação - Passa a ser Iaô (Filho-de-Santo).
3a. Obrigação - Livre-arbítrio (a escolha da vocação - Sacerdócio ou ocupar
um cargo hierárquico no culto).
4a. Obrigação - Confirmação da vocação (iniciado tem o direito a receber
uma comenda que representa seus quatro anos de santo).
Nesse ano específico, o Iniciado completou as 12 guias das entidades, foi-
lhe entregue 3 guias por ano, segundo os ensinamentos do culto. As 12
entidades a saber são: Exú, Pomba-gira, Nanã, Omulu, Ogum, Oxum, Iansã,
Xangô, Oxossi, Ibeiji, Iemanjá e Oxalá. A Comenda que lhe é entregue, foi
nomeada pela N'Ginja Delfina de Oxalá de Contra-Egun, representando a
estabilidade alcançada pelo iniciado no culto.
A partir daí o iniciado escolhe um dos dois caminhos possíveis dentro da
religião, conforme a definição de sua vocação (sacerdócio ou hieráquico).
Se a vocação é para ocupar um cargo hieráquico, ele ainda participa da
quinta obrigação, quando aí se especializa na função que vai ocupar. Se a
sua vocação for o sacerdócio, ele continua as obrigações, realizando a duas
últimas (sexta e sétima obrigação).
5a. Obrigação - Especialização dentro do grau adquirido (Cargo hieráquico
e início dos ensinamentos sacerdotais para quem vai continuar as
obrigações).
6a. Obrigação - Complementos sacerdotais, preparos definitivos e ajustes
necessários, mediante ao estudo e a análise das condições do iniciado
dentro do Santé. Conhecimento do Deká.
7a. Obrigação - Recebimento do Deká, ficando definida a situação do
iniciado como Sacerdote do Culto. Nesse ponto, é bom esclarecer que as
guias (total de 12) são substituídas integralmente pelo uso do Deká, que
no caso passa a ser a guia definitiva do Sacerdote.
CONCLUSÃO:
a) O fechamento de círculo é totalmente desnecessário;
b) O caminho do aprendizado existe dentro do culto, através das
obrigações anuais;
c) As obrigações anuais, são sim camarinhas e recolhimentos, sem a
necessidade de renovações de santo, tarimbamentos etc., para os que já
foram iniciados. O que se procura fazer, nessas ocasiões, é realizar ritos
apropriados e reuniões de ensinamentos e orientações, em que os
fundamentos do Omolocô são passados para a futura hierarquia e os que
exercerão o sacerdócio.
d) Nas quatro primeiras obrigações o iniciado define a sua vocação (Cargo
hierárquico ou Sacerdócio), na quinta, se a vocação for cargo hierárquico,
o iniciado se especializa, se for sacerdócio, começa os estudos voltados
para esse fim.
e) Na sétima obrigação recebe o seu Deká.
f) O Deká passa a ser a única guia do Babalorixá/Yalorixá. Devendo ser
usado em todas as reuniões, cerimônias e festividades do culto.
VI - Conclusão Geral
Glossário:
Assine
SAC
Canais
05/05/2007 17:08
Povo Cigano
"Imagina-se, hoje, num acampamento cigano. A fogueira está acesa; a música, a dança, são alegrias nos
invadindo. Um tapete grande e colorido é a nossa mesa; em cima dele estão o vinho, o pão, os assados,
os quibes, as frutas e os doces que são servidos à vontade.
As ciganas são mulheres de longos cabelos cor de azeviche, derramados pelas costas, e roupas de cores
vivas. Os pés descalços parecem lhes permitir saborear o contato com o solo. Os ciganos são vigorosos,
com grande sensibilidade e desejo de liberdade total. Seriam capazes de penetrar céu a dentro sempre
que lhes aprouvesse deleitar-se com as estrelas à noite. Os ciganos são nômades, sonho de todos os
homens num período de suas vidas."
Trecho do livro Mistérios do Povo Cigano - Autores: Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira.
Editora: Pallas
A Origem do Povo Cigano
Quando se estuda a origem de um povo, sua formação e desenvolvimento como estrutura social,
religiosa, econômica, este estudo se baseia fundamentalmente em documentos ou registros escritos,
que ao lado de outros elementos como ruínas da arquitetura da época, pinturas, armas, túmulos,
recintos que sugerem ter sido usados como sacros, objetos os mais diversos, especialmente de uso
doméstico, recompõem toda a narrativa histórica de um conjunto de indivíduos que habitam a mesma
região, ficando subordinados às mesmas leis e partilhando dos mesmos hábitos e costumes. A mais
importante fonte de referência, é a narrativa escrita, encontrada em papéis (pergaminhos, papiros,
folhas de papel de arroz), documentos, livros, poemas, mapas, inscrições em lugares santos, ou outros
locais de devoção considerados sagrados, onde são encontradas marcas de rituais e altares de oferendas
aos deuses.
Como o Povo Cigano, não tem até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossível definir
sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser sobre a origem do Povo Cigano, será baseado em
conjecturas, similaridades ou suposições.
A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo
que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo. Compara-se o
sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma
falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado.
Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos
hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na
reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto.
Tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu
comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.
Outro fato que chama a atenção para a provável origem indiana do povo cigano, é a santa por quem
nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali.
Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa, que consideram como a Mãe Universal, a Alma Mater,
a Sombra da Morte. Sua pele é negra tal como Shiva, uma das pessoas da Trindade Divina para os
indianos (Braman, Vishu e Shiva).
Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daí ser conhecida como Sara Kali, a negra.
Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a família, os acampamentos, os alimentos e também tem força
destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefícios que possam assolar a nação cigana.
Alguns estudiosos acham a tradução de Kali como a negra não correta, escrevendo inclusive Kali com C
(Cali) e não com K e preferem Sara, a cigana, fato que de certa forma pode expressar o preconceito
racial (a verdadeira Santa Sara, tinha a pele negra), uma vez que no povo cigano não há negros, ou sob
outro ângulo, desconhecimento de todo o aparato místico e de poder que envolve a deusa Kali dos
indianos.
A cigana tem mistério, pois, pois o futuro, tudo entende. Na lua cheia tem sua magia; em seus cristais
está sua energia; seu incenso é sabedoria; sua dança é alegria; com suas fitas coloridas tem fama de
andarilha. O fogo revela o futuro, o poder, a força da natureza. A violeta é seu perfume. Santa sara é sua
padroeira.
"Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado,
pela força da natureza.
Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da Lua Cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado;
pela figa, pela estrela de cinco pontas; pelos critais que hão de brilhar sempre em nossas vidas. E que os
inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar.
A Tsara é o descanço do dia-a-dia, a Tsara é a nossa tenda. Santa Sara me abençoe; Santa Sara me
acompanhe. Santa Sara ilumine minha Tsara, para que as pessoas que batem à minha porta eu tenha
sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu
seja sempre a mesma pessoa humilde."
BEL KARRANO
DEUS-CÉU
O IDIOMA
Uma das maneiras de os ciganos se manterem unidos, vivos, com suas tradições preservadas é o idioma
universalmente falado por eles, o romani ou rumanez, que é uma linguagem própria e exclusiva.
É expressamente proibido ensinar o romani para os não-ciganos; e os ciganos fieis às tradições, que
prezam sua origem, seus irmãos de raça, que são verdadeiros ciganos, sabem disto. Portanto, quando
alguém que se diz cigano quiser ensinar o romani, geralmente às custas de dinheiro, ou então passar
segredos e as íntimas particularidades da vida cigana é bom ter cuidado, pois com certeza, ele ou ela
não é um autêntico cigano, obediente aos preceitos e princípios de seu povo. Ele poderá ser até cigano
de origem, mas não será mais um cigano de alma e coração capaz de manter a honradez de seus
antepassados e contemporâneos autênticos.
A Cigana de Vermelho
Ela é uma cigana de vestido rodado. Parece jovem quando o olhar passeia vago sem deter-se em
detalhes. Parece alegre, parece rir meio de tudo e de chorar quando as coisas não tem a menor
importância. Quando as coisas são grandes e querem provocar melancolia, ela dança, porque o corpo
concentrado e largado no ritmo exorciza as dores - pelo menos foi o que me disse. Nem pensei em
duvidar.
Conversamos sobre muitas coisas sempre que eu tenho tempo para uma visita. Dentre as coisas que
gosta, além da música que é sua alma, estão os cremes, perfumes e rendados xales que ela possa
carregar. Nada com peso. E quando conta isso, me olha desdenhosa e francamente como a me dizer que
preciso aprender a viver sem os pesos que carrego.
Ela também me disse que sua cor favorita é vermelha. Perguntei se não é um pouco vulgar depois de
uma certa idade - ela tem aquele semblante indecifrável de quem tem muitos anos. Mas ela riu - aquele
riso sem juízo de quem ainda é criança: vermelho só é vulgar se ele não faz parte de você, se ele não te
define, senão é como uma segunda pele, me respondeu. Não ousei contestar.
Eu a vi dançando, rodando as saias (imaginei que eram sete) do vestido, olhar penetrante, atirando a
cabeça prá trás desafiando uma platéia imaginária. Nessa tarde fria e opaca, a sensualidade cigana que
habita essa mulher iluminou o dia, e a sensação de calor tomou conta da sala que pegamos emprestada
para nosso encontro marcado. Ela se transformava enquanto girava e parecia ainda mais livre. Como se
isso fosse possível.
Ela me disse que mora na rua, assim mesmo, sem eira nem beira, porque paredes e tetos são prisões
dissimuladas. Que muda de lá prá cá e de cá prá lá porque arrancar raízes é dolorido na hora de partir e
"as partidas, você sabe, são inevitáveis", confidenciou quase num sussurro. Que tem medo do amor
porque ele aprisiona mais que as paredes e os tetos e liberta mais do que as ruas - e quem pode viver
num inferno desses - perguntou. Mas não esperou pela minha resposta e foi logo dizendo que não tem
um nome porque, se fosse assim, seria uma e ela sabe que é um pouco de cada mulher e que cada
mulher aspira um pouco dela.
Chamo-a de cigana, simplesmente, e ela, naturalmente, responde. Um dia pedi que lesse minha mão. Ela
se ofendeu. Com que covardia eu esperava que ela tivesse as respostas para minhas perguntas? Com
que comodidade eu queria que ela me dissesse que tudo estava definido, determinado e que o destino
era um deus?
Tem uma agressividade nela que me instiga a conhecê-la melhor ao mesmo tempo que ela destila
suavidade. Perguntei de onde ela vinha, já que dava a entender que nem sempre sabia para onde ia. E
quando ela me respondeu "Madrid", percebi que não era só uma cigana.
Ainda que sem endereço, sem rumo e sem nome, ela é espanhola, flamenca e castanholas.
[Obs: Esta crônica não é baseada em acontecimentos reais e sim fruto de abstração literária. Crenças ou
culturas foram citadas apenas para enriquecer o texto.]
Esta e outras crônicas da autora fazem parte do livro "Onde Não se Responde", Claudia Letti -
[Link]/afrodite/livro/
Editora Arte Clara
27/04/2007 18:05
Algumas lendas
Conta a lenda que Xangô admirava muito o trabalho de Ogum, enquanto ferreiro. Nesse período, Ogum
tinha Oyá como companheira, por sinal, muito prestimosa, pois o ajuda nos afazeres de matalurgia,
carregando seus instrumentos, ativando o fole para aumentar o fogo, etc. Grato em reconhecimento ao
trabalho da parceira, Ogum lhe ofertou uma alabarda, semelhante a sua, que tinha o poder de dividir o
homem em 7 e a mulher em 9, bastando que para isso, tocasse-lhes com a arma durante um combate.
Tamanho era seu sentimento por Oyá que suas armas tinham idêntica serventia.
Oyá era uma bela morena, de longos cabelos e olhos amendoados. Um belo dia Xangô achegava-se para
admirar o trabalho de Ogum quando notou Oyá mais detalhadamente. Ela correspondeu, de pronto.
Sentado à forja do companheiro estava um ser vigoroso e imponente, adornado em brincos, pulseiras,
colares e anéis.
Numa noite Xangô e Oyá resolveram a fugir juntos. Ogum saiu a caça e deparou-se com Oyá. Deixando
Xangô de lado, Ogum pediu a Olorum a permissão de doelar com a ex-amásia. O que se seguiu foi um
duelo sem precedentes nas histórias dos orixás. Brandindo suas varas de ferro, Oyá e Ogum tocaram-se
mutuamente. O resultado transformou Ogum em 7(Ogum Megê) e Oyá em Iansã(que significa "nove
mães"). Ogum retirou-se para o mar e deixou Iansã como companheira de Xangô. Talvez por isso
mulheres sejam mais inconstantes do que homens, pois se eles são sete, elas são nove.
A Lendo do Fogo Cuspido
Um belo dia, estando bem com suas três esposas, Xangô ordenou à Oyá que fosse buscar para ele o
talismã de Bariba. Iansã, apesar dos protestos, se viu forçada a obedecer. Embrenhou-se numa mata
desconhecida, onde enfrentou guerreiros e seres estranhos. Muito ferida Oyá decidiu descansar numa
clareira, onde foi interpelada por um estranho preto velho, enquanto se recuperava dos ferimentos e
alimentava-se de pequenos frutos, pois encontrava-se esfaimado. Havia muito poucos frutos na árvore e
o velho era pequeno e curvado, de forma que se via impossibilitado de se prover. Ainda assim, Oyá
dividiu com ele o pouco que havia. De repente, o dia rompeu a noite fechada e um belo sol descortinou-
se. Em agradecimento à bondade de Oyá, o velho curou as feridas e fez frutos fartos em todas as
árvores do lugar. E mais: o que era o pequeno frutinho vermelho que eles repartiram, quintuplicou de
tamanho. Nascia ali, a maçã. O velho nada mais era do que uma manifestação de Olorum, o Senhor do
Infinito. Emocionada, Oyá chorou e tornou à Bariba, onde derrotou os inimigos, tomou o amuleto e
presenteou o esposo, que sequer agradeceu. O tal amuleto, usado no pescoço, lhe conferiu o poder de
cuspir fogo sempre que quisesse.
enviada por FaFa
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23/04/2007 13:11
Ao lado da crença e dos cultos, havia a grande determinação do povo escravo em obter a liberdade. A fé
era maior que o medo.
Nos quilombos, havia além de uma forte resistência, também muita organização e disciplina.
Com o tempo, foram surgindo os trabalhos de feitiçaria, buscados da tradição familiar africana. Como a
tradição, vieram os Babalorixás e Iyalorixás, divindades que re-ambientaram a África na nova terra.
Assim, eles plantavam, cultivavam, colhiam e adornavam a senzala com seus objetos.
A religião se fortaleceu e cresceu - logo surgiram em meio aos subúrbios os terreiros de Candomblé.
22/04/2007 16:21
Pierre Verger
Dêem uma olhada nesse site:
[Link] g/br/[Link]
[Link] ch?v=pPAToNVIWEw
[Link] ch?v=vegUeGNYfZs
.
enviada por FaFa
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22/04/2007 13:27
Os caboclos, são muito conhecidos na Umbanda, pelos seus passes aliviadores e relaxantes, pela sua
inteligência quanto a doenças, e por muitas outras coisas.
Todo caboclo tem uma vibração originária de orixá masculino e toda cabocla tem uma vibração
originária de Orixá feminino*, mas como falange, eles(as) podem penetrar em todas as vibrações de
Orixás e do Oriente.
Para explicar melhor, citaremos o exemplo da Cabocla Jurema: toda cabocla Jurema tem vibração
originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade trabalhando em outras vibrações como
Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum; Jurema da Mata,
na vibração de Oxoce, e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã,
penetrando em outras vibrações de Orixás.
Segue-se a relação dos caboclos e caboclas mais conhecidos na Umbanda, com sua respectiva vibração
originária.
CABOCLOS DE OGUM
Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Caiçaras, Guaracy,
Icaraí, Ipojucan, Itapoã, Jaguarê, Rompe Aço, Rompe Ferro, Rompe Mato, Rompe Nuvem, Sete Matas,
Sete Ondas, Tabajara, Tamoio, Tupuruplata, Ubirajara, etc.
CABOCLOS DE XANGÔ
Araúna, Caboclo do Sol, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Girassol, Goitacaz, Guará, Guaraná, Janguar,
Juparã, Mirim, Sete Cachoeiras, Sete Caminhos, Sete Estrelas, Sete Luas, Sete Montanhas, Tupi, Treme
Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Urubatão, Urubatão da Guia, Ubiratan, etc.
CABOCLOS DE OXOSSI
Arruda, Aimoré, Arapuí, Boiadeiro, Caboclo da Lua, Caçador, Flecheiro, Folha Verde, Guarani, Japiassú,
Javarí, Paraguassu, Mata Virgem, Pena Azul, Pena Branca, Pena Verde, Pena Dourada, Rei da Mata,
Rompe Folha, Sete Flechas, Serra Azul, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Ubá, Sete Encruzilhadas, Junco
Verde, Tapuia, etc.
CABOCLOS DE OMOLU
Arranca Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Giramundo, Yucatan, Jupurí, Uiratan, Alho d'Água, Pedra
Branca, Pedra Preta, Laçador, Caboclo Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Surí, Serra Verde, Serra Negra, Tira
Teima, Folha Seca, Sete Águias, Tibiriçá, Viramundo, Ventania, etc.
CABOCLAS DE IANSÃ
Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira, etc.
CABOCLAS DE IEMANJÁ
Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente, etc.
CABOCLAS DE NANÃ
Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Luana, Muiraquitan, Sumarajé, Xista, Paraguassú, etc.
CABOCLAS DE OXUM
Iracema, Yara, Imaiá, Jaceguaia, Juruema, Juruena, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunuê, Mirini, etc.
20/04/2007 16:24
Podem usar o preto e branco. O preto porque, quando se morre, fica-se nas trevas e só com o decorrer
do tempo e com preces as almas passam a ter luz; e o branco por serem almas e todo espírito ser
representado pelo branco. Essas cores são também usadas porque, sendo os pretos velhos almas de
escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria.
Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia
vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos,
cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
enviada por FaFa
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20/04/2007 14:41
Cada Exú tem assim a sua parte feminina ou contrapartida, que na verdade são a mesma Energia sob
aparências distintas, temos assim:
Pombagira, quando incorporada no yaô, mostra-se quase sempre bonita, feminina, amável, elegante,
sedutora, mas também tem vidência, é certeira nos seus conselhos e tem sempre algum conselho para
aqueles que lhe pedem ajuda.
Ela gosta de bebidas suaves: vinhos doces, licores, champanhe, anis, etc. E gosta dos cigarros e
cigarrilhas de boa qualidade, assim como também é atraída pelo luxo, o brilho e o “destaque”. Usa
sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras, etc.
Existem muitas Pombagiras, e cada uma tem a sua própria personalidade, tornando-se muito difícil uma
descrição geral. As suas oferendas também levam ovos, maçãs, morangos, perfumes, pentes, espelhos,
flores (especialmente rosas - nunca botões), bebidas, cigarros, etc. Tanto as bebidas, como os restantes
componentes de cada oferenda, têm que ser adequados à qualidade de Pombagira para a qual se vai
fazer a oferenda - as preferências e gostos divergem.
As funções principais de Pombagira, ou pelo menos aquela a que mais recorremos em seu auxílio, é a de
ajudar os seus “protegidos” especialmente em casos de amor, mas também é, e deve ser, usada a sua
força para desmanchar feitiços, para pedir protecção e curar doenças diversas.
Em cada reino existem 9 povos, sendo um total de 63 povos de Exú. Veja a lista abaixo:
REINO DA KALUNGA
REINO DA LIRA
REINO DA PRAIA
20/04/2007 14:19
Ibeji é o Orixá-Criança, em realidade, duas divindades gêmeas infantis, ligadas a todos os orixás e seres
humanos.
Por serem gémeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que
se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc.
Ibeji na nação Ketu, ou Vunji nas nações Angola e Congo. É o Orixá Erê, ou seja, o Orixá criança. É a
divindade da brincadeira, da alegria; a sua regência está ligada à infância. Ibeji está presente em todos
os rituais do Candomblé pois, assim como Exú, se não for bem cuidado, pode atrapalhar os trabalhos
com as suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo.
É o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. A sua determinação é tomar conta
do bebê até à adolescência, independentemente do Orixá que a criança carrega. Ibeji é tudo o que existe
de bom, belo e puro; uma criança pode-nos mostrar o seu sorriso, a sua alegria, a sua felicidade, o seu
falar, os seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo
das aves, na beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da
infância.
Feche os olhos e lembre-se de um momento feliz, de uma travessura, e você estará a viver ou a reviver
uma lenda deste Orixá. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu na nossa infância, foi
regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, Ibeji já viveu todas as felicidades e travessuras
que todos nós, seres humanos, vivemos.
A lenda e a história de Ibeji, acontece a cada momento feliz de uma criança. Ao menos para manter vivo
este importante Orixá, procure dar felicidade a uma criança. Faça você mesmo o encantamento de Ibeji.
É fácil: faça gerar dentro de si a felicidade de estar vivo. Transmita esta felicidade, contagie o seu
próximo com ela. Encante Ibeji com a magia do sorriso, com o amor de uma criança. E seja Ibeji, feliz!
Arquétipo: Os filhos de Ibeji são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequentes; nunca
deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhões, sorridentes, irrequietos –
tudo, enfim, o que se possa associar ao comportamento típico infantil.
Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e uma certa tendência a simplificar as coisas,
especialmente em termos emocionais, reduzindo, às vezes, o comportamento complexo das pessoas que
estão em seu torno a princípios simplistas como “gosta de mim - não gosta de mim”. Isso pode fazer
com que se magoem e se decepcionem com alguma facilidade.
Ao mesmo tempo, as suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar
grandes marcas. Como as crianças, em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das actividades
desportivas, sociais e das festas.
Reza de Ibeji
ERUNCHA DE Ô
ERUNCHA E OGUMLÓ
BABARUMALÉ ORUMA
BABARUMALÉ ORUMA
OXUM TALADE IBÊJE DIO OXUM TALADE IBÊJE DIO ELEUANI OXUM
ANI IBÊJE DIO
ELEUANI OXUM
ANI IBÊJE DIO
19/04/2007 15:30
Ogum: Podemos traçar um paralelo entre Ogum e os deuses Marte e Ares da mitologia greco-romana.
Ambos são impulsivos, violentos, guerreiros e leais.
Oxóssi: Podemos traçar um paralelo entre Oxóssi e os deuses Mercúrio e Hermes da mitologia greco-
romana, num aspecto diferente do que é ligado a Exu, cuja função única de mensageiro traça o paralelo
com esses deuses. Para a relação com Oxóssi vemos as qualidades da rapidez, da mudança, da
curiosidade, da leveza.
Xangô: Podemos traçar um paralelo entre Xangô e os deuses Júpiter e Zeus da mitologia greco-romana.
Ambos são superiores na hierarquia dos deuses, encarregados de fazer cumprir a lei e processar
julgamentos.
Iansã/Oyá: Podemos comparar a função dela com as deusas Juno e Hera da mitologia greco-romana.
Ambas são fortes, justas e lutadoras.
Yemanjá: Tem relação com as deusas Vênus e Afrodite da mitologia greco-romana. Ambas são belas,
férteis, sedutoras e doadoras.
Omulu: Omulu tem relação com os deuses Saturno e Cronos da mitologia greco-romana. Ambos são
lentos, kármicos e solitários.
Oxalá: Oxalá e o deus Apolo da mitologia greco-romana são afins. Esse deus personifica a luz, pois está
relacionado com o Sol, ele é o portador da vida, o estímulo a tudo que está criado, o bem e a ordem
universal.
Oxum: Podemos traçar um paralelo entre Oxum e as deusas Vênus e Afrodite da mitologia greco-
romana, tal como Yemanjá. Veja em Oxum as qualidades do crescimento, do acolhimento e da
maternidade que essas deusas possuem. Ambas são mães.
Nanã Buruku: Podemos ligar Nanã às deusas Cibele e Réia da mitologia greco-romana. Ambas são
férteis e doadoras.
Logun Edé: Logum Edé tem relação com o deus Hermafrodito da mitologia greco-romana, filho de
Hermes e Afrodite (Vênus). Características dele são a volubilidade, a facilidade, a beleza e o refinamento.
Ossaim: Podemos traçar um paralelo entre Ossãe e os deuses Esculápio ou Asclépio da mitologia greco-
romana. Ambos são curadores e manipulam remédios.
Oxumaré: Podemos comparar Oxumaré e a deusa Íris da mitologia grega, a deusa do arco-íris, mas as
qualidades não são semelhantes em tudo.
Ewá: Ewá tem alguma relação com as deusas Minerva, Palas e Atena da mitologia greco-romana. Ambas
são justas, poderosas e fortes.
Obá: Podemos traçar um paralelo entre Obá e as deusas Artêmis e Diana da mitologia greco-romana.
Ambas são guerreiras e leais.
19/04/2007 00:01
Os 16 Odus
Odus, seriam os signos do destino que regem cada orixá, que por sua vez, regem cada
homem sobre a terra.
Nós quando nascemos, somos regidos por um odú de ori (cabeça) que representa nosso "eu" assim como
odú de destino, espiritualidade...
1. OKANRAN MEJI - A disciplina e teimosia
Regente: Exu
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu
temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor,
extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como
ponto vulnerável o útero.
Regente: Ifá
Elemento: Ar
Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São
excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o
interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de
visão.
18/04/2007 18:34
Odus
Olorun, o Onipotente, Deus no dialeto africano, criou os quatros elementos: a terra, a água, o fogo e o
ar. Destes foram gerados os elementais, que geraram todas as coisas vivas sobre o planeta. Foram
atribuídos a cada um destes elementos quatro Odus, ou seja, quatro signos interligados dos destinos:
Terra:
Odus:
Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará.
Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.
Água:
Odus:
Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé.
Representam o caminho da dúvida ao triunfo.
Ar:
Odus:
Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia.
Representam o caminho da indecisão até a paz.
Fogo:
Odus:
Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá.
Representam o caminho da insubordinação até a guerra.
18/04/2007 18:07
18/04/2007 14:53
18/04/2007 14:45
Reza de Yemanjá
IECONANA A BABARILEO
EU AÔ ABEÔ IECONANA ESÔ EU AÔ MAPÉLEO
ACAORÔ OQUE É OQUE É ÓIA AGANJÚ OXUMLÁ OQUE É OQUE É ÓIA ÓIA OELÊ OELÊ
ACAORÔ OQUE É OQUE É ÓIA AGANJÚ OXUMLÁ OQUE É OQUE É ÓIA ÓIA OELÊ OELÊ
OQUERE Ô
OQUERE ORIXÁ
DOCO ADÉRIREO
GAMA QUE GAMA GAMA GAMA QUE
OROCOMAILÊ OROCOMAILÓ
IEMANJÁ SELEOLODÔ
NANAREUÁ NANAREU AÊ
NANAREUÁ NANAREU AÊ
IAMAQUERE QUEREOUSSE
NANAREUÁ
IAMAQUERE QUEREOUSSE
NANAREUÁ
ONIOPÉ OASSAIREMA
EBÓ ONIOPÉ OASSAIREMA EBÓ
18/04/2007 14:33
Reza de Oxum
ELEUANI OXUM
ANAREUÁ
ELEUANI OXUM
ANAREUÁ
ELEUANI OXUM
ANAREUÁ
ALA BOCOUM
ELEUANI OBÁ
ALA BOCOUM
ELEUANI OBÁ
IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
IEBAMI QUE É OXUM PEREREMA
O IEIEU OXUM PEREREMA
IEBAMI QUE É OXUM PEREREMA
O IEIEU OXUM PEREREMA
OXUM PEMIO
AMA DOCÔ ERUMALÉU
OXUM PEMIO
AMA DOCÔ ERUMALÉU
BAMBOLÉO ABOMIO
ELEUANI OXUM ADUPÉ AÔ
BAMBOLÉO ABOMIO
ELEUANI OXUM ADUPÉ AÔ
MACONSELÉ ABOMIO
OXUM PERERE OXUM PERERE
MACONSELÉ ABOMIO
OXUM PERERE OXUM PERERE
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ
OLOMINO OXUM
ATONIRE OLOMINO OXUM ATONIRE
OLOMINO OXUM
ATONIRE OLOMINO OXUM ATONIRE
OXUM CARIREÔ
CARIREMA CARIREUÁ
OXUM CARIREÔ
CARIREMA CARIREUÁ
ACHIRELÚ PANDA MI
ACHIRÊ OIÁ
ACHIRELÚ PANDA MI
ACHIRÊ OIÁ
IEBAMI OXUM
IEIE MARO
IEBAMI OXUM
OXUM MARO
IEBAMI OXUM
IEIE MARO
IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
ACHIOXUM PANDALOSÍMIO
ERUM ELÉ ACHIOXUM ERUM ÉLE
ACHIOXUM PANDALOSÍMIO
ERUM ELÉ ACHIOXUM ERUM ÉLE
PANDALOSIMIO
OMINILABA BAJA Ê
PANDALOSIMIO
OMINILABA BAJA Ê
BABAICHORO
AORÔ AORÔ
BABAICHORO
AORÔ AORÔ
BABAICHORO
AORÔ AORÔ
PANDÁ LEMOFANI
BARÁ LOQUELE Ô QUEUÉU
PANDÁ LEMOFANI
BARÁ LOQUELE Ô QUEUÉU
ELOIRE IRE
BARUÁ E E OMAIO
ELOIRE IRE
BARUÁ E E OMAIO
ELOIRE
QUEMQUEMQUEMQUÉ
ELOIRE
QUEMQUEMQUEMQUÉ
ONIMAMILO
ALADÊ IEIEO OXUM OXUM MAGUETE
ONIMAMILO
ALADÊ IEIEO OXUM OXUM MAGUETE
ACHECHECO OLODUM
OLOMINO OXUM
ACHECHECO OLODUM
OLOMINO OXUM
PANDÁ SUAMI
EU ADEUÁ LAUNDE
PANDÁ SUAMI
EU ADEUÁ LAUNDE
18/04/2007 14:24
Ewá - Rainha das mutações
18/04/2007 13:54
Reza de Obá
EMI EMI EJÓ COMFÉLI EMI EMI EJÓ COMFÉLI OCOCO EROMA EMI EMI EJÓ COMFÉLI
EMI EMI EJÓ COMFÉLI EMI EMI EJÓ COMFÉLI OCOCO EROMA EMI EMI EJÓ COMFÉLI
ALABAUÊ
ALABAUÊ
CHERECO CHERECO
CHERECO CHERECO
AMODÉINHO
ÉINHO
SABADORO
ONHANHÁ
SABADORO
ONHANHÁ
SABADORO
ONHANHÁ SABADORO ONHANHÁ
ELIBABA ONI
OLAXAUENI
ELIBABA ONI
OLAXAUENI
ELIBABA ONI
OLAXAUENI ELIBABA OLAXAUENI
18/04/2007 13:27
Reza de Oyá
OBERESSE MANICHÉO
OIÁ DOCÔ OBECEL
OSSEMALEOTO
OBECEL OROCORÔ
ONIRA DO ATAUÁO
ARIO ONIRA EUA BECEL
ONIRA DO ATOMIO
ARIO ONIRA EUA BECEL
IEIE PAFUNHA
ÊPA
IEIE PAFUNHA
ÊPA
IANSÃ OLOCORO
ÊPA
IANSÃ OLEBARA
ÊPA
IANSÃ OLEPEPE
OLEPÊ
FARA LAROIÊ
FARA OGUM FARA
OIÁ Ê AÊ
OIÁ Ê AÊ
OIÁ DOCÔ
ERÓ ERÓ
CABECI LUDE
ERÓ ERÓ
BILAIA BILAIA
OIÁ MAQUEQUERÊ
XANGÔ LOIÁ
EU QUERE QUERE UESSE
18/04/2007 12:51
Reza de Xangô
ORUÔ MAIÔ ORUÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ
ORUÔ MAIÔ ORUÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ
ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ
ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ
AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ
AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ
AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ERUM GUÉGUÉ AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORÚ ODÔ
AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORI XANGÔ AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORI XANGÔ
OGUNTAÔ
ANISSAÓRA
ALADE Ô
LAUMQUERÊ
OBOMORÉ
QUEREQUE OBOMORÉ QUEREQUE
XORORO ONIBOCO
XORORO ONIBOCO
MACUN ERÊ
ARA MACUN ERÊ ARA
CALULU CALUNUDÊ
AUÊ CALUNUDÊ
ONIPENI OBÁ
ABADÔ ONIPENI OIÁ BADÔ
FARANHÁLA SAFAMODÉ
OIÁ BADILE ARANHÁLA SAFAMODÉ
MODIRÊ MODIBA
CAÔ CABELECILE MODIRÊ MODIBAU
CÂO
CABECILE
NAGORÔ NAGOACHAORO
AGÔ IEIE
MODIBAU
LAI LAI MODIBAU AUÊ LAI MODIBAU LAI LAI MODIBAU AUÊ
LAI GUIACHAORÔ
LAI GUIACHAORÔ
:::::::::::::::::::::::AXÉ DA BALANÇA::::::::::::::::::::::
LOCUNDÊ Ô
ARA DECUM DECUM DECÁ
CALUNUDÊ CAÔ LUDÊ ONI CAÔ CABELECILE ÂUE É DE CAÔ CABELECILE ÂUE
CALUNUDÊ CAÔ LUDÊ ONI CAÔ CABELECILE ÂUE É DE CAÔ CABELECILE ÂUE
BABAICO
BABÁ
BABAICO
AMOCEQUÉ
BABAICO
BABÁ
ONI XANGÔ BAÍ OIÁ DOCÔ AGANJÚ CABELECILE ONI XANGÔ BAÍ
ONI XANGÔ BAÍ OIÁ DOCÔ AGANJÚ CABELECILE ONI XANGÔ BAÍ
ONI SOBÔUNDÊ
LA CAUM ALAUNDÊ AÊ AÊ LA CAUM ALAUNDÊ
BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ Ô
BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ Ô
18/04/2007 12:41
17/04/2007 16:02
Oxumaré - O Arco-Íris
17/04/2007 15:11
Reza de Xapanã
OQUIRÊ Ê
AÊ AÊ
AÊ ALELUIA LUCACHUMALÉ
AÊ ALELUIA LUCACHUMALÉ
VAMOLELAI BABAEPÔ
VAMOLELAI BABAEPÔ
VAMOLELAI BABAEPÔ
VAMOLELAI BABAEPÔ
LACOPADÊ
AMODIBAU AMONICÉ
QUEREQUE QUEMAITÁ
QUEREQUE QUEMAITÁ
ARUMPEPE AI CORUMÃ
GAMARUMPEPE ARUMPEPE AI CORUMÃ GAMARUMPEPE
CONI COMIAJÔ ARUNDÊ SALADE DEUÁ CONI COMIAJÔ ARUNDÊ SALABE DEUÁ
OIÁ MADOQUÊ ARUNDÊ SALADE DEUÁ OIÁ MADOQUÊ ARUNDÊ SALABE DEUÁ
CONI COMIAJÔ ARUNDÊ SALADE DEUÁ CONI COMIAJÔ ARUNDÊ SALABE DEUÁ
OIÁ MADOQUÊ ARUNDÊ SALADE DEUÁ OIÁ MADOQUÊ ARUNDÊ SALABE DEUÁ
ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ EUAPECO ERE UÊ
EUAPECO ERE UÁ EUAPECO ERE UÊ EUAPECO ERE UÁ ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ
ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ EUAPECO ERE UÊ
EUAPECO ERE UÁ EUAPECO ERE UÊ EUAPECO ERE UÁ ELUACAJÁ MOROCOTILE TILEUM ACAJÁ
OBOMIROCO
AÊ AÊ SAPATÁ
SOBODOIRE MASSAPAIA
MASSAPAIA DORÊ
enviada por FaFa
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17/04/2007 14:54
Reza de Ossaim
ABALERIO
ABALERIO ERUNFÉ
OBECHECO CHERECO
CHERECONSÉ IECONSÉ
ABAIMORE
AIOLÁ EOMALÉ ARIO
OSSANHA SANIBÓ
EU EU OSSANHA SANIBÓ EU EU
ABABA OMAM
IRE ABABA OMAM IRE
ONIBOCO
VAMUQUEREQUE
ISSERÓ ERÓ
ERÓ ISSERÓ ERÓ ERÓ
APECO ERUNDÊ
ARA PECO ARA
APECO CHUMARÚ
APECO CHUMARÚ OXUM
IECONFÃ IECONFÃ
IECONFÃ IECONFÃ
MACORO MACORO
OSSANHA OSANHA IRE
SOERE SOIRE
ASSESSUM NANAREUÁ
SOERE OSSANHA GUÉ
ASSESSUM NANAREUÁ
17/04/2007 14:37
17/04/2007 14:21
Rezas de Ogum
AMAJOCOLE DOGUM LÓ
ORUMALÉ AMAJOCOLE DOGUM LÓ ORUMALÉ
OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ORIXÁ OIEIEO
OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ORIXÁ OIEIEO
PARALALUPAGEMA
ORIXÁ OIEIEO
OGUM ADEIBA
ADÊ FARE OGUM FARERE
OGUM AFORIBA
AMORO OGUM FERERE
OGUM AFABAMI
AMORO OGUM FERERE
XÔ XONIPADÔ
GAM GAM GAM XONIPADÔ
OGUM O QUEREMI
ARA OGUM ANIRE
AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE
OGUM BEÔ MAIFAI OGUM ONIRA ADIO OGUM BEÔ MAIFAI OGUM ONIRA ADIO XONI DE ADEÔ ADEORA
OGUM ONIRA EXÚ
ADEORA ORAORA ADEORA
OGUM ONIRA EXÚ
ADEORA ORAORA ADEORA
ARIOBÉ ARIOBÉ OGUM ANIRE ARIO OGUM ADEUÁ OGUM ANIRÊ ARIO OGUM ADEUÂ OGUM ANIRÊ
ARIOBÉ ARIOBÉ OGUM ANIRE ARIO OGUM ADEUÁ OGUM ANIRÊ ARIO OGUM ADEUÂ OGUM ANIRÊ
CALULO
ÓIA BELA MUTIÁ
ADIO CURE
CORUMÃ ONIRA É CORUMÃ
LOGUNDÊ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ ACARADEÔ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ
LOGUNDÊ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ ACARADEÔ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ
LOQUELEÔ
AMORO
OGUM TALAJÓ
OGUM LAI OGUM LAI OGUM
OGUM ADEMIO
OGUM ELEFA TALADEMIO
OGUM DAÊ AÊ AÊ
OGUM DAÊ ANAISSÔ
NÃNÃBREQUETE MOCEQUÉ
OGUM DAÊ ANAISSÔ
OGUM ANIRE
FARA BEM FARA OGUM FARA
17/04/2007 14:11
Reza de Bará
EXÚ O LODÊ
EXÚ EXÚ O BARÁ LANÃ
BARÁ O LODÊ
EXÚ EXÚ O BARÁ LANÃ
AMODIBAU EXÚ
BARÁ
LANÃ EXÚ
BARÁ
EXÚ ADAGUE
BARÁ
EXÚ AGELÚ
BARÁ
LANÃ TIBOROCUM
IABADOIO BEM FARA
EUADEMI CHECHEMI
EUADEMI CHECHEMIRÊ
ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ
AMANICÓ ECÓNIBARÁ Ô BARABÔ BARÁ O ELEFA EXU LANÃ
ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ
AMANICÓ ECÓNIBARÁ Ô BARABÔ BARÁ O ELEFA EXU LANÃ
ÓIA ÓIA
ÓIA O ELEFA
PAPANHALE
PAPANHALE
ALALUPAÔ
ALUPAGEMA
EXÚ BARÁ
ALALUPAGEMA
BARÁ BARÁ
ALALUPAGEMA
ÓIA BARÁ LUPAÔ
ALALUPAGEMA
ÓIA BARÁ LUPAÔ
BARÁ NO ECÓ TIRIRI LANÃ EXÚ TIRIRI LANÃ BARÁ QUE BARÁ EXÚ BARÁ EXÚ TIRIRI LANÃ
BARÁ NO ECÓ TIRIRI LANÃ EXÚ TIRIRI LANÃ BARÁ QUE BARÁ EXÚ BARÁ EXÚ TIRIRI LANÃ
OIUMA DO CORO CORO CORO DO QUERE QUERE QUERE DO CORO CORO CORO BARUM ELEFA
OIUMA DO QUERE QUERE QUERE DO CORO CORO CORO DO QUERE QUERE QUERE BARUM ELEFA
ELEFA IAVODUM
SAPATOIO BEM FARA
ELEBA Ô
TCHARAM TCHAM
ELEBA Ô
TCHARAM TCHAM
17/04/2007 14:00
Oxalá
Dia: Sexta - feira (15 de janeiro).
Metal: Prata, ouro branco, chumbo, níquel.
Cor: Branco e tons leitosos.
Partes do corpo: Genital masculina, rins, sêmen, os 16 dentes do maxilar inferior.
Comida: Ebô, Acaçá, Ibi(caracol), Inhame Pilado.
Arquétipo: Altos e robustos, porte majestoso, olhar altivo e travesso, elegante e amigo das mulheres,
alegre, aprecia a vida, irônicos, maliciosos, prolixos, brincalhões, idealistas e defensor dos injustiçados,
intuitivos quanto ao futuro. Seu pensamento original antecipa o de sua época, espírito brilhante,
facilidade de argumentação. Se ricos, são generosos e até pródigos, embora guerreiros não são
agressivos, nem brutais.
Símbolo: Opaxorô.
Elementos: Atmosfera e Céu.
Folhas: Ewé Bába(boldo, tapete de oxalá...), Língua-de-Vaca, Folha da Costa, Levante e Arruda.
Odu que rege: Ofun e Aláfia. Oxaguian: Ejionilá.
Domínios: poder procriador masculino, criação, vida e morte, lutas diárias, paz, alimentação.
Chacra atuante: Coronário.
Planeta regente: Sol.
Nota musical: Si.
Sincretismo: Oxalá Obocum e Oxalá Olocum: Menino Jesus de Praga / Oxalá Dacum e Oxalá Jobocum:
Sagrado Coração de Jesus / Oxalá de Orumiláia: Espírito Santo ou Santa Luzia.
Saudação: Epa Bàbá!
Reza de Oxalá
ONIMOCO ONIMOCO
BABALAICO ONIMOCO BABALAI
ABALORE CHUPÉ Ô ABALORE CHUPÉ AMACELO ONI BOCUM AORÔ ABALORE CHUPÉ AMACELO ONI
BOCUM AORÔ
ABALORE CHUPÉ Ô ABALORE CHUPÉ AMACELO ONI BOCUM AORÔ ABALORE CHUPÉ AMACELO ONI
BOCUM AORÔ
OIEIE MAFAMIA OIEIE MAFAMIA AMACELO ONI BOCUM AORÔ OIEIE MAFAMIA AMACELO ONI BOCUM AORÔ
OIEIE MAFAMIA OIEIE MAFAMIA AMACELO ONI BOCUM AORÔ OIEIE MAFAMIA AMACELO ONI BOCUM AORÔ
ORIXÁ MURÊ SAUM AGÉ ORIXÁ MURÊ OBELI OMAM ORIXÁ MURÊ SAUM AGÉ BABÁ ORIXÁ MURÊ OBELI
OMAM SAUM AGÉ
ORIXÁ MURÊ SAUM AGÉ ORIXÁ MURÊ OBELI OMAM ORIXÁ MURÊ SAUM AGÉ BABÁ ORIXÁ MURÊ OBELI
OMAM SAUM AGÉ
QUE BELERUM
QUERERE MAFÁ
QUE BELERUM
QUERERE MAFÁ
QUERERE MAFÁ
QUERERE MAFÁ
OIAFIOLA Ê DE BABAREUÁ
OIAFIOLA Ê DE BABAREUÁ
LOQUELEUA APECHO NIREO LOQUELEUA APECHO NIREO BABA Ô SIMÁ BABA Ô SIMÁ LOQUELEUA
APECHO NIREO
LOQUELEUA APECHO NIREO LOQUELEUA APECHO NIREO BABA Ô SIMÁ BABA Ô SIMÁ LOQUELEUA
APECHO NIREO
OROCOMARILÓ
A ADE OXUM
OFEREREBÓ
OFEREREBÓ
OFENITE
OFENITEBÓ
LOQUE LOMINA
CUÉM CUÉM
É DE AUAUAU BABAICHORO
É DE AUÊ BABARUMALÉU É DE AU
EUAPECO BABÁ
EUAPECO ORUMALÉ
BABANISSAUÊ DE BOCUM
BABANISSAUÊ BOCUM Ó
SAUÊ SAUÊ BABÁ SAUÊ
SAUÊ SAUÊ BABÁ SAUÊ
IÉO IÉO
IÉO OROMILAIA
IÉO IÉO
IÉO OROMILAIA
17/04/2007 13:43
Oxalá
"Oxála criou a Terra,
Oxalá criou o Mar,
Oxalá criou o Mundo onde Reina os Orixás!
A Pedra deu pra Xangô, meu Pai Rei e Justiceiro,
As Matas deu pra Oxóssi, Caçador, Velho Guerreiro,
Grandes campos de Batalha deu pra seu Ogum Guerreiro,
Campinas, Pai Oxalá deu pra seu Boiadeiro,
Mar com pesca farta, Ele deu pra Yemanjá,
Os Rios deu pra Oxum,
Os Ventos para Oyá,
Jardins com lindos gramados, deu pras Crianças brincar.
Oxalá criou o Mundo onde Reina os Orixás!
O Poço deu pra Nanã, a mais velha Orixá,
E o Cruzeiro Bendito, deu pras Almas trabalhar,
Finalmente deu as Ruas com Estrelas e Luar, pra Exú e Pombagira nossos caminhos guardar!"
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
I Missed You So Much! Eshtaqto elaika/ elaiki (female) katheeran إشتقت إليك كثيرا
Good Night! Tosbeho/ tosbeheena (female) 3ala khair/ تصبحين على خير/تصبح
I'd Like To Visit Morocco One Day Arghabu bezeyarat al maghrib. أرغب بزيارة المغرب
Say Hi To John For me. Sallem 3ala John men ajli سِّلم على (جون) من أجلي
Bless you (when sneezing) Rahimaka Allah/ Rahimaki Allah (female) رحمك الله
Good Night & Sweet Dreams! Laila sa'eda wa ahlaam ladida !ليلة سعيدة و أحالم لذيذة
Can You Say It Again? A3ed men fadlek!/ A3eedi men fadleki (fem) أعد من فضلك
Can You Speak Slowly? Takalam bebot’ men fadlek/ fadleki (fem) تكلم ببطء من فضلك
Oktobha men fadlek/ Oktobiha men fadleki (fem) أكتبيها من فضلك/ !!أكتبها من فضلك
What's That Called In Arabic? Ma esmoho bel arabiah? ما أسمه بالعربية؟
Mada ta3ni kalemat "qit" bel inglizia? ماذا تعني كلمة "قط" باالنجليزية؟
Kaifa taqulu kalimat "please" bel arabia? كيف تقول كلمة "بليز" بالعربية؟
What Is This? Ma hadha (dh sound like the one in that) ما هذا؟
My Arabic Is Bad. Lughati al arabic laisat kama yajib لغتي العربية ليست كما يجب
Chines
Good Evening! Xia4 wu3 hao3!/ Wan3 shang4 hao3! 下午好!/ 晚上好!
Zong3 you3 yi1 tian1 wo3 hui4 qu4 zhong1 guo2. 总有一天我会去中国。
Say Hi To John For me. Ti4 wo3 xiang4 yue1 han4 wen4 hao3. 替我向(约翰) 问好.
Bless you (when sneezing) Gan3 mao4 le, mei2 shi4 ba? 感冒了,没事吧?
Good Night & Sweet Dreams! Wan3 an1 & zuo4 ge4 mei3 meng4! 晚安&做个美梦!
I'm Sorry! (if you don't hear something) Dui4 bu4 qi3! 对不起!
Can You Say It Again? Shen4 me? Zai4 shuo1 yi1 bian4! 什么!再说一遍!
Can You Speak Slowly? Qing3 zai4 shuo1 yi1 bian4! 请再说一遍!
I need to practice my Chinese Wo3 xu1 yao4 lian4 xi2 han4 yu3. 我需要练习汉语。
URDU
I'm Fine, Thanks! Mein Theek Hoon, Shukriya! !شکر یہ،میں ٹھیک ہوں
Thank You (Very Much)! Bahut Bahut Shukriya! !بہت بہت شکریہ
You're Welcome! (answering "thank you") Koi Baat Nahi کوی بات نہیں
Mujhe Aap Ki Bahut Kami Mehsoos Huwi! !مجھے آپکی بہت کمی محسوس ہوی
Mai Eik Din Pakistan Jana Chahta Hoon میں ایک دن پاکستان جانا چاہتاہوں
Say Hi To John For me. Jon Ko Mera Salam Kehna َج ون کو میرا سالم کہنا
Bless you (when sneezing) Allah Rehem Karey اللہ رحم کرے
Shab Bakhair Aur Suhane Khuwab !شب بخیر اور سہانے خواب
I'm Sorry! (if you don't hear something) Maazrat Chahta Hoon معزرت چا ہتا ہوں
Kya App Ise Dobarah Keh Saktey Hein? کیا آپ اسے دوبارہ کہسکتےہیں؟
Can You Speak Slowly? Kya Aap Ahistah Keh Saktay Hein? کیا آپ آہستہ کہسکتےہیں؟
Angrezi Mein Lingua Kisey Kehtey Hein? انگریزئ میں ِلنگوا ِکسے کہتے ہیں؟
Aap"Please" Ko Urdu Mein Kya Kehtey Hein? آپ اردو میں“ پلیز“کوکیا کہتےہیں؟
My Urdu Is Bad. Meri Urdu Kharab Hei. میری اردو خراب ہے
Especificando:
[1]
Não incluímos Oxalá na relação de Orixás Básicos por considerá-lo
acima dos demais Orixás e por considerá-lo a conjugação de todos os demais Orixás,
energia primeira e original emanada de Zambi ou Olorum, O Criador de Todas as
Coisas, portanto Oxalá não é Orixá Básico, conseqüentemente não é regente de Ori
(coroa) de médium nenhum na Umbanda, todos somos Filhos de Oxalá. Além do mais
estamos falando em manifestações em nível de terreiro, ou seja, em nível de
incorporação e na Umbanda ninguém incorpora Oxalá. Alguns se referem a Ele
como Orixá Maior.
[2]
Farei a partir deste ponto a descrição básica dos planetas justificando
assim a associação com os Orixás.
[3]
As palavras chaves para Marte são energia de ação. O “guerreiro” sai
para enfrentar as tarefas da vida com valentia, coragem e decisão. A energia de Marte
dá impulso. (do livro Calendário Cósmico de Stellrius – editora Nova Era). É a resposta
ao estímulo. Sem Marte não sobrevivência. E, por isso, também é sexo. Mas como
sexo, não pode agir sozinho. Precisa de Vênus. Um é iniciativa, outro é gostar; um é
expressão ativa, outro é a experiência de mergulhar. É Marte que obriga as pessoas a
competirem, eliminando o mais fraco: duas pessoas não podem ocupar o mesmo lugar
ao mesmo tempo. (do livro Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna
Maria Costa Ribeiro)
[4]
A palavra chave para o planeta Saturno é concretização. É o planeta
dos anéis. Os anéis de Saturno delimitam, estabelecem fronteiras. As fronteiras nos
avisam que há um tempo para tudo, nos atam a uma forma, nos contêm, não nos
deixam sair. Ele nos trás o silêncio e a concentração. (do livro Calendário Cósmico de
Stellrius – editora Nova Era). Saturno é a realidade, mas às vezes pensamos que a
realidade é a verdade. Realidade é estrutura e limitação, e precisa-se de algo que
defina a nossa situação, uma organização que nos dê apoio. Amadurecer e aceitar as
responsabilidades, saber claramente quem somos e de que somos capazes,
comprometer-se. Exige obediência e disciplina, podendo ser rígido e sem misericórdia.
É o pai ditando ordens; a normalidade das pessoas e situações, ser estável. (do livro
Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna Maria Costa Ribeiro)
[5]
“As palavras chaves para a Lua são energia nutritiva. A característica
destacável da lua é sua qualidade feminina, receptiva. A Lua representa o profundo, o
silencioso, o noturno, o aquático.” (do livro Calendário Cósmico de Stellrius – editora
Nova Era). Representa a matriz, a fonte, origem de todas as coisas, é um recipiente
que dá forma e limite. É ter um local próprio para si, representa a maternidade,
portanto o fundamento e a base da existência. Representa também a emoção, aquilo
que está dentro de nós, estruturado, desde cedo. São os reflexos emocionais, os
comportamentos automáticos e instantâneos. É o nosso inconsciente, que nos liga a
tudo, a todos, a qualquer lugar sem separação: o modo de percepção. (do livro
Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna Maria Costa Ribeiro)
[6]
“Vênus é o planeta que produz o brilho intenso de seu radiante azul-
prateado. A energia de Vênus é suave e cálida. Envolvente e magnética. Produz
prazer. Tudo se cobre de brilhos refinados com a chegada de Vênus.” (do livro
Calendário Cósmico de Stellrius – editora Nova Era). Vênus representa a necessidade
de unir opostos, é a atração que une homem e mulher. Além disso, é a união entre as
pessoas em geral. Vênus é a necessidade que as pessoas têm de se compromissarem
e se completarem, estar junto. Daí pode desenvolver-se a união entre os dois para um
relacionamento maiôs de grupo, para qualquer forma de vida com outra pessoa. É
companhia, não é solidão. O relacionamento ocorre, então, como uma dependência
mútua, ninguém pode viver completamente só. Vênus passa a ser a função de
expressar afeto e amor. E a vontade de ser desejada e apreciada e para isso usar seus
atributos de atração. (do livro Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna
Maria Costa Ribeiro)
[7]
Mercúrio – palavras chaves: Energia mental. A sua energia está
associada à atividade mental. Mercúrio se move rápido, tão rápido como os
pensamentos. (do livro Calendário Cósmico de Stellrius – editora Nova Era).
Representa, no ser humano, o pensamento, reflexão, análise e troca de idéias. Se não
houvesse Mercúrio, não haveria a mente racional e o homem seria puramente
instintivo. É a capacidade de aprender e assimilar suas experiências e achar um meio
de comunicá-las por em prática, e também de comunicar seus pensamentos. Tem a
natureza dupla do pensamento interior e da comunicação exterior. (do livro
Conhecimento da Astrologia – Manual Completo de Anna Maria Costa Ribeiro)
COR DA GUIA:
Amarelo para Oxuns nova e em geral
Amarelo Ocre para Oxuns velhas
Amarelo e branco para Oxum de Ibeiji
Amarelo e verde para Oxum Maré
SINCRETISMO:
Nossa Senhora Aparecida= Oxum Docô e Oxum Demum.
São Bartolomeu= Oxum maré(fase homem-BH)
Nossa Senhora das Candeias = Oxum(RJ)
Nossa Senhora do Carmo Oxum Olobá (em ajuncó com Xangô Agodô)
Nossa Senhora da Conceição Imaculada= Oxum Pandá(representa as Oxuns na
maioria dos estados)
Nossa Senhora de Fátima = Oxum Pandá
Nossa Senhora de Lourdes= Oxum Pandá (em ajuncó com Xangô Aganjú0
Nossa Senhora da Medianeira= Oxum Olobá(em ajuncó com Xapanã Betujá)
Nossa Senhora do Nazaré= Cabocla Iara, Oxum da Cobra Coral(RJ)
Nossa Senhora do Rosário= Oxum Pandá(em ajuncó com Ogum Adiolá)
Nossa Senhora Sagrado Coração = Oxum.