O INCRA, primeiramente, irá realizar um estudo da área, destinado para
elaboração de Relatório Técnico e Delimitação (RTID) da área destinada. A
segunda fase desse estudo consiste na recepção, onde será analisada e
julgada eventuais contestações. Aprovado em definitivo esse relatório, o Incra
publicará uma portaria de reconhecimento declarando os limites do território
quilombola. Há ainda uma terceira fase seguinte ao procedimento
administrativo correspondente à regulamentação fundiária, com a retirada de
ocupantes não quilombolas mediante desapropriação ou o pagamento de
indenização. Para que isso ocorra, há um controle nesse processo que
culmina com a concessão do título a comunidade, que tem caráter coletivo,
pró – indiviso e em nome da associação dos moradores da área, devidamente
registrado em cartório de imóveis e não constituindo nenhum ônus financeiro
à comunidade beneficiada
Embora o INCRA, por força do Decreto 4.887/03, seja o órgão competente
para realizar o procedimento de demarcação e titulação, os Estados, Distrito
Federal e Municípios também possuem competência comum e concorrente
com o poder federal para realizar tais procedimentos. Com o objetivo de
melhor cuidar dos processos de titulação, o INCRA criou, na sua Diretoria de
Ordenamento da Estrutura Fundiária, a Coordenação Geral de Regularização
de Territórios Quilombolas (DFQ) e nas Superintendências Regionais, os
Serviços de Regularização de Territórios Quilombolas, cabendo às
comunidades, por força da Instrução Normativa 57 de 20 de outubro de 2009,
a solicitação de abertura de procedimentos administrativos que visem regular
seus territórios.
Para a obtenção do título da terra e outros benefícios, como participação nas
políticas públicas para esse segmento populacional, a comunidade deve ser
cadastrada na Fundação Cultural Palmares, órgão do M