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Conceitos Básicos em Psicanálise II

O documento apresenta um guia para a formação em psicanálise, abordando conceitos fundamentais do Módulo II, incluindo processos de pensamento, fases do desenvolvimento da libido, e mecanismos de defesa do ego. Os slides servem como material de apoio para videoaulas, incentivando a leitura, anotações e reflexões sobre o conteúdo. A análise psicanalítica é destacada como um processo de conscientização e elaboração, onde o indivíduo deve confrontar seus desejos e conflitos internos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Conceitos Básicos em Psicanálise II

O documento apresenta um guia para a formação em psicanálise, abordando conceitos fundamentais do Módulo II, incluindo processos de pensamento, fases do desenvolvimento da libido, e mecanismos de defesa do ego. Os slides servem como material de apoio para videoaulas, incentivando a leitura, anotações e reflexões sobre o conteúdo. A análise psicanalítica é destacada como um processo de conscientização e elaboração, onde o indivíduo deve confrontar seus desejos e conflitos internos.
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FORMAÇÃO EM

PSICANÁLISE
MÓDULO II
CONCEITOS BÁSICOS II
Como fazer uso destes slides?
1. Faça uma breve leitura do seu conteúdo (chamamos de leitura flutuante).

2. Após, assista cada uma das videoaulas, tendo sempre os slides como base. (Eles seguem a mesma
ordem das aulas).

3. Na medida em que for assistindo as aulas, vá acompanhando os elementos conceituais, grifando,


riscando, escrevendo, complementando. Se houver dúvidas, anote também. ESTES SLIDES SÃO
UM MATERIAL FUNDAMENTAL PARA O ACOMPANHAMENTO DAS VIDEOAULAS.

4. Concluiu as videoaulas? Agora repasse novamente os slides. Faça as relações necessárias. Se


possível, faça leituras complementares (indicadas ao final dela); assista os filmes/documentários
(também indicados) e complemente o seu saber.

5. Lembre-se que todo o conteúdo teórico da Formação é uma base inicial. Agora é com você o
aprofundamento!

ÓTIMOS ESTUDOS!
Conteúdo – MÓDULO 02

• INTRODUÇÃO À SEXUALIDADE
• PROCESSOS DE PENSAMENTO • FASES DO DESENVOLVIMENTO DA
LIBIDO - FASE ORAL; FASE ANAL;
• TENSÃO FASE FÁLICA
• ANÁLISE • ÉDIPO E CASTRAÇÃO
• CONSCIENTIZAÇÃO X ELABORAÇÃO • PERVERSÃO POLIMORFA
• SENTIR-SE ESTRANHO EM ANÁLISE • SONHOS
• MECANISMOS DE DEFESA DO EGO • MANEJO DOS SINTOMAS
• REFLEXOS DA PSICANÁLISE EM
VOCÊ, ESTUDANTE.
Processos de Pensamentos
Processos de Pensamentos

Do ponto de vista Do ponto de vista ECONÔMICO-


TÓPICO DINÂMICO

Processo primário: a energia psíquica


Processo primário caracteriza o sistema
escoa-se livremente, passando sem barreira
inconsciente;
de uma representação para outra, segundo
os mecanismos de deslocamento e de
Processo secundário caracteriza o sistema
condensação.
pré-consciente e consciente.
Processo secundário: a energia começa por
estar "ligada" antes de se escoar de forma
controlada; a satisfação é adiada,
permitindo assim experiências mentais que
põem à prova os diferentes caminhos
possíveis de satisfação.
Processos de Pensamentos

• Processo primário: designa a etapa em que surgem os excessos de excitação psíquica,


promovidos por conteúdos recalcados, que requerem alívio por meio de escoamento do
excedente de carga psíquica.
• Processo secundário: se responsabiliza pela atividade de transformar os conteúdos
que recebe do processo primário para uma forma censurada a partir da influência da
consciência moral, e usando mecanismos psíquicos que identificam a forma dos
conteúdos que vêm do processo primário e /ou direcionam a sua eliminação para uma
forma de escoamento. (BRANDT, 2017, p. 66)
Processo Primário
• Regido pelo princípio do prazer. Não existe lógica.
• Atemporalidade: passado, presente e futuro são concomitantes.
• Substituição da realidade externa pela psíquica. É prazer “aqui e agora”.
• Modo original de pensamento. Nascemos com ele. Pouco sociável.
• NÃO TEM OBJETO FIXO PARA PRAZER- Satisfação imediata. “Se não tenho algo, mudo para
outro.”
• Conflitos e desejos infantis retornam a todo momento. Indivíduo faz o que quer, e não o que os
outros querem.
• Na maioria das vezes, indivíduos não fazem o que querem. Fazem o que acreditam que
querem.
• Recalque do processo primário – SINTOMA.
Processo Secundário

• Desenvolve-se gradativa e progressivamente nos primeiros anos de vida.


• Ego maduro- habilidade ou capacidade de retardar a descarga da energia catexica.
(MATURIDADE não é SAÚDE. Podemos sofrer pelo Excesso!).
• Tem objeto para catexizar = FIXAÇÃO- Ex. “Só serei feliz se estudar medicina”.
• Muito sociável: quanto mais adaptável na sociedade, mais operável pelo processo de
secundário se é.
• Capacidade de conseguir suportar o estado de tensão e retardar a gratificação.
Processo Secundário

• Operamos a maior parte do tempo neste estado. Estamos analisando o ambiente,


avaliamos se vamos “descarregar” agora ou depois.
• Principais características: sintaxe, lógica e razão.
• Sociedade regida pela ordem e “bons valores”- institui o processo secundário.
• Rege o processo civilizatório.
• Busca “Utópica”: equilíbrio entre processo primário e secundário.
Tensão
Tensão

• TENSÃO pede descarga libidinal/catexica/gratificação.


• Impossibilidade de catexizar – origem da tensão. E esta tensão é desprazeroza.
• Conflito psicológico- gera TENSÃO.
• Conflito se dá numa instância do inconsciente.
Tensão

• Onde está a tensão? DIVISA DO EGO COM O ID. É ali que geram os
mecanismos de defesa.
• Quer sair do estado de tensão? Como? Descarregar. O máximo possível.
• Pulsão visa o objeto para alcançar satisfação e a satisfação baixa a
tensão energética.
• PESSOAS TENSAS- Vão somatizar de alguma forma.
Tensão

• Para ANÁLISE- Tensão é sinal de conteúdo reprimido.


• É “melhor” tenso do que não tenso.
• RETORNO DO RECALCADO- Sintomas, SEMPRE DOENTIO, SOFRIDO,
angustiante. Quando houver o retorno do recalcado será intenso. É
sempre doentio/sofrido/ruim-patológico. Consiste no fracasso do
recalque e na irrupção do recalcado à superfície.
• INTENCIONALIDADE INCONSCIENTE- Não existem acidentes. Tudo é
intencional. Não temos qualquer controle do retorno do recalcado.
E a Análise?
E a Análise?

• “Mostrar como o analisando se defende. Se ele se der conta, o conflito tende a vir à
consciência, também. E o indivíduo começa a ter consciência do que se defende. É
quando começamos a ter acesso às representações das pulsões (aquelas que são
“pecaminosas”, proibidas e evitadas)”.

• ASSOCIAÇÃO LIVRE: Instiga o analisando a produzir derivados do recalcado.


E a Análise?

• INDIVÍDUO COM ELE MESMO – como ele SE RELACIONA consigo mesmo.


• Postura do “não-saber”.
• PSICANÁLISE: efeito da NÃO sugestão.
• ANÁLISE FREUDIANA: conscientização e elaboração. Num primeiro momento o
analista CONDUZ o analisando a conscientizar/perceber cada uma das suas questões
humanas e num segundo momento ELABORA esse conteúdo.
Análise - 2 momentos

Conscientização Elaboração
Conscientização x Elaboração
Conscientização

• Análise conscientiza. Altera a ideia que o indivíduo tem de si. Com isso O INDIVÍDUO
TENDE A SE PROTEGER MENOS. Começa a aceitar os seus desejos (que são
DIFERENTES de vontades).
• CONSCIENTIZAÇÃO: dar-se conta do conflito, do processo inconsciente e da
representação pulsional. O indivíduo tomará consciência de como se defende do próprio
desejo.
• Presença do analista- questionador. (Razão socrática) – Função questionadora do
silêncio.
• Conscientizar é fazer o indivíduo se questionar. (Podemos instigar o indivíduo a se
questionar de várias formas: usando o silêncio, provocando, e até concordando/negando
com o que é dito. O importante é sempre fazer o indivíduo voltar-se para si mesmo.)
• Em resumo, é a ANÁLISE DAS DEFESAS.
Elaboração

• O que SE FAZ com o conteúdo conscientizado.


• ANALISANDO “toma a frente” - reflete, acolhe, aceita e integra.
• Reconhece o conteúdo como parte de si.
• Compreende os acordos de compromisso.
• SURGE O NOVO.
Sentir-se estranho em Análise
Sentir-se estranho em Análise

• ESTRANHEZA- ALGO ESPERADO.


• CONFLITO SUPEREGO X CONSCIENTIZAÇÃO.
• Superego- CONSCIÊNCIA CONSERVADORA. Conservar o quê? Ideia que
o indivíduo tem de si.
• Quando o INDIVÍDUO começa a ter consciência dos seus desejos, começa a
se questionar. Será que sou o que acho que sou? SUPEREGO não admite o
“ser diferente”. Priva pelo “certo x errado”, “ideal do eu”, tudo o que aprendeu
com as autoridades parentais (todos aqueles QUE o indivíduo respeita).
• Quem respeita muito a autoridade- é infantil.
• Análise vai revelar que não existe AUTORIDADE.
Sentir-se estranho em Análise

• Indivíduo sai da análise e questiona “quem sou?”


• SUPEREGO começa a agir: “Se você Ego, resolver mudar e não respeitar a
consciência de ideal, vou instaurar a CULPA (principal sintoma construído
pelo SUPEREGO)”.
• Neurótico: culpa em cada movimento de mudança. Indivíduo quer reagir,
quer mudar, e logo vem a culpa.
• Análise suscita (faz vir a tona) culpa? SIM! Com certeza. E irá explorar essa
culpa.
• ANÁLISE -Grande inimigo do SUPEREGO.
Mecanismos de Defesa do Ego
Mecanismos de Defesa (MD)

• Termo utilizado por Anna Freud.


• FREUD: Processos defensivos.

• Para Freud, o sistema psíquico se defende de ameaças que perturbam o seu equilíbrio e
considera que certos mecanismos são colocados em ação para evitar algum sofrimento
que apresenta insuportável para o Ego.
• Um destes mecanismos é o recalque, que atua juto ao ego para evitar que venha
reconhecer o afeto presente em um evento traumático, uma vez que certas
representações (ideias), caso estejam carregadas de afeto, podem tornar-se intoleráveis.
(BRANDT, 2017, p. 66)

• Mecanismos defensivos falsificam a percepção interna do sujeito, fornecendo somente


uma representação imperfeita e deformada (FREUD, 1937)
Mecanismos de Defesa (MD)

• DEFESA DO QUÊ? Pulsões/Desejos


• Resistências na Estrutura do EGO.
• EGO OPERA AS DEFESAS COM A ENERGIA DO SUPEREGO
• Ideal do eu + consciência moral – CONTRACATEXIA.
• A maioria das defesas está no discurso.
• MD- Alteram ou impedem o discurso.
Mecanismos de Defesa (MD)

• FUNÇÕES INCONSCIENTES DO EGO – DEFESA.


• MD nunca agem sozinhos. AGEM EM GRUPOS.
• Diante de uma pulsão proibida, o ego (INSPIRADO PELO SUPEREGO) aciona
um “alarme”.
• Não permitir desejar/ sentir.
• Maior “dificultador” para a condução da análise.
• Analisando DESISTE DA ANÁLISE em razão das defesas.

Cada autor prioriza o seu mecanismo de defesa. LACAN - Identificação.


Mecanismos de Defesa e Análise

• Objetivo da análise freudiana- estruturar o indivíduo para melhor se relacionar


CONSIGO MESMO/desejos. (Conseqüentemente vai afetar a relação com o
outro).
• Cabe à análise “dar voz” a quem não tem voz. E cabe a análise
proporcionar ao indivíduo o controle do próprio destino. (AUTONOMIA).
(MD) Repressão

• Primeiro mecanismo de defesa – todos os demais se originam desse.


• Fenômeno psíquico que faz desaparecer da consciência o conteúdo.
• Tira da consciência: impulsos, desejos, conteúdos desagradáveis,
importunos, INACEITÁVEIS.

• Perceba: A pessoa não se percebe (não percebe o quanto manifesta


seus conteúdos reprimidos). Conteúdo reprimido tem incidência – SEGUE
APARECENDO no comportamento, na forma de pensar, na
personalidade/caráter do indivíduo.
(MD) Repressão e Análise

• !!!!Quem reprime menos, tem menos legitimidade para julgar. Diminui a


distância entre você e o outro – CRIA EMPATIA!
• “Ao reconhecer a carga pulsional reprimida em mim, fica mais fácil de
entender a representação pulsional reprimida no outro.”
• EMPATIA. “Quanto mais análise, mais percebo meus julgamentos. Quanto mais
percebo, diminuo o julgamento. Mais condições tenho de ser empático.”
• O que cabe ao analista: Liberdade discursiva. Não julgamento do discurso. SOB
NENHUMA FORMA o analisando será condenado ou julgado.
• Não se conquista isso de maneira racional. O analisando, inconscientemente
analisa o inconsciente do analista.
(MD) Repressão e Análise

• Quando analista condena algo, este conteúdo ainda não foi trabalhado
por ele na sua análise pessoal. A coisa condenada não foi ainda
analisada.
• ANALISTA SE FORMA NO DIVÃ- Formação emocional.
• Pessoas não ficam em análise comigo. Motivo? Por alguma razão o
inconsciente está afastando essas pessoas. Pessoas se sentem julgadas e
condenadas.
• Análise: CONFISSÃO sem PUNIÇÃO.
• ANALISTA: Semblante de liberdade: SUSPENSÃO DO JUÍZO MORAL.
• REPRESSÃO gera TENSÃO.
(MD) Racionalização

• Explicação do real motivo para SUBSTITUIR determinada dor. É uma


mentira inconsciente que se PÕE no lugar daquilo que se reprimiu.
• Evita relatar o afeto, e EXPLICAR o afeto. “Dá a volta”. Explica o conteúdo.
• Apresenta uma explicação aceitável moralmente para ideia ou sentimento.
• Indivíduo não percebe as REAIS motivações.
• DELIRA. JUSTIFICA. EXPLICA.
(MD) Racionalização

• Porque o indivíduo se defende? Porque é tão difícil falar do desejo. É difícil


admitir a motivação verdadeira.
• Para não lidar com a verdade, o indivíduo explica.
• Ex: Cheguei atrasado porque “não tinha onde estacionar.” Motivação
verdadeira: (não aceita socialmente) Cheguei atrasado porque não tenho
qualquer interesse de vir aqui.
• FREUD vê a filosofia como grande racionalização. (Daí porque sempre
procurou separar Filosofia da Psicanálise).
(MD) Racionalização e Análise

• O que psicanálise quer, não é a verdade do universo, mas a verdade do


DESEJO! (FREUD).
• Na análise é preciso que se Admita! Análise avança quando o indivíduo
admite.
• É difícil para muitos indivíduos admitir verdades, então, EXPLICAM.
• Pessoas não suportam a dor. Analista- vai suportar com o analisando.
• RACIONALIZAÇÃO VEM ATRELADA COM A NEGAÇÃO.
• Indivíduo diz: NÃO (nega) e depois EXPLICA.
• Quem muito teoriza, está racionalizando.
(MD) Negação

• O que está acontecendo é firmemente rejeitado com a convicção de que, se não é


reconhecido como real, não acontece verdadeiramente.
• O que o indivíduo faz é bloquear esses eventos inaceitáveis, para que desta maneira
não se tornem parte da consciência.
• Muito comum no início da análise, o que gera dificuldade no indivíduo ENTRAR em
análise.
(MD) Deslocamento

• “Atua substituindo representações uma pelas outras, em decorrência da passagem das


quantidades de afetos de um ponto a outro dentro da topologia psíquica. (...) O mecanismo de
deslocamento indica que o afeto original que se ligava à representação recalcada foi deslocado
para outra representação. ” (BRANDT, 2017, p.68)
• Baseado no redirecionamento das emoções de um objeto natural para outro, pois expressar o
primeiro, pode ser muito angustiante.
• “Falamos de uma coisa, para refutar a existência de outra.”
• É como “Jogar a luz” em algum ponto. A atenção vai para algo, mas a real motivação está no outro
lado, na escuridão.
• Operamos por deslocamento: comumente, tiramos o foco do objeto original. Mudamos o foco
para não olhar a questão.
• Deslocamento evita a observação da real pulsão/desejo.
• Não tem qualquer compromisso com a lógica.
(MD) Projeção

• O conteúdo que eu nego em mim, eu projeto no outro.


• Ego não quer conhecer o impulso do ID.
• “Desloco um desejo (que é meu) e digo que o desejo é do outro”.
• Tende a ser um conteúdo negativo (principal diferença do deslocamento)
• Nos isentamos de responsabilidade. É O OUTRO.
• Com o transcorrer da análise, a tendência é que o indivíduo diminua as projeções.
Começa a reconhecer que tudo está em si. Não tem porque projetar.

Você admite esse conteúdo em si mesmo? Na medida em que passa a


admitir, você se aproxima da sua ordem desejante/pulsional. E isso reduz
sintoma/sofrimento. Admitindo-se que é seu, altera-se a relação (consigo
mesmo/a). Tende-se a ser uma relação menos dolorida.
(MD) Compensação

• Tem por característica a tentativa do indivíduo de equilibrar suas qualidades e


deficiências.
• Tentativa exacerbada de compensar algo que entende que faltava.
• Tudo o que é exacerbado num sujeito, é compensado pelo oposto.
• Onde há excesso, há compensação.
(MD) Expiação

• É o mecanismo psíquico de cobrança. O indivíduo se vê cobrado a pagar pelos seus


erros no exato momento em que os comete, com esperança na crença de que o erro
será subitamente anulado.
• O indivíduo se defende de um desejo intolerável, e acredita que tem de ser punido para
ser “purificado” por desejar aquilo.
• Ex. “A vida tem de ser dura/sofrida… e isso enobrece a alma”.
(MD) Fantasia

• O indivíduo cria uma situação em sua mente que é capaz de eliminar o desprazer
iminente, mas que, na realidade, é impossível de se concretizar.
• Espécie de “teatro mental” onde o indivíduo protagoniza uma história diferente daquela
que vive na realidade, onde seus desejos não podem ser satisfeitos.
• Nessa “realidade criada”, o desejo é satisfeito e a ansiedade diminuída.
(MD) Formação Reativa

• As pessoas com atitudes agressivas e impulsivas tendem a empregar esse mecanismo


para adaptar seu comportamento.
• Trata-se de modificar uma emoção ou impulso ao contrário.
• Ex. Ódio em amor; inveja em gratidão.
(MD) Identificação

• Identificação constitui um mecanismo psíquico relativo à própria formação da identidade,


basicamente por semelhança, imitação, referência, reconhecimento e indiferenciação
(BRANDT, 2017, p.67)

• É o mecanismo baseado na assimilação de características de outros, que se transformam


em modelos para o indivíduo.
• É a base da constituição da personalidade humana.
• Ex. Momento em que as crianças assimilam características parentais; sotaque; valores, etc.
(MD) Isolamento

• Separar os pensamentos das emoções. Ou seja, é possível estar atento e poder


pensar sobre um fato específico, mas o significado emocional é separado para que
nunca afete o indivíduo.
• Ocorre também quando um pensamento ou comportamento é isolado dos demais, de
forma que fica desconectado de outros pensamentos.
(MD) Regressão

• É o retorno do indivíduo a níveis anteriores do desenvolvimento sempre que depara com


uma frustração.
• Usamos a regressão para fantasiar, com o objetivo de criar uma válvula de escape.
Defendermo-nos de ameaças e angústias é muito eficiente, pois dissipa a angústia e nos
torna capazes de enfrentar novamente o problema. Entretanto, de forma constante, nos
afasta da realidade, nos fornece falsos e efêmeros sentimentos de triunfo e o despertar
para a realidade (através das constantes pressões do mundo objetivo) pode ser
extremamente doloroso.
• Pode ser exemplificada com o comportamento dito “infantil”.
(MD) Somatização

• Ocorre quando os conflitos internos entre os impulsos do id, ego e super-ego assumem
características físicas.
• Afeto não verbalizado.
• A verdade vem em forma de doença fisiológica. É uma representação daquilo que
fora rejeitado.
• É a simbolização daquilo que está retirado da consciência.
• Psicanálise: medicina preventiva (psicanalistas contemporâneos).
(MD) Sublimação

• A sublimação é o mecanismo de defesa que permite aos indivíduos canalizar pulsões


(normalmente de conteúdo sexual ou agressivo) e direcioná-los para comportamentos
considerados aceitáveis em nossa sociedade.
• Dessexualização da pulsão numa atividade socialmente aceita.
• Ex. Obra de arte.
Mecanismos de Defesa do Ego
(Finalizando)

Nada é mais perigoso do que acreditar ser quem


você acha que é.

Não que você não seja.

Você é, E MAIS “inúmeras outras coisas”.


Introdução à
Sexualidade
Freudiana
Introdução à Sexualidade Freudiana

• A ideia de sexualidade é de tamanha importância na doutrina psicanalítica que, com justa


razão, pode-se afirmar que todo o edifício freudiano assentava-se sobre ela.
• Freud efetuou uma verdadeira ruptura teórica com a sexologia, estendendo a noção de
sexualidade a uma disposição psíquica universal e afastando-a de seus fundamentos
biológico, anatômico e genital, para fazer dela a própria essência da atividade humana.
• É menos a sexualidade em si mesma que importa na doutrina freudiana do que o
conjunto conceitual que permite representá-la: a pulsão, a libido, o apoio e a
bissexualidade.

(ROUDINESCO & PLON, 2021, p. 704)


Introdução à Sexualidade Freudiana

• Noção de sexualidade ampliada. Muito além da genitalidade, embora inclua-a.


• SEXUALIDADE INFANTIL- sexualidade surge na infância. Freud atrela sexualidade à
busca por prazer. Desde que nascemos estamos na busca de prazer/satisfação/vida.
• Sexualidade- se reflete em como o indivíduo se relaciona com o mundo.
• Sexualidade humana- Processos metafóricos do desenvolvimento da libido.
Introdução à Sexualidade Freudiana

• EM RESUMO: Transformações que a libido pode percorrer para encontrar a


satisfação.
• Sofrimento humano está ligado a uma crise sexual (impossibilidade de encontrar prazer).
• Energia sexual- LIBIDO- passa por fases – oral, anal, fálica (Édipo e castração), latente e
genital.
Três Ensaios sobre a Teoria da
Sexualidade
• SOBRE A OBRA: É dividida em três partes. A primeira é dedicada às perversões - designadas pelo
nome de aberrações sexuais, a segunda à sexualidade infantil e a terceira às metáforas da puberdade.
• Considerado por muitos como a mais importante obra de Freud após a Interpretação dos Sonhos.
• Por um lado, Freud estendeu a noção de sexualidade para além dos limites estreitos em que era
mantida por sua definição convencional;
• Reportou o início da sexualidade à primeira infância, isto é, a um período muito mais precoce do que se
imaginara até então. (Sexualidade não começa na puberdade, mas desde a infância precoce. Ela segue
se desenvolvendo em fases sucessivas até culminar na sexualidade adulta).
• Freud atribui um papel central à sexualidade infantil, afirmando principalmente que as pulsões reprimidas
nos neuróticos são de natureza sexual e que a sexualidade do adolescente e do adulto fundamentam-se
na sexualidade infantil.
• Freud percebeu que os impulsos sexuais estavam presentes desde muito cedo em todas as crianças e
que se manifestavam independentemente de qualquer estimulação exercida por terceiros.
QUINODOZ, 2007. p. 71-77
Três Ensaios sobre a Teoria da
Sexualidade
• Considerado por muitos como a mais importante obra de Freud após a Interpretação dos Sonhos.
• Por um lado, Freud estendeu a noção de sexualidade para além dos limites estreitos em que era
mantida por sua definição convencional;
• Reportou o início da sexualidade à primeira infância, isto é, a um período muito mais precoce do que se
imaginara até então. (Sexualidade não começa na puberdade, mas desde a infância precoce. Ela segue
se desenvolvendo em fases sucessivas até culminar na sexualidade adulta).
• Freud atribui um papel central à sexualidade infantil, afirmando principalmente que as pulsões reprimidas
nos neuróticos são de natureza sexual e que a sexualidade do adolescente e do adulto fundamentam-se
na sexualidade infantil.
• Freud percebeu que os impulsos sexuais estavam presentes desde muito cedo em todas as crianças e
que se manifestavam independentemente de qualquer estimulação exercida por terceiros.
QUINODOZ, 2007. p. 71-77
Pansexualismo

• A doutrina freudiana clássica da sexualidade foi criticada em todos os países e rejeitada


pelos dois mais celebres dissidentes do movimento freudiano, Jung e Adler.
• A ideia aceita de que os psicanalistas daria uma significação sexual a qualquer ato da vida, a
qualquer gesto, qualquer palavra, levou os adversários de Freud a fazerem de sua doutrina a
expressão de um pansexualismo. (ROUDINESCO & PLON, p. 704)
• Freud sempre se defendeu da acusação de pansexualismo:

“Jamais afirmei que todo sonho tem o significado da realização sexual, e muitas vezes
refutei isso. Mas não adiantou nada,e não cansam de repetir isso (FREUD, 1920).
Fases do Desenvolvimento da
Libido / Sexualidade
Libido

• Manifestação da pulsão sexual na vida psíquica e, por extensão, a sexualidade humana em geral e a
infantil em particular, entendida como causalidade psíquica (neurose), disposição polimorfa (perversão),
amor-próprio (narcisismo) e sublimação. (ROUDINESCO & PLON, 2021, p. 471)
• Totalidade da energia psíquica/emocional/afetiva.
• Composta de milhões/BILHÕES de pulsões.
• Tensão e descarga de tensão.
• SEXUALIDADE - busca pelo prazer ao existir.
• Indivíduo está desprazeroso porque age como não gostaria de agir. Sofre de sintomas porque ele não é
ele mesmo. Nem sabe quem é. No máximo, sabe o que o outro quer que ele seja.
• FREUD percebe que terá que estudar a energia psíquica/sexual e como ela se desenvolve nos
diferentes estágios do desenvolvimento humano.
Libido
• O que estrutura o indivíduo é a libido. O que estrutura a prática humana é a gratificação
da libido até então recalcada.
• INTERRELAÇÃO ENTRE : Prazer/Agressividade
• TRAUMA- IMPOSSIBILIDADE DE REAÇÃO A UMA FRUSTRAÇÃO.
• Frustração e trauma : FIXAÇÃO.
• Freud teoriza que a organização da libido se dá em fases sucessivas. Ele sugere
também a ideia de que o desenvolvimento da libido passa por uma sucessão de fases,
cada uma correspondendo a uma das zonas erógenas prevalentes.
• Embora descreva o desenvolvimento psicossexual infantil em termos evolucionistas,
Freud esclarece que essa progressão não é completamente linear e que os
agrupamentos são numerosos e ainda que cada fase deixa marcas permanentes atrás
de si. (QUINODOZ, 2007, p. 75)
Fases do desenvolvimento sexual

Os primeiros cinco
anos de vida são
cruciais para a Oral Anal Fálica
formação da 0-01 01-03 03-05
personalidade do
indivíduo (FREUD).
Fase ORAL

• No primeiro estágio do desenvolvimento da personalidade, a libido é centrada na boca do


bebê.
• Nesta fase da vida, seus prazeres são orais ou orientados para a boca, como sucção,
mordida e amamentaçã[Link]ção do objeto externo para a manutenção da
vida/sobrevivência.
• RECEBER.
• Modalidade - incorporação. “Trazer para dentro o que está fora”.
• Permeada pelo pensamento primário - “Eu sou tudo”.
Fase ORAL - Fixação

TRAÇOS DE PERSONALIDADE ORAL:


• A frustração em obter esta satisfação, ou a estimulação oral exagerada pode levar a uma
fixação oral que irá se refletir nas etapas posteriores.
• Ex. Prazer na boca: bebendo, fumando, falando, comer, etc...
• Passividade/INSEGURANÇA existencial.
• Muito parecido o que certas drogas propõe- estruturam – retorno ao objeto perdido.
• Estamos sempre procurando o retorno ao fusão- voltar ao útero materno.
Fase ORAL - Fixação

• Quanto mais energia reprimida, na oral, menos condições de estruturação do


aparelho psíquico.
• Pessoa pode nem entrar em Édipo.

Mais:
• Frustração com o ambiente.
• “Eu preciso do outro para sobreviver, está fora de mim”.
Fase ANAL - Fixação

• Libido centrada no ânus. Prazer em CONTROLE- RETENÇÃO E EXPULSÃO.


• Criança percebe que produz algo. Percebe que algo sai de “algum lugar”. Se dá conta do
controle muscular.
• A criança agora está plenamente consciente de que é uma pessoa por si só, e que seus
desejos podem colocá-la em conflito com as demandas do mundo exterior.
• A natureza desse primeiro conflito com a autoridade pode determinar o futuro
relacionamento da criança com todas as formas de autoridade.
Fase ANAL - Fixação

• Controle ambiental. Criança percebe que o que produz tem que ser limpado,
rapidamente. Criança percebe que com a produção do bolo fecal, controla o ambiente-
expulsar ou reter. Pai e mãe param tudo para cuidar dela.
• Faz uso do “expulsar e reter” para chamar a atenção/controlar as relações sociais. “Olha
para mim”. Traço que levará para toda a vida.
• SIMBÓLICO: Muitas pessoas não valorizam a própria produção (fezes=nojo). Pessoas
têm nojo do que vem delas. Assim foi ensinado. Assim, simbolicamente será reproduzido.
Fase ANAL - Fixação

• Pessoas têm prazer em reter. Ex. Situações de apego, dificuldades em vivenciar o luto.
“Deixar ir”.
• Agredir alguém é expulsar algo. É se afastar. Se afastar da própria produção. Ex.
Discussões, agressões – verbais e físicas.
• Retorno do recalcado: “Eu terei que controlar os ambientes para que a atenção venha até
mim.”
• CONTROLADOR- Crise de autoestima. Busca incessante de ser o “centro das
atenções”.
• Uma das formas de controlar ambiente- ADOECER.
• Criança (e após o adolescente/adulto) controla por CARÊNCIA. Vai tentar controlar por
várias questões do desenvolvimento psíquico dela – DOENÇA, TRABALHO, ESTUDO,
BENS/POSSES, etc..
Fase FÁLICA

• FALO- Potência de preenchimento/ capacidade de preencher.


• A criança toma consciência das diferenças anatômicas sexuais, que desencadeiam o conflito entre
atração erótica, ressentimento, rivalidade, ciúme e medo. É QUANDO ACONTECE O ÉDIPO.
• Libido tem seu foco nos órgãos genitais (o que tem, e que “falta”).
• Conflito é resolvido através do processo de identificação, no qual a criança adota as
características dos pais do mesmo sexo. (Castração)

• Símbolo- apêndice corporal.


• Toda criança acredita que tem pênis. (Melanie Klein)
• “Tenho o pênis ou não tenho. Se tenho, passo o resto da vida com medo de perder. Se não tenho,
imagem construída de que já foi perdido.”
Fase FÁLICA

• Criança acredita que é o falo da mãe (que preenche a mãe).


• Se a criança recebe todas as demonstrações de afeto essa crença se consolida. Se não
recebe, vivencia uma : CRISE FÁLICA/EXISTENCIAL.
• Crise fálica- “Ele gosta ou não gosta de mim?”; “Eu consigo preencher ou não?”
• Irá influenciar a autoimagem e todas as relações do indivíduo.
• Relação SIMBÓLICA: “Fica comigo que vou te preencher.”
Fase FÁLICA

• Menina- MÁGOA (DE NÃO TER O QUE IMAGINA QUE DEVERIA TER)
• Menino- MEDO. (DE PERDER).
• Medo e mágoa estruturarão o sistema psíquico e acompanharão o indivíduo por toda
a vida.

• Estrutura FÁLICA- a forma que a criança percebe o poder. (Relação entre genitália,
anatomia e poder)
• Vai analisar quem tem o poder. Quem é o “falo” da casa? Quem comanda?
• Os gêneros começam a se constituir.
• Conseqüências de ter ou não ter – IDENTIFICAÇÃO - vai direcionar sua
personalidade e escolhas futuras.
Édipo e
Castração
Édipo e Castração

• Freud jamais dedicou um trabalho único ao complexo de Édipo.


• Complexo de Édipo é uma descoberta Freudiana essencial que aparece durante o
desenvolvimento da criança e constitui o organizador central da vida psíquica em torno do qual se
estrutura a identidade sexual do indivíduo. (QUINODOZ, 2007, p. 77)
• Édipo deriva do mito grego em que Édipo, um jovem, mata seu pai e se casa com sua mãe.
• Para Freud, esse complexo é universal: “Todo ser humano se vê confrontado com a tarefa de
dominar o complexo de Édipo” (FREUD, 1905)
• Indicação: Leitura do texto Totem e Tabu (1913). Neste, Freud procura explicar o caráter universal
do complexo de Édipo.
• O complexo de Édipo não diz respeito somente ao indivíduo normal, mas está presente no cerne
da psicopatologia e forma “o complexo nuclear das neuroses”. (QUINODOZ, 2007, p. 77)
Édipo e Castração

Fálica Genital
Oral Anal (ÉDIPO/ Latência (RETORNO
CASTRAÇÃO) DO ÉDIPO)
Édipo e Castração

• No menino, o conflito de Édipo surge porque ele desenvolve desejos sexuais


(agradáveis/satisfação de prazer) para com sua mãe. Ele quer “possuir” sua mãe
exclusivamente. Para isso, ele deseja (inconscientemente) se livrar do pai para que
possa atender a esse desejo.
• Uma das formas de ser resolver o complexo de Édipo é justamente imitando, copiando e
participando de comportamentos masculinos do pai (identificação).
• O abandono do desejo pela mãe também se dá pelo medo de perder o pênis.
(Castração)
Édipo e Castração

• A menina deseja o pai, mas percebe que ela não tem um pênis. Isso leva ao
desenvolvimento da inveja do pênis e ao desejo de ser menino.
• A menina resolve isso reprimindo seu desejo por seu pai e substituindo pelo desejo por
um bebê. A menina (inconscientemente) culpa a mãe por seu “estado castrado”, e isso
gera tensão.
• A menina então reprime seus sentimentos (para remover a tensão) e se identifica com a
mãe para assumir o papel de gênero feminino.
Édipo e Castração

• Freud denominou complexo de castração o sentimento inconsciente de ameaça


experimentado pela criança quando ela constata a diferença anatômica entre os sexos.
• Somente em 1923, no texto “A organização genital infantil” é que o complexo de
castração foi inserido no conjunto da teoria freudiana do desenvolvimento sexual. Nesse
momento foi relacionado com o complexo de Édipo e reconhecido como universal.
Édipo e Castração

• TRIÂNGULO: PAI x Mãe x Criança


• Desejo por um; hostilidade pelo outro.
• Castração- aceitação de que não se pode ter o objeto de desejo (NASCE A FRUSTRAÇÃO).
• Inaugura-se no Édipo a CULPA (ter desejado a morte do pai/mãe).
• “De tão traumático que foi este “dar-se conta”, reprimimos/RECALCAMOS- não lembramos.”
• Fim da Latência – RETORNO DO ÉDIPO. Desejo e Hostilidade retornam.
• ADULTO= Revive o Édipo- ansiedade, fobias, compulsões, culpa, desejo pelo OUTRO, etc.
• Sintomatologia psicanalítica- RETORNO DE UM ÉDIPO QUE NÃO PÔDE SER VIVENCIADO (e
nunca será, pois o objetivo de desejo é sempre o pai/mãe – projetado em outras figuras
representacionais).
Perversão Polimorfa

• A descoberta do papel precoce desempenhado pelas zonas erógenas levou Freud a considerar
que existe na criança o que ele chama de uma “predisposição perversa polimorfa”.
• Predisposição perversa: significa que as diferentes partes do corpo da criança pequena
apresentam desde o início da vida uma sensibilidade particularmente forte à erotização,
aguardando que as zonas erógenas sejam submetidas à organização genital destinada a unificar a
sexualidade.
• Polimorfa: grande diversidade de zonas erógenas suscetíveis de serem despertadas
precocemente à excitação sexual.
• A existência de uma predisposição perversa polimorfa na criança pequena permitiu a Freud
explicar o fato de que uma perversão organizada, tal como se encontra no adulto, resulta da
persistência de um componente parcial da sexualidade infantil que permaneceu fixado a uma fase
precoce do desenvolvimento psicossexual.
QUINODOZ, 2007, p. 74-75
Reflexos na vida adulta

• Capacidade de alterar o objeto/representação de prazer.


• Perversão diferente de perversidade.
• PERVERSÃO POLIMORFA é antagônica ao FETICHE (fixação)
• Sexualidade- na medida que o indivíduo vivencia as fases do desenvolvimento, vai
ficando cada vez menos PERVERSA, menos POLIMORFA a relação com os objetos
representacionais.
• Pensamento secundário- gera fetiche, rigidez, cria identidades- ação do superego.
• Psicanálise- flexibilizar a sexualidade do analisando. (Por que o prazer tem que ser só de
um jeito? Por que a vida só pode ser dessa forma?)
Introdução aos Sonhos
Introdução aos Sonhos

• Manifestação de sintomas.
• Conteúdo Manifesto x Conteúdo Latente.
• Sonho de Angústia/Pesadelo- má relação com o desejo.
• Desejos se apresentam em formas de símbolos.
• Conteúdos condensados e deslocados.
• Interpretação dos Sonhos- caminho para o inconsciente/desejos.
Introdução aos Sonhos

Mecanismos utilizados na formação de um sonho:


• Condensação: reúne em um único elemento vários elementos- imagens, pensamentos, etc –
pertencentes a diferentes cadeias de associação.
• Deslocamento: o trabalho do sonho substitui os pensamentos mais significativos de um sonho por
pensamentos acessórios, de modo que o conteúdo importante de um sonho é desfocado e
dissimula a realização do desejo.
• Representação/representabilidade: trata-se da operação pela qual o trabalho do sonho
transforma os pensamentos do sonho em imagens, sobretudo visuais.
• Elaboração secundária: consiste em apresentar o conteúdo onírico sob a forma de um cenário
coerente e inteligível.
• Dramatização: transformar o pensamento em uma situação, procedimento análogo ao trabalho
que realiza o diretor de teatro quanto transpõe um texto escrito para a representação.
(QUINODOZ, 2007, p. 51-52)
Manejo do
Sintoma
Manejo do Sintoma

• SINTOMA- revela uma ignorância de si. O indivíduo não sabe de si. Ele sabe o que
quiseram que ele soubesse- a partir da relação com o outro.
• Sintoma- tudo aquilo que se repete compulsivamente e causa desconforto. Toda a
“coisa” que não faz bem e parece ser efeito de “outra coisa”, é sintoma.
• SINTOMA- AUTORREPRESENTAÇÃO.
• O indivíduo sofre por acreditar que ele é aquilo que ele acredita que é. Se ele não
acreditasse, ele não sofreria.
• SINTOMA- “Benção reveladora de uma FRAUDE existencial”
• ANÁLISE- O sintoma não é “ruim”. É um dos caminhos para conhecer o conteúdo
inconsciente.
• Importante compreender o que gerou aquele sintoma.
Manejo do Sintoma

• RELAÇÃO ENTRE SINTOMA E DESEJO- No início de toda análise, nem sabíamos que
tínhamos desejo, só percebemos os sintomas.
• Com o transcorrer da análise, entendemos que por trás do sintoma, temos desejos.
Tomando consciência dos desejos, passamos a nos implicar com a própria existência.
• Evitar a precipitação – mudanças “do dia para noite”.
• O indivíduo sequer sabe o que deseja.
• Muitos nascem e morrem, sem saber que o seu desejo é desejo do outro.
Reflexos da
Psicanálise em
você, estudante
Reflexos da Psicanálise em você,
estudante
• Psicanálise afeta o estudante.
• Viver a psicanálise faz emergir nossos desejos. Passamos a ter insights/lembranças/
relações/ DORES.
• Assumir o que está doendo, faz diminuir a dor.
• Vamos ligando “pontos”.
• Teremos sonhos. E vamos percebendo que o sonho são símbolos representacionais de
nossos desejos.
• Vamos nos “descobrindo”, nos permitindo e nos surpreendendo.
Reflexos da Psicanálise em você,
estudante
• Começamos a dar valor aos discursos.
• Percebemos que o maior ato amoroso é a ESCUTA.
• Psicanálise é uma cura através do amor- aceitação incondicional do outro (e de nós
mesmos).
Indicação de
Leituras e Filmes
Leituras Obrigatórias
1. FREUD. S. Um caso de Histeria, Três ensaios sobre Sexualidade e outros trabalhos (1901-
1905). Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud [ESB]. Rio de
Janeiro: Imago, 1996, Vol. VII.
2. _______. Totem e Tabu e outros trabalhos (1913-1914). Edição Standard Brasileira das
Obras Completas de Sigmund Freud [ESB]. Rio de Janeiro: Imago, 1996, Vol. XIII.
Filmes e documentários

“Freud – Análise de uma mente”

E não se esqueçam de acompanhar o Luz, Câmera, Psicanálise, um evento


exclusivo EPC em que o público escolhe qual será o filme debatido.
Além das duas indicações, uma terceira opção para enriquecer ainda mais nossas
falas e Escutas!
Elaboração da resenha
• Chegou o momento de elaborar a resenha!
• Consiste num texto livre, com base nos conteúdos trabalhados no Módulo.
• É um exercício reflexivo onde você expressa, livremente, o que mais chamou a
atenção do Módulo em estudo.
• E como começar?
• Responda a seguinte questão:

Com base em tudo o que foi trabalhado neste Módulo, o que mais
chamou a atenção? Por quê?
Elaboração da resenha (aspectos técnicos)
O texto deve:
• Ser digitado.
• Letra arial, tamanho 12.
• Espaçamento entre linhas simples.
• Texto organizado em parágrafos.
• Não é necessário fazer uso de citações. Caso queira, é preciso destacar as
fontes/referências, ao final do texto.
• Finalizado, o texto deve ser salvo em word (.DOC) e enviado por e-mail para:
escoladepsicanalisedecuritiba@[Link]
Referências
1. BRANDT, J.A. A psicanálise de Freud Explicada. São Paulo: Zagodoni, 2017.
2. FREUD, S. A interpretação dos sonhos (I) (1900). Edição Standard Brasileira das Obras Completas de
Sigmund Freud [ESB]. Rio de Janeiro: Imago, 1996, Vol. IV
3. JORGE. M.A.C. Fundamentos da Psicanálise de Freud a Lacan: as bases conceituais. Volume I. Rio de
Janeiro: Editora Zahar, 2020.
4. QUINODOZ, J-M. Ler Freud: Guia de leitura da obra de S Freud. Porto Alegre: Artmed, 2007.
5. ROUDINESCO, E. PLON, M. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2021.
Todo conteúdo exposto neste conjunto de Slides é de propriedade da Escola de
Psicanálise de Curitiba. Não é permitida a reprodução nem compartilhamento,
respeitando os fins pedagógicos propostos.
®Todos os direitos reservados.

Atualização: dez/2021

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