Raciocínio Lógico para PF: Aula 01
Raciocínio Lógico para PF: Aula 01
Autor:
Equipe Exatas Estratégia
Concursos
23 de Maio de 2025
Equipe Exatas Estratégia Concursos
Aula 01
Índice
1) Conversão de Linguagem.
..............................................................................................................................................................................................3
2) Tabela-Verdade.
..............................................................................................................................................................................................
22
APRESENTAÇÃO DA AULA
Fala, pessoal!
Primeiramente, falaremos sobre a conversão da linguagem natural para a proposicional. Essa parte da
aula é importante, pois a necessidade de transformar a língua portuguesa em linguagem matemática
estará presente em todas as aulas de lógica de proposições.
Logo depois será tratado sobre tabela-verdade. Nessa parte da matéria, é fundamental o entendimento de
como se constrói a tabela.
Como de costume, vamos exibir, no início de cada tópico, um pequeno resumo para que você tenha uma
visão geral do conteúdo antes mesmo de iniciar o assunto.
@[Link]
Quando há um sentido de reciprocidade nos termos do sujeito, não há polêmica: trata-se de uma
proposição simples.
Para a banca CEBRASPE, a proposição abaixo não é uma conjunção. É uma proposição simples.
“As pessoas têm o direito ao livre pensar e à liberdade de expressão.”
“As pessoas têm o direito A ISSO.”
Introdução
A língua portuguesa, assim como qualquer linguagem natural, apresenta uma grande variedade de usos, de
modo que existem diversas formas de se representar a mesma ideia. Isso faz com que a língua portuguesa
seja inexata.
Para o nosso estudo de Lógica de Proposições, faz-se necessário transformar a língua portuguesa, uma
linguagem natural, para a linguagem proposicional, que é exata.
Como podemos descrever essa frase "matematicamente", de modo que possamos trabalhar com a Lógica
de Proposições?
Veja que "João ser meu amigo" é a causa, cuja consequência é "emprestar dinheiro para João". Note,
portanto, que a frase em questão nos passa a ideia de uma condicional. Para descrever essa frase
"matematicamente", precisamos definir duas proposições simples.
Note que a frase original pode ser descrita como "Se a, então d", que pode ser representada
matematicamente por a→d.
a→d: "Se [João é meu amigo], então [empresto dinheiro para João]."
É justamente desse desafio de transformar as frases da língua portuguesa para a linguagem proposicional
que vamos tratar no presente tópico.
Em diversas situações encontramos proposições compostas sem o devido uso dos parênteses. Quando isso
ocorre, surgem diversas dúvidas quanto à ordem em que devem ser feitas as operações. Exemplo:
~p→q∧r
Qual operação deve ser feita primeiro? A condicional ou a conjunção? E a negação, está negando a
proposição composta inteira ou apenas p? Em resumo, queremos saber a qual das possibilidades a
expressão acima se refere:
• ~ [p → (q ∧ r)]
• [(~ p) → q] ∧ r
• (~p) → (q ∧ r)
Para responder a essa pergunta, devemos obedecer à seguinte ordem de precedência, ou seja, a ordem
em que os operadores devem ser executados:
Cumpre destacar que alguns autores sugerem que a conjunção (∧) tem precedência com relação à
disjunção inclusiva (∨). Apesar disso, o melhor entendimento a ser levado para a prova é de que as
operações de conjunção e disjunção inclusiva devem ser executadas na ordem que aparecerem.
No exemplo dado, "~ p → q ∧ r", devemos observar que a negação se refere exclusivamente a p. Em
seguida, realiza-se a conjunção e, por último, a condicional. Desse modo, o exemplo pode ser mais bem
escrito da seguinte forma:
(~p) → (q ∧ r)
Em alguns casos, as bancas utilizam vírgulas para indicar parênteses nas proposições. Considere a seguinte
proposição composta:
,
"Se Pedro é matemático, então ele passou no vestibular e hoje ele sabe calcular integrais"
p: "Pedro é matemático."
(p → v) ∧ s
"Se Pedro é matemático, então ele passou no vestibular e hoje ele sabe calcular integrais."
Nesse caso, deveríamos seguir a ordem de precedência para montar a proposição composta, de modo que
==13425b==
p → (v ∧ s)
Comentários:
Para acertar a questão, devemos obrigatoriamente utilizar o entendimento de que a condicional tem
precedência em relação à bicondicional. Nesse caso, a expressão ficaria melhor representada desta forma:
(2>3) ((1<0) → (3≠4))
(F) (F→ V)
F (V)
F
O gabarito, portanto, é CERTO.
Caso calculássemos a expressão seguindo diretamente a ordem indicada, o valor final da expressão seria
diferente e não chegaríamos ao gabarito oficial:
((2>3) (1<0)) → (3≠4)
(F F) →V
(V) → V
V
Gabarito: CERTO.
Ao longo do tópico em que os cinco conectivos lógicos foram explicados, realizamos alguns exercícios em
que, ao longo da resolução, tivemos que definir proposições simples e transformar uma frase da língua
portuguesa para a linguagem de proposições.
Não existe teoria sobre essa conversão da língua portuguesa para a linguagem proposicional, de modo que
realizaremos uma questão como forma de teoria.
(UFRJ/2022) Sejam as proposições "Marcos é ator", "É falso que Marcos é biólogo" e "Marcos é rico". A
alternativa que apresenta a correta tradução para a linguagem simbólica da proposição composta “Marcos
não é ator e nem biólogo se e somente se Marcos é biólogo ou não é rico” é:
a) (~p∧q) (~q∨~r)
b) (~p∧q) → (~q∨~r)
c) (p∨~q) (q∧~r)
d) (~p∨q) → (~q∨~r)
e) (~p ∧~q) → (qΛ~r)
Comentários:
Para resolver essa questão, devemos considerar que p, q e r são as seguintes proposições:
p: "Marcos é ator."
q: "É falso que Marcos é biólogo."
r: "Marcos é rico."
Note que a proposição q é uma sentença declarativa negativa, correspondendo a:
q: "Marcos não é biólogo."
Sua negação, ~q, é uma sentença declarativa afirmativa:
~q: "Marcos é biólogo."
Feita a observação, note que "Marcos não é ator e nem biólogo." corresponde a ~p∧q:
~p∧q: "(Marcos não é ator) e (Marcos não é biólogo)."
Além disso, "Marcos é biólogo ou não é rico." corresponde a ~q∨~r:
~q∨~r: "(Marcos é biólogo) ou (Marcos não é rico)."
Seguindo a ordem de precedência dos conectivos, devemos executar inicialmente a conjunção "e", depois
a disjunção inclusiva "ou" e, por fim, a bicondicional "se e somente se". Logo, a proposição procurada é
dada por (~p∧q)(~q∨~r):
(~p∧q) (~q∨~r): “[(Marcos não é ator) e (Marcos não é biólogo)] se e somente se [(Marcos é biólogo)
ou (Marcos não é rico)].”
Gabarito: Letra A.
É importante que você saiba que, em regra, os termos “não é verdade que” e “é falso que”, quando
utilizados em proposições compostas, costumam negar a proposição composta como um todo.
O termo "é falso que" no início nega a proposição composta como um todo. Logo, a proposição composta
em questão corresponde a ~((q∨r)∧∼p):
~((q∨r)∧∼p): "É falso que {([Ana fala alemão] ou [(Ana fala) português]), mas ((que) não fala inglês)}"
Gabarito: Letra C.
Em algumas questões, as bancas colocam frases em que não são apresentados os conectivos da maneira
que aprendemos até então.
Isso quer dizer que a proposição não depende de como tenha sido feita a construção de tais sentenças na
língua escrita. Se frases escritas de modo diferente são proposições e têm o mesmo significado, então
essas proposições são iguais! Isso significa que as três frases abaixo são exatamente a mesma proposição:
Utilize esse entendimento de analisar o significado das proposições como último recurso.
Exemplo: se em alguma questão aparecer uma proposição da forma "q, pois p", já
sabemos que ocorre inversão entre o antecedente e o consequente. Logo, sem
realizarmos qualquer interpretação, já sabemos que "q, pois p" é a condicional p→q.
(Pref São Cristóvão/2023) Considerando p e q como as proposições "Eu estudo para um concurso." e "Eu
me dedico com afinco." e os símbolos ∧, ∨, → e como os conectivos lógicos "e", "ou", "se ..., então..." e
"se, e somente se,", respectivamente, assinale a opção que apresenta a estrutura, na lógica proposicional,
da proposição "Ao estudar para um concurso, eu me dedico com afinco.".
a) p∧q
b) pq
c) p∨q
d) p→q
Comentários:
Note que na proposição "Ao estudar para um concurso, eu me dedico com afinco." não há nenhum
conectivo conhecido.
Para resolver essa questão, você deve entender que "estudar para um concurso" é a causa cuja
consequência é "eu me dedico com afinco".
Nesse caso, devemos interpretar essa proposição como se fosse uma condicional "se...então":
"Se [eu estudo para um concurso], então [eu me dedico com afinco]."
(IBAMA/2013) P4: Se o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do fenômeno, como a presença
humana no planeta é recente, então a presença humana no planeta não é causadora do atual aquecimento
global.
A proposição P4 é logicamente equivalente a "Como o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do
fenômeno e a presença humana no planeta é recente, a presença humana no planeta não é causadora do
atual aquecimento global".
Comentários:
Vamos nos concentrar na proposição P4 original. Podemos identificar que há ao menos um condicional
nela, por conta da presença do conectivo "se...então".
P4: "Se o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do fenômeno, como a presença humana no
planeta é recente, então a presença humana no planeta não é causadora do atual aquecimento global."
Porém, uma dúvida que pode surgir é: e aquele "como"? Seria esse "como" uma condicional da forma não
usual "como... então"? Será que a frase "como a presença humana no planeta é recente" pode ser
ignorada?
Para resolver o problema, nessa questão devemos nos recordar que o termo proposição é usado para se
referir ao significado das orações.
Observe que o antecedente é composto por duas causas: “o atual aquecimento global é apenas mais um
ciclo do fenômeno” e “a presença humana no planeta é recente”.
A consequência dessas duas causas, que é o consequente da condicional, é: “a presença humana no
planeta não é causadora do atual aquecimento global. ”
Nesse caso, a proposição P4 pode ser reescrita da seguinte forma:
P4:“Se [o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do fenômeno, como a presença humana no
planeta é recente], então [a presença humana no planeta não é causadora do atual aquecimento global].”
P4:“Se [(o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do fenômeno) e (a presença humana no
planeta é recente)], então [a presença humana no planeta não é causadora do atual aquecimento global].”
A banca CEBRASPE costuma colocar uma proposição simples em períodos longos para
confundir o concurseiro.
Vejamos um exemplo:
“No Livro dos Heróis da Pátria consta o nome de Francisco José do Nascimento.”
Outra possibilidade de reescritura é trocar todo o objeto direto da oração por "ISSO":
“No Livro dos Heróis da Pátria consta o nome de Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, por sua
atuação como líder abolicionista no estado do Ceará.”
“No Livro dos Heróis da Pátria consta ISSO.”
Gabarito: CERTO.
A banca CEBRASPE tem o entendimento de que, quando dispomos de uma única oração
principal com orações subordinadas a ela, temos uma proposição simples.
Comentários:
A banca CEBRASPE tem o entendimento de que, quando se apresenta uma única oração principal com
orações subordinadas a ela, temos uma proposição simples. Para reescrever a frase, podemos também
remover tudo aquilo que qualifica “um órgão”:
"A presença de um órgão mediador e regulador das relações entre empregados e patrões é necessária em
uma sociedade que busca a justiça social”
"A presença de um órgão é necessária em uma sociedade"
Trata-se, portanto, de uma proposição simples.
Gabarito: CERTO.
A banca CEBRASPE vem reiteradamente ao longo dos anos realizando questões em que são apresentadas
proposições na forma "X é consequência de Y". No geral, a banca tenta induzir o concurseiro a pensar que
esse tipo de proposição é uma condicional. Na verdade, esse tipo de estrutura indica uma proposição
simples.
(MEC/2015) Considerando que as proposições lógicas sejam representadas por letras maiúsculas e
utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue o item a seguir a respeito de lógica proposicional.
Observação
Na matéria de Língua Portuguesa, aprende-se que "João e Maria" é um sujeito composto de uma única
oração.
Segundo entendimento consagrado pelo CEBRASPE, a proposição acima, por ter um único sujeito
composto "João e Maria", seria uma proposição simples.
Na verdade, o melhor entendimento é que esse tipo de proposição apresenta a conjunção "e", pois pode
ser reescrita assim:
p∧q: "João foi ao cinema e Maria foi ao cinema."
Apesar desse possível entendimento, a banca entendeu que a proposição em questão é simples,
apresentando um único sujeito composto.
Gabarito: ERRADO
No concurso para Agente da PF/2018, a baca CEBRASPE deu como ERRADO no seu
gabarito preliminar a seguinte assertiva:
Em outras palavras, segundo o gabarito preliminar, "João e Carlos não são culpados"
seria uma proposição composta.
Por outro lado, segundo o entendimento consagrado da banca, "João e Carlos não são
culpados" seria uma proposição simples e, nesse caso, o gabarito seria CERTO.
Essa polêmica fez com que a banca anulasse a questão por motivo de divergência de
literatura.
Em 2024, contrariando o seu entendimento consagrado, a banca CEBRASPE tratou como proposição
composta a seguinte proposição:
A seguir, temos a questão reproduzida parcialmente, com a remoção de termos do enunciado que não
dizem respeito ao item a ser julgado:
(CAU BR/2024/ADAPTADA)
(...)
Senhor de chapéu vermelho: “Se o senhor de chapéu preto e o senhor de chapéu verde são inocentes,
então o senhor de chapéu branco mentiu em seu depoimento.”
(...)
O depoimento feito pelo senhor de chapéu vermelho pode ser escrito, como uma proposição sentencial, na
forma: P∧Q→R
Comentários:
Nessa questão, a banca CEBRASPE considerou que "o senhor de chapéu preto e o senhor de chapéu verde
são inocentes" é uma proposição composta, podendo ser representada por uma conjunção P∧Q.
Nesse caso, ao atribuirmos a letra R à proposição simples "o senhor de chapéu branco mentiu em seu
depoimento", é CORRETO afirmar que o depoimento feito pelo senhor de chapéu vermelho pode ser
escrito por P∧Q→R.
Gabarito: CERTO.
Professor, isso significa que a banca CEBRASPE passou a tratar os sujeitos compostos como proposições
compostas?
Não, caro aluno. Infelizmente não podemos "bater o martelo". É necessário acompanharmos os próximos
passos da banca.
Apesar da polêmica relativa ao sujeito composto, entendo que, quando há um sentido de reciprocidade
nos termos do sujeito, não há polêmica: trata-se de uma proposição simples.
Veja que os sujeitos "Democracia" e "Justiça Social" estão relacionados em uma ação recíproca, de modo
que não podemos separar os dois sujeitos.
Nesse caso, o termo "A Democracia e a Justiça Social estão sempre lado a lado" corresponde a uma
posposição simples, que pode ser representada pela letra P.
Vamos agora analisar o termo "a Justiça Social é consequência direta do nível de maturidade da
sociedade e do aprendizado do significado de ser humano".
Esse termo apresenta a forma "X é consequência de Y", que corresponde a uma proposição simples.
Podemos reescrevê-lo assim:
"A Justiça Social é consequência direta do nível de maturidade da sociedade e do aprendizado do
significado de ser humano."
"A Justiça Social é consequência direta DISSO."
Portanto, nesse segundo termo, também temos uma proposição simples, que pode ser representada pela
letra Q.
Note que os dois termos analisados, P e Q, estão unidos na proposição original pela conjunção "e".
Portanto, podemos representar a proposição original por P∧Q.
P∧Q: "[A Democracia e a Justiça Social estão sempre lado a lado], e [a Justiça Social é consequência direta
do nível de maturidade da sociedade e do aprendizado do significado de ser humano].
Gabarito: Letra B.
Observação
Ao se observar o predicado das orações, muitas vezes é possível interpretar que a oração como um todo
seria uma proposição composta por conta de uma possível conjunção “e”. Nesses casos, a banca
CEBRASPE trata o predicado como um único elemento da oração, de modo que a oração como um todo é
uma proposição simples.
(TCE RO/2013) A sentença “As pessoas têm o direito ao livre pensar e à liberdade de expressão.” é uma
proposição lógica simples.
Comentários:
TABELA-VERDADE
Tabela-verdade
n
Número de linhas = 2 , n proposições simples distintas.
Definição de tabela-verdade
A tabela-verdade é uma ferramenta utilizada para determinar todos os valores lógicos (V ou F) assumidos
por uma proposição composta em função dos valores lógicos atribuídos às proposições simples que a
compõem.
~ (p→~q) ∨ (~r→q)
Para isso, veremos que um dos passos necessários é listar todas as possibilidades que p, q e r
podem assumir em conjunto. Nesse caso, serão oito possibilidades de combinações:
Uma vez listadas todas as combinações de valores lógicos possíveis para p, q e r, a tabela-verdade
é uma ferramenta que nos permitirá encontrar todos os valores lógicos assumidos pela expressão
~ (p→~q) ∨ (~r→q).
Para o da primeira linha (onde p, q e r assumem o valor verdadeiro), veremos que a proposição
composta do exemplo assumirá o valor V. Para o caso da quarta linha (V, F, F) veremos que o
valor assumido por ~ (p→~q) ∨ (~r→q) será falso.
Se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas
da tabela-verdade será 𝟐𝒏 .
Vamos continuar com o mesmo exemplo anterior: queremos determinar os valores lógicos
assumidos pela proposição composta a seguir em função dos valores atribuídos a p, q e r.
~ (p→~q) ∨ (~r→q)
Como cada proposição simples p, q e r admite dois valores lógicos (V ou F), cada uma dessas três
proposições pode assumir somente 2 valores. Assim, o total de combinações dado por:
2 × 2 × 2 = 23 = 8
Podemos generalizar o resultado, dizendo que se uma proposição for composta por 𝑛
proposições simples, o número total de linhas da tabela-verdade será o número 2 multiplicado
𝒏 vezes, ou seja, 𝟐𝒏 .
𝟐 × 𝟐 × 𝟐 × . . .× 𝟐 = 𝟐𝒏
Pessoal, são inúmeras as questões que cobram diretamente o número de linhas da tabela-verdade de uma
proposição composta.
(ISS Fortaleza/2023) P: “Se a pessoa trabalha com o que gosta e está de férias, então é feliz ou está de férias.”
Considerando a proposição P precedente, julgue o item seguinte.
O número de linhas da tabela-verdade associada à proposição P é inferior a 10.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
t: "A pessoa trabalha com o que gosta."
f: "A pessoa está de férias."
z: "A pessoa é feliz."
Note que a proposição composta P pode ser descrita por (t∧f)→(z∨f):
(t∧f)→(z∨f): “Se [(a pessoa trabalha com o que gosta) e (está de férias)], então [(é feliz) ou (está de
férias)].”
Note que, na proposição composta apresentada, temos um total de 𝒏 = 3 proposições simples distintas: t, f
e z. Portanto, o número de linhas da tabela-verdade é:
2𝑛 = 23 = 2 × 2 × 2 = 8
Logo, o número de linhas da tabela-verdade associada à proposição P é inferior a 10.
Gabarito: CERTO.
No resumo do início do tópico, indicamos que há quatro passos para a estruturação da tabela verdade. Agora
veremos em detalhes como utilizá-los na prática, tendo como exemplo a proposição composta
~(p→~q)∨(~r→q).
A proposição ~(p→~q)∨(~r→q) é composta por três proposições simples distintas: p, q e r. Logo o número
de linhas da nossa tabela-verdade será:
2𝑛 = 23 = 8
Feita a "engenharia reversa", basta desenhar o esquema da tabela. O número de colunas que corresponderá
a cada fragmento que importa para a resolução do exercício: as proposições simples, as negações
necessárias, as proposições compostas necessárias e, se for o caso, suas negações, até chegarmos na
proposição composta mais complexa.
No terceiro passo, devemos atribuir os valores V ou F às proposições simples (p, q e r) de modo a obter todas
as combinações possíveis. O melhor método para fazer isso é conferir os valores lógicos de maneira
alternada, conforme demonstrado abaixo:
Para obter o valor da proposição final, devemos realizar as operações necessárias à solução do caso dado -
considerando as cinco operações básicas com os conectivos e a operação de negação.
Vamos agora partir para a solução do nosso exemplo. Para fins didáticos, veremos cada etapa da resolução
separadamente em tabelas individualizadas. Na prática você só fará uma tabela e preencherá com os valores
lógicos encontrados.
Em cada etapa, para que você possa visualizar as operações de modo individualizado, a coluna pintada em
azul corresponderá aos valores lógicos que queremos determinar e as colunas em amarelo são aquelas
que estamos utilizando como referência para a operação.
Obtenção de (p→~q) por meio das colunas p e ~q. Observe que a condicional só será falsa quando p for
verdadeiro e ~q for falso:
Obtenção de (~r→q) por meio das colunas ~r e q. Observe que a condicional só será falsa quando ~r for
verdadeiro e q for falso:
Obtenção de ~(p→~q)∨(~r→q) por meio das colunas ~(p→~q) e (~r→q). Observe que a disjunção será
falsa somente quando ~(p→~q) for falso e (~r→q) for falso:
Finalmente finalizamos a tabela-verdade de ~(p→~q)∨(~r→q). Perceba que ela nos diz que essa proposição
composta final só é falsa em dois casos:
==13425b==
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: "O IBGE produz as informações de que o Brasil necessita."
a: "O IBGE ajuda o país a estabelecer políticas públicas."
j: "O IBGE justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados."
Note que a proposição P é uma condicional em que se omite o "então", podendo ser escrita como p→(a∧j).
p→(a∧j): “Se [produz as informações de que o Brasil necessita], [(o IBGE ajuda o país a estabelecer políticas
públicas) e (justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados)].”
A condicional p→a∧j só e falsa quando o antecedente p é verdadeiro e o consequente a∧j é falso. Nos demais
casos, a condicional é verdadeira.
Note, portanto, que a quantidade de linhas da tabela-verdade de p→a∧j que apresentam valor lógico F é
igual a 3.
Gabarito: Letra C.
Os valores lógicos que completam a tabela considerando a ordem, de cima para baixo, são:
a) V – F – V – F.
b) F – V – F – V.
c) F – V – V – V.
d) V – V – F – F.
e) V – F – F – F.
Comentários:
Veja que, na questão apresentada, já temos a tabela-verdade construída. Faz-se necessário completar alguns
valores lógicos identificados com um ponto de interrogação.
Note que os valores lógicos da última coluna da tabela-verdade da proposição ((p∧q)→∼r)q dependem
das colunas referentes às proposições ((p∧q)→∼r) e q.
Sabemos que a bicondicional ((p∧q)→∼r)q é verdadeira para os casos em que as parcelas ((p∧q)→∼r) e
q apresentam o mesmo valor lógico.
Por outro lado, a bicondicional ((p∧q)→∼r)q é falsa para os casos em que as parcelas ((p∧q)→∼r) e q
apresentam valores lógicos distintos.
(POLC AL/2023) Considere-se que as primeiras três colunas da tabela-verdade da proposição lógica (Q∨R)∧P
sejam iguais a:
Nessa situação, a última coluna dessa tabela-verdade apresenta valores V ou F, tomados de cima para baixo,
na seguinte sequência:
VVVFVVFF
Comentários:
Devemos obter a tabela-verdade de (Q∨R)∧P.
Perceba que o Passo 1, "determinar o número de linhas da tabela-verdade", já está feito. O mesmo ocorre
com o Passo 3, "atribuir V ou F às proposições simples de maneira alternada".
Passo 2: desenhar o esquema da tabela-verdade.
Para determinar (Q∨R)∧P precisamos obter (Q∨R) e P.
Para determinar Q∨R, precisamos obter Q e R.
Logo, temos o seguinte esquema da tabela-verdade:
A conjunção (Q∨R)∧P é verdadeira somente quando ambas as parcelas (Q∨R) e P são verdadeiras. Nos
demais casos, a conjunção (Q∨R)∧P é falsa.
Note que a última coluna da tabela-verdade da proposição composta (Q∨R)∧P apresenta valores V ou F,
tomados de cima para baixo, na seguinte sequência: V V V F F F F F . O gabarito, portanto, é ERRADO.
Gabarito: ERRADO.
p ∨~ p é uma tautologia
p ∧~ p é uma contradição
Método da tabela-verdade
• Se na última coluna da tabela-verdade obtivermos apenas valores verdadeiros, trata-se de uma
tautologia;
• Se na última coluna da tabela-verdade obtivermos apenas valores falsos, trata-se de uma contradição;
• Se na última coluna da tabela-verdade obtivermos valores verdadeiros e falsos (V e F), trata-se de uma
contingência.
Método da prova por absurdo
Primeiro passo: partir da hipótese de que a proposição é uma tautologia ou então de que a proposição é
uma contradição.
Se nós suspeitarmos que a proposição composta é uma tautologia, devemos seguir o seguinte
procedimento:
• Tentar aplicar o valor lógico falso à proposição. Dessa tentativa, há duas possibilidades:
○ Se for possível que a proposição seja falsa, sabemos que não é uma tautologia. Nesse caso, a
proposição pode ser contradição ou contingência; ou
○ Se nessa tentativa chegarmos a algum absurdo, isso significa que a proposição nunca poderá ser
falsa e, portanto, é uma tautologia (sempre verdadeira).
Por outro lado, se nós suspeitarmos que a proposição composta é uma contradição, devemos seguir o
seguinte procedimento:
• Tentar aplicar o valor lógico verdadeiro à proposição. Dessa tentativa, há duas possibilidades:
○ Se for possível que a proposição seja verdadeira, sabemos que não é uma contradição. Nesse caso,
a proposição pode ser tautologia ou contingência; ou
○ Se nessa tentativa chegarmos a algum absurdo, isso significa que a proposição nunca poderá ser
verdadeira e, portanto, é uma contradição (sempre falsa).
Se for possível que a proposição seja falsa e também for possível que a proposição seja verdadeira,
não teremos uma tautologia nem teremos uma contradição. Nesse caso, a proposição em questão é
uma contingência!
Implicação
Dizemos que uma proposição p implica q quando a condicional p→q é uma tautologia. A representação
da afirmação "p implica q" é representada por p ⇒ q.
Introdução
Existe uma tautologia e uma contradição que você necessariamente precisa conhecer, pois elas aparecem
muito em prova:
Conforme pode ser observado nas tabelas-verdade a seguir, note que p∨~p é sempre verdadeiro e p∧~ p é
sempre falso.
Quando duas proposições assumem valores lógicos necessariamente iguais, dizemos que as proposições são
equivalentes. Ressalto que trataremos sobre equivalências lógicas em aula futura. Nesse momento, quero
que você sabia que representação da equivalência lógica é dada utilizando o símbolo "≡" ou "⇔”.
Podemos representar a tautologia por uma proposição genérica de símbolo "⊤" ou pela letra t. Essa
proposição genérica tem o valor lógico verdadeiro independentemente de quaisquer condições. Assim:
p ∨~p ≡ t
Informalmente, costuma-se representar essa proposição sempre verdadeira com o valor lógico V.
p∨~p ≡ V
De modo análogo, a contradição é representada pela proposição genérica de símbolo "⊥" ou pela letra c.
Essa proposição genérica tem valor lógico falso independentemente de quaisquer condições. Assim:
p∧~p ≡ c
Informalmente, costuma-se representar essa proposição sempre falsa com o valor lógico F.
p∧~p ≡ F
Por exemplo, poderíamos utilizar a letra t para representar a proposição "Tiago é engenheiro".
Ressalto que, quando utilizarmos a letra c ou a letra t para nos referirmos a contradições ou a
tautologias, essa utilização estará muito clara.
Para descobrirmos se uma proposição composta é uma tautologia, uma contradição ou uma contingência,
podemos utilizar três métodos: método da tabela-verdade, método do absurdo ou equivalências
lógicas/álgebra de proposições.
Para ilustrar os dois primeiros métodos, vamos utilizar um exemplo. Queremos verificar se a seguinte
proposição é uma tautologia, uma contradição ou uma contingência:
[(p∧q)∧r]→[p(q∨r)]
O terceiro método, se for relevante para a sua prova, será abordado na aula de Equivalências Lógicas.
Método da tabela-verdade
Perceba que, pelas definições de tautologia, contradição e contingência, podemos obter os seguintes
resultados:
Temos um total de 3 proposições simples distintas (p, q e r). Portanto, o número de linhas da tabela-verdade
é:
23 = 8
Note que:
A conjunção p∧q é verdadeira somente quando p e q são ambos verdadeiros. Nos demais casos, p∧q é falso.
A conjunção [(p∧q)∧r] é verdadeira somente quando (p∧q) e r são ambos verdadeiros. Nos demais casos,
[(p∧q)∧r] é falso.
A disjunção inclusiva (q∨r) é falsa somente quando q e r são ambos falsos. Nos demais casos, (q∨r) é
verdadeiro.
A bicondicional [p(q∨r)] será verdadeira somente quando p e (q∨r) tiverem o mesmo valor lógico. Nos
demais casos, [p(q∨r)] é falso.
Por fim, a condicional [(p∧q)∧r]→[p(q∨r)] é falsa somente quando o antecedente [(p∧q)∧r] é verdadeiro
e o consequente [p(q∨r)] é falso. Observe que esse caso nunca ocorre, de modo que essa condicional é
sempre verdadeira. Logo, estamos diante de uma tautologia.
a) (p∧q)→(p∨q) − Tautologia.
Passo 1: determinar o número de linhas da tabela-verdade.
Temos duas proposições simples distintas. Logo, o número de linhas é 22 = 2 × 2 = 4.
Passo 2: desenhar o esquema da tabela-verdade.
Para determinar (p∧q)→(p∨q), precisamos determinar (p∧q), (p∨q), p e q.
b) p∨~p − Tautologia.
Conforme visto na teoria da aula, p∨~p é uma tautologia.
c) p→(q→p) − Tautologia.
Passo 1: determinar o número de linhas da tabela-verdade.
Temos duas proposições simples distintas. Logo, o número de linhas é 22 = 2 × 2 = 4.
Passo 2: desenhar o esquema da tabela-verdade.
Para determinar p→(q→p), precisamos determinar p, q e (q→p).
• p→(q→p) é falso somente quando p é verdadeiro e (q→p) é falso. Como isso não ocorre, estamos diante
de uma tautologia.
d) (p∧q)→p − Tautologia.
Passo 1: determinar o número de linhas da tabela-verdade.
Temos duas proposições simples distintas. Logo, o número de linhas é 22 = 2 × 2 = 4.
Passo 2: desenhar o esquema da tabela-verdade.
Para determinar (p∧q)→p, precisamos determinar (p∧q), p e q.
Gabarito: Letra E.
(ISS Fortaleza/2023) P: “Se a pessoa trabalha com o que gosta e está de férias, então é feliz ou está de férias.”
Considerando a proposição P precedente, julgue o item seguinte.
A proposição P é uma tautologia.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
t: "A pessoa trabalha com o que gosta."
f: "A pessoa está de férias."
z: "A pessoa é feliz."
Gabarito: CERTO.
Vamos utilizar o método da prova por absurdo para verificar se a seguinte proposição é uma tautologia,
uma contradição ou uma contingência:
[(p∧q)∧r]→[p(q∨r)]
Para aplicar esse método, o primeiro passo é partir da hipótese de que a proposição é uma tautologia ou
então partir da hipótese de que a proposição é uma contradição.
Se nós suspeitarmos que a proposição composta é uma tautologia, devemos seguir o seguinte
procedimento:
• Tentar aplicar o valor lógico falso à proposição. Dessa tentativa, há duas possibilidades:
o Se for possível que a proposição seja falsa, sabemos que não é uma tautologia. Nesse caso,
a proposição pode ser contradição ou contingência; ou
o Se nessa tentativa chegarmos a algum absurdo, isso significa que a proposição nunca poderá
ser falsa e, portanto, é uma tautologia (sempre verdadeira).
Por outro lado, se nós suspeitarmos que a proposição composta é uma contradição, devemos seguir o
seguinte procedimento:
• Tentar aplicar o valor lógico verdadeiro à proposição. Dessa tentativa, há duas possibilidades:
o Se for possível que a proposição seja verdadeira, sabemos que não é uma contradição. Nesse
caso, a proposição pode ser tautologia ou contingência; ou
o Se nessa tentativa chegarmos a algum absurdo, isso significa que a proposição nunca poderá
ser verdadeira e, portanto, é uma contradição (sempre falsa).
Ok, professor! Mas como eu descubro com esse método se a proposição é uma contingência?
Veja que, ao aplicar o método, se for possível que a proposição seja falsa e também for possível que a
proposição seja verdadeira, não teremos uma tautologia e também não teremos uma contradição. Nesse
caso, a proposição em questão é uma contingência!
Nesse contexto, o termo "absurdo" se refere a uma situação contraditória que surge ao tentar
aplicar o valor falso a uma tautologia ou o valor verdadeiro a uma contradição.
Exemplo: vamos supor que você aplica o valor falso a uma proposição composta que você
suspeita que é uma tautologia. Em decorrência disso, você obtém que algumas proposições
simples devem ser verdadeiras e falsas ao mesmo tempo. Trata-se de um absurdo, pois sabemos
que as proposições não podem ser V e F ao mesmo tempo. Como chegamos em um absurdo, isso
significa que a proposição composta original nunca pode ser falsa. Portanto, temos uma
tautologia.
Esse conceito ficará mais claro em seguida, quando mostrarmos o método com mais detalhes.
Bom, vamos aplicar o método! Queremos descobrir se [(p∧q)∧r]→[p(q∨r)] é uma tautologia, uma
contradição ou uma contingência. Arbitrariamente, vamos inicialmente supor que [(p∧q)∧r]→[p(q∨r)] é
uma contradição.
Nesse caso, devemos tentar aplicar o valor lógico verdadeiro à proposição composta.
Você consegue verificar como essa condicional com antecedente [(p∧q)∧r] e com consequente
[p(q∨r)] pode ser verdadeira?
Eu tentaria, por exemplo, fazer com que o antecedente dessa condicional fosse falso. Nesse caso,
a condicional será verdadeira, pois necessariamente não teremos o único caso em que a
condicional é falsa (caso V→F).
Perceba, então, que se p, q e r forem todos falsos, por exemplo, teremos um antecedente falso
e, consequentemente, a proposição será verdadeira:
[(p∧q)∧r]→[p(q∨r)]
[(F∧ F)∧F]→[F(F∨F)]
[F∧F]→[FF]
[F]→[V]
Olha só, que legal! Conseguimos fazer com que a proposição seja verdadeira! Logo, sabemos
que a proposição composta em questão não é uma contradição, podendo ser tautologia ou
contingência.
Bom, sabemos que a proposição composta em questão não é uma contradição. Vamos supor, então, que
[(p∧q)∧r]→[p(q∨r)] é uma tautologia.
Nesse caso, devemos tentar aplicar o valor lógico falso à proposição composta.
Para que a condicional em questão seja falsa, devemos ter o caso V→F. Logo:
Antecedente
Vamos verificar o antecedente [(p∧q)∧r]. Para que a conjunção de (p∧q) com r seja verdadeira,
ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo:
Além disso, para que (p∧q) seja verdadeiro, devemos ter p e q ambos verdadeiros. Logo:
Consequente
Para que a bicondicional [p(q∨r)] seja falsa, ambas as parcelas, p e (q∨r), devem ter valores
lógicos distintos. Isso significa que podemos ter dois casos:
Veja que aqui nós já encontramos um absurdo! Isso porque já obtivemos que p, q e r devem
ser todos verdadeiros! Veja que, quando analisamos a bicondicional do consequente:
• No primeiro caso, teremos (q∨r) falso, de modo que q e r devem ser ambos falsos;
• No segundo caso, p deve ser falso.
Como acabamos de chegar em um absurdo, note que a proposição lógica em questão não pode
ser falsa. Trata-se, portanto, de uma tautologia.
Como acabamos de mostrar um caso em que a proposição composta pode ser verdadeira e um caso em que
a proposição composta pode ser falsa, temos uma contingência.
c) P∨QR∧S – Contingência.
• Se P, Q, R e S forem todos verdadeiros, P∨QR∧S será verdadeiro.
• Se P e Q forem verdadeiros e R e S forem falsos, P∨QR∧S será falso
Como acabamos de mostrar um caso em que a proposição composta pode ser verdadeira e um caso em que
a proposição composta pode ser falsa, temos uma contingência.
d) P∨Q∨R→S – Contingência.
• Se P, Q, R e S forem todos verdadeiros, P∨Q∨R→S será verdadeiro.
• Se P, Q e R forem verdadeiros e S for falso, P∨Q∨R→S será falso
Como acabamos de mostrar um caso em que a proposição composta pode ser verdadeira e um caso em que
a proposição composta pode ser falsa, temos uma contingência.
e) P∨Q∨R∨~S∨~P − Tautologia.
Como a questão pergunta por uma tautologia, a nossa suspeita é de que P∨Q∨R∨~S∨~P é uma tautologia.
Nesse caso, vamos tentar aplicar o valor lógico falso à proposição.
Como temos uma disjunção inclusiva com 5 termos, para que ela seja falsa, todos os cinco termos devem ser
falsos. Logo:
P deve ser falso; Q deve ser falso; R deve ser falso; ¬S deve ser falso; e ~P deve ser falso
Veja que aqui encontramos um absurdo. Isso porque P e ~P não podem ser ao mesmo tempo falsos, dado
que P e ~P devem apresentar valores lógicos opostos.
Logo, a proposição em questão nunca poderá ser falsa e, portanto, é uma tautologia (sempre verdadeira).
Gabarito: Letra E.
A questão a seguir já foi resolvida utilizando o método da tabela-verdade. Resolveremos, nesse momento,
utilizando o método da prova por absurdo.
(ISS Fortaleza/2023) P: “Se a pessoa trabalha com o que gosta e está de férias, então é feliz ou está de férias.”
Considerando a proposição P precedente, julgue o item seguinte.
A proposição P é uma tautologia.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
t: "A pessoa trabalha com o que gosta."
f: "A pessoa está de férias."
z: "A pessoa é feliz."
Note que a proposição composta P pode ser descrita por (t∧f)→(z∨f):
(t∧f)→(z∨f): “Se [(a pessoa trabalha com o que gosta) e (está de férias)], então [(é feliz) ou (está de
férias)].”
Como a questão pergunta por uma tautologia, a nossa suspeita é de que (t∧f)→(z∨f) é uma tautologia.
Nesse caso, vamos tentar aplicar o valor lógico falso à proposição.
Para que a condicional (t∧f)→(z∨f) seja falsa, devemos ter o caso V→F. Logo
• O antecedente (t∧f) deve ser verdadeiro; e
• O consequente (z∨f) deve ser falso.
Antecedente
Para que a conjunção (t∧f) seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo:
• t deve ser verdadeiro; e
• f deve ser verdadeiro.
Consequente
Para que a disjunção inclusiva (z∨f) seja falsa, ambas as parcelas precisam ser falsas. Logo:
• z deve ser falso; e
• f deve ser falso.
Veja que aqui encontramos um absurdo! Isso porque, analisando o antecedente, obtivemos que f deve ser
verdadeiro. Por outro lado, analisando o consequente, obtivemos que f deve ser falso.
Como acabamos de chegar em um absurdo, note que a proposição lógica em questão não pode ser falsa.
Trata-se, portanto, de uma tautologia.
Gabarito: CERTO.
Implicação
Dizemos que uma proposição p implica q quando a condicional p→q é uma tautologia. A representação da
afirmação "p implica q" é p ⇒ q.
p⇒q significa "p implica q", isto é, significa afirmar que "a condicional p→q é uma
tautologia".
Apesar dessa distinção, algumas bancas utilizam o símbolo de implicação "⇒” como se
fosse o símbolo da condicional "→”.
Além disso, em algumas questões, as bancas podem utilizar a expressão "p implica q" para
se referir simplesmente a uma condicional p→q, sem que ela necessariamente seja uma
tautologia.
(PC SE/2014) Diz-se que uma proposição composta A implica numa proposição composta B, se:
a) a conjunção entre elas for tautologia
b) o condicional entre elas, nessa ordem, for tautologia.
c) o bicondicional entre elas for tautologia
d) A disjunção entre elas for tautologia.
Comentários:
Dizer que uma proposição composta A implica numa proposição composta B significa dizer que a condicional
A→B é uma tautologia.
Gabarito: Letra B.
(CEBRASPE/INPI/2024) P: “Como Carlos enfrentou resistência dos produtores locais, articulou e negociou
o fornecimento com produtores de outros estados.”
Considerando a proposição P precedente, julgue o próximo item.
Sob o ponto de vista lógico, a proposição P pode ser escrita como “Uma vez que enfrentou resistência dos
produtores locais, Carlos articulou e negociou o fornecimento com produtores de outros estados.”.
Comentários:
Observe que a condicional "Se p, então q" pode ser escrita tanto da forma "Como p, q" quanto da forma
"Uma vez que p, q". Isso porque essas três expressões expressam a ideia de condicional.
P: “Como [Carlos enfrentou resistência dos produtores locais], [articulou e negociou o fornecimento com
produtores de outros estados].”
P: “Se [Carlos enfrentou resistência dos produtores locais], então [articulou e negociou o fornecimento
com produtores de outros estados].”
P: “Uma vez que [Carlos enfrentou resistência dos produtores locais], [articulou e negociou o fornecimento
com produtores de outros estados].”
P: “Uma vez que [Carlos enfrentou resistência dos produtores locais], [Carlos articulou e negociou o
fornecimento com produtores de outros estados].”
Gabarito: CERTO.
Comentários:
A sentença da questão apresenta a estrutura "X é consequência de Y", que é utilizada pela banca para
induzir o concurseiro a pensar que esse tipo de proposição é uma condicional. Na verdade, esse tipo de
estrutura representa uma proposição simples:
"A aplicação dos recursos públicos, de forma justa e para o benefício de toda a sociedade, é consequência
da ação contínua dos órgãos de controle orçamentário e fiscal."
Portanto, temos uma proposição simples, que pode ser representada por uma única letra, sem quaisquer
conectivos.
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/Pref. Cach. Itapemirim/2024) Ao ser convidado por seu pai para uma viagem, Marcos assim
==13425b==
respondeu:
P: “Aceito viajar com uma condição: eu dirijo.”
Julgue o item seguinte, a respeito da proposição P acima apresentada.
A proposição P é equivalente a “Aceito viajar desde que eu dirija.”.
Comentários:
Nessa proposição, note que “dirigir” é condição necessária para “aceitar viajar”. Portanto, a proposição P
pode ser descrita da seguinte forma:
Nessa proposição, o termo “desde que” introduz a condição necessária "dirigir". Logo, essa proposição
sugerida pelo item também pode ser reescrita por meio da mesma condicional:
Observação: novamente, podemos observar que a proposição "Aceito viajar desde que eu dirija" não
corresponde a:
“Se [eu dirijo], então [aceito viajar]”
Nessa correspondência equivocada, note novamente que, caso Marcos não dirigisse e viajasse, teríamos
uma condicional verdadeira (F→V). Isso não condiz com a proposição "Aceito viajar desde que eu dirija”.
Isso porque, caso Marcos não dirija e viaje, claramente essa proposição é falsa.
Logo, a proposição P, descrita originalmente como "Aceito viajar com uma condição: eu dirijo" é equivalente
a “Aceito viajar desde que eu dirija”, pois ambas as proposições correspondem à condicional “Se aceito
viajar, então eu dirijo.”
Gabarito: CERTO.
Comentários:
“[Uma sociedade civil que não adota como valor a exigência de que todos os órgãos públicos façam uma
prestação de contas detalhada nunca vencerá o demônio da corrupção], além disso, [a sociedade deve
também exigir que a lei seja aplicada em todo o seu rigor na punição dos agentes públicos promotores de
corrupção]”
Observe que a expressão “além disso” apresenta o sentido de adição, trazendo o mesmo significado da
conjunção “e”. Portanto, podemos reescrever a sentença original da seguinte forma:
“[Uma sociedade civil que não adota como valor a exigência de que todos os órgãos públicos façam uma
prestação de contas detalhada nunca vencerá o demônio da corrupção] e [a sociedade deve também exigir
que a lei seja aplicada em todo o seu rigor na punição dos agentes públicos promotores de corrupção]”
“Uma sociedade civil que não adota como valor a exigência de que todos os órgãos públicos façam uma
prestação de contas detalhada nunca vencerá o demônio da corrupção”
Observe que o termo destacado é uma oração subordinada, que pode ser eliminada. Logo, podemos
sintetizar a primeira parcela da conjunção do seguinte modo:
“Uma sociedade civil que não adota como valor a exigência de que todos os órgãos públicos façam uma
prestação de contas detalhada nunca vencerá o demônio da corrupção”
Portanto, note que a primeira parcela da conjunção é uma proposição simples, que pode ser representada
pela letra P.
“A sociedade deve também exigir que a lei seja aplicada em todo o seu rigor na punição dos agentes
públicos promotores de corrupção”
Novamente, observe que o termo destacado é uma oração subordinada. Substituindo pelo pronome “ISSO”,
ficamos com:
“A sociedade deve também exigir que a lei seja aplicada em todo o seu rigor na punição dos agentes
públicos promotores de corrupção”
“A sociedade deve também exigir ISSO”
Portanto, note que a segunda parcela da conjunção é uma proposição simples, que pode ser representada
pela letra Q.
Voltando à sentença original, observe que ela é uma conjunção que liga duas proposições simples, podendo
ser representada por P∧Q:
P∧Q: “[Uma sociedade civil nunca vencerá o demônio da corrupção] e [a sociedade deve também exigir
ISSO]”
Gabarito: CERTO.
Comentários:
𝒓𝒊 : "A lei posterior regula inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior"
Note que a proposição P original apresenta o termo "quando", que introduz o antecedente de uma
condicional:
“[A lei posterior revoga a anterior] quando [(expressamente o declare), (ou) quando (seja com ela
incompatível) ou (quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior)]”.
Note que o primeiro "ou", destacado entre parênteses, foi omitido da redação original da proposição P. Além
disso, para maior clareza, podemos remover a repetição desnecessária da palavra "quando". Inserindo o
antecedente no início da frase, podemos reescrever a proposição composta P do seguinte modo:
"Quando [(expressamente o declare) ou (seja com ela incompatível) ou (regule inteiramente a matéria de
que tratava a lei anterior)], [a lei posterior revoga a anterior]”.
Veja que a proposição composta P é uma condicional que pode ser descrita como (d∨i∨𝒓𝒊 )→𝒓𝒗 :
(d∨i∨𝒓𝒊 )→𝒓𝒗 : "“Se [(a lei posterior expressamente declara a revogação da lei anterior) ou (a lei posterior é
incompatível com a anterior) ou (a lei posterior regula inteiramente a matéria de que tratava a lei
anterior)], então [a lei posterior revoga a anterior].”
Cumpre destacar que não há problema em alterar a ordem das proposições simples de uma série de
disjunções inclusivas, de modo que o antecedente (d∨i∨𝒓𝒊 ) pode ser também descrito como (d∨𝒓𝒊 ∨i). Essa
propriedade será estudada mais a fundo na aula de Equivalências Lógicas, na qual trataremos da
propriedade comutativa.
(d∨𝒓𝒊 ∨i)→𝒓𝒗 : "“Se [(a lei posterior expressamente declara a revogação da lei anterior) ou (a lei posterior
regula inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior) ou (a lei posterior é incompatível com a
anterior)], então [a lei posterior revoga a anterior].”
Note que o item apresenta justamente essa condicional (d∨𝒓𝒊 ∨i)→𝒓𝒗 escrita de uma maneira diferente,
omitindo o primeiro “ou” e outras expressões sem perda de sentido:
(d∨𝒓𝒊 ∨i)→𝒓𝒗 : "“Se [(a lei posterior expressamente declara a revogação da lei anterior), (ou) (regula
inteiramente a matéria de que esta tratava) ou (é com ela incompatível)], então [a revoga].”
Gabarito: CERTO.
Comentários:
A sentença da questão apresenta a estrutura "X é consequência de Y", que é utilizada pela banca para
induzir o concurseiro a pensar que esse tipo de proposição é uma condicional. Na verdade, esse tipo de
estrutura representa uma proposição simples:
"A diminuta produção anual de trigo no Centro-Oeste brasileiro é consequência da não existência de
determinados nutrientes essenciais em seu solo."
Portanto, temos uma proposição simples, que pode ser representada por uma única letra, sem quaisquer
conectivos.
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/PMSC/2023) Assinale a opção que apresenta uma proposição equivalente a "Você faltou
com a verdade".
a) Você não falou a verdade.
b) Você não falou mentira.
c) Você faltou com a mentira.
d) Você falou a verdade.
e) Você não disse mentira.
Comentários:
Devemos encontrar uma proposição que tenha o mesmo significado da seguinte proposição simples:
Note que "faltar com a verdade" significa "não falar a verdade". Portanto, a proposição simples original
corresponde a:
Note que as alternativas B, C e E significam a mesma ideia: "Você não falou mentira". Além disso, a
alternativa D apresenta a o contrário do sentido procurado: "Você falou a verdade".
Gabarito: Letra A.
Comentários:
Note que a proposição P apresenta o conectivo conjunção (∧), e o sentido apresentado é um sentido de
adição:
“[O juiz atendeu ao pedido do promotor] e [determinou a suspensão do porte de arma do suspeito].”
Na Língua Portuguesa, o termo "não só..., como também" também apresenta sentido de adição:
[O juiz não só atendeu ao pedido do promotor], como também [determinou a suspensão do porte de arma
do suspeito].
Portanto, a alternativa A é o gabarito da questão, pois também apresenta um sentido de adição. Nesse caso,
devemos considerar que essa alternativa também apresenta o conectivo conjunção (∧).
Gabarito: Letra A.
Comentários:
Questão polêmica, pessoal! Vejo essa questão como importante no sentido de tentar prever futuros
posicionamentos da banca.
Na Língua Portuguesa, o "como" pode ter tanto um sentido comparativo quanto um sentido causal (de causa
e consequência).
Caso encontrássemos um sentido de causa e consequência, poderíamos pensar na condicional P→Q. Ocorre
que, na proposição apresentada, o "como" tem um sentido comparativo: compara-se a inspiração da lua
com a inspiração do mar cristalino:
P: "A beleza esplendorosa da lua inspira todos os apaixonados como o mar cristalino inspira os mais belos
sentimentos nos navegadores."
Nesse caso, temos uma única oração principal e uma oração subordinada adverbial comparativa. Portanto,
havendo uma única oração principal, temos uma proposição simples. Note, inclusive, que a negação da
proposição apresentada ocorre da forma como se nega uma proposição simples que apresenta um período
composto por subordinação:
~P: "A beleza esplendorosa da lua não inspira todos os apaixonados como o mar cristalino inspira os mais
belos sentimentos nos navegadores."
Apesar dessas considerações, a banca considerou como gabarito a alternativa E, considerando que a frase
tem um sentido de causa e consequência:
"[A beleza esplendorosa da lua inspira todos os apaixonados] como [o mar cristalino inspira os mais belos
sentimentos nos navegadores]."
Nesse caso, entendo que a banca considerou essa proposição como se fosse a seguinte condicional:
P→Q: "Se [o mar cristalino inspira os mais belos sentimentos nos navegadores], então [a beleza
esplendorosa da lua inspira todos os apaixonados]."
Destaco que não compartilho do entendimento da banca, porém não há por que ficar "brigando". Até que
a banca mude de entendimento, pode ser interessante levar para prova a "jurisprudência" de que um
sentido comparativo pode ser expresso por uma condicional.
Gabarito: Letra E.
Comentários:
"A missão dos tribunais de contas é garantir que os recursos públicos sejam aplicados em favor de suprir
as necessidades mais prementes dos contribuintes."
A banca CEBRASPE tem o entendimento de que, quando dispomos de uma única oração principal com
orações subordinadas a ela, temos uma proposição simples. Note que essa primeira parte é uma proposição
simples, que podemos chamar de P:
P: "A missão dos tribunais de contas é garantir que os recursos públicos sejam aplicados em favor de suprir
as necessidades mais prementes dos contribuintes."
P: "A missão dos tribunais de contas é ESSA."
"A atuação dos auditores públicos na análise dos processos que envolvem gastos públicos é muito
importante"
Removendo-se os termos acessórios, percebe-se que também estamos diante de uma proposição simples,
que podemos chamar de Q:
Q: "A atuação dos auditores públicos na análise dos processos que envolvem gastos públicos é muito
importante"
“[A missão dos tribunais de contas é garantir que os recursos públicos sejam aplicados em favor de suprir
as necessidades mais prementes dos contribuintes], por isso [a atuação dos auditores públicos na análise
dos processos que envolvem gastos públicos é muito importante]”
Note que a sentença original passa a ideia de causa e consequência entre a proposição P e a proposição Q,
sendo P a causa cuja consequência é Q. Portanto, essa proposição composta pode ser corretamente expressa
pela proposição lógica P→Q:
P→Q: “Se [A missão dos tribunais de contas é ESSA], então [a atuação dos auditores públicos é muito
importante]”
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Veja que a proposição composta "considerando-se que o réu é capixaba, é correto afirmar que ele nasceu
na cidade de Anchieta" passa a ideia de causa e consequência. Portanto, essa proposição composta
corresponde à condicional P→Q:
P→Q: "Se [o réu é capixaba], então [(o réu) nasceu na cidade de Anchieta]."
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
A banca CEBRASPE tem o entendimento de que, quando dispomos de uma única oração principal com
orações subordinadas a ela, temos uma proposição simples. No caso em questão, temos:
Temos, portanto, uma proposição simples. Como se trata de uma proposição simples, podemos representá-
la por uma única letra, sem quaisquer conectivos. O gabarito, portanto, é ERRADO.
Observação: note que, na resolução da questão, consideramos o entendimento mais comum da banca
CEBRASPE, em que o sujeito composto “o monte Roraima e o monte Caburaí” faz parte de uma única
proposição simples.
Outra possível intepretação seria “quebrar” o sujeito composto em duas proposições simples:
Gabarito: ERRADO.
Tabela-Verdade
(CEBRASPE/ANM/2025) Considerando a proposição P: “Não prometo que você voltará, e, se voltar, não
será o mesmo.”, julgue o item seguinte, em relação a aspectos da lógica sentencial dessa proposição.
Comentários:
v: "Você volta."
Observação: veja que o termo "que você voltará" é uma oração subordinada e, portanto, temos uma
proposição simples em "Eu prometo que você voltará", que pode ser lida como "Eu prometo ISSO".
Note que a proposição composta original P pode ser descrita por ~p∧(v→~s):
~p∧(v→~s): “[(Eu) não prometo que você voltará], e, [se ((você) voltar), ((você) não será o mesmo)].”
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟑. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
23 = 8 linhas
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Perceba que o Passo 1, "determinar o número de linhas da tabela-verdade", já está feito. O mesmo ocorre
com o Passo 3, "atribuir V ou F às proposições simples de maneira alternada".
A conjunção ((~Q)∧P) é verdadeira somente quando ~Q e P são ambos verdadeiros. Nos demais casos, a
conjunção é falsa.
A conjunção (R∧P) é verdadeira somente quando R e P são ambos verdadeiros. Nos demais casos, a
conjunção é falsa.
Por fim, a disjunção inclusiva ((~Q)∧P)∨(R∧P) será falsa somente quando ((~Q)∧P) e (R∧P) forem ambos
falsos. Nos demais casos, a disjunção inclusiva será verdadeira.
Gabarito: CERTO.
Comentários:
(~𝒊𝒄 ∨ 𝒊𝒔 )→(𝒋𝒂 ∧ 𝒋𝒔 ): “Se [(o investigador não cumprir o procedimento) ou (identificar o suspeito errado)],
(então) [(o juiz anulará a prova) e (soltará o acusado)].”
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟒. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
24 = 16 linhas
Gabarito: CERTO.
Comentários:
(𝒃𝒐 ∧ 𝒃𝒕 ∧ 𝒃𝒂 )→g: “Se [(o bem é bom), (e) ((o bem é) bonito) e ((o bem é) barato)], (então) [eu gosto (do
bem)].”
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟒. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
𝟐𝟒 = 𝟏𝟔 𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Perceba que o Passo 1, "determinar o número de linhas da tabela-verdade", já está feito. O mesmo ocorre
com o Passo 3, "atribuir V ou F às proposições simples de maneira alternada".
A conjunção (P→R)∧Q é verdadeira somente quando ambas as parcelas (P→R) e Q são verdadeiras. Nos
demais casos, a conjunção (P→R)∧Q é falsa.
Gabarito: CERTO.
Comentários:
h→d: "Se [houver menor geração de caixa], (então) [a capacidade da empresa de distribuir dividendos
atraentes estará comprometida]."
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟐. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
22 = 4 linhas
Gabarito: Letra B.
(CEBRASPE/ITAIPU/2024) P: “O adversário tentou desgastar o candidato, mas a artilharia contra ele não
teve sucesso.”
Assinale a opção que apresenta o número de linhas da tabela-verdade associada à proposição P.
a) 2
b) 4
c) 8
d) 16
e) 32
Comentários:
Sabemos que a palavra "mas", em Lógica de Proposições, corresponde a uma conjunção "e". Logo, a
proposição P pode ser descrita pela conjunção d∧~s:
d∧~s: "[O adversário tentou desgastar o candidato], mas [a artilharia contra ele (o candidato) não teve
sucesso]."
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟐. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
22 = 4 linhas
Gabarito: Letra B.
(CEBRASPE/CTI/2024) Julgue o item a seguir, considerando a proposição P: Eu topo assumir o cargo, mas
só se meu salário aumentar em 100%.
A tabela-verdade da proposição P possui 8 linhas.
Comentários:
Observe que "mas só se" corresponde a "somente se", que é uma condicional. Portanto, a proposição P
pode ser descrita por a→s:
a→s: "[Eu topo assumir o cargo], mas só se [meu salário aumentar em 100%]."
a→s: "Se [eu topar assumir o cargo], então [meu salário aumentará em 100%]."
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟐. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
22 = 4 linhas
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição composta em questão, temos 𝒏 = 𝟐. Logo, o número de linhas
da tabela-verdade da proposição é:
22 = 4 linhas
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Note que a proposição P é uma condicional escrita da forma "Como p, q", podendo ser representada por
e→(a∧n):
e→(a∧n): "Como [Carlos enfrentou resistência dos produtores locais], [((Carlos) articulou (o fornecimento
com produtores de outros estados)) e ((Carlos) negociou o fornecimento com produtores de outros
estados)].”
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟑. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
23 = 8 linhas
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Sabemos que a palavra "mas", em Lógica de Proposições, corresponde a uma conjunção "e". Logo, a
proposição P pode ser descrita pela conjunção 𝒄𝒓 ∧~𝒃𝒄 :
𝒄𝒓 ∧~𝒃𝒄 : "[Defendo causas ruins com bons argumentos], mas [não (defendo) boas causas com
argumentos ruins]."
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟐. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
22 = 4 linhas
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
𝒓𝒊 : "A lei posterior regula inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior"
Note que a proposição P original apresenta o termo "quando", que introduz o antecedente de uma
condicional:
“[A lei posterior revoga a anterior] quando [(expressamente o declare), (ou) quando (seja com ela
incompatível) ou (quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior)]”.
Note que o primeiro "ou", destacado entre parênteses, foi omitido da redação original da proposição P. Além
disso, para maior clareza, podemos remover a repetição desnecessária da palavra "quando". Inserindo o
antecedente no início da frase, podemos reescrever a proposição composta P do seguinte modo:
"Quando [(expressamente o declare) ou (seja com ela incompatível) ou (regule inteiramente a matéria de
que tratava a lei anterior)], [a lei posterior revoga a anterior]”.
Veja que a proposição composta P é uma condicional que pode ser descrita como (d∨i∨𝒓𝒊 )→𝒓𝒗 :
(d∨i∨𝒓𝒊 )→𝒓𝒗 : "“Se [(a lei posterior expressamente declara a revogação da lei anterior) ou (a lei posterior é
incompatível com a anterior) ou (a lei posterior regula inteiramente a matéria de que tratava a lei
anterior)], então [a lei posterior revoga a anterior].”
Sabemos que se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas da
tabela-verdade será 𝟐𝒏 . Para a proposição P, temos 𝒏 = 𝟒. Logo, o número de linhas da tabela-verdade da
proposição é:
24 = 16 linhas
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/ISS Camaçari/2024) A seguir, são apresentadas as duas primeiras colunas de uma tabela-
verdade, em que P e Q representam proposições lógicas simples.
Com base nas informações precedentes, e considerando os conectivos lógicos usuais de conjunção (∧),
disjunção (∨), negação (¬) e condicional (→), assinale a opção que apresenta corretamente a proposição
lógica que corresponde à última coluna da tabela-verdade.
a) P∨(¬Q)
b) P∧(¬Q)
c) (¬P)→Q
d) (¬P)∨Q
e) (¬P)∧(¬Q)
Comentários:
Note que a proposição procurada será verdadeira somente para o caso em que P e Q são ambos falsos.
Com base nisso, vamos verificar as alternativas.
a) P∨(¬Q). ERRADO.
Veja que a disjunção inclusiva P∨(¬Q) será verdadeira, por exemplo, quando P for verdadeiro, qualquer que
seja o valor lógico de Q. Veja que, para P verdadeiro e Q verdadeiro, temos:
V∨(¬V)
V∨F
V
Logo, não temos nessa alternativa uma proposição composta que é verdadeira somente para o caso em
que P e Q são ambos falsos.
b) P∧(¬Q). ERRADO.
Para a conjunção P∧(¬Q) ser verdadeira, é necessário que ambas as parcelas sejam verdadeiras. Nesse caso,
é necessário que P seja verdadeiro e ¬Q seja verdadeiro.
Portanto, para que P∧(¬Q) seja verdadeira, é necessário que P seja verdadeiro e Q seja falso.
Logo, não temos nessa alternativa uma proposição composta que é verdadeira somente para o caso em
que P e Q são ambos falsos.
c) (¬P)→Q. ERRADO.
(¬V)→ V
F→V
V
Logo, não temos nessa alternativa uma proposição composta que é verdadeira somente para o caso em
que P e Q são ambos falsos.
d) (¬P)∨Q. ERRADO.
Veja que a disjunção inclusiva (¬P)∨Q será verdadeira, por exemplo, quando Q for verdadeiro, qualquer que
seja o valor lógico de P. Veja que, para P verdadeiro e Q verdadeiro, temos:
(¬V)∨V
F∨V
V
Logo, não temos nessa alternativa uma proposição composta que é verdadeira somente para o caso em
que P e Q são ambos falsos.
Para a conjunção (¬P)∧(¬Q) ser verdadeira, é necessário que ambas as parcelas sejam verdadeiras. Nesse
caso, é necessário que ¬P seja verdadeiro e ¬Q seja verdadeiro.
Consequentemente, para que (¬P)∧(¬Q) seja verdadeira, P deve ser falso e Q deve ser falso. Como esse é o
único caso em que a conjunção é verdadeira, temos uma proposição composta que é verdadeira somente
quando P e Q são ambos falsos.
Gabarito: Letra E.
Comentários:
Perceba que o Passo 1, "determinar o número de linhas da tabela-verdade", já está feito. O mesmo ocorre
com o Passo 3, "atribuir V ou F às proposições simples de maneira alternada".
A conjunção Q∧R é verdadeira somente quando ambas as parcelas Q e R são verdadeiras. Nos demais casos,
a conjunção Q∧R é falsa.
A disjunção inclusiva (P∧R)∨(Q∧R) é falsa somente quando (P∧R) e (Q∧R) são ambos falsos. Nos demais
casos, a disjunção inclusiva (P∧R)∨(Q∧R) é verdadeira.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Vamos analisar cada alternativa e assinalar aquela que apresenta uma tautologia.
p: "Gosto do trabalho."
q: "Gosto de trabalhar."
Para a Lógica de Proposições, a palavra "mas" corresponde à conjunção "e". Portanto, a proposição
composta pode ser descrita por p∧~q:
Note que p∧~q é uma contingência, pois essa conjunção pode ser tanto verdadeira quanto falsa.
p: "Conserto o computador."
q: "O computador estraga."
Observe que a proposição composta pode ser descrita pela bicondicional pq:
Note que pq é uma contingência, pois essa bicondicional pode ser tanto verdadeira quanto falsa.
Observe que a proposição composta "Sou feliz ou não com quem eu sou" corresponde a p∨~p:
p∨~p: "[Sou feliz com quem eu sou] ou [não sou feliz com quem eu sou]"
Da teoria sobre tautologia, contradição e contingência, sabemos que p∨~p é uma tautologia, conforme a
tabela-verdade a seguir:
==13425b==
Essa alternativa apresenta uma única oração principal. Portanto, trata-se de uma proposição simples:
Essa proposição simples pode ser representada pela letra p, por exemplo. Note que ela pode ser tanto
verdadeira quanto falsa. Consequentemente, temos uma contingência.
p: "Eu estudo."
Observe que essa proposição composta corresponde a uma bicondicional escrita na forma "se p, então q e
se q, então p". Logo, podemos descrevê-la como pq:
pq: "[Se (eu estudar), então (serei aprovado)], e [se (eu fui aprovado), então (estudei)]"
Note que pq é uma contingência, pois essa bicondicional pode ser tanto verdadeira quanto falsa.
Gabarito: Letra C.
Comentários:
Vamos analisar cada alternativa e assinalar aquela que apresenta uma tautologia.
p: "Eu trabalho."
q: "Eu ganho dinheiro."
Observe que a proposição composta pode ser descrita pela bicondicional pq:
Note que pq é uma contingência, pois essa bicondicional pode ser tanto verdadeira quanto falsa.
Essa alternativa apresenta uma única oração principal. O termo "trabalhando ou não" é acessório, podendo
ser removido. Portanto, temos uma proposição simples:
"Ganharei dinheiro."
Essa proposição simples pode ser representada pela letra p, por exemplo. Note que ela pode ser tanto
verdadeira quanto falsa. Consequentemente, temos uma contingência.
p: "Eu trabalho."
Note que essa proposição composta pode ser descrita por (p→q)∧(~q→~p):
(p→q)∧(~q→~p): "[Se ((eu) trabalho), (então) ((eu) ganho dinheiro)], (e) [se ((eu) não ganho dinheiro),
(então) ((eu) não trabalho)]."
Observe que (p→q)∧(~q→~p) pode ser falsa, descartando-se a possibilidade de termos uma tautologia.
Tomando p verdadeiro e q falso, temos:
(V→F)∧(~(F)→~(V))
(F)∧(V→F)
(F)∧(F)
Além disso, observe que (p→q)∧(~q→~p) pode ser verdadeira. Tomando p verdadeiro e q verdadeiro,
temos:
(V→V)∧(~(V)→~(V))
(V)∧(F→F)
(V)∧(V)
Como (p→q)∧(~q→~p) pode ser tanto verdadeira quanto falsa, estamos diante de uma contingência.
p: "Eu trabalho."
Note que essa proposição composta pode ser descrita por (p→q)∧(~p→~q):
(p→q)∧(~p→~q): "[Se ((eu) trabalho), (então) ((eu) ganho dinheiro)], (e) [se ((eu) não trabalho), (então)
((eu) não ganho (dinheiro))]."
Observe que (p→q)∧(~p→~q) pode ser falsa, descartando-se a possibilidade de termos uma tautologia.
Tomando p verdadeiro e q falso, temos:
(V→F)∧(~(V)→~(F))
(F)∧(F→V)
(F)∧(V)
Além disso, observe que (p→q)∧(~q→~p) pode ser verdadeira. Tomando p verdadeiro e q verdadeiro,
temos:
(V→V)∧(~(V)→~(V))
(V)∧(F→F)
(V)∧(V)
Como (p→q)∧(~p→~q) pode ser tanto verdadeira quanto falsa, estamos diante de uma contingência.
p: "Eu trabalho."
Note que essa proposição composta pode ser descrita por (p∨~p)∧(q∨~q):
(p∨~p)∧(q∨~q): "[((Eu) trabalho) ou ((eu) não (trabalho))] e [((eu) ganho dinheiro) ou ((eu) não (ganho
dinheiro))]."
Da teoria sobre tautologia, contradição e contingência, sabemos que p∨~p é uma tautologia. A mesma
situação ocorre com q∨~q, em que temos uma tautologia.
Note, portanto, que (p∨~p)∧(q∨~q) é uma conjunção entre dois termos que são sempre verdadeiros:
(p∨~p) e (q∨~q). Consequentemente, essa conjunção sempre será verdadeira. Logo, estamos diante de
uma tautologia.
Gabarito: Letra E.
Comentários:
Devemos verificar se a proposição composta [(P→Q)∧P]→Q é uma tautologia, uma contradição ou uma
contingência.
Vamos resolver essa questão por meio da tabela-verdade e, depois, resolveremos pelo método da prova
por absurdo.
Temos duas proposições simples distintas (P e Q). Logo, o número de linhas da tabela-verdade é 22 = 4.
Note que:
A condicional P→Q é falsa somente quando o antecedente P é verdadeiro e o consequente Q é falso. Nos
demais casos, a condicional é verdadeira.
A conjunção (P→Q)∧P é verdadeira somente quando (P→Q) e P são ambos verdadeiros. Nos demais casos,
a conjunção é falsa.
Como a última coluna da tabela-verdade apresenta somente valores V, estamos diante de uma tautologia.
O gabarito, portanto, é letra C.
Para que a condicional [(P→Q)∧P]→Q seja falsa, devemos ter o caso V→F. Logo:
Veja que, para que a conjunção [(P→Q)∧P] seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras.
Logo:
Veja que aqui encontramos um absurdo! Isso porque não é possível termos P verdadeiro, Q falso e (P→Q)
verdadeiro. Uma vez que P é verdadeiro e Q é falso, a condicional P→Q será do caso V→F, ou seja, será uma
condicional falsa.
Como acabamos de chegar em um absurdo, note que a proposição em questão não pode ser falsa. Trata-
se, portanto, de uma tautologia. Novamente, obtivemos que o gabarito é letra C.
Gabarito: Letra C.
c) Ou Joinville é a maior cidade do estado de Santa Catarina ou Joinville não é a maior cidade do estado de
Santa Catarina.
d) Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina.
e) Se as viaturas dos bombeiros são vermelhas e as viaturas da polícia são brancas, então as viaturas dos
bombeiros não são vermelhas.
Comentários:
Vamos verificar cada alternativa e identificar aquela que apresenta uma tautologia.
A proposição apresentada nessa alternativa é uma proposição simples, podendo ser verdadeira ou falsa.
Logo, trata-se de uma contingência.
c) Ou Joinville é a maior cidade do estado de Santa Catarina ou Joinville não é a maior cidade do estado de
Santa Catarina. Tautologia. Esse é o gabarito.
p∨~p: "Ou [Joinville é a maior cidade do estado de Santa Catarina] ou [Joinville não é a maior cidade do
estado de Santa Catarina]."
Note que temos uma disjunção exclusiva em que ambas as parcelas sempre terão valores lógicos distintos,
pois ~p sempre terá o valor contrário de p. Logo, temos uma disjunção exclusiva sempre verdadeira.
Portanto, estamos diante de uma tautologia.
A proposição apresentada nessa alternativa é uma proposição simples, podendo ser verdadeira ou falsa.
Logo, trata-se de uma contingência.
e) Se as viaturas dos bombeiros são vermelhas e as viaturas da polícia são brancas, então as viaturas dos
bombeiros não são vermelhas. Contingência.
(b∧p)→~b: "Se [(as viaturas dos bombeiros são vermelhas) e (as viaturas da polícia são brancas)], então
[as viaturas dos bombeiros não são vermelhas]."
Veja que a condicional (b∧p)→~b pode ser verdadeira. Isso porque, se fizermos com que o antecedente seja
falso, teremos uma condicional verdadeira. Podemos usar como exemplo o caso em que b e p são ambos
falsos. Nesse caso, teremos:
(F∧F)→~(F)
(F)→V
Além disso, a condicional (b∧p)→~b pode ser falsa, pois podemos ter o caso V→F. Veja que, se b for
verdadeiro e p for verdadeiro, temos:
(V∧V)→~(V)
(V)→F
Como (b∧p)→~b pode ser tanto V quanto F, estamos diante de uma contingência.
Para não restar dúvidas, podemos montar a tabela-verdade dessa proposição. Note que a última coluna da
tabela-verdade de (b∧p)→~b apresenta tanto valores V quanto valores F.
Gabarito: Letra C.
Comentários:
Vamos resolver essa questão pelo método da prova por absurdo e, na sequência, apresentaremos a tabela-
verdade da proposição.
Como a questão pergunta por uma tautologia, vamos supor que Q→(P∨Q) seja uma tautologia.
Para a condicional Q→(P∨Q) ser falsa, devemos ter o caso V→F. Nesse caso:
Observe, porém, que para que a disjunção inclusiva (P∨Q) seja falsa, P deve ser falso e Q deve ser falso.
Trata-se de um absurdo, pois Q não pode ser verdadeiro e falso ao mesmo tempo.
Como acabamos de chegar em um absurdo, note que a proposição em questão não pode ser falsa. Logo,
trata-se de uma tautologia. O gabarito, portanto, é CERTO.
Observe que a tabela-verdade nos mostra que a condicional em questão é sempre verdadeira.
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Vamos resolver essa questão pelo método da prova por absurdo e, na sequência, apresentaremos a tabela-
verdade da proposição.
Como a questão pergunta por uma tautologia, vamos supor que [P→Q]ΛP seja uma tautologia.
Para a conjunção [P→Q]ΛP ser falsa, basta que uma parcela da conjunção seja falsa.
Veja que, se tivermos P falso, por exemplo, a conjunção [P→Q]ΛP será falsa, qualquer que seja o valor lógico
da parcela [P→Q], ou seja, qualquer que seja o valor lógico de Q.
[F→F]ΛF
[V]ΛF
Note, portanto, que [P→Q]ΛP pode ser falsa. Consequentemente, não se trata de uma tautologia. O
gabarito, portanto, é ERRADO.
Observe que a tabela-verdade nos mostra que a proposição em questão é uma contingência.
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/INPI/2024) P: “Como Carlos enfrentou resistência dos produtores locais, articulou e negociou
o fornecimento com produtores de outros estados.”
Considerando a proposição P precedente, julgue o próximo item.
Sob o ponto de vista lógico, a proposição P pode ser escrita como “Uma vez que enfrentou resistência dos
produtores locais, Carlos articulou e negociou o fornecimento com produtores de outros estados.”.
(CEBRASPE/Pref. Cach. Itapemirim/2024) Ao ser convidado por seu pai para uma viagem, Marcos assim
respondeu:
P: “Aceito viajar com uma condição: eu dirijo.”
Julgue o item seguinte, a respeito da proposição P acima apresentada.
A proposição P é equivalente a “Aceito viajar desde que eu dirija.”.
(CEBRASPE/PMSC/2023) Assinale a opção que apresenta uma proposição equivalente a "Você faltou
com a verdade".
a) Você não falou a verdade.
b) Você não falou mentira.
c) Você faltou com a mentira.
d) Você falou a verdade.
e) Você não disse mentira.
representam proposições lógicas e que o símbolo ~ representa a negação de uma proposição, julgue o
item subsecutivo.
A sentença “O monte Roraima e o monte Caburaí são exemplos de formações geológicas decorrentes de
movimentações de placas tectônicas ocorridas há centenas de milhões de anos” pode ser representada
corretamente pela proposição lógica R→(P∧Q).
GABARITO – CEBRASPE
CERTO
ERRADO
CERTO
CERTO
CERTO
ERRADO
LETRA A
LETRA A
LETRA E
CERTO
ERRADO
ERRADO
Tabela-Verdade
(CEBRASPE/ANM/2025) Considerando a proposição P: “Não prometo que você voltará, e, se voltar, não
será o mesmo.”, julgue o item seguinte, em relação a aspectos da lógica sentencial dessa proposição.
verdadeiro lógico, então a última coluna dessa tabela-verdade tem valores V ou F, tomados de cima para
baixo, na seguinte sequência: V, F, F, F, V, V, F, F.
(CEBRASPE/ITAIPU/2024) P: “O adversário tentou desgastar o candidato, mas a artilharia contra ele não
teve sucesso.”
Assinale a opção que apresenta o número de linhas da tabela-verdade associada à proposição P.
a) 2
b) 4
c) 8
d) 16
e) 32
(CEBRASPE/CTI/2024) Julgue o item a seguir, considerando a proposição P: Eu topo assumir o cargo, mas
só se meu salário aumentar em 100%.
A tabela-verdade da proposição P possui 8 linhas.
Com base no texto precedente e nos aspectos de lógica sentencial, julgue o item seguinte.
A tabela-verdade associada à proposição “Ou o jornalista é muito mal-informado ou age de má-fé” possui
4 linhas.
(CEBRASPE/ISS Camaçari/2024) A seguir, são apresentadas as duas primeiras colunas de uma tabela-
verdade, em que P e Q representam proposições lógicas simples.
Com base nas informações precedentes, e considerando os conectivos lógicos usuais de conjunção (∧),
disjunção (∨), negação (¬) e condicional (→), assinale a opção que apresenta corretamente a proposição
lógica que corresponde à última coluna da tabela-verdade.
a) P∨(¬Q)
b) P∧(¬Q)
c) (¬P)→Q
d) (¬P)∨Q
e) (¬P)∧(¬Q)
GABARITO – CEBRASPE
Tabela-Verdade
e) Se as viaturas dos bombeiros são vermelhas e as viaturas da polícia são brancas, então as viaturas dos
bombeiros não são vermelhas.
==13425b==
GABARITO – CEBRASPE
LETRA C
LETRA E
LETRA C
LETRA C
CERTO
ERRADO