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Centro de Massa e Momento Linear em Física

O documento aborda conceitos fundamentais de física, incluindo centro de massa, momento linear e colisões. Ele explora como determinar a posição do centro de massa em sistemas de partículas e a aplicação da segunda lei de Newton a esses sistemas. Além disso, discute diferentes tipos de colisões e a conservação do momento linear em sistemas isolados.

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Centro de Massa e Momento Linear em Física

O documento aborda conceitos fundamentais de física, incluindo centro de massa, momento linear e colisões. Ele explora como determinar a posição do centro de massa em sistemas de partículas e a aplicação da segunda lei de Newton a esses sistemas. Além disso, discute diferentes tipos de colisões e a conservação do momento linear em sistemas isolados.

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FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Capítulo 9

Centro de Massa e
Momento Linear
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-1 Centro de Massa


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
1. Dada a posição de várias 9.03 No caso de um objeto
partículas em um eixo ou bidimensional ou
plano, determinar a posição tridimensional com uma
do centro de massa. distribuição homogênea de
massa, determinar a posição
2. Determinar a posição do
do centro de massa (a)
centro de massa de um
dividindo mentalmente o
objeto usando princípios de
objeto em figuras
simetria.
geométricas simples, (b)
substituindo essas figuras
por partículas e (c)
calculando o centro de
massa dessas partículas.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ O movimento de objetos que giram pode ser


complicado (pense em um taco de beisebol)
⚫ Entretanto, existe um ponto especial em qualquer
objeto para o qual o movimento é simples
⚫ O centro de massa do
taco descreve uma
parábola igual à de uma
partícula
⚫ Todos os outros pontos
do taco giram em torno
desse ponto
Figura 9-1
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Definição de centro de massa (CM):

⚫ No caso de duas partículas separadas por uma distância


d, tomando a origem na posição da partícula 1:

Eq. (9-1)

⚫ Tomando a origem em um ponto arbitrário:

Eq. (9-2)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ A posição do centro de massa não depende do


sistema de coordenadas escolhido
⚫ O centro de massa é uma propriedade das partículas
e não das coordenadas

Figura 9-2
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ No caso de muitas partículas, podemos generalizar a


equação e escrever

Eq. (9-4)

em que M = m1 + m2 + . . . + mn.
⚫ Em três dimensões, calculamos o centro de massa
separadamente para cada eixo:

Eq. (9-5)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Mais concisamente, podemos escrever:

Eq. (9-8)

⚫ No caso de corpos maciços, podemos tomar o limite


de uma soma infinita de partículas infinitamente
pequenas, ou seja, calcular uma integral!
⚫ Calculando separadamente o centro de massa para
cada coordenada, escrevemos

Eq. (9-9)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Vamos considerar apenas objetos de massa


específica, ρ, uniforme, para os quais

Eq. (9-10)

⚫ Nesse caso, temos:

Eq. (9-11)

⚫ Podemos dispensar uma ou mais das integrais se o


objeto apresentar algum tipo de simetria
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ O centro de massa está no ponto de simetria (se existir)


⚫ Está na reta ou no plano de simetria (se existir)
⚫ Não precisa estar no objeto (pense em uma rosquinha)

Respostas: (a) na origem (b) em Q4, na reta y = −x (c) no eixo −y


(d) na origem (e) em Q3, na reta y = x (f) na origem
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Exemplo Subtração
o Pede-se: determinar o CM de um
disco no qual está faltando um disco
menor:
o Determine o CM de cada disco
o Determine o CM dos dois CMs,
considerando negativa a massa do
disco menor
o Na figura, CMC é o centro de massa
da placa composta
o CMP é o centro de massa da placa
composta com o Disco S removido
Figura 9-4
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-2 A Segunda Lei para um Sistema de Partículas


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
9.04 Aplicar a segunda lei de 6. Dadas a massa e a
Newton a um sistema de velocidade das partículas,
partículas, relacionando a calcular a velocidade do centro
força resultante (das forças de massa de um sistema.
que agem sobre as
partículas) à aceleração do 7. Dadas a massa e a
centro de massa do sistema. aceleração das partículas,
calcular a aceleração do centro
9.05 Aplicar as equações de de massa de um sistema.
aceleração constante ao
movimento das partículas de 8. Dada a posição do centro de
um sistema e ao movimento massa em função do tempo,
do centro de massa do calcular a velocidade do centro
sistema. de massa de um sistema.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9.09 Dada a velocidade do centro de massa em função do


tempo, calcular a aceleração do centro de massa de um
sistema.
[Link] a variação de velocidade de um centro de massa
integrando a função aceleração do centro de massa em
relação ao tempo.
[Link] o deslocamento de um centro de massa
integrando a função velocidade do centro de massa em
relação ao tempo.
[Link] caso em que as partículas de um sistema de duas
partículas se movem e o centro de massa permanece em
repouso, determinar a relação entre os deslocamentos e a
relação entre as velocidades das duas partículas.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ O movimento do centro de massa não é afetado por


forças internas ao sistema (colisões de bolas de bilhar)
⚫ Movimento do centro de massa de um sistema:
Eq. (9-14)

Eq. (9-15)

⚫ Observações:
1. Fres é a soma das forças externas
2. M é a massa total do sistema
3. aCM é a aceleração do centro de massa
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Exemplos Usando a equação do movimento do CM:


o Colisão de bolas: as forças são internas e, portanto, F = 0 e a = 0
o Bola de tênis: a = g e, portanto, a trajetória é balística
o Explosão de fogos de artifício: como as forças da explosão são internas,
o centro de massa dos fragmentos descreve uma trajetória balística,
caso a resistência do ar possa ser desprezada.

Figura 9-5
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Resposta: O sistema é constituído por Frederico, Eduardo e a vara. Como


todas as forças são internas, o centro de massa não se move. Como o
centro de massa está na origem, os patinadores se encontrarão na origem
nos três casos! (Naturalmente, a origem está mais próxima de Frederico do
que de Eduardo.)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-3 Momento Linear


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
[Link] que o momento é [Link] a relação entre o
uma grandeza vetorial e que, momento de uma partícula e
portanto, possui um módulo a força (resultante) que age
e uma orientação e pode ser sobre a partícula.
representado por meio de
[Link] o momento de
componentes.
um sistema de partículas
[Link] que o momento como o produto da massa
linear de uma partícula é total pela velocidade do
igual ao produto da massa centro de massa.
pela velocidade da partícula.
[Link] a relação entre o
[Link] a variação do momento do centro de
momento de uma partícula a massa de um sistema e a
partir da variação de força resultante que age
velocidade da partícula. sobre o sistema.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ O momento linear é definido por meio da equação

Eq. (9-22)

⚫ O momento
o tem a mesma direção que a velocidade
o só pode ser mudado por uma força externa

⚫ Segunda lei de Newton, em termos do momento:

Eq. (9-23)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Respostas: (a) 1, 3, 2 e 4 (b) na região 3

⚫ Podemos somar os momentos das partículas de um


sistema para obter:

Eq. (9-25)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ A segunda lei de Newton para um sistema de


partículas pode ser escrita na forma

Eq. (9-27)

⚫ A aplicação de uma força externa a um sistema


produz uma variação do momento linear
⚫ Na ausência de uma força externa, o momento linear
total de um sistema de partículas não pode variar
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-4 Colisão e Impulso


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
[Link] que o impulso é [Link] a equação de uma
uma grandeza vetorial e, força em função do tempo,
portanto, tem um módulo e calcular o impulso integrando a
uma orientação. função.
[Link] a relação entre o [Link] a curva de uma força
impulso e a variação de em função do tempo, calcular o
momento. impulso por integração gráfica.
[Link] a relação entre o [Link] uma série contínua de
impulso, a força média e a colisões de projéteis com um
duração do impulso. alvo, calcular a força média que
age sobre o alvo a partir da taxa
[Link] as equações de mássica das colisões e da
aceleração constante para variação de velocidade dos
relacionar o impulso à força projéteis.
média.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ O momento de uma partícula pode variar em uma colisão


⚫ Definimos o impulso J a que um corpo é submetido durante uma colisão
por meio da equação:

Eq. (9-30)

⚫ Isso significa que o impulso aplicado é igual à variação do momento do


objeto durante a colisão:

Eq. (9-31)
⚫ Essa equação, como outras equações vetoriais, pode ser escrita na forma
de componentes
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Dados Fméd e t, temos:


Eq. (9-35)

⚫ Como estamos integrando,


precisamos conhecer apenas a
área sob a curva da força
Figura 9-9

Resposta: (a) mantém (b) mantém (c) diminui


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Se cada projétil de uma salva de


n projéteis sofre uma variação de
momento Δp,

Eq. (9-36)

Figura 9-10
⚫ A força média é:
Eq. (9-37)

⚫ Se as partículas param,
Eq. (9-38)

⚫ Se as partículas ricocheteiam com a mesma velocidade


escalar,
Eq. (9-39)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Como o produto nm é a massa total para n colisões,


podemos escrever:
Eq. (9-40)

Respostas: (a) nula (b) positiva (c) o sentido positivo do eixo y (a força é normal)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-5 Conservação do Momento Linear


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
9.26 No caso de um sistema 9.27 Saber que, mesmo que
isolado de partículas, usar a um sistema não seja isolado,
lei de conservação do a lei de conservação do
momento linear para momento linear pode ser
relacionar o momento inicial aplicada à componente do
das partículas ao momento momento na direção de um
em um instante posterior. eixo, contanto que não haja
uma componente de uma
força externa na direção
desse eixo.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Quando o impulso é zero, temos:


Eq. (9-42)

⚫ o que significa que

⚫ É a chamada lei de conservação do momento


linear
⚫ Dependendo das componentes da força resultante
externa, é possível aplicar o seguinte princípio:
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Forças internas podem mudar os momentos de partes


do sistema, mas não podem mudar o momento linear
do sistema como um todo
⚫ Não confunda momento e energia

Respostas: (a) zero (b) não (c) o sentido negativo do eixo x


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-6 Momento e Energia Cinética em Colisões


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
[Link] a diferença entre [Link] a lei de
colisões elásticas, colisões conservação do momento
inelásticas e colisões linear a uma colisão
totalmente inelásticas. unidimensional em um
sistema isolado para
[Link] que, em uma colisão
relacionar os momentos dos
unidimensional, os objetos
objetos antes e depois da
se movem na mesma linha
colisão.
reta antes e depois da
colisão. [Link] que, em um sistema
isolado, o momento e a
velocidade do centro de
massa não são afetados por
colisões entre objetos do
sistema.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Tipos de colisões:
⚫ Colisões elásticas:
o A energia cinética total é constante
o É uma aproximação razoável em muitas situações
o Na prática, uma parte da energia cinética, mesmo que pequena, é
sempre convertida em outras formas de energia
⚫ Colisões inelásticas: uma parte considerável da energia
cinética é convertida em outras formas de energia
⚫ Colisões totalmente inelásticas:
o Os objetos permanecem unidos após a colisão
o A conversão de energia cinética para outras formas de energia é a maior
possível
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Em uma dimensão:
⚫ Colisão inelástica
Eq. (9-51)

⚫ Colisão totalmente inelástica, com o alvo em repouso:


Eq. (9-52)

Figura 9-14 Figura 9-15


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ A velocidade do centro de
massa não muda:

Eq. (9-56)

⚫ A Fig. 9-16 mostra vários


estágios de uma colisão
totalmente inelástica

Figura 9-16
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Respostas: (a) 10 kg ∙ m/s (b) 14 kg ∙ m/s (c) 6 kg ∙ m/s


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-7 Colisões Elásticas em Uma Dimensão


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
9.32 No caso de colisões 9.33 No caso de um projétil
elásticas de dois corpos em que colide com um alvo
uma dimensão, aplicar as estacionário, analisar o
leis de conservação da movimento resultante para
energia e do momento para três casos possíveis: massas
relacionar os valores iniciais iguais, massa do alvo muito
e finais da velocidade dos maior que a massa do
corpos. projétil e massa do projétil
muito maior que a massa do
alvo.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ A energia cinética total é conservada em colisões elásticas

⚫ No caso de um alvo estacionário, temos:


Eq. (9-63)

Eq. (9-64)

Figura 9-18
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Depois de algumas transformações algébricas,


obtemos:
Eq. (9-67)

Eq. (9-68)

⚫ Resultados
o Alvo pesado, v1f = −v1i, v2f = 0: o primeiro objeto
ricocheteia com a mesma velocidade escalar
o Massas iguais, v1f = 0, v2f = v1i: o primeiro objeto para
o Projétil pesado, v1f = v1i, v2f = 2v1i: o primeiro objeto
continua com a mesma velocidade e o segundo objeto é
arremessado com uma velocidade duas vezes maior
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Se o alvo também está se


movendo, temos:
Eq. (9-75)

Eq. (9-76)
Figura 9-19

Respostas: (a) 4 kg ∙ m/s (b) 8 kg ∙ m/s (c) 3 J


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-8 Colisões em Duas Dimensões


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
9.34 No caso de uma colisão 9.35 No caso de uma colisão
bidimensional em um elástica em um sistema
sistema isolado, aplicar a lei isolado, (a) aplicar a lei de
de conservação do momento conservação do momento a
a dois eixos de um sistema dois eixos para relacionar as
de coordenadas para componentes do momento
relacionar as componentes antes da colisão às
do momento antes da colisão componentes em relação ao
às componentes em relação mesmo eixo depois da
ao mesmo eixo depois da colisão e (b) usar o princípio
colisão. de conservação da energia
cinética para relacionar as
energias cinéticas antes e
depois da colisão.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Aplicar a lei de
conservação do
momento aos dois eixos
Figura 9-21
⚫Aplicar a lei de
conservação da energia
para colisões elásticas
Exemplo Para um alvo estacionário (Fig. 9-21):
o Eixo x: Eq. (9-79)

o Eixo y: Eq. (9-80)

o Energia: Eq. (9-81)


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Essas três equações têm sete incógnitas, já que v2i =


0. Se conhecermos quatro dessas incógnitas,
poderemos calcular as outras três.

Respostas: (a) 2 kg ∙ m/s (b) 3 kg ∙ m/s


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9-9 Sistemas de Massa Variável: Um Foguete


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
9.36 Usar a primeira equação 9.37 Usar a segunda equação
do foguete para relacionar a do foguete para relacionar a
taxa de perda de massa de variação da velocidade do
um foguete, a velocidade dos foguete à velocidade relativa
produtos da combustão em dos produtos da combustão
relação ao foguete, a massa e à massa final do foguete.
do foguete e a aceleração do
9.38 No caso de um sistema
foguete.
em movimento que sofre
uma variação de massa a
uma taxa constante,
relacionar essa taxa à
variação do momento.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Foguete e produtos da combustão formam um sistema isolado


⚫ Conservação do momento:
Pi = Pf
⚫ o que nos dá

Eq. (9-83)
⚫ Podemos simplificar
usando a velocidade
relativa:
Eq. (9-84)

Figura 9-22
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Primeira equação do foguete:

Eq. (9-87)

⚫ R é a taxa mássica de consumo de combustível


⚫ O lado esquerdo da equação é o empuxo, T
⚫ Segunda equação do foguete:

Eq. (9-88)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

9 Resumo
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Momento Linear e Colisão e Impulso


2a Lei de Newton ⚫ Definição de impulso:
⚫ Definição de momento linear:
Eq. (9-30)
Eq. (9-25)
⚫ O impulso faz variar o
⚫ 2a Lei de Newton: momento linear
Eq. (9-27)

Conservação do Momento Colisão Inelástica em 1D


Linear ⚫ O momento é conservado
nessa direção

Eq. (9-42)
Eq. (9-51)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Movimento do Centro de Colisões Elásticas em


Massa Uma Dimensão
⚫Não é afetado por colisões e ⚫ A energia cinética é conservada
outras forças internas
Eq. (9-67)

Colisões em Duas Eq. (9-68)


Dimensões
Sistemas de Massa Variável
⚫Podemos aplicar a lei de
conservação do momento a cada
componente Eq. (9-87)

⚫A energia cinética é conservada


em colisões elásticas Eq. (9-88)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Capítulo 10

Rotação
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

10-1 As Variáveis da Rotação


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
1. Saber que, se todas as partículas de um corpo giram da
mesma forma, o corpo é um corpo rígido.
2. Saber que a posição angular de um corpo rígido é o ângulo
que uma reta interna de referência faz com uma reta
externa fixa.
3. Conhecer a relação entre o deslocamento angular e as
posições angulares inicial e final.
4. Conhecer a relação entre a velocidade angular média, o
deslocamento angular e o intervalo de tempo do
deslocamento.
5. Conhecer a relação entre a aceleração angular média, a
variação de velocidade e o intervalo de tempo da variação
de velocidade.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

6. Saber que o movimento anti-horário é considerado


positivo e o movimento horário é considerado negativo.
7. Dada a posição angular de uma partícula em função do
tempo, calcular a velocidade angular instantânea da partícula
em um instante dado e a velocidade angular média em um
intervalo de tempo dado.
8. Dado um gráfico da posição angular de uma partícula em
função do tempo, determinar a velocidade angular instantânea
da partícula em um dado instante e a velocidade angular
média em um intervalo de tempo dado.
9. Saber que a velocidade angular instantânea escalar é o
módulo da velocidade angular instantânea.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

[Link] a velocidade angular em função do tempo,


calcular a aceleração angular instantânea em um
instante dado e a aceleração angular média em um
intervalo de tempo dado.
[Link] um gráfico da velocidade angular em função do
tempo, determinar a aceleração angular instantânea
em um instante dado e a aceleração angular média em
um intervalo de tempo dado.
[Link] a variação da velocidade angular integrando
a função aceleração angular em relação ao tempo.
[Link] a variação da posição angular integrando a
função velocidade angular em relação ao tempo.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Vamos agora estudar o movimento de rotação


⚫ Vamos ver que as leis são semelhantes às do movimento de
translação, mas precisamos de novas grandezas
o torque
o momento de inércia

⚫ Em um corpo rígido, todas as partículas giram da mesma


forma
⚫ Vamos considerar apenas rotações em torno de um eixo fixo
⚫ Isso significa que não vamos considerar corpos como
o o Sol, em que camadas de gás giram separadamente
o uma bola de boliche, em que o movimento é uma
combinação de translação e rotação
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ O eixo fixo é chamado de eixo de rotação


⚫ As Figs. 10-2 e 10-3 mostram uma reta de referência
⚫ A posição angular dessa reta (e do objeto) é medida
em relação a uma direção fixa, a posição angular zero

Figura 10-3
Figura 10-2
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Medidas usando radianos (rad): adimensionais


Eq. (10-1)

Eq. (10-2)

⚫ O ângulo θ não volta a zero depois de uma rotação


completa
⚫ A função θ(t) descreve totalmente a cinemática de
rotação de um objeto rígido
⚫ O deslocamento angular é definido pela equação
Eq. (10-4)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ “Os relógios são negativos”

Resposta: (b) e (c)


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Velocidade angular média: deslocamento angular


dividido pelo intervalo de tempo

Eq. (10-5)

⚫ Velocidade angular instantânea: limite para Δt → 0

Eq. (10-6)

⚫ Se o objeto é rígido, essas equações valem para


todos os pontos do objeto
⚫ O módulo da velocidade angular é chamado de
velocidade angular escalar
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ A Fig. 10-4 mostra os dados necessários para


calcular a velocidade angular média

Figura 10-4

⚫ Aceleração angular média: variação da velocidade


dividida pelo intervalo de tempo
Eq. (10-7)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Variação angular instantânea: limite para Δt → 0

Eq. (10-8)

⚫ Se o objeto é rígido, essas equações valem para todos os


pontos do objeto
⚫ A velocidade angular e a aceleração angular podem ser
representadas por vetores, usando a regra da mão direita para
determinar a orientação
⚫ Os vetores que representam a velocidade angular e a
aceleração angular têm a direção do eixo de rotação
⚫ O deslocamento angular não pode ser representado por um
vetor porque, no caso de rotações em torno de eixos diferentes,
o deslocamento total depende da ordem das rotações
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

10-2 Rotação com Aceleração Angular Constante


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivo do Aprendizado
10.14 No caso de uma aceleração angular constante, usar as
relações entre posição angular, deslocamento angular,
velocidade angular, aceleração angular e tempo transcorrido
(Tabela 10-1).
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ As equações são semelhantes às equações para


aceleração linear constante (Tabela 10-1)
⚫ Basta substituir as grandezas lineares por grandezas
angulares
⚫ As Eqs. 10-12 e 10-13 são as equações básicas, a
partir das quais é possível deduzir todas as outras
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Resposta: (a) e (d); nas outras situações, a aceleração angular não é


constante
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

10-3 Relações entre as Variáveis Lineares e Angulares


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
10.15 No caso de um corpo 10.16 Conhecer a diferença
rígido girando em torno de entre aceleração tangencial
um eixo fixo, conhecer a e aceleração radial e traçar
relação entre as variáveis os vetores correspondentes
angulares do corpo (posição às duas acelerações em um
angular, velocidade angular e desenho de uma partícula de
aceleração angular) e as um corpo que esteja girando
variáveis lineares de uma em torno de um eixo, tanto
partícula do corpo (posição, para o caso em que a
velocidade e aceleração) velocidade angular está
para qualquer raio dado. aumentando como para o
caso em que a velocidade
angular está diminuindo.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ As variáveis lineares e angulares estão relacionadas por meio


de r, a distância perpendicular do eixo de rotação
⚫ Posição (θ deve estar em radianos):

Eq. (10-17)

⚫ Velocidade (ω deve estar em radianos por segundo):

Eq. (10-18)

⚫ Podemos expressar o período em radianos:

Eq. (10-20)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Aceleração tangencial
(em radianos):

Eq. (10-22)

⚫ Podemos escrever a
aceleração radial em
termos da velocidade
angular (em radianos):

Eq. (10-23)

Figura 10-9
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Respostas: (a) sim (b) não (c) sim (d) sim


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

10-4 Energia Cinética de Rotação


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
[Link] o momento de 10.19 Calcular a energia
inércia de uma partícula em cinética de rotação de um
relação a um ponto. corpo a partir do momento
de inércia e da velocidade
[Link] o momento de
angular.
inércia total de várias
partículas que giram em
torno do mesmo eixo fixo.
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Aplicamos a expressão da energia cinética a uma partícula e


somamos para todas as partículas: K = Σ ½mivi2
⚫ As velocidades tangenciais podem ser diferentes (a velocidade
angular é a mesma, mas os raios podem ser diferentes)
⚫ Em seguida, escrevemos a velocidade em termos da
velocidade angular:
Eq. (10-32)

Chamamos a grandeza entre parênteses de momento de


inércia I
⚫ O valor de I é constante para um dado objeto rígido e um dado
eixo de rotação
⚫ Atenção: o eixo usado para calcular I deve ser especificado
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

⚫ Podemos escrever:

Eq. (10-33)

⚫ e escrever a energia cinética na forma:

Eq. (10-34)

⚫ Podemos usar essas equações para um conjunto finito de


partículas em rotação
⚫ O momento de inércia é uma medida da resistência de um
objeto à mudança do estado de rotação (aumento da
velocidade angular, redução da velocidade angular, mudança
do eixo de rotação)
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Figura 10-11

Resposta: São todos iguais!


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

10-5 Cálculo do Momento de Inércia


FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Objetivos do Aprendizado
[Link] o momento de 10.22 Aplicar o teorema dos
inércia dos corpos que eixos paralelos no caso de
aparecem na Tabela 10-2. um eixo de rotação que não
passa pelo centro de massa
[Link] o momento de
do corpo.
inércia de um corpo por
integração a partir dos
elementos de massa do
corpo.
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⚫ Integrando a Eq. 10-33 para um corpo contínuo, temos:

Eq. (10-35)

⚫ Em princípio, sempre podemos usar essa equação


⚫ Entretanto, o valor do momento de inércia já foi
calculado (Tabela 10-2) para as formas geométricas
mais comuns e os eixos de rotação mais comuns
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⚫ Se conhecemos o momento de inércia em relação a um eixo


que passa pelo centro de massa, podemos calcular o momento
de inércia em relação a um eixo paralelo ao primeiro usando o
teorema dos eixos paralelos:

Eq. (10-36)

⚫ Note que os eixos devem ser


paralelos e o primeiro deve
passar pelo centro de massa
⚫ O teorema não se aplica aos
momentos de inércia em
relação a dois eixos arbitrários
Figura 10-12
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Resposta: (1), (2), (4), (3)


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Exemplo Calcule o momento de inércia na Fig. 10-13 (b)


o Somando por partícula:

o Usando o teorema dos


eixos paralelos:

Figura 10-13
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10-6 Torque
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Objetivos do Aprendizado
[Link] que o torque [Link] que, para calcular
aplicado a um corpo um torque, é preciso
depende de uma força e de conhecer o eixo de rotação.
um vetor posição, que liga
[Link] que um torque
um eixo de rotação ao ponto
pode ser positivo ou
onde a força é aplicada.
negativo, dependendo do
[Link] o torque usando sentido da rotação que o
(a) o ângulo entre o vetor corpo tende a sofrer sob a
posição e o vetor força, ação do torque: “os relógios
(b) a linha de ação e o braço são negativos”.
de alavanca da força e (c) a [Link] o torque total
componente da força quando um corpo é
perpendicular ao vetor submetido a mais de um
posição. torque.
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⚫ A força necessária para fazer um objeto


girar depende do ângulo e do ponto de
aplicação da força
⚫ Podemos examinar o efeito de cada
componente da força sobre a rotação e
depois combinar os resultados

Figura 10-16
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⚫ O módulo do torque é dado pela seguinte expressão:

Eq. (10-39)

⚫ A reta que passa pela força aplicada é chamada de


linha de ação da força
⚫ A distância perpendicular entre a linha de ação da
força e o eixo de rotação é chamada de braço de
alavanca
⚫ A unidade de torque é o newton-metro (N · m)
⚫ Embora 1 J = 1 N · m, os torques não são expressos
em joules porque o torque é uma grandeza diferente
da energia
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⚫ O torque é positivo, se tende a produzir uma rotação no sentido


anti-horário, e negativo, se tende a produzir uma rotação no
sentido horário
⚫ No caso de vários torques, o torque total ou torque resultante
é a soma dos torques

Resposta: F1 e F3 empatadas, F4, F2 e F5 empatadas


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10-7 A Segunda Lei de Newton para Rotações


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Objetivo do Aprendizado
10.28 Saber que a segunda lei de Newton para rotações
relaciona o torque aplicado a um campo ao momento de
inércia e à aceleração angular do corpo, todas essas
grandezas calculadas em relação a um dado eixo de rotação.
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⚫ A equação F = ma
com variáveis de
rotação assume a
forma

Eq. (10-42)

⚫ O torque é
responsável pela
aceleração angular
Figura 10-17
FÍSICA I – MÓDULO E ESAMC

Respostas: (a) O sentido de F2 deve ser para baixo


(b) F2 deve ser menor que F1
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10-8 Trabalho e Energia Cinética de Rotação


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Objetivos do Aprendizado
[Link] o trabalho [Link] o trabalho
realizado por um torque realizado por um torque
sobre um corpo integrando o constante relacionando o
torque em relação ao ângulo trabalho ao ângulo de rotação
de rotação do corpo. do corpo.
[Link] o teorema do [Link] a potência
trabalho e energia cinética desenvolvida por um torque
para relacionar o trabalho determinando a taxa de
realizado por um torque variação do trabalho realizado.
sobre um corpo à variação
[Link] a potência
da energia cinética de
desenvolvida por um torque a
rotação do corpo.
partir do valor do torque e da
velocidade angular.
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⚫ De acordo com o teorema do trabalho e energia


cinética,
Eq. (10-52)

⚫ O trabalho necessário para produzir uma rotação em


torno de um eixo fixo é dado por
Eq. (10-53)

⚫ que, para um torque constante, se reduz a


Eq. (10-54)
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⚫ A relação entre trabalho e potência é dada por


Eq. (10-55)

⚫ A Tabela 10-3 mostra algumas grandezas correspondentes em


movimentos de translação e rotação.
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10 Resumo
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Posição Angular Deslocamento Angular


⚫ Medida em relação a uma • Uma variação da posição
reta de referência: angular

Eq. (10-1) Eq. (10-4)

Velocidade Angular Aceleração Angular


• Valores médio e instantâneo: • Valores médio e instantâneo:

Eq. (10-5) Eq. (10-7)

Eq. (10-8)
Eq. (10-6)
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Equações Cinemáticas Relação Entre Variáveis


• Dadas na Tabela 10-1 para Lineares e Angulares
aceleração constante • As variáveis angulares estão
• Têm a mesma forma que as relacionadas às variáveis
equações para translações lineares por meio da distância
perpendicular r ao eixo de
rotação.
Energia Cinética de
Rotação e Momento de O Teorema dos Eixos
Inércia Paralelos
• O momento de inércia em
relação a um eixo paralelo a
Eq. (10-34) um eixo que passa pelo
centro de massa é dado por

Eq. (10-36)
Eq. (10-33)
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Torque Segunda Lei de Newton


• Equação do torque: em Forma Angular
Eq. (10-39) Eq. (10-42)

• Braço de alavanca: distância


perpendicular ao eixo de
rotação

Trabalho e Energia
Cinética de Rotação
Eq. (10-53)

Eq. (10-55)

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