Parada Cardiorrespiratória
Faculdade Uninove
Profa. Míriam Motta
09/2024
Perguntas Norteadoras
1. Qual a importância do atendimento imediato na PCR?
2. O que é a cadeia de sobrevivência?
3. Como reconhecer a PCR?
4. Qual sequência de atendimento segundo o BLS?
5. Como manter vias aéreas pérvias?
6. Como realizar compressões torácicas de alta qualidade?
7. Como manejar o DEA?
8. Qual algoritmo de atendimento da PCR segundo BLS?
9. Quais são os ritmos chocáveis e não-chocáveis?
10. Quais são as causas reversíveis de PCR em ritmo não chocável? (5H e 5T)
11. Como garantir via aérea avançada, qual melhor momento?
12. Como proceder às compressões torácicas antes e após garantir via aérea avançada?
13. Como providenciar via de acesso?
14. Quais as drogas mais utilizadas na PCR?
15. Como realizar desfibrilação/cardioversão elétrica?
16. Qual algoritmo de atendimento do ACLS para PCR em ritmo chocável e em ritmo não-
chocável?
17. Qual a importância e como compor o atendimento em equipe na PCR?
18. Quais os cuidados Pós-PCR?
Bibliografia
Parada Cardiorrespiratória
Conceito
● Parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação súbita da atividade
mecânica do coração.
● Caracteriza-se por ausência de pulso e ausência de movimentos
respiratórios.
Parada Cardiorrespiratória
Nenhum atendimento médico é mais emergencial que a PCR
● 60-70% das PCR são fora do hospital (mais de 50% em >60 anos)
● 264.000 PCRs extra-hospitalares no brasil todo ano
● 80% dos casos são por: taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular
PCR - Tempo de atendimento
Tempo é cérebro
- A lesão cerebral se inicia rapidamente em cerca de 3 minutos se não for oferecida
assistência.
- Para cada minuto sem as manobras de reanimação cardiopulmonar e desfibrilação
as chances de sobrevivência do paciente caem de 7 a 10%.
- Após 10 minutos de Parada Cardíaca não assistida as chances de
PCR - Tempo de atendimento
- Quanto mais precoce a avaliação do ritmo do paciente em PCR, maior a
chance de encontrar TV ou TV sem pulso (ritmos chocáveis)
- Quanto mais precoce a desfibrilação, maior a sobrevida
- Desfibrilação precoce (3-5 minutos de PCR) - sobrevida até 70%
PCR - Cadeia de Sobrevivência
PCR - Cadeia de Sobrevivência
Reconhecendo a PCR
Vítima não-responsiva, movimento respiratório ausente ou irregular (agônico ou
tipo gasping), ausência de pulso central
- paciente em
Chamar
voz alta, batendo em
seus ombros
- Checar pulso carotídeo
e presença de
movimentos
respiratórios
simultaneamente
- Não gastar mais que 10
segundos
Algoritmo - PCR - BLS
Algoritmo - PCR - BLS
● Verificar segurança da cena
● Avaliar a vítima
● Chamar ajuda (EMS)
● Iniciar ressuscitação cardiorrespiratória
● Desfibrilar
Segurança da cena
- Controle de tráfego
- Retirar vítima de tráfego ou área de risco
- Levar vítima para fora d’água e secá-la
- Tenha certeza que você não será ferido
Avaliar a vítima
- Chamar a vítima em voz alta e com estímulo tátil (bater firme em seus ombros)
- Avaliar simultaneamente pulso carotídeo e respiração
- Não demorar mais que 10 segundos nesta avaliação
Chamar ajuda (EMS)
- Peça ajuda sem sair do lado da vítima
- Solicite alguém para ligar para SAMU
- Hoje, todo mundo tem celular e com
viva-voz (não precisa sair de perto da
vítima)
- Peça para buscar um DEA
Iniciar ressuscitação cardiorrespiratória
- Iniciar as compressões no peito e ventilação respiratória
Desfibrilar
- Posicionar e ligar o DEA
- Ouvir e executar as etapas conforme as instruções.
Ressuscitação cardiorrespiratória
Ventilação - abertura das vias aéreas
● Head-tilt ou Chin-lift
● Trauma cervical – elevação da mandíbula (Jaw Thrust)
Ventilação - boca-máscara
Ventilação - bolsa-máscara
Ventilação
Compressões cardíacas
Compressões cardíacas
Compressões torácicas de alta qualidade
- Comprimir a uma frequência entre 100 120/min
- Comprimir a uma profundidade entre 5 e 6 cm
- Permitir a re-expansão do tórax a cada compressão
- Não interromper as compressões por mais de 10 segundos
- Não aplicar ventilação excessiva
- Revezamento do socorrista a cada 2 minutos
- Superfície rígida atrás do tórax (prancha rígida)
Desfibrilação / Cardioversão elétrica
Desfibrilação / Cardioversão elétrica
Desfibrilação / Cardioversão elétrica
Algoritmo - RCP -
BLS
Algoritmo - RCP -
BLS
Algoritmo - RCP -
BLS
ACLS - Ritmos
chocáveis
ACLS - Ritmos chocáveis
Fibrilação ventricular
Taquicardia ventricular
sem pulso
ACLS - Ritmos não-chocáveis
Assistolia
AESP
ACLS - Ritmos não-chocáveis
Causas de Reversibilidade
ACLS - Ritmos não-chocáveis
Tratar conforme a Causa
ACLS - ABCD
A - Vias Aéreas
● Manter vias aéreas pérvias o tempo todo
● Avaliar via aérea avançada
B - Respiração
● Administrar O2 a 100%
● Manter SatO2: >94% (oxímetro de pulso)
● Usar capnografia quantitativa
● ETCO2: 10 a 20 mmHg
● ETCO2 <10 mmHG após 10 minutos de RCP em indivíduo entubado
- considerar parar reanimação
ACLS - ABCD
C - Circulação
● Acesso venoso, ou acesso intra-ósseo (pediatria)
● Monitorar PA não-invasiva ou PIA
● Monitorização ECG contínua
● Usar DEA ou desfibrilador
● Infundir volume, quando apropriado
● Usar medicamentos cardiovasculares, quando indicado
D - Diagnóstico diferencial
● Pensar nas causas mais prováveis, depois as menos prováveis
● Minimizar interrupções nas compressões
● Lembrar causas reversíveis
Manejo de vias aéreas
- Via aérea orofaríngea (OPA) - cânula de Guedel
Inserção pela boca - não deve ser usada em pacientes conscientes
Manejo de vias aéreas
- Via aérea naso-faríngea (NPA)
Inserção pelo nariz - pode ser usada em pacientes conscientes
Manejo de vias aéreas
- Máscara laríngea
Pode ser colocada às cegas. Fornece ventilação comparável
Manejo de vias aéreas
- Tubo laríngeo
Pode ser inserido às cegas. Semelhante ao tubo esôfago-traqueal, mas
é mais compacto e mais fácil de inserir
Manejo de vias aéreas
- Tubo esôfago-traqueal (Combitube)
Ventilação adequada, comparável à EOT
Manejo de vias aéreas
- Tubo endotraqueal
Tecnicamente mais difícil, porém é a mais segura. Necessita
profissionais experientes, fibra óptica, vídeolaringoscópio
Manejo da ventilação
• Durante a RCP, a relação compressão / ventilação é de 30: 2.
• Se via aérea avançada é colocada, não interromper as
compressões torácicas para respirações. Dê uma
respiração a cada 5 a 6 segundos (10 a 12 ventilações /
minuto).
Ventilação/Compressão na RCP
Vias de acesso
● Intra-venosa
Preferencialmente, periférica. Fazer flush após medicações
● Intra-óssea
Pode ser utilizada para todos os grupos etários, pode ser colocada em menos
de um minuto, e tem uma absorção mais previsível do que a rota de ET.
● Endotraqueal
Absorção de drogas é pobre, e a dosagem da droga ideal é desconhecida
Medicamentos
utilizados
na RCP
Drogas
utilizadas
na RCP
Drogas
utilizadas
na RCP
BLOQUEIO ATRIO VENTRICULAR 3°GRAU
ACLS -
Desfibrilação
Quanto mais precoce, maior a sobrevida
- Desfibrilador monofásico: dar um único choque de 360 J. Use
a
mesma dose de energia em choques subseqüentes
- Desfibrilador bifásico: dose de energia recomendado pelo
fabricante
● Certifique-se de limpar o indivíduo, garantindo que o oxigênio é
removido e ninguém está tocando o indivíduo antes de entregar
o choque.
Cuidados na Desfibrilação
● Assegurar que o oxigênio não está fluindo através do
paciente quando entregar o choque
● Não pare as compressões torácicas por mais de 10
segundos
quando se avalia o ritmo
● Mantenha-se afastado da paciente quando da entrega de choque
● Avaliar pulso após os primeiros dois minutos de RCP
● Se o ETCO2 final é inferior a 10 mmHg durante a RCP, considere a
adição de um vasopressor e melhorar compressões torácicas
Desfibrilação
Algoritmo de atendimento PCR - Ritmo chocável
Algoritmo de atendimento PCR - Ritmo não-chocável
Trabalho em Equipe
Trabalho em Equipe
Cuidados Pós-PCR
Cuidados Pós-PCR
Objetivo:
- otimizar a ventilação e circulação
- preservar coração e cérebro
- manter os níveis de glicose no sangue recomendados.
Cuidados Pós-PCR
A - Garantir via aérea avançada
B - Garantir boa ventilação: SatO2.94%; ETCO2: 35-40mmHg
C - Circulação: PAS>90mmHg; PAM>65mmHg
Reposição volêmica - 1-2 litros de solução salina (SF) ou Ringer lactato
Vasopressores: epinefrina, dopamina, metoxamina, noradrenalina
D - Temperatura entre 32-36°C (evitar hipertermia)
Para pacientes que não respondem (estado de coma). Manter por 24h
E - Exames (ECG, Hemodinâmica, CT crânio) e UTI
Cuidados Pós-PCR
Cuidados Pós-PCR
- Recomendamos que os sobreviventes de PCR tenham avaliação de
reabilitação multimodal e tratamento para prejuízos fisiológicos,
neurológicos e cognitivos antes da alta do hospital.
- Recomendamos avaliação estruturada para ansiedade, depressão,
estresse pós-traumático e fadiga para os sobreviventes de PCR e seus
cuidadores
- Debriefings e encaminhamento para acompanhamento para suporte
emocional a socorristas leigos, profissionais do SME e trabalhadores da
saúde do hospital depois de um evento de PCR pode ser benéfico.
Cuidados Pós-PCR - neuroprognóstico