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Materiais Pétreos na Construção Civil

Os materiais pétreos são essenciais na construção civil devido à sua resistência, durabilidade e estética, sendo classificados em rochas ígneas, metamórficas e sedimentares, além de agregados miúdos e graúdos. Em Angola, a demanda por agregados é impulsionada por investimentos em infraestrutura e reabilitação urbana, com um mercado que varia entre empresas formais e informais. O Instituto Nacional das Infra-Estruturas da Qualidade (INIQ) e a Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM) regulam a exploração e comercialização desses materiais, assegurando a conformidade com normas técnicas.

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Materiais Pétreos na Construção Civil

Os materiais pétreos são essenciais na construção civil devido à sua resistência, durabilidade e estética, sendo classificados em rochas ígneas, metamórficas e sedimentares, além de agregados miúdos e graúdos. Em Angola, a demanda por agregados é impulsionada por investimentos em infraestrutura e reabilitação urbana, com um mercado que varia entre empresas formais e informais. O Instituto Nacional das Infra-Estruturas da Qualidade (INIQ) e a Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM) regulam a exploração e comercialização desses materiais, assegurando a conformidade com normas técnicas.

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1.

MATERIAIS PÉTREOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL


Os materiais pétreos constituem um conjunto de substâncias de origem mineral,
extraídas diretamente da natureza ou modificadas por processos de britagem, corte ou
polimento. Sua presença na construção civil é histórica e permanece indispensável
devido às suas propriedades mais marcantes: elevada resistência mecânica,
durabilidade, estabilidade frente às intempéries e baixa deformabilidade. Esses materiais
compõem uma parcela essencial das obras, seja como elementos estruturais, agregados
para concretos e argamassas, seja como revestimentos de alto valor estético.

Na engenharia civil, os materiais pétreos não são utilizados de forma uniforme, mas
conforme as suas características geológicas e físico-mecânicas.

1.1. Classificação dos materiais pétreos

Os materiais pétreos podem ser classificados, de forma geral, conforme a sua origem
geológica, ou seja, a forma como foram formados na natureza. Essa classificação é
importante porque a estrutura cristalina, textura, porosidade e composição mineralógica
influenciam diretamente o comportamento mecânico do material e, consequentemente,
sua aplicação na construção civil .

As rochas ígneas, como o granito e o basalto, são formadas pelo resfriamento e


solidificação do magma. Por apresentarem alta dureza, baixa porosidade e excelente
resistência ao desgaste, são amplamente utilizadas em pisos, fachadas, pavimentações
externas e elementos estruturais. Segundo Silva (2015), o granito destaca-se pela
“elevada resistência à compressão e estabilidade frente à ação de intempéries”, o que
justifica seu uso frequente em ambientes internos e externos de grande circulação.

As rochas metamórficas, como o mármore e a ardósia, resultam da transformação de


rochas preexistentes sob altas pressões e temperaturas. Embora o mármore apresente
menor resistência química quando comparado ao granito, sua capacidade de polimento e
estética marcante o torna preferencial em revestimentos internos, bancadas e elementos
decorativos. Já a ardósia apresenta boa clivagem, baixa porosidade e resistência térmica,
sendo utilizada em telhas, pisos e degraus. De acordo com a ABNT NBR 15012 (2003),
essas rochas são classificadas como rochas para revestimentos quando destinadas ao
acabamento de edificações.
As rochas sedimentares, como o arenito e o calcário, originam-se da deposição e
compactação de sedimentos ao longo do tempo. O calcário possui grande relevância
industrial, pois é a principal matéria-prima para a produção de cimento Portland,
componente indispensável para concretos e argamassas (MEHTA; MONTEIRO, 2014),
além de poder ser utilizado como revestimento ou agregado, dependendo de sua pureza
e resistência.

Por fim, destacam-se os agregados pétreos, divididos em agregado miúdo (areia) e


agregado graúdo (brita), utilizados como parte essencial do concreto e da argamassa.
Conforme estabelece a ABNT NBR 7211 (2019), os agregados devem ser avaliados
quanto à granulometria, formato dos grãos, teor de materiais pulverulentos e resistência,
já que essas características influenciam diretamente a resistência, trabalhabilidade e
durabilidade do concreto.

2. AGREGADOS

Agregados são minersus (materiais minerais), sólidos inertes que, de acordo com
granulometrias adequadas, são utilizados para fabricação de produtos artificiais
resistentes mediante a mistura com materiais aglomerantes de ativação hidráulica ou
com ligantes betuminosos. Estes representam a maior fração volumétrica dos materiais
utilizados na construção civil, sendo componentes essenciais na produção de concreto,
argamassa e pavimentos.

2.1. Classificação dos agregados

Os agregados utilizados na construção civil podem ser classificados segundo diferentes


critérios, sendo os mais usuais a origem do material e o tamanho das partículas. Essas
classificações são importantes porque influenciam diretamente o comportamento do
concreto e da argamassa, afetando propriedades como trabalhabilidade, resistência
mecânica e durabilidade das estruturas.

No que diz respeito à origem, os agregados podem ser divididos em naturais e


artificiais. Os agregados naturais são aqueles encontrados diretamente na natureza,
necessitando apenas de processos simples de beneficiamento, como lavagem e
peneiramento. Exemplos típicos incluem a areia dos rios, pedregulhos, cascalhos e
seixos rolados. Esses materiais, por apresentarem grãos geralmente mais arredondados e
lisos, proporcionam boa trabalhabilidade às misturas, porém podem apresentar menor
aderência ao cimento. Por outro lado, os agregados artificiais resultam de processos
industriais, geralmente pela britagem de rochas, dando origem a britas de diferentes
granulometrias. Esse tipo de agregado possui partículas angulosas e de superfície
rugosa, o que favorece a aderência entre o agregado e a matriz de cimento, contribuindo
para a melhoria da resistência mecânica do concreto.

Além da origem, os agregados também são classificados conforme o tamanho das


partículas, sendo denominados agregados miúdos e agregados graúdos.

 Agregado miúdo

Compreende partículas menores, que passam pela peneira 4,8 mm (malha nº 4). O
exemplo mais comum é a areia, que pode ter origem natural (de rios, dunas e praias) ou
ser resultante de britagem de rochas.
A função do agregado miúdo é preencher os vazios entre os agregados graúdos,
contribuindo para a coesão e densidade da mistura. Quando a distribuição
granulométrica é adequada, reduz-se o consumo de pasta de cimento, melhorando a
trabalhabilidade e a resistência final do material.

 Agregado graúdo

Engloba partículas maiores, que ficam retidas na peneira 4,8 mm. Os exemplos mais
utilizados são as britas, obtidas pela britagem de rochas como granito, basalto, gnaisse e
calcário.
O agregado graúdo atua como esqueleto resistente da mistura, conferindo estabilidade
estrutural e resistência mecânica. Sua forma, textura e dimensão afetam diretamente o
empacotamento e a aderência à matriz cimentante.

3. MERCADO DE AGREGADOS EM ANGOLA

Os agregados como (areia, brita, seixos e inertes em geral) constituem a matéria-prima


básica da construção civil e representam parte essencial para obras de habitação,
infraestruturas rodoviárias, obras públicas e projetos industriais. Em Angola a procura
por agregados é movida principalmente por programas públicos de reabilitação urbana,
investimento em infraestruturas e o dinamismo dos sectores privados de construção e
imobiliário. A natureza volumosa e de baixo valor unitário dos agregados torna o
mercado fortemente influenciado por custos logísticos, disponibilidade local e pela
regulação da extração.
A oferta de agregados em Angola é heterogénea: por um lado existem empresas de
média e grande dimensão que exploram pedreiras licenciadas e operam unidades de
britagem e ensaios de controlo de qualidade; por outro lado subsiste um sector informal
de pequenos exploradores e vendedores locais, especialmente em áreas peri-urbanas e
ao longo de cursos de água e orla costeira. A produção tende a ser provincializada:
pedreiras localizadas próximas aos centros de consumo (por ex., arredores de Luanda)
servem mercados urbanos, enquanto zonas mais remotas dependem de fornecedores
regionais ou de importações pontuais quando a qualidade/quantidade local é
insuficiente.

A exploração e comercialização de inertes em Angola enquadra-se no âmbito do regime


mineiro e na sua legislação anexa: o Código de Minas (Lei n.º 20/2014) e diplomas e
regulamentos complementares definem requisitos de titularização, licenciamento e
obrigações fiscais e ambientais para operadores. A criação de entidades reguladoras
(ex.: Agência Nacional de Recursos Minerais — ANRM) e o catálogo nacional de
normas (INIQ) fornecem a infraestrutura institucional necessária para a normalização
técnica e a fiscalização das atividades. Adicionalmente, decretos presidenciais e
regulamentos específicos (por exemplo diplomas sobre protecção da produção nacional
de materiais de construção de origem mineira) espelham intervenções governamentais
para ordenar a extração e promover fornecedores nacionais.

Os agregados são altamente sensíveis ao custo do transporte: o preço final ao


consumidor incorpora custos de extração, britagem, carga, transporte e manuseio, pelo
que a proximidade entre fonte e obra é determinante. Tabelas comerciais públicas de
fornecedores formais evidenciam taxas por «carrada» (18 m³) ou por camião e mostram
variações por tipo de agregado e por qualidade . A inflação de insumos (combustível,
energia, manutenção) e a condição das infraestruturas de transporte (estado das estradas)
afetam a volatilidade dos preços. Como exemplo prático, listagens comerciais de
empresas nacionais mostram preços distintos por tipo de brita e areia, ilustrando a
dispersão de preços por qualidade e logística.

Em Angola o INIQ (Instituto Nacional das Infra-Estruturas da Qualidade) é o


organismo responsável pela normalização e pela promoção de programas de avaliação
da conformidade, o que permite a adopção e a adaptação de normas internacionais (EN,
ISO, ASTM) no contexto nacional.
3.1. Órgão central de normalização e avaliação da conformidade - INIQ
O Instituto Nacional das Infra-Estruturas da Qualidade (INIQ) é hoje o corpo central
responsável pela política nacional de normalização, avaliação da conformidade,
acreditação e inspeção técnica em Angola. O INIQ resultou da fusão do extinto Instituto
Angolano de Normalização e Qualidade (IANORQ) e do Instituto Angolano de
Acreditação (IAAC), formalizada pelo Decreto Presidencial n.º 95/21 (20 abr. 2021). A
partir dessa fusão, o INIQ passou a gerir o Sistema Angolano de Qualidade (SAQ), a
reconhecer tecnicamente organismos de avaliação da conformidade (laboratórios,
organismos de certificação e inspeção) e a promover a adoção de normas técnicas
nacionais e internacionais. Na prática, isso faz do INIQ a entidade responsável por
coordenar quais normas (ou referências técnicas, incluindo as adoptadas da
ISO/EN/ASTM) serão usadas como referências contratuais e de certificação no país,
bem como por promover programas nacionais de avaliação da conformidade.

No âmbito internacional o INIQ é membro correspondente da:

 Organização Internacional de Normalização (ISO): é uma das principais


organizações não-governamentais, a nível mundial, que em regime voluntário se
dedica à produção de Normas Técnicas. O Secretariado geral da ISO gere um
sistema internacional de normalização, elabora, produz e divulga normas
internacionais, bem como outros documentos normativos.
 O INIQ é ponto de inquérito e de notificações da Organização Mundial de
Comércio (OMC) em Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT);
 O INIQ é membro afiliado da Comissão Internacional Electrotécnica (IEC): é
uma organização que prepara e publica normas internacionais aplicáveis a
equipamentos eléctricos, electrónicos e tecnologia relacionada, servindo desta
forma de base para a normalização nacional. O Secretariado Central desta
organização está em Genebra. Angola é membro afiliado.

No âmbito regional o INIQ participa nas seguintes estruturas da SADC:

 SADCSTAN (Cooperação Regional para a Normalização);


 SADCMEL (Cooperação Regional para a Metrologia Legal);
 SADCMET (Cooperação Regional para a Rastreabilidade das Medições);
 SADCAS (Serviços de Acreditação da África Austral);
 ADCTRLC (Comité de Ligação sobre Regulamentos Técnicos);
 SADCTBTC (Comité dos Parceiros da SADC para as Barreiras ao Comércio).

3.2. Regulação, licenciamento e fiscalização da exploração de agragados -


ANRM e tutela ministerial
No domínio dos recursos minerais (onde se enquadram os agregados — areias, brita,
cascalho), a Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM) é o organismo público
encarregado de regular, instruir processos de outorga de direitos mineiros, licenciar
operações de prospecção e exploração, e fiscalizar o exercício da actividade mineira. A
ANRM opera sob a direcção do Ministério responsável pelos Recursos Minerais,
Petróleo e Gás e emitiu, entre outros instrumentos, um conjunto de “Normas
Reguladoras da Actividade Mineira” e um Manual Prático de Fiscalização para orientar
inspeções, imposição de medidas cautelares e regularização de anomalias detectadas em
inspeções in loco. Na prática, a ANRM é o actor que verifica (por inspecções, auditorias
e processos administrativos) se as explorações de inertes cumprem licenças,
condicionantes técnicas e obrigações legais (incluindo obrigações de reabilitação
ambiental).

3.3. Função geocientífica- IGEO (Instituto Geológico de Angola)


O Instituto Geológico de Angola (IGEO), criado por diploma orgânico (Decreto
Presidencial n.º 16/19 e diplomas conexos), é a entidade técnica responsável por
produzir e manter o conhecimento geocientífico do território (cartografia geológica,
estudos sobre jazidas e potencial de recursos minerais). Embora o IGEO não licencie
directamente (essa competência é da ANRM/tutela ministerial), os seus estudos e mapas
são referência técnica indispensável para a classificação de depósitos de inertes, para
planeamento da concessão de áreas de extração e para avaliações de viabilidade técnica.
Assim, o IGEO fornece a base científica (mapeamento, amostragem geológica) que
sustenta decisões de licenciamento e monitorização.

4. NORMAS ANGOLANAS PARA REGULAM O COMÉRCIO DE


AGREGADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

No setor da construção civil, nada é feito ao acaso. Cada material, cada proporção e
cada procedimento seguem critérios pensados para garantir qualidade, segurança e
durabilidade das obras. Nesse contexto, surgem as normas: elas funcionam como uma
espécie de linguagem comum entre produtores, engenheiros, projetistas e construtoras,
evitando dúvidas e assegurando que todos trabalhem segundo o mesmo padrão.

Quando falamos de agregados — como areia, brita e cascalho — as normas tornam-se


ainda mais importantes, porque esses materiais são a base de grande parte das estruturas
que sustentam edifícios, pontes, estradas e infraestruturas urbanas. As normas orientam
desde como o material deve ser extraído, como deve ser preparado, quais características
físicas e químicas ele precisa ter, até como deve ser comercializado e aplicado.

Assim, ao invés de serem encaradas como burocracia, as normas representam confiança


e segurança: elas garantem que um agregado vendido em uma província, país ou
continente diferente mantenha o mesmo nível de qualidade, permitindo que obras sejam
mais duráveis, eficientes e seguras.

Com isso temos em Angola as seguintes normas:

 NA EN 12620:2002 + A1:2019 - Agregados para betão

 Aplicação: especifica requisitos de qualidade e classes de agregados (graúdos e


finos) para utilização em betão. É a norma-base para comercialização de
agregados destinados a moldar concreto estrutural -define graduação, limpeza,
limites de materiais deletérios, requisitos de embalagem/rotulagem e critérios de
conformidade.

 NA EN 932-1:2019 - Ensaios das propriedades gerais dos agregados -


Parte 1: Métodos de amostragem

 Aplicação: define como amostrar lotes de agregados de forma representativa -


essencial para controlo de qualidade em vendas por camião/lote e para emissão
de certificados de ensaio. Sem amostragem correcta, os ensaios perdem validade
comercial e jurídica.

 NA EN 933-1:2019 - Ensaios das propriedades geométricas dos


agregados - Parte 1: Análise granulométrica (peneiração)

Aplicação: especifica o método de análise granulométrica por peneiras -


determina distribuição de tamanhos (passa/não passa) e é obrigatória na
caracterização comercial (areias lavadas, agregados graúdos, rachões).
 NA EN 933-2 / 933-3 / 933-4 (série) - Ensaios das propriedades
geométricas dos agregados (diversas partes)

 933-2: determina dimensões nominais das aberturas dos instrumentos de


peneiração;
 933-3: métodos para determinação da forma das partículas (índice de
achatamento);
 933-4: índice de forma e outros parâmetros geométricos.
 Aplicação: estes ensaios são utilizados na certificação de agregados para
aplicações onde forma e geometria influenciam trabalhabilidade, resistência e
compactação (ex.: pavimentos, concreto pré-fabricado).

 NA EN 1097 (série) - Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos


agregados (várias partes)

 Aplicação: definem ensaios de resistência ao desgaste (Los Angeles / Micro-


Deval), massa volúmica, absorção, etc. São determinantes para aceitar/rejeitar
lotes no comércio e para classificar agregados segundo aplicação (betão
estrutural, pavimento).

 NA EN 1744 (série) - Ensaios das propriedades químicas dos agregados -


(ex.: parte 3: preparação de eluatos por lixiviação)

 Aplicação: avalia constituintes químicos e contaminantes (sulfatos, cloretos,


matéria orgânica) que afetam durabilidade do betão e reações indesejáveis —
requisito em contratos de fornecimento para estruturas sensíveis.

 NA EN 1008:2019 — Água de amassadura para betão (amostragem,


ensaio e avaliação da aptidão da água)

 Aplicação: apesar de ser norma sobre água, está ligada ao uso de agregados
(quando se usa água de lavagem/recuperada ou agregados com conteúdo de
humidade) — importante para controlo de qualidade na produção de betão.

As normas que regulam as regras de comércio de agregados em Angola, incluem ainda:

 Regulamento sobre a atividade de importação, comércio e assistência técnica de


veículos e equipamentos rodoviários: estabelece regras para a importação,
comercialização e assistência de veículos e equipamentos rodoviários. Com base
ao decreto presidencial n.º31/24, que regula o exercício das atividades de
cosntrução de obras públicas, projeto de obras e fiscalização de obras. As
empresas devem fornecer informações ao órgão regulador sobre a quantidade de
equipamentos comercializados, lista de preços de venda ao público e outras
informações relevantes.
 Requisitos para a venda de agregados:
 b.1) homologação de marcas e modelos: os agregados devem ter marcas e
modelos homologados pelo órgão regulador.
 b.2) Certificado de origem: os agregados devem ter certificado de origem que
comprove a sua procedência.
 b.3) Registo de importação: os agregados importados devem ter registo de
importação.
 Fiscalização e Sanções: O órgão regulador pode realizar fiscalizações para
verificar o cumprimento das normas. As empresas que não cumprem as normas,
podem ser sujeitas a sanções, incluindo multas e outras penalidades.

5. EMPRESAS ANGOLANAS QUE EMPREGAM AS NORMAS CITADAS,


NA EXPORTAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE AGREGADOS

 Agrepor Agregados S.A: empresa do grupo Cimpor que produz e comercializa


agregados de granito calcário, dolomite e gesso.
 Brimaq: Empresa que fornece agregados para a Construção Civil, incluindo
areia lavada, terra vermelha, terra preta vegetal, brita, burgau, rachão, tout-
venant, cimento, betão betuminoso e betão pronto. Eles alugam camiões
basculantes e equipamentos.
 AngolACA — AngolACA Construções / Grupo ACA — Grupo com
pedreiras e centros de produção de agregados (rachão, britas, tout-venant), betão
e misturas betuminosas; atua em várias províncias.
 Construik — Empresa de construção com produção de betão pronto e pré-
fabricados e operação em pedreiras/centros de produção em Angola (fornece
agregados para obras).
6. NORMAS INTERNACIONAIS QUE REGULAM O COMÉRCIO E
QUALIDADE DOS AGREGADOS

O comércio internacional de agregados para a construção civil (como areia, brita,


cascalho e materiais reciclados) é regido por normas que garantem qualidade,
segurança, padronização técnica e sustentabilidade ambiental. Essas normas asseguram
que os agregados atendam aos requisitos de desempenho necessários para o uso em
estruturas de concreto, pavimentação, argamassas e outras aplicações.

As normas internacionais orientam desde a extração, processamento, classificação


granulométrica, controle de impurezas, ensaios laboratoriais, transporte, até a
certificação do produto final. Além disso, também regulam questões como impacto
ambiental, cumprimento de boas práticas operacionais e segurança no trabalho nas
pedreiras e jazidas.

O cumprimento dessas normas permite que os materiais sejam aceites e comercializados


em diversos mercados, garantindo confiabilidade técnica e reduzindo o risco de
patologias nas construções.

1. Normas ISO (International Organization for Standardization)

 ISO 9001 – Sistemas de Gestão da Qualidade (aplica-se às empresas do sector).


 ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental (regula práticas de extração e
impacto ambiental).
 ISO 45001 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional (protege
trabalhadores nas pedreiras).
 ISO 14688-1/2 – Classificação de solos (classe e propriedades relevantes para
agregados).
 ISO 20863 – Procedimentos para teste e ensaio físico dos agregados.

2. Normas ASTM (American Society for Testing and Materials)

 ASTM C33 – Padrão de especificação para agregados finos e grossos para


concreto.
 ASTM C136 – Método de ensaio para análise granulométrica por peneiramento.
 ASTM C40 – Determinação de impurezas orgânicas na areia.
 ASTM D75 – Procedimentos para amostragem de agregados.
 ASTM C127 e C128 – Determinação da densidade aparente e absorção de água
de agregados.

3. Normas EN (Normas Europeias) – Usadas na União Europeia


 EN 12620 – Agregados para concreto estrutural.
 EN 13139 – Agregados para argamassas.
 EN 13242 – Agregados para camadas não ligadas em construção de estradas e
obras civis.
 EN 13043 – Agregados para misturas betuminosas e pavimentos rodoviários.
 EN 1097 – Ensaios para propriedades mecânicas e físicas dos agregados.
 EN 933 – Ensaios de propriedades geométricas (granulometria, forma dos
grãos).

4. Normas AASHTO (EUA – para Infraestruturas Rodoviárias)

 AASHTO T 27 – Peneiramento de agregados.


 AASHTO M 43 – Classificação dos agregados.
 AASHTO T 96 – Resistência ao desgaste (Ensaio de Los Angeles).

7. BIBLIOGRAFIA

ABNT. NBR 7211: Agregados para concreto – Especificação. Rio de Janeiro:


Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2019.
ABNT. NBR 7389-1: Agregados – Análise petrográfica de agregado graúdo – Parte 1.
Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2009.

ABNT. NBR 15012: Rochas para revestimento – Terminologia. Rio de Janeiro:


Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2003.

MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. Concreto: Microestrutura, Propriedades e


Materiais. São Paulo: PINI, 2014.

SILVA, Gustavo Alexandre. Estudo das propriedades físico-mecânicas de rochas


ornamentais. 2015. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal
de Pernambuco, Recife, 2015.

INIQ — Instituto Nacional das Infra-Estruturas da Qualidade. INIQ — página


institucional e Catálogo de normas. Luanda: INIQ, 2022.
REPÚBLICA DE ANGOLA. Lei n.º 20/2014, de 18 de agosto — Lei de Minas (Código
Mineiro). Versão consolidada. Luanda: Assembleia Nacional, 2014.
BRIMAQ - Construção Civil. Tabela de preços de venda de inertes -2022 (exemplo de
tabela comercial de agregados). Luanda: BRIMAQ, 2022.
REPÚBLICA DE ANGOLA. Decreto Presidencial n.º 95/21, de 20 de abril de 2021 -
Aprova a fusão entre o Instituto Angolano de Normalização e Qualidade (IANORQ) e o
Instituto Angolano de Acreditação (IAAC) e cria o Instituto Nacional das Infra-
Estruturas da Qualidade (INIQ). Diário da República, Luanda, 20 abr. 2021.
ANRM - AGÊNCIA NACIONAL DE RECURSOS MINERAIS. Normas Reguladoras
da Actividade Mineira. Luanda: ANRM, 2024 (ou versão mais recente disponível).
PDF.

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