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Entrevista Diagnóstica de Autismo Resumida

O documento apresenta uma versão resumida da Entrevista Diagnóstica de Autismo (ADI-R), que visa coletar informações detalhadas sobre comportamentos para o diagnóstico de Transtornos Globais do Desenvolvimento, especialmente autismo. A ADI-R é estruturada em seções que abordam histórico, desenvolvimento, comunicação, interação social e comportamentos repetitivos, com ênfase na coleta de descrições comportamentais detalhadas. O treinamento adequado do entrevistador é essencial para garantir a precisão e a validade dos dados coletados durante a entrevista.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Entrevista Diagnóstica de Autismo Resumida

O documento apresenta uma versão resumida da Entrevista Diagnóstica de Autismo (ADI-R), que visa coletar informações detalhadas sobre comportamentos para o diagnóstico de Transtornos Globais do Desenvolvimento, especialmente autismo. A ADI-R é estruturada em seções que abordam histórico, desenvolvimento, comunicação, interação social e comportamentos repetitivos, com ênfase na coleta de descrições comportamentais detalhadas. O treinamento adequado do entrevistador é essencial para garantir a precisão e a validade dos dados coletados durante a entrevista.
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ADI-R EDIÇÃO RESUMIDA Maio de 1999

Entrevista
Diagnóstica
de Autismo
Revisada

Perguntas relativas à utilização do roteiro e treinamento podem ser destinadas à:

Dra. Catherine Lord


Professora de Psiquiatria
Department of Psychiatry
University of Chicago
5841 South Maryland Avenue,MC3077
Chicago Illinois 60637,USA

Professor Senhor Michael Rutter


Social, Genetic and Developmental Psychiatry Research Center
Institute of Psychiatry
De Crespigny Park
London SE5 8AF,England

Professor Ann LeCouteur


Academic Dept of Child and Adolescent Psychiatry
Fleming Nuffield Unit
Burden Terrace, Jesmond
Newcastle Upon Tyne NE2 3AE, England

1
Índice (Lista dos itens da ADI-R (forma abreviada))

Introdução

Histórico/Antecedentes
Família/Criança
História médica/social
Educação do sujeito (escolar e pré-escolar)
Medicação
Diagnóstico
Questões Preliminares
[Link]ções Atuais
Desenvolvimento Precoce
Início dos sintomas
[Link] (em meses) em que os pais notaram pela primeira vez que algo não estava bem com a
linguagem, relacionamentos ou comportamento
[Link] primeiros sintomas que despertaram a preocupação parental
[Link]ício percebido com atraso
Etapas Motoras
[Link] sem ajuda
Controle de esfíncteres
[Link]ção do controle do intestino e da bexiga:diurno
[Link]ção do controle do intestino e da bexiga:noturno
Comunicação
[Link] do corpo de outra pessoa para se comunicar
[Link] de aquisição das primeiras palavras isoladas
10. Idade de aquisição das primeiras frases
[Link]ção/Pronúncia
[Link] de expressões não repetitivas
(13-17) Nível de linguagem comunicativa antes da perda/perda das habilidades da linguagem
depois da aquisição
13. Nível de linguagem comunicativa antes da perda
Perda das habilidades da linguagem depois da perda
[Link] comunicativa, espontânea e com significado
[Link] usadas espontaneamente, mas sem intenção comunicativa clara
[Link] simples
[Link]ção
[Link] imediata
[Link]ões estereotipadas e ecolalia retardada
20.Nível global de linguagem
[Link]ção social/ “conversação”
[Link]ção recíproca
[Link] ou afirmações inadequadas
[Link]ão pronominal
[Link]/ linguagem idiossincrática
[Link] verbais
[Link]ção / Volume / Ritmo / Velocidade
[Link]ção espontânea das ações
[Link] para expressar interesse
[Link] convencionais/instrumentais

2
[Link] com a cabeça (sim)
[Link] com a cabeça (não)
[Link]ção à voz
[Link]ções com a audição
[Link] excessiva ao barulho
[Link]ão da linguagem simples
Desenvolvimento social e o jogo
[Link] visual direto
[Link] social
[Link] e dirige a atenção
[Link]
[Link] compartilhar o seu prazer com outros
[Link] conforto
[Link] do comportamento social
44.Série de expressões faciais usadas para comunicar
[Link]ão facial inadequada
[Link] sociais adequadas
Atividades e brinquedos favoritos
[Link]ício de atividades adequadas
[Link] imaginativo
[Link] imaginativo com colegas
[Link] social imitativo
[Link] por crianças
[Link] à aproximação de outras crianças
[Link] grupal com colegas
[Link]
Interesses e Comportamentos
[Link] circunscritos
[Link]ções incomuns
[Link] repetitivo de objetos ou interesse por partes de objetos
[Link]ões / rituais
[Link] sensoriais incomuns
[Link] de mãos e dedos
[Link] maneirismos complexos ou movimentos de corpo estereotipados
[Link]ço
[Link] de andar
[Link] com mudanças mínimas nas próprias rotinas do sujeito ou ambiente pessoal
[Link]ência às mudanças insignificantes no ambiente
Comportamentos Gerais
[Link]ão aos educadores ou membros da família
[Link]ão às pessoas estranhas ao seu convívio familiar
[Link]-agressão
[Link] em casa e em outro lugar
[Link]/Convulsões/Ausências
(71-79) Perda de habilidades/ Perda de habilidades associadas com enfermidade física
[Link] de habilidades/Perda de habilidades
[Link] de habilidades (associada com enfermidade física)
Áreas de perda
[Link]ção
[Link] e resposta social

3
[Link] e imaginação
[Link] de adaptação
[Link] pré-acadêmicas, acadêmicas ou vocacionais
[Link] motoras
[Link] em que a perda principal de habilidade se evidenciou
[Link]ção progressiva
[Link]ção do período de deterioração
[Link] em que a anomalia se evidenciou pela primeira vez
[Link] do entrevistador sobre a idade em que as anormalidades do desenvolvimento
se manifestaram inicialmente
(84-89) Habilidades isoladas especiais
[Link] viso espacial
[Link] de memória
[Link] musical
[Link] de desenhar
[Link] de leitura
[Link] de cálculo

Avaliação Global
Impressões e circunstâncias da entrevista
Resumo das discrepâncias entre as descrições do informante e a observação do entrevistador

Instruções para a ADI-R (forma abreviada)

O principal objetivo desta entrevista, a ser administrada ao principal acompanhante do


sujeito,é obter descrições detalhadas dos comportamentos que são necessários para o
diagnóstico diferencial dos Transtornos Globais do Desenvolvimento (PDD) e especialmente
para o diagnóstico de autismo.A entrevista enfoca principalmente sobre as características
diagnósticas centrais especificadas no CID-10 e DSM-IV;isto é nos aspectos relacionados
com atrasos e desvios do desenvolvimento em interações sociais recíprocas, linguagem,
comunicação e jogo e comportamentos e interesses repetitivos, restritos e [Link]
é uma forma resumida do ADI-R, projetada para o uso clínico ou de pesquisa, quando o
enfoque é sobre autismo ou demais Transtornos Globais do Desenvolvimento. Uma versão
mais abrangente da pesquisa do ADI-R está disponível e traz mais detalhes e uma variedade
maior de comportamentos freqüentemente associados com TGD. Um instrumento
complementar, o Roteiro de Observação Diagnóstica de Autismo-Genérico (ADOS-G),
fornece dados de observação direta do comportamento do sujeito.

Estilo da Entrevista

A ADI-R é uma entrevista baseada no investigador, na qual a estruturação consiste nos


detalhes dos códigos predeterminados para cada item de [Link]-se que o
entrevistador esteja inteiramente familiarizado com as distinções conceituais envolvidas em
cada item e com os aspectos específicos da informação comportamental necessários para
determinar cada pontuação. Até que o entrevistador assegure que toda a informação
necessária foi obtida para todos os códigos. O roteiro de entrevista especifica uma variedade
de questões, com o propósito de orientar (guiar) o entrevistador sobre a natureza da
informação a obter e não somente para obter respostas afirmativas ou negativas do
informante. A responsabilidade de decidir quando foram feitas questões suficientes é do
entrevistador. A decisão do entrevistador é baseada na adequação das descrições

4
comportamentais para pontuação e não no fato todas as questões terem sido feitas. Se restar
dúvida sobre a pontuação, espera-se que o entrevistador considere quais questões adicionais
ajudariam a solucionar tais dúvidas, e lhes pergunte adequadamente. O entrevistador pode
fazer questões adicionais com propósitos clínicos quando surgirem assuntos durante a
entrevista.
É crucial compreender que esta abordagem é diferente das empregadas em entrevistas
estruturadas que se baseiam em respostas do informante. Em tais entrevistas, as questões
padronizadas são especificadas e devem ser perguntadas na forma dada, com pontuação
baseada somente na resposta positiva ou negativa do informante aos comportamentos
questionados. Isto significa que estas entrevistas estão dependentes de todos os informantes
interpretarem a pergunta da mesma forma, e destes possuírem, ainda, a compreensão
conceitual para fazerem as distinções requeridas. Na ADI-R, o entrevistador deve fazer
questões até ter certeza de que obteve toda a informação necessária para poder fazer as
distinções requeridas para cada pontuação. Respostas “sim” ou “não” nunca são pontuadas
como tal. Pelo contrário, descrições comportamentais são pontuadas/classificadas.
Este aspecto significa que há uma ênfase importante na necessidade de obter
descrições detalhadas do comportamento real. Afirmações gerais não são aceitas. Em vez
disso, os informantes são questionados para oferecer uma descrição seqüencial do
comportamento do sujeito em acontecimentos ou episódios recentes. Estas descrições devem
ser escritas abaixo do roteiro, usando as páginas em branco à [Link] permite a
comparação entre entrevistadores e verificar a extensão a que estas pontuações aderem aos
critérios especificados para cada código. Além disso, fornece matéria prima para reavaliação
de comportamentos particulares, se o conhecimento subseqüente que distinções adicionais
têm ser feitas.
Ao longo da entrevista, a pontuação (e, conseqüentemente, as questões designadas
para obter os comportamentos relevantes) foi projetada com o propósito de diferenciar atraso
de desenvolvimento, ou prejuízo de alguma função, de desvio, ou anormalidade qualitativa
nessa função. Além disso, cada pontuação procura enfocar sobre um tipo específico de desvio
em vez de uma anormalidade geral indiferenciada.
Porque este tipo de entrevista baseada no investigador depende da perícia na técnica de
entrevista de entrevistador com conhecimento detalhado das distinções conceituais envolvidas
em cada pontuação é essencial que os entrevistadores recebam treinamento no uso do ADI-R.
Dependendo da experiência prévia do entrevistador em entrevista clínica e nos aspectos
comportamentais que possam estar associados com TGD, variará a duração do treinamento.O
treinamento deve incluir o exame (observação) das entrevistas gravadas, juntamente com
supervisão e discussão das entrevistas conduzidas, para adquirir as habilidades necessárias
para entrevistar. O treinamento deve também incluir a pontuação das entrevistas gravadas,
juntamente com a discussão da mesma, para apreender seus conceitos e convenções. Todos os
dados psicométricos do ADI-R foram computados, os quais foram adquiridos em entrevistas
“face a face” por entrevistadores treinados, que é o formato esperado do instrumento. Assim,
dados adquiridos de outras maneiras ou por outros entrevistadores sem treinamento
padronizado, precisarão ser sustentados com estatísticas adicionais para indicar
comparabilidade do ADI-R e a confiabilidade e a validade de ambos os itens e os níveis do
algoritmo.

Formato da Entrevista

A entrevista é constituída por 6 seções. A primeira seção é uma orientação geral


destinada a obter um histórico/antecedentes sobre o sujeito e sua família, permitindo ao
entrevistador formular melhor as questões seguintes. Por exemplo, para muitos itens, é útil

5
perguntar ao informante que compare o sujeito com seus irmãos. Contudo, isto exige que o
entrevistador esteja atento à idade e sexo dos irmãos e saber se eles têm algum tipo de
“deficiência”. Do mesmo modo, é importante para o entrevistador saber qual tipo de escola é
freqüentada e se o sujeito se encontra sob alguma forma de cuidado residencial. A seção
inicial da entrevista é destinada somente para o propósito de orientação e não se pretende
fornecer dados pormenorizados sobre a família.
A segunda seção da entrevista inclui a história do desenvolvimento precoce com
questionamentos sobre o momento em que inicialmente os pais notaram que algo não estava
bem com o sujeito (e o que é que causou essa preocupação naquele momento) e em várias
etapas importantes do desenvolvimento (ex: caminhar, controle de esfíncteres). Ao identificar
as idades em que ocorreram estas etapas importantes (bem como outros aspectos na
entrevista), é alguma vez desejável para personalizar o “momento escolhido” através de
referências aos aniversários, ou eventos familiares importantes (chaves) (tais como feriados
ou mudança de casa ou o início do jardim de infância). As pessoas raramente lembram
acontecimentos por datas ou idades, e o propósito desta personalização é desencadear
recordações do que é que o sujeito estava fazendo em alguns períodos ou ocasiões
pessoalmente memoráveis.
As próximas três seções de entrevista enfocam os comportamentos do sujeito em idade
precoce e atual, com “atual” definido como os 3 meses anteriores à entrevista, exceto para
crianças com idade inferior a 3 anos. Cada uma das 3 seções, por sua vez,dirigidas a uma área
diferente ou combinação de áreas relacionadas com o diagnóstico de autismo, isto
é:comunicação e linguagem, desenvolvimento social e jogo, e interesses e comportamentos
excepcionais (incomuns). A sexta e última seção refere-se às dificuldades comportamentais
não específicas, habilidades especiais, e algumas questões para completar a entrevista.

Período de idade para codificar:

Porque a entrevista é destinada para ser aplicada sobre uma faixa etária abrangente
(em termos de ambas as idades cronológica e mental), há a necessidade de definir o período
de idade no qual os códigos se aplicam, e faze-lo de modo que é que forneça o máximo de
comparação entre os sujeitos. Isto é feito de três maneiras de acordo com o tipo de item.
Primeiro, há a categoria de comportamentos que indicam anormalidades qualitativas que
seriam desvios em qualquer idade. Exemplos incluem ecolalia tardia, rituais e auto-agressão.
Estes são codificados em termos de atual (significando os 3 meses imediatamente
precedentes à entrevista de avaliação) e alguma vez (significando qualquer período durante a
vida do sujeito, incluindo o período de tempo atual). Porque alguma vez inclui atual, o
entrevistador precisa conferir se no código alguma vez se indica tanta anormalidade quanto as
evidentes no código atual.
Segundo, há uma categoria de comportamentos que é provavelmente fortemente
influenciada pelo nível maturacional. Estes incluiriam muitos aspectos do comportamento
social e comunicação. Teoricamente, estes seriam codificados em termos de anormalidades
em relação ao nível de desenvolvimento dos sujeitos. Contudo, a quantificação exata do nível
de desenvolvimento pode não estar disponível na ocasião da entrevista e, até mesmo quando
disponível, pode não ser útil por não existirem dados comportamentais válidos na área de
normalidade em idades diferentes. Há duas preocupações principais com respeito a esta
categoria de comportamentos. Primeiro, porque os fatores maturacionais são tão influentes,
sujeitos mais velhos podem ter superado ao menos as deficiências mais grosseiras;
conseqüentemente há necessidade de enfocar em uma faixa etária na infância precoce.
Segundo, sujeitos muito jovens severamente retardados podem mostrar deficiências como
resultado somente de um atraso do desenvolvimento e não de outro distúrbio ou

6
anormalidade; conseqüentemente há a necessidade de evitar pontuações baseadas em
comportamento da infância muito precoce. A experiência mostrou que o compromisso mais
satisfatório é pontuar o comportamento que é que se mostrou mais anormal durante o
período de 4.0 para 5.0 anos, e pontuar o comportamento como atual. O enfoque no quinto
ano de vida não significa que autismo ou outro transtorno global do desenvolvimento não
possa ser diagnosticado em idade inferior a 4 anos. Porém, significa que o diagnóstico de
crianças muito jovens tem menor validade e confiabilidade. Para crianças de idade inferior a 4
anos, todos os códigos mais anormal 4.0 a 5.0 devem ser pontuados “8” para não aplicável.
Terceiro, há alguns comportamentos que são relevantes somente durante períodos de
idades particulares (precoces ou tardios) ou que mudam qualitativamente tão acentuadamente
com a idade, que infância “precoce ou tardia” não pode ser empregada da mesma maneira.
Nestes casos, restrições específicas de idade são determinadas para cada código. Exemplos
incluem contato visual direto (item 37), jogo imaginativo (item 48) e amizades (item 54).

Duração do tempo para pontuação:

Uma preocupação adicional para todos os códigos é a duração em tempo que é que os
comportamentos devem ter estado presentes para serem pontuados. O período especificado
(com muitas poucas exceções) é 3 meses. Isto porque muitas crianças demonstravam
anormalidades passageiras de tipos que se aproximam de características de autismo (mas que
provavelmente não têm o mesmo significado).Conseqüentemente, para que comportamentos
anormais sejam pontuados como presentes, têm que durar no mínimo 3 meses.

Resumo dos códigos:

Além dos códigos de comportamentos específicos, há um número pequeno de códigos


resumidos, por exemplo, nível global de linguagem (item 20).Para alguns destes itens as
perguntas anteriores terão fornecido toda a informação necessária, não há necessidade de
perguntas específicas. Contudo é de responsabilidade do entrevistador garantir que dados
descritivos suficientes para elaborar a pontuação estejam disponíveis e solicitar informações
adicionais quando necessário.
Há também um outro tipo de resumo (itens 71-79) que se interessa se houve ou não
uma perda de habilidades (regressão), significando uma perda definitiva das habilidades
previamente adquiridas que durou pelo menos 3 meses. Perguntas específicas são colocadas,
mas freqüentemente pode ser bastante difícil diferenciar entre uma regressão definitiva e uma
variação transitória de desempenho que é que é relacionada a alguma situação imediata, como
uma enfermidade física ou desafio/tensão psicológica de uma mudança de escola ou
nascimento de um irmão. O entrevistador deve ter a iniciativa de questionar até obter uma
imagem precisa do modo como as habilidades foram perdidas, o padrão e a duração da
mudança, e até que ponto a mudança continuou sendo progressiva.

Forma de interrogar e registrar

Para cada seção da entrevista, há uma questão inicial obrigatória impressa em texto
datilografado em cores fortes.O entrevistador deve continuar a fazer questões adicionais até
que possa fazer o código para cada seção ou item. Além da questão inicial obrigatória para
cada seção da entrevista, há um número variável de questões suplementares. O entrevistador
pode selecionar se quer ou não usar esta ou aquela questão adicional, conseqüentemente, se é
útil para esclarecer aspectos do comportamento em avaliação. Na elaboração das questões, o
entrevistador deve ser orientado pelas instruções e definições dos códigos.

7
O entrevistador tem a responsabilidade de obter e registrar exemplos suficientes de
comportamentos reais, antes de tomar cada decisão relativa à pontuação. A pontuação deve
então ser feita e inscrita no local pertinente no roteiro, antes de passar para o próximo item da
entrevista. Isto assegura que o entrevistador está certo de que coletou informação suficiente
para fazer a pontuação. Observe que, para facilitar a escolha das questões, alguns itens
fornecem instruções e diretrizes para o entrevistador. Todas as instruções são digitadas em
letra maiúscula e incluídas entre parênteses. Estas instruções não são para o informante.
Como já mencionado, exceto se explicitamente especificado o contrário no roteiro, os
comportamentos têm que ter estado presentes repetidamente ou persistentemente acima de um
período de pelo menos 3 meses para ser pontuados como anormais. Um único episódio de
comportamento anormal deve ser registrado por escrito, mas normalmente isto não deve ser
considerado suficiente para pontuação. Contudo, quando o informante afirma explicitamente
que o comportamento foi (ou é) recorrente, embora só possa dar um exemplo real, a
anormalidade deve ser pontuada como presente. Se em qualquer momento da entrevista, o
informante der informações adicionais ou lembrar detalhes que possam afetar uma pontuação
anterior, o entrevistador deve retornar ao item para esclarecer e alterar a pontuação como
conveniente. A cada passo da entrevista, o entrevistador deve anotar quaisquer discrepâncias
óbvias entre a informação dada pelo informante e outras fontes de informação. Estas
discrepâncias devem ser resumidas na última página da entrevista.
Ao término da entrevista, o entrevistador deve assegurar que todos os códigos tenham
sido feitos e anotar suas impressões da entrevista e em que circunstâncias, esta foi
administrada/conduzida. Deve anotar também se qualquer gravação foi feita (áudio ou visual).

Aplicabilidade dos itens

Há vários momentos que decisões devem ser tomadas sobre a aplicação de questões
particulares. O princípio geral é de que a aplicabilidade deve ser assumida, a menos que esteja
claro que é que o comportamento em questão não podia ser mostrado pelo sujeito. Esta
questão surge obviamente na seção que é que trata das anormalidades da linguagem falada.
Claramente, não há razão para perguntar se o sujeito não tem fala suficiente para fazer a
pontuação. Neste caso, “8” deve ser pontuado.
É desejável para o algoritmo do diagnóstico ter uma regra sobre aplicabilidade que se
estenda por todos os itens de comunicação, um único código Global do nível de linguagem
(item 20) é usado para dividir os sujeitos entre os que são verbais (para os quais todos os itens
de comunicação são aplicados) e os que são não verbais (para os quais todos os itens sobre
anormalidades da linguagem falada são tratados como não aplicáveis). Para este propósito,
Verbal é definido como “o uso funcional da linguagem espontânea, ecoada ou estereotipada
da que, diariamente, inclui frases de três palavras ou mais, as quais pelo menos às vezes
inclua um “verbo” e seja compreensível aos outros. Sujeitos não verbais são, além disso
subdivididos dentro de falantes e não falantes conseqüentemente se a fala é ou não usada
diariamente com um vocabulário de pelo menos 5 palavras. A diferenciação entre “verbal” e
“não verbal”, embora necessária para propósitos de aplicabilidade não tem a intenção de
descrever o nível de comunicação do sujeito, mas serve para obter um algoritmo que é que
considere a possibilidade de certas anormalidades.
Deve ser observado também que “frases” são definidas diferentemente para o código
da idade do início do uso de frases (item 10) do que é que são para determinar categoria
verbal e não verbal. Para este código uma frase é definida como duas palavras que inclua um
verbo e que seja espontânea, e não ecolálica. Estas definições não são consideradas como
sinônimas das empregadas por psicolingüistas, porque tem sido necessário planejar definições

8
que maximizem a informação fornecida pelos pais/educadores (em lugar das que são usadas
por peritos em análises de amostras de fala gravadas).

Determinação dos códigos

Muitos comportamentos complexos têm múltiplos aspectos que são abordados por
códigos separados. Quando este é o caso, cada aspecto deve ser anotado nos códigos
pertinentes. Por exemplo, quando há comportamento ritualístico com evidência clara de
componentes verbais e comportamentais, estes devem refletir nas pontuações de rituais
verbais e compulsões/rituais. Contudo, o mesmo aspecto do comportamento não deve ser
pontuado em dobro. Quando há ambigüidade sobre qual código deveria ser feito, o
entrevistador deve decidir sobre qual é o mais adequado.
Quando decidir sobre a pontuação dos itens individuais, o entrevistador deve assegurar
que o comportamento descrito é realmente do tipo especificado na definição e pontuação e
que isto não é simplesmente uma conseqüência secundária de qualquer outro aspecto mais
generalizado (como alta atividade ou breves lapsos de atenção ou agressividade). Um
problema é algumas vezes colocado pela incerteza sobre se um comportamento particular
teria se manifestado se o sujeito não estivesse sob efeito de medicação, a qual se imagina ter
controlado esse comportamento. Nestas situações, o entrevistador não deve tentar realizar esta
experiência em sua cabeça. Pelo contrário, o comportamento, deve ser pontuado como
aconteceu.
Cada item (exceto aqueles que se referem a marcos importantes e equivalentes)
pretende especificar algum tipo particular de anormalidade (freqüentemente, mas não alguma
vez, de um tipo de conceito associado com PDD). A pontuação de “2” ou “3” deve ser feita
quando esta anormalidade específica está presente (a distinção entre “2” e “3”, quando
admitida, é feita baseando-se em sua severidade). Uma pontuação “1” deve ser feita quando
está claro que o sujeito exibiu o comportamento do tipo especificado pelo código, mas que
este não é severo, freqüente, ou acentuado o bastante para garantir uma pontuação “2”. A
pontuação “1” não deve ser usada para mostrar anormalidades vagas, duvidosas ou incertas;
estas devem ser pontuadas “0”. A pontuação “0” significa que o comportamento especificado
no código não está presente. Isto não pressupõe que o comportamento seja completamente
normal, mas significa que os desvios da normalidade não eram do tipo especificado neste
código em particular.
Quando um comportamento é não aplicável (como no exemplo não verbal dado
acima), a pontuação é “8”.Em geral, há três circunstâncias principais em que uma pontuação é
não aplicável: 1)a idade da criança está fora da faixa etária para codificar (ex:uma criança de
3 anos para pontuação do comportamento “mais anormal 4.0 a 5.0” ou uma criança de 11
anos para pontuação do comportamento “corrente” no código “jogo imaginativo” com os
colegas); 2)a criança não tem o nível de comportamento exigido para exibir a anormalidade
(ex: uma criança não verbal para códigos de anormalidades da linguagem); e 3)a criança
nunca esteve nas circunstâncias exigidas para evocar o comportamento (ex: uma criança de
escola primária muito isolada que nunca tinha sido exposta a outras crianças seria codificada
“8” sobre “Interesse por outras crianças”). Esta última situação é rara e só deve ser evocada
quando está bastante claro que é que realmente não houve nenhuma oportunidade.
Quando não se sabe se o comportamento ocorreu (i.e. o entrevistador não questionou
adequadamente ou o informante não pode fornecer a informação necessária), a pontuação
deve ser “9”.
Somente em algumas situações, uma pontuação adicional “7” é admissível para
registrar uma anormalidade clara, não do tipo especificado, que estava presente na área geral
da codificação.

9
O entrevistador deve concentrar-se sobre as especificidades de cada código para evitar
erros que surgem de pré-concepções com o fato da criança ter ou não um PDD. Isto é comum
em crianças severamente retardadas que mostram algumas anormalidades dos tipos
associados com PDD, embora seja menos habitual para estas crianças mostrar estas
dificuldades através de uma área, padrão ou severidade suficientes para preencher os critérios
diagnósticos de PDD.
As determinações das cotações podem ser resumidas como segue:
0:O comportamento do tipo especificado na pontuação não está/esteve presente
1:O comportamento do tipo especificado está/esteve presente de forma anormal (ou “ausência
do comportamento” esteve presente), mas não suficientemente severa, freqüente ou acentuado
para cumprir os critérios para “2”
2:Clara anormalidade do tipo especificado a qual reúne/cumpriu os critérios dados para esse
código
3:Uma manifestação mais severa de “2”
7:Clara anormalidade na área geral do código, mas não do tipo especificado
8:Não aplicável (nenhuma oportunidade para exibir o comportamento porque estava fora da
faixa etária pertinente, não tem o nível exigido de comportamento ou porque nunca pôde
apresenta-lo nestas circunstâncias)
9:Desconhecido (não sabido)
As determinações das cotações dos itens do desenvolvimento são um tanto diferente
porque as idades atuais são necessárias. Onde o roteiro da entrevista solicita a pontuação de
uma idade, esta deve ser registrada em meses. Se o informante puder dar somente uma faixa
etária (ex:6-9 meses ou 10-12 semanas), o ponto médio deveria ser tomado e arredondado
para cima (isto é, registrando 8 meses e 3 meses respectivamente). Quando nenhuma data
pode ser obtida, a seqüência seguinte deve ser usada ao longo da entrevista.

993: Regressão - a etapa foi atingida, mas o sujeito regrediu (ex:controle de esfíncteres ,mas
regrediu e suja-se regularmente)
994:A etapa nunca foi atingida (ex:nunca sorriu socialmente, nunca balbuciou, nunca conteve
as fezes e a urina)
995: A etapa ainda não foi atingida (controle de esfíncteres, mas para menor que um ano de
idade)
996: Desconhecido, mas aparentemente normal
997: Desconhecido, mas aparentemente atrasado
998:Não aplicável por alguma razão (ex:impedimento físico que é que impede a realização de
uma etapa motora particular)
999: Desconhecido ou não perguntado

Registro das descrições comportamentais:

Porque as pontuações serão feitas pelo entrevistador baseadas nas descrições


comportamentais (e NÃO sobre as respostas “sim” ou “não” do informante para questões
particulares) é importante registrar detalhes suficientes, escritos abaixo no roteiro para outra
pessoa poder conferir as pontuações. Conseqüentemente, é de responsabilidade do
entrevistador assegurar que, para todos os itens, haja uma descrição por escrito do
comportamento do sujeito, o qual seja suficientemente detalhado para outra pessoa ser capaz
de determinar qual pontuação está correta.

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ADI-R EDIÇÃO RESUMIDA Maio de 1999

Entrevista
Diagnóstica
de Autismo
Revisada

Perguntas relativas à utilização do roteiro e treinamento podem ser destinadas à:

Dra. Catherine Lord


Professora de Psiquiatria
Department of Psychiatry
University of Chicago
5841 South Maryland Avenue,MC3077
Chicago Illinois 60637,USA

Professor Senhor Michael Rutter


Social, Genetic and Developmental Psychiatry Research Center
Institute of Psychiatry
De Crespigny Park
London SE5 8AF,England

Professor Ann LeCouteur


Academic Dept of Child and Adolescent Psychiatry
Fleming Nuffield Unit
Burden Terrace, Jesmond
Newcastle Upon Tyne NE2 3AE, England

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Nome do probando:......................................................................................... ____________

Número ID da família :..................................................................................

Número ID individual do sujeito da entrevista”:............................................

Estado do probando (codificar como pertinente para estudo específico):......

Sexo do sujeito:...............................................................................................
0=masculino 1=feminino

Relação do Sujeito com o probando(se diferente):.........................................


(codificar como pertinente para o estudo especifico quando o ADI-R for usado para o estudo
de uma família para avaliar familiares do probando)

Estado clínico:................................................................................................

Mês da entrevista:...........................................................................................

Dia da entrevista:............................................................................................

Ano da entrevista:...........................................................................................

Idade do sujeito na entrevista (em anos):........................................................

Mês de nascimento do sujeito:.........................................................................


(codifique 99 se ignorado)

Dia do nascimento do sujeito:..........................................................................


(codifique 99 se ignorado)

Ano do nascimento do sujeito:.........................................................................


(codifique 99 se ignorado)

Investigador:.....................................................................................................

Nome do informante:........................................................................................

Informante:........................................................................................................
0=mãe 1=pai 2=outro educador 3=associação

Número do telefone do informante:...................................................................____________

Local e circunstâncias da entrevista (DESCREVER):

12
Antecedentes Familiares (Histórico)

(ANOTE QUAISQUER DISCREPÂNCIAS ENTRE A DESCRIÇÃO DO INFORMANTE E O


CONHECIMENTO DO OBSERVADOR DE OUTRAS FONTES,E RESUMA NO FINAL DA ENTREVISTA)

“Para começarmos, talvez você pudesse me dar uma idéia da estrutura familiar"

Você tem alguma outra criança?Você pode me falar seus nomes e idades?Algum deles é
casado?Algum deles tem criança?São todas suas crianças?Algum deles é adotivo ou criado?
(SE UM OU OUTRO DOS PAIS CASOU-SE ANTERIORMENTE) Você teve alguma criança do
casamento anterior?Alguém mais vive em sua casa?

Algum de seus filhos está atrasado em seu desenvolvimento?....ou teve algum problema
especial que você buscou tratamento quando eles eram crianças (ou posteriormente)?

Você ou seu marido tiveram alguma dificuldade de desenvolvimento (ou andou ou falou
atrasado)?...ou problemas especiais para os quais você recebeu tratamento quando você era
criança (ou posteriormente)?Há alguém em sua extensa família que tenha dificuldades
similares que as do sujeito?”

Nome DOB Idade Sexo Estado civil Crianças Pais da criança


Crianças
(deste casamento,
de casamento
anterior, de
criação,adotivos,
etc.)

13
Antecedentes (continuação)
Educação do sujeito (escolar e pré-escolar)

(O PROPOSITO DESTAS QUESTÕES é FORNECER UMA ESTRUTURA DE REFERÊNCIA PARA OS


ITENS QUE SEGUEM)

“Agora,eu gostaria de lhe perguntar sobre que tipo de programas,jardim de infância e escolas
_________ freqüentou? Era uma escola ou jardim de infância regular? Quanto tempo ele/ela
freqüentou?Ele/ela precisava de alguma ajuda especial/reparatória? Ele/ela teve algum
problema especial com leitura ou escrita? (QUESTIONAR SOBRE O PERCURSO ESCOLAR A
IDADE E OBTER DETALHES SOBRE OS RESULTADOS OBTIDOS) (SE ADEQUADO) O que é que é
que ele/ela fez desde que deixou a escola?”

Escola Tipo Datas que freqüentou Ajuda especial obrigatória

Medicação (NENHUMA COTAÇÃO é NECESSARIA AQUI)

“Ele/ela usa qualquer medicação regularmente, atual?” (ESCREVA DETALHADAMENTE


ABAIXO)

Diagnóstico (NENHUMA COTAÇÃO é NECESSARIA AQUI)

“Alguém já disse que ele/ela tinha um problema médico ou deu a você algum diagnóstico
médico dele/dela?” (ESCREVA DETALHADAMENTE ABAIXO)

14
Antecedentes (continuação)
Questões preliminares
(O PROPOSITO DESTAS QUESTOES INICIAIS é FORNECER UMA ESTRUTURA DE REFERÊNCIA
PARA OS ITENS A SEGUIR.)

“Eu gostaria de começar,obtendo exatamente uma descrição geral de ____________.


Deixe-me fazer algumas questões breves e então nós voltaremos para alguns dos pontos
em mais detalhes, depois que eu tiver algum entendimento de como __________é?Você
pode me contar um pouco sobre ____________? Talvez você possa começar sobre como é o
dia dele/dela. Quando é que está no seu melhor? E no seu momento mais difícil? Como você
o (a) descreveria _________ para mim se eu tivesse que aponta-lo em um grupo de outras
crianças/jovens de sua idade? Que tipo de coisas ele/ela faz quando deixado aos seus próprios
cuidados? Como é sua linguagem?”

[Link]ções atuais
(PONTUE PREOCUPAÇÕES POR ORDEM DE PRIORIDADE)

“Você tem alguma preocupação sobre o comportamento ou desenvolvimento


dele,agora?Quais são?” (SE POSSíVEL, EXPRESSAR EM ORDEM DE MAIOR PREOCUPAÇÃO.)

(Cote a maior preocupação atual na caixa etiquetada “A”.Outra preocupação deverá ser codificada em ordem de
prioridade nas caixas “B” para “D”.Se houver mais do que é que quatro grandes preocupações,codifique somente
as quatro com mais alta prioridade na percepção do [Link] houver menos do que é que quatro
preocupações principais, deixe o espaço das caixas em [Link] cada caso, os detalhes das preocupações
devem ser especificados por escrito.)
0=nenhuma preocupação, parental ou profissional
1=atraso/desvio do desenvolvimento da fala e/ou da linguagem expressiva
(incluindo possível surdez, fracasso para responder aos sons ou parece não A:
entender o que é que é dito)
2=problemas médicos (como convulsões) ou atraso nas aquisições do
desenvolvimento diferente da linguagem (pode incluir ausência do crescimento
físico, do desenvolvimento motor,controle de esfíncteres ou ser lento) B:
3=ausência de interesse ou anormalidade/excentricidade em responder social e
emocionalmente às pessoas (pode incluir dificuldades específicas em brincar
com outras crianças ou estar “em seu próprio mundo” ou incompetência social
global) C:
4=dificuldade comportamental não especifica de autismo (ex:problemas para
dormir ou comer,nível de atividade global excessiva,
vadiar/vagar,comportamento agressivo ou destrutivo)
5=comportamentos autistas típicos (ex:maneirismos de mão e dedo;apegos D:
incomuns;extremas dificuldades com mudança;comportamentos não funcionais
e altamente repetitivos,nenhum jogo adequado com objetos ou jogo incomum)
6=possível ausência de habilidade para viver independentemente ou “feliz”
(incluindo dificuldades para encontrar emprego,cuidar-se,etc.)
7=preocupações não diretamente associadas com o comportamento ou
desenvolvimento do sujeito (ex:problemas familiares ou disputa sobre os
cuidados ou educação ou preocupações sobre compensação financeira)
8=Profissionais preocupados, pais não
9=não conhecido ou não perguntado

15
Desenvolvimento precoce
“Podemos voltar a falar sobre os 1° anos dele/dela?”

Início dos sintomas


[Link] (em meses) quando os pais notaram pela 1° vez que algo não estava bem com a
linguagem,relacionamentos ou comportamento
(PREOCUPAÇÕES SOBRE ASSUNTOS ESTRITAMENTE MÉDICOS, COMO COMPLICAÇÕES NA
GRAVIDEZ NO PERÍODO NEONATAL OU A PRESENÇA DE SÍNDROME DE DOWN NÃO SÃO
PERTINENTES PARA ESTA COTAÇÃO.NÃO ENTANTO,OBSERVE,ANOTE TAL INFORMAÇÃO
COMO PERTINENTE PARA UMA AVALIAÇÃO GLOBAL.)

“Primeiro, eu gostaria de lhe perguntar sobre o desenvolvimento precoce


dele/[Link] anos ele/ela tinha quando você quis saber se havia alguma coisa que
não estava bem com o desenvolvimento dele/dela?”

Anote:Se os pais expressam a idade em semanas,codificar o mês mais próximo.


Igualmente,se uma faixa etária é dada,(ex:3-4 meses),pegue o ponto médio e
arredonde (para cima) até o mês mais pró[Link]é onde for possível,tente
codificar uma idade real em lugar de 996,etc.
991 = pais não preocupados,embora fosse referida pelos profissionais
992 = pais têm estado preocupados desde o nascimento,(ex:se o bebê era
prematuro,ou muito doente desde o nascimento)
996 = não podem se recordar,mas antes de 3 anos
997 = não podem se recordar,mas com 3 anos ou mais
998 = não aplicável
999 = não conhecido ou não perguntado

3. Primeiros sintomas que despertaram a preocupação parental


“O que é que preocupou você naquele momento?”
(ESCLAREÇA OS DETALHES DOS PRIMEIROS SINTOMAS QUE CAUSARAM PREOCUPAÇÃO AOS
PAIS, PONTUE PREOCUPAÇÕES EM ORDEM DE PRIORIDADE.)

0=nenhuma preocupação, parental ou profissional


1=atraso/desvio do desenvolvimento da fala e/ou da linguagem expressiva (inclui possível
surdez, fracasso para responder aos sons ou parece não entender o que é que é dito) A:
2=problemas médicos (como convulsões) ou atraso nas aquisições do desenvolvimento
diferente da linguagem (pode incluir atraso do crescimento físico, do desenvolvimento
motor, controle de esfíncteres ou ser lento)
3=ausência de interesse ou anormalidade/excentricidade em responder social e B:
emocionalmente às pessoas (pode incluir dificuldades específicas em brincar com outras
crianças ou estar “em seu próprio mundo” ou incompetência social global)
4=dificuldade comportamental não especifica de autismo (ex:problemas para dormir ou
comer,nível de atividade global alto,vadiar/vagar,comportamento agressivo ou destrutivo) C:
5=comportamentos autistas típicos (ex:maneirismos de mão e dedo;apegos
incomuns;extremas dificuldades com mudança;comportamentos não funcionais altamente
repetitivos,nenhum jogo adequado com objetos ou jogo incomum)
6=possível ausência de habilidade para viver independentemente ou feliz (incluindo D:
dificuldades para encontrar emprego,cuidar-se,etc.)
7=preocupações não diretamente associadas com o comportamento ou desenvolvimento do
sujeito (ex:problemas familiares ou disputa sobre os cuidados ou educação ou
preocupações sobre compensação financeira)
8=Profissionais preocupados,pais não
9=não conhecido ou não perguntado

16
Desenvolvimento precoce (continuação)
4. Início percebido com atraso
(O PROPÓSITO DESTE ITEM É RECORDAR SINAIS PRECOCES, NO DESENVOLVIMENTO DA
CRIANÇA, DE QUE QUALQUER COISA INCOMUM OCORREU, DE ACORDO COM O JULGAMENTO
DO INFORMANTE EM RETROSPECTIVA.)

“Olhando para trás com atenção, quando você pensa que ele/ela mostrou pela 1° vez
algum problema ou dificuldade no desenvolvimento ou comportamento? Você pensa
que tudo estava bem anteriormente?” (COTE O JULGAMENTO DO EDUCADOR.)

0 = problemas presentes nos primeiros 12 meses


1 = problemas não presentes antes dos 12 meses, mas foram notados em/ou
antes dos 24 meses
2 = problemas não presentes antes dos 24 meses, mas notados em/ou antes dos
36 meses
3 = problemas não presentes antes dos 36 meses, mas notados em/ou antes dos
4 anos
4 = problemas não presentes antes dos 4 anos, mas notados em/ou antes dos 5
anos
5 = problemas não presentes antes dos 5 anos, mas notados em/ou antes dos 6
anos
6 = problemas não presentes antes dos 6 anos, mas notados numa data posterior
(especifique)
7 = criança alguma vez “diferente” mas a diferença não foi percebida pelos pais
como algum tipo de anormalidade
8 = nenhum problema foi notado pelos pais
9 = não conhecido ou não perguntado

Etapas motoras importantes

5. Caminhou sem ajuda

“Como andou? Com que idade _____________ andou sem ajuda?”

Anote: lembre-se de registrar o ponto médio e arredonde para o mês acima mais
próximo. Quando possível, tente codificar a idade real no lugar de usar o 996,
etc.
(Codifique em meses, normal ≤ 18 meses;)
995 = ainda não alcançado
996 = Desconhecido, mas aparentemente normal
997 = Desconhecido, mas aparentemente atrasado
998 = não aplicável
999 = não conhecido ou não perguntado

17
Controle de esfíncteres

[CONSIDERE A POSSIBILIDADE DE CADA CONJUNTO DE HÁBITOS, POSSAM SER PERDIDOS E


SUBSEQÜENTEMENTE REAPRENDIDOS. ANOTE AMBAS AS IDADES, MAS COTE A
REAPRENDIZAGEM. NÃO CODIFICAR INCIDENTES ISOLADOS COM UMA EXPLICAÇÃO
COMPREENSÍVEL (EX: SUJEITO INDISPOSTO, TEVE FEBRE ALTA , RESPONDENDO A UMA
MUDANÇA DE AMBIENTE, OU ANGUSTIA AGUDA)]

“Como foi o treino para obtenção do controle de esfíncteres”?

6- Aquisição do controle do intestino e da bexiga: diurno

“Ele/ela fica limpo e seco durante o dia? Que idade tinha quando o controle foi
alcançado? Quando foi que se manteve limpo e seco durante 12 meses sem incidentes?”

(Cote a idade do último incidente claro de intestino e bexiga antes de um


período de 12 [Link] em meses quando a aquisição foi atingida.)
993 = Prosperou no treino por um período de 12 meses, mas recaiu e agora
molha-se regularmente.
994 = Nunca alcançou a continência.
995 = Ainda não alcançou (ex: continente, mas por um período menor que 12
meses).
996 = Desconhecido, mas aparentemente atrasado.
997 = Não aplicável.
999 = Desconhecido ou não perguntado.

7- Aquisição do controle do intestino e da bexiga: noturno

“Ele/ela fica limpo e seco à noite? Que idade tinha quando permaneceu limpo e seco à
noite pela primeira vez? Quando foi que permaneceu limpo e seco durante 12 meses sem
incidentes, pela primeira vez?”

(Cotar a idade do último incidente claro de intestino e bexiga antes de um


período de 12 [Link] em meses quando o primeiro evento importante
aconteceu.)
993 = Prosperou no treino por um período de 12 meses, mas recaiu e agora
molha-se regularmente.
994 = Nunca alcançou a continência.
995 = Ainda não alcançou (ex: continente, mas por um período menor que 12
meses).
996 = Desconhecido, mas aparentemente atrasado.
997 = Não aplicável.
999 = Desconhecido ou não perguntado

18
Comunicação

“Agora, eu gostaria de saber sobre o desenvolvimento da linguagem e os tipos de coisas


de criança que ele/ela fazia antes de aprender a falar. Como é sua linguagem agora?
Ele/ela já aprendeu a falar?” (ADAPTE A PESQUISA INICIAL PARA O QUE É QUE JÁ É
CONHECIDO SOBRE O NÍVEL DE LINGUAGEM DO SUJEITO E OBTENHA UMA DESCRIÇÃO QUE É
QUE AJUDE NA ELABORAÇÃO DAS QUESTÕES SEGUINTES).

8. Uso do corpo de outra pessoa para se comunicar

(A ÊNFASE ESTÁ NO USO ANORMAL DE OUTRA PESSOA COMO UM TIPO DE EXTENSÃO DO


BRAÇO OU DO CORPO DO SUJEITO. POR EXEMPLO, O USO DA MÃO DE OUTRA PESSOA PARA
APONTAR, TOCAR UM OBJETO OU EXECUTAR UMA TAREFA, COMO VIRAR A FECHADURA DA
PORTA PARA ABRI-LA, DESENROSCAR A TAMPA DE UMA GARRAFA OU PUXAR UM ZÍPER OU
ABOTOAR. ESTE TIPO DE COMPORTAMENTO ACONTECERÁ SEM QUALQUER TENTATIVA
ANTERIOR PARA COMUNICAR A NECESSIDADE OU PEDIDO, USANDO OUTROS SONS OU
GESTOS. ASSIM, O CONTATO FÍSICO NÃO É PARA INICIAR UMA APROXIMAÇÃO SOCIAL, MAS
ANTES PARA FACILITAR A CONCLUSÃO DA TAREFA.)

“Como ele/ela normalmente lhe deixa saber que ele quer algo?” (Se ele/ela usa a fala
atual, pergunte: “Como ele/ela lhe deixava saber, antes de falar, que ele/ela queria algo?”)
“Ele/ela alguma vez lhe mostrou o que é que queria pegando a sua mão ou pulso ou
alguma outra parte de seu corpo? O que é que exatamente ele/ela faz? O que é que ele/ela
faz quando você o leva até o objeto desejado? Ele/ela alguma vez usa sua mão como se fosse
uma ferramenta ou uma extensão do próprio braço dele (como apontar com sua mão ou pegar
sua mão para virar uma maçaneta de porta)? Ele/ela lhe olha quando estão fazendo isto?
Ele/ela associa pegar sua mão com tentar comunicar com sons ou palavras? Ele/ela tenta se
comunicar primeiro através de sons ou gestos?”

0 = Nenhum uso do corpo de outra pessoa para comunicar, exceto em situações Atual
onde outras estratégias não resultaram (ex: quando os pais conversaçãom com
alguém e o sujeito não consegue a atenção dele)
1 = Colocação ocasional das mãos em objetos ou o uso disto como uma
ferramenta ou para apontar, mas há alguma combinação com outros modos de
comunicação (apenas agarrar a mão de alguém para levar a lugares, deve ser
cotado “0”)
2 = Colocação ocasional da mão de outro ou uso da mão de outro como uma
ferramenta “pelo” sujeito para demonstrar, sem integração com outros modos
de comunicação
3 = O sujeito usa regularmente a mão de outra pessoa como uma ferramenta ou Alguma vez
para se exprimir “pelo” sujeito
8 = Pouca ou nenhuma comunicação espontânea
9 = Desconhecido ou não perguntado

19
Comunicação (continuação)

(OBSERVAÇÃO: A FALA, ISTO É, VOCABULÁRIO DE PELO MENOS 5 PALAVRAS, DAS QUAIS


PELO MENOS UMA DEVERIA SER USADA DIARIAMENTE: CASO CONTRÁRIO O SUJEITO DEVE
SER TRATADO COMO NÃO-VERBAL)

9. Idade de aquisição das primeiras palavras isoladas(se alguma vez usadas)

(“COM SIGNIFICADO” REFERE-SE ÀS PALAVRAS USADAS REPETIDAMENTE E


CONSISTENTEMENTE PARA O PROPÓSITO DE COMUNICAÇÃO COM REFERÊNCIA PARA UM
DETERMINADO CONCEITO, OBJETO OU EVENTO. NÃO CONSIDERAR “MAMA” OU “PAPA”,
INCLUIR QUAISQUER OUTROS SONS ESPONTÂNEOS, FONOLOGICAMENTE CONSISTENTES, QUE
SE APROXIMEM DE PALAVRAS REAIS NA LINGUAGEM DA FAMÍLIA, E USADAS
REPETIDAMENTE COM SIGNIFICADO.)

“Que idade ele/ela tinha quando disse as primeiras palavras com significado, à parte de
“mama” e “papa”? Quais foram suas primeiras palavras? Como é que ele/ela mostrou que
sabia seu significado? (DAR EXEMPLOS) Ele/ela alguma vez usou estas palavras para referir-se
a qualquer outra coisa ou como sons que não pareciam ter nenhum significado específico?”

IDADE QUE PRONUNCIOU AS PRIMEIRAS PALAVRAS (em meses)


Idades em que usou as primeiras palavras (normal<24 meses)
993 = Dizia algumas palavras, depois perdeu.
994 = Não chegou a falar
996 = Desconhecido, mas aparentemente normal.
997 = Desconhecido, mas aparentemente atrasada
999 = Desconhecido, ou não perguntado.

10. Idade de aquisição das primeiras frases (se alguma vez usadas)

(PARA O PROPÓSITO DESTA COTAÇÃO, UMA FRASE TEM QUE CONSISTIR DE 2 PALAVRAS, UMA
DAS QUAIS DEVE SER UM VERBO. NÃO COTAR COMBINAÇÕES DE ADJETIVO-SUBSTANTIVO
NEM FALA ECOLÁLICA, NEM FRASES EM QUE FORAM APRENDIDAS COMO UMA ÚNICA
PALAVRA REPRESENTANDO UM ÚNICO SIGNIFICADO, [EX: “ATÉ LOGO”]. OBSERVE QUE ESTA
DEFINIÇÃO DIFERE DAS QUE CONSIDERAM COMO VERBAL PARA O ITEM 20, DO NÍVEL
GLOBAL DE LINGUAGEM, POSTERIOR NA ENTREVISTA NA PÁGINA 13)

“Que idade ele/ela tinha quando disse as primeiras palavras que continham algum
significado, (ex: usando 2 ou 3 palavras por frases)? O que é que ele/ela disse? Quais
frases incluíam um verbo?” (DAR EXEMPLOS).

IDADE QUE PRONUNCIOU AS PRIMEIRAS FRASES (em meses)


Idade em que usou as primeiras frases (normal<33meses)
993 = Dizia algumas palavras, depois perdeu.
994 = Não chegou a falar
996 = Desconhecido, mas aparentemente normal.
997 = Desconhecido, mas aparentemente atrasada
999 = Desconhecido, ou não perguntado.

20
Comunicação (continuação)
11. Articulação / Pronúncia
(PONTUE SOMENTE PARA OS SUJEITOS COM IDADE DE 4 ANOS OU MAIS, A ARTICULAÇÃO
REFERE-SE À ENUNCIAÇÃO DOS SONS DA LINGUAGEM.)

“Como é a pronuncia dele/dela? Há algumas palavras ou sons que ele/ela não consegue
dizer muito bem? Quais são elas? Outra pessoa o entende facilmente? Que outra pessoa
fora da família? Como era sua articulação quando ele/ela tinha 5 anos? Que erros ele/ela
fazia na ocasião?” (ANOTE EXEMPLOS). “Um estranho conseguia entende-lo?” (OBTENHA
DETALHES DAS DIFICULDADES COM ARTICULAÇÃO).

0 = Compreendido por todos (ex: clara enunciação da maioria dos sons, mas Atual
pode incluir algumas omissões ou substituições de consoantes)
1 = Compreendido melhor pela família que por outros por causa da dificuldade
com alguns sons, mas bastante compreensível por estranhos no primeiro
encontro
2 = Dificuldades de articulação definidas como: algumas palavras são muito
difíceis para o entendimento de estranhos até que consigam conhece-lo
3 = Os estranhos acham quase impossível de entender ou os pais têm Aos 5 anos
significativa dificuldade de entendimento por causa da articulação
8 = Não aplicável; não fala
9 = Desconhecido ou não perguntado.

12. Complexidade das expressões não repetitivas


(ESTE ITEM REFERE-SE À COMPLEXIDADE SEMÂNTICA E GRAMATICAL DENTRO DA
EXPRESSÃO VOCAL DE UMA SENTENÇA NÃO ECOADA. É FREQÜENTEMENTE ÚTIL PERGUNTAR
PARA OS PAIS/EDUCADORES RECORDAREM UMA CONVERSAÇÃOÇÃO PARTICULAR COM O
SUJEITO, COMO NO CAMINHO PARA A ENTREVISTAOU DURANTE UMA REFEIÇÃO RECENTE.)

“Agora, quando ele/ela fala, que tipo de combinações de palavras ou frases faz?Qual a
extensão média das frases?(1/2/6 palavras – ou como? E quando ele/ela não está
ecolálico? Pode fazer tipos diferentes de frases, como perguntas, ordens e negações? Pode
unir duas idéias usando “mas” ou “se”?” (ANOTE EXEMPLOS) “E quando tinha 5 anos ou
mais?

0 = Usa uma série de construções gramaticais e um extenso vocabulário Atual


(semelhante aos desenvolvimentos normais de 4 ou 5 anos ou mais). Pode fazer
erros ocasionais em algumas construções complexas avançadas, mas com
poucas interferências na comunicação
1 = Vocabulário extenso numa série de construções gramaticais estruturadas,
mas um tanto limitado em flexibilidade e variedade e/ou erros gramaticais
freqüentes ou omissões
2 = Proporção significativa de frases que seguem regras gramaticais simples
(como palavras conclusivas para indicar tensão), mas construções notadamente
limitadas em variedade e complexidade
3 = Frases predominantemente simples, no discurso não ecolálico Aos 5 anos
4 = Discurso não ecolálico, predominando palavras únicas
8 = Não aplicável; não fala
9 = desconhecido ou não perguntado

21
Comunicação (continuação)
13/17. Nível de Linguagem comunicativa antes da perda/ Perda de habilidades da
linguagem depois da aquisição
(DEFINIÇÃO DA PERDA: NENHUMA IMITAÇÃO DE PALAVRAS, USO DE PALAVRAS PARA
COMUNICAR OU VERBALIZAÇÕES ESPONTÂNEAS, DEPOIS DE TER TIDO DIARIAMENTE, PELO
MENOS, UMA DESTAS HABILIDADES DURANTE 3 MESES, COM PELO MENOS 5 PALAVRAS,
DIFERENTES DE “MAMA” E “PAPA” USADOS REGULARMENTE.)

“Você havia se preocupado com a perda das habilidades de linguagem dele/dela,


durante os primeiros anos de vida? Houve alguma vez que ele/ela tenha deixado de falar
durante alguns meses depois de ter aprendido a falar?”
SE NÃO, COTAR “8”.
SE SIM
“O que aconteceu? Que idade tinha quando isto aconteceu? Quanta linguagem ele/ela
tinha antes de perde-la? O que é que era capaz de dizer ou fazer antes desta mudança
ocorrer?” (AVERIGUE REFERENTE A: NÚMERO DE PALAVRAS COM SIGNIFICADO, USO
ESPONTÂNEO, ESFORÇO PARA COMUNICAR-SE. ANOTE DETALHES E COTE O NÍVEL DE
LINGUAGEM COMUNICATIVA ANTES DA PERDA. CONTINUE A PESQUISAR PARA AVERIGUAR A
NATUREZA E O TIPO DE HABILIDADES DA LINGUAGEM PERDIDAS. COTAR AS PONTUAÇÕES
EM SEPARADO.) “Quando é que ele/ela começou a recuperar a fala?”

13. Nível de Linguagem comunicativa antes da perda

0 = fala diariamente, com significado e espontânea, usada para comunicar, com


uso de pelo menos 5 palavras diferentes, usadas até certo ponto antes da Alguma vez
mudança (e quaisquer outras habilidades listadas abaixo)
1 = ocasionalmente e/ou 5 menos palavras usadas espontaneamente e para
comunicar (só ou uma combinação com habilidades imitativas)
2 = fala ou sons produzidos sob pedidos (podem ou não também ser imitados
espontaneamente)
3 = imitação espontânea de vocalizações (sem nunca ter qualquer fala
completamente espontânea), com nenhuma imitação ou fala comunicativa
espontânea
8 = nenhuma mudança ou perda
9 = desconhecido ou não perguntado

Perda das habilidades da linguagem depois da aquisição


(Cotar cada uma das habilidades seguintes, que o sujeito teve e depois perdeu por pelo
menos 3 meses)
Alguma vez
14. FALA COM SIFNIFICADO, COMUNICATIVA E ESPONTÂNEA (EM
ALGUM NIVEL)

15. PALAVRAS USADAS ESPONTANEAMENTE, MAS SEM INTENÇÃO Alguma vez


COMUNICATIVA CLARA

16. SINTAXE SIMPLES


Alguma vez
17. ARTICULAÇÃO

0 = nenhuma perda definida/precisa Alguma vez


1 = perda provável de uma habilidade específica
2 = perda completa de habilidade específica
8 = linguagem insuficiente para mostrar mudança de qualidade
9 = desconhecido ou não perguntado

22
Comunicação (continuação)
18. Ecolalia imediata
(A REPETIÇÃO DE PALAVRAS/FRASES HÁ POUCO FALADO POR OUTRA PESSOA.)

(SE O SUJEITO FALAR, PERGUNTE) “Muitas crianças, quando aprendem a falar, repetem
palavras que ouviram as pessoas dizerem. Ele/ela alguma vez repetiu a última palavra ou
duas do que é que você disse, ou ele/ela alguma vez repete, outra vez, frases inteiras na
mesma entonação que é que você disse? Você pode dar algum exemplo? Ele/ela alguma
vez fez isto?”

0 = raramente ou nunca repete/repetiu frases/palavras ecoadas Atual


1 = ocasionalmente repete/repetiu palavras/frases ecoadas
2 = repete/repetiu palavras ou frases ecoadas regularmente, mas também
alguma linguagem funcional (pode ser estereotipada)
3 = a fala consiste em grande parte de ecolalia imediata
8 = fala, insuficiente, para codificar Alguma vez
9 = desconhecido ou não perguntado

19. Expressões estereotipadas e ecolalia retardada

(ESTAS SÃO DEFINIDAS COMO O USO NÃO-ALUCINATÓRIO DE PADRÕES DE FALA


REPETITIVOS QUE SÃO CLARAMENTE ESTRANHOS EM TERMOS DE CONTEÚDO
ESTEREOTIPADO OU O SEU USO NÃO SOCIAL, OU AMBOS. ESTES INCLUEM FRASES QUE SÃO
ENTREMEADAS DENTRO DA FALA NORMAL, AUTO-COMENTÁRIO SOBRE AS PRÓPRIAS AÇÕES,
A REPETIÇÃO DE COMENTÁRIOS EMOCIONAIS OU ANGUSTIANTES OU FRASES ROTINEIRAS
USADAS FORA DO CONTEXTO ADEQUADO. NÃO INCLUIR AS REPETIÇÕES QUE
FREQÜENTEMENTE ACONTECEM COM CRIANÇAS NORMAIS COMO PARTE DO JOGO, QUANDO
O DISCURSO ESTÁ PARA TORNAR-SE BEM ESTABELECIDO, OU PARA REAFIRMAR.)

(SE O SUJEITO FALAR, PERGUNTE) “Ele/ela alguma vez tendeu a usar frases bastante
estranhas ou dizer a mesma coisa repetidas vezes, com a mesma entonação com que foi
dita a 1° vez? Isto é, frases que ouviu outras pessoas usarem ou que inventou? ([Link]. “é
ruim morder o pulso”, “isto parece um semáforo”, diz que agora está bem”). Ele/ela tem
tendência para falar com você desta maneira quando está ocupado, aflito sobre algo que é que
aconteceu durante o dia? Ele/ela usa frases adequadamente ou não para querer dizer algo em
particular ou como parte de uma conversação com ele/ela? Você pode dar exemplos? Como
era quando ele/ela era mais jovem? Ele/ela alguma vez faz algum comentário sobre o que é
que está fazendo? Ele/ela alguma vez fez isto com maior freqüência?”

0 = raramente ou nunca repete/repetiu frases estereotipadas Atual


1 = a fala tende/tendeu a ser mais repetitiva que a maioria dos sujeitos do
mesmo nível de complexidade, mas não estereotipado de um modo estranho ou
incomum, ou frases ocasionais estereotipadas, mas também, linguagem
funcional consistente
2 = freqüentemente repete/repetiu frases estereotipadas com ou sem linguagem
funcional
3 = as frases são quase exclusivamente estereotipadas Alguma vez
8 = Não aplicável; nenhuma frase
9 = desconhecido ou não perguntado

23
Comunicação (continuação)
20. Nível global de linguagem

(ESTE É UM RESUMO DO CÓDIGO RELATIVO AO USO DE PELO MENOS 3 PALAVRAS/FRASES


PELO SUJEITO; AMBOS INCLUINDO FALA ESPONTÂNEA E/OU ECOLÁLICA OU FALA
ESTEREOTIPADA, DESDE QUE ELAS SEJAM USADAS FUNCIONALMENTE.)

(PARA SUJEITOS NÃO-VERBAIS E QUE NUNCA TIVERAM QUALQUER FALA E QUE PONTUEM “1”
OU “2” SOBRE O NÍVEL GLOBAL DA LINGUAGEM, COTAR “8” NOS ITENS ABAIXO 21-27, E
PROSSEGUIR NO ITEM 28)

(PARA OS SUJEITOS QUE TIVERAM ALGUMA LINGUAGEM ATÉ A IDADE DE 4 OU 5 ANOS, MAS
SÃO ATUAL NÃO-VERBAIS, COTE “8” EM “ATUAL” PARA OS ITENS 21-30, MAS COTAR COMO
APROPRIADO PARA “MAIS ANORMAL” 4 OU 5 ANOS. PARA SUJEITOS QUE TIVERAM
LINGUAGEM PRECOCE, MAS PERDERAM-NA PELA IDADE DE 4 A 5 ANOS, COTAR “8” SOBRE
“MAIS ANORMAL” 4 A 5, MAS ANOTE OS DETALHES SOBRE A LINGUAGEM QUE TIVERAM.)

(PARA SUJEITOS CUJO NÍVEL GLOBAL DE LINGUAGEM É COTADO “0”, PROSSEGUIR PARA O
ITEM 21 ABAIXO.)

0 = uso funcional de linguagem, espontânea, ecolálica ou estereotipada, a qual, Atual


diariamente envolve frases de 3 palavras ou mais que pelo menos inclua
algumas vezes um verbo e seja compreensível para outra pessoa
1 = nenhum uso funcional com três ou mais palavras, na fala espontânea,
ecolálica ou estereotipada, mas usam a fala diariamente com ao menos 5
palavras diferentes no último mês
2 = menos que 5 palavras no total e/ou a fala não é usada diariamente

21. Vocalização social/“conversação”


(A ÊNFASE NA VOCALIZAÇÃO SOCIAL/CONVERSAÇÃO ESTÁ NA HABILIDADE DOS SUJEITOS,
DE CONVERSAÇÃOREM OU NÃO COM PESSOAS SOMENTE AMIGAS OU PARA EXPRESSAREM
SUAS NECESSIDADES SOCIALMENTE OU DAREM ALGUMA INFORMAÇÃO. O ENFOQUE DESTA
QUESTÃO É A APROXIMAÇÃO/ABORDAGEM SOCIAL, NÃO RECIPROCIDADE SOCIAL QUE É
TRATADA NA QUESTÃO 22.)

PARA SUJEITOS COM FALA:


“Quando as pessoas falam, às vezes é para conseguir algo ou descobrir algo, mas às
vezes dão a impressão, principalmente, de somente ter com alguém uma pequena
conversação. Ele/ela alguma vez conversou com você, somente para participar de
alguma forma de conversaçãoção? E quando ele/ela tinha 4 para 5 anos?”

0 = vocaliza ou conversação com clara qualidade de conversação/vocalização Atual


social para ser amigável ou expressar interesse social, em lugar de inferir
necessidades conhecidas
1 = algum uso de vocalização ou fala social em resposta aos educadores ou para
conseguir atenção sem nenhuma outra motivação, mas limitada na freqüência
ou qualidade vocal ou na variedade de contextos
2 = uso de alguns sons ou fala para alertar os educadores para as necessidades
ou desejos imediatos, mas pouco ou nenhum uso da vocalização Mais Anormal
exclusivamente “social”
3 = nenhum uso ou muito limitado dos sons ou fala 4.0-5.0
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

24
Comunicação (continuação)
22. Conversação recíproca (qualquer que seja o nível de complexidade verbal)

(A ÊNFASE ESTÁ NA HABILIDADE PARA FACILITAR A FLUÊNCIA DA CONVERSAÇÃO (EX:DE


ACOMPANHAR AS RESPOSTAS DAS OUTRAS PESSOAS, DE RESPONDER EM FUNÇÃO DO QUE
LHE É DITO E NÃO NA SUA HABILIDADE DE FALAR))

“Você pode ter uma “conversação” com ele/ela? Isto é, se você disser alguma coisa para
ele/ela, sem fazer uma questão direta, o que é que ele/ela fará normalmente? Dirá alguma
coisa? Ele/ela alguma vez lhe fará alguma questão ou constrói sobre o que é que você lhe diz,
de tal modo, que ele/ela acrescenta algo de novo, de forma que a conversação continuará? Em
outras palavras, ele/ela conversação compreendendo e respondendo sobre o assunto que você
iniciou? Ele/ela também pode expor assuntos adequados? E quando tinha 4 para 5 anos?”

0 = conversaçãoção fluente incluindo oferecimento de informação, construindo Atual


até certo ponto na resposta de outra pessoa de maneira a desenvolver um
diálogo contínuo
1 = conversação recíproca ocasional, mas menos freqüente que o normal ou
limitada na flexibilidade ou assuntos
2 = pouca ou nenhuma conversação recíproca; os outros acham difícil construir
um diálogo, ainda que haja aparente interesse ou conversação social do sujeito;
sujeito não segue qualquer outro assunto de conversação; pode perguntar ou
responder questões mas não como parte de um único diálogo
3 = muito pouca fala espontânea
Mais Anormal
8 = sujeitos que cotem “1” ou “2” no item 20, Nível Global de Linguagem ou 4.0-5.0
não perguntado
9 = desconhecido ou não perguntado

23. Perguntas ou afirmações inadequadas

(O ENFOQUE ESTÁ NAS FRASES SOCIALMENTE INADEQUADAS QUE REFLETEM UMA AUSÊNCIA
DE COMPREENSÃO DO IMPACTO SOCIAL DE TAIS COMENTÁRIOS OU UM DESPREZO DIANTE
DISTO. ESTES PODEM CONSISTIR EM FRASES QUE SÃO INTRINSECAMENTE ESTRANHAS
([Link]: “QUE ALTURA TINHA O SR; JOÃO COM 2 ANOS?”) OU FRASES INADEQUADAS POR
CAUSA DA SUA NATUREZA PESSOAL OU EM RELAÇÃO À SITUAÇÃO, A REPETIÇÃO PODE
CONTRIBUIR PARA A EXTRANHEZA, MAS É TERAPIA OCUPACIONAL SUFICIENTE POR SI
MESMA.)

“Há momentos em que ele/ela usa declarações ou questões socialmente inadequadas? Por
exemplo, ele/ela faz regularmente questões pessoais ou comentários pessoais em momentos
delicados?” (DAR EXEMPLOS) “Isto alguma vez foi um problema no passado?”

0 = nenhuma ou muito raras questões inadequadas em situação de conversação Atual


1 = uso de algumas questões indiferentes à situação. Questões ou declarações
ligeiramente inadequadas e talvez repetidas, mas não são usualmente muito
estranhas ou altamente embaraçosas
2 = uso freqüente de questões que são estranhas e/ou obviamente inapropriadas
para a situação
8 = sujeitos que cotem “1” ou “2” no item 20, Nível Global de Linguagem Alguma vez
9 = desconhecido ou não perguntado

25
Comunicação (continuação)
24. Inversão Pronominal
(A ÊNFASE ESTÁ NA CONFUSÃO,CONSISTENTE E ANORMAL, DOS PRONOMES ENTRE A 1° E 2°
OU 3° PESSOA. NÃO INCLUI A CONFUSÃO ENTRE “EU/MIM”, À MEDIDA QUE ISTO É VISTO
COMO USO “SUBCULTURALMENTE” ACEITÁVEL.)

“Ele/ela alguma vez usou os pronomes pessoais de modo errado? Poe exemplo, ele/ela
alguma vez se atrapalha com “você” e “eu”? Ele/ela diz “ele” ou “ela” em vez de “eu”? Por
exemplo, dizendo “Você quer uma bebida”, em vez de “eu quero uma bebida” ou “ele está
faminto” em vez de “eu estou faminto”” (ANOTE EXEMPLOS).SE SIM, “Quando usa “você” ou
“ele/ela” em vez de “eu”, como ele/ela diz isto? Por exemplo, a afirmação dele/dela tem a
entonação de uma pergunta? E quando ele/ela era mais novo? ”

0 = nenhuma confusão entre 1°, 2° ou 3° pessoa na seqüência da fala da frase Atual


com uso de pronome estabelecido
1 = refere-se/referiu-se a si mesmo através do nome em vez de “eu”, depois de,
na sua linguagem já ter adquirido os pronomes, mas não há nenhuma confusão
persistente entre “você/ele/ela/eu”
2 = confusão entre “você/eu” ou “ele/ela/eu”, depois de, na sua linguagem já ter
adquirido os pronomes, mas “você” ou “ele/ela” não são usados com entonação
de pergunta
3 = confusão entre “você/eu” ou “ele/ela/eu” com entonação de uma questão
quando “você” ou “ele/ela” são usados por “eu”
Alguma vez
7 = outros tipos de confusão pronominal (diferente de eu/mim)
8 = sujeitos cotados “1” ou “2” no item 20, Nível Global de Linguagem
9 = desconhecido ou não perguntado

25. Neologismos / Linguagem idiossincrática


[ (NEOLOGISMOS NÃO DEVEM SER PALAVRAS OBVIAMENTE PECULIARES (EX: “PLIN” PARA
UM PEDAÇO SOLTO DE PAPEL OU TECIDO; “MASHUDA” PARA TRIÂNGULOS) ]
(IDIOSSINCRÁTICO REFERE-SE ÀS PALAVRAS OU FRASES REAIS USADAS OU COMBINADAS
PELO SUJEITO DE CERTO MODO QUE É QUE ELE/ELA NUNCA PODERIA TER OUVIDO. ESTAS
SÃO USADAS PARA TRANSMITIR UM SIGNIFICADO ESPECIFICO, ELES NÃO INCLUEM
METÁFORAS CONVENCIONAIS. DIFERENCIAR USOS INCOMUNS OU VERDADEIRAMENTE
IDIOSSINCRÁTICOS DE REFERÊNCIAS INFANTIS COMUNS PARA OBJETOS CONFORME SUA
FUNÇÃO OU COMO PARTE DE UM JOGO GRUPAL OU BRINCADEIRA.)

“Ele/ela alguma vez usou palavras que pareciam ter sido inventadas por ele/ela mesmo?
Ele/ela alguma vez colocou as coisas de modo estranho, indireto...ou de modo
“idiossincrático”, como dizer “chuva quente” para “vapor” ou referir-se à avó pela
idade dela? Será que ele/ela se referiria à uma mulher como “55”? Você pode dar alguns
exemplos? Ele/ela alguma vez usou este tipo de palavras ou frases estranhas no
passado?” (OBTENHA EXEMPLOS E AJUDE COMO NECESSÁRIO)

0 = nenhum uso de neologismos ou de linguagem idiossincrática Atual


1 = uso ocasional de neologismos e/ou palavras e frases “idiossincráticas”
usadas consistente durante um certo período de tempo
2 = uso regular de neologismos e/ou modos “idiossincráticos” de dizer coisas,
incluindo generalização excepcional da palavra para referir-se além de
exemplos que pode ter criado uma palavra ou frase inicial idiossincrática
8 = sujeitos que cotem “1” ou “2” no item 20, Nível Global de Linguagem Alguma vez
9 = desconhecido ou não perguntado

26
Comunicação (continuação)
26. Rituais Verbais

(QUANDO DETERMINAR SE OS RITUAIS VERBAIS ESTÃO PRESENTES, ENFOCAR NO GRAU DE


“PREVISIBILIDADE” DO CONTEXTO E SEQÜÊNCIA, TAMBÉM NA QUALIDADE COMPULSIVA DA
FALA. A ÊNFASE ESTÁ NAS SEQÜÊNCIAS FIXAS DE FRASES QUE SÃO DITAS “COMO SE” O
SUJEITO SENTISSE PRESSÃO PARA AS COMPLETAR, NUMA DETERMINADA ORDEM .O SUJEITO
SE IMPOE UMA ORDEM SOBRE O QUE DIZ E PODE, ALÉM DE COLOCAR SEMELHANTES
RESTRIÇÕES SOBRE RESPOSTAS VERBAIS DOS OUTROS.)

“Ele/ela alguma vez repete a mesma coisa várias vezes ou exatamente do mesmo modo
ou insiste dizendo a você para repetir várias vezes a mesma coisa novamente? Alguma
vez ele/ela repete a mesma coisa várias vezes, até que você responda de um certo modo? O
que acontece se você o interrompe ou recusa-se a fazer o que ele/ela lhe pede? Isto alguma
vez foi um problema, no passado?” (OBTENHA DETALHES)

0 = nenhum Atual
1 = tendência a dizer as coisas de modo ritualizado ou exigir que os outros
façam assim, mas sem indicação de que isso seja compulsiva, e interrompe
prontamente se assim for pedido.
2 = sujeito tem que dizer uma ou duas coisas de modo especial. Rituais podem
intrometer-se na vida familiar. Talvez inclua outros membros da família e
alguma angústia nas interrupções. Pode causar algum distúrbio ou
reorganização secundaria da vida familiar que pode ser tolerada pela maioria
das famílias
3 = Como para “2”, mas com acentuada dificuldade de controle e acentuada
intrusão na vida familiar. Os membros da família estão envolvidos num grau Alguma vez
que causa deterioração social definitiva, rompimento ou limitação de algumas
atividades familiares. Séria angústia perante qualquer tentativa de interrupção
8 = sujeitos que cotem “1” ou “2” no item 20, Nível Global de Linguagem
9 = desconhecido ou não perguntado

27
Comunicação (continuação)
27. Entonação / Volume / Ritmo / Velocidade

(ESTE ITEM REFERE-SE ÀS QUALIDADES INCOMUNS DA PROSÓDIA E/OU SOM


PARALINGUISTICO DA FALA DO SUJEITO COMO EVIDENCIADO NA ENTONAÇÃO, VOLUME,
RITMO E VELOCIDADE. NÃO PONTUAR O USO COLOQUIAL DE FRASES INVENTADAS NESTE
ITEM.)

“Há alguma coisa de excepcional no modo dele/dela falar? Isto é, a fala dele/dela é de
volume normal ou consistentemente alto ou muito baixo? E quanto ao ritmo e a
velocidade da fala dele/dela? E quanto à entonação ou afinação? Ele/ela alguma vez
repete frases inteiras ou monólogos exatamente no mesmo tom de voz no qual ele/ela ouviu
pela primeira vez?” (OBTENHA EXEMPLOS) “Como era no passado?”

0 = normal, variação adequada da entonação, volume razoável e velocidade Atual


normal da fala, com ritmo regular coordenado com a respiração
1 = fala que mostra uma ou outra anormalidade listada sob “2”, mas sem
grandes peculiaridades e sem interferência na inteligibilidade
2 = fala que é claramente anormal em alguns ou todos os itens seguintes:
(i) entonação estranha ou afinação inadequada e tensa;
(ii) fala mecânica ou acentuadamente tediosa e destoante;
(iii) volume consistentemente anormal sem modulação ;
(iv) ritmo e velocidade inadequados, mal modulados (também
excepcionalmente lentos ou com pausas ou excepcionalmente
rápido ou aos solavancos), de uma intensidade que cria alguma
interferência na inteligibilidade Alguma vez
3 = fala que é freqüentemente obviamente peculiar ou difícil para entender por
causa das anormalidades do tipo especificadas em “2”
7 = gaguejar ou gagueira
8 = sujeitos que cotem “1” ou “2” no item 20, Nível Global de Linguagem
9 = desconhecido ou não perguntado

28
Comunicação (continuação)
28. Imitação espontânea das ações
(A ÊNFASE É DADA À IMITAÇÃO ESPONTÂNEA DE UMA GRANDE VARIEDADE DE AÇÕES E
COMPORTAMENTOS INDIVIDUAIS NÃO ENSINADOS OU CARACTERÍSTICAS DE OUTRAS
PESSOAS. EXCLUIR IMITAÇÕES DE CARACTERÍSTICAS DE PERSONAGENS DE FILMES/TV. PARA
SUJEITOS COM IDADE DE 10.0 OU MAIS, OU INVESTIGUE O PERÍODO DE 4.0 PARA 5.0 ANOS)

“Como ele/ela imita você ou outra pessoa da família? O que é que você faz para
conseguir que ele/ela não imite? Ele/ela imita algo que é que você tenha feito, mas usando
um objeto substituto (como cortar a grama com algum carrinho de brinquedo)? A imitação é
somente no momento em que você está fazendo aquilo que ele/ela está imitando ou faz parte
do jogo dele/dela ou em outros momentos? São variadas as coisas que ele/ela imita? A
imitação alguma vez inclui alguma característica pessoal, como o seu modo de andar ou gesto
ou modo que é que você segura algo?” (OBTENHA EXEMPLOS.NÃO COTAR, NESTE CASO, AS
IMITAÇÕES PEDIDAS OU VOCAIS AQUI.) “E quando ele tinha entre 4 ou 5 anos ou mais?”
0 = imitou espontaneamente uma grande variedade de ações não ensinadas, Atual
com pelo menos algumas das quais são incorporadas dentro do jogo fora do (menor de 10 anos)
contexto do comportamento observado da pessoa imitada
1 = alguma indicação de imitação espontânea que vai além do uso freqüente de
um objeto, mas não há flexibilidade suficiente ou número para reunir os
critérios para “0”
2 = imitação espontânea limitada por algumas rotinas familiares que não estão
incorporadas no jogo. Inclui uso freqüente adequado de algum objeto,
provavelmente aprendido por imitação (ex: cortar a grama com um objeto
cortante) Mais Anormal
3 = muito rara ou nenhuma imitação espontânea 4.0-5.0
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

29. Aponta para expressar interesse


(COTAR PARA A EVIDÊNCIA DE APONTAR, USADA COMO COMUNICAÇÃO ESPONTÂNEA PARA
EXPRESSAR INTERESSE OU MOSTRAR ALGO, EM VEZ DE PRETENDER OBTER UM OBJETO. DEVE
SER SOCIAL E TEM QUE SER INICIADA PELO SUJEITO. O APONTAR DEVE SER DIRIGIDO A ALGO,
A UMA CERTA DISTÂNCIA DENTRO DE UM AMPLO CONTEXTO VISUAL. O APONTAR LIVROS OU
COMO UMA RESPOSTA APRENDIDA A PERGUNTAS É COTADA SEPARADAMENTE DO APONTAR
ESPONTÂNEO. PARA COTAÇÃO MÁXIMA, O APONTAR TEM QUE INCLUIR CONTATO VISUAL
COORDENADO COM A OUTRA PESSOA COMO DESCRITO ABAIXO.)

“Ele/ela alguma vez aponta espontaneamente as coisas ao seu redor? Com um dedo ou
mão estendidos desejando alcançar? Em que circunstâncias? Ele/ela alguma vez aponta as
coisas a uma certa distância, como através de uma janela de casa ou um carro ou ônibus?
Como você sabe se ele/ela quer conseguir que você olhe algo, “eu poderia olhar primeiro um
objeto, então olho você, então aponto e olho o objeto novamente, e então olho para você de
novo para ver se você entendeu”. Ele/ela pode fazer isto? E quando ele/ela tinha 4 para 5
anos?”
0 = aponta espontaneamente objetos à distância com dedo, para expressar Atual
interesse, usando contato visual coordenado para comunicar
1 = faz algumas tentativas para expressar interesse através de apontar, mas com
limitada flexibilidade e/ou ausência de coordenação (ex: uso do braço ou dedo,
mas sem coordenação consistente com olhar)
2 = nenhuma tentativa espontânea de apontar para expressar interesse, mas Mais Anormal
algumas vezes aponta quando ajudado e/ou expressa interesse, de outros modos 4.0-5.0
8 = não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

29
Comunicação (continuação)
30. Gestos instrumentais/convencionais
(GESTOS INSTRUMENTAIS SÃO ESPONTÂNEOS, CULTURALMENTE ADEQUADO, OU
MOVIMENTOS DE BRAÇOS OU MÃOS QUE TRANSMITEM UMA MENSAGEM PELA SUA FORMA,
COMO UM SINAL SOCIAL. EXCLUI SINAIS PURAMENTE EMOCIONAIS (COMO AS MÃOS NO
ROSTO COM EMBARAÇO OU SE ENCOLHENDO COM MEDO), DEMONSTRAÇÕES, E TOCAR OU
PUXAR ALGUÉM PARA GANHAR A SUA ATENÇÃO OU MOSTRAR-LHE ALGUMA COISA.
TAMBÉM EXCLUIR MANEIRISMOS COMO O TOCAR O ROSTO OU O COÇAR . TODOS OS GESTOS
DEVEM SER/TER SIDO USADOS POR UM PERÍODO DE 3 OU MAIS MESES PARA SER PONTUADO.
FREQÜENTEMENTE, AJUDAR OS PAIS PARA LEMBRAREM GESTOS, É ÚTIL PARA ENFOCAR
SOBRE COMO O SUJEITO CHAMA SUA ATENÇÃO OU GESTOS USADOS QUANDO OUTRAS
MANEIRAS DE COMUNICAÇÃO NÃO FORAM CLARAS OU BEM SUCEDIDAS.)

“Ele/ela acena até logo? Quando é que isto acontece? Ele/ela usa alguma vez outros
gestos comuns, como jogar um beijo, bater palmas para um trabalho bem feito, e por
dedo nos lábios para pedir “silêncio” ou tremer um dedo para “mau”? Ele/ela alguma
vez usa gestos, diferentes de apontar ou estender os braços para cima, lhe deixa saber o que é
que ele/ela quer? Usa gestos quando quer conseguir que você lhe ajude ou para conseguir que
sua atenção (por exemplo, acenando para alguém ou estendendo uma mão com a palma para
cima para pedir que você lhe dê algo)? E quando ele tinha 4 para 5 anos?”

0 = uso adequado e espontâneo de uma variedade de gestos convencionais ou Atual


instrumentais
1 = uso espontâneo de gestos convencionais ou instrumentais, mas de alcance
e/ou contextos limitados
2 = uso espontâneo inconsistente, e/ou uso evocado ou bem ensaiado somente
de gestos convencionais ou instrumentais simples
3 = nenhum uso de gestos convencionais ou instrumentais
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado
Observação: Sujeitos que foram ensinados a sinalizar e que só usam sinais
Mais Anormal
instrumentais no contexto pedagógico devem ser cotados “2”. Se os sinais 4.0-5.0
ensinados são espontaneamente usados com um pouco de variedade e
criatividade por propósitos instrumentais, todavia, cotar “0” ou “1” como
adequado.

[Link] com a cabeça (sim)

(ESTE ITEM PRETENDE DETERMINAR SE O SUJEITO ATUALMENTE OU ALGUMA VEZ USOU O


GESTO CONVENCIONAL DE ACENAR COM A CABEÇA PARA COMUNICAR “SIM”. ACENAR COM
A CABEÇA DEVE TER OCORRIDO EM VÁRIAS SITUAÇÕES DIFERENTES, MAS PODE TER
DIMINUÍDO EM FREQÜÊNCIA QUANDO O SUJEITO APRENDEU A FALAR.)

“Ele/ela acena com a cabeça para querer dizer “sim”? E quando ele tinha 4 para 5
anos?” (OBTENHA DETALHES)

0 = sim, consistentemente, acena espontaneamente Atual


1 = algumas vezes
2 = nenhuma
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado Mais Anormal
4.0-5.0

30
Comunicação (continuação)
32. Acenar com a cabeça (não)

(ESTE ITEM PRETENDE DETERMINAR SE O SUJEITO USA OU ALGUMA VEZ USOU O GESTO
CONVENCIONAL DE ACENAR COM A CABEÇA PARA COMUNICAR “NÃO”. NEGAR COM A
CABEÇA DEVE TER OCORRIDO EM VÁRIAS SITUAÇÕES DIFERENTES, MAS PODE TER
DIMINUÍDO EM FREQÜÊNCIA QUANDO O SUJEITO APRENDEU A FALAR.)

“Ele/ela balança a cabeça querendo dizer “não”? E quando ele tinha 4 para 5 anos?”
(OBTENHA DETALHES)

0 = sim, consistentemente, balança a cabeça espontaneamente Atual


1 = algumas vezes
2 = nenhuma
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado Mais Anormal
4.0-5.0

33. Atenção à voz

(PARA SUJEITOS COM IDADE DE 5.0 ANOS OU MAIS, PESQUISAR PARA O PERÍODO DE 4.0-5.0
ANOS)

(O FOCO ESTÁ SOBRE SE O SUJEITO MOSTRA UMA REAÇÃO DE ALERTA QUANDO FALAM PARA
ELE E NÃO SE OBEDECE AO QUE LHE É DITO. A REAÇÃO DE ALERTA DEVERÁ CONSISTIR DE
UM OLHAR AUTOMÁTICO AO SOM, ACOMPANHADO DE UMA ADEQUADA EXPRESSÃO FACIAL
E OCORRER SEM A NECESSIDADE ADICIONAL DE CHAMAR O SUJEITO PELO NOME, OU IR PARA
JUNTO DELE.)

“Se você entra em um quarto e começa a falar com ele, sem chamar pelo nome dele/dela
o que é que ele/ela faz? Eu quero dizer, quando você diz algo “neutro” em lugar de você
tentar conseguir que ele/ela faça algo. Ele/ela observa e presta atenção a você? Como é
que ele/ela responde? Como é com outras pessoas? Você precisa dizer o nome dele/dela ou
percebe seu olhar, ou você pode simplesmente dizer no qual ele/ela nem sequer se interessa,
tal como “Oh não, está chovendo” ou “Meu Deus, quantos brinquedos!” O que é que ele/ela
fazia quando tinha entre os 4 a 5 anos? (OBTENHA DETALHES)

0 = normalmente olha para cima e presta atenção quando falam com ele de uma Atual
maneira positiva, em contextos diferentes, do que para fazer algo que ele não (menor de 5 anos)
queira fazer
1 = não parece prestar atenção consistentemente (pode observar brevemente,
mas sustenta pouco a atenção), mas às vezes responde ao que é que foi dito, ou
responde na ocasião somente quando lhe falam em voz alta
2 = normalmente não olha para cima ou presta atenção quando lhe falam e não
responde ao que é que é dito ou só responde ao nome dele/dela ou quando a sua
atenção é apanhada muito cuidadosamente
3 = raramente responde, embora ouvindo normalmente
Mais Anormal
8 = Não aplicável 4.0-5.0
9 = desconhecido ou não perguntado

31
Comunicação (continuação)
34. Preocupações com a audição

(ESTE ITEM É PARA AVERIGUAR SE ALGUÉM (PAIS OU PROFISSIONAIS) EXPRESSARAM


PREOCUPAÇÃO SOBRE POSSÍVEL SURDEZ, POR CAUSA DA FALTA DE RESPOSTA AOS SONS, E
NÃO PORQUE TENHAM SIDO FEITOS TESTES DE ROTINA .)

“Alguém alguma vez pensou que ele/ela poderia ser surdo ou ter um problema de
audição? O ele/ela faz quando lhes dizem isto ? Isto ainda é uma preocupação? Ele/ela
responde aos barulhos como o de uma campainha ou olha para cima quando passa um avião ?
E quanto a outros barulhos que venham de coisas que ele/ela não pode ver?”

0 = nenhuma suspeita de surdez Alguma vez


1 = pais seguros de que a criança não é surda, mas a suspeita de surdez foi
examinada por outros ou testada sistematicamente como parte da avaliação
2 = suspeita de surdez por parte dos pais (e bem como por possíveis
profissionais)
8 = Não aplicável (ex: realmente surdo)
9 = desconhecido ou não perguntado

35. Sensibilidade excessiva ao barulho

(O ENFOQUE PRECISA INCIDIR SOBRE UMA PREVISÍVEL SENSIBILIDADE GERAL AUMENTADA


PARA SONS COTIDIANOS, COMO O DE ELETRODOMÉSTICOS OU TRÂNSITO EM VEZ DE UMA
REAÇÃO PARA O RUÍDO REPENTINO, SEVERO OU INESPERADO COMO UM TROVÃO OU UM
ALTO-FALANTE. NÃO INCLUI RESPOSTAS IDIOSSINCRÁTICAS AOS SONS ALTAMENTE
ESPECÍFICOS, ESTES SÃO INCLUÍDOS NO ITEM 59.)

“Ele/ela alguma vez pareceu muito sensível ao ruído? Ele/ela alguma vez pôs as mãos
intencionalmente e regularmente sobre as orelhas, em resposta para sons comuns? Ele/ela faz
isto no momento? Para que tipo de sons? Você alguma vez teve que adaptar o que fazia
porque ele/ela estava muito aflito pelos ruídos?” (NOTA: PARA PONTUAR, MAIS DE UMA
OCORRÊNCIA É EXIGIDA, MESMO QUE NÃO DETALHADAMENTE RECORDADA.)

0 = nenhum Atual
1 = só levemente, um pouco sensível aos sons altos como o aspirador de pó,
motocicletas ou outros eletrodomésticos
2 = sim: sensibilidade comprovada para ruídos que não estão afligindo a
maioria das pessoas, a sensibilidade que é acompanhada por uma mudança de
comportamento clara (tais como esquiva, mãos sobre as orelhas, ou chorando)
3 = sim,a ponto da perturbação do sujeito em relação aos outros ruídos, Alguma vez
interferir nas rotinas domésticas ou familiares
9 = desconhecido ou não perguntado

32
Comunicação (continuação)
36. Compreensão da linguagem simples

“Quanto você pensa que ele/ela entende de linguagem se você não gesticula? E quando
ele/ela não pode saber o que é que vai acontecer na situação? Por exemplo, você pode
manda-lo para o outro quarto para pegar alguma coisa como seus sapatos ou manta?
Como a sua bolsa ou um livro? Você pode lhe pedir que os coloque em algum lugar, diferente
do habitual? Ele/ela pode entregar um recado simples? Ele/ela pode seguir uma instrução com
um “se” e um “em seguida”? Ele/ela lhe entende se você não gesticular ou elevar a sua voz?
Como “sim” ou “esta bem”? E quanto aos nomes de comidas favoritas ou brinquedos ou das
pessoas de sua família? Você pensa que ele/ela entende 10 palavras? 50? E quando tinha 4
ou 5 anos?”

0 = normalmente pode executar uma ação inesperada com um objeto, diferente Atual
de algo para ser usado por si mesmo (como botas ou um brinquedo), em um
local inesperado, em um quarto diferente (“ponha as chaves sobre a mesa da
cozinha”)
1 = pode normalmente pegar um objeto, algo diferente do que para si mesmo ou
alguma coisa altamente contextualizada, de outro quarto (“pegue as chaves da
mesa da cozinha”), mas não pode normalmente terminar uma nova ação com
este objeto ou coloca-lo em um “novo” lugar
2 = entende muitas palavras (mais que 50), inclusive “sim”, nomes de pessoas
da família, brinquedos, ou comidas, mas não cumpre os critérios para “0” ou
“1” Mais Anormal
3 = entende menos de 50 palavras, mas compreende um pouco o “não”, nomes 4.0-5.0
de alguns objetos favoritos, comidas ou pessoas, ou palavras dentro das rotinas
familiar
4 = pouca ou nenhuma compreensão das palavras, mesmo em contexto

33
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO

“Obrigada. Isso me deu uma idéia clara sobre a linguagem dele/dela; agora nós podemos falar
sobre como ele/ela se dava com as pessoas, quando ele/ela era pequeno?”
37. Contato visual direto
(O CONTATO VISUAL DIRETO INCLUI O USO DE AMBOS, O OLHAR DIRETO DO SUJEITO PARA
COMUNICAR E SUA RESPOSTA PARA TENTAR PERCEBER DO OUTRO O SEU OLHAR.)

PARA SUJEITOS MENORES DE 4.0 ANOS:


“Ele/ela olha você diretamente na sua face, quando está fazendo coisas com você ou
falando com você? Você pode perceber seu olhar? Ele/ela às vezes lhe olha quando você
entra no quarto? Ele/ela olha seu rosto, tal como outra criança faria?E com os outros?”
PARA SUJEITOS MAIORES DE 4.0 ANOS:
“Quando ele/ela tinha de 4 para 5 anos, ele/ela a olhava diretamente em sua face quando
estavam fazendo algo juntos ou quando falava com você? Você percebia seu olhar?
Ele/ela às vezes lhe observava quando você entrava no quarto? Ele/ela observava seu rosto tal
como outra criança faria? E com os outros?”

0 = contato visual recíproco normal, usado para comunicar em várias situações Atual
e com diferentes pessoas (menor 4.0)
1 = contato visual claro, mas somente de breve duração ou inconsistente
durante interações sociais
2 = contato visual ocasional, ou raramente usado durante interações sociais
3 = contato visual estranho ou não usual
8 = Não aplicável Mais Anormal
9 = desconhecido ou não perguntado 4.0-5.0

38. Sorriso social


(O SORRISO SOCIAL É DEFINIDO COMO UM SORRISO IMEDIATO ESPONTÂNEO, DIRIGIDO A
DIFERENTES PESSOAS, INCLUINDO A RETRIBUIÇÃO DO SORRISO DEPOIS QUE ALGUÉM LHE
SORRI, SORRIR DURANTE UMA APROXIMAÇÃO, E EM RESPOSTA AO QUE ALGUÉM LHE DIZ OU
FAZ.)

“Quando ele/ela se aproxima de alguém para obter alguma coisa, ou falar algo, então
ele/ela saúda com um sorriso? Como é que ele/ela reage quando vê você pela primeira vez
depois de você ter se ausentado? Ou quando encontra alguém conhecido? Se ele/ela não sorri
primeiro, o que faz se outra pessoa lhe sorri? Ou lhe diz algo agradável? E quando tinha de 4
para 5 anos?”
0 = Sorriso socialmente previsível em resposta aos sorrisos de várias pessoas, Atual
além dos pais/educadores
1 = alguma evidência de sorriso social recíproco, mas não suficiente para
pontuar “0”
2 = alguma evidência de sorriso quando olha para as pessoas, mas geralmente
não é recíproco. Cotar aqui somente se somente sorri para pais/educadores ou
somente quando solicitado para fazer assim ou se acontece em situações Mais Anormal
estranhas ou de maneiras estranhas 4.0-5.0
3 = pouco ou nenhum sorriso às pessoas, entretanto pode sorrir por outras
coisas
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

34
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)
39. Demonstra e dirige a atenção

(O PROPÓSITO DESTE ITEM É DETERMINAR SE, COMO E PORQUÊ O SUJEITO DIRIGE A ATENÇÃO
DE OUTRAS PESSOAS PARA OUTROS BRINQUEDOS OU OBJETOS NOS QUAIS ELE/ELA ESTÁ
INTERESSADO. O ENFOQUE É SOBRE O DIRIGIR ESPONTÂNEO DA ATENÇÃO PURAMENTE PARA
COMPARTILHAR INTERESSE.)

“Ele/ela alguma vez lhe mostra coisas do próprio interesse? Por exemplo, ele/ela traria um
brinquedo novo para você ver ou chamar sua atenção para algo com o qual ele/ela esteja
brincando ou fazendo? Que tipos de coisas são estas? Isto alguma vez acontece com coisas
que não sejam parte dos interesses especiais dele/dela e não coisas que necessitem sua ajuda?
E quando ele/ela tinha 4 para 5 anos?”

0 = exibição regular de objetos trazendo coisas para o pai/educador e dirigindo Atual


sua atenção, sem motivo manifesto que é que compartilhar
1 = possível exibição como descrito acima, mas não suficientemente freqüente
ou de qualidade puramente comunicativa para cumprir os critérios para “0”
2 = exibe ou traz algumas coisas para o pai/educador e ou, mas associado com
preocupações, comida ou necessidade de ajuda
3 = rara ou nenhuma aproximação deste tipo Mais Anormal
8 = Não aplicável 4.0-5.0
9 = desconhecido ou não perguntado

[Link]

(ESTE ITEM REFERE-SE À OFERTA DE PARTILHA ESPONTÂNEA, NÃO ROTINEIRA, DE UMA SÉRIE
DE OBJETOS COM OUTRAS PESSOAS.)

“Ele/ela alguma vez se oferece para compartilhar coisas, quer dizer, comida ou
brinquedos ou objetos favoritos, com você? E com as outras crianças? Ele/ela faz isto
espontaneamente ou você precisa sugerir? Com que freqüência isto acontece? E quando ele
tinha de 4 para 5 anos?” (É NECESSÁRIO DIFERENCIAR CLARAMENTE, OFERTA CLARA E
ESPONTÂNEA PARA COMPARTILHAR UM OBJETO, DE RESPOSTAS À SUGESTÃO, DE RENUNCIA
A OBJETOS SE OUTRAS CRIANÇAS TENTAM TIRAR DELE/DELA; PERGUNTAS PARA OUTRAS
CRIANÇAS MAIS VELHAS OU ADULTAS, PODERIAM INCLUIR COMPARTILHAR UMA CANETA,
LÁPIS OU GIZ, GUARDANAPOS, ESPAÇO SOBRE UM BANCO OU SOFÁ, COBERTOR OU IR
BUSCAR UMA XÍCARA DE CHÁ OU UMA BEBIDA.)

0 = oferta freqüente, espontânea e variada para compartilhar diferentes tipos de Atual


objetos (ex: comida, brinquedos, edredom) com outras pessoas
1 = alguma oferta espontânea para compartilhar, mas limitada em números,
contextos ou freqüência (tem que ser mais que comida)
2 = às vezes compartilha se solicitado, mas não espontaneamente, ou
compartilha espontaneamente somente comida
3 = nenhuma partilha Mais Anormal
8 = Não aplicável 4.0-5.0
9 = desconhecido ou não perguntado

35
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)
41. Busca compartilhar o seu prazer com outros

(O PROPÓSITO DESTE ITEM É DETERMINAR SE O SUJEITO TENTA COMPARTILHAR O SEU


PRAZER NAS COISAS QUE LHE DÃO PRAZER COM OUTROS, SEM OUTRO MOTIVO APARENTE,
SÓ COMPARTILHAR.)

“Que tipos de coisas que lhe tornam contente e feliz? Como ele/ela mostra estes
sentimentos? Ele/ela alguma vez quer que você compartilhe com ele/ela seu prazer de
alguma coisa? Ele/ela tenta compartilhar estes sentimentos com você? Por exemplo, se
ele/ela construiu algo ou viu algo que gosta particularmente, ele/ela lhe deixará saber sobre
sua alegria, sorrindo, falando ou fazendo ruídos? E quando ele/ela tinha 4 para 5 anos ou
mais?”

0 = tentativas freqüentes, dentro de variados contextos, de chamar a atenção de Atual


outras pessoas para coisas que gosta ou faz bem (deve ser mais que os pais)
1 = algumas tentativas para compartilhar prazer, mas limitado em número ou
variedade ou espontaneidade, ou carecendo de qualidade clara de prazer
partilhado
2 = pouca ou nenhuma tentativa de compartilhar prazer
8 = Não aplicável Mais Anormal
9 = desconhecido ou não perguntado 4.0-5.0

42. Oferece conforto

[OFERTA DE CONFORTO É DEFINIDO COMO GESTO ESPONTÂNEO SEM SUGESTÃO, TOQUE,


VOCALIZAÇÃO OU OFERTA DE UM OBJETO (EX: MANTA) OU MUDANÇA EM SUA EXPRESSÃO
FACIAL DIRIGIDA A ALGUÉM QUE ESTÁ TRISTE, DOENTE OU MAGOADA NUMA TENTATIVA DE
AJUDÁ-LO A SENTIR-SE MELHOR.]

“Ele/ela alguma vez tenta confortar você, se você está triste, doente ou magoada? O que
ele/ela faz se você chorar ou estiver magoada ? As expressões faciais dele/dela se modificam?
Como é com o irmão/irmã? Ele/ela oferece conforto em mais de uma situação? As pessoas
têm que demonstrar que estão chateadas de uma maneira exagerada para evocar conforto? E
com a idade de 4 para 5 anos?” (COTE SOMENTE SE AS OFERTAS DE CONFORTO FOREM
INICIADAS ESPONTANEAMENTE PELO SUJEITO.)

0 = flexibilidade e espontaneidade para oferecer conforto numa série de Atual


circunstâncias e de vários modos diferentes, por exemplo, através de gestos ou
tocando ou verbalizando para oferecer objetos (ex: manta). Deve incluir
mudança na expressão facial
1 = resposta parcial (em pé próximo e parece preocupado) ou aproximação
física indireta (ex: vem se sentar no colo, mas sem clara tentativa para
confortar) ou, só oferece conforto em resposta à expressão exagerada (ex: fingir
chorar) ou em uma situação rotineira (ex: quando a irmã bebê está faminta) Mais Anormal
2 = raramente oferece conforto ou somente de maneiras estranhas
3 = nunca ofereceu conforto para outros
4.0-5.0
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

36
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)
43. Qualidade do comportamento social

[O ENFOQUE DESTE ITEM ESTÁ NA QUALIDADE DA INTENÇÃO SOCIAL QUANDO BUSCA


AJUDA, E NÃO NO NÚMERO DE CONTEXTOS NOS QUAIS CADA APROXIMAÇÃO/ABORDAGEM
ACONTECE. COTE “0” SOMENTE SE O SUJEITO, DURANTE APROXIMAÇÕES ALTAMENTE
MOTIVADAS (COMO PEDIR AJUDA), FAZ CONSISTENTEMENTE ALGUM TIPO DE VOCALIZAÇÃO
INTEGRADA COM OUTROS COMPORTAMENTOS DELE/DELA; INCLUSIVE CONTATO VISUAL,
COM A ATENÇÃO DIRIGIDA AO OBJETO E À OUTRA PESSOA. COTAR INTERAÇÕES MOTIVADAS
TÍPICAS, E NÃO AS MELHORES.]

“Quando ele/ela quer alguma coisa ou quer ajuda, como ele consegue sua atenção?
Ele/ela aponta, dá objetos para você, ou lhe busca quando ele/ela precisa de sua ajuda?
Ele/ela olha para o objeto ou você? Ele/ela alguma vez usa gestos ou movimentos com
sons ou palavras para conseguir sua atenção? Se você não lhe entende a princípio, o que é
que ele/ela faz? Ele/ela olha para você e então fala ou emite um som? E quando ele/ela tinha
de 4 para 5 anos?” (OBTENHA EXEMPLOS) “Ele/ela mostra interesse por outra pessoa ou
alguma outra atividade? Como é que ele/ela mostra seu interesse, ou chama a atenção de outra
pessoa? Com que freqüência ele/ela faz isto?” (COTAR DE ACORDO COM A MAIORIA DAS
INTERAÇÕES.)

0 = consistentemente usa contato visual acompanhado de vocalizações em Atual


situações típicas motivadas para comunicar
1 = pode usar contato visual ou vocalização, mas mal ou raramente integrada
2 = raramente mostra intenção social concentrada e coordenada envolvendo
contato visual e/ou verbalização , ou de modo estranho
3 = contato visual não coordenado com a vocalização
8 = Não aplicável Mais Anormal
9 = desconhecido ou não perguntado 4.0-5.0

44. Série de expressões faciais usadas para comunicar

(O ENFOQUE É SOMENTE SOBRE A SÉRIE DE EXPRESSÕES FACIAIS E NÃO SOMENTE


ASSOCIADAS COM EXPERIÊNCIAS EMOCIONAIS. UMA SÉRIE NORMAL DE EMOÇÕES, ATÉ
MESMO EM UMA CRIANÇA MUITO NOVA, SERÍA ESPERADO QUE INCLUÍSSE ALGUMAS
EXPRESSÕES FACIAIS SUTIS, USADAS COMUNICATIVAMENTE, INCLUSIVE SURPRESA, CULPA,
REPUGNÂNCIA, INTERESSE, ALEGRIA E VERGONHA, COMO TAMBÉM PRAZER, RAIVA, MEDO E
DOR.)
“Ele/ela mostra uma série normal de expressões faciais? Por exemplo, ele/ela franze a
testa ou faz beicinho, ou parece envergonhado, bem como, ri ou chora? Ele/ela consegue
demonstrar culpa.. ou surpresa... ou alegria? Você pode dizer pelo rosto dele/dela quando
está com medo ou nojo? Ele/ela tem a mesma série de expressões faciais que outras crianças?
E quando ele/ela tinha 4 para 5 anos?” (OBTENHA EXEMPLOS)

0 = série completa de expressões faciais Atual


1 = expressão facial um pouco limitada, podendo ser bastante formal ou
exagerada
2 = série de expressões faciais limitadas ou tendência para fazer uma única
expressão facial (ex: feliz) para todas as circunstâncias
3 = demonstra pouca ou nenhuma expressão facial ou indicação de emoção de
qualquer tipo Mais Anormal
8 = Não aplicável 4.0-5.0
9 = desconhecido ou não perguntado

37
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)
45. Expressão facial inadequada

(EXPRESSÕES FACIAIS INADEQUADAS SÃO AQUELAS QUE INDICAM EMOÇÕES INCOMPATÍVEIS


COM A SITUAÇÃO, TAL COMO RIR QUANDO ALGUÉM ESTÁ CHATEADO OU DOENTE, OU RIR OU
CHORAR POR NENHUMA RAZÃO APARENTE.)

“Você acha que as expressões faciais dele/dela parecem adequadas em cada situação
particular? Ele/ela está alguma vez riu ou sorriu em situações que não parecem engraçadas
para a maior parte das pessoas ou quando você não entende o que é que ele/ela achou
divertido? Isto alguma vez ocorreu no passado?” (ANOTE EXEMPLOS)

0 = expressões faciais quase sempre adequadas à situação, humor, e contexto Atual


1 = alguma extravagância leve ou inapropriada ocasional
2 = expressões obviamente inapropriadas em várias situações diferentes
(ESPECIFIQUE)
8 = quase nenhuma variação na expressão facial, adequada ou inapropriada,
como cotado com “3” no item 44 Mais Anormal
9 = desconhecido ou não perguntado 4.0-5.0

46. Respostas sociais adequadas

(O ENFOQUE DESTE ITEM É SOBRE COMO O SUJEITO RESPONDE QUANDO OS ADULTOS,


DIFERENTES DE SEUS PAIS, TENTAM INTERAGIR COM ELE/ELA EM SITUAÇÕES COTIDIANAS,
MAS EM NÃO ROTINEIRAS.)

“Agora, nós podemos voltar a falar sobre como ele/ela responde para ao que é que
outras pessoas dizem ou fazem? Ele/ela responde consistentemente às aproximações de
adultos em situações familiares? Como ele/ela responde se um amigo seu, a quem ele/ela
não conhece bem, aproxima-se e lhe fala? Como é quando ele/ela realmente gosta de alguém?
Como ele/ela responde se é alguém desconhecido (como numa igreja ou numa loja), conversa
adequadamente ou tenta chamar sua atenção? Ele/ela olha diretamente para ele/ela? Ele/ela
sorri ou mostra prazer? Ele/ela mostra outras reações como interesse e tenta corresponder?”
(OBTENHA EXEMPLOS. PESQUISE PARA DETERMINAR CONSISTÊNCIA E CIRCUNSTÂNCIAS. SE
A CRIANÇA É ACANHADA, BUSQUE EXEMPLOS DE PESSOAS QUE ESTÃO MAIS
FAMILIARIZADAS.) “E quando ele/ela tinha de 4 para 5 anos ?”

0 = respostas apropriadas às aproximações de adultos familiares ou Atual


desconhecidos
1 = algumas respostas positivas claras e interações, mas sem consistência
2 = responde aos pais/educadores e outros em situações familiares, mas as
respostas são estereotipadas e inadequadas ou muito limitadas
3 = pouco ou nenhum interesse em, ou responder para as pessoas, exceto
pais/educadores ou outros familiares muito significantes Mais Anormal
8 = Não aplicável 4.0-5.0
9 = desconhecido ou não perguntado

38
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)

“Agora, eu gostaria de falar sobre a maneira que ele/ela brinca e os tipos de brinquedos que
ele/ela se interessa.”

ATIVIDADES/BRINQUEDOS FAVORITOS

“Se ele/ela pudesse escolher alguma atividade que ele/ela gosta de fazer, quais seriam suas
atividades favoritas? Quais são seus brinquedos ou qualquer outro tipo de objeto favorito?”
(COTE ATIVIDADES E BRINQUEDOS SEPARADAMENTE, E REGISTRE O MAIS POSSÍVEL.)

Atividades favoritas Brinquedos/objetos favoritos


___________________ _________________________
___________________ _________________________
___________________ _________________________
___________________ _________________________

47. Início de atividades adequadas

(ESTE ITEM INTERESSA-SE SOBRE COMO O SUJEITO SE MANTÉM OCUPADO E ENVOLVIDO


ESPONTANEAMENTE EM UMA SÉRIE DE ATIVIDADES NÃO REPETITIVAS E NÃO ESTRANHAS
QUANDO NÃO SUPERVISIONADO OU ORIENTADO.)

“Como é que ele/ela organiza o próprio jogo/brincar ou atividades sem a sua ajuda?
Quer dizer, ele acha as coisas para fazer sem a sua orientação? Que tipo de coisas ele faz se
deixado à própria vontade?” (OBTENHA EXEMPLOS) “E quando ele/ela tinha de 4 para 5
anos?”

0 = capaz de fazer uma série de atividades adequadas espontaneamente Atual


incluindo brincar da idade adequada, sem sugestão
1 = inicia espontaneamente uma série limitada de atividades adequadas
2 = empenha-se passivamente numa atividade, como a tv ou o rádio, mas
adequadamente
3 = não faz nada ou empenha-se somente em atividades repetitivas ou motoras Mais Anormal
estereotipadas 4.0-5.0
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

39
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)
48. Jogo imaginativo
(PARA SUJEITOS COM 10 ANOS OU MAIS, PESQUISE PARA O PERÍODO DE 4 PARA 5 ANOS.)

(O JOGO IMAGINATIVO É DEFINIDO COMO UM “BRINCAR DE FAZ DE CONTA” QUE INCLUI A


FORMAÇÃO DE IMAGENS MENTAIS DAS COISAS NÃO PRESENTES. O ENFOQUE AQUI É SOBRE A
CRIATIVIDADE DA CRIANÇA E USO VARIADO DE AÇÕES OU OBJETOS EM BRINCADEIRAS PARA
REPRESENTAR SUAS PRÓPRIAS IDÉIAS.)

“Como criança ele/ela brinca de “faz de conta”? Ele/ela brinca com jogos de chá de
brinquedo ou bonecas ou figuras de ação ou carros?” (OBTENHA EXEMPLOS) “Ele/ela bebe
o chá/empurra o carro/beija o animal de tecido? Ele/ela alguma vez deu uma bebida à boneca
ou colocou uma figura de ação para andar de carro ? Ele/ela alguma vez usou uma boneca ou
figura de ação para começar a servir o chá à boneca ou fez uma figura de ação caminhar até o
carro e entrar nele? Conversa com as bonecas ou animais? Alguma vez ele/ela lhes fez falar
ou fazer ruídos? Este tipo de brincadeira varia à cada dia? Alguma vez inventou uma
seqüência ou tipo de história (ex: corridas de carros, o carro estar estacionado na garagem
ou uma viagem à casa da avó)? “E quando ele/ela tinha de 4 para 5 anos?” (OBTENHA
EXEMPLOS)

0 = variedade do jogo imaginativo, incluindo o uso de Atual


bonecas/animais/brinquedos como agentes próprios para iniciar (menor de 10.0)
1 = algum jogo imaginativo incluindo ações dirigidas para bonecas ou carros,
etc, mas limitadas em variedade ou freqüência
2 = jogos imaginativos ocasionais espontâneos e/ou altamente repetitivos (que
podem ser freqüentes), jogo imaginativo e/ou somente brinca o que é que foi
ensinado por outros Mais Anormal
3 = nenhum jogo imaginativo 4.0-5.0
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

49. Jogo imaginativo com colegas


(PARA SUJEITOS COM IDADE DE 10 ANOS OU MAIS,PERGUNTE PELO PERÍODO DE 4.0-5.0 ANOS.)
(O ENFOQUE É SOBRE COMPARTILHAR ESPONTÂNEO, CRIATIVO DA IMAGINAÇÃO ENTRE
CRIANÇAS, DAS IDÉIAS DE AMBOS, DO SUJEITO E DE OUTRAS CRIANÇAS.O NÍVEL DE
IMAGINAÇÃO PODE SER SIMPLES, CONTANTO QUE SEJA UMA INTERAÇÃO SOCIAL,
ESPONTÂNEA E VARIADA. SE O SUJEITO BRINCA SOMENTE COM SEUS IRMÃOS, ESTEJA
PARTICULARMENTE ATENTO PARA DIFERENCIAR BEM O USO DE ROTINAS, DO BRINCAR
ESPONTÂNEO E FLEXÍVEL, E PARA DIFERENCIAR O BRINCAR QUE É ALTAMENTE
ESTRUTURADO “PARA” O SUJEITO PELOS IRMÃOS, DO BRINCAR NO QUAL ELE/ELA MOSTRA
ALGUMA INICIATIVA.)
“Ele/ela alguma vez brincou de “faz de conta” com outras crianças? Eles entendiam o
que um ou outro pretendia com a brincadeira? Como você sabe? Você pode me dar um
exemplo? Ele/ela alguma vez comandava neste jogo? Ou ele/ela geralmente segue as idéias de
outra pessoa? E quando tinha de 4 para 5 anos?”
0 = jogo imaginativo, cooperativo com outras crianças, onde o sujeito tanto
lidera como segue outra criança, nas atividades de “faz de conta” espontâneas Atual
1 = alguma participação no jogo imaginativo com outras crianças, mas não
verdadeiramente recíproco e/ou imaginativo, é muito limitado em variedade
(menor de 10.0)
2 = algumas brincadeiras com outras crianças, mas com pouca ou nenhuma
imaginação
3 = nenhum brincar com outras crianças ou nenhum jogo imaginativo, nem Mais Anormal
mesmo sozinho 4.0-5.0
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

40
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)
(NOTA; ITENS 50-53 INCLUSIVE, PARA CRIANÇAS COM MENOS DE 4.0 ANOS, SOMENTE O
CÓDIGO “ATUAL” É APLICÁVEL: PARA AQUELES DE 10.0 ANOS OU MAIS, SOMENTE “MAIS
ANORMAL ENTRE 4 E 5 ANOS” É APLICÁVEL.)

50. Jogo social imitativo


(O ENFOQUE DESTE ITEM É SOBRE A PARTICIPAÇÃO RECÍPROCA DA CRIANÇA COMO AMBOS,
LÍDER OU ACOMPANHANTE EM JOGOS SOCIAIS PRECOCES, QUE REQUEREM IMITAÇÃO E
COORDENAÇÃO DE AÇÕES SIMPLES. NÃO CONTAR JOGOS DE BOLA.)

“Quando ele/ela era uma criança pequena, participava de brincadeiras sociais, como por
exemplo: o gato e o rato, o jogo do lencinho, etc? Quer dizer, ele/ela associava-se
espontaneamente e tentava iniciar várias ações? Como são os jogos do tipo
provocativo,como: “Eu vou pegar você!”, ou ter seus dedos caminhando para ele/ela? Como
é com outro adulto? Ele/ela se associa em brincadeiras de vai e vem? Ele/ela pode brincar de
esconde-esconde? Como brinca disto? E quando tinha de 4 para 5 anos?”
0 = jogo social normal, incluindo clara evidência de que a criança inicia e Atual
responde para jogos sociais infantis simples e pode desempenhar ambos os (menor de 10.0)
papéis
1 = alguma reciprocidade no jogo social de “vai e vem”, mas limitado em
quantidade, duração e contextos em que desempenha (ex: somente brinca de
“esconde-esconde” ou “faz bolo” com pais/educadores)
2 = pouca brincadeiras recíprocas de “vai e vem” (ex: brinca de “esconde- Mais Anormal
esconde” ou “faz bolo” mas somente de maneira limitada, mas não recíproca) 4.0-5.0
3 = nenhuma evidência de jogos sociais recíprocos como “vai e vem”
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

51. Interesse por crianças


(PARA SUJEITOS COM IDADE DE 10 ANOS OU MAIS, PERGUNTE PELO PERÍODO DE 4.0-5.0 ANOS.)
(O ENFOQUE DESTE ITEM É SOBRE O INTERESSE DO SUJEITO EM OBSERVAR E INTERAGIR COM
OUTRAS CRIANÇAS DA MESMA IDADE.)

“O que é que ele/ela pensa sobre crianças da mesma idade, que ele/ela desconhece? Ele/ela se
interessa por elas? O que é que ele/ela faz quando outra criança vem para sua casa ou ele/ela
vê uma criança em outra situação familiar (ex: igreja, parque)? E quando tinha de 4 para 5
anos?” (Cote em relação às crianças desconhecidas e da mesma idade que o sujeito. Não cote
o interesse em bebês, aqui.)
0 = freqüentemente observa crianças, às vezes faz um esforço claro para se Atual
aproximar ou conseguir a atenção delas (menor de 10.0)
1 = normalmente observa outras crianças e indica seu interesse nelas para os
pais/educadores de alguma maneira (ex: sinaliza, vocaliza ou tenta imitar o que
é que as outras crianças estão fazendo, mas não tenta procurar ou se aproximar
de outras crianças, sem tentar conseguir a atenção delas)
2 = observa ocasionalmente outras crianças, mas quase nunca tenta se
aproximar delas/ou dirigir a atenção dos pais/educadores para elas ou para Mais Anormal
imita-las
3 = não mostra, ou quase nunca se interessa por outras crianças 4.0-5.0
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

41
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)
52. Resposta à aproximação de outras crianças
(PARA OS SUJEITOS COM 10 ANOS OU MAIS, PERGUNTE PELO PERÍODO DE IDADE DE 4.0-5.0
ANOS. O PROPÓSITO AQUI É DETERMINAR COMO O SUJEITO RESPONDE QUANDO OUTRA
CRIANÇA SE APROXIMA DELE/DELA E SE ESTA RESPOSTA CONSTITUI UM ESFORÇO PARA
CONTINUAR A INTERAÇÃO EM ANDAMENTO.)

“O que ele/ela faz se alguma criança se aproxima dele/dela? Ele/ela se comporta de maneira
diferente com seus irmãos ou com uma criança conhecida? A idade da outra criança faz
diferença? Ele/ela se esquiva de outras crianças ativamente? E com a idade de 4 para 5
anos?” (COTE EM RELAÇÃO AOS COLEGAS E CRIANÇAS MAIS VELHAS; NÃO INCLUIR
RESPOSTAS PARA BEBÊS.)

0 = geralmente sensível à aproximação de outras crianças, embora possa estar Atual


inicialmente hesitante se outras crianças são muito ríspidas ou intrusas. Às (menor de 10.0)
vezes, faz um esforço claro para manter uma interação em andamento com uma
criança, diferente de um irmão, através de gestos, vocalizando, oferecendo um
objeto, etc
1 = às vezes, sensível à aproximação de outras crianças, mas a resposta é
limitada, um tanto imprevisível, ou somente para um irmão ou uma criança
muito familiar
2 = raramente ou nunca responde para a aproximação de uma criança igual
(embora possa mostrar interesse na não aproximação de crianças ou bebês.) Mais Anormal
3 = consistentemente ou persistentemente se esquiva da aproximação de outras 4.0-5.0
crianças
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

53. Jogo grupal com colegas


(PARA OS SUJEITOS COM 10 ANOS OU MAIS, PERGUNTE PELO PERÍODO DE IDADE DE 4.0-5.0
ANOS. O ENFOQUE É SOBRE A CAPACIDADE DE PARTICIPAÇÃO DO SUJEITO EM GRUPOS COM
OUTRAS CRIANÇAS, EM ATIVIDADES E JOGOS ESPONTÂNEOS. A COOPERAÇÃO TEM QUE
INCLUIR A ATENÇÃO DO SUJEITO PELOS SEUS IGUAIS E MODIFICANDO O SEU
COMPORTAMENTO DE UM MODO QUE É QUE CLARAMENTE DEMONSTRE JOGO ESPONTÂNEO,
FLEXÍVEL E INTERATIVO. ANOTE OS COMENTÁRIOS PRÉVIOS RELATIVOS À CAUTELA NA
INTERPRETAÇÃO DO JOGO COM OS IRMÃOS.)
“Como é que ele/ela joga com outras crianças da mesma idade, quando há mais de dois
juntos? Como é que ele/ela gosta de jogar? Ele/ela brinca de forma diferente com crianças ou
estranhos à situação familiar? Ele/ela joga cooperativamente em jogos nos quais precisam de
alguma forma de associação-como os jogos musicais ou esconde-esconde ou jogos de bola?”
(OBTENHA EXEMPLOS ADEQUADOS PARA O SEU NÍVEL DE IDADE MENTAL). “Ele/ela
conseguiria iniciar tais jogos? Ou busca unir-se com os demais colegas? Ele/ela pode
representar diferentes papéis nestes jogos (gosta de ser perseguido ou fazer o perseguidor ou
esconder e procurar a outra pessoa)? E com a idade de 4 para 5 anos?”
0 = busca e brinca ativamente e cooperativamente em variados grupos (3 ou Atual
mais participantes) em variadas atividades ou situações (menor de 10.0)
1 = algum jogo cooperativo, mas de iniciativa, flexibilidade, freqüência e/ou
variedade insuficientes para cotar “0”
2 = desfruta de brincadeiras paralelas (como saltar por sua vez sobre um
trampolim ou abaixando-se juntos na (ring-around-the-rose)), mas pouco ou
nenhum jogo cooperativo Mais Anormal
3 = não participa em grupos de outras crianças, embora possa perseguir ou 4.0-5.0
agarrar no jogo
8 = Não aplicável
9 = desconhecido ou não perguntado

42
DESENVOLVIMENTO SOCIAL E O JOGO (continuação)
54. Amizades

(SUJEITOS COM 5 ANOS OU MAIS. PARA O PROPÓSITO DESTE ITEM, AMIZADE É DEFINIDA
COMO UMA RELAÇÃO SELETIVA, RECÍPROCA ENTRE DUAS PESSOAS DE APROXIMADAMENTE
A MESMA IDADE QUE BUSCAM UM AO OUTRO DE COMPANHIA E COM INTERESSE DE
COMPARTILHAR ATIVIDADES.)

“Ele/ela tem algum amigo particular ou o melhor amigo? De que maneira ele/ela mostra
que eles são seus amigos? Você sabe os nomes de alguns de seus amigos? Ele/ela busca
algum deles fora da escola, como na vizinhança ou em outra situação social (ex: clubes)?
Ele/ela alguma vez saiu com eles, como ir ao cinema, teatro, concertos? Eles compartilham
interesses?” (PERGUNTE ADEQUADAMENTE E ANOTE EXEMPLOS) “As suas amizades com
outros são normais?” (SE NÃO), “De que maneira são anormais?” [ENFOQUE SOBRE O NÍVEL
DE DESENVOLVIMENTO MENTAL DO SUJEITO (EX: IDADE MENTAL E NÃO IDADE
CRONOLÓGICA)] “Era igual no passado, ou ele/ela tinha menos/mais amigos do que
agora?”

0 = um ou mais amigos, amizades com pessoas do mesmo grupo de idade com Atual
quem compartilham atividades não estereotipadas de variedade pessoal, visto (menor de 5.0)
fora de grupos pré-fixados (como clube), e com quem há reciprocidade clara e
compreensão mútua
1 = uma ou mais amizades que envolvem alguma atividade pessoal
compartilhada fora de situações pré-fixadas, com alguma iniciativa do sujeito,
mas limitada a interesses restritos, (ex: modelos de estrada de ferro), ou menos
que o normal de compreensão mútua/reciprocidade
2 = pessoa com quem o sujeito tem algum tipo de amizade pessoal, envolvendo
busca de contato, mas somente em situação grupal (ex: como clube, a igreja,
etc) ou na escola ou trabalho
3 = nenhuma amizade com colegas ou que envolva seletividade e partilha Mais Anormal
8 = Não aplicável, porque há falta de oportunidade para contato sério entre 10.0-15.0
iguais ou porque o sujeito está abaixo da idade de 5 anos
9 = desconhecido ou não perguntado

43
INTERESSES E COMPORTAMENTOS

(NOTA PARA OS ITENS 55-56, “INTERFERÊNCIA COM” REFERE-SE ÀS DIFICULDADES PARA A


FAMÍLIA, E “DETERIORAÇÃO SOCIAL” REFERE-SE À PRÓPRIA LIMITAÇÃO OU DIFICULDADE DO
SUJEITO COMO RESULTADO DA QUANTIDADE DE TEMPO GASTA EM ATIVIDADE
[Link] QUE TODOS OS COMPORTAMENTOS, EXCETO AGRESSIVIDADE, DEVEM
OCORRER POR PELO MENOS 3 MESES PARA SEREM COTADOS. AO LONGO DESTA SEÇÃO, ITENS
55-56, É IMPORTANTE ASSEGURAR QUE OS EXEMPLOS PARA “ATUAL” E “ALGUMA VEZ” SEJAM
OBTIDOS ONDE ESPECIFICADO.)

(NOTA: OS ENTREVISTADORES DEVEM ADAPTAR O TEOR DAS QUESTÕES, QUANDO


ADEQUADO, PARA A IDADE E NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO DO SUJEITO. NOTE QUE
“INTERESSES CIRCUNSCRITOS” NORMALMENTE APLICA-SE SOMENTE AOS SUJEITOS MAIS
VELHOS, MAIS CAPAZES.)

55. Interesses circunscritos


[UM INTERESSE CIRCUNSCRITO É DEFINIDO COMO UMA ATIVIDADE QUE DIFERE, DE OUTRAS
COMUNS, EM SUA INTENSIDADE; NA SUA NATUREZA CIRCUNSCRITA (QUER DIZER, PODE
ENVOLVER UM ALTO NÍVEL DE PERSPICÁCIA, MAS ESTE PERMANECE NORMALMENTE
CONCENTRADO E NÃO DESENVOLVE UM CONTEXTO MAIS EXTENSO DE CONHECIMENTO);
SUA QUALIDADE DE INSOCIÁVEL (PODE SER COMPARTILHADO COM OUTRO INDIVIDUO COM
UM INTERESSE CIRCUNSCRITO SEMELHANTE, MAS NÃO COMO PARTE DE UM CLUBE
ESPECIALIZADO OU ASSOCIAÇÃO); E SUA RELATIVA NÃO PROGRESSÃO OU
DESENVOLVIMENTO AO LONGO DO TEMPO (QUER DIZER, O INTERESSE PERSISTE MAS NÃO
FORMA A BASE DE CONHECIMENTOS QUE POSSAM SER PARTILHADOS OU UTILIZADOS
POSTERIORMENTE). ISTO DIFERE DE UMA “PREOCUPAÇÃO INCOMUM” NA QUAL FALTA
CONTEÚDO PECULIAR OU ESTRANHO. INTERESSES CIRCUNSCRITOS SÃO INCOMUNS EM SUAS
QUALIDADES, MAS NÃO EM SEU CONTEÚDO.]

“Ele/ela tem algum interesse especial ou hobby que são incomuns em sua intensidade?
Quanto tempo ele/ela apresentou este interesse? De que maneira isto era incomum? Evoluiu
ou mudou totalmente ao longo do tempo? Ele/ela compartilha este interesse com outra
pessoa? De que maneira? Este interesse parece compulsivo? O que é que acontece se você lhe
interromper? Este interesse interfere com o seu desempenho em outras áreas? Houve algum
interesse especial no passado?” (DAR DETALHES)

Para os itens 55-56

A cotação 2 inclui alguma perturbação ou reorganização da vida familiar que pode ser tolerada pela maioria das
famílias OU inclui alguma interferência com envolvimento do sujeito em outras atividades.
A cotação 3 requer maior grau de rompimento ou impedimento de algumas atividades familiares OU
rompimento ou impedimento das atividades pelo sujeito.

INTERESSES CIRCUNSCRITOS (DEVEM OCORRER POR UM PERÍODO DE PELO MENOS 3


MESES)

0 = nenhum interesse circunscrito Atual


1 = interesse(s) especial de grau incomum, mas não definitivamente intruso ou (4.0 ou mais)
constrangedor para outras atividades da família ou do sujeito
2 = interesse(s) definitivamente circunscrito,que não causa interferência
substancial com o funcionamento social, mas que constrange ou interfere nas
outras atividades do sujeito ou da família
3 = interesse(s) circunscritos definidos que causam deterioração social clara Alguma vez
8 = Não aplicável (4.0 ou mais)
9 = desconhecido ou não perguntado

44
INTERESSES E COMPORTAMENTOS (continuação)
56 . Preocupações incomuns

(UMA PREOCUPAÇÃO INCOMUM É DEFINIDA COMO UM INTERESSE QUE É ESTRANHO OU


PECULIAR EM TERMOS DE QUALIDADE, O QUAL É INCOMUM EM INTENSIDADE E AUSÊNCIA
DE ASPECTOS SOCIAIS, E QUE É REPETITIVO OU ESTEREOTIPADO NUM OU MAIS ASPECTOS OU
ELEMENTOS.)

“Eu tenho questionado sobre seus hobbies especiais, mas há também interesses
peculiares ou incomuns- Eu quero dizer, algumas coisas que lhe preocupam até mesmo
quando o foco de interesse não está fisicamente presente e isso poderia parecer estranho
às outras pessoas? Por exemplo, ele/ela é excepcionalmente interessado por coisas como
objetos de metal, semáforos, sinais de rua ou banheiros? Como ele/ela fala sobre isto? Este
interesse influencia como ele/ela se comporta? Quanto tempo isto dura ? Isto interfere com
suas outras atividades ou vida familiar? Há coisas que você faz de maneira diferente, como
família, por causa deste interesse? Quanto isto é um problema para a família? Alguma vez
houve algo como isto no passado?”

PREOCUPAÇÕES INCOMUNS (DEVEM TER OCORRIDO POR UM Atual


PERÍODO DE PELO MENOS 3 MESES)
0 = nenhuma
1 = preocupação(s) incomum significativas que não interfere com atividades da
vida familiar OU não causa deterioração social do sujeito
2 = preocupação distinta, repetitiva que se intromete na vida familiar, mas não
interrompe significativamente OU preocupação distinta, repetitiva que não
causam substancial interferência com o funcionamento social, mas que
constrange ou se intromete nas outras atividades do sujeito
3 = preocupação(s) distinta que causa substancial interferência OU deterioração Alguma vez
social e limita severamente as outras atividades do sujeito
9 = desconhecido ou não perguntado

45
INTERESSES E COMPORTAMENTOS (continuação)
57. Uso repetitivo de objetos ou interesse por parte de objetos

(ESTE ITEM É DEFINIDO COMO AÇÕES DE NATUREZA REPETITIVA OU ESTEREOTIPADA QUE


SÃO NÃO-FUNCIONAIS E QUE INCLUEM UM FOCO EM PARTES DE OBJETOS OU EM USO DE
OBJETO, DE UMA FORMA CLARAMENTE DIFERENTE DO QUE É COMUMENTE ACEITO.)

“Como ele/ela brinca com seus brinquedos ou coisas de casa?” (OBTENHA EXEMPLOS)
“Ele/ela brinca com um brinquedo inteiro ou ele/ela parece se interessar mais por uma
certa parte do brinquedo (ex: girar as rodas de um carro ou abrir e fechar a porta), em
vez de usar isto como seria esperado? Há tipos particulares de objetos que ele/ela realmente
gosta? Ele/ela alguma vez coleciona ou reúne certos tipos de objetos? O que é que ele/ela faz
com eles? Ele/ela costuma enfileirar objetos uns sobre os outros ou faz a mesma coisa com
eles repetidas vezes, como deixar coisas à mesma distância? Estas atividades mudam com o
passar do tempo ou elas são exatamente as mesmas? Ele/ela alguma vez usou objetos deste
modo no passado?”

USO REPETITIVO DE OBJETOS OU INTERESSE POR PARTES DOS OBJETOS (DEVEM TER
OCORRIDO POR UM PERÍODO DE PELO MENOS 3 MESES)

0 = pouco ou nenhum uso de objeto de modo repetitivo Atual


1 = algum uso repetitivo de objetos (ex: atirar ou girar coisas) ou interesse em
partes ou tipos muitos específicos de objetos (como rodar rodas ou disco ou
colecionar pedaços de papel), mas junto com varias outras atividades e não
causa deterioração social
2 = jogo limitado ao uso de objetos altamente estereotipados ou atenção para
partes especificas ou tipos de objetos, mas que não compromete ou se intromete
nas outras atividades do sujeito
3 = jogo limitado ao uso de objetos altamente estereotipado numa extensão que
interfere seriamente com outras atividades
7 = interessado por brinquedos “infantis”, como caixas de música ou chocalhos, Alguma vez
mas o jogo é com objetos variados e não de maneira altamente estereotipada
8 = Não brinca com objetos
9 = desconhecido ou não perguntado

46
INTERESSES E COMPORTAMENTOS (continuação)
58. Compulsões/Rituais

(A ÊNFASE NA DEFINIÇÃO DE COMPULSÕES/RITUAIS ESTÁ NAS SUCESSÕES FIXAS QUE SÃO


EXECUTADAS “COMO SE” O SUJEITO SENTISSE PRESSÃO PARA COMPLETÁ-LAS EM UMA
ORDEM PARTICULAR. AS COMPULSÕES PODEM INCLUIR TAMBÉM TER QUE COLOCAR
OBJETOS PARTICULARES EM POSIÇÕES EXATAS OU RELAÇÃO ESPACIAL, TAL COMO ABRIR A
PORTA DE UM CERTO ÂNGULO OU APAGAR TODAS AS LUZES. UMA COMPULSÃO COM AS
LUZES DIFERE DO USO REPETITIVO DE OBJETOS COTADO ACIMA, NO QUAL O SUJEITO INSISTE
QUE VÁRIAS LÂMPADAS TÊM QUE PERMANECER DESLIGADAS, MAIS DO QUE TERMINAR UMA
AÇÃO REPETITIVA DE ACENDER E APAGAR LUZES (57) DE VEZ EM QUANDO. RITUAIS DIFEREM
DE DIFICULDADES COM MUDANÇAS COMO DESCRITO ABAIXO, NO QUAL ELES TÊM UMA
SUCESSÃO E PORQUE, EM UM RITUAL OU COMPULSÃO, O SUJEITO IMPOE UMA ORDEM AOS
EVENTOS,EM VEZ DE RESPONDER À UMA MUDANÇA OCORRIDA. ASSIM, UM SUJEITO QUE
PRECISA AFASTAR O SEU GUARDANAPO E TOCA-LO COM A COLHER ANTES DE COMEÇAR A
COMER, PODE SER COTADO COMO TENDO UM RITUAL, CONSIDERANDO QUE UM SUJEITO QUE
FICA AFLITO SE RECEBER UM GUARDANAPO DIFERENTE, SERÍA COTADO COMO TENDO
DIFICULDADES COM MUDANÇAS SECUNDÁRIAS EM SUA ROTINA (64).)

“Há coisas que ele/ela parece ter que fazer de maneira ou ordem muito particular, quer
dizer rituais que ele/ela tem de fazer, ou faz você fazer? Como tocar coisas particulares
ou colocar coisas em lugar especial antes de ir fazer qualquer outra coisa? Como ele/ela
reage se estiver impossibilitado de completar a seqüência inteira de sua atividade ou se é
interrompido durante o curso de suas ações?” (OBTENHA DETALHES E EXEMPLOS) “Isto foi
um problema no passado?” (PESQUISE QUANDO ADEQUADO, SUGERINDO UMA
DEMONSTRAÇÃO BREVE, SE NECESSÁRIO.)

COMPULSÕES:RITUAIS (DEVEM TER OCORRIDO POR PELO MENOS 3 MESES)

0 = nenhuma Atual
1 = algumas atividades com seqüências fixas incomuns, mas nenhuma
atividade que pareça de qualidade compulsiva
2 = uma ou mais atividades que o sujeito executa de uma maneira especial. O
sujeito parece estar sob pressão ou fica ansioso se a atividade é interrompida
e/ou a família funciona de modo incomum para evitar interromper o ritual ou
assegurar que o sujeito está prevenido se é necessário interrompe-lo. Qualidade
compulsiva presente, mas com pouca interferência na vida familiar ou
deterioração social
3 = uma ou mais atividades que o sujeito executa de uma maneira especial. O
sujeito parece estar sob forte pressão ou fica extremamente ansioso ou aflito se Alguma vez
a atividade é interrompida. Grau de compulsão se intromete na vida familiar ou
causa deterioração social definitiva para o sujeito
9 = desconhecido ou não perguntado

47
INTERESSES E COMPORTAMENTOS (continuação)
59. Interesses sensoriais incomuns
(INTERESSES SENSORIAIS INCOMUNS SÃO DEFINIDOS COMO REAÇÕES EXCEPCIONALMENTE
FORTES OU REPETITIVAS OU BUSCANDO ESTIMULAÇÕES DAS SENSAÇÕES BÁSICAS DA VISÃO,
TATO, AUDIÇÃO, GOSTO OU OLFATO DISSOCIADAS DE SEU SIGNIFICADO. O FOCO SE ESTENDE
SOBRE OS DISTÚRBIOS DE INTERESSE ANORMAL OU SUBSTITUI “USO ANORMAL” DO OBJETO.)

“Ele/ela parece particularmente interessado na visão, tato, som, gosto ou cheiro de


coisas ou pessoas? Por exemplo, ele/ela tende a cheirar brinquedos, objetos ou pessoas
adequadamente? Ou ele/ela é excepcionalmente preocupado com o tato ou textura das coisas?
Ou ele/ela tende a examinar ou olhar as coisas por muito tempo? Ou ele/ela toca as coisas
com seus lábios ou língua para ver como é a sensação? Há quanto tempo tem este interesse?
Ele/ela alguma vez fica aborrecido ou irritado por um som, ou pelo motivo de estar
perto de um ruído estridente (ex: alguém rindo), ou por outras sensações?”

INTERESSES SENSORIAIS INCOMUNS (DEVEM TER OCORRIDO POR PELO MENOS 3 MESES)

0 = nenhum Atual
1 = mostra regularmente um ou dois interesses incomuns
2 = interesse sensorial incomum que toma uma grande quantidade de tempo, ou
evita ou limita o uso alternativo daquele material em sua função comum
9 = desconhecido ou não perguntado Alguma vez

60. Maneirismos de mãos e dedos

(OS MANEIRISMOS DE MÃOS E DEDOS TIPICAMENTE AUTÍSTICOS INCLUI MOVIMENTOS DE


DEDOS RÁPIDOS, VOLUNTÁRIOS E REPETITIVOS, FREQÜENTEMENTE MAS NÃO SEMPRE
DENTRO DA MESMA LINHA DE VISÃO DO SUJEITO. NÃO INCLUI ROER UNHA, TORCER O
CABELO OU CHUPAR O POLEGAR. BATER PALMAS NÃO É UM MANEIRISMO DE MÃO NEM SÃO
MOVIMENTOS EXCESSIVOS INESPECÍFICOS VISTO NAS CRIANÇAS E BEBÊS QUANDO ESTÃO
EXCITADOS. SE OS MANEIRISMOS DE MÃOS E DEDOS OCORREREM SOMENTE DURANTE
MOVIMENTOS DE CORPO INTEIRO, COTE SOMENTE NA QUESTÃO 61.)

“Ele/ela tem algum maneirismo ou modo estranho de movimentar suas mãos ou dedos?
Como torcer ou sacudir os dedos na frente dos próprios olhos? Eles interferem na
execução de outras tarefas? De que maneira? O que é que acontece se você tentar que ele/ela
pare? Há alguma circunstância particular na qual ele/ela faz isto mais do que em outra?”
(OBTENHA DETALHES) “Ele/ela mostrou algum destes tipos de maneirismos ou
movimentos estranhos no passado?” (ANOTE EXEMPLOS)
MANEIRISMOS DE MAOS E DEDOS (DEVEM TER OCORRIDO POR PELO MENOS 3 MESES)

0 = nenhum Atual
1 = nenhum tipo ou somente ocasional ou não claramente especificado para
cotar “2”
2 = freqüentes maneirismos de mãos e/ou sacudir/torcer de dedos, mas
nenhuma interferência com outras atividades ou angústia se interrompido
3 = maneirismos acentuados do tipo especificado; associado com deterioração
social ou angústia quando interrompido ou é raramente interrompido por causa
da preocupação sobre a reação do sujeito Alguma vez
8 = Não aplicável (ex: fisicamente incapacitado)
9 = desconhecido ou não perguntado

48
INTERESSES E COMPORTAMENTOS (continuação)
61. Outros maneirismos complexos ou movimentos de corpo estereotipados (não inclui
balanço isolado)

(O ENFOQUE AQUI É SOBRE MOVIMENTOS DE CORPO INTEIRO COMPLEXOS, ESTEREOTIPADOS,


VOLUNTÁRIOS, COMO POSTURA EXAGERADA OU TREMER O BRAÇO ENQUANTO SE BALANÇA
OU ANDAR NA PONTA DOS PÉS, E A INTENSIDADE QUE ISTO COMPROMETE A VIDA DIÁRIA DO
SUJEITO.)

“Ele/ela apresenta movimentos complexos de corpo inteiro, como girar ou saltar


repetidamente ou tremer o braço enquanto se balança? Isso não interfere em nada na
realização de outras tarefas? De que maneira? O que acontece se você tenta faze-lo parar?”
(OBTENHA DETALHES) “No passado, ele/ela teve algum destes movimentos?” (ANOTE
EXEMPLOS, COTE AQUI “BALANÇO” SE ISTO INCLUI TAMBÉM MOVIMENTOS DE BRAÇOS E
CABEÇA.)

0= nenhum Atual
1 = somente ocasional
2 = outros maneirismos freqüentes, distintos ou estereotipados, mas parará sem
angústia se interrompido
3 = maneirismos acentuados associados com deterioração social
9 = desconhecido ou não perguntado Alguma vez

62. Balanço

(COTE QUALQUER BALANÇO RÁPIDO E RÍTMICO, A MENOS QUE INCLUA OUTROS


MOVIMENTOS QUE SERÃO COTADOS ACIMA)

“Ele/ela se balançou alguma vez? Ele/ela faz isto agora? O que acontece quando você
tenta faze-lo parar?” (OBTENHA EXEMPLOS, INCLUINDO QUANTIDADE DE TEMPO GASTA E A
FORMA QUE O BALANÇO TOMA.) “Isto foi alguma vez um problema no passado?”

0 = nenhum balanço Atual


1 = balanço mínimo (ex: quando cansado ou aflito), ou por certo período de
tempo em somente alguma situação (ex: antes de ir para a cama ou no assento
do carro) (< 5 minutos, menos que uma vez por dia)
2 = período regular de balanço em mais de um contexto, mas pode parar se
distraído ou interrompido
3 = balanço freqüente em múltiplas situações Alguma vez
9 = desconhecido ou não perguntado

49
INTERESSES E COMPORTAMENTOS (continuação)
63. Modo de andar
(O FOCO É SOBRE A MANEIRA INCOMUM DE CAMINHAR, PARTICULARMENTE ANDAR NA
PONTA DOS PÉS E SALTAR, ISTO NÃO É ASSOCIADO CLARAMENTE COM IMPEDIMENTO
FÍSICO.)

“Há alguma coisa incomum no modo como ele/ela caminha? (ex: saltar, anda sobre os
dedos do pé, exagera na utilização dos calcanhares?)” (OBTENHA DESCRIÇÕES) “Você pensa
que outras pessoas notam isto? Alguma vez houve alguma coisa incomum? Como ele/ela
caminhava quando tinha de 4 para 5 anos?” (NÃO COTAR MODO DE ANDAR DE BASE
ALARGADA, IMATURA OU DESAJEITADA)

0 = normal Atual
1 = um tanto incomum
2 = modo de andar distintamente estranho (ex: andar na ponta dos pés ou saltar
anormal)
3 = modo de andar suficientemente estranho para ser notado por outros
diferentes da família ou professores Mais Anormal
8 = Não aplicável 4.0-5.0
9 = desconhecido ou não perguntado

64. Dificuldades com mudanças mínimas nas próprias rotinas do sujeito ou ambiente
pessoal
(NESTE ITEM O INTERESSE É POR REAÇÕES ACENTUADAS, EXTREMAS PARA UMA VARIEDADE
DE MUDANÇAS MÍNIMAS “EM COMO”, OU “ONDE”, OU “QUANDO” O SUJEITO REALIZA
ATIVIDADES DIÁRIAS. ESTAS MUDANÇAS DEVEM SER MÍNIMAS. NÃO INCLUIRIA MUDANÇA
DE CASA OU DE ESCOLA OU UMA MAIOR TRANSIÇÃO A QUAL ESPERA-SE QUE AFETARIA
QUALQUER SUJEITO. A ÊNFASE PARA ESTE ITEM ESTÁ SOBRE UMA INTENSIDADE INCOMUM
DE AFEIÇÃO OU INSISTÊNCIA EM MANTER A CONDIÇÃO ORIGINAL SE UM ASPECTO MÍNIMO
DA ROTINA DO SUJEITO É MUDADO.)

“Ele/ela fica aborrecido com mudanças mínimas em sua rotina? Ou da maneira que
suas coisas pessoais estão organizadas? Por exemplo, o aborrece trocar um par de mitenes
ou luvas por outro ou vestir-se do inverno para o verão (mangas longas para mangas curtas)?
Como são as mudanças de horário? Faz alguma diferença para ele/ela se você ou ele/ela toma
banho 15 minutos mais cedo ou mais tarde que o habitual, ou é vestido antes ou depois do
café da manhã, se isto quebra sua rotina? O que é que acontece? Fazer pequenas mudanças
nas rotinas alimentares, como onde o sal e a pimenta estão na mesa ou onde é colocada a
comida no prato dele, causa alguma dificuldade? Isto foi um problema no passado?”
(PESQUISE DETALHES E ANOTE EXEMPLOS)
DIFICULDADES COM MUDANÇAS MÍNIMAS, NAS PRÓPRIAS ROTINAS DO SUJEITO OU
AMBIENTE PESSOAL (DEVEM TER OCORRIDO POR PELO MENOS 3 MESES)
0 = nenhuma Atual
1 = reação negativa incomum para pequenas mudanças na própria rotina do
sujeito, mas sem angústia séria ou com pouca ou nenhuma interferência na vida
da família
2 = reações distintas, incomuns para pequenas mudanças na própria rotina do
sujeito, causando resistência ou angústia e/ou levando a família a funcionar de
modo incomum para evitar mudança de aspectos secundários das rotinas do
sujeito ou para preparar o sujeito para essas mudanças, mas sem substancial
interferência na vida da família
3 = resistência distinta, incomum e acentuada para pequenas mudanças nas
próprias rotinas do sujeito, com substancial interferência ou deterioração das Alguma vez
atividades familiares
9 = desconhecido ou não perguntado

50
INTERESSES E COMPORTAMENTOS (continuação)
65. Resistência às mudanças insignificantes no ambiente (não afetando diretamente o
sujeito)

(ESTE ITEM INTERESSA-SE PELA DIFICULDADE ACENTUADA DO SUJEITO COM MUDANÇAS


MÍNIMAS OU INSIGNIFICANTES EM ASPECTOS DO AMBIENTE QUE NÃO TEM NENHUM EFEITO
DIRETO SOBRE ELE/ELA, POR EXEMPLO, A POSIÇÃO DE ENFEITES, A ORIENTAÇÃO DO
TELEFONE, ROUPAS USADAS PELAS OUTRAS PESSOAS. A ÊNFASE É SOBRE A REAÇÃO
NEGATIVA, INCOMUM DO SUJEITO PARA ESTAS MUDANÇAS INSIGNIFICANTES AS QUAIS NÃO
TÊM RELAÇÃO DIRETA SOBRE O ELE.)

“Como é que ele/ela reage para as mudanças em casa, ou mudar pequenos detalhes do
ambiente? Por exemplo, como é que ele/ela reage a mudanças na rotina diária de outra
pessoa, ou como a mobília é organizada, ou se você usar óculos ou um chapéu? Ele/ela fica
aflito?E quando ele/ela mais novo? Isto foi um problema no passado?” (SE ISTOFOI/É UM
PROBLEMA, PEÇA DETALHES E ANOTE EXEMPLOS)

RESISTÊNCIA ÀS MUDANÇAS INSIGNIFICANTES NO AMBIENTE (DEVEM TER OCORRIDO POR


PELO MENOS 3 MESES)

0 = nenhuma Atual
1 = reação negativa incomum, para mudanças insignificantes no ambiente, mas
sem nenhuma angústia séria, e pouca ou nenhuma interferência na vida familiar
2 = reações distintas, incomuns para mudanças insignificantes no ambiente,
causando acentuada angústia e/ou levando a família a funcionar de modo
incomum para evitar mudanças insignificantes no ambiente ou para preparar o
sujeito para tais mudanças, mas sem interferência substancial na vida da família
3 = resistência distinta, incomum e acentuada para mudanças insignificantes no
ambiente, com substancial interferência com ou deterioração das atividades
familiares
9 = desconhecido ou não perguntado Alguma vez

51
COMPORTAMENTOS GERAIS
66. Agressão aos educadores ou membros da família

“Houve momentos em que ele/ela foi agressivo com outras pessoas da família (ou outros
educadores)? Ele/ela alguma vez bateu ou mordeu alguém? E quando ele/ela era mais
novo?” (OBTENHA DETALHES DAS CIRCUNSTÂNCIAS E DOS ATOS AGRESSIVOS) “O que é
que ele/ela faz? Quais são as circunstâncias? O que é que parece provocar a agressão? Ele/ela
alguma vez realmente feriu alguém? O que é que aconteceu? Ele/ela alguma vez usou algum
tipo de instrumento como uma vara ou uma faca? Quanto tempo dura/durou o episódio
agressivo (alguns minutos ou várias horas)? Com que freqüência ocorreu/ocorre?”

0 = raro, sem problema sério Atual


1 = agressividade somente moderada (ameaçando sem contato físico; ou
comportamento que pode representar somente um jogo inconveniente ou
socar/surrar momentaneamente provocado)
2 = agressão física clara incluindo bater ou morder, mas sem uso de
instrumentos
3 = violência que inclui o uso de instrumentos
9 = desconhecido ou não perguntado Alguma vez

67. Agressão às pessoas estranhas ao seu convívio familiar

“Como ocorrem as agressões às pessoas estranhas, tais como na escola ou em lojas ou


ônibus? Ele/ela se comportou de maneira a induzir as outras pessoas a pensarem que ele/ela
estaria agressivo? Alguma vez houve preocupação de que ele/ela poderia ofender ou ferir
outras pessoas? E quando ele/ela mais novo?” (OBTENHA DETALHES DAS
CIRCUNSTÂNCIAS E DOS ATOS AGRESSIVOS) O que é que ele/ela faz? Quais são as
circunstâncias? O que é que parece provocar a agressão? Ele/ela alguma vez realmente feriu
alguém? O que é que aconteceu? Ele/ela alguma vez usou algum tipo de instrumento como
uma vara ou uma faca? Quanto tempo dura/durou o episódio agressivo (alguns minutos
ou várias horas)? “Com que freqüência ocorreu/ocorre?” ?

0 = raro, sem problema sério Atual


1 = agressividade somente moderada (ameaçando sem contato físico; ou
comportamento que pode representar somente um jogo inconveniente ou
socar/surrar momentaneamente provocado)
2 = agressão física clara incluindo bater ou morder, mas nenhum uso de
instrumentos
3 = violência que inclui o uso de instrumentos Alguma vez
9 = desconhecido ou não perguntado

52
COMPORTAMENTOS GERAIS (continuação)
68. Auto-agressão
[AUTO-AGRESSÃO É UM ATO AGRESSIVO DELIBERADO, DIRIGIDO AO PRÓPRIO SUJEITO (EX:
MORDER O PULSO, BATER A CABEÇA). ISSO RESULTA EM DANO AO TECIDO,E QUE DEVE
OCORRER DURANTE PELO MENOS 3 MESES]

“Ele/ela alguma vez se auto-agrediu deliberadamente, tal como morder o braço ou bater
a cabeça ou qualquer outra coisa parecida?” (OBTENHA DETALHES) “Isto alguma vez foi
um problema no passado?”

0 = nenhuma Atual
1 = somente ligeiramente (ex: ocasionalmente morde a própria mão/braço
quando aborrecido, puxa cabelo ou se esbofeteia) sem danos substanciais aos
tecidos
2 = definitivamente presente (ex: machucado real ou calejado, bater a cabeça
repetidamente, puxar o cabelo, morder associado com dano definitivo ao
tecido) (não registrar mexer em espinhas) Alguma vez
3 = distinta auto-agressão com sérios danos (ex: fratura de crânio, lesão ocular,
etc)
9 = desconhecido ou não perguntado

69. Hiperatividade em casa e em outro lugar


(O ENFOQUE É SOBRE O NÍVEL E FREQÜÊNCIA DA HIPERATIVIDADE, ATÉ QUE PONTO ISTO
ACONTECE EM UMA VARIEDADE DE SITUAÇÕES E O GRAU COM QUE O SUJEITO E SUA VIDA
FAMILIAR SÃO PREJUDICADOS.)

“Algumas pessoas acham difícil se sentar por algum tempo – por exemplo, na hora da
refeição ou quando assistem TV ou enquanto viajam em um ônibus.”
“Ele/ela acha difícil ficar quieto? Ele/ela tende a correr ao redor? Ele/ela está sempre em
movimento?” (OBTENHA UMA DESCRIÇÃO DAS SITUAÇÕES PERTINENTES E DO
COMPORTAMENTO DO SUJEITO.) (ENFOCAR SOBRE O COMPORTAMENTO QUE É MAIS
INADEQUADO PARA A SUA IDADE MENTAL)
SE SIM:
“Ele/ela sempre se levanta da cadeira na hora das refeições?”
“Ele/ela pode permanecer na cadeira se dito para fazer isto?”
“E quando você o leva para sair, como de ônibus ou na igreja?”
“O que é que acontece em casa quando ele/ela está fazendo o que gosta e não há
nenhuma expectativa para ficar em algum lugar?”
“O que é que acontece nas situações fora de casa, por exemplo, na escola ou na casa de
amigos ou em lugares públicos?”
“Alguém comentou alguma vez com você ou se queixou do nível de atividade dele/dela?”
“Isto alguma vez foi um problema no passado?”
0 = raramente um problema, capaz de permanecer sentado se esperado fazer Atual
assim.
1 = se levanta e se movimenta várias vezes quando esperado que fique em
silêncio; responde aos pedidos de retorno, mas logo sai do assento novamente.
2 = quase nunca se senta, quase sempre em movimento, hiperatividade até
mesmo quando lhe é permitido fazer o que quer; a família é capaz de enfrentar
e o sujeito é capaz de realizar algumas atividades, mas há muitas/sérias
reclamações e/ou informações que a hiperatividade definitivamente interfere
com as atividades sociais/trabalho
3 = hiperatividade é tão intrusiva e significativa que a família esta severamente
afetada e/ou o sujeito é severamente prejudicado Alguma vez
9 = desconhecido ou não perguntado

53
COMPORTAMENTOS GERAIS (continuação)
70. Desmaios/Convulsões/Ausências
(O ENFOQUE É SOBRE EPISÓDIOS ENVOLVENDO UMA MUDANÇA INEXPLICÁVEL DO NÍVEL DE
CONSCIÊNCIA, COM OU SEM QUEDAS OU MOVIMENTOS BRUSCOS DOS BRAÇOS.)
“Ele/ela alguma vez desmaiou ou teve uma convulsão/ataque/acesso? Ele/ela alguma vez
tomou medicação para controlar as convulsões?” (SE SIM, PESQUISE ALÉM DISSO OS
DETALHES, INCLUINDO IDADE DE INÍCIO, COM QUE FREQÜÊNCIA AS “CONVULSÕES”
OCORRERAM, UMA CLARA DESCRIÇÃO DAS “CONVULSÕES” E SE ELAS EXIGIRAM
INVESTIGAÇÃO E TRATAMENTO, INCLUSIVE MEDICAÇÃO ATUAL OU NO PASSADO E
HOSPITALIZAÇÃO.)
0 = nenhum Atual
1 = história de crises que podem ser epiléticas, mas diagnóstico não foi
estabelecido
2 = diagnóstico preciso de epilepsia
7 = somente convulsões febris, sem medicação contínua diária fora do período
febril Alguma vez
9 = desconhecido ou não perguntado
71/78. Perda de habilidades/Perda de habilidades associadas com enfermidade física
(PERDA, COMO DEFINIDA NESTE ITEM, SIGNIFICA QUE UMA HABILIDADE QUE TEVE
PREVIAMENTE UM NÍVEL NORMAL, E ESTABELECIDA DE TAL FORMA QUE ERA MANIFESTA
ESPONTÂNEA E CONSISTENTEMENTE ACIMA DE UM PERÍODO DE PELO MENOS 3 MESES FOI
SUBSTANCIALMENTE OU COMPLETAMENTE PERDIDA POR UM PERÍODO DE 3 MESES.)
“Eu lhe perguntei sobre possíveis perdas precoces de habilidades de linguagem e
movimentos de mãos. Eu gostaria de voltar agora a perguntar sobre possíveis perdas de
outras habilidades. Houve algum período em que ele/ela pareceu ficar acentuadamente
pior ou atrasado no seu desenvolvimento? Quando foi isto? Quais habilidades ele/ela
perdeu? Isto afetou o controle esfincteriano? O entendimento da linguagem? Ou o uso da
fala? Ou o jogo? Ou capacidade para cuidar de si próprio? Ou coordenação? Postura ou
caminhar?E sua habilidade de manipular objetos? E as habilidades escolares?” [NÃO INCLUIR
VARIAÇÕES NO USO DE HABILIDADES, ÀS VEZES, PIORANDO O COMPORTAMENTO, SE O
SUJEITO NITIDAMENTE SE RECUPERA (I.E., SE A “PERDA” É PARTE DE UM PADRÃO GERAL DE
MELHORA E PIORA). A PERDA DEVE SER CONSISTENTE, ACIMA DE UM PERÍODO DE PELO
MENOS 3 MESES. ANOTE A IDADE DO SUJEITO QUANDO A PERDA DE HABILIDADE OCORREU.]
SE SIM: “Houve alguma sugestão de que a perda de habilidade fosse associada com uma
enfermidade física?” (SEM PERDA, COTAR 8 PARA PERDA DAS HABILIDADES ASSOCIADA
COM ENFERMIDADE FÍSICA.)
(SE HÁ PERDA DAS HABILIDADES, PROSSEGUIR NO PRÓXIMO ITEM, SE NÃO HÁ PERDA PASSAR
PARA O ITEM 82.)
71. Perda de habilidades (por pelo menos 3 meses)
0 = nenhuma perda consistente de habilidades (embora o comportamento possa Antes dos 5 anos
variar às vezes)
1 = provável perda de habilidade, mas de um grau que não cumpre os critérios
2 = perda precisa de habilidades durante um período de tempo
8 = Não aplicável à idade
9 = desconhecido ou não perguntado Depois dos 5 anos

54
COMPORTAMENTOS GERAIS (continuação)
72. Perda de habilidades (associada com enfermidade física)
0 = perda de habilidades, com sintomas físicos insignificantes (ex: erupção Antes dos 5 anos
cutânea ou febre após vacinação)
1 = perda de habilidades associada com sintomas que não podem ser tomados
como evidência clara de meningite ou de origem encefálica (ex: febre alta com
infecção de ouvido)
2 = perda de habilidade associada com evidência clínica de meningite ou de
encefalite (ex: estupor, coma e/ou ataques/convulsões) Depois dos 5 anos
8 = nenhuma perda de habilidade notada ou não aplicável à idade
9 = desconhecido ou não perguntado

Áreas de perda
(Cotar 0 se não houver, 1 se possível, 2 se clara)

Antes dos 5 anos Depois dos 5 anos


73. Comunicação

74. Interesse e resposta social

75. Jogo e imaginação

76. Capacidade de adaptação

77. Habilidades pré-acadêmicas,


acadêmicas ou vocacionais

78. Habilidades motoras

79. Idade em que a perda principal de habilidade se


evidenciou

(Cotar a idade em meses)

998 = nenhuma perda de habilidades,de ambos os níveis “1” e “2”

55
COMPORTAMENTOS GERAIS (continuação)
80. Deterioração progressiva

(PERDA DE HABILIDADES, COMO PREVIAMENTE DEFINIDO, QUE VAI AUMENTANDO EM


SEVERIDADE POR UM PERÍODO DE PELO MENOS 2 ANOS)

SE HOUVER PERDA DE HABILIDADES: “O desenvolvimento dele/dela progrediu


novamente? Quanto tempo durou o período no qual ele/ela pareceu ter regredido?
Ele/ela conseguiu recuperar-se ao ponto onde ele/ela estava antes de ter regredido?”

0 = desenvolvimento atual em progresso adequado em relação ao nível de Alguma vez


deficiência
1 = desenvolvimento estável, sem melhora ou piora explícita
2 = deterioração que é contínua com respeito a pelo menos um dos domínios
especificados sob perda de habilidades, mas uma ou outra mais estável ou até
mesmo com um pouco de melhora
3 = deterioração que é definitivamente contínua em tudo, ou quase todos os
domínios
8 = não é aplicável (nenhuma perda de habilidades)

81. Duração do período de deterioração

(COTAR EM MESES ATÉ O INÍCIO DA ESTABILIDADE OU MELHORA, A QUE FOR ANTERIOR.)

“Você pode avaliar a duração deste período de deterioração?”

COTAR EM MESES ATÉ O INÍCIO DA ESTABILIDADE OU MELHORA (a que for anterior.)

995 = DETERIORAÇÃO CONTINUA


998 = NENHUMA DETERIORAÇÃO
999 = DESCONHECIDO

56
COMPORTAMENTOS GERAIS (continuação)
82. Idade em que a anomalia se evidenciou pela vez

(SE JÁ ESTÁ CLARO QUE A CRIANÇA APRESENTAVA COMPORTAMENTO ANORMAL POR VOLTA
DOS 3 ANOS, PERGUNTE SOMENTE SOBRE IDADES ANTERIORES PARA AVALIAR A PROVÁVEL
ÉPOCA DE INICIO. SE CONSIDERAR DISTANTE, SUGIRA QUE O SUJEITO APRESENTA-SE
NORMAL ATÉ OS 3 ANOS, ENFOCAR PRIMEIRO SOBRE A IDADE DE 3 ANOS PARA DETERMINAR
SE O DESENVOLVIMENTO DEFINITIVAMENTE ERA NORMAL ATÉ ESTA IDADE, E ENTÃO
EXPLORE IDADES ANTERIORES. ESTA COTAÇÃO É FEITA SOBRE O JULGAMENTO DO
ENTREVISTADOR USANDO TODAS AS INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS DA ENTREVISTA.)
“Quando nós começamos a falar sobre ele/ela, eu perguntei a você quando cogitou que ele/ela
tinha apresentado as primeiras dificuldades no desenvolvimento ou comportamento. Você
disse que pensou ____/____/____ (COTAÇÃO NO ITEM 2). Eu gostaria agora de analisar
estes anos mais precoces. Você poderia me contar como ele/ela era, por volta da época
do terceiro aniversário dele/dela? Como ele/ela brincava? Com que brinquedos ele/ela
brincava? Algum jogo de “faz de conta”? Como era a sua fala? Como era cuidar de si
próprio? Alimentação? Controle esfincteriano? Vestir-se? Como eram suas amizades com
outras crianças?Voltando atrás novamente, como era com a idade de 1 e 2 anos?”

0 = desenvolvimento nos primeiros 3 anos de vida claramente normal em


qualidade e dentro dos limites normais nas várias áreas do desenvolvimento,
motora, social, de adaptação, linguagem, avd. Nenhum problema
comportamental do tipo que indicaria atraso do desenvolvimento ou desvio
1 = possível desenvolvimento dentro dos limites normais durante os primeiros 3
anos, mas incerto, por causa de uma ou outra qualidade do comportamento ou o
nível de habilidades
2 = desenvolvimento provavelmente anormal desde a idade de 3 anos, como
indicado pelo atraso ou desvio do desenvolvimento, mas não de grau ou tipo
que seja claramente incompatível com normalidade
3 = desenvolvimento claramente anormal nos primeiros 3 anos, mas a
qualidade do comportamento/relações sociais/comunicações, sem ambigüidades
autistas até esta idade
4 = desenvolvimento claramente anormal nos primeiros 3 anos e a qualidade do
comportamento/relações sociais/comunicações fortemente indicativa de
autismo nesta idade
9 = desconhecido ou não perguntado

83. Julgamento do entrevistador sobre a idade em que as normalidades do


desenvolvimento se manifestaram inicialmente (Cotar em meses)

57
COMPORTAMENTOS GERAIS (continuação)
84/89. Habilidades especiais isoladas (Para todos os sujeitos)

(PESQUISAR ADEQUADAMENTE O NÍVEL DE FUNCIONAMENTO DO SUJEITO E CONSIGA


DETALHES DO NÍVEL E PADRÃO DE HABILIDADES, ASSIM COMO A DIMENSÃO QUE QUALQUER
HABILIDADE ENVOLVE SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO E PODE SER APLICADA EM
SITUAÇÕES DO DIA-A-DIA. DESCREVER EM DETALHES PARA TODOS OS ITENS DESTA PÁGINA,
COTAR PARA ATUAL E ALGUMA VEZ.)

“Ele/ela tem alguma habilidade especial? Há algo que parece ser excepcionalmente bom,
atualmente ou no passado?” (OBTENHA DETALHES E EXEMPLOS) “Estas habilidades estão
relacionadas com algum interesse especial ou preocupação incomum?”

“Ele/ela é particularmente bom com formas – como em problemas ou quebra-cabeça? Isto


alguma vez foi uma habilidade particular?”

“Como é memória dele/dela? Alguma vez foi excepcional?”

“Ele/ela tem alguma habilidade musical particular? E no passado?”

“Ele/ela é excepcionalmente bom em desenho? Ele/ela era no passado?”

“Como é a leitura? No passado?”

(AO LONGO DESTA SEÇÃO, O ENFOQUE É SOBRE UMA HABILIDADE OU TALENTO ESPECÍFICO.
UMA VEZ UMA DECISÃO TOMADA SOBRE A PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE UMA HABILIDADE, A
PRÓXIMO PASSO É RELACIONAR COMPARATIVAMENTE ESTA HABILIDADE COM O NÍVEL
GLOBAL DE FUNCIONAMENTO DO SUJEITO E COMO É ISTO COMPARADO COM A POPULAÇÃO
GERAL. POR EXEMPLO, UMA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA MENTAL QUE PODE MULTIPLICAR
NÚMEROS DE 3 CASAS EM SUA CABEÇA, MAS QUE NÃO PODE APLICAR ESTA HABILIDADE DE
CÁLCULO, SERIA PONTUADO “3”. SE ELE/ELA PODE APLICAR A HABILIDADE EM SITUAÇÕES
DA VIDA REAL, ELE/ELA SERIA PONTUADO “4”.SE SUA HABILIDADE DE CÁLCULO FOSSE
MÉDIA PELAS NORMAS POPULACIONAIS, MAS BEM ACIMA DE SUA IDADE MENTAL, ISTO
SERIA PONTUADO “2”.)

Cotar as habilidades especiais na próxima página

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COMPORTAMENTOS GERAIS (continuação)
84/89. Habilidades especiais isoladas (continuação)

0 = nenhuma excelente habilidade/conhecimento em relação ao nível global de habilidade, seja alto ou baixo
1 = habilidade/conhecimento isolada, comentada pelos outros, mas não muito acima do próprio nível geral de
funcionamento do sujeito
2 = habilidade/conhecimento isolada que está claramente fora, de acordo com o nível geral de habilidade do
sujeito, mas não acima da média das crianças de sua idade
3 = habilidade/conhecimento isolada que é claramente acima do nível geral de capacidade do sujeito e acima do
nível médio das crianças de sua idade, mas não é usada funcionalmente ou significativamente para qualquer
medida relevante (ex: uma criança pré-escolar que pode ler sem compreensão ou uma outra que faz cálculos de
calendário seriam cotadas aqui)
4 = habilidade/conhecimento isolada que está acima do nível geral do sujeito e do nível de capacidade médio das
crianças de sua idade e é usada significativamente (i.e. talento genuíno ou capacidade usada adequadamente,
como tocar música para os outros por prazer, participando de passatempos infantis de idade adequadas, como
construção de modelos ou programação de computador) e reconhecida por seus iguais como tendo habilidade
excepcional
8 = não aplicável (ex: leitura em sujeito não verbal)
9 = desconhecido ou não perguntado

Atual Alguma vez


84. Habilidade viso-espacial
(i.e. em palavras cruzadas, quebra-cabeça, formas,
desenhos, etc.)

85. Habilidade de memória


(memória precisa para detalhes, como datas ou horários)

86. Habilidade musical


(reconhecimento, composição, tom absoluto ou execução)

87. Habilidade de desenhar


(uso excepcionalmente hábil da perspectiva ou
aproximação criativa)

88. Habilidade de leitura


(ex: leitura visual precoce)

89. Habilidade de cálculo


(ex: cálculo aritmético mental)

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COMPORTAMENTOS GERAIS (continuação)

AVALIAÇÃO GLOBAL (Nenhuma cotação é requerida)

“Há algum outro aspecto(s) do comportamento dele/dela que lhe preocupe


particularmente?”
(PESQUISAR SOMENTE SE HÁ POSSÍVEL RELEVÂNCIA PARA QUALQUER DOS CÓDIGOS
ESPECIFICADOS OU PARA FAZER DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE AUTISMO)
“Há qualquer outra coisa que você gostaria de me falar que nós não falamos?”

IMPRESSÕES E CIRCUNSTÂNCIAS DA ENTREVISTA (Descrever):


(ANOTE SE FOI FEITA A GRAVAÇÃO AUDIOVISUAL)

RESUMO DAS DISCREPÂNCIAS ENTRE A DESCRIÇÃO DO INFORMANTE E A


OBSERVAÇÃO DO ENTREVISTADOR:

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