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Relação entre Jungkook e Jimin

O documento narra a história de Jungkook, um pai solteiro, e seu filho Olly, que desenvolvem uma relação especial com Jimin, o professor de Olly. A trama explora a dinâmica familiar, a aceitação de novos relacionamentos e a proteção paternal em meio a desafios sociais. A interação entre os personagens revela temas de amizade, amor e superação de preconceitos.

Enviado por

samuelpps0405
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Relação entre Jungkook e Jimin

O documento narra a história de Jungkook, um pai solteiro, e seu filho Olly, que desenvolvem uma relação especial com Jimin, o professor de Olly. A trama explora a dinâmica familiar, a aceitação de novos relacionamentos e a proteção paternal em meio a desafios sociais. A interação entre os personagens revela temas de amizade, amor e superação de preconceitos.

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1. Olá!!!

2. 1. O Beta.
3. 2. O ômega.
4. 3. Condição.
5. 4. Contrato.
6. 5. Sequestro.
7. 6. Verdades.
8. Bônus
Olá!!!
- Oi, eu sou Dyena, e gostaria de agradecer a vc por ler essa história. Também gostaria de pedir a vc que se por
acaso gostar e puder, vote e comente. Me fará muito feliz e me ajudará muito tbm. E se puder compartilhe com
alguém. Obrigada!!!

Ps: Se acharem erros comente um ⚠

Obrigada!!!
1. O Beta.
- Tchau Minye até amanhã. - Olly se despediu todo feliz.

- Cadê meu abraço Olly. - Jimin cruzou os braços o olhando.

Olly gargalhou e se jogou no abraço de seu professor, que o levantou do


chão o rodando enquanto o fazia cócegas.

E enquanto ainda estavam brincando a porta foi aberta.

- Papai. - Olly gritou ainda rindo com as cócegas.

- Oi pequeno. - Jungkook passou a mão bagunçando o cabelo do filho.

- Quem é essa? - Olly fechou a cara quando Jimin pois ele no chão e ele
notou uma mulher com seu pai.

- Essa é Renata, uma amiga, queria que vcs se conhecessem. - Jungkook


falou devagar.

- Não quero. - Olly falou se virou e saiu correndo da sala.

- Olly. - Jungkook chamou mais não adiantou. Passou a mão pelo rosto
suspirando, olho para Jimin e o cumprimentou - Olá Senhor Jimin.

- Olá Senhor Jeon. - Jimin.

- Já está de saída? - Jungkook.

- Sim estou quase indo. - Jimin.

- Então até amanhã. - Jungkook.

- Até amanhã. - Jimin voltou a arrumar suas coisas pra ir embora.


Jungkook levou Renata para a sala, em que ficava a porta de entrada e
sentaram no sofá conversando. Chamou por Olly algumas vezes, até mesmo
gritando, mas o garotinho não vinha.

Enquanto conversavam Jimin terminou de arrumar suas coisas e foi em


direção a porta, então parou, colocou sua maleta no chão e esperou.

Jungkook lançou alguns olhares na direção dele e a mulher pareceu notar


então olhou para Jimin.

- Pq esta parado aí? Não viu que está nos atrapalhando? - Renata.

- Me desculpe. - Jimin respondeu mas não saiu de onde estava.

Jungkook sorriu, sabia que aquilo era quase um ritual.

Jeon Jungkook é o magnata mais conhecido de toda Paris e é pai solteiro, a


mãe morreu quando Olly nasceu.

Oliver tem sete anos e é um alfa lupino puro como o pai. Jungkook tem
alguns amigos íntimos e até empregadas que cuidam da casa e de Olly, que
Olly gosta muito. Mais fora esse círculo ele não aceita mais ninguém.

Até os quatro anos de idade, quando surgiu uma exceção.

Jungkook matriculou Olly na escolinha, mas já o levou esperando que ele


não ficasse lá. Quando chegaram ele nem quis descer do colo do pai e
Jungkook já estava quase o levando embora quando Olly pulou de seus
braços e correu para um beta que entrava em uma das salas de aula e o
abraçou.

Na hr Jungkook não acreditou no que via, e ficou estático, seu segurança


quem foi atrás de Olly. Quando Jungkook se recuperou e foi atrás do filho,
Olly já estava nos braços do professor que ria e apresentava os outros
alunos pra ele.
- Olly. - Jungkook chamou da porta e Jimin foi até a porta com ele nos
braços - Me desculpe, ele nunca tinha feito isso. - tentou pegar Olly que se
agarrou a Jimin sem querer soltar - Vamos pequeno, essa não é a sua sala.

- Pode deixar ele. Ele é um amorzinho. - Jimin sorriu apertando Olly no seu
abraço - Eu sou Jimin o professor do segundo ano. - se apresentou.

- Olá, eu sou Jeon Jungkook pai do Olly. - Jungkook se apresentou e ficou


surpreso por não ver nenhuma reação vinda de Jimin. Todos que ouviam
seu nome demonstravam sempre surpresa ou até mesmo medo, mas Jimin
pareceu que nem ouviu.

- Olly me disse que vai começar a estudar esse ano? - Jimin.

- Sim esse é seu primeiro ano estudando. - Jungkook o olhava com uma
leve curiosidade de como seria se esse professor se arrumasse direito.

Jimin se vestia com um terno grande de mais pra ele, cabelo cobrindo os
olhos e um óculos muito feio, mas mesmo assim a boca do rapaz era
perfeitamente desenhada.

- Então vc não vai estudar comigo? - Jimin perguntou meio triste fazendo
Olly rir divertido.

- Eu quero aprender com o Minye. - Olly pediu ao pai.

- Pequeno, o senhor Jimin é professor de outra sala. Pq não vamos conhecer


a sua professora primeiro talvez vc goste dela. - Jungkook falou e tentou
pegar Olly que se recusou a ir com ele.

- Quero estudar com o Minye. - Olly falou emburrado.

- Pq vc não vai pelo menos conhecer sua sala? Se não gostar pode voltar pra
mim. - Jimin falou apertando o nariz de Olly.

Quando Jungkook ia falando que não adiantava falar com ele, Olly
concordou e pediu colo ao pai.
- Se não gostar pode voltar, vou estar aqui. - Jimin bagunçou o cabelo de
Olly que sorriu feliz.

Jungkook ainda estava meio surpreso com tudo, então se despediu e foi
levar Olly pra sala dele, no caminho perguntou - Pequeno vc já conhecia o
Senhor Jimin?

- Não mais ele tem um cheiro muito bom. - Olly contou rindo - Eu gostei
dele.

- Só por causa do cheiro? - Jungkook franziu a testa, Jimin aparentemente


era um beta, não tinha cheiro marcante.

- Não. - Olly.

- Então o que mais? - Jungkook.

- Não sei, mais gosto dele. - Olly.

Na sala que era pra ele estudar Olly não quis ficar de jeito nenhum e no
primeiro descuido que Jungkook deu enquanto conversava com a professora
dele Olly saiu correndo.

Jungkook o olhou e nem se preocupou em correr atrás dele, já sabia para


onde ele estava indo. Se despediu da professora e foi. Quando chegou na
sala Olly já estava no colo de Jimin novamente. Ficou um tempo olhando o
que eles estavam fazendo e percebeu que Olly segurava um lápis como se
tivesse escrevendo. Jimin o olhou e sinalizou pedindo um minuto.

Depois de algum tempo Jimin saiu com Olly nos braços, que segurava dois
papéis.

- Esse é seu. - Olly entregou um dos papéis para Jungkook.

Quando ele olhou viu que era seu nome escrito em letras de criança. Olhou
para Olly e viu que ele olhava para o outro papel e por curiosidade
perguntou o que tinha escrito no outro.

- Minye. - Olly mostrou as letrinhas enquanto falava alto rindo.


- Ele é muito inteligente, acho que se conversar com o diretor ele autoriza o
Olly a ficar no segundo. - Jimin.

- Vou ver o que consigo.

Até hj Jungkook não conseguia entender pq não discordou ou tentou outra


coisa. Ele só fez o que Jimin e Olly queriam. Conversou com o diretor que
pediu que Olly tivesse aulas de reforço em casa para poder deixá-lo no
segundo. E depois de uma briga entre ele e Olly concordaram que se Jimin
aceitasse ele seria o professor.

Desde então, mais de três anos se passaram e desde o primeiro dia, quando
acabavam a aula eles guardavam tudo e Olly ia levar o material dele para o
quarto enquanto Jimin terminava de guardar os seus e depois ficava o
esperando na porta da sala para darem um abraço antes que ele fosse
embora.

Ao ver Jungkook sorrindo Renata achou que ele tinha gostado do jeito que
ela falou e continuou - Então saia de uma vez.

Jungkook franziu a testa, não entendendo pq a mulher estava agindo assim


na sua casa, mas ela não percebeu.

Vendo que Jimin fingiu que não era com ele Renata se irritou e começou a
falar querendo humilhá-lo - Como vc pode trabalhar com uma aparência tão
feia, pelo menos se vista melhor e... - ela continuou falando sem perceber
que Jungkook estava começando a se irritar e quando ele ia pará-la. Escutou
Jimin sussurrando.

- Olly não vou embora sem um abraço. - Jimin sussurrou baixinho para que
não ouvissem, mas se esqueceu que Jungkook tbm era um alfa lupino puro.

Jungkook sorriu ao escutar o sussurro já ouvindo os passos de seu filho


correndo, mas nessa hr a mulher o olhou e vendo ele sorrindo, achou que
estava na razão e completou - Pq vc não arruma alguém melhor pra ensinar
seu filho, com uma pessoa assim sabe se lá o que ele vai ensinar.
Olly que entrava na sala correndo parou e olhou para a mulher depois olhou
para o pai.

- Oi Olly resolveu vir me ver? - Renata quando viu o Olly, sorriu mudando
de assunto.

- É Oliver pra vc, eu não gosto de vc. - Olly falou olhando pra ela e depois
se virou para o pai - Eu não gosto dela.

- Tudo bem pequeno. - Jungkook suspirou, entendeu que Olly ouviu o que a
mulher falou e nem quis reclamar do jeito que Olly falou com ele, ele
mesmo já tinha começado a se irritar com a mulher. Se conheciam a quase
dois meses e ele até começou a gostar dela, por isso quis apresentar Olly,
mas depois do que viu até ele se irritou com a forma que ela falou com
Jimin.

- Como assim tudo bem? Vc não educa seu filho? Viu o que eu falei? Vc
precisa arrumar uma pessoa melhor. - Renata falou meio irritada o que fez
Jungkook fechar a cara.

- Não fale do meu filho. - Jungkook falou usando sua voz de alfa - Por favor
se retire da minha casa.

- Vc. - Renata o olhou incrédula se encolhendo um pouco, então levantou


pegou sua bolsa e foi em direção a porta - É tudo culpa sua. - ela gritou com
Jimin que estendia o braço para pegar Olly no colo, sem nem prestar
atenção no que eles estavam falando.

Quando Olly percebeu que a mulher estava gritando com Jimin ele
instantaneamente ativou seus feromônios a pressionando para trás.

- Olly pare. - Jungkook falou, mas o filho nem prestou atenção.

- Olly é feio. - assim que Jimin falou Olly já parou e virou pra ele
abaixando a cabeça - O que nós combinamos?

- Só usar se for caso de perigo. - Olly murmurou de cabeça baixa - Mais ela
estava...
- Sem mais. - Jimin o cortou - Vc sabe muito bem o que significa perigo.
Peça desculpas.

- Me desculpe. - Olly falou mais não olhou para a mulher que o olhava
espantada.

- É assim que pede desculpas? - Jimin.

- Me desculpe. - Olly olhou para a mulher que deu um passo para traz.

- Muito bem. - Jimin estendeu os braços e Olly correu para abraçá-lo.

Renata consertou sua postura e saiu batendo os pés.

- Vc tem que ouvir quando seu pai falar. - Jimin apertou o nariz do garoto -
Ou logo ele não vai me querer mais aqui.

- Isso mesmo, se não me obedecer Jimin não vai vir mais. - Jungkook falou
tentando manter o rosto sério.

- Se o Minye não vier eu vou morar com ele. - Olly falou surpreendendo os
dois.

- Então foi por isso que vc quis saber onde eu morava? - Jimin perguntou já
rindo e fazendo cócegas nele.

- Siiim. - Olly ria.

- Vou contar pro seu tio Tae que vc está querendo mudar daqui. - Jungkook
provocou.

Olly parou e o olhou por um tempo e depois falou - O tio Tae pode ir morar
com a gente certo Minye?

- Certo pequeno. - Jimin riu divertido, mas quando percebeu Jungkook o


encarando se concentrou - Seus tios vão chegar amanhã então amanhã eu
não venho tudo bem?

- Pq? - Olly fez bico.


- O que nós conversamos? - Jimin repreendeu.

- Tudo bem. - Olly murmurou - Mas depois de amanhã vc vai me levar na


sua casa de novo.

- Eu disse que posso te levar, mas o que mais eu disse? - Jimin.

- Que meu pai tem que deixar. - Olly murmurou.

- Então vc conversa com ele e me manda mensagem. - Jimin sussurrou no


ouvido de Olly o fazendo rir - Agora me dá um mega abraço para que eu
possa ir embora.

Depois de se despedirem Jimin foi embora e Olly foi pedir o pai para deixá-
lo ir para a casa do professor.

- O que vcs tanto fazem lá que não podem fazer aqui? - Jungkook perguntou
curioso.

- Nada. - Olly respondeu rápido de mais causando mais curiosidade em


Jungkook.

Na primeira vez que Olly falou em ir para a casa de Jimin, Jungkook negou
na mesma hr, mas aí Olly ficou falando por um mês inteiro, até ele deixar.
Foi a primeira vez que Olly dormiu na casa de alguém e depois desse dia,
pelo menos uma vez por mês ele ia pra casa do Jimin.

Jungkook todas as vezes mandava seguranças com ele, que ficavam do lado
de fora do apartamento e sempre que ele perguntava os seguranças, mesmo
sendo alfas, não escutavam nem a voz dos dois. Isso o preocupou ao ponto
de ir lá um dia, ficou por alguns minutos escutando e não ouviu nada e
quando bateu na porta demorou uns bons minutos pra ouvir alguma coisa e
então finalmente Olly abriu a porta.

- Pai? - Olly o olhou sem entender - Achei que era a pizza.

- Cadê o Jimin? - Jungkook.


- Está tomando banho. - Olly sorriu.

- O que vc está me escondendo? - Jungkook o encarou e depois olhou para


dentro do apartamento - Não vai me chamar para entrar?

- Claro entre. - Olly deu espaço pro pai passar e depois fechou a porta.

- Pq não estou ouvindo barulhos de chuveiro? - Jungkook o encarou.

- Olá Senhor Jeon. - Jimin apareceu ainda com a roupa que trabalhava.

- Achei que vc tinha ido tomar banho. - Jungkook o olhou duvidoso.

- Tinha acabado de entrar quando Olly falou que escutou alguém na porta
então eu me vesti de novo. - Jimin.

- Não vou mentir pra vc, eu vim aqui pra saber pq não se escuta barulhos de
vcs do lado de fora. Não me entenda mal, vc sabe muito bem quem eu sou,
tenho muitos inimigos e eu me preocupo com meu filho. - Jungkook.

- Aqui tem isolamento acústico. - Jimin.

- Pq tem isolante acústico no seu apartamento? - Jungkook ficou surpreso.

- Quando comprei já estava assim. - Jimin deu de ombros.

- Tudo bem vou deixar vcs fazerem seja lá o que estão fazendo. - Jungkook
olhou desconfiado de um para o outro.

- Claro. - Jimin sorriu e por um segundo, como sempre acontecia, Jungkook


encarou a boca do professor.

- Tchau pai. - Olly correu para abrir a porta.

- Faltou falar, vai logo. - Jungkook reclamou passando pelo filho.

Jungkook ouviu ele trancando a porta, eles rindo e os passos se distanciando


e sumindo.
Até pensou em chamar de novo e pedir pra conhecer o lugar, mas sabia que
não tinha esse direito então deixou pra lá.

- Então, vai deixar? - Olly perguntou de novo.

- Seu tio vai querer fazer alguma coisa com vc não acha não? - Jungkook.

- Vcs provavelmente vão sair amanhã a noite e vão acordar tarde, posso ir
pro Minye cedo e passar o dia com ele. - Olly olhou esperançoso.

- Me conte o pq vc gosta tanto de ficar lá e eu deixo. - Jungkook o encarou


sorrindo.

Olly ficou triste - Tudo bem, deixa pra próxima vez. - se virou e foi para as
escadas.

- Vc vai deixar de ir só pra não me contar? - Jungkook perguntou surpreso.

- A gente só fica vendo TV. Mas vc não vai acreditar então deixa. - Olly deu
de ombros.

- Tudo bem, vc pode ir. - Jungkook suspirou.

- Obrigado, obrigado, obrigado. - Olly correu pra ele o abraçando.

- Um dia vc vai me contar? - Jungkook resmungou.

- Um dia. - Olly falou rindo e saiu correndo rindo.


2. O ômega.
A noite depois do jantar Olly já tinha ido deitar e Jungkook foi dar um beijo
no filho, quando entrou Olly estava no banheiro então foi até a cama e
sentou. Olhou o criado mudo e pegou o porta retrato que tinha lá, sorrindo.

Vc pode até pensar que deveria ter a foto da mãe do Olly ali, dele próprio
em algum momento feliz ou até mesmo do pai e tios, mas não. Era o papel
que ele escreveu Minye que estava no porta retrato.

- Oi pai. - Olly subiu na cama.

- Pq vc ainda tem esse papel? Pq não faz um mais bonito agora que suas
letras estão melhores? - Jungkook ainda olhava a escrita.

- Pq foi a primeira palavra que o Minye me ensinou. - Olly sorriu - E é


valiosa.

Jungkook achou engraçado o filho falando que era valiosa, riu deu um beijo
nele e foi para seu quarto. Tomou banho e quando se deitou passou a mão
debaixo do outro travesseiro e pegou um porta retrato. Podia ser uma foto
da mãe de Olly? Podia. Mas Jungkook resolveu que não queria nenhuma
foto dela na casa em um ataque de raiva e queimou todos, se ele se
arrepende? Não. Podia ser uma foto do Olly ou de seus próprios pais?
Podia. Mas não era.

No porta retrato tinha quatro letrinhas de criança escrito "Kook".

Jungkook sorriu olhando aquelas letrinhas, ele até tentou se desfazer


daquele papel mais não conseguiu e quando Olly pediu pra por o dele no
porta retrato ele fez o mesmo.

- Vamos Olly ou seu tio vai reclamar. - Jungkook chamou pela terceira vez.
- Pronto. - Olly apareceu com uma pastinha na mão com algo dentro.

- O que é isso? - Jungkook tentou ver mais Olly não deixou.

- Presente pro tio Tae. - Olly escondeu de baixo da blusa e saiu na frente
com Jungkook rindo atrás.

Foram pro aeroporto esperar eles chegarem.

- Pq o tio Tae não pode ser normal e viajar de jato? Assim eu não preciso
vim nesses lugares cheios de cheiros estranhos. - Olly reclamou.

- Seu tio é sempre assim, sempre arruma uma desculpa. - Jungkook se


aproximou como se fosse sussurrar - Seu tio gosta mesmo é de ficar no
meio das pessoas.

- Ei eu ouvi isso. - Tae reclamou se aproximando.

- Tio Tae eu não gosto de vir aqui, na próxima vai de jato. Ou eu não vou te
receber. - Olly falou se jogando nos braços dele.

- E como foi a viagem? - Jungkook perguntou abraçando Namjoon e Jin.

- Foi como sempre muito divertida. - Jin.

- Tae sempre deixa tudo assim. - Namjoon.

Jeon Taehyung é um ômega lupino puro, é irmão de Jungkook e é casado


com Kim Namjoon e Seok Jin, dois alfas lupinos que cresceram juntos com
eles.

Os quatro e mais outros dois alfas lupinos, que são casados, chamados Min
Yoongi e Jung Hoseok, são os pilares de toda a organização Jeon.
- Oh meu Deus, ahhhhh. - enquanto os três conversavam distraídos Tae
começou a gritar e pular de felicidade abraçando Olly - Eu te amo meu
pequeno.

- O que foi isso tudo? - Jungkook.

- Olha só. - Tae ergueu uma foto assinada e um crachá.

- O que é isso? - Jin.

- Obrigada. - Tae se jogou em Jungkook o abraçando.

- É do Parks? - Namjoon conseguiu ver mais ou menos.

- Não foi o papai, é presente meu. - Olly cruzou os braços.

- Do Parks? Onde vc conseguiu coisas do Parks? - até Jungkook ficou


surpreso. Nem ele que era conhecido como era não tinha conseguido um
autografo sequer dele.

- Segredo. - Olly riu.

Tae mostrou para os alfas o que realmente era. Uma foto autografada do
cantor Parks, um ômega lupino puro de olhos rosa que canta e dança
maravilhosamente bem. No qual Taehyung é apaixonado.

- Ele entrou pro top um, em um monte de listas. - Tae contava animado -
Melhor coreografia, melhor música, melhor voz, ômega mais sexy, solteiro
mais cobiçado.

- Respira ou vai te fazer mau. - Jin riu do marido - E o que é esse aqui?

- Isso é um passe de camarote exclusivo para o show dele de hj a noite. -


Tae falou pulando e abraçando Olly que ria.

- Não era aquele que vc não conseguiu comprar os ingressos pq quando


ficou sabendo já tinha esgotado? - Namjoon franziu a testa.

- Esse mesmo. - Tae.


- Olly onde vc conseguiu isso? - Jungkook perguntou sério.

- É segredo. - Olly.

- Não foi vc? Realmente? - Tae o encarou sem entender, quando Olly falou
ele achou que era brincadeira.

- Não. - Jungkook respondeu e os quatro encararam Olly sério - Vc não sai


de casa, não recebe visitas e eu não dei dinheiro a vc, se é que isso pode ser
comprado com dinheiro.

- Não pode. - Tae avisou.

- Eu dou um presente e é isso que eu recebo? - Olly cruzou os braços


emburrado - Da próxima vez eu não dou.

- Olly pequeno. - Tae pegou ele no colo - Tente entender, isso não é algo
que um filhotinho como vc possa conseguir. Só estamos preocupados. Mas
eu estou super feliz com o presente.

- Papai disse uma vez que não é bom deixarem outras pessoas saberem de
seus contatos importantes. - Olly riu.

- Quando eu te disse isso? - Jungkook riu surpreso.

- Ouvi vc em um telefonema. - Olly deu de ombros.

- Olly só nos conte com quem conseguiu isso, só pra não ficarmos tão
preocupados. - Namjoon pediu.

- É filhote, só queremos ter certeza que ninguém estranho se aproximou de


vc. - Jin bagunçou o cabelo dele.

- Bem que o Minye disse que vcs não iam me deixar, sem saber quem me
deu. - Olly resmungou.

- Foi o Jimin? - Jungkook perguntou surpreso. Olly confirmou e os quatro o


encararam novamente.
- Vc está brincando? - Tae.

- Claro que não. - Olly apontou emburrado para Jungkook - Amanhã eu vou
cedo pra casa dele. - se virou de novo pro Tae - Falei pra ele que vc gostava
e ele me deu para que eu possa dar a vc.

- Como o Minye conseguiu isso? - Tae perguntou meio avoado.

- Isso é segredo. - Olly.

- Olly. - Jungkook.

- Não adianta é segredo do Minye, não vou contar segredo de outra pessoa,
ainda mais do Minye. - Olly reclamou.

- Tudo bem, vamos embora. Tae tem uma festa pra ir e nós, perguntamos a
Jimin amanhã. - Jungkook.

- Corrigindo nós temos uma festa pra ir. - Tae balançou o crachá - Eu posso
levar até seis pessoas com isso aqui.

- Eu quero muito falar com o Minye amanhã. - Jin riu.

- Pq não levamos vc pra ficar na casa dele hj? - Tae olhou para Olly.

- Hj não dá, ele tem outra coisa pra fazer. Mais amanhã eu vou cedo e só
volto depois de amanhã. - Olly sorriu.

- Pq ele parece um adolescente que decide a própria vida? - Tae riu.

- Pra controlar esse aí só o Minye mesmo. - Namjoon provocou Jungkook


que bufou.

- Não sei se isso é bom ou é ruim. - Jungkook reclamou.

- Ele tem seu temperamento todinho. Ter alguém que o controla já é uma
vitória, não conseguimos alguém assim pra vc e isso é nossa perda. - Jin
provocou e os maridos caíram na risada enquanto Jungkook bufava.
A noite eles se arrumaram e foram para a festa. Olly ficou sob a supervisão
das empregadas.

Como o trisal tbm morava com eles, foram todos juntos, em um carro só. O
motorista os deixou lá e foi embora.

Quando chegaram na entrada um segurança os parou já mandando eles para


o final da fila, mas quando Tae mostrou o crachá, instantaneamente o
segurança mudou, pediu desculpas e chamou alguém para acompanhá-los.
O rapaz que veio levou eles até o camarote, perguntou se já queriam
bebidas, se aceitavam algum petisco e até qual tipo eles preferiam. Em
poucos minutos tudo que pediram chegou, alguns Jin pediu só pra ver se
vinha e realmente veio. Quando o rapaz saiu eles se entre olharam
surpresos.

- Eu com todo meu dinheiro e conhecido como sou não conseguiria um


tratamento assim se não usasse toda a minha influência. - Jungkook
comentou - E mesmo assim não teria certeza de conseguir.

- Eu quero muito saber onde ele conseguiu esse passe. - Namjoon.

- Amanhã, hj vamos aproveitar. - Tae riu - E eu ainda posso tirar uma foto
com ele.

- Vc tá brincando? - Namjoon ficou sério, ele sabia como essas coisas


funcionavam, só o dono do crachá poderia ir. Mas eles não arriscariam
deixar Tae sozinho.

- Não se preocupe, por algum motivo, esse me permite levar alguém junto. -
Tae mostrou onde estava escrito.

- Acho que tem bastante tempo que eu não fico curioso com alguma coisa. -
Namjoon.

Meia hr depois o show começou, Tae aproveitou muito, cantou junto,


dançou, gritou e quase infartou quando Parks mandou um beijo em direção
ao camarote.

Depois do show, eles decidiram que Jungkook iria com Tae por ele ser um
puro. Assim que chegaram na fila, passaram na frente por causa do crachá.

- Oh meu Deus. - Tae falou e ficou travado olhando para o ômega a sua
frente.

- Olá, venha, qual o nome de vcs? - O ômega abriu os braços esperando um


abraço. Tae se recuperou e se jogou no abraço dele.

- Meu nome é Taehyung mais pode me chamar de Tae, esse é meu irmão
Jungkook. - Tae falou sem soltá-lo.

- Os famosos irmãos Jeons? Que surpresa agradável.

- Oh céus, Kook ele sabe quem eu sou. Ahhh eu te amo. - Tae estava
eufórico.

- Aqui beba água. Ou vai acabar passando mal. - o ômega o entregou uma
garrafa de água.

- Oh céus. - bebeu a água quase pulando de alegria - Kook? Kook? - Tae


interagiu um pouco com o ômega e quando pediu Jungkook para tirar as
fotos percebeu que o irmão olhava para o ômega sem piscar e só voltou a si
quando o sacudiu.

- Oh me desculpe. - Jungkook falou envergonhado, ainda olhando para o


ômega - Vc é mais bonito pessoalmente.

- Posso dizer o mesmo sobre vcs Jeons. - o ômega riu.

- Vai kook tira logo. - Tae entregou o celular e foi para o lado do ômega -
Por favor poço ganhar um beijo? - pediu quase implorando, Parks, as vezes,
dava selinho nos ômegas que tiravam fotos com ele.

- Claro.
Tiraram algumas fotos e Tae quase surtou quando recebeu o beijo. Quando
terminou Tae falou para Jungkook tirar algumas fotos tbm e ele foi.

- Eu não ganho um? - Jungkook sussurrou no ouvido do ômega quando Tae


pediu uma foto de Jungkook beijando o rosto dele.

- É só pra ômegas, desculpe.

- Pq? Vc não tem interesse em alfas? - Jungkook .

- Ter interesse e sair beijando todos, são duas coisas diferentes.

- Prometo que ninguém além de nós saberemos dessa foto. - Jungkook.

- Melhor não correr o risco.

A conversa toda foi em sussurros sem pararem de sorrir. Quando Tae falou
que era a última, Jungkook pegou na cintura do ômega o surpreendendo e o
deitou o segurando, tampando para a câmera deu um beijo na boca dele.

- Vc. - quando consertaram a postura o ômega o olhou sem acreditar no que


ele tinha feito.

- Me desculpe, mais vc é muito atraente. - Jungkook sussurrou e depois


falou normalmente - Foi um prazer conhecê-lo, espero que nos encontremos
de novo.

- Muito obrigada por tudo. - Tae.

- Espero ver vc de novo.

- Só ele? - Jungkook perguntou rindo.

O ômega o ignorou, Tae o abraçou de novo e então eles saíram.

Quando já estava dentro do carro, depois de contar para os maridos todo


feliz como foi, Tae de repente deu um tapa em Jungkook o despertando, ele
estava avoado não escutando o que eles conversavam.
- O que vc fez com ele? - Tae o encarou.

- Eu não fiz nada. - Jungkook deu de ombros mais não aguentou e passou a
mão pela boca novamente, desde que saiu de lá fez isso várias vezes.

- Eu não acredito que vc o beijou. - Tae o olhou espantado - Vc tem ideia


que se ele quiser ele pode nos processar?

- Vc fez o que? - Namjoon o olhou sem acreditar.

- Oh Céus. Quando eu finalmente o conheço, vc tem que agarrar ele? - Tae


bateu no irmão - E se ele nos proibir de vê-lo? Eu nunca mais irei conseguir
ir num show dele. O melhor dia da minha vida será o último. - fez drama.

- Não é pra tanto, foi só um selinho e ele deu um em vc. - Jungkook.

- Vc conseguiu um selinho dele? - Jin perguntou feliz, sabia que era o que
Tae mais queria.

- Siimm. - Tae mostrou a foto - Ahhh a boca dele é tão macia e o cheiro é
tão bom. Ah se eu fosse um alfa. - suspirou e os maridos riram, eles sabiam
o quanto ele gostava desse cantor.

- Concordo, muito macia. - Jungkook passou novamente a mão na boca.

- É irmão espero que ele não decida falar sobre isso, ou nos processar. -
Namjoon suspirou.

- Mais ele beija fãs direto. - Jungkook.

- Mas só ômegas. Nunca alfas e o último que tentou foi preso. - Namjoon.

Jungkook suspirou e Tae o bateu reclamando - Se eu não puder mais vê-lo,


vou fazer vc pedir desculpa de joelhos.

Jungkook o olhou surpreso e sorriu safado - Seria o meu prazer.

- Jeon Jungkook. - Tae gritou irritado.


No outro dia cedo Jimin foi buscar Olly, chegou, sussurrou chamando Olly,
sentou no sofá e esperou. Era sempre assim.

Mas dessa vez quem apareceu foram Jungkook e Tae e os maridos.

- Olá Tae, Namjoon, Jin, como foram de viagem? - Jimin.

- Perfeita a viagem. - Tae sorriu e sentou ao seu lado.

- Que bom. - Jimin.

- Minye temos uma pergunta para vc. - Jin sorriu pra ele tbm sentando, com
os outros o seguindo.

- Claro, acho que já sei sobre o que é mais fique a vontade. - Jimin ajeitou o
óculos sorrindo.

- Vc está certo sobre o que é. - Jungkook.

- Onde conseguiu aquele crachá? - Namjoon.

- Eu ganhei. - Jimin deu de ombros.

- Ganhou onde? - Jin.

- Desculpe mais isso é pessoal. - Jimin.

- E pq vc não foi? - Namjoon.

- Eu não gosto dessas coisas e Olly tinha me contado que Tae gostava. -
Jimin deu de ombros.

- Não gosta mais ganhou? Quem te deu? - Jungkook o encarou.

- Desculpe mais isso é assunto pessoal. - Jimin repetiu.

- Foi algum conhecido seu que te deu? - Tae.


- Desculpe mais isso tbm é pessoal. - Jimin.

- Tente entender que só queremos saber se não tem nenhum perigo ou crime
envolvido, que possa nos afetar. - Namjoon.

- Te dou minha palavra que não tem perigo ou crime nenhum, eu só ganhei.
- Jimin.

- E não pode nos dizer quem foi? - Jin.

- Desculpe mais é assunto pessoal. - Jimin.

- O que vc pode nos dizer? - Tae.

- Um amigo me deu. - Jimin deu de ombros.

- Vamos fazer diferente, ou vc fala ou não vem mais ver o Olly. - Jungkook
ameaçou, ele estava irritado por nunca saber nada sobre esse professor e
ainda tinha passado a noite pensando no que tinha feito e se repreendendo.

- Se for isso mesmo que o senhor quer. - Jimin sussurrou já triste - Como é
um assunto pessoal não posso falar.

- Então se retire da minha casa agora. - Jungkook falou irritado.

Jimin levantou - Foi um prazer conhecê-los durante esses anos. - foi para a
porta, sem esperar que eles se recuperassem do choque e sussurrou -
Desculpe filhote, mas sei que vc entende o pq, espero te ver novamente, eu
te amo. - seu tom era triste os alfas escutaram o sussurro, ele passou pela
porta já com lágrimas nos olhos, saiu rápido a fechando, sabia que logo
Olly apareceria.

- Não. - Olly veio gritando e correndo para a porta já chorando.

Jungkook o pegou sem deixá-lo ir para a porta - Pode parar aí rapazinho. Vc


não vai a lugar nenhum, foi escolha dele ir embora.

Olly tentava se soltar e gritava chorando - Eu quero o Minye, eu quero ir


com ele.
- Eu sou seu pai, já está na hr de vc passar a me obedecer. - Jungkook
irritado.

Depois de algum tempo tentando se soltar Olly se cansou e só depois


Jungkook o pois no chão, Olly soluçava, limpou as lágrimas e olhou para a
porta.

- Vc é meu filho, não dele. Vc tem que fazer o que eu mandar vc fazer. -
Jungkook ainda irritado.

Olly o olhou sério, enxugou as lágrimas, ativou seu feromônios e gritou


para o pai com todas as suas forças - Eu te odeio. - se virou e foi para seu
quarto.

Jungkook ficou sem reação com a intensidade da raiva que sentiu do filho
em sua direção.

- Jungkook acho que não era pra tanto. Minye está com o Olly a três anos. -
Tae ainda atordoado com a rapidez que tudo aconteceu - Se ele quisesse
fazer algo contra qualquer um de nós já teria feito da primeira vez que Olly
dormiu na casa dele.

- Tae pode parar, nunca descobrimos nada sobre ele. Além de que meu filho
nem me respeita mais. - Jungkook estava irritado.

- Não achamos nada sobre ele, pq talvez realmente não tenha nada. - Jin.

- Concordo, Minye nunca deu qualquer que seja o indício de que algo
estava errado. - Namjoon.

- Até vc Namjoon? Vai ficar do lado dele? - Jungkook olhou pra eles sem
acreditar.

- Vc acumulou estresse e descontou neles. - Tae acusou. Bufou pra ele e


saiu atrás de Olly.

- Eu não fiz isso. - Jungkook reclamou.

- Fez sim. - Jin.


- Vá esfriar a cabeça e pensar direito no que fez, depois resolva se é o que
realmente quer. - Namjoon falou e puxou Jin para irem atrás do Tae.

Jungkook passou o dia inteiro tentando se acalmar mais só ficava mais


irritado. Tentou falar com Olly mas o filhote se trancou no banheiro e ficou
repetindo que o odiava sem deixar ele falar, o que o irritou mais ainda.

- Renata estava certa, eu deveria ter arrumado outra pessoa pra ensinar o
Olly. - Jungkook reclamou enquanto eles jantavam.

- Pode parar, o Minye sempre ensinou e educou o Olly muito bem. -


Namjoon repreendeu.

- Minye não tem culpa se o seu filho puxou o seu temperamento e tbm não
tem culpa se vc não consegue controlar o seu temperamento e nem seu
filho. - Tae falou irritado.

- Vcs estão de que lado afinal? - Jungkook.

- Do lado certo. - Jin.

- Não faz sentido descontar nos dois só pq vc está irritado. - Namjoon.

- E afinal de contas, pq vc está tão irritado? - Tae o encarou.

- Não é nada. - Jungkook levantou e foi para seu quarto.

Ele sabia que estava errado, mas já estava irritado com alguns negócios que
não estavam dando certo, aí teve o incidente com a mulher que ele achou
que iria dar certo, depois o ômega que ele não sabia o pq mas estava irritado
por não saber se iria vê-lo novamente ou se pelo menos o ômega não tinha
ficado irritado com ele, depois queria descobrir como Jimin conseguiu algo
que se aproximava do ômega e ele não contou e pra completar além de
Jimin não fazer o que ele queria ainda tinha Olly que não o obedecia.

Tomou um banho de água gelada e foi dormir pra ver se melhorava.


Durante todo o dia seguinte todas as vezes que as empregadas tentaram
chamar Olly ele não quis sair do quarto e só Tae entrou e conseguiu fazê-lo
comer.

A noite Namjoon perguntou o que Jungkook iria fazer a respeito disso.

- Deixe ele lá, vamos ver até quando essa birra continua. - Jungkook tbm
não conseguiu acabar com a sua irritação.

- Não se preocupe amor, ele se conformou que vai ver o Minye na escola
amanhã. - Tae contou.

- Menos mal. - Jin suspirou.

Durante a semana seguinte Olly só via Jimin na escola e como Jimin dava
aula pra turma dele, ele se sentava ao lado de Jimin e só saia quando iam
buscá-lo.

Jungkook foi se irritando cada vez mais durante a semana, os negócios não
iam como ele queria, não conseguia tirar o ômega da cabeça e seu filho não
falava com ele.

Quando deu final de semana Tae comentou que teria outra festa do Parks e
queria ir. Jungkook na mesma hr falou pra comprar os ingressos que
poderiam entrar no camarim.

Foram para o show e Jungkook ficou o tempo todo vidrado olhando o


ômega cantando e dançando. Na primeira vez ele não prestou tanta atenção
mais dessa vez, ele ficou excitado só de olhar o ômega rebolando.

Na fila para o camarim dessa vez eles tiveram que esperar e dessa vez tinha
dois seguranças ao lado do ômega. Tae entrou primeiro e se desculpou sem
deixar claro o pq mais percebeu que o ômega entendeu. Depois Jungkook
entrou, ele estava levemente alcoolizado, mas mesmo assim ficou
paralisado admirando a beleza do ômega.
- Por favor mais rápido, temos mais pessoas na fila. - o ômega sorriu.

Jungkook se aproximou o comprimentou e sussurrou quando foram tirar as


fotos - Espero que não esteja irritado pelo que fiz da última vez.

- Não se preocupe, não sou rancoroso. - o ômega sorriu.

- Pq vc parece mais triste hj? - Jungkook franziu a testa.

- Tbm tenho vida pessoal como qualquer outro, com problemas que tbm me
deixam triste.

- Eu posso ajudar com alguma coisa? - Jungkook.

- Não se preocupe senhor Jeon, vc está aqui só para se divertir.

- Mas ver vc triste me deixa triste. - Jungkook.

- Me desculpe, por isso. - o ômega sorriu transmitindo paz e felicidade para


Jungkook - Melhorou?

- Sim melhorou muito. - Jungkook.

- Que ótimo.

- Não teria nenhuma chance de te encontrar fora daqui? - Jungkook


sussurrou.

- Vc é engraçado senhor Jeon. - o ômega riu alto.

- Estou falando sério. - Jungkook sorriu.

- Talvez algum dia.

- Pq esse algum dia me parece um nunca? - Jungkook.

- Não é que é um nunca, só acho pouco provável.

- E tem algum lugar que eu possa mandar um presente pra vc? - Jungkook.
- Claro. Mande para a produtora com seu nome que mandarei alguém me
passar.

- Então aguarde. - Jungkook.

Se despediram e Jungkook foi embora. Assim que ele saiu o ômega pediu
para esperarem antes de chamarem o próximo, suspirou triste e sentiu uma
lágrima escorrendo, estava sentindo falta do seu pequeno. Chamou a moça
da maquiagem que o arrumou, colocou um sorriso no rosto e voltou as
fotos.

Jungkook saiu de lá mais feliz e bem menos irritado. E os outros notaram


sua mudança de humor.

Na semana seguinte ele estava mais animado e tbm ajudou que seus
negócios foram por onde ele queria, então estava feliz, a única coisa que
ainda não tinha melhorado era o Olly. Tinha deixado de comer em casa e só
ficava no quarto, tentou conversar com ele mais não conseguiu. Olly não
queria ouvi-lo.

- Eu não sei mais o que eu faço, ele não me deixa nem falar. - Jungkook
suspirou.

- Vc sabe muito bem o que fazer, só não quer pq é orgulhoso. - Tae


comentou.

- Acho melhor deixar assim, uma hr Jimin pararia de vir aqui. Ele não
ficaria aqui pra sempre. - Jungkook.

- Pelo que eu vi daqueles dois juntos. O dia que Jimin parasse Olly já
estaria bem maior e provavelmente iria com ele. - Jin brincou.

- Melhor que Olly não pense assim tbm. - Jungkook fechou a cara.
3. Condição.
Jungkook tirou um dia da semana e foi em uma joalheria encomendou uma
correntinha delicada, que ficaria pronta em uma semana e já deixou o
endereço no qual era para ser entregue.

Duas semanas depois ele recebeu um pacote quando viu a correntinha não
entendeu o pq tinha chegado para ele, mas aí leu o cartão que veio junto "É
realmente lindo, mas esse tipo de presente não é certo recebê-lo. Acho que
vc deveria parar antes que se envolva de mais."

Aquilo doeu, ele sentiu seu coração se apertando. Então mandou novamente
o colar com a frase "Se já tiver alguém me devolva, se não, fique com ele."

Três dias depois a resposta chegou, a caixinha tinha voltado, mas ele nem
quis abrir, só a jogou na última gaveta e ignorou. Ficou chateado e irritado
por alguns dias, mas logo voltou ao normal.

Tae foi em outros shows, mas Jungkook já não quis mais ir.

Olly continuou sem falar com ele, o que o deixava triste, até pensou em ir
atrás de Jimin mas desistiu, se cedesse agora sempre seria como Olly
queria, ele sabia disso.

As semanas foram passando e Jungkook voltou a sua vida normal, os outros


dois alfas que moravam com eles voltaram de viagem, Jungkook voltou a
conhecer novas mulheres e até alguns homens. Mais sempre que ia
apresentar para Olly era um problema. Olly ainda não conversava direito
com ele, era só o básico de convivência, Jungkook nem o via mais sorrindo.

Com o tempo desistiu da aprovação de Olly e começou um relacionamento


com uma mulher.

Já tinha seis meses que Jimin tinha ido embora e um mês que Jungkook
estava com a nova namorada e Olly ainda agia do mesmo jeito.
- Olly está me preocupando, recentemente ele perdeu muito peso e não quer
a festa de aniversário. - Tae.

- Amanhã vou levar ele na escola e conversar com o Minye. - Namjoon.

- Eu vou com vc, estou com saudades dele. - Tae.

- Quem é esse? - Luana a nova namorada perguntou e Jungkook explicou


quem era - Só um professor qualquer, pq não arrumou outro? - perguntou a
Jungkook.

- Qualquer é vc. - Olly falou quando estava saindo da cozinha.

- Olly peça desculpas. - Jungkook falou irritado.

Olly só o olhou e subiu as escadas.

- Me desculpe por isso. Ele está assim desde que Jimin foi embora. -
Jungkook.

- Vcs não acham estranho o quanto ele se apegou a esse professor não? -
Luana falou e todos a encararam.

- Não é por mal, pelo que vc falou vcs nem sabiam o que eles faziam
quando Olly ia pra casa desse cara. - Luana falou em um tom que sugeria
outra coisa.

- Não se preocupe, isso não aconteceu. - Jungkook sorriu.

- Mais é estranho. Ele não aceita ninguém, mais é assim com um qualquer?
- Luana.

- Perdi o apetite. - Tae jogou o guardanapo na mesa e saiu, os maridos tbm


pediram licença e foram atrás dele.

- Nós tbm já vamos nos retirar. - J-Hope e Suga saíram. Nenhum deles
gostava dessa mulher e conviveram com Jimin por muito tempo então não
suportaram ouvir o que ela insinuou.
- Falei algo errado? - Luana.

- Não. - Jungkook sorriu.

- Eles não gostam muito de mim. - Luana suspirou se fazendo de vítima.

- Não é isso é só que eles gostavam muito do Jimin tbm. - Jungkook falou e
já mudou de assunto. Mas ficou pensando que por um lado ela estava certa
alguma coisa aqueles dois tinham pra serem tão apegados.

Quando terminaram de jantar ficaram no sofá por um tempo.

- Pq não subimos para seu quarto? - Luana sussurrou.

- Já conversamos sobre isso. - Jungkook.

- Só desta vez? - Luana.

- Acho que é melhor vc ir, amanhã a gente se fala e preciso muito conversar
com meu filho. - Jungkook.

- Ta bom então, mas tenha certeza que não aconteceu nada com ele. - Luana
se despediu e quando já estava no carro riu debochada, sabia que tinha
conseguido plantar uma dúvida no alfa.

Jungkook subiu para o quarto de Olly e entrou. Ele estava deitado na cama
olhando para o celular e sorrindo.

- Olly quero conversar com vc. - Jungkook chamou feliz ao ver o filho
sorrindo.

- Tchau Minye, até amanhã. - Olly se sentou dando Tchau para o celular e
mandando beijo.

- Tchau meu amor, durma bem e sonhe com os anjinhos. E coma, eu vou
perguntar o Tae depois. Te amo. - Jungkook ouviu a voz de Jimin saindo do
celular e entendeu o pq seu filho sorria.
Depois de se despedir Olly se virou para Jungkook e o encarou, ele já não
sorria mais.

- Quero te fazer uma pergunta, se me responder, amanhã mesmo vou atrás


do Jimin pedir desculpas e ver se ele volta. - Jungkook falou e Olly o olhou
desconfiado mas acenou com a cabeça - O que vc fazia na casa do Jimin
com ele?

Olly só o olhou triste e com um pouco de raiva e balançou a cabeça.

- Vc não vai nem falar comigo? - Jungkook.

- Eu não posso contar o segredo é dele não meu. Se ele resolveu que iria
embora pra não contar pq eu tenho que contar? - Olly deu de ombros.

E Jungkook se irritou e acabou falando o que não queria - Se vc não me


contar eu vou trocar vc de escola e tirar seu celular. - na hr que viu o olhar
do seu filho entendeu que não deveria ter dito aquilo pro menino, mas já era
tarde de mais e ele era muito orgulhoso para não fazer o que falou.

Olly ficou vermelho, emanando raiva, olhava já com os olhos dourados,


mas então tudo parou uma lágrima solitária escorreu, ele olhou o celular,
digitou uma mensagem e depois simplesmente colocou o celular nos pés da
cama, se deitou tampou até a cabeça e tudo que Jungkook ouviu foi um
choro baixinho.

Jungkook pegou o celular e saiu. Foi para o escritório e depois de se


arrepender um pouco olhou o celular depois de um tempo suspirou e o
desbloqueou, estava aberto na conversa com Jimin a última mensagem
depois da ligação foi um "Eu te amo Minye, obrigado por me fazer feliz."

No outro dia quando Jungkook acordou Olly já tinha ido pra escola, então
mandou mensagem para Namjoon e pediu para que o transferisse de escola,
Namjoon até tentou mais Jungkook não cedeu.
Na hr do almoço Olly chegou e Luana estava sentada na sala, passou
fingindo que não a viu.

- Olly querido, me deixe te fazer uma pergunta. - Luana.

Olly parou e se virou para ela.

- Aquele seu professor abusava de vc? Pode me contar, eu não vou falar
para ninguém. - Luana o olhava sorrindo debochada, achou que Olly não
entenderia a má intenção dela.

Olly só a olhou e virou as costas.

- Olly querido, se ele tiver feito algo e só falar. Ninguém vai ter nojo de vc
por isso. Só vão te ajudar e prender esse cara. Mas com isso vc não precisa
se preocupar, nós adultos resolvemos essa parte. - Luana falava baixo só pra
Olly escutar e ainda sussurrou - Aí eu posso dar um jeito de te mandar para
um colégio interno. - achando que ninguém escutaria.

Olly se virou para ela e riu debochado - Vc é burra não é?

- Criança mal educada, eu só estou tentando te ajudar. - Luana irritada.

- É vc é burra. - Olly repetiu é se virou para sair.

- Volte aqui seu moleque, se ajoelhe e peça desculpas antes que eu te dê uns
tapas. - Luana falava baixo não querendo chamar atenção.

- Sabe, eu já conheci gente burra antes mas vc é novidade. - Olly nem a


olhou só continuou a subir as escadas.

- Tomara que vc caia daí e morra. - Luana sussurrou olhando Olly subir a
escada.

- Que grande namorada vc arrumou dessa vez. - Olly falou para o pai que
apareceu com os outros vindo do escritório

- Luana. - Jungkook falou sério.


- Oi querido, estava tentando fazer Olly se abrir comigo, acho que quase
consegui. - Luana mudou completamente quando o viu.

- Saia da minha casa e se chegar perto de mim ou do meu filho vc vai se


arrepender. - Jungkook falou vermelho de raiva.

- Querido, pq está fazendo isso? Olly começou a gostar de mim, já


conversamos. Ele gosta de mim, certo Olly? - Luana se desesperou e apelou
para Olly.

- Ela consegue ser mais burra a cada segundo. - Olly riu.

- Seguranças. - Namjoon chamou.

- Jungkook eu juro que não fiz nada, podemos conversar e nos entender. -
Luana.

- Oh moça. - Olly chamou e quando Luana o olhou ele falou - Todos aqui
são lúpus e meu pai é um puro, ouvimos até um mosquito voando do outro
lado da casa, acha mesmo que eles não ouviram vc desejando que eu caísse
da escada e morresse?

- Eu não... - Luana os encarou incrédula, ela sabia que eles eram lúpus mas
não sabia que a audição era tão boa.

- Ou vc sai agora ou eu vou deformar essa sua cara. - Tae falou irritado e
Luana saiu correndo da casa.

- Bem que eu não fui com a cara dela. - Suga resmungou.

- Olly amanhã vc começa em outra escola. - Jungkook olhou o filho.

Olly só deu de ombros e continuou a subir as escadas.

- Olly pelo menos me diga alguma coisa. - Jungkook falou irritado.

- Quando eu tiver idade de escolher... - Olly olhou para ele - Eu vou morar
com o Minye. - se virou de novo e subiu as escadas bem devagar.
- Ele... - Jungkook travou com o que ouviu.

- Já tem meses e ele continua com isso. - Tae suspirou.

- Ele tinha falado isso já? - Jungkook o encarou.

- Desde o primeiro dia. - Jin contou.

- Acho que é por isso que ele não se importa mais. - Namjoon suspirou.

Jungkook sentiu um aperto no coração.

Depois que Jungkook pegou o celular de Olly, o garoto passava o tempo


todo na sala assistindo televisão.

- Eu não sabia que vc gostava do Parks. - Tae brincou sentando ao lado do


sobrinho que olhava vidrado a televisão.

- Ele está com uma turnê mundial, seus shows estão sendo transmitidos ao
vivo. - Olly falou meio triste.

- O que vc mais gosta nele? - Tae perguntou só pra descontrair.

- Os olhos. - Olly falou e enxugou um lágrima que escorria.

- O que foi pequeno? - Tae o abraçou.

- Eu sinto falta do Minye. - Olly sussurrou, já tinha um mês que trocou de


escola e não falava com ele.

- Pq não marcamos de ir no shopping com ele, sem seu pai saber é claro. -
Tae aproveitou que Jungkook não estava em casa.

- Ele não está aqui ainda e vai demorar a voltar. - Olly chorou nos braços do
Tio.

- Como vc sabe pequeno? - Tae estranhou.


- Eu só sei. - Olly deitou a cabeça no colo do tio e voltou a assistir aos
shows.

Todo dia era a mesma coisa, chegava da escola, ligava a televisão nos
shows ao vivo, deitava no sofá e assistia até a hora de dormir.

Dois meses depois Tae marcou uma festa em uma casa de shows para se
divertirem. E no decorrer da noite, de repente, começaram os karaokes.

E J-Hope de repente soltou - Jungkook o que cantar melhor no final vc


beija, o que me diz?

- Tudo bem. Preciso de alguém para passar meu hut. - Jungkook riu.

- Mas só vale o que cantar melhor. - Jin acrescentou.

- Desde que seja ômega. - Jungkook deu de ombros.

- Tudo bem. - todos concordaram.

Em algum momento durante a noite um trio de ômegas entrou, Jungkook


instantaneamente se interessou por um dos cheiros que era até um pouco
familiar. Ele manteve sua atenção nele o tempo todo tentando lembrar de
onde conhecia aquele cheiro. Tentava ver seu rosto mas o ômega usava
boné e óculos escuro mesmo estando tudo escuro. Quando estava quase
acabando a hr que eles tinham combinado para o concurso de canto o trio
de ômegas foi para o palco. Na verdade os outros dois puxaram o que
Jungkook estava de olho. Quando chegaram no palco um deles se afastou e
logo a luz estava quase completamente apagada no palco, então eles
subiram e começaram a brincar cantando.

E foi aí que Jungkook percebeu quem era aquele ômega. O Parks, estava
disfarçado, mas Jungkook o reconheceu.

Quando terminaram a música animada um dos ômegas pegou um violão e


pediu para Parks cantar no improviso. Então sem esperar resposta começou
a tocar, a melodia era triste mas mesmo assim depois de algumas notas
Parks começou a cantar, cantou com o coração e Jungkook sentiu a dor que
ele estava sentindo todos ali sentiram. Quando terminou os amigos o
abraçaram enquanto ele chorava e o levaram para mesa.

Jungkook nem prestou mais atenção aos seus amigos quando viu os ômegas
que estavam com Parks indo em direção ao banheiro ele imediatamente foi
até o Parks. Chegou por trás e sussurrou - Não esperava te encontrar
chorando em um bar, Park.

- Acho que o senhor me confundiu.

- Seu cheiro é inesquecível. - Jungkook sussurrou no seu ouvido, então o


ômega se virou para olhá-lo.

- Oh, senhor Jeon achei que tinha desistido.

- Vc quem me devolveu a correntinha. - Jungkook acusou se sentando ao


seu lado.

- Mas eu não devolvi. - o encarou levemente confuso.

- Claro que devolveu eu a recebi. - Jungkook sorriu e tirou o óculos dele -


Seus olhos são lindos.

- Obrigada, mas eu não devolvi. - passou a mão pela gola da camiseta e


puxou a correntinha para fora da roupa.

Jungkook a olhou surpreso - Mas a caixa...

- Vc não abriu? - perguntou confuso.

- Não. - Jungkook confessou sem graça.

- Faz sentido não ter comparecido ao jantar, achei que só tivesse desistido
na última hr. - debochou um pouco sem graça.

- Um jantar? - Jungkook ficou sem entender.


- Na caixinha tinha um bilhete "Em agradecimento ao lindo presente, te
convido a um jantar para nós nos conhecermos" tbm tinha endereço, data e
hr. Mas vc não apareceu. - deu de ombros tomando um gole de sua bebida.

- Como posso me desculpar por isso? - Jungkook perguntou apreensivo.

- Pq não abriu a caixa? - o olhou curioso.

- Estava realmente interessado em vc, então quando me devolveu achei que


era pq vc tinha outra pessoa. - Jungkook contou um pouco envergonhado.

- Park? Está tudo bem aqui? - os amigos do ômega voltaram - Já podemos


ir.

- Vou ficar mais um pouco, se quiserem ir podem ir, aviso quando chegar.

- Mas... - um dos amigos olhou apreensivo dele para Jungkook.

- Sem mais, eu pego um taxi podem ir.

- Tudo bem, mas nos avise. - falou outro dos amigos.

- Quem são? - Jungkook curioso - Se eu puder saber, claro.

- Não assistiu meu show? - brincou arqueando a sobrancelha, mas riu e


respodeu - Meu baterista e meu guitarrista.

Jungkook confirmou com a cabeça olhando para onde os rapazes tinham


saido e depois perguntou - Então como posso me redimir?

- Não sei. - deu de ombros o olhando divertido.

- Que tal te pagar uma bebida? - Jungkook ofereceu sorrindo.

- Podemos começar por aí. - sorriu sedutoramente de volta.

Os dois conversaram por algum tempo até os amigos de Jungkook se


aproximarem.
- Jungkook pode beijar. Ele sem dúvida foi o melhor da noite. - J-Hope já
chegou falando alto e rindo.

- Isso mesmo, beija. - Tae falou, já estavam todos bêbados, então acabou
que nem repararam em quem era o ômega.

Então virou um coro pedindo beijo e Jungkook puxou Park que o olhava
sem entender e o beijou. Depois os amigos comemoraram e avisaram que
estavam indo embora, Jungkook falou que ficaria então se despediram.

- O que aconteceu que eu não entendi? - Park perguntou ainda confuso.

- Tínhamos começado uma brincadeira antes de vc chegar. - Jungkook


parou e o encarou - Não quer passar meu hut comigo?

- Vc é engraçado. - riu quase gargalhando.

- Estou falando sério. - Jungkook o olhava vidrado - Apostamos que eu


beijaria aquele que cantasse melhor e eu aceitei, mas só se fosse um ômega
pq preciso de alguém para passar meu Hut.

- Então agora sou um qualquer para vc passar seu hut? - arqueou uma
sobrancelha.

- Não nunca. - Jungkook falou rápido, nervoso - Eu só nunca pensei que te


encontraria em um lugar assim.

- Posso dizer o mesmo de vc senhor Jeon. - sorriu de lado.

- Me chame de Jungkook. - pediu carinhosamente.

- Tudo bem, Jungkook. - confirmou.

- E como devo chamá-lo? - provocou.

- Park. - o menor deu de ombros.

- Nenhum outro nome? - arqueou uma sobrancelha.


- Por enquanto não. - Park riu.

- E quando conseguirei outro nome? - Jungkook se aproximou mais do


ômega.

- Não sei. - Park sussurrou provocativo.

Eles estavam cara a cara, centímetros da boca um do outro.

- E o que me diz do meu pedido? - Jungkook levou a mão ao rosto do


ômega.

- Tenho uma condição. - Park sussurrou e passou a boca pelos lábios do


alfa.

- Qual? - Jungkook já estava vidrado na boca carnuda a sua frente.

- Passe o meu heat comigo. - Park olhou nos olhos dele e viu a surpresa
então acrescentou - Estou falando sério.

- Quando? - Jungkook sorriu de canto.

- Começa amanhã. - Park avisou sussurrando.

- O meu tbm começa amanhã. - Jungkook riu.

- Perfeito. - Park acabou com a distância que estavam encostando sua boca
a do alfa que o puxou pra mais perto, aprofundando o beijo.

Depois de um tempo pararam e ficaram se olhando.

- Eu preciso de vc... - Jungkook o puxou para seu colo - Agora.

- Podemos aproveitar até a hora que nossos cios começarem. - Park


provocou.

- Então vamos. - Jungkook levantou rápido o levando em direção a saída.

- E pra onde vamos? - Park quis saber.


- Vamos para um motel. - Jungkook chamou um taxi e foram se beijando até
chegarem lá.

- Só preciso avisar a algumas pessoas. - Park avisou e se jogou na cama


digitando no celular.

- Eu tbm preciso avisar. - Jungkook pegou o celular.

Park mandou algumas mensagens e desligou o celular.

Jungkook fez uma ligação só e se voltou para ele curioso - Pq desligar o


celular?

- Pq está com pouca bateria e vamos ficar aqui a semana inteira. - Park deu
de ombros e começou a tirar a roupa lentamente sob os olhos do alfa - Tira.
- comandou aumentando seus feromônios e apontando para as roupas do
outro.

Jungkook nem pensou, só começou a tirar suas roupas enquanto olhava o


Park que tbm tirava as roupas o olhando.

Logo estavam nus.

- Vc é lindo. - Jungkook admirava o corpo nu a sua frente.

- Vc tbm é lindo e bem grande. - Park passou a língua pelos lábios e depois
os mordeu sedutoramente - Me da água na boca.

- Não fique com vontade. - Jungkook andou até o lado da cama e parou,
com seu membro latejante bem próximo ao ômega que só o olhou, sorriu e
foi com a boca e as mãos para o membro dele.

Park levou o membro ao fundo de sua garganta, se engasgando levemente,


mas fazendo o alfa gemer alto seu nome e ainda pedir por mais.

E continuou até ouvir o alfa gemendo que gozaria e ainda o provocou


dizendo para ele gozar que queria muito sentir o sabor dele.
- Oh céus, delicia. - Jeon gemeu ao se desmanchar na boca do ômega,
depois o pegou e o deitou na cama - Minha vez. - foi com a boca direto ao
membro dele e ainda passou seus dedos pela entrada dele o fazendo gemer
alto implorando por mais contato de sua boca.

Park rebolava na boca do alfa que chupava seu membro e o preparava ao


mesmo tempo, introduzindo tanto os dedos quanto a língua na entrada
molhada, o levando ao orgasmo.

Park gozou gemendo o nome do alfa, respirou fundo algumas vezes antes
de pedir manhoso - Eu preciso de vc dentro de mim, agora, me come.

Jungkook o penetrou de uma vez sem parar de se movimentar, gemendo e


fazendo o ômega gemer quase tão alto quanto os barulhos que seus corpos
faziam ao se chocarem.

Park então mudou aposição, ficando de quatro no meio do sexo e pediu para
o alfa bater.

Jungkook começou a bater devagar, não queria machucá-lo, mas assim que
percebeu que quanto mais forte batia mais o ômega gostava, não se segurou
mais e passou a fazer tudo que ele pedia, na hora que ele.

Transaram selvagemente até gozaram juntos e depois transaram de novo e


de novo, até cansarem e finalmente dormirem.

No dia seguinte os cios começaram com diferença de uma hr. Eles no


primeiro momento já se entregaram totalmente aos cios e só aproveitaram o
prazer.

A semana passou voando e logo já era o último dia.

- Eu quero tanto marcar vc. - Jungkook sussurrou rente ao ouvido do ômega


enquanto beijava e mordia levemente o pescoço o instigando a rebolar mais
no seu membro.

- Eu tbm quero. - Park gemeu baixo e em seguida pediu sedutor - Me Marca


amor, me faça seu.
Jungkook foi a loucura com o pedido tão manhoso, mas não o marcou.

Ele sabia que o ômega não estava completamente lúcido no momento por
causa do cio e eles já tinham conversado sobre isso em um dos momentos
de lucidez.

Iriam se conhecer um pouco mais antes de se marcarem.

Depois dessa última transa o heat do ômega finalmente acabou.

- Eu quero saber tudo sobre vc. - Jungkook sussurrou no ouvido dele


quando viu que ele acordou.

- Temos tempo. - Park murmurou e se aconchegou nos braços do alfa -


Talvez a gente nem dê certo.

- Só se vc não quiser, pq eu te quero e quero muito. - Jungkook.

- E vai me deixar te marcar alfa? - Park provocou.

- Sem pensar duas vezes. - Jungkook falou sério o surpreendendo.

- Vamos devagar. Park murmurou manhoso.

- Como vc quiser meu amor. - Jungkook sussurrou o fazendo se arrepiar.

- Amor é? - Park riu.

- Sim, até vc me contar seu nome vou te chamar de amor. - Jungkook o


beijou apaixonado - Meu amor.

- Em algum momento. - Park murmurou de volta.


4. Contrato.
- Então vc realmente passou o cio com o Park? - Tae perguntou assim que
Jungkook chegou em casa.

- Sim, o meu e o dele. - Jungkook não conseguia esconder a felicidade.

- Que bom que está feliz pq não tenho boa notícia pra vc. - Namjoon
chegou com Olly.

- Oi filhote. - Jungkook tentou abraçá-lo e Olly só se desvencilhou e passou


por ele, mas quando Jungkook ia falar com ele, Olly parou e se aproximou
dele, olhou para ele e por fim o abraçou apertado. Depois de alguns minutos
assim ele o soltou e subiu para o quarto. Nenhum deles entendeu nada.

- O que aconteceu agora? - Tae confuso.

- Não sei. Mas ele me cheirou, isso eu percebi. - Jungkook contou e riu -
Estou com o cheiro do Park, talvez ele goste.

- Odeio estragar o momento, mas Olly andou brigando na escola, na


verdade não foi uma briga. Alguém o empurrou e ele usou os feromônios,
mas como tinha alguns ômegas e alfas mais fracos por perto, alguns
desmaiaram. - Namjoon explicou.

- Pq estão implicando com ele? - Jungkook franziu a testa.

- Aparentemente foi pq pediram o número dele e ele falou que não tinha
celular. Então começaram a chamá-lo de pobre e como ele não se importou
um alfa foi pra cima dele. Mas como ninguém sabia que ele era um puro,
acharam que não tinha pq interferir entre briga de alunos. - Jin contou
irritado - Agora que deu problema querem responsabilizar o Olly.

- Vamos deixar mais alguns dias, qualquer coisa transferimos ele de volta. -
Jungkook falou pensativo.
Os três o olharam e se entre olharam surpresos, mas não falaram nada.

Duas semanas passaram com Jungkook e Park se vendo quase todos os dias.
Conversavam muito e Jungkook já estava completamente apaixonado por
ele e deixava claro a cada vez que se falavam.

- Vc ainda nem sabe meu nome mais já fala que me ama. - Park riu.

- Eu sei o que meu coração sente e isso é o suficiente amor. - Jungkook.

- Mas e se seu filho não gostar de mim? - Park.

- Ele vai gostar. - Jungkook sorriu. Ainda não tinha contado a ele que Olly
assistia os vídeos dele todos os dias.

- Não sei não, vc até hj não me apresentou a ele.

- Oh amor, vou marcar essa semana. - Jungkook o beijou - E quando vai me


apresentar sua casa?

- Depois que vc me apresentar a sua. - brincou e se beijaram.

Nesse dia, quando chegou em casa, Jungkook quis saber como Olly estava
na escola.

- Nada bom, agora ele é o excluído, ou ele não quer a pessoa perto ou eles
tem medo de se aproximar dele. - Jin contou triste.

- Transfira ele de volta para a escola que estudava. - Jungkook falou os


surpreendendo.

- Tudo bem. - Namjoon só concordou, nenhum deles quis saber o pq ele


mudou de ideia só concordaram.

Namjoon já pegou a transferência no outro dia e já arrumou tudo, queria


fazer surpresa para Olly.
No dia seguinte quando o levaram para a antiga escola ele ficou super feliz,
mas logo a tristeza veio de novo.

Quando chegou da escola ele nem subiu para o quarto só ligou a TV e foi
assistir os vídeos dos shows do Park.

- Pq ele está triste? - Jungkook perguntou assim que chegou e notou o filho.

- Jimin não aparece na escola desde o dia em que transferimos Olly. -


Namjoon contou triste - Foi doloroso ver ele sorrindo todo animado e
depois chorando em questão de segundos. - suspirou.

- Tentem falar com Jimin. - Jungkook sugeriu.

- Eu tentei mas só dá caixa de mensagem. - Tae respondeu mesmo estando


surpreso com a mudança do irmão.

- Vou conversar com o Park, ver se ele vem aqui, pra ver se Olly se anima
em vê-lo. Ele fica assistindo ele o dia todo. - Jungkook comentou.

- Tudo bem. Mas amanhã ele tem um passeio ao museu com a escola então,
ou é hj ou amanhã no jantar. - Namjoon.

- Vou ligar pra ele agora, ainda é cedo. - Jungkook pegou o celular e saiu
para o escritório.


- Já está com saudades?

- Sempre amor, mas te liguei pq queria te pedir um favor. Na verdade é mais


um convite.

- Oh, pode falar.

- Gostaria que viesse jantar aqui hj. Para conhecer minha família.

- Resolveu me apresentar?
- Sim amor, mas tbm é pq meu filho anda muito triste por causa do
professor, lembra que te contei?

- Lembro sim.

- Pois então, voltei ele pra escola antiga pra ver se ajudava mas o professor
não está mais indo pra lá e a única outra coisa que Olly anda fazendo é
assistindo vídeos seus. - Jungkook esperou mais não obteve resposta -
Amor?

- Estou ouvindo. - tentou esconder a voz de choro.

- Amor vc está bem?

- Estou continue.

- Bem como ele está sempre vendo vídeos seus achei que talvez ele poderia
se alegrar um pouco ao vê-lo pessoalmente.

- Então foi por isso que disse que ele ia gostar de mim?

- Sim amor.

- Tudo bem eu vou. Que hrs?

- As oito.

- Tá bom me mande o endereço. E não conte pro seu filho quero ver se ele
realmente vai gostar de mim.

- Tudo bem, eu te amo até mais tarde.

- Até.

- Eu te amo? - Tae perguntou o olhando surpreso.

- Pq ele não respondeu que te ama? - Namjoon quis saber.


- Espera, vc se declarou primeiro? - Tae ficou mais surpreso.

- Sim. - Jungkook sorriu.

- Eu não acredito. - Tae o olhava incrédulo.

- Se fosse por mim já estaríamos marcados. - Jungkook falou rindo.

- Então vc realmente está apaixonado? - Suga.

- Não é paixão. É amor. Eu o amo. - Jungkook riu.

- E se Olly por um milagre não gostar dele? - J-Hope preocupado.

- Ele vai. - Jungkook sorriu - Não sei pq mais eu sei que vai.

- Oremos. - Namjoon brincou.

- Park chegara as oito. - Jungkook avisou.

- São seis e meia, vamos nos arrumar. - Tae estava todo empolgado.

Jungkook foi até Olly e o pediu para tomar banho, pq tinha alguém que
viria para conhecê-lo.

Olly só se levantou e foi.

Estavam todos na sala sentados quando Park chegou.

Olly o olhou vidrado sem expressar nenhuma reação.

- Venha aqui pequeno. - Jungkook o chamou e Olly levantou e foi devagar


olhando para Park sem piscar.

Park agachou e quando viu os olhinhos cheios de lágrimas tbm ficou com
os olhos vermelhos, então piscou um olho para Olly e sorriu cúmplice. Olly
ao ver aquilo engoliu as lágrimas e só o olhou firme.
- Olá Olly eu sou Park, fiquei sabendo que vc assiste muito aos meus
vídeos. - Park sorriu passando a mão levemente no rosto de Olly.

- Sim, seus olhos são lindos. - Olly olhava nos olhos dele, quando disse isso
Park quase não aguentou segurar as lágrimas.

Jimin sempre amou música e dança, mas sempre gostou de ensinar crianças
tbm. Então quando começou a carreira de cantor, decidiu que seria só Park e
que manteria o Jimin para dar aulas em escolas.

A primeira vez que conheceu Olly instantaneamente se apaixonou pelo


filhote e tbm achou Jungkook muito bonito. Mesmo quando Jungkook se
apresentou e ele descobriu quem ele era, não se importou, o seu próprio
segredo era maior, por ser um cantor famoso aprendeu a nunca demonstrar
suas emoções facilmente.

Quando começou a trabalhar na casa de Olly ele se interessou por Jungkook


mas como o alfa só saia com mulheres ele decidiu continuar com seu
disfarce e deixar pra lá. Ele gostava muito de Olly pra arriscar estragar a
relação deles.

Depois ele fez um contrato de sigilo que não poderia ser quebrado por
nenhuma das partes, então desistiu de vez. Gostava de ver Jungkook o
achava lindo mais não arriscaria, não só sua convivência com Olly mais
tbm sua carreira.

Ele tbm não sabe explicar pq Olly se apegou a ele. Mas sabia que amava
aquele filhote desde o momento em que ele o abraçou.

Cerca de seis meses que ele estava com Olly, um dia eles estavam
brincando e Olly espirrou comida no rosto e nos óculos dele. Então ele foi
para o banheiro da escola se limpar, mas não notou que Olly tinha ido atrás.
Quando lavou o rosto e os óculos, jogou o cabelo pra trás e sorriu, gostava
do contraste que seu visual de professor tinha com o de cantor. Seus olhos
eram azuis, mais quando ativava seus feromônios eles eram rosa. Por algum
motivo teve vontade de ativar os feromônios e bem nesse momento ouviu
uma exclamação atrás de si.

- Olly. - Jimin ficou surpreso e desesperado, mas então sorriu.

- Seus olhos mudam como os meus. - Olly ativou os seus feromônios


fazendo seus olhos ficarem dourados - Mais os seus são mais bonitos.

Jimin sorriu e teve uma longa conversa sobre não poder contar para
ninguém, sobre aquilo. Era um segredo deles.

Algum tempo depois Olly viu uma foto de Jimin de olho rosa com Tae e
quando ficou sozinho com Jimin perguntou pq.

Depois de descobrir que Jimin era cantor e o assistir cantando Olly pediu
para ele cantar só pra ele. Mas como não tinham onde poderia cantar foram
deixando pra lá, até Olly decidir que queria ir pra casa de Jimin.

Então na primeira vez que ele foi, ele ficou encantado com a casa de Jimin.

Era todos os três últimos andares do prédio. A entrada era no primeiro dos
três andares onde era bem simples pra disfarçar. Depois, na parte de dentro
vc ia de elevador para o próximo andar que era cheio de instrumentos e
tudo mais para gravar músicas e o terceiro era a verdadeira casa do Jimin.
Olly passava todo o tempo ali aprendendo tocar instrumentos e cantando ou
ouvindo Jimin cantar pra ele.

Várias das músicas de Jimin foram feitas para Olly. O filhote que ele amava
como seu.

Quando teve que se separar dele. Foi uma dor muito grande. Por isso não
quis olhar nos olhos dele, pq sabia que não resistiria e quebraria o contrato.
Faltava pouco tempo para acabar.

Conversavam todo o tempo até Jungkook tirar o celular e depois quando


descobriu que Olly trocaria de escola resolveu aceitar a turnê mundial que
eles tanto queriam que ele fizesse.
Foram três meses, ele conseguiu avisar Olly pra assistir aos shows. Então
em todo show ele olhava para a câmera e falava um eu te amo e Olly sabia
que era pra ele.

Agora podendo vê-lo tão perto de novo só queria abraçá-lo forte e dizer que
o amava.

E quando ouviu ele falando sobre os olhos, teve vontade de chorar. Sempre
que estavam na sua casa Olly queria que ele ficasse sempre assim pq
gostava da cor dos seus olhos.

- Então eu vou te dar uma coisa que na verdade foi seu pai quem me deu. -
Jimin tirou a correntinha e colocou em Olly - Ela é da cor dos meus olhos o
que acha?

- Eu amei. - Olly olhava dos olhos para a correntinha enquanto sorria.

- Posso te pedir um abraço? - Jimin pediu e Olly tbm se segurou muito pra
não pular nos braços dele.

Se abraçaram apertado e Jimin desenhou um coração com a ponta do dedo


nas costas de Olly que riu e desenhou um no peito dele.

- Agora que se conheceram pq não vamos nos sentar para jantarmos todos
juntos? - Tae tinha percebido a piscada que Jimin deu a Olly e ficou
levemente desconfiado. Então começou a reparar em cada ação dos dois, e
percebendo o coração começou a ligar as coisas.

- Claro. - Olly foi o primeiro e se prontificar - Vem eu te mostro onde é. -


pegou a mão de Jimin e o puxou sorrindo.

Jungkook chegou ao lado de Jimin e sussurrou um eu te falei enquanto


sorria e ia com eles.

Depois do jantar Olly pediu para que Jimin o colocasse na cama e cantasse
pra ele e Tae na mesma hr falou que ia junto.
Então Olly foi escovar os dentes enquanto Jimin e Tae conversavam e
depois que ele voltou Jimin o cobriu o deu um beijo na testa e começou a
cantar para ele.

Tae notava cada micro detalhe e já tinha quase totalmente certeza que Park
e Jimin eram a mesma pessoa, principalmente depois de ver como ele
colocou Olly para dormir.

Nos primeiros dias de Jimin na casa Olly sempre pedia para o professor o
colocá-lo na cama e Tae no começo sempre ficava de olho.

Só depois que Olly dormiu foi que eles saíram do quarto, mas não antes de
dar outro beijo no filhote.

Conversaram um pouco na sala e depois de um tempo era só Jimin e


Jungkook.

- Dorme comigo aqui essa noite? - Jungkook sussurrou no ouvido do


ômega.

- Acho melhor não. - Jimin.

- Por favor amor. Quero que seja vc o primeiro a dormir aqui comigo. -
Jungkook.

- Vc diz isso para todas? - Jimin provocou.

- É sério amor. Nunca ninguém dormiu comigo aqui. - Jungkook falou


meloso.

- Aqui vc quer dizer no sofá? - Jimin riu.

- Aqui eu quero dizer nessa casa. - Jungkook.

Jimin o encarou seu acreditar.

- Fiz uma promessa de nunca dormir com ninguém que eu não ame, aqui. -
Jungkook.
- Mas e a mãe do Olly? - franziu a testa.

- Ela foi só uma ômega que se aproveitou do meu hut pra tentar ganhar
algum dinheiro. Mas acabou morrendo no parto do Olly. - Jungkook contou
sério - Nunca a amei e ela tbm nunca esteve aqui. Eu amo Olly mas que
qualquer coisa, mas a mãe dele só foi alguém que me deu ele e só.

- É por isso que não tem fotos dela? - perguntou sem perceber e completou -
Não vi nenhuma no quarto de Olly.

- Ela não era uma boa pessoa. Deixou claro que só teria o filho se eu
pagasse por ele. As fotos que tinham dela eu fiz questão de não deixar
nenhuma, Olly não precisa saber o quão baixa era a mãe que tinha. Tae
brinca que foi Deus a punindo quando ela morreu assim que tiraram Olly.

- Tudo bem então. - concordou.

Jungkook sorriu, levantou e quando Jimin levantou o pegou no colo e subiu


as escadas assim. Entrou no quarto e o colocou na cama.

- Eu te amo. - Jungkook sussurrou - Agora que já conheceu meu filho e se


deram bem eu posso marcá-lo?

- E se vc se arrepender depois? - preocupado.

- Não vou. - Jungkook decisivo.

- Como tem tanta certeza? - curioso.

- Pq eu quero que vc me marque primeiro. - Jungkook deu de ombros.

- Querido vc ainda nem sabe quem eu realmente sou. - riu.

- Vc ainda não tem certeza se me ama? - Jungkook parou de beijá-lo e o


olhou só fazendo carinho.

- É mais complicado que isso. - suspirou.


- Só me diga se me ama ou não e eu posso esperar o tempo que for preciso
pra descobrir seus segredos. - Jungkook olhava no fundo dos olhos dele.

- Amor eu tenho medo. - suspirou.

- De que meu amor? - Jungkook não conseguiu esconder o sorriso, foi a


primeira vez que ele o chamou de amor.

- Medo da sua reação, medo de vc não me querer mais, medo de vc me


afastar. - falou e pensou pra si "medo do que vai achar quando descobrir
que só me aproximei de vc por causa do Olly"

- Se vc me amar como eu te amo, nada mas me importa. Eu já não sei se


consigo ficar sem vc. - Jungkook o beijou de novo já começando a tirar as
roupas.

Em poucos minutos o ômega estava cavalgando no membro do alfa,


gemendo baixo.

- Vc não costuma ser tão silencioso na cama. - Jungkook provocou, segurou


sua cintura e estocou forte.

- Os outros... vão ouvir...

- Que ouçam, quero vc gemendo como normalmente geme pra mim.

Jungkook controlou as penetrações, fortes e fundas provocando o ômega até


que ele não aguentou mais e passou a gemer alto.

E enquanto se amavam perdidos no prazer, Jimin ouviu o pedido do alfa


entre os gemidos.

- Me marca amor, me marca agora.

O ômega não pensou duas vezes, suas presas saíram e ele as fincou no
pescoço do alfa.

Eles gozaram juntos e Jungkook se atou a ele. Jimin lambeu a marca que
deixou o abraçando e sussurrou - Eu te amo.
Jungkook o apertou mais enquanto dava leves beijos por todo o rosto do
ômega, falava o quanto o amava e o via sorrir feliz.

Quando o nó se desfez e Jungkook ia sair de dentro dele, o ômega começou


a rebolar gemendo manhoso - Eu quero que vc me marque.

- Tem certeza amor? Eu posso esperar não estou com pressa. - Jungkook o
abraçou forte.

- Esse vínculo é maravilhoso, agora sei que vc realmente me ama. Eu estava


com medo de não ser verdadeiro. Agora eu sei e quero entregar meu
coração pra vc. - falou olhando nos olhos do alfa sentindo toda a felicidade
e o amor através do vínculo.

- Eu te amo. - Jungkook falou e penetrou com força fazendo o ômega gemer


manhoso.

- Eu te amo alfa.

Quando estavam chegando no orgasmo de novo o ômega sem dizer nada


virou o pescoço para Jungkook que tbm não falou só manifestou seus
feromônios lupinos ao máximo e o marcou gemendo. O orgasmo veio
enquanto o alfa lambia a marca sussurrando o quanto o amava até que o nó
se desfizesse.

- Vc é meu agora e nada pode mudar isso. - Jungkook sussurrou.

Quando estavam no banho o ômega falou - Tenho uma reunião com meus
empresários, depois do almoço...

- Tudo bem. Pelo menos almoce com a gente antes de ir. - Jungkook o
interrompeu sorrindo.

- Me deixa terminar de falar, alfa apressado. - riu - Vou falar com eles,
como agora sou marcado, acho que vai valer pra alguma coisa no contrato
de sigilo e eu poderei te contar quem eu sou.

- Vc não me contou por causa de um contrato? - Jungkook riu.


- Não é qualquer contrato, se qualquer uma das partes revelar a informação,
perde tudo e ainda tem que pagar uma multa três vezes o valor de todos
seus bens e se for eu, ainda perco o direito de cantar qualquer uma das
minhas músicas. - contou triste.

- Tudo bem, não se preocupe com isso eu espero, já somos um do outro,


temos o resto da vida para nos conhecermos. - Jungkook sorriu.

- Se não tiver essa cláusula no contrato, saiba que falta só uns três meses
pra esse contrato vencer. - contou e se aconchegou no peito do alfa que o
ensaboava.

- Eu espero feliz. - Jungkook.

Acordaram cedo pra tomarem café e todos se surpreenderam com o quão


animado Olly acordou. Ele ficava lançando olhares para o ômega que sorria
pra ele.

- Nam amor, que hrs é o passeio do Olly? - Tae.

- Vão sair da escola ao meio dia. - Namjoon o olhou curioso.

- O que acha de sairmos eu vc e o Olly pra comprarmos algumas coisas no


shopping e vcs se conhecerem mais? - Tae olhou para Park e sorriu.

- Por mim tudo bem. - Park concordou - Só preciso ir em casa trocar a


roupa.

- Podemos ir com vc. - Tae falou rápido.

- Tudo bem. - Park sorriu.

- Então Olly vá se trocar para irmos. - Tae olhou para o filhote que não
conseguiu esconder a alegria.

- Me ajuda? - Olly pediu olhando para Park.


- Claro. - levantou deu um beijo em Jungkook e saiu com Olly o guiando
pela mão.

- O que está achando kook? - Tae perguntou sinalizando para onde Park e
Olly foram.

- Eu o amo e graças a Deus Olly gosta dele. - Jungkook deu de ombros.

- Só isso? - Namjoon riu.

- Nós nos marcamos. - Jungkook contou e os amigos o encararam


surpresos.

- Quando vc diz Nós? - J-Hope.

- Sim, nós. - Jungkook puxou a gola da camisa - Na verdade ele me marcou


primeiro, só depois do vínculo foi que ele quis que eu o marcasse.

E mais uma onda de choque aconteceu.

- Vc pediu pra ser marcado primeiro? - Suga engasgou.

- Sem ter a intenção de marcá-lo? - Jin completou a perguntou.

- Exatamente assim. - Jungkook sorriu.

- O que ele tem de tão especial? - Namjoon franziu a testa.

- Não sei, mais sei que eu o amo e sei que quero passar todos os dias da
minha vida com ele. - Jungkook deu de ombros.

- E qual o nome dele? - Tae perguntou curioso.

- Ele não me disse ainda. - Jungkook riu.

- Vc está brincando? Fala que está? - Namjoon o encarou incrédulo, então


Jungkook explicou a questão do contrato que o ômega tinha - Oh, pelo
menos tem uma explicação. - suspirou.
5. Sequestro.
No quarto assim que entraram Park se encostou na porta e Olly o abraçou
apertado.

Eles não disseram uma palavra sequer, só sinalizavam e sorriam, lágrimas


escorreram mas rapidinho as secaram. Park o tempo todo dizia eu te amo
para Olly, só movendo os lábios e Olly do mesmo jeito. Então escolheram a
roupa entre risadas e quando estavam quase saindo Olly o encarou.
Sinalizou pedindo o celular que Park entregou e o viu escrevendo, eles
tinham se acostumado a escreverem as coisas quando algum dos alfas
estavam na casa.

Olly perguntou até quando ele ficaria ali, Park pegou o celular e escreveu
para sempre e sorriu, Olly perguntou se ele tinha certeza, Jimin só
concordou e mostrou a marca, depois escreveu que tinha sido seu pai.

Olly o abraçou apertado e desenhou um coração com a letra M no peito de


Park que desenhou um nas costas dele. Sorriram e saíram.

- Vc está lindo filhote. - Jungkook falou e foi até o filho, já esperando que
ele se afastasse, mas pelo contrário, Olly se jogou no pai o abraçando.

- Obrigada. - Olly falou mas só ele e Park sabiam o verdadeiro pq daquele


obrigada.

- Então vamos. - Tae tbm já estava pronto, se despediram e saíram.

Foram no carro do Park com um segurança junto com eles, Jungkook não
abria mão dos seguranças nunca.

Quando estavam a caminho da casa do cantor, Tae mandou uma mensagem


para Jungkook pedindo o endereço de Jimin para poder ir na casa dele
depois.
Jungkook nem prestou atenção e só enviou o endereço que tinha registrado
no contrato que tinham.

- Pq esta pedindo o endereço do Minye para o papai. - Olly comentou e


lançou um olhar rápido para o que dirigia.

- Estou com saudades dele. Como não consigo falar com ele vou na casa
dele depois. - Tae desconversou, mas percebeu que o ômega travou por um
momento.

- Onde vc mora Park? - Tae sorriu.

- Já estamos quase chegando. - sorriu de volta, se Olly não tivesse falado


ele teria ido pra sua casa normalmente, mas agora ia para outro apartamento
que era mais perto e que não era ligado a Jimin.

Quando chegaram lá percebeu Tae franzindo a testa olhando pro celular,


mas deixou pra lá e chamou eles para entrarem.

O cantor foi direto trocar de roupa e logo apareceu de touca e óculos


escuros, camisa mostrando a marca e calça jeans colada.

- Não me olhe assim tenho que me disfarçar. - riu da cara de Tae.

- Pq vc só não esconde seus feromônios? - Tae provocou.

- Não tenho costume de fazer isso. - deu de ombros e falou pra irem.

No shopping conversaram muito e Olly aproveitou muito, tinha tempos que


Tae não o viu tão feliz, até tirou algumas fotos e mandou para Jungkook.

Como o tempo todo Tae dava indiretas no cantor chegou uma hr que Paek
não aguentou mais, quando Olly estava em um brinquedo virou-se para Tae.

- Eu realmente não entendo vc. - quando Tae o olhou continuou - Dizia


gostar de mim, mas hj parece que quer me afrontar a todo momento, se não
me quer perto da sua família deixe bem claro e eu me afasto, não quero
estragar a família de ninguém.
- Vc entendeu errado. Eu gosto muito de vc, de verdade. - Tae falou rápido,
surpreso - Me desculpe se te dei essa impressão, eu só queria ter certeza de
quem vc é. - ele foi bem sincero e o cantor percebeu.

- Me desculpe pelo jeito que falei tbm.

- Tudo bem Minye, não tem problema. - Tae sorriu e o encarou.

- Me chamou de que? - se fez de desentendido.

- Não se preocupe eu sei sobre seu contrato, não vou dizer nada, eu só gosto
de saber das coisas. - Tae riu.

- Acho que vc está... - tentou falar mais Tae o cortou.

- Não se preocupe Park, eu não erro. - Tae sorriu e se virou para Olly - Ele
emagreceu muito sem vc lá.

O cantor só olhou para o filhote com os olhos cheios de lágrimas, mas não
disse nada.

Depois de um tempo Tae o olhou e perguntou baixinho - A turnê com


shows ao vivo, vc fez pra ele te ver não foi?

Park tremeu levemente mas continuou sem responder, não confiava mais
em sua própria voz.

- Eu vi um pedaço com ele e de repente ele começou a chorar muito. Depois


que fui rever que percebi que foi no momento em que vc disse eu te amo
para a câmera que ele chorou. - Tae contou.

- Por favor pare. - sussurrou e Tae percebeu que ele estava com voz de
choro.

- Só saiba que todos os dias ele falava que quando pudesse escolher, iria
morar com vc. Ele até falou para o Kook. - Tae sorriu.

Park ficou calado por um tempo e depois murmurou um obrigada.


Depois que o cantor teve certeza que Tae sabia, ele não escondeu seu amor
a Olly mais. O pegou no colo o abraçou e disse que o amava, Olly tbm o
abraçou e chorou dizendo que o amava.

- Vcs são realmente como mãe e filho que foram separados. - Tae sorriu
enxugando as lágrimas - Nunca entendi como esse amor cresceu tão rápido,
mas sempre achei lindo.

- Nós tbm não. - Park e Olly falaram juntos sorrindo.

- Agora me contem só uma coisa. - Tae se segurou no braço do cantor que


ainda segurava Olly no colo e perguntou baixinho - O que vcs faziam na sua
casa?

Olly olhou para Park e quando ele concordou Olly contou rindo - Minye me
ensinou a tocar um monte de instrumentos e cantava pra mim. Só pra mim.
- deitou a cabeça no ombro dele e suspirou sorrindo - Eu te amo.

- Eu tbm te amo pequeno, mas lembre-se que ainda não podemos contar
para os outros, vou ter uma reunião depois do almoço pra saber o que posso
fazer e se pudermos contar eu te falo. - o abraçou apertado.

- Não se preocupe comigo eu não abro o bico. - Tae falou rindo.

- Tae será que Jungkook vai ficar muito bravo? - perguntou preocupado.

- Quando descobrir sobre vc? Acho que só vai ficar surpreso. - Tae o olhou
por um tempo - Vc realmente o ama? Ou só fez tudo isso pelo Olly?

- No começo foi só pelo Olly, mas eu realmente me apaixonei por ele. Eu


achei que, ele não me amava de verdade e fiquei com medo de entregar meu
coração, mas quando ele pediu pra marcá-lo e o vínculo aconteceu, eu senti
todo o amor que ele sente por mim e decidi que queria entregar meu
coração a ele.

- Kook pode ser cabeça quente mas nunca diria que ama alguém sem amar,
isso eu tenho certeza. - Tae ressaltou.

- Agora eu sei disso. - sorriu apaixonado.


- Acho que ele vai te amar mais quando descobrir. - Tae comentou.

- Pq diz isso? - o encarou.

- Pq vc fez de tudo pra ficar com o Olly e esse sim é o grande amor da vida
do Kook. - Tae sorriu - Mesmo o temperamento dos dois batendo de frente
o tempo todo.

- Jungkook tbm é bem birrento quando quer. - concordou e eles riram.

Quando deu a hr levaram Olly pra escola e então Park deixou Tae na casa e
foi para sua reunião.

Assim que saiu da reunião foi para a casa de Jungkook como tinham
combinado, mas quando chegou lá estranhou a quantidade de policiais.

- O que aconteceu? - perguntou assim que achou Jungkook.

Jungkook o abraçou forte se acalmando e falou. - Levaram o Olly.

Tae entrou bem na hr que Jungkook falou e foi logo correndo pra ajudar
Park que se desequilibrou e desmaiou. Jungkook só o segurou pq tinha
reflexos rápidos.

Quando acordou estava no quarto de Jungkook deitado na cama, olhou para


o lado e viu Tae o olhando tristemente.

- Por favor. - foi só o que conseguiu falar.

- Não se preocupe, todos já estão a procura dele. - Tae sentou ao lado dele
na cama e o abraçou, os dois choraram até que Jungkook apareceu.

- No que eu posso ajudar? - o olhou de olhos ainda vermelhos.

- A polícia está tomando conta das investigações e meus homens tbm estão
procurando, logo ele estará aqui. - Jungkook explicou o acalmando.

- O que aconteceu? - quis saber.


- Pelas filmagens das câmeras no museu eles foram já interessados no Olly,
se passaram por seguranças e deram uma garrafa de água pra ele beber
quando ele começou a desmaiar eles já o levaram, nem a professora e nem o
segurança que sempre o acompanha perceberam, só um turista que achou
estranho dois seguranças colocando uma criança desacordada em uma Van
que falou com os polícias que andavam por ali que foram ver com a
professora se não faltava ninguém, depois olharam as câmeras e viram que
eles o levaram. - Jungkook contou o abraçando.

- O que estão investigando?

- Pessoas que tive problemas, sequestradores especialistas em lupinos


puros, coisas assim. - Jungkook.

- E se o tiverem levado por minha causa? - se desesperou - Vc falou pra eles


de mim?

- Não. Pq? - Jungkook não entendeu.

- Vc tem que contar. Tem muitos fãs que são loucos. Já tentaram me
sequestrar várias vezes nesses últimos anos. E se tiverem levado ele pq me
viram com ele no shopping? - começou a chorar novamente.

- Eu não pensei nisso. - Jungkook falou e o abraçou - Calma amor vai dar
tudo certo Olly é esperto.

- Eu vou avisar o agente. - Tae avisou e saiu.

- Se acontecer algo com ele por minha causa eu nunca irei me perdoar. -
chorava desesperado.

Jungkook ficou com ele até que ele dormiu de novo.

Depois de algumas horas ele acordou de novo e desceu. Estava um


algazarra então foi atrás de Jungkook.

- Está melhor? - Jungkook o beijou.

- Estou. Alguma novidade? - perguntou com expectativas.


- Depois do que vc falou descobrimos algumas coisas. - Jungkook contou.

- Então é realmente por minha causa? - se preocupou.

- Não, se acalme, não foi por sua causa. - Tae chegou do seu lado - Quando
contei ao agente encarregado do caso ele surgiu com algumas perguntas e
acabou que deu fundamentos.

- Como assim? - olhava de um para o outro.

- Lembra quando eu te disse que a mulher que me deu Olly não era boa
pessoa? - Jungkook falou irritado.

- Quando contei ao comandante sobre vc ele quis saber quem era vc e qual
seu relacionamento com a família, de alguma forma ele achou que vc era a
mãe do Olly, mas aí Namjoon explicou e quando ele não entendeu pq a mãe
do Olly ou algum parente do lado dela não estava aqui eu contei que tipo de
pessoa ela era e ele me perguntou se não tinha perigo de ser alguém da
família dela. - Tae.

- E quando eles mudaram o foco pra família dela descobriram que alguns
são procurados por tráfico de pessoas. - Namjoon contou - Então agora
estão focados investigando eles.

- Oh céus. - estava aflito.

- Está tudo bem, vamos achá-lo. - Tae o confortou.

Depois de mais algumas horas receberam a notícia de um possível lugar que


teriam mantido o Olly.

Depois de os polícias investigarem tudo levaram uma foto para que eles
vissem.

- Vcs sabem se poderia ser do Oliver? - o agente mostrou um coração


desenhado no chão com a letra M por dentro.

- Vamos tomar uma agua. - Tae puxou Park rápido para sair dali, sabia que
ele não iria aguentar sem chorar.
- Sim, é do Olly M é a inicial de Minye o apelido de alguém que ele gostava
muito. - Jungkook suspirou, achou que seu filho tinha começado a esquecer
o professor, mas aí estava a prova de que ele estava enganado.

- Quem é essa pessoa? Alguma possibilidade de estar envolvido? - o agente


perguntou.

- Não nenhuma possibilidade. - Jungkook confirmou mais rápido do que


pretendia e ficou surpreso.

- Tem certeza? - agente.

- Ele foi professor do meu filho por três anos. - Jungkook contou - Ele
nunca machucaria o Olly.

- Tem como entrarem em contato com ele? - agente.

- Vou falar com Tae. - Namjoon avisou e saiu.

- Tae amor. Querem falar com o Jimin vc acha que consegue ligar para ele?
- Namjoon perguntou e Park travou no lugar.

- Vou ver o que consigo. - Tae falou e depois que Namjoon saiu encarou
Park.

- Me empresta seu celular? - Park pediu e escreveu, depois passou para Tae
que concordou e saiu.

- Agente Thompson. - Tae chamou.

- Sim. - Thompson o olhou.

- Gostaria de te pedir pra vim comigo ver o Jimin. - Tae falou e depois de
muita discussão eles saíram só os dois de carro - Sei que Jimin é um
suspeito mas saiba que não tem nada a ver com ele.

- Isso veremos. - Thompson.


Chegaram no escritório em que Park deu o endereço e Tae já foi logo
entrando com o agente.

- Esse é Jimin? - Thompson olhou para o homem que estava sentado à


mesa.

- Não. Mas ele vai te confirmar que Jimin não tem nada a ver com isso. -
Tae.

- Como assim? - Thompson o olhou.

- Por favor, sentem-se, primeiro preciso contar sobre um contrato e os


senhores terão que assinar outro se quiserem saber o restante. - o homem
falou e sem esperar pelo agente falar alguma coisa mostrou as cláusulas de
um contrato para ele, no final o comandante aceitou assinar o contrato e Tae
assinou como testemunha de tudo, então finalmente o agente entendeu o pq
de terem o levado ali.

- Tudo bem e fique tranquilo, não direi nada. - se despediram e foram


embora - Seu cunhado é interessante. - foi a única frase que falaram durante
toda a viagem de volta.

Quando chegaram Tae foi falar com Park, escreveu algo no celular e passou
para ele.

- Dois dias. - Park sussurrou, o empresário conseguiu uma cláusula no


contrato, mas os documentos ficariam prontos em dois dias.

Dois dias depois, quando Tae o levou para assinar todos os papéis que
precisava, Tae pediu para que ele deixasse para contar aos outros depois que
Olly voltasse, ou melhor para que deixasse Olly contar e Park concordou.

Quando chegaram na casa descobriram que tinham conseguido capturar um


dos caras que tinham levado Olly. Esperaram por notícias e duas horas
depois conseguiram descobrir que Olly tinha fugido dos sequestradores, em
um momento de descuido ele ativou os feromônios e conseguiu fazer os
alfas desmaiarem e fugiu do beta que os acompanhavam se escondendo na
mata.
- Oh Deus proteja meu filhote. - sussurrava de minuto a minuto, Jungkook a
primeira vez que ouviu ficou surpreso, mas depois ficou muito feliz.

- O alfa vai levar eles até onde Olly fugiu e Jungkook vai junto. - Tae
avisou.

- Tudo bem. Eu preciso ir lá em casa pegar algumas roupas, vc me leva? -


Park pediu.

- Claro vou avisar o kook. - Tae saiu e logo Jungkook veio.

Se despediram e Park o desejou sorte.

A busca na mata levou o dia todo, mas não conseguiram achar nem rastros
do Olly.

Quando Jungkook ligou para falar com Park, alguns minutos depois que
desligou Tae o ligou.

- Oi Tae. - Jungkook suspirava.

- Park me disse o que está acontecendo e eu falei com o Minye. - Tae.

- Pq isso agora? - Jungkook não entendeu.

- Minye falou que ensinou ele a retrair os feromônios o máximo possível, e


que se algum dia acontecesse alguma coisa com ele era pra ele procurar por
água e sempre andar o mais dentro que ele conseguisse para que não
sentissem o cheiro dele. - Tae contou olhando pra Park que chorava.

- Tudo bem obrigada, agradeça ele por mim. - Jungkook falou animado
desligou e gritou o agente.

- O que foi rapaz? - Thompson se aproximou.

- Tae falou com o ex professor do meu filho. Ele falou que ensinou Olly a
retrair os feromônios dele e que se acontecesse algo algum dia era pra ele
sempre andar dentro da agua. - Jungkook contou.
- E vc acha que ele faria isso? - Thompson o encarou.

- Sem dúvida alguma, ele só ouvia o professor dele. - Jungkook confirmou.

Thompson concordou e deu a ordem de procurarem no rio. Em pouco


tempo acharam pistas. As seguiram até que deram em uma rodovia.

Então se separaram e iniciaram a procura.

Jungkook foi para casa e Park e Tae já estavam lá.

Compartilhou as informações e aguardaram.


6. Verdades.
No outro dia já estava a noite quando Park recebeu uma ligação.

- Senhor Park?

- Sim quem?

- É o porteiro de onde o senhor mora.

- Oh, não me lembrava de ter te passado esse número. - estranhou, esse era
o número que usava como Jimin. Se remexeu um pouco e Jungkook que o
estava abraçando perguntou se estava tudo bem.

- Sim amor é só meu porteiro me ligando. - explicou. - Pode falar Sergio.

- Tem um rapazinho aqui que diz que é seu filho, ele que me deu seu
número. - Sérgio falou.

- Olly? - falou chamando a atenção de todos pra ele.

- Ele disse Oliver mais suponho que Olly seja apelido. - Sérgio.

- Cuide dele pra mim já estou indo. - já correu para pegar a bolsa e as
chaves do carro.

- O que foi amor? - Jungkook não tinha prestado atenção a conversa no


telefone, nenhum dos alfas tinha.

- Olly. - chorava e ria - Olly está lá em casa.

Todos levantaram e já saíram sem perguntar mais nada.

Park foi dirigindo com Jungkook, Tae e os maridos. J-Hope e Suga foram
em outro carro.
No caminho ninguém lembrou de perguntar como Olly chegou na casa dele.
Não falaram nada o caminho todo, estavam todos ansiosos.

A viagem foi rápida e Park não tirou o pé do acelerador. Quando parou só


saiu do carro correndo nem o desligou. Tinha visto Olly todo sujo sentado
na portaria do prédio.

Olly já correu pra ele e Park só se ajoelhou no chão chorando.

Jungkook desceu do carro tbm correndo, mas quando viu o ômega se


ajoelhando e Olly correndo pra ele, ele parou e quando olhou em volta
franziu a testa, conhecia aquele lugar, já tinha estado ali.

Então ouviu o choro do Olly e finalmente entendeu.

Jimin apertou o pequeno em seu abraço - Eu te amo pequeno eu te amo meu


filhote. - o afastou e beijou todo o rosto de Olly que ria entre lágrimas.

- Eu te amo Minye. - Olly deitou a cabeça no ombro de Jimin que não o


soltava.

Jungkook os olhava sem acreditar, tentou os separar mas no final eles


conseguiram ficar juntos.

Tae deu um tapa no braço dele o despertando - Ele sempre fez tudo por
amor. - sinalizou Jimin e o empurrou.

Jungkook foi até eles e se abaixou os abraçando forte.

- Eu amo vcs. - Jungkook falou e beijou cada um deles.

Depois de mais alguns minutos Jimin o olhou nos olhos - Está bravo?

- Não. - Jungkook suspirou - Surpreso, mas bravo não.

- Vamos entrar. - Jimin chamou e todos subiram.

- Essa é realmente sua casa? - Jungkook perguntou rindo.


- De certa forma. - Jimin riu e sinalizou para Olly apertar o andar.

- Último andar? - Jungkook riu.

Quando entraram ficaram encantados com o lugar.

- Aqui é lindo. - Suga.

- Olly vai tomar um banho. - Jimin falou e Olly correu para dentro de um
dos quartos.

- Ele tem roupas aqui? - Jungkook perguntou surpreso.

- Ele tem o quarto dele aqui. - Jimin o puxou para onde Olly entrou - Se
bem que acho que ele nunca dormiu aí, só dormia comigo. - deu de ombros.

- Por isso que ele queria vir sempre pra cá. - Namjoon riu.

- Acho que não era só por isso não. - Tae riu.

- Minye sempre cantava pra mim aqui. - Olly gritou de dentro do banheiro.

- Lave atrás das orelhas, vou mostrar o Studio pra eles. - Jimin falou e ouviu
Olly concordando - Venham.

Pagaram um elevador e desceram.

- Oh então era por isso? - Jin falou olhando para todos os lados.

- Sim. - Jimin sorriu e abraçou Jungkook - Me desculpe.

- Não se desculpe. Eu que deveria me desculpar por separá-los. - Jungkook


o beijou - Acho que estava com medo de perder meu filho pra vc.

- Eu nunca... - Jimin começou mas Jungkook o beijou.

- Eu sei. Vc o ama e só isso importa. - Jungkook sorriu.

- E amo vc. - Jimin sorriu.


- Qual desses Olly já sabe tocar? - Tae cutucava de um por um os
instrumentos que tinham ali.

- Ele só não se interessou pelos de sopro, os outros ele sabe pelo menos um
pouco de cada. - Jimin contou e os alfas o encararam - Não me olhem assim
foi ele que pediu para aprender.

- Olly sabe tocar todos esses instrumentos? - Jungkook ficou bastante


surpreso.

- Sim e ele é muito bom, principalmente na bateria, tbm é a que ele mais
gosta. - Jimin contou.

- Até eu iria querer vim pra cá e não ir embora. - Namjoon falou e pegou
uma guitarra.

- Fiquem a vontade. - Jimin sorriu.

Namjoon arriscou algumas notas que não saíram tão boas e quando parou
ouviu Olly - Eu toco melhor.

Namjoon ofereceu a guitarra e Olly aceitou, a regulou e tocou a música que


mais ouvia de Jimin, então olhou para ele que sorriu para Olly e começou a
cantar.

Quando terminaram um disse eu te amo para o outro.

- Pq essa música me lembra alguém? - Jin olhou de Jimin para Olly.

- Minhas últimas músicas, nos últimos anos, quase todas eu fiz pra ele. -
Jimin.

- E essa foi a primeira. - Olly sorriu.

- O que vc não faz por ele? - Jungkook brincou.

- Tbm queria saber. - Tae riu - Até a turnê foi pro Olly.

Os alfas o encararam sem entender.


- Quando Kook tirou o celular do Olly. - Tae falou e vendo que eles não
entenderam continuou - Minye foi viajar, mas a verdade foi que Park foi
fazer turnê com shows ao vivo na TV todos os dias durante três meses só
pro Olly ver ele e todo final de Show Minye dizer eu te amo para a câmera.

- Me desculpem. - Jungkook falou triste.

- Pare, já passou. - Jimin o abraçou - Certo Olly?

- Sim. - Olly correu pra ele e Jungkook o pegou - Agora eu já posso te


chamar de mãe? - olhou para Jimin que sorriu e concordou.

- Olly te chama de mãe? - Tae reagiu primeiro.

- Desde a primeira vez que ele dormiu aqui. - Jimin apertou o nariz do
filhote.

- Então o M não era de Minye era de Mãe? - J-Hope perguntou a Olly.

- Sim. - Olly riu.

- Por isso vc ficou mais abalado do que eu achei que ficaria. - Tae olhou
para Jimin.

- Tae como vc descobriu? Eu não tive a chance de perguntar. - Jimin


curioso.

- Eu vi vc piscando para o Olly quando Jungkook te levou lá em casa e tbm


percebi como Olly ficou ao te ver. Foi a mesma reação que ele teve ao te
ver na escola o último dia. Então quando vi vc desenhando um coração nas
costas dele quando se abraçaram acabei ligando o fato de vc ter conseguido
o crachá, com o Olly sempre assistindo seus vídeos. - Tae contou rindo.

- Pensando assim era bem óbvio. - J-Hope comentou.

- Vcs estavam acostumados a me verem mal vestido e despenteado com um


óculos horrível. Tenho certeza que nunca nem notaram a cor dos meus
olhos. - Jimin riu ao ver todos o olhando.
- Eles tbm são lindos. - Olly comentou.

- Eu tbm não sei a cor. - Jungkook franziu a testa.

- Eu sei e acho que é por isso que eu liguei tudo, eu sempre reparo muito
nas pessoas. - Tae riu.

- Que cor é? - Jimin o olhou.

- Azuis escuros brilhantes. - Tae riu e Jimin concordou.

- Quero ver. - Jungkook pediu.

Jimin o olhou e retraiu os feromonios.

- Eles são realmente lindos. - Jungkook o beijou.

Depois que todos viram e elogiaram ele voltou com os rosa.

- Deixa os azuis. - Tae brincou.

- Olly prefere os rosa. - Jimin deu de ombros.

- Olly como conseguiu fugir? - Suga perguntou de repente.

- Eles me deram um remédio quando eu comecei a acordar mas eu não


engoli, quando me recuperei os surpreendi ativando meus feromonios de
uma vez. Eles desmairam e eu corri, o outro era um beta, nem percebeu eu
passando por ele. - Olly deu de ombros - Por causa do trabalho do meu pai,
minha mãe sempre me ensinou o que fazer se acontecesse algo.

Jungkook olhou para Jimin e o agradeceu o beijou e depois pediu Olly para
continuar.

- Lembrei do que a mamãe me falava sobre esconder na água e retrair meu


cheiro e fiz. - Olly deu de ombros.

- E depois? - Jimin.
- Pedi carona até a cidade, quando consegui andei procurando o Parque
central e depois vim pra cá. - Olly sorriu.

- O parque não é uns dois quilômetros daqui? - Namjoon perguntou.

- As vezes fugíamos dos seus seguranças e saíamos com os meus andando


pela rua disfarçados. - Jimin contou ficando vermelho.

- Vcs dois. - Jungkook balançou a cabeça os olhando.

- E pq vc não foi pra casa? - Namjoon.

- Não sei chegar lá. - Olly deu de ombros.

- Faz sentido. Nunca andamos por lá a pé. - Tae.

- Temos que te levar no médico. - Jimin franziu a testa.

- Não quero mãe. Chame o tio Neal aqui. - Olly o abraçou.

- Tudo bem filhote vamos ligar pra ele então. - Jimin pegou o celular e
entregou para Olly - O que foi? - percebeu os outros o encarando.

- Quem é Neal? - Tae riu.

- Ele é meu médico e meu irmão. - Jimin sorriu.

- E pelo visto Olly já o conheceu. - Jungkook.

- Claro. Tio Neal sempre me trás pirulitos. - Olly falou e pois o celular no
viva voz.


- Oi Minye. - Neal.

- Tio Neal sou eu. - Olly.

- Oi meu pequeno que surpresa maravilhosa, o tio está com muita saudades
de vc, sua mãe falou que vc tinha parado de comer, o que o tio já tinha dito
sobre essas coisas? - Neal.

- Que os adultos resolvem as coisas de adultos e as crianças não se


preocupam. - Olly.

- Muito bem, agora me diz como vc está, estou morrendo de vontade de te


ver. - Neal.

- Estou na casa da mamãe, vem aqui me ver. - Olly riu.

- Estou indo agora e eu quero um abraço de urso quando chegar aí. - Neal.

- Tudo bem tchau tio Neal. - Olly.

- Tchau meu amorzinho. - Neal.


- Pelo jeito seu irmão gosta muito do Olly tbm. - Jungkook.

- E o Olly dele. - Tae completou.

- Meu irmão é um alfa lupino puro, mas é casado com outro alfa lupino
puro. Então só vão ter sobrinhos se não adotarem e Olly faz qualquer um
gostar dele. - Jimin.

- E Olly não o estranhou? - Jungkook ficou surpreso.

- Não, nem Neal e nem o Dom o marido dele. - Jimin.

- Sério? - Namjoon.

- Sério, gostou deles des da primeira vez. - Jimin.

- Será que é por vcs serem todos puros? - Tae sugeriu.

- Faz sentido. O meu guitarrista e meu baterista não tiveram tanta sorte. -
Jimin.
- Mas a primeira vez que Olly te viu vc não tinha cheiro algum. - Jungkook
lembrou.

- Talvez só era pra sermos uma família mesmo. - Jimin deu de ombros.

- Minye estamos aqui. - Neal falou saindo do elevador, Olly pulou do colo
de Jimin e correu para o tio que o apertou forte e quando se soltaram outro
alfa maior o pegou e jogou pra cima, Olly gargalhava.

- Não o jogue Dom, não sabemos se está machucado. - Jimin reclamou indo
pegar o filhote.

- Machucado? O que aconteceu com nosso amorzinho? - Neal se


preocupou.

- Deixe-me apresentar o pessoal e te contamos. - Jimin os puxou para


apresentá-los.

- Vc pode ir apresentando enquanto eu olho meu menino. - Neal bufou e


pegou Olly de Jimin. O sentou em uma cadeira e pediu pra ele tirar a blusa
apalpou e perguntou se ele sentia dores por todo o corpo, as vezes fazendo
cócegas nele. Os alfas os olhavam divertidos.

- Como vcs perceberam esse é Neal meu irmão e esse é Dom o marido dele.
- Jimin começou as apresentações - Esse é Jungkook o pai de Olly. - quando
falou notou o irmão e Dom fechando a cara - Podem parar os dois, estamos
juntos agora e marcados. - os dois olharam para Jungkook que tinha ficado
surpreso com a mudança de expressão deles e se desculparam - Esse é Tae
irmão do Jungkook, Namjoon e Jin, maridos de Tae e esses são J-Hope e
Suga eles são da família e são casados.

- Olá e bom conhecer outros casais de alfas. - Dom cumprimentou.

- Olha amor se algum dia conhecermos um ômega descente podemos o


incluir. - Neal sugeriu rindo.

- Não obrigado, vc já me dá trabalho de mais, deixa só pro Minye nos dar


sobrinhos. - Dom falou e todos riram.
- O que aconteceu com o Olly? Ele não tem nada de errado só alguns
arranhões. - Neal encarou Jimin.

- Vc viu a reportagem de que uma criança de oito anos foi sequestrada? -


Jimin falou bem de vagar.

- Meu sol. - Neal ficou surpreso e olhou para Olly o abraçando - Quero
fazer exames completos dele.

- Eu não quero ir no hospital. - Olly fez careta.

- Vc vai nem que eu precise te amarrar rapazinho. - Neal o pegou no colo e


já foi em direção ao elevador então parou e olhou para os outros - Devolvo
em meia hr. - deu tchau e saiu.

- Não se preocupe ele atende na casa dele, tem tudo que precisa pra
examinar o Olly. - Jimin riu.

- Onde ele mora? - Jungkook.

- Nós três primeiros andares. - Jimin.

- E quem mora nos três que ficam entrem vcs dois então? - Namjoon
franziu a testa.

- Tudo abaixo dos três andares da minha casa é hospital. - Jimin contou -
Meu irmão é especialista em câncer e Dom tbm, então quando decidiram
montar um hospital pra eles eu dei tudo. Esse era a minha principal
preocupação com o contrato. Tudo aqui foi adquirido com as músicas e no
contrato se fosse quebrado eles ficariam sem o hospital e muitos pacientes
não pagam então eu não podia arriscar.

- Olly sabia? - Jungkook o olhou.

- Sim. Ele se interessou por medicina tbm. Disse que queria ser igual o tio
salvando vidas. Mas não gosta muito de agulhas então eu e Neal sempre
rimos muito dele. - Jimin.
- Por isso que quando falei pra ele me contar sobre o que vcs faziam aqui ou
tiraria o celular dele ele só me entregou sem dizer uma palavra. - Jungkook
suspirou.

- Qualquer que seja a mínima quebra de contrato eu perco tudo. Por isso
pedi Tae pra falar com meu empresário junto com o agente Thompson, Tae
assinou como testemunha de tudo e o Thompson tbm teve que assinar por
sigilo. - Jimin.

- E agora? - Namjoon.

- Conseguimos uma cláusula para vcs saberem. Tae levou os documentos


originais de todos vcs e assinou por vcs. Agora por mais três meses mais
ninguém pode descobrir, só vcs e assim mesmo foi só pq eu e Jungkook nos
marcamos e a polícia precisava de Jimin, que conseguimos essa cláusula, se
não vcs ainda teriam que esperar por mais três meses. - Jimin.

- Mais o Olly sabia. - Jin.

- Quando Olly descobriu ele tinha quatro anos e só fiz o contrato um ano
depois. Olly está no contrato como sendo minha responsabilidade. - Jimin.

- Como conseguiu os documentos de Olly? - J-Hope.

- Quando fizemos o contrato com ele tinha os documentos do Olly. -


Namjoon.

- Quero te fazer uma pergunta e quero que vc seja sincero. - Jungkook.

- Claro. - Jimin.

- Vc se aproximou de mim como Park só por causa do Olly não foi? -


Jungkook o olhava.

- Nem sempre vc se apaixona primeiro pelo alfa, as vezes o que conquista


seu coração primeiro é o filhote dele. - Jimin sorriu.

- O que vc não faz pra poder ficar perto dele? - Jungkook o abraçou rindo.
- No começo eu queria entrar com um pedido na justiça pra poder vê-lo.
Mas não podia por causa do contrato e por tbm não ter nenhum vínculo com
ele. - Jimin contou os surpreendendo.

- Aí decidiu que preferia ficar comigo pq era mais fácil? - Jungkook


provocou.

- Eu não ia ficar com vc só queria me aproximar o suficiente para poder ver


o Olly, vc que me beijou e depois me pediu para passar o hut com vc seu
sem vergonha. - Jimin o repreendeu rindo.

- E vc me pediu para passar seu heat com vc. - Jungkook rebateu.

- Claro, vc é lindo e gostoso o que eu tinha a perder? - Jimin deu de ombros.

- Obrigada por amar tento nosso filhote. - Jungkook o beijou.

Voltaram para a casa e se sentaram na sala conversando e esperando que


Olly voltasse, ainda tinham que leva-lo a delegacia.

Quando voltaram foram todos juntos a delegacia. Arrumaram tudo que


precisavam e com o caso do Olly a polícia conseguiu prender todos os
envolvidos no tráfico de pessoas que já vinham investigando.

Decidiram ir morar juntos e fazerem um Studio do quintal da casa, assim


Neal poderia aumentar o hospital.

Depois dos três meses que faltavam para o fim do contrato, em uma manhã
enquanto tomavam café, Jimin ficou estático e começou a chorar.

Olhou para Jungkook que sorria se levantou e o abraçou repetindo "Sim."

- O que aconteceu? - Tae foi o primeiro a perguntar.

- Aconteceu isso. - Olly que sentava ao lado de Jimin mostrou a revista que
Jimin estava lendo.

Era uma foto de Jungkook de terno, ajoelhado sobre um joelho segurando


uma caixinha aberta com uma aliança. Em baixo estava escrito "Park Jimin
aceita se casar comigo?"

Todos os parabenizaram e desejaram felicidade.

Três meses depois Jimin optou por uma cerimônia casamento pequena no
jardim de casa.

Arrumaram tudo e os dois entraram juntos, Jungkook de preto e Jimin de


branco.

Olly entrou com as alianças e Jungkook falou seus votos primeiro. Depois
foi a vez de Jimin que no finalzinho falou - Vc sabe que faço tudo pelo Olly
e ele me pediu algo a alguns meses. - Jimin sinalizou para Olly ir até eles -
E hj quero dizer a ele que sim. - olhou para Olly - O que vc me pediu logo
estará aí.

Jungkook olhou para Olly que sorria feliz.

- Mesmo? - Olly perguntou animado.

- Mesmo filhote. - Jimin confirmou e quando Jungkook ia perguntar o que


era Olly pulou e gritou.

- Eu vou ter um irmão.

Jungkook ficou sem reação e só conseguia olhar para os dois sorrindo bobo.
Bônus
22 anos depois.

Olly acabou por se tornar cantor, mundialmente conhecido, estourou com


dezesseis anos, mas parou de fazer shows aos vinte e seis quando Jungkook
pediu pra ele tomar conta da empresa, já que se aposentou e saiu pra viajar
o mundo com Jimin.

Olivia, irmã de Olly que foi quem escolheu o nome dela, a única outra filha
do casal, se tornou modelo e sempre que tinha que viajar deixava Lilit, sua
filhote que já estava com quatro aninhos, com Oliver que ainda morava na
casa que era dos pais.

Olivia conheceu o marido na sua formatura, passaram uma noite juntos e


começaram a sair, com quase seis meses depois tiveram uma briga por
ciúmes, por causa dos admiradores da modelo e quando ficou com raiva e
seus feromonios ameaçaram Olivia, a filhote o ameaçou de volta, de dentro
da barriga da ômega.

Olly desde que descobriu a gravidez da irmã sempre conversava com a


barriga e cercava a irmã com seus feromonios enquanto acariciava a barriga
que só se mexia pra ele e que quando nasceu era exatamente como ele. A
filhotinha mesmo em seus primeiros dias já não gostava de ficar com outras
pessoas, era só os pais ou os tios.

Tae teve um casal de filhos que eram um ano mais novos que Olivia, Jay e
Hye.

J-Hope e Yoongi, adotaram um filhote, Luiz, que tinha a idade de Olivia.

No começo moravam todos na casa exceto Olivia que tinha se casado bem
cedo. Mas agora, os filhotes todos já estavam saindo de casa para morarem
com outras pessoas. Ficando só Olly.
E os pais já estavam viajando a dois anos direto e só voltavam a cada três
meses, mas só passavam na casa, ficavam uns cinco dias no máximo e
voltavam a viajar.

Olivia sempre que tinha que fazer uma viagem mais demorada deixava Lilit
com Olly e dessa vez ela a deixou e avisou que ia ficar uma semana fora.

- Sai da frente que ele e todo meu. - Lilit gritou correndo pro tio.

- Baixinha. - Olly ria ao abraçá-la e jogá-la pra cima.

- Grandão. - Lilit riu e depois pediu manhosa - Me leva na praia, quero ver
o mar.

- Agora. - Olly a jogou pra cima de novo rindo - Só vamos passar na


empresa do tio e vamos ver o mar.

Na empresa surgiu um problema que Olly precisou resolver, então deixou


Lilit que sempre foi muito esperta no escritório com um segurança que no
primeiro descuido a permitiu fugir do escritório.

Lilit saiu correndo pela empresa brincando e rindo alto, até que uma mulher
a segurou a força pelo braço enquanto a levá-la pra fora da empresa. Lilit
começou a gritar mas ninguém a ajudou e a moça a jogou do lado de fora da
empresa reclamando que ela era muito barulhenta.

Mas assim que foi empurrada para fora um rapaz que estava passando a
pegou antes que ela caísse.

- Oi mocinha. - sorri.

- Oi. - Lilit que chorava ao ser posta pra fora, parou no mesmo momento
olhando o rapaz encantada com ele - Vc é lindo.

- Vc tbm é linda pequena. - riu divertido a colocando no chão e se


abaixando na altura dela - O que aconteceu pequena?
- A mulher má me pois pra fora. - Lilit contou triste.

- E cadê seus pais? Quer ajuda pra achá-los? - ofereceu.

- Eu tô com meu tio, mas não precisa ele vai me achar. - Lilit riu com o
rapaz limpando seu rosto - Qual seu nome?

- Leon e vc?

- Lilit. - sorriu feliz - Tio Leon vc é muito lindo.

- Vc é muito mais linda que eu. - Leon não resistiu e a abraçou.

- Tio Leon, vc pode esperar o meu tio comigo? - Lilit pediu fazendo bico.

- Claro. - Leon olhou a hr, viu que ia se atrasar então mandou uma
mensagem pros chefes - Pq não o esperamos tomando sorvete ali? - apontou
a sorveteria do outro lado da rua.

- Siiim. - Lilit se jogou nele o abraçando e rindo.

Leon comprou sorvete e enquanto tomavam ele perguntava a filhote quem


era o tio e se eles não podiam ir procurar por ele, mas a filhote só queria
saber se o veria novamente. Estava quase acionando a polícia quando ouviu
um grito muito alto. E não era um grito qualquer, era um grito de um alfa
puro. Leon viu várias pessoas que passavam do lado de fora da empresa se
encolhendo, tapando os ouvidos com dores.

E por reflexo, Leon abraçou Lilit tapando os ouvidos da filhote, com medo
de que o grito a afetasse. Mais ao contrário do que pensou, Lilit riu.

- Vc está rindo? - Leon a olhou surpreso - Não sentiu nada?

- É meu tio. - Lilit da de ombros - Acho que ele finalmente notou que eu
sumi.

Assim que Lilit terminou de falar um alfa saiu de dentro da empresa


olhando em volta e gritando com os seguranças que mesmo de longe, Leon
podia jurar que eles estavam suando frio.
- Procurem agora e se não acharem ela estão demitidos. - Olly estava
transbordando de raiva, soltando feromonios sem conseguir se conter, mas
então parou, olhou do outro lado da rua e riu.

Lilit que estava nos braços de Leon acenava pra ele e rindo.

- Deixem pra lá, já achei. - Olly riu passando a mão no rosto e foi até Lilit
que comemorou assim que ele se aproximou, pedindo colo.

- Tio Olly, me achou. - Lilit gritou feliz.

- Vc é uma pestinha. - Olly a abraçou e ficou olhando Leon, sem conseguir


desviar os olhos.

- Olá. - Leon sorriu.

- Oi. - Olly estendeu a mão o cumprimentando.

- Tio Olly o Tio Leon me deu sorvete. - Lilit contou feliz.

- Estou vendo, está toda lambuzada. - Olly riu divertido.

- Bem agora que vc achou seu tio eu preciso ir. - Leon riu e foi dar um
beijinho na testa de Lilit se despedindo, que riu divertida.

- No tio Olly tbm. - Lilit falou e esperou ansiosa.

Olly a olhou surpreso, sabia o quão reservada essa filhote era.

Leon nem prestou atenção na reação do alfa, o seu celular tocou, ele olhou e
pareceu preocupado, então olhou pra Lilit - Tchau pequena foi um prazer.

- O beijou do tio Olly. - Lilit gritou rápido.

- Claro, claro. - Leon riu divertido.

Estava com pressa então só deu outro beijo na cabeça dela e se virou pra dar
um no rosto de Olly, que ficou surpreso e acabou virando o rosto e
recebendo um selinho.
- Me desculpe, estou atrasado. - Leon falou já saindo correndo pra pegar um
taxi enquanto ria.

- Tio Leon te vejo amanhã. - Lilit gritou acenando.

- Claro. - Leon gritou já entrando no táxi.

Olly olhou surpreso e confuso - O que aconteceu agora?

- Tio Leon é de mais. - Lilit comemorou.

- Da onde vc conhece ele? - Olly o olhou confuso.

- Ele me pegou quando a mulher má me pois pra fora. - Lilit deu de ombros.

- E? - Olly ainda confuso.

- E ele me comprou sorvete. - Lilit sorriu - E amanhã as onze horas é pra


mim me encontrar com ele aqui de novo.

- Agora vc marca compromissos? - Olly riu.

- É o tio Leon. - Lilit deu de ombros.

- Vc acabou de conhecê-lo. - Olly repreendeu.

- Mas eu gosto dele. - Lilit o olhou confusa.

- Tudo bem filhotinha, amanhã eu te trago aqui. - Olly riu, achando que ela
não se lembraria no dia seguinte.

- Eba. - Lilit comemorou.

Mas no outro dia, de minuto em minuto, Lilit perguntava que horas eram,
mesmo não entendendo, em seguida perguntava quanto faltava para ir ver o
tio Leon.

Olly acabou tendo que leva-la.


- Tio Leon. - Lilit gritou assim que Leon entrou pela porta da sorveteria.

- Eu achei que vc não viria. - Leon a abraçou apertado e comprimentou


Olly.

- Tio Olly me enrolou o dia todo. - Lilit falou balançando a cabeça e


suspirando, Leon riu divertido com o jeito de falar da filhote.

- Seu tio é muito mau. - Leon provocou a filhote rindo.

- É verdade. - Lilit confirmou séria.

- Ei eu estou ouvindo. - Olly reclamou.

- Tio Olly está com ciúmes. - Lilit falou sussurrando surpreendendo Olly e
fazendo Leon rir mais.

- E ele está com ciúmes pq? - Leon sussurrou de volta.

- Pq eu tenho um amigo bonito, e meu amigo não dá atenção pra ele. - Lilit
sussurrou de volta - Só pra mim.

- E quem é esse seu amigo bonito? - Leon perguntou ainda sussurrando.

- É vc tio Leon. - Lilit o olhou confusa.

- Eu estou ouvindo sabia? - Olly riu da conversa.

- Eu sei bobinho. - Lilit riu do tio.

- Pq não tomamos o sorvete? - Leon sugeriu um pouco envergonhado com a


intensidade do olhar de Olly sobre ele.

- Siiimmm. - Lilit feliz.

- Então Leon. - Olly começou quando estavam tomando o sorvete - Vc


mora por aqui?
- Oh não. - Leon riu enquanto brincava de aviãozinho de sorvete com Lilit -
Só estava passando ontem e Lilit pediu pra mim voltar hj.

- Achei que vc tinha marcado com ela. - Olly confuso.

- Não, ela que pediu pra me ver hj de novo. - Leon riu - Só avisei que só
poderia as onze, nem achei que ela ia se lembrar disso, ou que vc traria ela.

- Eu sou o tio. - Olly deu de ombros - Faço tudo que ela quer, preciso
estragar ela pra minha irmã ter o que consertar.

Leon o olhou surpreso e gargalhou divertido.

- O que? - Olly deu de ombros - Falei só a verdade.

- Tio Olly é o melhor. - Lilit comemorou.

- E o que vc faz Leon? - Olly curioso.

- Eu sou médico. - Leon sorriu ainda brincando com Lilit.

- E trabalha por aqui? - Olly.

- Na verdade não. - Leon riu de Lilit com o nariz sujo e quando foi pegar o
guardanapo pra limpar acabou pegando nas mãos de Olly que tbm pegava
guardanapo pra limpar a sobrinha - Me desculpe.

- Eu que peço desculpas. - Olly o olhava confuso, não com o que aconteceu,
mas com o que sentiu.

- Tio Leon vc está vermelho. - Lilit falou os olhando - Como a mamãe fica
quando o papai provocava ela.

- Vc. - Leon a olhou incrédulo.

- Não entenda mal. - Olly falou rápido - Ela é uma alfa pura, é pouco o que
ela não escuta.
- Oh. - Leon suspirou aliviado, já estava pensando em que tipo de família
seria a da garota, que eles se provocam na frente dela.

- Tio Leon vc e o tio Olly são como a mamãe e o papai? - Lilit duvidosa.

- Não querida. - Leon meio envergonhado - Eu conheci seu tio agora.

- Mas vc o beijou ontem. - Lilit.

Leon olhou para Olly pedindo ajuda.

- Foi só pq vc pediu pequena. - Olly riu.

- Então se eu pedir vcs vão se beijar de novo? - lilit duvidosa.

Leon olhou atordoado para Olly.

- Não é assim filhotinha. - Olly coçou a nuca envergonhado.

- Então é como? - Lilit olhava de um pro outro.

Então o celular de Leon tocou.

- Pequena o tio precisa ir agora. - Leon já se levantando.

- Tio podemos sair amanhã de novo? - Lilit perguntou rápido se jogando em


Leon.

- Oh pequena. - Leon a abraçou apertado - Talvez o tio não possa, o tio


precisa trabalhar.

- O tio Olly pode me levar onde vc trabalha? - Lilit olhou pra ele com
olhinhos vermelhos.

- Se seu tio puder tudo bem. - Leon não conseguiu dizer não.

- Eba. - Lilit gritou - Tio Olly vc me leva?

- Claro. - Olly riu e Leon o olhou franzindo a testa - Me diga onde é.


Então Leon passou o endereço e Olly ficou surpreso mas não disse nada.

Leon se despediu e quando estava se afastando Olly foi atrás dele.

- Não quer que eu leve Lilit pra te ver? - Olly parou Leon do lado de fora da
sorveteria e perguntou baixinho enquanto olhava a sobrinha brincando com
o segurança.

- Não é isso, de forma alguma. - Leon surpreso e preocupado - Seria ótimo


ver ela.

- E então? - Olly o olhava vidrado.

- Não sei se lá é o melhor lugar pra ela ir. - Leon suspirou e contou
envergonhado - Eu comecei a trabalhar lá essa semana, nem sei se posso
levar pessoas lá.

Olly riu - Ok. - virou as costas e voltou para dentro da sorveteria.

Leon pensou em ir atrás dele e perguntar o que esse ok significava, mas não
podia se atrasar de novo, então deixou pra lá.

No outro dia, Leon não foi a sorveteria, foi direto pro hospital.

Pouco depois da uma hora, estava passando de quarto em quarto dos


pacientes, quando ouviu uma gritaria seguida de muitos risos, mas deixou
pra lá e entrou no próximo quarto.

- Senhor Roberto, boa tarde, como está hj? - Leon falou com o paciente.

- Doido pra terminar isso aqui e ir embora. - Roberto riu.

Leon riu divertido.

- O que é esse barulho todo? - Roberto olhava pra porta.

- Não sei. - Leon tbm olhou pra fora.


- Será que é a pestinha? - Roberto falou surpreso.

- Quem? - Leon o olhou confuso.

- Uma menininha que vem às vezes. - Roberto riu - Ela é muito custosa, sai
acordando todo mundo e brincando, mas não deixa ninguém encostar nela.

- Oh. - Leon surpreso - E os donos deixam?

- Se eu não me engano ela é filha da sobrinha dos donos. - Roberto


pensativo.

- Faz sentido. - Leon riu.

- Mas todo mundo gosta dela, ela quase não vem, mas quando vem roda o
hospital todinho, fazendo todo mundo rir. - Roberto ria feliz.

- Ainda não a conheci. - Leon comentou.

- Ela é linda, mas é custosa. - Roberto riu mais.

- Se todo mundo gosta dela, pq ela não vem mais vezes? - Leon curioso.

- A mãe é modelo e o pai tbm. - Roberto contou - Eles quase não ficam aqui
na cidade, fiquei sabendo que ela só vem aqui quando o tio fica com ela, o
tio tbm é um cantor famoso que todo mundo que vem aqui a mais tempo
sabe quem é.

- Espero conhecê-los. - Leon riu e foi se despedindo.

Mas assim que abriu a porta e saiu ouviu um grito e se assustou.

- Tio Leon. - Lilit gritou assim que o viu e correu pra ele.

Leon a olhou assustado e só a pegou por reflexo.

- Quem é que tá gritando tanto?


Antes de Leon responder a Lilit ouviu outra voz e quando olhou engoliu em
seco.

- Senhor Neal. - Leon preocupado.

- Então é vc que vem gritando e acordando todo mundo coisinha. - Neal


veio olhando feio pra Lilit e foi tentar pegá-la.

- Tio Leon socorro. - Lilit gritou desviando de Neal.

- Senhor Neal eu... - Leon tentou falar, já estava preocupado, mas então
ficou surpreso.

- Eu vou te morder, pedaço de Olly. - Neal a pegou de uma vez e levou a


boca na barriga de Lilit a fazendo gargalhar.

Leon os olhou sem entender, confuso. Então olhou em volta e viu Olly se
aproximando rindo.

- Lilit. - Olly reclamou - Pare de gritar.

- Mas o tio Neal tá me comendo. - Lilit gargalhava, gritando de tanto rir.

- Tio, para. - Olly riu - Se não ela não para de gritar.

- Tio Leon socorro. - Lilit pediu colo pro ômega que a pegou meio sem
reação.

- Oh. - Neal os olhou surpreso.

- Tio Neal, mal. - Lilit abraçou Leon emburrada.

- O que está acontecendo aqui? - Dom se aproximou.

- Esse pedaço de Olly, que está se agarrando a um de nossos médicos. -


Neal olhava curioso para Leon.

- Lilit. - Dom estendeu o braço pra filhote que o olhou e virou o rosto
bufando.
- Tio Neal comeu minha barriguinha. - Lilit reclamou e os alfas riram.

Leon ainda estava olhando de um para o outro sem entender.

- Lilit, pq vc não nos apresenta seu tio? - Neal provocou.

- Siiim. - Lilit virou-se pra eles na mesma hora - Esse é o tio Leon, o
namoro de tio Olly.

Dom riu, Neal ficou surpreso. Olly engasgou com a água que tomava e
Leon arregalou os olhos gaguejando - Lilit n-nós n-não...

- Não sabia que estava namorando Olly. - Neal reclamou olhando o


sobrinho.

- N-não... - Leon tentava falar mas nada saia.

- Não estou. - Olly ainda tossindo.

- Lilit disse que sim. - Dom riu.

- Nós nos conhecemos ontem. - Leon surpreso.

- Que namoro rápido. - Neal riu divertido - Desejo felicidades.

- Nós não estamos namorando. - Leon conseguiu se recuperar - Eu nem


conheço ele.

- Oh. - Neal surpreso e confuso - Mas lilit?

- Não sei de onde ela tirou isso. - Olly falou rápido.

- Oh pedaço de Olly. - Dom olhou semicerrando os olhos, para Lilit - Pra


começar, pq vc tá no colo de alguém que acabou de conhecer?

Leon ficou surpreso com a pergunta e por reflexo apertou Lilit nos seus
braços que tbm o apertou.
- Olha só. - Neal exclamou surpreso e rindo - Pq será que eu tenho a
impressão de já ter visto isso antes?

- Não entenda mal Leon. - Olly falou rápido, surpreendendo mais os dois
mais velhos - Lilit não gosta muito que peguem nela, principalmente
desconhecidos. Por isso meu tio falou assim.

Leon sem perceber soltou a respiração que nem percebeu quando prendeu.

Dom riu divertido e apertou o nariz de Lilit - Da onde vc tirou que os dois
namoram?

- Eu quero. - Lilit deu de ombros.

- Só pq vc quer? - Dom riu mais.

- Sim. - Lilit sorriu - Tio Olly sempre faz o que eu quero.

Neal, Dom e Leon olharam semicerrando os olhos pra Olly.

- O que? - Olly confuso.

- Vc estraga a Lilit de mais. - Neal respirou fundo.

- Eu sou o tio, tô aqui pra isso. - Olly deu de ombros, mas vendo o olhar que
Leon lhe lançava parou de rir - Me desculpe.

Neal logicamente percebeu Leon olhando Olly de cara feia e bufando, tbm
percebeu como seu sobrinho ficou com a reação do ômega, então decidiu
que queria se intrometer.

- O que vc veio fazer aqui hj? - Neal sorrindo.

- Vim ver o Tio Leon. - Lilit gritou feliz.

- E não vai ver os outros? - Dom perguntou apontando para os quartos.

- Se o tio Leon for comigo sim. - Lilit comemorou.


- Então vão lá. - Neal sinalizou pra ela ir na frente, mas Lilit não quis descer
do colo de Leon no começo.

- Então Leon como conheceu Lilit? - Neal ia na frente com eles. Dom e
Olly vinham atrás conversando.

Então Leon contou o que aconteceu.

- Já mandei ela embora. - Olly falou quando viu Neal o olhando irritado.

- Bom mesmo. - Neal resmungou e voltou-se pra Lilit - E vc pedaço de


Olly, gosta muito do tio Leon?

- Muito. - Lilit falava quase tudo gritando de felicidade.

- O que acha de o tio Leon tirar uns dias pra ficar com vc? - Neal perguntou
surpreendendo Leon.

- Senhor Neal não precisa... - Leon começou mas Lilit o interrompeu.

- Siiim. - Lilit gritou feliz.

- Então se o tio Leon quiser, ele pode passar os próximos dias com vc, o que
me diz? - Neal sorria.

- Obrigado tio Neal. - Lilit correu para abraçá-lo.

- Tio Leon. - Lilit pediu colo pro ômega que olhava surpreso pros dois.

- Oi pequena. - Leon respondeu a pegando no colo.

- Vc vai passar os dias comigo? - Lilit perguntou manhosa.

- Oh florzinha. - Leon a abraçou e olhou pra Neal.

- Se quiser não precisa vir trabalhar nesses dias. - Neal sorriu - São só cinco
dias.

- Em cinco dias a mãe da Lilit vem buscá-la. - Olly explicou.


- Se vcs não se importarem. - Leon queria, mas ao mesmo tempo não
queria. Estava preocupado com o trabalho, mas tbm não queria deixar Lilit
triste.

- Eba. - Lilit comemorou.

Passaram de quarto em quarto como ela sempre fazia quando ia no hospital,


depois pediu pra saírem pra comer. Neal na mesma hr falou pra Leon ir
tbm.

Então passaram os cinco dias seguidos com Lilit acordando e ligando pra
Leon ir buscá-la pra passearem e consequentemente Olly tbm se aproximou
mais do ômega.

- Ela é sempre assim? - Leon perguntou enquanto olhavam Lilit em um


brinquedo de bolinhas.

- Ela estuda em uma escola integral por causa da profissão dos pais, eles
moram em outro país. - Olly contou - Então quando a deixam comigo faço
tudo que ela quer.

- E pq ela não mora com vc então? - Leon o olhou curioso - Pelo que vc
disse, vc tem trabalho e casa fixos.

- Na verdade eu tbm não sei. - Olly riu olhando Leon que acabou ficando
vermelho e desviando o olhar - Acho que nunca me passou pela cabeça
pedir pra ficar com ela.

- E a mãe dela deixaria? - Leon perguntou envergonhado.

- Pq tenho a impressão que vc que não quer se separar dela? - Olly o olhou
curioso.

- Não é isso, é só que. - Leon ficou mais vermelho ainda - É só que, ela
parece gostar muito de ficar com vc.

- E com vc. - Olly o provocou.


- Se ela fosse minha sobrinha com toda certeza ela moraria comigo. - Leon
suspirou olhando a filhotinha.

Olly ficou olhando o ômega, encantado não só com a beleza dele, mas tbm
com o olhar apaixonado que ele olha sua sobrinha. Se afastou um pouco
dele e pegou seu celular, enviou uma mensagem e esperou, em poucos
minutos recebeu um ok.

- O que foi fazer? - Leon perguntou quando Olly voltou para seu lado.

- Minha irmã mandou mensagem. - Olly sorriu - Lilit terá que ficar aqui
mais uma semana.

Leon sorriu e olhou todo feliz pra filhote, mas depois suspirou.

- Meu tio vai querer que vc continue com ela. - Olly murmurou.

Leon o olhou surpreso e um pouco envergonhado, então sorriu e acenou


com a cabeça.

Olly a cada oportunidade que tinha, conversava e ria com Leon. Até
chegando a provocá-lo algumas vezes, coisa que até ele mesmo ficou
surpreso a primeira vez que aconteceu.

Quando contaram a Lilit que ela ficaria mais uma semana ela ficou radiante
e pediu Leon pra dormir com ela nesses dias.

Depois de muita conversa e de Lilit até chorar o ômega concordou e acabou


passando uma semana na casa de Olly.

Nessa semana, os dois ficaram amigos. Se conheceram mais e pela primeira


vez, um sentimento desconhecido surgiu em Olly, que chegou ao ponto de
pedir a Lilit para pedir Leon para lhe dar um beijo.

- Só um. - Lilit pediu fazendo bico.

- Pequena. - Leon repreendeu.

- Pufavozinho tio Leon. - Lilit pedia manhosa - Eu vou embora amanhã.


- E o que isso tem a ver? - Leon riu divertido e deu um tapa leve em Olly -
Me ajuda aqui.

- Só um? - Olly pediu o surpreendendo.

- Era pra vc me ajudar não ajudar a Lilit. - Leon riu divertido.

- Quero vcs juntos. - Lilit abraçou o pescoço dos dois os fazendo se


abraçarem - Pelo menos vcs tem que ficar juntos.

- Oh pequena. - Leon a abraçou apertado - Logo vc volta.

- Vai demorar. - Lilit falou triste - Sempre demora.

- Não vai não pequena. - Leon os apertou e olhou sério pra Olly - Certo
Olly?

- Certo. - Olly riu.

- Promete? - Lilit com os olhos vermelhos.

- Prometemos. - Leon falou sério - Agora durma um pouquinho.

- Te amo tio Leon. - Lilit o abraçou.

- Eu te amo princesa. - Leon a beijou na testa e depois saíram do quarto


indo pra sala.

- Vc não pode pegar ela daqui alguns dias? - Leon olhou triste pra Olly.

- E o que eu ganho com isso? - Olly provocou.

- Ganha? - Leon franziu a testa - Ela é sua sobrinha.

- Mas eu não prometi nada. - Olly deu de ombros.

- Como vc pode ser assim? - Leon o olhou surpreso e triste.


Olly só o estava provocando, mas não esperou que Leon ficaria realmente
irritado com ele.

- Ei me desculpa. - Olly o segurou quando Leon se virou pra sair e ficou


surpreso quando viu Leon chorando - O que foi? O que aconteceu? - ficou
preocupado e o abraçou.

- Eu não sei. - Leon chorou sem se segurar.

- Eu só estava brincando, não precisa chorar, eu pego ela quantas vezes vc


quiser, pego ela pra sempre se vc quiser. - Olly se apavorou ao vê-lo
chorando.

Leon o olhou surpreso então Olly percebeu o que disse e como estava.
Muito mais preocupado com Leon do que queria ter demonstrado.

- E-eu, e-eu. - Olly o soltou rápido e tentou falar mas não conseguiu.

- Vc faria isso por mim? - Leon o olhou curioso, enxugando as lágrimas.

Olly olhava o sorriso que surgiu nos lábios do ômega vidrado, sem saber o
que falar.

Leon se aproximou de Olly parando a centímetros dele - Olly?

- Por vc sim. - Olly suspirou o olhando apaixonado.

Leon já tinha percebido que os olhares que Olly lhe lançava estava
mudando com os dias, sentia o desejo do alfa e da mesma forma seu próprio
desejo pelo alfa. E agora já estava no seu máximo, principalmente depois de
um olhar tão apaixonado.

- Me desculpe. - Olly murmurou triste.

- Pq? - Leon confuso.

- Não sei quando aconteceu. - Olly confuso - Mas eu não consigo parar de
pensar em vc.
Leon sorriu e puxou Olly que ia se afastando - Que bom que não sou só eu.
- sussurrou e o beijou.

Olly ficou surpreso, mas tbm ficou feliz. Puxou o corpo de Leon pra si e
aprofundou o beijo.

Ficaram alguns bons minutos se beijando, Olly passeava a mão pelo corpo
do ômega, acariciando e tocando cada parte, o fazendo suspirar, até que
Leon soltou um gemido baixo e o afastou.

- Não. - Olly o segurou o puxando pra mais perto, não querendo o deixar se
afastar.

- Olly. - Leon chamou - Olly olhe pra mim?

Olly o abraçava apertado, de olhos fechados, estava exitado de mais, sabia


que se o olhasse Leon veria seus olhos completamente dourados.

- Olly. - Leon segurou o rosto dele de frente para o seu - Olhe pra mim, por
favor?

- Eu... - Olly tentou falar mas não conseguiu.

- Olly. - Leon deu um beijo nos lábios do alfa que abriu os olhos surpresos e
ficou mais surpreso ainda quando viu os olhos de Leon, completamente
rosa, não eram tão escuros como os de sua mãe, mas eram rosa.

- São lindos. - Olly exclamou surpreso.

- Os seus tbm. - Leon sorriu.

- Me desculpe. - Olly tentou se afastar mas dessa vez quem não deixou foi
Leon.

- Eu quero vc. - Leon falou o olhando nos olhos.

Olly arregalou os olhos surpreso, não pensou que o ômega seria tão direto.

- Não quer? - Leon sorriu de lado.


Olly o puxou pra si e o beijou, dessa vez com muito mais desejo. O puxou
pra cima o fazendo envolver sua cintura com as pernas e foi em direção aí
seu quarto.

- Eu estou louco por vc. - Olly murmurou o deitando na cama.

- E o que está esperando agora alfa? - Leon o provocou - Eu tbm quero vc.

Olly voltou a beijá-lo, tirando as roupas.

Preparou o ômega até sentir que era o suficiente e colocou de quatro, bem
empinado o penetrando devagar.

Se moveram calmos e lento, explorando os corpos um do outro durante o


sexo, se conhecendo aos poucos.

- Eu quero vc pra mim... - Olly sussurrou no ouvido do ômega quando


sentiu seu orgasmo próximo, o puxou pra si colando as costas dele em seu
peito e o marcou o penetrando bem fundo em uma estocada mais forte e
rápida, arrancando gemidos de prazer mais altos do menor, levando os dois
ao orgasmo.

- Oliver... - Leon murmurou surpreso passando a mão na marca.

- Me desculpe. - Olly sussurrou - Mas eu não quero arriscar ficar sem vc.

- Olly. - Leon riu - Vc é louco alfa.

- Minha mãe me ensinou a sempre fazer de tudo por quem amamos. - Olly
sussurrou.

- Oliver, nos conhecemos não tem nem um mês. - Leon o abraçou rindo.

- Eu sei o suficiente do amor, pra saber que amo vc. - Olly olhou nos olhos
do ômega - E eu sei o que vc sente por mim.

- Eu estou apaixonado por vc alfa. - Leon riu, sabia que o vínculo permitia
Olly sentir o que ele sentia em relação a ele - Mas vc não deveria ter me
marcado, e se não dermos certo?
- Sabe pq meu tio Neal, chama a Lilit de pedaço de Olly? - Olly o olhou
sorrindo.

- Pq? - Leon curioso.

- Pq assim como eu era ela tbm é, não confia nas pessoas, não gosta que
outras pessoas se aproximem dela, não quer pessoas desconhecidas
próximas. - Olly falava e via a surpresa nos olhos do ômega - Mas com vc
não, no momento em que ela te viu ela gostou de vc, assim como eu.

- Olly... - Leon surpreso.

- A última pessoa que isso aconteceu, foi minha mãe. - Olly sorriu - Assim
que o vi, eu o amei e amo cada dia mais até hj, a primeira vez que o vi eu
tinha a idade da Lilit. Vc foi a segunda pessoa em toda minha vida, que eu
quis estar perto. Alguém que eu nunca tinha visto, mas que fez meu coração
bater mais rápido. Eu te amei do primeiro minuto que te vi, mas só tive
coragem de aceitar meus sentimentos agora.

- Olly... - Leon tinha lágrimas nos olhos.

- Eu te amo, quero que vc me marque para que sinta, o quão real é. - Olly o
interrompeu - E não pergunte se tenho certeza, pq eu tenho.

Leon o olhou com lágrimas escorrendo e confirmou, então liberou suas


presas e o marcou. Então sentiu, a imensa onde de emoções que o alfa
sentia por ele.

- Eu pedi a Olivia pra deixar Lilit mais uma semana só pra ficar perto de vc.
- Olly contou rindo - Mas sei o quanto vc ama aquela pequena então vou
pedir pra deixá-la aqui conosco, porém quero que vc se mude pra cá.

- Olly eu... - Leon o olhou surpreso, mas sentindo tudo que o alfa sentia
respirou fundo e riu feliz - Sim alfa, sim, sim e sim. - o abraçou apertado -
Mas e seus pais?

- O que tem eles? - Olly o olhou rindo.

- Eles podem não gostar. - Leon deu de ombros.


- De vc vir morar comigo? - Olly confuso.

- Ou de mim. - Leon confirmou.

- Pra começar, tem dois anos que eles estão viajando e não tem nem
previsão de quando vão parar. - Olly contou rindo - E depois, eles estão me
enchendo o saco a uns anos já, pra mim arrumar alguém.

- E se esse alguém não for eu? - Leon preocupado.

- Amor. - Olly falou e sorriu com o quão vermelho o ômega ficou - Na


minha família, tudo que eles esperam é que eu encontre alguém que eu ame
e eu vou te contar o pq. - o abraçou apertado e começou a contar ao ômega
como ele, encontrou a mãe.

- Que lindo amor. - Leon falou, mas rapidamente escondeu o rosto de


vergonha.

- Me chame assim sempre. - Olly o beijou e o pegou no colo.

- O que vai fazer? - Leon riu.

- Vamos tomar banho. - Olly foi com ele pro banheiro.

- Olly... - Leon começou.

- Amor. - Olly o interrompeu - Me chame de amor.

- Amor. - Leon murmurou escondendo o rosto no peito do alfa de novo - Vc


vai mesmo pedir sua irmã?

- Claro que sim. - Olly riu - Desde que vc quer Lilit aqui.

- Eu quero muito. - Leon falou rápido.

- Minha mãe vai amar vc. - Olly riu.

- Espero que sim. - Leon murmurou.


No outro dia cedo, antes de acordarem Lilit, Olly ligou pra Olivia e pediu
para deixar Lilit morando com eles.

- E então? - Leon ansioso - Ela deixou?

- Deixou. - Olly sorriu o abraçando - Mas Lilit vai ter que ir com eles pra
passar pelo menos o último mês de aulas, ela já perdeu duas semanas e falta
só um mês.

Leon respirou fundo - Tudo bem.

- Quer contar pra ela? - Olly o beijou.

- Eu posso? - Leon transbordando felicidade.

- Claro que sim. - Olly riu e o pegou no colo entrando para dentro da casa.

- Tios? - Lilit chamou assim que os viu.

- Pequena nós... - Leon parou no meio e engoliu em seco.

Lilit já estava vestida e com a mala pronta e toda feliz os olhando.

- Tio Leon. - Lilit se jogou nele o abraçando - Eu vou sentir saudades.

- Eu tbm vou pequena. - Leon a abraçou apertado.

- Tio Leon. - Lilit exclamou surpresa - Vc tem uma marca.

- Vc não queria que ficássemos juntos? - Olly riu.

- Siiim. - Lilit gritou feliz.

- Lilit temos algo pra te contar. - Olly sorriu feliz, mas então viu Leon
negando com a cabeça.

- O que é ? - Lilit se interessou.


- Só nos de um minuto querida. - Olly franziu a testa e pediu pra que ela
esperasse no sofá, então subiu com Leon para o quarto - O que foi amor?

- E se ela não quiser ficar aqui? - Leon murmurou preocupado.

- Pq acha que ela não iria querer? - Olly confuso.

- Não sei. - Leon se encolheu - Eu só pensei em mim, em não querer ficar


longe dela, mas eu não pensei na mãe dela. Ela pode preferir ficar com com
mãe.

- Oh meu amor. - Olly o abraçou - Pq não conversamos com ela então?

- Eu não quero fazer ela escolher entre a mãe. - Leon sussurrou - Eu não
tenho esse direito.

- Então vamos deixar ela ir e perguntamos se ela quer voltar nas férias dela,
depois perguntamos se ela não quer ficar com a gente tá bom assim? - Olly.

- Sim. - Leon suspirou e depois desceram.

- Lilit o que me diz de vir passar as suas férias aqui com a gente? - Olly
perguntou sentando-se ao lado dela.

- Siiim. - Lilit feliz, mas então ficou triste - Vai demorar muito?

- Não meu anjinho. - Leon segurou as mãozinhas dela - Só um mês, bem


curtinho.

- Eba. - Lilit comemorou os abraçando.

Então avisaram que tinha um taxi a esperando.

- Não quer levar ela? - Leon perguntou baixinho enquanto a colocavam no


táxi.

- Não precisa tio Leon. - Lilit sorriu e deu mais um abraço nele - Eu vou
sentir saudades.
- Eu tbm vou pequena. - Leon segurava pra não chorar.

O taxi saiu e assim que se distanciaram da casa Lilit começou a chorar


muito. E Leon não estava nem um pouco diferente.

Leon se mudou para a casa de Olly e todos os dias eles ligavam para Lilit.
Mas com duas semanas Olivia pediu para pararem de ligar, não explicou o
pq, só pediu para pararem. Então eles pararam, mas com isso Leon foi
ficando mais triste a cada dia.

- Oh meu amor. - Olly o acalmava fazendo carinho - Só mais uma semana e


ela volta.

- Mas e se a sua irmã não quiser deixar ela vir mais? - Leon chorava
baixinho.

- Ela já tinha dito que deixava amor. - Olly o consolava.

- Mas agora ela não quer nos deixar falar com ela amor. - Leon triste.

- Eu vou falar com ela ok? - Olly pegou o celular e ligou.


- Oi? - Olivia.
- Quero saber se vai mandar a Lilit no final do mês. - Olly.
- Não ela não vai. - Olivia.
- Pq? - Olly.
- Pq não Olly. - Olivia desligou.

- Ei amor se acalme. - Olly tentava acalmar o ômega que chorava muito -


Não se preocupe eu vou dar um jeito.

- Tudo Bem amor. - Leon falou, mas Olly sabia que não estava nada bem.

Depois que Leon dormiu ligou pra mãe.


- Oi filhote? - Jimin.
- Mãe, preciso de um favor. - Olly.
- Claro meu amor. - Jimin.
- Pedi a Olivia pra deixar a Lilit morar aqui comigo e ela deixou. - Olly.
- Que ótimo. - Jimin.
- Mas hj ela falou que não vai mais deixar ela vir. - Olly então contou como
foi a ligação e como tem sido nas últimas semanas.
- Espera. - Jimin o interrompeu - Seu ômega? Como vc não me contou
antes?
- Era pra ser surpresa, vc disse que viriam no final do mês. - Olly.
- Oh céus, meu filho está marcado, finalmente. - Jimin gritou - Jungkook,
nosso filho está marcado.
- Oi filho? É verdade? Como ele é? Como se chama? - Jungkook.
Então Olly contou como conheceu Leon.
- Céus. - Jimin surpreso - É carma da família? Precisam primeiro amar o
filho?
- Se tirarmos o fato que Lilit não é minha filha. - Olly riu.
- Não se preocupe querido vou falar com a sua irmã agora. - Jimin avisou e
desligou.

Mas Jimin não ligou de volta e pra desespero maior ainda de Olly, ninguém
mais o atendia. Nem Olivia, nem os pais, nem os tios.

E quase um semana se passou sem notícias, o que fez com que Leon ficasse
mais preocupado e parasse de comer de vez.

Então Olly apelou para o tio, o pediu pra tentar falar com sua mãe e ver
pelo menos o que estava acontecendo.

Leon já não estava nem indo trabalhar a mais de duas semanas.

E por fim teve uma resposta, mas a resposta foi "Estamos chegando aí em
três dias".

Mesmo com coração dolorido de tristeza Leon se recompôs o máximo que


conseguiu.
Quando eles chegaram Olly apresentou Leon um pouco triste que só sabia
olhar em volta procurando por Lilit.

- Mãe a Lilit não veio? - Olly por fim não aguentou mais esperar.

Jimin o olhou preocupado - Posso falar com vc um momento? - o puxou pra


fora.

- O que aconteceu com a Lilit? - Olly preocupado.

- Ela está doente filho. - Jimin sussurrou.

- O que? - Olly preocupado.

- Fale baixo. - Jimin reclamou.

- Onde ela está? - Olly irritado.

- Estão instalando ela no hospital do seu tio. - Jimin suspirou.

- O que ela tem? - Olly irritado - Como vcs podem não me contar algo
assim?

- Sua irmã preferiu não falar nada pra vc. - Jimin contou - Ainda não sabem
o que ela tem, ela não come e começou a emagrecer muito, nada que come
para no estômago e fica cada dia mais fraca.

- Ela... - Olly franziu a testa e parou pensando, então olhou pra Leon que
estava até com os olhos fundos pelos mesmos motivos - Vcs são um bando
de idiotas. - reclamou.

- Menino veja lá como fala com a sua mãe. - Jimin reclamou surpreso, Olly
nunca falou assim com ele.

- Mãe olhe bem pro Leon. - Olly apontou o ômega que tentava sorrir para
seu pai - Agora se lembre da primeira foto que te mandei.

- Ele está bem mais magro. - Jimin franziu a testa - Parece doente.
- E adivinha como ele ficou assim e quando começou? - Olly cruzou os
braços o olhando.

Jimin franziu a testa e depois ficou surpreso - É nós somos idiotas.

- Vou levar o Leon pra ver a Lilit. - Olly respirou fundo.

- Eu vou com vc. - Jimin saiu atrás do filho.

- Amor onde vcs estão indo? - Jungkook perguntou a Jimin quando estavam
saindo.

- Levar o remédio pro remédio. - Jimin sorriu apontando Leon.

- Remédio? Achei que ele se chamasse Leon. - Jungkook confuso.

Jimin riu e o puxou com ele, contando o que estava acontecendo.

Chegaram no hospital e Jimin os levou direto para o quarto de Lilit.

- Pare Olly, por favor. - Olivia pediu triste, não deixando-os passar.

- O que é agora idiota? - Olly estava irritado.

- Lilit está muito doente e ele parece que tbm está. - Olivia apontou Leon -
Não posso deixar vcs entrarem e se ela pegar algo pior? Nem sabemos
ainda o que ela tem.

- Sai daí menina, antes que eu resolva te bater depois de velha. - Jimin
puxou Olivia pela orelha - Vai lá filho.

- Mãe eles podem deixar ela pior. - Olivia reclamou chorando.

- Não vão, não. - Jimin a repreendeu - Fica quieta que o remédio dela
chegou. - olhou nos olhos de Olivia e respirou fundo - Vc é a mãe dela
amor, mas Lilit escolheu mais alguém pra amar. No momento vc só a pois
no mundo.
- Mãe como vc pode me dizer algo assim? - Olivia espantada chorando -
Ela é minha filha.

- Ela é filha do seu irmão e do ômega que ela escolheu. - Jimin a abraçou -
Assim como Olly me escolheu Lilit escolheu Leon. Vc não é uma mãe ruim
amor, mas no coração ninguém manda, observe. - a puxou para a porta do
quarto apontando Lilit e Leon na cama.

- Ela está... sorrindo? - Olivia exclamou surpresa em meio a lágrimas.

Desde o dia em que Lilit voltou pra ela, a menina só chorou, não comeu
nada e depois de alguns dias até o pouco que comia não parava no
estômago.

Levou ela em vários médicos durante o mês, mas por fim teve que interná-
la por estar muito fraca, então sua mãe ligou e falou que Olly queria saber
notícias de Lilit.

Olivia nunca se sentiu uma boa mãe e sabia que sua filha preferia seu irmão
a ela e seu irmão do mesmo jeito, largaria tudo pra Lilit. Então contou a
mãe como Lilit estava e pediu pra não falar nada a ele, sabia que ele pegaria
o primeiro voo pra vê-la e ele tinha acabado de encontrar seu amor, achou
que não tinha o direito de atrapalhar a vida do irmão por algo que achou que
era problema dela.

Mas o que via a sua frente fez seu coração doer por não ter contado a ele de
uma vez. Sua filha, que só chorou e não deu um sorriso sequer durante todo
o mês, ria feliz ao ver seu irmão e abraçava alguém que ela própria só sabia
do nome.

- Seu irmão me falou que ele está magro assim pq desde que Lilit foi
embora, ele tbm não come direito e da última semana pra cá não come
nada. - Jimin contou a abraçando - Ele é adulto não fica tão mal como a
Lilit, mas não é doença que nenhum dos dois tem, é só saudades que um
sentiu do outro. Não se preocupe filha, Lilit te ama, vc é a mãe dela, ela
sabe disso. Mas aquele ômega ali, foi o que ela escolheu pra amar tbm. Vc
nunca deixará de ser a mãe dela, mas ela decidiu que queria mais uma.

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