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A Escola como Organização Pedagógica

O trabalho aborda a escola como uma organização pedagógica, destacando sua importância social e educacional. O documento explora conceitos de organização escolar, práticas pedagógicas, fatores que influenciam o ambiente escolar e a necessidade de uma educação inclusiva. A metodologia utilizada é a pesquisa exploratório-descritiva, com ênfase na análise de espaços físicos e suas implicações pedagógicas.

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Marcelo LY
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A Escola como Organização Pedagógica

O trabalho aborda a escola como uma organização pedagógica, destacando sua importância social e educacional. O documento explora conceitos de organização escolar, práticas pedagógicas, fatores que influenciam o ambiente escolar e a necessidade de uma educação inclusiva. A metodologia utilizada é a pesquisa exploratório-descritiva, com ênfase na análise de espaços físicos e suas implicações pedagógicas.

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

A Escola como uma organização Pedagógica


Fernando António Morais
708240882

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia


Disciplina: PP I
Ano de Frequência: 1º
Turma‫׃‬F

Nampula, Abril, 2024

1
Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância

A Escola como uma organização Pedagógica


Fernando Antonio Morais
708240882

O presente trabalho é de carácter


avaliativo a ser entregue no
Departamento de IED, na cadeira de
PP I, Leccionada, pelo tutor:

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia


Disciplina: PP I
Ano de Frequência: 1º

Turma‫׃‬F

Nampula, Abril, 2024

2
ÍNDICE
1. Introdução.................................................................................................................4

1.1. Objectivo geral....................................................................................................4

1.2. Objectivos específicos........................................................................................4

1.3. Metodologia de trabalho.....................................................................................5

2. Organização escolar.................................................................................................6

2.1. Conceitos............................................................................................................6

2.2. Práticas escolares e sua importância na organização escolar.............................6

2.3. A Importância da Organização do Ambiente Escolar........................................8

2.4. Formas de organização da escola........................................................................8

2.5. Os elementos dos espaços físicos da escola........................................................8

2.6. Formas de organização da escola........................................................................9

2.7. Organização escolar e dimensão pedagógico-curricular....................................9

3. Factores que contribuem na organização dos espaços escolares e suas implicações


pedagógicas....................................................................................................................10

3.1. Conforto térmico...............................................................................................10

3.2. Conforto acústico..............................................................................................10

3.3. Conforto luminoso............................................................................................11

3.4. Aspectos do ambiente escolar facilitadores da educação inclusiva..................11

4. Conclusão................................................................................................................14

5. Referência...............................................................................................................15

3
1. Introdução

A escola, para além de ter como missão cumprir uma função social de extrema importância,
ao ter entre mãos, a tarefa de ensinar/aprender, teve, ao longo dos séculos, de integrar, resistir,
transformar-se, reformar-se, reorganizar-se, e, principalmente, continuar e perpetuar-se como
uma organização vital para a sociedade contemporânea. A sociedade atual é uma sociedade
organizacional.

Nascemos no seio de organizações, vivemos em organizações, os bens de que usufruímos são-


nos proporcionados por organizações (Etzioni, 1967). Com efeito, as organizações jogam um
papel liderante no nosso mundo moderno» (Scott, 1981).

A organização escolar, de entre o conjunto de organizações que estruturam a nossa sociedade,


constitui uma organização, socialmente construída, que influencia e incide sobre todas as
outras. E por isso a escola enquanto organização constitui, seguramente, uma das áreas de
reflexão do pensamento educacional que se tornou mais visível nos últimos tempos» (Costa,
1998).

O presente trabalho tem como tema central, A Escola como uma organização Pedagógica, e
subordina-se aos seguintes objectivos:

1.1. Objectivo geral


 Falar da Escola como uma organização Pedagógica
1.2. Objectivos específicos
 conceituar, Organização e práticas escolares e sua importância na organização escolar.
 Identificar os elementos dos espaços físicos da escola.
 Descrever as formas de organização da escola.
 Explicar a Organização escolar e dimensão pedagógico-curricular
 Indicar os factores que contribuem na organização dos espaços escolares e suas
implicações pedagógicas.
 Mencionar aspectos do ambiente escolar facilitadores da educação inclusiva .

4
1.3. Metodologia de trabalho

A metodologia deste trabalho tem como base a pesquisa exploratório-descritiva, utilizando-se


como procedimento, a pesquisa bibliográfica. A pesquisa exploratória, segundo Gil (2007)
tem o objectivo de possibilitar um maior conhecimento com o problema estudado, deixando-o
mais claro ou construindo hipóteses.

5
2. Organização escolar

2.1. Conceitos
A escola é uma unidade social que reúne pessoas que interagem entre si e que opera por meio
de estruturas e processos organizativos próprios, a fim de alcançar os objectivos da instituição

Genericamente, o conceito de organização está ancorado na história, nos hábitos, nas leis, nas
formas e modos de vida das sociedades, como ressalta Alter (2002, p.31) citado por Alves e
Teodoro, a organização “é uma estrutura hierarquizada, que dispõe de regras de trabalho
precisas e que permite padronizar, coordenar e planear actividades”. O autor complementa
que a organização busca essencialmente o emprego racional de meios para alcançar
resultados.

A organização compreende a definição curricular da escola, os processos avaliativos


individuais e colectivos, a formação continuada de professores e funcionários e a elaboração
de um projecto-político-pedagógico

De acordo com Etzioni (1964) citado por Baptista (2013), as organizações são unidades
sociais ou agrupamentos humanos, construídas e reconstruídas, que se propõem alcançar
determinados objectivos.

Bertrand e Valois (1994, p. 19) citados por Baptista (2013), mencionam a escola como uma
organização “dinâmica e instável”. Ballion, (1991) citado por Baptista (2013), prefere o termo
agrupamento, visto que é um espaço “organizado de indivíduos que, com o apoio de recursos
materiais, financeiros, humanos e simbólicos, têm de resolver um certo número de problemas
pela acção colectiva”. (Ballion, 1991, p. 150)

Assim, no entender de Formosinho (1980) citado por Baptista (2013), a organização escolar
apresenta finalidades e funções. As finalidades têm um cariz cultural, socializador, produtivo,
personalizador e de equidade. No que se prende com as funções e para além da instrutiva e
socializadora este autor acrescenta as funções selectiva, de custódia, de facilitação, de
aquisição de títulos académicos e a função de substituto familiar.

2.2. Práticas escolares e sua importância na organização escolar

A inclusão de novas práticas no âmbito pedagógico das instituições de ensino é árdua, ao


passo que exige determinado saber de todo corpo docente e técnico, o que demanda
capacitação específica, a fim de desenvolver políticas e adaptar os currículos aos

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planeamentos, bem como adequar procedimentos de ensino às competências e habilidades
individuais e colectivas dos alunos.

Para tanto, pede-se uma reflexão a respeito das limitações e dos ritmos de aprendizagem de
cada estudante. Contudo, tal cenário contrapõe o cotidiano das escolas, onde comumente
educadores impõem aos educandos que se moldem a um padrão preestabelecido de ensino
massificado, sem considerar suas necessidades acadêmicas pessoais.

Segundo os autores Papim, et al, (2018) citados por Silva e Miguel (2020) destacam que:

O professor deve ter as estratégias para realizar uma metodologia satisfatória que
seja inclusiva. Para isso, a instituição educativa deve ser activamente participante
da construção de um currículo flexível e adaptado à realidade dos estudantes,
com diferentes tipos de ensino e avaliação, segundo suas competências (Papim;
et al, 2018, p. 18 citados por Silva e Miguel, 2020)
Com a construção de um currículo flexível e adaptado à realidade dos estudantes, objectiva-se
não apenas a permanência desses alunos em sala de aula, mas sobretudo um real avanço do
potencial de aprendizado destes. Para os gestores deste processo de ensino-aprendizagem,
representa um desafio desenvolver estratégias inclusivas e significativas que possam abranger
todas as modalidades de ensino.

Conforme Comenius (2012) citados por Silva e Miguel (2020), qualquer escola que deseje
seguir uma Educação Inclusiva terá de desenvolver:

Políticas, práticas e culturas que respeitem a diferença e a contribuição activa


de cada aluno para a construção de um conhecimento partilhado. Procura por
esse meio alcançar, sem discriminação, a qualidade acadêmica e contexto
sociocultural de todos os alunos (COMENIUS, 2012, p. 2 citado por Silva e
Miguel, 2020)
Oliveira, Gonzaga e Lima (2015) citados por Silva e Miguel (2020) elucidam que:

Educação Inclusiva, favorecendo em um só tipo de escola, a escola de ensino


regular que deve acolher todos os alunos e também se empenhar em identificar
as dificuldades e limitações dos estudantes, buscando ajuda e encaminhamentos
através de profissionais qualificados de utilização de apoios e recursos que
garantam a superação dessas dificuldades (Oliveira, Gonzaga e Lima, 2015, p.2
citados por Silva e Miguel, 2020)
Para os autores, a qualificação profissional é imprescindível para identificar as dificuldades e
limitações dos estudantes em sala de aula, bem como propor alternativas inovadoras para a
obtenção do conhecimento.

Outrossim, para que haja uma melhor interação social entre todos, a equipe escolar deve
conhecer a diversidade e a complexidade existentes em sua rotina, buscando meios de
7
conhecer as características de cada um dos seus alunos, visto que a incompreensão das
potencialidades e necessidades do aluno pode desencadear resultados negativos.

Assim, a forma de ministração do ensino pode, de forma significativa, proporcionar ao


educando determinado sentimento de pertencimento ao grupo, garantindo, assim, melhor
rendimento escolar.

Segundo Mantoan (2002) citado por Silva e Miguel (2020), analisando pela perspectiva
inclusiva, o acto de ensinar expressa a ideia de ressignificar, a saber:

O papel do professor, da escola, da educação e de práticas pedagógicas que são


usuais no contexto excludente do novo ensino, em todos os seus níveis a inclusão
não cabe em um paradigma tradicional de educação e, assim sendo, uma
preparação do professor nessa direcção requer um design diferente das propostas
de profissionalização existentes e de uma formação em serviço que também
muda, porque as escolas não serão mais as mesmas, se abraçarem esse novo
projecto educacional (Mantoan, 2002, p. 81 citado por Silva e Miguel 2020)

2.3. A Importância da Organização do Ambiente Escolar


Em todo ambiente que chegamos nos sentimos agradáveis com o local limpo, e isso não é
diferente com um espaço escolar, os pais quando vão matricular seus filhos observam a
limpeza do local o cuidado que se tem com os objectos, pois cada espaço da escola possui a
obrigação de receber a limpeza e precisa de cuidados específicos.

2.4. Formas de organização da escola

A escola é constituída por um conjunto de actores com diferentes formações, percursos e


perspetivas educacionais diversas, diferindo de outras organizações sociais (Alves, 2003
citado por Baptista, 2013).

2.5. Os elementos dos espaços físicos da escola

Tem muitos locais do ambiente escolar que podem ser explorados, como por exemplo:

 A biblioteca
 Casa de banho
 Sala de aula

 Pátios
8
 O refeitório.
2.6. Formas de organização da escola

A escola é constituída por um conjunto de actores com diferentes formações, percursos e


perspetivas educacionais diversas, diferindo de outras organizações sociais (Alves, 2003
citado por Baptista, 2013). Apresenta uma hierarquia própria que tem como função
administrar a organização e gerenciar as relações entre os diferentes atores, acautelando o
cumprimento dos objectivos definidos. A cultura da organização é indispensável e
fundamental para assegurar o seu bom funcionamento.

A cooperação dentro da organização é muito importante ao seu bom funcionamento. Lima


(2005, p. 28) citado por Baptista (2013), refere-se à escola como um "locus de cogovernação"
entre o Estado, a comunidade local e os actores escolares, sendo necessário definir as funções
inerentes a cada uma das partes no sentido de se tornar uma instituição democrática.

Assim sendo, menciona que uma escola mais democrática necessita de uma participação
activa de professores, alunos e de outros sectores, sublinhando ainda que deve haver coragem
para se construir colectivamente estruturas e regras mais livres, justas e democráticas.

Na organização escolar deve se manifestar um ambiente global de confiança, de valorização


do trabalho e do respeito pela autoridade docente, pela cooperação e pela colegialidade,
recorrendo à criação de equipes educativas (Teodoro, 2011 citado por Baptista, 2013).

A precariedade e a instabilidade de uma organização escolar decorrente de contextos


complexos e violentos, de diversidade de valores, de vinculação a políticas centralizadas e
burocráticas, em que a autonomia não passa de uma miragem, prejudicam as aprendizagens, a
integração e o sucesso dos alunos.

2.7. Organização escolar e dimensão pedagógico-curricular

Enquanto unidade básica do sistema educacional, a escola articula as políticas e diretrizes do


sistema nacional de ensino e o trabalho directo realizado nas áreas pedagógica, administrativa,
financeira e demais funções à escola atribuídas para cumprimento dos objectivos explícitos
que dizem respeito ao desenvolvimento cognitivo, físico e afectivo dos alunos, por meio da
construção e obtenção de habilidades e conhecimentos.

O objectivo primordial da escola é aquele observado pela sociedade – o ensino e, como


consequência lógica, a aprendizagem. Sendo assim, a organização escolar precisa favorecer a

9
consolidação do seu objectivo. Os modelos de organização adotados pelos sistemas de ensino
e assumidos pela comunidade escolar é que indicam, à priori, os meios necessários para tanto.
(Alves & Teodoro, 2011).

Ainda nas abordagens de Alves & Teodoro, (2011), a escola, enquanto organização, trabalha
como um sistema, ou seja, um conjunto organizado de partes interdependentes que se
relacionam em busca de objectivos comuns. Essas partes estão materializadas nas pessoas,
nos recursos, nos meios, e nos fins da educação que precisam ser tratados de forma integrada,
com instrumentos de gerenciamento e planeamento.

A escola, então, deve ser administrada como uma organização, e como tal, precisa planejar,
organizar-se, ter um conselho deliberativo atuante e observância às ações e aos processos,
precisa compreender-se viva, ao mesmo tempo resultado das mudanças sociais e responsável
por elas, e, acima de tudo, responsável pelo atendimento das necessidades e expectativas dos
seus alunos, pais e comunidade e preparada para entregar à sociedade cidadãos críticos e
reflexivos.

3. Factores que contribuem na organização dos espaços escolares e suas implicações


pedagógicas

Destaca-se como factores contribuintes na organização dos espaços escolares os


seguintes:

3.1. Conforto térmico


O factor térmico merece destaque no planeamento dos ambientes escolares. Desta
forma, precisamos prestar atenção em alguns itens importantes nos ambientes
escolares, tais como:
 Permitir a ventilação cruzada nos ambientes através de janelas e portas para a
renovação do ar;
 Utilizar materiais isolantes térmicos na construção da escola;
 Utilizar árvores, gramados e arbustos para produzir sombra, umidificar os
ambientes, absorver radiações solares, mudar a direção dos ventos.
3.2. Conforto acústico
Outro factor de peso na qualidade dos ambientes escolares é o controle dos ruídos,
uma vez que sons alto e persistente prejudicam a concentração, aprendizagem e até
mesmo a saúde dos que frequentam tais ambientes.
Para favorecer o conforto acústico, algumas medidas podem ser tomadas:
10
 Respeitar os ambientes que exigem silêncio, evitando conversas em volume
alto, uso de recursos auditivos em volumes exagerados;
 Utilizar muros, painéis, paredes ou recursos paisagísticos, em alturas
necessárias para desvio do som, como recursos de isolamento acústico;
 Sempre que possível, evitar aberturas (portas e janelas) para fontes ruidosas;
 Planear a localização dos ambientes, separando os ruidosos dos que necessitam
de silêncio.
3.3. Conforto luminoso

O conforto luminoso é proporcionado pela iluminação com intensidade adequada e bem


distribuída nos ambientes, conforme as actividades ali desenvolvidas.

3.4. Aspectos do ambiente escolar facilitadores da educação inclusiva

A inclusão educacional deve ter como base a compreensão de que termos como especial e
normal, para tratar pessoas com dificuldades de aprendizagem, devem ser substituídos por
deficiente e não deficiente. A substituição dessas palavras pode parecer, a princípio, algo
simples, mas não o é; pois o combate ao preconceito em relação a alunos e alunas deficientes
é bastante complexo.

Sabe-se que o preconceito é um dos maiores obstáculos da educação inclusiva à medida que
se trata de uma característica humana quase incontrolável (Amaral, 2002 citado por Santos) e
combate-lo requer um trabalho diário em todos os ramos da sociedade. E a escola precisa ficar
atenta às diversidades de seus alunos e suas alunas, pois se trata de um valor máximo de
respeito às diferenças que não devem ser “obstáculos para o cumprimento da ação educativa;
podem e devem, portanto, ser factor de enriquecimento” (Brasil, 1997 citado por Santos).

A efectivação da inclusão educacional conta com inúmeras vertentes indispensáveis, dentre as


quais destaca-se as políticas públicas que atribuem direitos a todos os alunos e alunas, a
qualificação adequada de professores, os recursos, metodologias e currículos específicos.

Às alunas e alunos superdotados, a escola deve oferecer um currículo diferenciado de forma a


adaptar o processo de aprendizagem às suas necessidades, levando em conta que nem sempre
terão desempenho excepcional em todas as actividades. Devem, principalmente, evitar rótulos
tratando essas diferenças como um facto natural. (Brasil, 2003e citado por Santos).

11
No que se refere às alunas e alunos surdos ou com problemas auditivos, a grande maioria dos
professores tem pouco ou nenhum conhecimento em lidar com as necessidades desse grupo e
os desafios socioeducacionais são inúmeros (Mourão, 2013 citado por Santos).

É primordial a capacitação do docente, que tem sob sua responsabilidade alunos e alunas mais
novos com problemas auditivos, de tal forma que ele seja capaz de introduzir treinamento
auditivos em actividades lúdicas com a participação de toda a classe. Brincadeiras de
percepção de intensidade e ritmo do som; de reprodução de sons e vozes de animais; de
identificação de sons com olhos fechados, dentre outras, podem ser eficazes para a inclusão
escolar (Brasil, 2003 citado por Santos).

Os alunos e alunas com baixa visão não pertencem a um grupo homogêneo, afinal cada um
tem sua própria forma de enxergar, diferentemente da cegueira, outra espécie de deficiência
visual. A escola deve-se preparar, adequadamente, para oferecer propostas pedagógicas
diferenciadas e o professor ou a professora devem, também, ficar atentos a algumas atitudes
que podem contribuir com o contato junto ao aluno, tais como: chamar o aluno ou a aluna
pelo nome; utilizar cores contrastantes sempre que possível; solicitar a participação desse
aluno ou aluna nas actividades e na interação com os colegas; fornecer o maior número de
informações verbais, dentre outras propostas (Souza, Buiatti, 2014 citado por Santos).

Aos alunos e alunas com o Transtorno do Espectro do Autismo é indispensável que a escola
possua “salas de apoio e professores especializados para que seja realizada com êxito a
inclusão desses alunos” (Brasil, 2003c, p. 25 citado por Santos).

Além do mais, é essencial que o professor ou professora não prepare os discentes sem autismo
para receber aluno ou aluna com esse transtorno. O que se deve é ir respondendo, conforme
forem surgindo, as dúvidas dos colegas e, sobretudo, deve se ficar atento à rejeição e
constrangimentos evitando-os, pois, esse cuidado é indispensável à escola inclusiva (Brasil,
2003c citado por Santos).

Como se viu, para diversas espécies de dificuldade de aprendizagem há actividades e recursos


diferentes a serem trabalhados com alunos e alunas.

“A formação dos professores e seu desenvolvimento profissional são condições necessárias


para que se produzam práticas integradoras positivas nas escolas.” (Coll; Marchesi; Palacios,
2004, p. 44 citado por Santos). Afinal, a escola só será efectivamente inclusiva se o conjunto

12
de seus professores e professoras não só aqueles com especialidade em educação inclusiva
tenham competência adequada para ensinar todos os alunos.

13
4. Conclusão

A organização escolar está amparada pelos domínios do exercício da autonomia na escola em


quatro frentes: curricular, pedagógico, da instituição e financeiro. Tais domínios referem-se
essencialmente à exigência proposta para implementação do projeto educativo da escola
(projecto político pedagógico). Logo, se elaboração do projecto tem carácter participativo,
caberá à comunidade escolar participar em todos os intervenientes no processo educativo.

É consensual que a forma como a escola se encontra organizada é essencial ao sucesso


educativo dos alunos. O clima de escola, a sua liderança e a cultura que nela se desenvolve
são alguns dos aspectos essenciais ao bom funcionamento. Estes elementos são cruciais para
que os alunos consigam ter sucesso, tanto nas aprendizagens dos diferentes saberes, como na
integração e socialização. Porem quando se trata da inclusão no ambiente escolar há que se ter
um preparo adequado com esse grupo de discentes no sentido de incluí-los adequadamente no
ambiente escolar como um todo: da sala de aula à recreação.

14
5. Referência
Alves, M.E. & Teodoro, A. N.D. A organização pedagógico-curricular da escola e a
construção das práticas autônomas de gestão escolar. Universidade Lusófona de
Humanidades e Tecnologias / Lisboa. Recuperado em
[Link]
7126_23082018105017.pdf , acesso em 18 de Abril de 2024.

Baptista, M.N.M.M.S. (2013). A escola como organização. Revista do programa de pós-


graduação em educação – mestrado – universidade do sul de santa catarina.

Forneiro, L. I. (1998). A organização dos espaços na Educação Infantil. In: Zabalza, M. A.


Qualidade em educação infantil. Porto Alegre: Artmed. p. 229-281. Recuperado em
[Link]
[Link] , acesso em 24 de Abril de 2024.

Gil, A. C. (2006). Técnicas de investigação em ciências sociais. São Paulo: Atlas.

Marconi, M. A. , Lakatos, E. M.(1992). Metodologia do trabalho científico. São Paulo:


Editora Atlas.
Santos, H. C. Aspectos e meios na efetivação da educação inclusiva. Mestre em Educação
pela Universidade de Uberaba e graduado em História pelo Centro Universitário de Patos de
Minas. Professor das Redes Estadual e Municipal de Educação. Currículo:
[Link]
Silva, D.C. & Miguel, J.R. (2020). Práticas Pedagógicas Inclusivas no Âmbito Escolar.
Mestrado em Educação pela Florida Christian University e Doutorado em Ciências da
Educação pela Universidade Autónoma de Asunción –PY. Pós-Doutorado pela Universidade
Autónoma de Asunción –PY. Pós-Doutorando pela Florida Christian University.

Vilelas, J. (2009). Investigação. (1ª Ed.). Lisboa: Silabo.

Sites consultados

1. [Link]
2. [Link]
escolar/160125
3. [Link]

15
[Link]
%20Organiza%C3%A7%C3%A3o_MULTIMEIOS%20DIDATICOS%20-%[Link]?
sequence=1&isAllowed=y

16

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