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Gestão Jurídica e Desafios da Advocacia

As palestras abordaram temas relevantes para a formação jurídica, como a gestão estratégica do contencioso, a importância do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) na formação de advogados e os desafios do reconhecimento facial e discriminação algorítmica no Direito Penal. Destacou-se a necessidade de planejamento e controle na advocacia, a valorização da experiência prática e a crítica à falta de regulação sobre tecnologias que afetam direitos fundamentais. A reflexão sobre ética, privacidade e o papel da tecnologia no sistema jurídico foi enfatizada como essencial para o futuro da advocacia.
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Gestão Jurídica e Desafios da Advocacia

As palestras abordaram temas relevantes para a formação jurídica, como a gestão estratégica do contencioso, a importância do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) na formação de advogados e os desafios do reconhecimento facial e discriminação algorítmica no Direito Penal. Destacou-se a necessidade de planejamento e controle na advocacia, a valorização da experiência prática e a crítica à falta de regulação sobre tecnologias que afetam direitos fundamentais. A reflexão sobre ética, privacidade e o papel da tecnologia no sistema jurídico foi enfatizada como essencial para o futuro da advocacia.
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Universidade Estácio de Sá

Aluna: Ana Cleide Rocha Oliveira (Matrícula: 202108376231)

Palestra Estagiário 4.0

A palestra abordou a importância da gestão estratégica do contencioso jurídico,


mostrando que, ao contrário do senso comum, ele pode ser bem mais previsível
e organizado do que o consultivo, já que seus prazos estão definidos em lei. A
palestrante destacou que o grande desafio do advogado é o planejamento e o
controle de fluxo de trabalho, principalmente quando se atua sozinho ou inicia
um escritório próprio.

Ela explicou que atender pessoa física e jurídica exige posturas diferentes, pois
empresas têm regras e relatórios formais, enquanto pessoas físicas demandam
mais contato direto.

Outro ponto relevante foi a distinção entre advocacia de massa e advocacia


estratégica. Na de massa, o fluxo é quase industrial: tarefas são divididas e
padronizadas, com maior uso de tecnologia e controle. Já a advocacia
estratégica requer análise individual de cada processo e acompanhamento
integral por um mesmo advogado, o que aumenta a qualidade técnica.

A palestrante enfatizou a importância de precificar corretamente os serviços,


considerando tempo, recursos e exigências administrativas. Muitos profissionais
erram ao aceitar contratos fixos sem mensurar o real custo.

Ela também falou sobre controle de prazos, que deve ser redundante e projetado
por etapas (pesquisa, minuta, revisão e protocolo).

Outro destaque foi o uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio, e


não substituição do advogado, pois o olhar humano continua essencial.

Na parte final, Mariana aconselhou jovens advogados a buscarem receita


recorrente, experiência em escritórios maiores e formação de fundo de reserva
para garantir estabilidade financeira.

Por fim, reforçou que gestão é sinônimo de estratégia, e que alinhar sonhos
pessoais com um plano profissional sólido é o que torna a advocacia sustentável
e realizadora.
Universidade Estácio de Sá
Aluna: Ana Cleide Rocha Oliveira (Matrícula: 202108376231)

Palestra do Rafael no NPJ


A palestra teve início com a professora Magna apresentando Rafael, ex-aluno e
destaque do NPJ, reconhecido pela dedicação e qualidade das peças jurídicas
que produzia. Rafael iniciou agradecendo a oportunidade e relatando sua
trajetória acadêmica e profissional, destacando o papel essencial do NPJ em sua
formação prática. Ele dividiu sua fala em dois momentos: sua experiência na
faculdade e sua vivência dentro do Núcleo de Prática Jurídica. Ressaltou a
importância de o aluno buscar experiências desde o início do curso, pois o
contato com casos reais ajuda a desenvolver sensibilidade e técnica para
entender o verdadeiro interesse do cliente.

Citou um caso marcante de atendimento a uma mãe que teve o benefício BPC
bloqueado, explicando como o NPJ permite um atendimento humanizado e a
visão ampla do “bem da vida”. Enfatizou que o NPJ não deve ser visto como
mera obrigação curricular, mas como uma oportunidade ímpar de aprendizado,
de enfrentamento de desafios e de crescimento técnico. Comentou que suas
peças seguiam sempre um padrão estruturado e detalhado, defendendo a
advocacia artesanal - aquela que preza pelo estudo e personalização.

Rafael relatou também sua experiência como estagiário no Tribunal de Justiça,


auxiliando juízes e aprendendo sobre mutirões, elaboração de sentenças e a
dinâmica interna do Judiciário. Explicou a prática das sentenças “copia e cola” e
defendeu a importância da fundamentação jurídica sólida. A professora Magna
complementou reforçando a necessidade de o aluno escrever, refazer e
aprender com os erros, pois o NPJ é o espaço seguro para isso.

Ambos concluíram destacando o valor ético da advocacia e o comprometimento


com os prazos e os clientes. A palestra transmitiu a mensagem central de que o
NPJ é o verdadeiro laboratório do futuro advogado (o momento de aprender
fazendo, errando e se aprimorando antes de enfrentar o mercado).
Universidade Estácio de Sá
Aluna: Ana Cleide Rocha Oliveira (Matrícula: 202108376231)

Palestra O reconhecimento facial e os problemas da


discriminação algorítmica
A palestra do professor Jonathan Fernando Ferreira tratou do reconhecimento
facial e a discriminação algorítmica no âmbito do Direito Penal e da segurança
pública. Ele iniciou contextualizando que o Direito Penal é a “ultima ratio”, usado
quando nenhuma outra esfera do Direito é capaz de solucionar o conflito. A partir
daí, relacionou o tema com a sociedade de risco de Ulrich Beck, destacando
como a tecnologia e a inteligência artificial passaram a influenciar o controle
social.

O professor explicou que o reconhecimento facial já é realidade, sendo usado,


por exemplo, nas câmeras corporais (body cams) da Polícia Militar. No entanto,
há uma preocupação crescente com a falta de transparência sobre a origem dos
dados usados pelos algoritmos e com a possibilidade de erros e vieses raciais.
Citou dados de que, só em 2025, cerca de 3 mil prisões ocorreram por meio
dessa tecnologia algumas delas indevidas, afetando principalmente pessoas
negras.

Ele apontou que, embora a LGPD exista, não se aplica aos dados tratados para
fins de investigação criminal, o que deixa uma lacuna jurídica. Por isso, há
debate sobre a criação de uma LGPD Penal. O palestrante enfatizou que essa
ausência de regulação amplia a discricionariedade estatal, gerando riscos à
privacidade e aos direitos fundamentais.

Outro ponto relevante foi a crítica à validade da prova digital produzida por IA.
Segundo ele, ainda não há consenso sobre sua posição no sistema probatório,
e a cadeia de custódia dessas evidências é frequentemente frágil. O professor
defendeu o princípio “in dubio pro reo”, lembrando que o processo penal deve
proteger o indivíduo, não punir a qualquer custo.

Por fim, destacou que o maior desafio atual é equilibrar o direito à segurança
pública com o direito à privacidade, garantindo transparência e controle humano
sobre o uso da inteligência artificial. O tema, segundo ele, exige reflexão crítica
da academia e dos operadores do Direito, para evitar que a tecnologia apenas
reproduza o racismo estrutural existente na sociedade.

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