Geografia e Rios do Brasil: Dados Essenciais
Geografia e Rios do Brasil: Dados Essenciais
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Situação geográfica:
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Brasília, Brasil.
Montanhas principais:
o grupo das montanhas do Brasil, composto por três grandes cadeias paralelas, dispostas no
sentido norte-sul:
O relevo brasileiro é constituído de diversas formas, dentre elas, “serras, planaltos, chapadas,
depressões, planícies”,
AGUAS
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Este majestoso rio é o centro da bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do planeta,
que abrange uma área impressionante de cerca de 7 milhões de quilômetros
quadrados (km2). A característica mais notável do rio Amazonas é sua exuberante
biodiversidade. A bacia abriga uma vasta gama de ecossistemas, desde densas florestas
tropicais até pantanais e áreas alagadas. É o lar de inúmeras espécies de plantas e animais,
muitas das quais são encontradas apenas nesta região. Além disso, o rio Amazonas
desempenha um papel fundamental no ciclo global da água, transportando uma quantidade
colossal de água doce para o oceano, influenciando o clima e os padrões climáticos em todo o
planeta.
O rio Araguaia, situado no Brasil, é um dos rios mais emblemáticos da região centro-oeste do
país. Este rio tem uma extensão de aproximadamente 2.115 km (quilômetros) e é conhecido
por sua beleza natural e importância regional. Embora seu comprimento seja
consideravelmente menor em comparação com rios como o Amazonas, o São Francisco e o
Paraná, o rio Araguaia possui suas próprias características geográficas distintas.
Em média, o rio deságua cerca de 1.150 m³/s (metros cúbicos por segundo) de água por
segundo em seu estuário, tornando-o uma fonte vital de água para a região em que flui. Suas
águas são utilizadas para irrigação de terras agrícolas, abastecimento de comunidades locais
e apoio à vida selvagem que habita suas margens.
Além de sua importância hídrica, o rio Araguaia é famoso por suas belezas naturais, incluindo
praias de areia branca e florestas tropicais que o cercam. É um destino popular para o
turismo e atividades ao ar livre, como canoagem, pesca esportiva e observação de pássaros.
No entanto, assim como outros rios do Brasil, o rio Araguaia também enfrenta desafios
ambientais, como a preservação de seus ecossistemas e a gestão sustentável de seus
recursos naturais, à medida que a região continua a se desenvolver economicamente. Em
resumo, o rio Araguaia é um tesouro geográfico e um recurso fundamental para as
comunidades locais e o meio ambiente da região centro-oeste do Brasil.
O rio Paraná, um dos principais rios da América do Sul, compartilha algumas características
geográficas notáveis com o rio Amazonas, embora sejam rios distintos em termos de
extensão e volume de água. O rio Paraná, com aproximadamente 4.880 km (quilômetros) de
comprimento, é um dos rios mais longos do continente e desempenha um papel crucial na
região sul do Brasil, bem como nos países vizinhos, como Argentina e Paraguai. O rio Paraná,
inicia seu percurso na confluência dos rios Paranaíba e Grande e termina no Rio da Prata.
Além disso, o rio Paraná forma parte da fronteira natural entre o Brasil e o Paraguai, e posteriormente,
entre o Paraguai e a Argentina. Suas águas são utilizadas para irrigação, transporte e geração de energia
hidrelétrica por meio de barragens, como a usina hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores do mundo em
termos de produção de eletricidade. No entanto, assim como o rio Amazonas, o rio Paraná também
enfrenta desafios ambientais, como a poluição da água e a necessidade de equilibrar o desenvolvimento
econômico com a conservação dos ecossistemas ribeirinhos. Em resumo, o rio Paraná é uma
característica geográfica fundamental da América do Sul, desempenhando um papel vital nas economias e
na vida das pessoas que dependem de suas águas em toda a região.
O rio São Francisco, carinhosamente conhecido como "Velho Chico" e também como "Nilo
brasileiro", em virtude de suas cheias, que tornam férteis suas margens, é um dos rios mais
icônicos e importantes do Brasil. Com uma extensão de aproximadamente 2.914 km
(quilômetros), ele se estende por cinco estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, Bahia,
Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O rio São Francisco é singular em muitos
aspectos, incluindo sua relevância geográfica, histórica, cultural e
econômica.
"Os rios do Brasil são fundamentais para o abastecimento dos biomas nacionais, para o fornecimento de
água para a população e agentes econômicos e também para os transportes. Rico em recursos hídricos, o
país possui uma densa rede de drenagem que cobre todas as regiões. A maioria dos rios brasileiros são
rios perenes que, favorecidos pelo clima, não secam durante o período sem chuvas. Além disso, as
características naturais dos rios do Brasil proporcionam alto potencial hidrelétrico, que é bastante
aproveitado em diversas partes do país.
Existem milhares de rios no Brasil. Abaixo elencamos apenas nove dentre os principais deles:
rio Amazonas;
rio Madeira;
rio Xingu;
rio Tocantins;
rio Araguaia;
rio Parnaíba;
rio Paraná;
rio Paraguai.
→ Rio Amazonas
→ Rio Madeira
→ Rio Xingu
→ Rio Tocantins
→ Rio Araguaia
→ Rio Parnaíba
→ Rio Paraná
→ Rio Paraguai
O Brasil é um país com abundância hídrica, detendo um terço das águas superficiais do continente
americano e pouco mais de 12% da água potável do mundo.
O país dispõe de uma ampla e densa rede hidrográfica que atende todas as regiões.
Os principais rios do Brasil são: rio Amazonas, rio Madeira, rio Xingu, rio Tocantins, rio Araguaia, rio São
Francisco, rio Parnaíba, rio Paraná e rio Paraguai.
Os tipos de clima do Brasil favorecem a ocorrência de rios perenes, em sua maioria, que são
caracterizados pela presença de água em seus leitos durante todo o ano, mesmo durante a estiagem.
Os rios do Brasil apresentam elevado potencial para a geração de energia elétrica e para a navegação
interior.
Milhares de rios atravessam o território brasileiro, mas ao menos nove deles chamam a atenção pelas
suas dimensões e importância ambiental, social e econômica.
Os rios do Brasil se dividem em 12 regiões hidrográficas, e cada uma delas possui uma ou mais bacias
hidrográficas.
O rio Amazonas, que corre pelos estados da região Norte do Brasil, é o mais longo e caudaloso do mundo.
O Brasil é um dos maiores detentores de recursos hídricos do planeta Terra. Aproximadamente 13% das
águas superficiais do mundo estão concentradas no território brasileiro. Esse montante representa um
pouco mais de um terço de toda a água doce superficial contida nas Américas. Esse fator, somado à
ocorrência de climas predominantemente úmidos e chuvosos, condicionam ao Brasil a existência de uma
densa rede hidrográfica formada por milhares de cursos d’água que drenam o país de norte a sul.
Listamos, a seguir, alguns dos principais rios do Brasil:
rio Amazonas;
rio Madeira;
rio Xingu;
rio Tocantins;
rio Araguaia;
rio Parnaíba;
rio Paraná;
rio Paraguai.
→ Rio Amazonas
O rio Amazonas é o mais extenso e o mais caudaloso (maior vazão de água) rio do mundo, estendendo-se
por 6.992 km desde a sua nascente na parcela peruana da cordilheira dos Andes até a sua foz na ilha do
Marajó, entre os estados brasileiros do Amapá e do Pará.
O trecho exclusivamente brasileiro do rio Amazonas tem mais de três mil quilômetros e banha diretamente
os estados do Amazonas, do Pará e do Amapá. Junto de seus mais de mil afluentes, entre os quais se
destacam os rios Purus, Madeira e Negro, esse importante curso d’água forma a bacia do Amazonas,
considerada também a maior do mundo, com área de 7 milhões de quilômetros quadrados que abrange
oito territórios sul-americanos e sete estados brasileiros.
Vista aérea da confluência das águas dos rios Negro e Solimões, dando origem ao trecho que
conhecemos como rio Amazonas.
As águas do rio Amazonas, em território brasileiro, percorrem áreas de planície, o que as torna propícias
para a navegação. Com isso, o rio Amazonas é uma importante via de transporte de cargas e também de
passageiros, principalmente em regiões de difícil acesso. Além de ser fundamental para o transporte, o rio
Amazonas fornece água para milhares de pessoas e alimenta a região com a maior biodiversidade do
mundo, que é a Floresta Amazônica.
→ Rio Madeira
O rio Madeira é um curso d’água de 3.315 km de extensão que percorre os estados de Rondônia e do
Amazonas, na região Norte do Brasil. Ele é considerado o maior afluente do rio Amazonas, onde deságua.
A nascente do rio Madeira fica situada em uma região montanhosa na Bolívia, e, antes de adentrar no
Brasil, esse curso d’água banha também o território peruano.
A declividade e a ampla vazão do rio Madeira conferem a esse curso d’água um grande potencial para
geração de eletricidade, que é aproveitado nas usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, ambas
localizadas no trecho rondoniense. O rio Madeira é de grande importância para o abastecimento urbano e
para os transportes, sendo muito utilizado para o deslocamento de cargas pesadas, como grãos. Além
disso, abriga uma enorme biodiversidade em suas águas e alimenta parte do bioma amazônico.
→ Rio Xingu
O rio Xingu é um curso d’água que nasce a uma altitude de 600 metros na confluência entre os rios
Culuene e Sete de Setembro em uma área de planaltos no estado de Mato Grosso, na região Centro-
Oeste. A partir daí, ele percorre aproximadamente 1.980 km pelo estado do Pará, na região Norte, até
desaguar no rio Amazonas na altura da cidade de Porto de Moz.
Esse curso d’água banha trechos de dois dos mais importantes e ameaçados biomas brasileiros, o
Cerrado e a Amazônia. Suas águas são fundamentais para a manutenção da biodiversidade desses
ecossistemas, bem como para o uso da população das inúmeras cidades que ele atravessa. Entre essas
populações estão as comunidades tradicionais, notadamente os indígenas e os ribeirinhos.
Na altura da cidade paraense de Altamira foi construída a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que é a maior
hidrelétrica exclusivamente brasileira. Apesar de sua importância para a geração de energia no território
nacional, a Usina de Belo Monte provocou sérios impactos socioambientais.
→ Rio Tocantins
O rio Tocantins é um curso d’água que nasce no Centro-Oeste do Brasil, mais precisamente entre os
municípios goianienses de Ouro Verde de Goiás e Petrolina de Goiás, a uma altitude de 1.100 metros. Ele
percorre 2.416 km entre essa área e as regiões Norte e Nordeste do país, passando por quase 30
municípios nos estados do Tocantins e Maranhão até desaguar na baía de Marajó, no Pará. Seu principal
afluente é o rio Araguaia.
Embora seja um rio perene, cujas águas não secam no período seco, a redução do nível de suas águas
forma ilhas e praias de água doce durante a estiagem, o que favorece o turismo no estado do Tocantins.
Na bacia hidrográfica formada por esse rio vivem mais de 8 milhões de pessoas que dependem
diretamente das águas do Tocantins e de seus afluentes para o abastecimento doméstico. Ainda, é
importante para a manutenção da biodiversidade local e por seus aspectos naturais, que proporcionam a
ocorrência de longos trechos navegáveis e elevado potencial hidrelétrico.
→ Rio Araguaia
O rio Araguaia é um curso d’água que nasce no planalto da região Centro-Oeste do Brasil, percorrendo
2.115 km pelos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará até a região do Bico do Papagaio, onde
se encontra com o rio Tocantins. Junto deste, ele forma a segunda maior bacia hidrográfica localizada
integralmente no território brasileiro, que é a bacia do Tocantins-Araguaia. O Araguaia, na maior parte de
sua extensão, serve de divisa natural entre os estados pelos quais ele atravessa, somando um total de 55
cidades banhadas por esse rio.
O rio Araguaia é importante para o abastecimento e subsistência das populações das cidades banhadas
por ele. [1]
O grande potencial elétrico do rio é aproveitado principalmente pela Usina de Tucuruí, que é a terceira
maior central hidrelétrica brasileira. Os extensos trechos navegáveis do Araguaia são utilizados para o
transporte de pessoas e de cargas, em especial cargas volumosas como grãos e minérios. Ainda na
economia, a pesca e o turismo são duas atividades econômicas desenvolvidas no Araguaia. No segundo
caso, destaca-se a formação de ilhas devido à estiagem, como acontece no curso do rio Tocantins.
O rio São Francisco, apelidado de Velho Chico, é um curso d’água que nasce no Parque Estadual da
Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais, mas pode ser descrito como um dos principais rios da
região Nordeste do Brasil. O curso do São Francisco tem aproximadamente 2.700 km e percorre mais de
500 municípios entre Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, onde
deságua no oceano Atlântico. Além disso, as águas do São Francisco alimentam três grandes biomas
brasileiros, que são o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica.
O São Francisco tem grande importância para o abastecimento residencial e urbano, em especial na
região Nordeste. Em 2008, tiveram início as obras de transposição do curso do São Francisco para que
suas águas chegassem a uma população ainda maior, visando suprir a demanda por esse recurso em
regiões de maior escassez em quatro estados do Nordeste.
O rio São Francisco é fundamental também para o sustento econômico de muitas famílias, que dependem
da atividade pesqueira, e para o transporte de cargas e de pessoas. Ainda, cinco hidrelétricas fazem uso
do potencial desse rio, com destaque para as usinas de Sobradinho e Paulo Afonso, ambas na Bahia.
→ Rio Parnaíba
O rio Parnaíba é o segundo maior rio do Nordeste brasileiro. Ele nasce na chapada das Mangabeiras, na
divisa entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e atravessa o território piauiense até
desaguar no oceano Atlântico, percorrendo um total de 1.400 km e beneficiando quase 300 municípios
inseridos em sua bacia hidrográfica.
O rio Parnaíba é fundamental para o abastecimento residencial, principalmente nas cidades da região do
semiárido, e fornece água também para a irrigação de áreas agrícolas situadas nos estados pelos quais
passa e que constituem uma importante região de expansão da fronteira agrícola brasileira. Os produtores
locais utilizam o rio Parnaíba para o escoamento de cargas, visto que ele apresenta extensos trechos
navegáveis. As águas do rio Parnaíba são utilizadas, ainda, para a geração de eletricidade na Usina
Hidrelétrica de Boa Esperança, instalada em Guadalupe, no Piauí.
→ Rio Paraná
O rio Paraná é um curso d’água que percorre 4.880 km desde a sua nascente, na divisa entre os estados
de Mato Grosso do Sul e São Paulo, até a sua foz, no rio da Prata, em território argentino. Em seu trajeto
ele atravessa duas das regiões mais populosas do Brasil, que são o Sudeste e Sul, até chegar à fronteira
do país com o Paraguai e com a Argentina. A bacia do rio Paraná abastece mais de 60 milhões de
habitantes e desempenha papel fundamental para as atividades econômicas desenvolvidas na região,
como a agricultura e a indústria.
As águas do rio Paraná são utilizadas para gerar eletricidade na Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional.
Os declives encontrados em diversos trechos do rio Paraná conferem a ele um elevado potencial
hidrelétrico, que é bastante aproveitado para a geração de eletricidade na Usina de Itaipu Binacional, uma
das maiores usinas hidrelétricas do mundo, que está localizada na fronteira do estado do Paraná com o
Paraguai. Além disso, esse rio possui amplos trechos favoráveis à navegação. Sua hidrovia é importante
para o transporte de mercadorias e cargas entre os países do Mercosul, além de escoar parte da produção
agrícola das regiões Centro-Oeste e Sul.
→ Rio Paraguai
O rio Paraguai é um curso d’água que nasce no município de Alto Paraguai, no estado de Mato Grosso, e
segue curso por 2.695 km até sua desembocadura em território argentino. Nesse trajeto, o rio Paraguai
alimenta o sistema do Pantanal, bioma brasileiro situado nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do
Sul, e contribui para a manutenção dos ecossistemas do Cerrado brasileiro. Esse curso d’água faz parte
da vida cotidiana das populações tradicionais, como os indígenas que vivem na região, e alimenta os
principais centros urbanos de Mato Grosso.
O rio Paraguai é muito utilizado como hidrovia para o transporte de cargas pesadas e volumosas.
Em função do relevo predominantemente plano e de outros aspectos naturais favoráveis, o rio Paraguai é
muito utilizado para o transporte de passageiros e também para o escoamento de mercadorias e de
cargas derivadas da produção agropecuária da região Centro-Oeste.
Os rios do Brasil estão divididos em 12 regiões hidrográficas, cada qual formada por uma ou mais bacias
hidrográficas.
Maior rio do Brasil: rio Amazonas, que possui extensão de 6.992 km e banha os estados do Amazonas e
do Pará, na região Norte do Brasil. Possui mais de 1.000 afluentes e é considerado o mais longo e mais
volumoso rio do mundo.
Menor rio do Brasil: rio Azuis, cujas águas cristalinas percorrem um trecho de apenas 147 metros na
cidade de Aurora do Tocantins, no estado localizado também na região Norte do Brasil. O Azuis é
considerado o terceiro menor rio do mundo."
"Os rios do Brasil são fundamentais para o abastecimento dos biomas nacionais, para o fornecimento de
água para a população e agentes econômicos e também para os transportes. Rico em recursos hídricos, o
país possui uma densa rede de drenagem que cobre todas as regiões. A maioria dos rios brasileiros são
rios perenes que, favorecidos pelo clima, não secam durante o período sem chuvas. Além disso, as
características naturais dos rios do Brasil proporcionam alto potencial hidrelétrico, que é bastante
aproveitado em diversas partes do país.
Existem milhares de rios no Brasil. Abaixo elencamos apenas nove dentre os principais deles:
rio Amazonas; rio Madeira; rio Xingu; rio Tocantins; rio Araguaia; rio São Francisco; rio Parnaíba; rio
Paraná;rio Paraguai.
O Brasil é um país com abundância hídrica, detendo um terço das águas superficiais do continente
americano e pouco mais de 12% da água potável do mundo.
O país dispõe de uma ampla e densa rede hidrográfica que atende todas as regiões.
Os principais rios do Brasil são: rio Amazonas, rio Madeira, rio Xingu, rio Tocantins, rio Araguaia, rio São
Francisco, rio Parnaíba, rio Paraná e rio Paraguai.
Os tipos de clima do Brasil favorecem a ocorrência de rios perenes, em sua maioria, que são
caracterizados pela presença de água em seus leitos durante todo o ano, mesmo durante a estiagem.
Os rios do Brasil apresentam elevado potencial para a geração de energia elétrica e para a navegação
interior.
Milhares de rios atravessam o território brasileiro, mas ao menos nove deles chamam a atenção pelas
suas dimensões e importância ambiental, social e econômica.
Os rios do Brasil se dividem em 12 regiões hidrográficas, e cada uma delas possui uma ou mais bacias
hidrográficas.
O rio Amazonas, que corre pelos estados da região Norte do Brasil, é o mais longo e caudaloso do mundo.
O rio Amazonas é o mais extenso e o mais caudaloso (maior vazão de água) rio do mundo, estendendo-se
por 6.992 km desde a sua nascente na parcela peruana da cordilheira dos Andes até a sua foz na ilha do
Marajó, entre os estados brasileiros do Amapá e do Pará.
O trecho exclusivamente brasileiro do rio Amazonas tem mais de três mil quilômetros e banha diretamente
os estados do Amazonas, do Pará e do Amapá. Junto de seus mais de mil afluentes, entre os quais se
destacam os rios Purus, Madeira e Negro, esse importante curso d’água forma a bacia do Amazonas,
considerada também a maior do mundo, com área de 7 milhões de quilômetros quadrados que abrange
oito territórios sul-americanos e sete estados brasileiros.
Vista aérea da confluência das águas dos rios Negro e Solimões, dando origem ao trecho que
conhecemos como rio Amazonas.
As águas do rio Amazonas, em território brasileiro, percorrem áreas de planície, o que as torna propícias
para a navegação. Com isso, o rio Amazonas é uma importante via de transporte de cargas e também de
passageiros, principalmente em regiões de difícil acesso. Além de ser fundamental para o transporte, o rio
Amazonas fornece água para milhares de pessoas e alimenta a região com a maior biodiversidade do
mundo, que é a Floresta Amazônica.
→ Rio Madeira
O rio Madeira é um curso d’água de 3.315 km de extensão que percorre os estados de Rondônia e do
Amazonas, na região Norte do Brasil. Ele é considerado o maior afluente do rio Amazonas, onde deságua.
A nascente do rio Madeira fica situada em uma região montanhosa na Bolívia, e, antes de adentrar no
Brasil, esse curso d’água banha também o território peruano.
A declividade e a ampla vazão do rio Madeira conferem a esse curso d’água um grande potencial para
geração de eletricidade, que é aproveitado nas usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, ambas
localizadas no trecho rondoniense. O rio Madeira é de grande importância para o abastecimento urbano e
para os transportes, sendo muito utilizado para o deslocamento de cargas pesadas, como grãos. Além
disso, abriga uma enorme biodiversidade em suas águas e alimenta parte do bioma amazônico.
→ Rio Xingu
O rio Xingu é um curso d’água que nasce a uma altitude de 600 metros na confluência entre os rios
Culuene e Sete de Setembro em uma área de planaltos no estado de Mato Grosso, na região Centro-
Oeste. A partir daí, ele percorre aproximadamente 1.980 km pelo estado do Pará, na região Norte, até
desaguar no rio Amazonas na altura da cidade de Porto de Moz.
Esse curso d’água banha trechos de dois dos mais importantes e ameaçados biomas brasileiros, o
Cerrado e a Amazônia. Suas águas são fundamentais para a manutenção da biodiversidade desses
ecossistemas, bem como para o uso da população das inúmeras cidades que ele atravessa. Entre essas
populações estão as comunidades tradicionais, notadamente os indígenas e os ribeirinhos.
Na altura da cidade paraense de Altamira foi construída a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que é a maior
hidrelétrica exclusivamente brasileira. Apesar de sua importância para a geração de energia no território
nacional, a Usina de Belo Monte provocou sérios impactos socioambientais.
→ Rio Tocantins
O rio Tocantins é um curso d’água que nasce no Centro-Oeste do Brasil, mais precisamente entre os
municípios goianienses de Ouro Verde de Goiás e Petrolina de Goiás, a uma altitude de 1.100 metros. Ele
percorre 2.416 km entre essa área e as regiões Norte e Nordeste do país, passando por quase 30
municípios nos estados do Tocantins e Maranhão até desaguar na baía de Marajó, no Pará. Seu principal
afluente é o rio Araguaia.
Embora seja um rio perene, cujas águas não secam no período seco, a redução do nível de suas águas
forma ilhas e praias de água doce durante a estiagem, o que favorece o turismo no estado do Tocantins.
Na bacia hidrográfica formada por esse rio vivem mais de 8 milhões de pessoas que dependem
diretamente das águas do Tocantins e de seus afluentes para o abastecimento doméstico. Ainda, é
importante para a manutenção da biodiversidade local e por seus aspectos naturais, que proporcionam a
ocorrência de longos trechos navegáveis e elevado potencial hidrelétrico.
→ Rio Araguaia
O rio Araguaia é um curso d’água que nasce no planalto da região Centro-Oeste do Brasil, percorrendo
2.115 km pelos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará até a região do Bico do Papagaio, onde
se encontra com o rio Tocantins. Junto deste, ele forma a segunda maior bacia hidrográfica localizada
integralmente no território brasileiro, que é a bacia do Tocantins-Araguaia. O Araguaia, na maior parte de
sua extensão, serve de divisa natural entre os estados pelos quais ele atravessa, somando um total de 55
cidades banhadas por esse rio.
O rio Araguaia é importante para o abastecimento e subsistência das populações das cidades banhadas
por ele. [1]
O grande potencial elétrico do rio é aproveitado principalmente pela Usina de Tucuruí, que é a terceira
maior central hidrelétrica brasileira. Os extensos trechos navegáveis do Araguaia são utilizados para o
transporte de pessoas e de cargas, em especial cargas volumosas como grãos e minérios. Ainda na
economia, a pesca e o turismo são duas atividades econômicas desenvolvidas no Araguaia. No segundo
caso, destaca-se a formação de ilhas devido à estiagem, como acontece no curso do rio Tocantins.
O rio São Francisco, apelidado de Velho Chico, é um curso d’água que nasce no Parque Estadual da
Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais, mas pode ser descrito como um dos principais rios da
região Nordeste do Brasil. O curso do São Francisco tem aproximadamente 2.700 km e percorre mais de
500 municípios entre Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, onde
deságua no oceano Atlântico. Além disso, as águas do São Francisco alimentam três grandes biomas
brasileiros, que são o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica.
O São Francisco tem grande importância para o abastecimento residencial e urbano, em especial na
região Nordeste. Em 2008, tiveram início as obras de transposição do curso do São Francisco para que
suas águas chegassem a uma população ainda maior, visando suprir a demanda por esse recurso em
regiões de maior escassez em quatro estados do Nordeste.
O rio São Francisco é fundamental também para o sustento econômico de muitas famílias, que dependem
da atividade pesqueira, e para o transporte de cargas e de pessoas. Ainda, cinco hidrelétricas fazem uso
do potencial desse rio, com destaque para as usinas de Sobradinho e Paulo Afonso, ambas na Bahia.
→ Rio Parnaíba
O rio Parnaíba é o segundo maior rio do Nordeste brasileiro. Ele nasce na chapada das Mangabeiras, na
divisa entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e atravessa o território piauiense até
desaguar no oceano Atlântico, percorrendo um total de 1.400 km e beneficiando quase 300 municípios
inseridos em sua bacia hidrográfica.
O rio Parnaíba é fundamental para o abastecimento residencial, principalmente nas cidades da região do
semiárido, e fornece água também para a irrigação de áreas agrícolas situadas nos estados pelos quais
passa e que constituem uma importante região de expansão da fronteira agrícola brasileira. Os produtores
locais utilizam o rio Parnaíba para o escoamento de cargas, visto que ele apresenta extensos trechos
navegáveis. As águas do rio Parnaíba são utilizadas, ainda, para a geração de eletricidade na Usina
Hidrelétrica de Boa Esperança, instalada em Guadalupe, no Piauí.
→ Rio Paraná
O rio Paraná é um curso d’água que percorre 4.880 km desde a sua nascente, na divisa entre os estados
de Mato Grosso do Sul e São Paulo, até a sua foz, no rio da Prata, em território argentino. Em seu trajeto
ele atravessa duas das regiões mais populosas do Brasil, que são o Sudeste e Sul, até chegar à fronteira
do país com o Paraguai e com a Argentina. A bacia do rio Paraná abastece mais de 60 milhões de
habitantes e desempenha papel fundamental para as atividades econômicas desenvolvidas na região,
como a agricultura e a indústria.
As águas do rio Paraná são utilizadas para gerar eletricidade na Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional.
Os declives encontrados em diversos trechos do rio Paraná conferem a ele um elevado potencial
hidrelétrico, que é bastante aproveitado para a geração de eletricidade na Usina de Itaipu Binacional, uma
das maiores usinas hidrelétricas do mundo, que está localizada na fronteira do estado do Paraná com o
Paraguai. Além disso, esse rio possui amplos trechos favoráveis à navegação. Sua hidrovia é importante
para o transporte de mercadorias e cargas entre os países do Mercosul, além de escoar parte da produção
agrícola das regiões Centro-Oeste e Sul.
→ Rio Paraguai
O rio Paraguai é um curso d’água que nasce no município de Alto Paraguai, no estado de Mato Grosso, e
segue curso por 2.695 km até sua desembocadura em território argentino. Nesse trajeto, o rio Paraguai
alimenta o sistema do Pantanal, bioma brasileiro situado nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do
Sul, e contribui para a manutenção dos ecossistemas do Cerrado brasileiro. Esse curso d’água faz parte
da vida cotidiana das populações tradicionais, como os indígenas que vivem na região, e alimenta os
principais centros urbanos de Mato Grosso.
O rio Paraguai é muito utilizado como hidrovia para o transporte de cargas pesadas e volumosas.
Em função do relevo predominantemente plano e de outros aspectos naturais favoráveis, o rio Paraguai é
muito utilizado para o transporte de passageiros e também para o escoamento de mercadorias e de
cargas derivadas da produção agropecuária da região Centro-Oeste.
Maior rio do Brasil: rio Amazonas, que possui extensão de 6.992 km e banha os estados do Amazonas e
do Pará, na região Norte do Brasil. Possui mais de 1.000 afluentes e é considerado o mais longo e mais
volumoso rio do mundo.
Menor rio do Brasil: rio Azuis, cujas águas cristalinas percorrem um trecho de apenas 147 metros na
cidade de Aurora do Tocantins, no estado localizado também na região Norte do Brasil. O Azuis é
considerado o terceiro menor rio do mundo."
CLIMA
O Brasil é um país com grande diversidade climática. Em alguns lugares faz frio e em outros
muito calor, mas, em geral, nosso clima é quente em quase todo o território.
Há três tipos de clima no país: equatorial, tropical e temperado. O clima equatorial abrange
boa parte do país, englobando principalmente a região da Floresta Amazônica, onde chove
quase diariamente e faz muito calor. Já o clima tropical varia de acordo com a região, mas
também é quente e com chuvas menos regulares. O Sul do Brasil é a região mais fria do país.
Nela predomina o clima temperado que, no inverno, pode atingir temperaturas inferiores a
zero grau e ocorrer n
1. Clima brasileiro
Clima brasileiro
Em virtude da extensão territorial do Brasil, o clima brasileiro possui grandes
variações.
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O Brasil tem 93% de seu território localizado no Hemisfério Sul, o restante (7%)
encontra-se no Hemisfério Norte, isso significa que o território está na zona
intertropical do planeta, com exceção da região Sul.
O clima tropical úmido ocorre, principalmente, no litoral oriental e sul do Brasil, sendo
caracterizado pela alta temperatura e o elevado teor de umidade. As temperaturas
médias anuais giram em torno de 25°C e os índices pluviométricos entre 1250 mm e
2.000mm.
VEGETAçAO
A vegetação brasileira é formada pela totalidade de espécies de plantas que existem no território
nacional. As principais vegetações do Brasil são Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Caatinga e
Pampa. As vegetações do Brasil são caracterizadas mediante a diversidade geográfica presente no país.
"O tipo de vegetação de determinada região irá depender, primordialmente, do seu tipo
de clima. Entretanto, essa regra aplica-se somente a vegetações naturais ou nativas,
pois a formação vegetal é o primeiro elemento da paisagem que o homem modifica e,
portanto, está em constante transformação.
O Brasil, por ter dimensões territoriais continentais, abriga oito tipos principais de
vegetação natural. São eles:
Estima-se que a sumaúma mais velha da Amazônia tenha 1100 anos, Conhecida
carinhosamente por Vovozona, está enraizada na Floresta Nacional do Tapajós próximo a
comunidade Maguari, no município de Belterra - PA.2
Mata Atlântica: caracterizada como uma floresta latifoliada tropical e de clima tropical
úmido, foi a vegetação que mais sofreu devastação no Brasil, restando apenas 7% de
sua cobertura original. Era uma vegetação que se estendia do Rio Grande do Norte ao
Rio Grande do Sul, mas que foi intensamente degradada pelos portugueses para a
extração de madeira e plantio de cana-de-açúcar.
Restingas: vegetaçao costeira, presente nas praias e cracterizada por vegetaçao rasteiras e é muito
sensível
A agricultura é uma das principais atividades econômicas desenvolvidas no Brasil e está intimamente
ligada ao processo de transformação do espaço produtivo brasileiro e de formação do território nacional. A
agricultura representa, atualmente, quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e coloca o
Brasil entre os maiores exportadores de grãos do mundo. Não somente isso, mas também é a agricultura
o setor que tem sido responsável pelo crescimento recente da economia nacional.
O país é, historicamente, um grande produtor de itens como cana-de-açúcar, café e algodão, destacando-
se em um período mais recente no desenvolvimento de commodities agrícolas destinadas à exportação,
como a soja e o milho. Esses produtos são oriundos da agricultura moderna que é praticada nas áreas
para onde a fronteira agrícola se expandiu a partir das décadas de 1970 e 1980, sendo a base da
economia de estados da região Centro-Oeste e daqueles que integram a região do Matopiba (Maranhão,
Tocantins, Piauí e Bahia).
Antes mesmo de se tornar uma atividade econômica, o cultivo da terra já tinha importância para garantir a
alimentação dos seres humanos e para fornecer matérias-primas utilizadas na confecção de utensílios e
equipamentos diversos. Mesmo com todos os processos evolutivos pelos quais a agricultura passou e com
o surgimento de novas práticas econômicas, essa atividade permanece sendo a principal produtora dos
alimentos que chegam até nós diariamente, como os grãos, os vegetais, as hortaliças e as frutas.
A agricultura fornece também as matérias-primas e os insumos que são essenciais para a produção em
diversos setores industriais, como de bebidas, alimentício, cosmético, de vestuário e de combustíveis, para
citarmos alguns exemplos, além da produção de energia. Ela movimenta importantes cadeias econômicas
globais, sendo fundamental para a economia dos territórios e para o ordenamento do espaço econômico
mundial.
Outro aspecto importante da agricultura é o fato de essa atividade econômica garantir o sustento de
milhões de pessoas em todo o mundo, empregando aproximadamente um terço da mão de obra global.
uso excessivo de água no caso de sistemas de irrigação de baixa eficácia, que gera desperdício.
A agricultura surgiu no mundo há aproximadamente 12.000 anos, durante o período histórico conhecido
como Neolítico. O início desse período foi marcado pela Revolução Agrícola, que determinou a maior
compreensão pelos seres humanos dos processos de preparo e cultivo dos solos, a domesticação das
plantas e a sua correlação com os diferentes fenômenos da natureza. O maior domínio da natureza
proporcionou, ainda, o abandono gradativo do nomadismo e a adoção do sedentarismo, processo esse
que foi fundamental na organização do espaço mundial.
Essa atividade se desenvolveu inicialmente nas margens de grandes cursos d’água em regiões do Oriente
Médio, como na Mesopotâmia, no Leste da Ásia, em partes do continente africano e na região da
Mesoamérica, no Hemisfério Ocidental. No decorrer dos anos, fatores biológicos e as viagens marítimas
promovidas foram importantes para a maior difusão das espécies agrícolas e dos diferentes tipos de
cultivos em outras partes do mundo. A cana-de-açúcar, por exemplo, foi trazida ao Brasil pelos
navegadores portugueses.
Com o advento da Revolução Industrial, a agricultura se tornou uma atividade complementar nos países
industrializados e importante para a produção de alimentos destinados às cidades e para o fornecimento
de matérias-primas, como o algodão, à indústria.
Em meados do século XX, mais precisamente no pós-Segunda Guerra Mundial, a atividade agrícola
experimentou uma nova metamorfose que foi resultado direto da modernização da indústria e dos avanços
nos campos da ciência e da tecnologia. Trata-se da Revolução Verde, caracterizada pela modernização do
campo e pelo desenvolvimento de pacotes tecnológicos que garantiram maior produtividade das lavouras
e o avanço da produção para áreas até então consideradas impróprias para o cultivo.
As transformações foram mais bem observadas nos países desenvolvidos e alguns países emergentes,
como foi o caso do Brasil, e provocaram uma reestruturação do espaço econômico mundial.
Agropecuária
A agropecuária é a atividade econômica que compreende o cultivo do solo e a criação de animais (gado
bovino, suíno e caprino e aves) para a produção de alimentos e de matérias-primas. Trata-se, portanto, da
combinação entre a agricultura e a pecuária. A agropecuária é de fundamental importância para a
economia mundial e para o abastecimento dos mercados com alimentos, como arroz, leite, ovos, carne e
trigo, além de insumos destinados para a produção industrial, como couro, lã, soja, algodão e outros. Para
saber mais sobre esse tópico, clique aqui.
Os cinco países com as maiores áreas destinadas à agricultura são: Índia, Estados Unidos, China, Rússia
e Brasil.
A principal cultura agrícola do mundo é o arroz, cereal que constitui a base da alimentação de mais da
metade da população mundial.
A China é o principal importador de produtos agrícolas do mundo. É, ainda, o maior parceiro comercial do
Brasil nesse segmento econômico.
Les principaux secteurs industriels du Brésil sont l'industrie automobile, l'agriculture, la chimie, la
sidérurgie, la métallurgie, l'exploitation minière et la pétrochimie. Dans cet article, nous allons découvrir les
principaux secteurs industriels du Brésil et comprendre un peu l'importance de chacun d'entre eux pour
l'économie nationale.
SAUDE
"No Brasil Imperial, não havia políticas oficiais de gestão da saúde. Havia médicos,
hospitais e clínicas que ofereciam serviços pagos e havia médicos e hospitais filantrópicos,
geralmente ligados a ordens religiosas, que atendiam a população que não tinha condições
de pagar pelos serviços.
Como a grande maioria das pessoas não podia pagar e o número das que atendiam de
maneira filantrópica era pequeno, a maioria da população não tinha acesso adequado aos
cuidados com a saúde. Boa parte dela recorria, inclusive, a curandeiros e, quando tinha um
mínimo de condições financeiras, aos farmacêuticos, chamados antigamente de boticários.
Pela pouca oferta de serviços gratuitos e pelas péssimas condições sanitárias das cidades
brasileiras, as pessoas sofriam constantemente (e muitas morriam) com doenças —
algumas delas hoje consideradas de simples tratamento, como verminoses, diarreia, gripe,
tétano e gonorreia. As doenças mais graves, como sífilis, malária e dengue, aterrorizavam
ainda mais a população.
A primeira política pública de atenção à saúde no Brasil foi promovida na Primeira
República, no governo do presidente Rodrigues Alves, em 1897. Foi criada, nesse ano, a
Diretoria Geral de Saúde Pública, órgão que, em 1903, foi chefiado pelo grande sanitarista
brasileiro Oswaldo Cruz. As medidas centravam-se na capital federal, que era a cidade do
Rio de Janeiro.
"O SUS atende gratuitamente pessoas de baixa, média e até de alta renda, caso procurem
os serviços. O SUS também atende estrangeiros que estejam residindo ou de passagem
no Brasil sem qualquer cobrança de tarifas. Uma das principais características do SUS é a
união dos Poderes Executivos (Federal, estadual e municipal) pela gerência do sistema, de
modo que temos serviços oferecidos pelos três níveis em todo o Brasil.
Assim, cria-se uma diretriz centralizada para a gestão do sistema, gerida pelo Ministério da
Saúde, mas descentraliza-se a gestão nas pontas do sistema, que ficam a cargo das
secretarias estaduais e municipais de saúde. Há uma participação do Ministério da
Educação na gestão do SUS a nível Federal, pois os hospitais universitários que compõem
a maioria das universidades federais que ofertam cursos de Medicina e de outras áreas da
saúde recebem recursos das duas pastas governamentais em questão: Saúde e
Educação.
Resumindo, todos os habitantes tem direito e acesso à saude publica gratuita, no entanto,
a qualidade dos serviços e os recursos nao sao suficientes para todos que precisam,
levando a longas esperas para atendimento e condiçoes hospitalares precarias nas
grandes cidades. As cidades do interior sao muitas vezes desprovidas de recursos basicos.
Na pratica, as familais de classe media pagam muito para planos de saude privados e as
mais ricas, tem acesso a serviços particulares ainda melhores.
EDUCACAO
A educaçao basica no Brasil é publica, gratuita e obrigatoria. Porem a maioria das escolas
tem uma infra estrutura precaria e como os professores nao sao remunerados dignamente,
a educaçao em geral nao é de qualidade. Apenas pessoas de familais de classe media alta
e ricas podem pagar por educaçao privada, que é muito cara.
COMUNICAçaO
Uma soluçao para a circulaçao de infirmaçao livre tem sido a internet, que hoje em dia, é o principal
meo de comunicaçao no Brasil. Atraves dela podemos alcançar a voz das minorias.
TURISMO
O turismo no Brasil é uma atividade econômica que apresenta enorme potencial de
desenvolvimento, o que se deve à diversidade cultural e paisagística do país.
"O turismo no Brasil é uma atividade econômica responsável pela geração de empregos e pelo
intenso dinamismo do setor terciário, uma vez que movimenta uma série de serviços como
transporte, alimentação e hospedagem. As paisagens naturais e a diversidade cultural são os
principais atrativos turísticos do Brasil, embora problemas estruturais e infraestruturais tornem o
desenvolvimento do setor mais lento. Entre os destinos mais procurados estão Rio de Janeiro, Foz
do Iguaçu, Florianópolis e São Paulo."
"O turismo no Brasil é marcado por importantes atrativos, como as belezas naturais e a diversidade
cultural do país.
O turismo de lazer, o turismo cultural, o ecoturismo, o turismo religioso, o turismo de saúde e o turismo de
negócios estão entre os tipos de turismo mais praticados no Brasil.
"Rio de Janeiro (RJ), Foz do Iguaçu (PR), Salvador (BA) e o Jalapão (TO) são alguns dos lugares
turísticos do Brasil.
Problemas como a falta de segurança, a violência urbana, a infraestrutura precária e a barreira linguística
afetam a demanda por turismo no Brasil.
"O turismo no Brasil é importante para a cultura, para a geração de empregos, para o dinamismo
econômico e para a atração de maiores investimentos no país e nas diversas regiões e cidades turísticas
do país."
"Embora o país apresente um enorme potencial turístico, ele não integra a lista dos destinos mais
procurados do mundo. O país é, hoje, o terceiro mais visitado da América Latina e o sexto de todo o
continente americano, ficando atrás de destinos como o México e a Argentina.
Ainda que o turismo internacional tenha apresentado crescimento muito recente no Brasil, a principal
forma de turismo que acontece é o turismo doméstico, que é aquele realizado pelas pessoas do próprio
país dentro das fronteiras territoriais brasileiras. Além disso, dados mais recentes divulgados pelo IBGE
mostram que o turismo no Brasil é caracterizado pelas viagens de curta duração, especialmente quando
as viagens são feitas por motivos que não envolvem trabalho ou negócios."
A atividade turística pode ser categorizada em diferentes tipos, e não somente em turismo doméstico e
turismo internacional. Os principais tipos de turismo que são identificados no Brasil são os seguintes:
Turismo de lazer ou recreação: é a forma de turismo mais praticada no Brasil, confundindo-se também
com o turismo cultural. Realizado tanto pelos visitantes internacionais quanto pelos visitantes domésticos,
que buscam lugares para se divertir e descansar em outras partes do país. Destinos como o Rio de
Janeiro (RJ), Salvador (BA), Fernando de Noronha (PE) e Maragogi (AL) estão entre os principais.
Turismo cultural: é a forma de turismo realizada com o propósito de se entrar em contato com uma nova
cultura ou descobrir os aspectos culturais de determinada região, cidade ou estado. Em lugares históricos
como Ouro Preto (MG) e Paraty (RJ), por exemplo, é possível conhecer um pouco do passado colonial e
imperial do Brasil entrando em contato com a arte, com a arquitetura e com lugares que foram levantados
nesse período.
Ecoturismo: é o tipo de turismo que tem ganhado cada vez mais adeptos no país, visa a exploração
sustentável dos ambientes naturais, parques ecológicos e paisagens. Destinos para essa prática não
faltam no Brasil, como o Pantanal, a Amazônia, a Chapada Diamantina (BA), a Chapada dos Veadeiros
(GO), Bonito (MS) e Lençóis Maranhenses, por exemplo.
Turismo religioso: é o tipo de turismo praticado por fiéis com a finalidade de peregrinação religiosa ou
visita a templos e festividades. O Círio de Nazaré, em Belém (PA), a Lavagem do Bonfim (BA) e cidades
como Aparecida do Norte (SP) e Trindade (GO) são exemplos de celebrações e cidades, respectivamente,
que atraem muitos turistas com esse propósito.
Turismo de negócios: é o tipo de turismo praticado com a finalidade de fechar contratos de investimento,
de trabalho, participar de reuniões de trabalho, trocas comerciais e outros propósitos relacionados com o
mundo das finanças e dos negócios. Comum em grandes centros financeiros e políticos, como São Paulo
(SP) e Brasília (DF), por exemplo."
CULTURE ET RELIGION
O brasil tem diferentes povos com diferentes culturuas, religioes e modos de vida.
A cultura brasileira é rica e diversa, o que se explica pela formação geográfica e histórica do país.
Indígenas, africanos e portugueses contribuíram muito para essa construção.
A cultura brasileira, assim como a formação étnica do povo brasileiro, é vasta e diversa. Nossos hábitos
culturais receberam elementos e influências de povos indígenas, africanos, portugueses, espanhóis,
italianos e japoneses, entre outros, devido à colonização, à imigração e aos povos que já habitavam
aqui.São elementos característicos da cultura brasileira a música popular, a literatura, a culinária, as festas
tradicionais nacionais, como o Carnaval, e as festas tradicionais locais, como as Cavalhadas de
Pirenópolis, em Goiás, e o Festival de Parintins, no Amazonas.
"A religião, como elemento cultural, também sofreu miscigenação, formando o que chamamos de
sincretismo religioso. O sincretismo religioso brasileiro reúne elementos do candomblé, do cristianismo e
das religiões indígenas, formando uma concepção religiosa plural."
Ha as pessoas que vivem nas grandes cidades, as que vivem no campo, e tambem as comunidades
indigenas que habitam as florestas e os quilombolas que habitam os quilombos, regioes de resisitencia
cultura alfrobrasileira.
Como mora, se veste, se alimenta, quais os trabalhos, lazeres e costumes das pessoas que moram nas
cidades, nos campos, nas comunidades indigenas e nos quilombos?
Podemos dizer que os elementos mais antigos da cultura genuinamente brasileira remontam aos povos
indígenas que já habitavam o território de nosso país antes da chegada dos portugueses em 1500. Donos
de uma cultura extensa, os povos nativos mantinham as suas crenças e praticavam seus elementos
culturais aliados a um modo de vida simples e em contato com a natureza.
Com a chegada dos portugueses e o início da colonização, a cultura europeia foi introduzida, à força, nos
povos indígenas, e as missões da Companhia de Jesus (formadas por padres jesuítas) vieram para o
Brasil com o intuito de catequizar os índios.
No século XIX, o Brasil vivenciou mais um processo migratório composto por trabalhadores italianos que
vieram trabalhar nas lavouras de café, quando os primeiros indícios da abolição da escravatura já
apontavam no governo brasileiro. Outros grandes fluxos migratórios significativos aconteceram durante a
Segunda Guerra
" essa vastidão de povos provocou a formação de uma cultura plural e de culturas diferentes. As
diferenças geográficas também contribuíram para que o processo cultural brasileiro se tornasse plural e
diversificado.
Se considerarmos como exemplo a música sertaneja de raiz, encontramos nela elementos que remetem à
vida no campo. Já o funk carioca fala da vida nas favelas, de onde ele surgiu. A literatura de cordel, por
sua vez, trata de temas recorrentes ao sertanejo nordestino, enquanto os elementos da vida gaúcha
tratam da vida dos povos que se estabeleceram no Sul do país, sob influência de alemães e argentinos."
"Hábitos e costumes
Os costumes brasileiros são variados. Tratando de termos morais, a nossa influência toma como base,
principalmente, a moral judaico-cristã. O cristianismo constitui a maior influência para a formação de nosso
povo, principalmente pela vertente católica, que compõe o maior grupo religioso brasileiro. Também
sofremos influências morais de outros povos que vieram para o Brasil por meio dos fluxos migratórios,
como os africanos.
A diversidade de hábitos e costumes morais também se deu por conta dos regionalismos que foram
surgindo ao longo do tempo. Por possuir um território de proporções continentais, o Brasil viu, ao longo de
sua história, o desenvolvimento de diferentes vertentes culturais, devido às diferenças geográficas que
separam o território.
Pensando em termos culinários (a culinária é um valioso elemento cultural de um povo), temos pratos
típicos e ingredientes que provêm da cultura indígena, dos estados nordestinos e do Centro-Oeste
brasileiro, por exemplo. Enquanto vatapá e acarajé são pratos típicos baianos de origem africana, os
habitantes do Cerrado consomem pequi, e a culinária tradicional paulista é fortemente influenciada pela
culinária portuguesa e"
HABITACAO TIPICA
AMAZONIA
OCA
Conhecida tipologia residencial indígena no Brasil, a Oca (em tupi) ou Oga (guarani) é uma das unidades
formadoras das aldeias. Construída geralmente de palha e madeira, sem divisórias internas, é um espaço
de habitar coletivo e de desenvolvimento de tarefas cotidianas, como a produção de alimentos e objetos
artesanais.
Maloca
Quilombo
Palafita
Recorrentes em áreas com altos índices pluviométricos, as palafitas são construções residenciais sobre
estacas com ocorrência em locais alagadiços. No caso brasileiro, é comum encontrar exemplares dessa
tipologia sobretudo na região norte.
Barraco/ Favela
São denominadas genericamente de “barraco” as construções presentes nas favelas em todo o mundo.
No caso brasileiro, são tipicamente construídos em alvenaria sem reboco. Esse tipo de residência
representa a realidade de uma parcela significativa da população urbana do Brasil, já que, segundo
levantamento do IBGE, o país possuía em 2010 mais de 6.300 favelas.
Casa Bandeirista
Com ocorrência registrada nos séculos XVII e XVIII, a Casa Bandeirista é um representante da arquitetura
colonial de contexto rural paulista. Apesar de ser construída, como muitas outras tipologias à época, em
taipa de pilão, caracteriza-se sobretudo pela organização de sua planta, quase sempre retangular ou
quadrada, com distribuição simples de ambientes e aberturas na fachada.
Assim como o pau a pique, a taipa de pilão é um método construtivo introduzido no vocabulário brasileiro
no período colonial graças à sua durabilidade e maior facilidade construtiva em relação à alvenaria ou
pedra. No caso da taipa de pilão, a fôrma de madeira – após receber o preenchimento de terra, cal e
cascalho que, por sua vez é compactado mecanicamente com pilões de madeira – é removida.
Casa de Enxaimel
De origem alemã, a técnica do enxaimel (Fachwerk) chega ao Brasil no contexto de ocupação do sul do
país por imigrantes de origem germânica mobilizada pelo imperador Dom Pedro I no século XIX. Por conta
disso, seus exemplares se restringem praticamente aos estados dessa região, com algumas pontuais
ocorrências no sudeste. Esse método construtivo combina peças de madeira encaixadas – sem pregos –
formando uma espécie de treliça com elementos horizontais, verticais e diagonais. Os vazios são fechados
com tijolos, pedra ou, em alguns casos, terra.
ALIMENTACAO TIPICA
Rio de janeiro: feijoada, bolinho de aipim frito e bolinho de bacalhau, bobó de camarao
NORDESTE: forte influencia africana: praos feitos com frutos do mar e partes animais enos nobres
Vatapa com acarajé na Bahia, Baiao de dois, carne de sol, rabada, mocotó, moqueca
NORTE: forte infuencia indigena, predomina pescados de rio, mandioca e frutos da floresta
CENTRO-OESTE
Influencias variadas, predomina carnes bovinas como vaca atolada, carne de jacare, arroz carreteiro
Bebida tipica brasileira é a cachaça, ha varios drinks feitos com esse alchool e o mais famoso é a
caipirinha que mistura com limao e açucar
As bebidas nao-alcoolicas tipicas podemos incluir, sucos de frutas tropiciais diversos (açai, cajá, caju,
manga, maracuja, graviola, goiaba, cupuaçu, abacaxi com hortelã) guaraná, cajuina, mel de cacau,
chimarrão, mate gelado, agua coco!
VESTIMENTA
Em geral, os rasileiros se vestem com roupas mais frescas, leves e coloridas. Dependendo da
regiao, se é mais fria, usa-se mais lãs e roupas tencnicas como na europa. Proximo das prias, é
comum uso de roupas bem leves e sandalias havaianas. As comunidades indigenas, no entanto
tem uma vestimenta particular. Algumas comunidades mais afastadas nao suam roupas ou
enfeites de palhas e penas para suas festas.
A lingua oficial:
Portugues mas existem comunidades indigenas amazonicas que ainda preservam suas linguas
originais 274 conhecidas.
PRINCIPAIS FESTAS
Truvi
A cultura ainda norteia os nossos hábitos e costumes, que aprendemos desde a
infância e nos acompanham ao longo da vida. Mas quais são os principais hábitos e
costumes da cultura brasileira?! Continue com a gente e confira a seguir!
A Formação da cultura brasileira
Antes de nos aprofundarmos sobre os hábitos e costumes do país, não podemos
deixar de relembrar alguns aspectos históricos do nosso país que foram essenciais
para a formação da cultura.
A partir dos anos 1500, os portugueses chegaram ao Brasil para colonizar os povos indígenas. No
entanto, esses povos já tinham uma cultura própria, marcada por histórias e tradições antes da
colonização.
Com a vinda dos portugueses, a cultura europeia passou a ser imposta aos indígenas. Além disso,
também tivemos a vinda de imigrantes de outros países europeus, e de povos africanos que foram
trazidos para o Brasil para serem escravizados.
Assim, apesar das tentativas europeias de apagar a cultura africana e indígena do país a partir de
processos como a catequização, a escravidão e as políticas de branquemento, essas culturas resistem e
podem ser percebidas em diversos aspectos da tradição brasielira até os dias de hoje, como em músicas,
comidas típicas, festas e muitos mais. Prova disso, é nossa própria língua, que, ainda que falamos
português, diversas palavras do nosso vocabulário se diferenciam do português falado em Portugal,
principalmente pelas diversas influências que a língua recebeu dos indígenas no Brasil.
Podemos, então, dizer de maneira resumida que a formação da cultura brasileira se deu a partir dessas
três matrizes: europeia, indígena e africana. Por conta disso, a cultura do nosso país é bastante diversa e
ainda pode variar de região para região, principalmente, porque é comum que algumas regiões tenham
mais influência africana do que outras, por exemplo, e vice-versa.
Com a vinda dos portugueses, a cultura europeia passou a ser imposta aos indígenas. Além disso,
também tivemos a vinda de imigrantes de outros países europeus, e de povos africanos que foram
trazidos para o Brasil para serem escravizados.
Assim, apesar das tentativas europeias de apagar a cultura africana e indígena do país a partir de
processos como a catequização, a escravidão e as políticas de branquemento, essas culturas resistem e
podem ser percebidas em diversos aspectos da tradição brasielira até os dias de hoje, como em músicas,
comidas típicas, festas e muitos mais. Prova disso, é nossa própria língua, que, ainda que falamos
português, diversas palavras do nosso vocabulário se diferenciam do português falado em Portugal,
principalmente pelas diversas influências que a língua recebeu dos indígenas no Brasil.
Podemos, então, dizer de maneira resumida que a formação da cultura brasileira se deu a partir dessas
três matrizes: europeia, indígena e africana. Por conta disso, a cultura do nosso país é bastante diversa e
ainda pode variar de região para região, principalmente, porque é comum que algumas regiões tenham
mais influência africana do que outras, por exemplo, e vice-versa.
A cultura brasileira é formada por diversos hábitos e costumes que aprendemos desde a infância e nos
acompanham ao longo da vida. Esses hábitos variam, obviamente, de acordo com cada região e ainda
recebem influência da própria criação de cada indivíduo. No entanto, podemos destacar alguns hábitos e
costumes que são bastante populares e chamam atenção na cultura brasileira.
Não podemos deixar de destacar também que os hábitos e costumes dizem muito sobre nossa própria
história, marcada por miscigenação e repressão. Afinal, não podemos separar cultura de história.
Mas afinal, quais são os hábitos e costumes brasileiros? A cultura do Brasil é extremamente rica e, de
maneira geral, podemos dizer que o brasileiro gosta de festas, muita música, comida boa, feriado, praia e
muito mais! Veja alguns exemplos de hábitos e costumes brasileiros que separamos!
Almoço Caprichado
Em muitos lugares do mundo, o almoço não é uma refeição tão importante e nem tão farta. Mas, aqui no
Brasil, esta é uma das principais refeições do dia e, quase sempre, comemos a mesma coisa. Apesar de
poder variar de região para região, o típico arroz e feijão é regra no prato de almoço de um brasileiro. Além
disso, também é comum adicionar farinha de mandioca, macarrão, carnes, saladas e até frutas, como a
banana.
Festas Típicas
Se tem uma coisa que é costume do país é festejar, tudo é motivo para brasileiro comemorar, e, claro, que
não pode faltar comida! As festas típicas são elementos marcantes do país e são muito importantes para a
nossa cultura. Entre as principais, temos o Carnaval e a Festa Junina. No entanto, temos outras
festividades que são mais comuns apenas em alguns lugares do Brasil.
As festas brasileiras são sempre marcadas por muita folia, música, danças e comidas típicas!
Muitos Feriados
Se tem uma coisa que também chama atenção na cultura brasileira é a quantidade de feriados. Ao todo, o
país conta com 12 feriados nacionais, mas vale destacar que existem diversos feriados regionais. Além
disso, em alguns lugares também é comum prolongarem o feriado com ponto facultativo – quando ele cai
na terça-feira, por exemplo, alguns trabalhadores são liberados na segunda.
O brasileiro também não costuma deixar o feriado passar em branco e curte com praia, churrasco, cerveja,
entre outras formas de lazer.
Muitos destes feriados são religiosos e outros culturais, sendo importantes para a disseminação da nossa
cultura.
Folclore
O Folclore Brasileiro é o conjunto de manifestações populares, como lendas, mitos, festas, danças, etc,
que fazem parte da nossa cultura. O folclore brasileiro é bastante diverso e recebe influências indígenas,
europeias e africanas.
Entre as lendas mais comuns, podemos citar a da mula sem cabeça, boto-cor-de-rosa, Iara e muito mais.
Não é à toa que temos contato com o folclore desde a infância, pois ele é de extrema importância para a
nossa cultura e por isso é comum aprendermos sobre ele na escola, ainda no fundamental.
Futebol, Churrasco e Cerveja Gelada
Certamente, você já ouviu falar que o Brasil é o “país do futebol” e isso se explica pela cultura de apreciar
o futebol que temos no país, além dos destaque da seleção brasileira no esporte.
Ainda que o esporte não seja incentivado da maneira que deveria pelas instituições competentes, o povo
brasileiro é um povo que aprecia futebol, e assistir ao jogo com os amigos é costume da nossa cultura.
Como sempre, a comida e a bebida vêm para deixar tudo melhor. E não tem nada mais satisfatório do que
combinar de assistir o jogo com um churrasco e cerveja gelada com os amigos.
Cumprimentos calorosos
Para muitas outras culturas pode parecer estranho, mas o povo brasileiro é caloroso e,
mesmo que não tenha muita intimidade, é comum cumprimentar as pessoas com
beijos no rosto e abraços.
Além disso, a forma de se referir ao outro também revela esse jeito brasileiro, que
chama as pessoas, mesmo sem conhecer, de “amigão”, “colega”, entre muitos outros
termos afetivos que podem variar de região para região.
Músicas Típicas
As músicas também não podem ficar de fora quando falamos de cultura brasileira. A
música brasileira é extremamente rica, composta por estilos que nasceram aqui, como
também outros que receberam influência de outras culturas.
Entre os mais comuns, podemos citar o Sertanejo, Funk, Rock, Samba, MPB, Forró e
Rap.
A cultura brasileira é realmente cheia de hábitos e costumes que revelam nossa diversidade, mas também
nossa identidade única, mesmo com diversas interferências de outros países. Vale destacar que esses
foram apenas alguns exemplos e a cultura brasileira é extensa e complexa, podendo variar de região para
região.
Ainda assim, falar de cultura brasileira dá aquele quentinho no coração e orgulho de crescer num país tão
diverso, não é mesmo?! Se você curte ficar por dentro do melhor da cultura brasileira, continue
acompanhando os conteúdos da Novabrasil!
1. Festas juninas
As festas juninas realizam-se ao longo do mês de junho, mês dos santos populares - Santo Antônio, São
João e São Pedro.
Essa é uma festa carregada de vários tipos de tradições, desde a culinária, à típica dança da quadrilha e
as brincadeiras - pescaria, correio elegante e boca do palhaço, por exemplo.
Na culinária, não podem faltar os pratos que têm o milho como ingrediente principal, tais como bolo de
fubá, pipoca e pamonha.
Isso porque antes de assumir o caráter religioso, a festa era pagã e homenageava os deuses da natureza
e da fertilidade. Era nessa época que o povo agradecia o sucesso das colheitas, e o milho era um dos
produtos agrícolas mais produzidos na época.
Apesar de ser realizada em todas as regiões brasileiras, Campina Grande, na Paraíba, é o palco da maior
festa junina do Brasil.
Na região norte, onde se realiza o Festival Folclórico de Parintins, a festa realiza-se desde
1965. Lá, milhares de espectadores assistem no Bumbódromo a disputa entre as
agremiações folclóricas.
As agremiações - Boi Garantido e Boi Caprichoso - se apresentam e são avaliados pelos
jurados por alguns quesitos, dentre os quais: levantador de toadas, porta-estandarte, boi-
bumbá (evolução), coreografia e organização de conjunto folclórico.
3. Carnaval
O Carnaval é uma das festas brasileiras mais conhecidas no mundo. De origem pagã,
desde o início o carnaval cativou as pessoas, que podiam se divertir escondendo a sua
identidade e trocando os papéis sociais mediante o uso de máscaras - tradição que surgiu
em Veneza.
Comemorado em todo o país, entre fevereiro e março, cada região apresenta as suas
particularidades.
O Sudeste é conhecido pelos desfiles das escolas de samba, cujos grêmios recreativos têm a missão de
divulgar a cultura através dos enredos escolhidos a cada ano.
No Nordeste, a festa é popular pelo carnaval de rua, onde têm destaques os trios elétricos de Salvador, e
os Bonecos de Olinda fazem a alegria dos foliões.
4. Folia de Reis
De tradição católica, a Folia de reis é uma festa folclórica também conhecida como Reisado ou Festa de
Santos Reis. Comemorada entre os dias 24 de dezembro e 6 de janeiro, celebra a ocasião em que,
segundo a história, os Reis Magos conheceram o Menino Jesus.
A festa é marcada pela presença de: um mestre, um contramestre, os reis magos, foliões e palhaços.
Todos se vestem a caráter e saem pelas ruas cantando os versos criados e tocando instrumentos como
acordeões, violas, pandeiros e sanfonas.
Nas suas casas, as pessoas preparam aperitivos e guloseimas para oferecer a quem toma parte do cortejo
nas ruas, que costuma se realizar em cidades do interior do país.
5. Congada
Sem data fica, a Congada é uma manifestação cultura e religiosa que costuma ser celebrada em maio e
outubro - por serem os meses dedicados a Nossa Senhora - ou dezembro.
Celebrada em várias regiões do Brasil, essa é uma festa de origem africana que mistura os cortejos
realizados em honra dos reis do Congo com a devoção aos santos que, no Brasil, foram considerados os
protetores dos escravos. São eles, os negros Santa Efigênia e São Benedito, e Nossa Senhora do
Rosário.
A festa consiste num desfile, que inclui uma encenação da coroação de um rei congolês e muitos cantos
marcados pelo ritmo dos tambores.
6. Festa do Divino
Realizada no dia de Pentecostes, a origem da Festa do Divino é portuguesa.
Essa festa religiosa comemora a descida do Espírito Santo 50 dias depois do domingo da Páscoa, e tem
seu ponto alto numa procissão que conta com a figura de um imperador - eleito por sorteio ou escolhido
pelo bispo.
Oktoberfest
A Oktoberfest é uma das festas mais populares do sul do Brasil, cuja mais conhecida é a realizada em
Blumenau, Santa Catarina. De tradição alemã, a Oktoberfest nasceu em Munique, na celebração do
casamento do rei bávaro Luís I, em 1810.
Em Santa Catarina, que tem fortes traços da colonização alemã, a primeira festa data de 1984. Lá, ela foi
criada com o objetivo de recuperar a economia da cidade de Blumenau, onde a enchente do rio Itajaí-Açu
de 1983 causou muitos prejuízos.
A partir da Igreja da Conceição da Praia, os participantes caminham 8 km até a Igreja de Nosso Senhor do
Bonfim. O percurso é acompanhado por baianas vestidas com trajes típicos e os restantes participantes
vestidos de branco.
FESTA DE YEMANJA
Dia 2 de fevereiro, costuma-se celebrar o dia de Iemanja, orixa dos oceanos, sincretizado com Santa
Maria. As pessoas, cantam e tocam musicas tradicionais e oferecem rosas brancas para ela nos mares ou
altares. E uma das maiores festas religiosas do Brasil depois da Festa do Bomfim
Religião
A religião pode ser definida como um conjunto de crenças e práticas sociais relacionadas com a noção de
sagrado.
As principais religioes presentes no Brasil sao: Cadomble e Ubanda e o Cristianismo (catolicismo e
rotestantismo), tendo tambem grande presença do judaismo e do budsmo, sobretudo pelas imigraçoes
judaicas e japonesas. Mas tambem ha muitas pessoas que se consideram sem religiao, seja por serem
ateus, ou, na maioria dos casos, afins a uma religiao holistica.
"O candomblé é uma religião afro-brasileira que combina elementos das religiões africanas tradicionais
com influências do catolicismo e do espiritismo, centrada no culto aos Orixás, que representam forças da
natureza e aspectos da vida humana. Suas crenças incluem a veneração dos Orixás como intermediários
entre o mundo espiritual e o material, a presença de um Orixá protetor para cada pessoa e a importância
do Axé, a força vital que garante equilíbrio e harmonia. Os rituais são caracterizados por danças, músicas,
cânticos, oferendas de alimentos e, ocasionalmente, sacrifícios de animais, realizados para invocar e
agradar os Orixás. Dividido em nações como Ketu, Jeje e Angola, o candomblé segue tradições
específicas das culturas africanas de onde se originaram, mas todas compartilham a essência do culto aos
Orixás."
A religiao muda em funco das origens culturais predominantes em cada regiao brasileira. Na amazonia,
por exmeplo onde a cultura indigena predomina existem diversos tipos de manifestações culturais e
religiosas que refletem a diversidade étnica e cultural da região. Alguns exemplos são:
1. Festival de Parintins: É uma das festas mais famosas do estado, realizada anualmente na cidade de
Parintins. O festival apresenta o Boi-Bumbá, uma dança tradicional que conta a história da disputa entre os
bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul).
2. Rituais indígenas: O Amazonas abriga diversas comunidades indígenas, cada uma com suas tradições
e rituais específicos. Esses rituais envolvem cantos, danças, pinturas corporais e festas religiosas, que são
realizadas para celebrar a relação com a natureza e os espíritos.
3. Danças tradicionais: O estado do Amazonas possui danças folclóricas como o Lundu, o Carimbó e o
Sirimbó, que são expressões culturais afro-indígenas. Essas danças são caracterizadas por movimentos
animados e ritmos contagiantes.
4. Festas religiosas: Além das festas católicas tradicionais, como o Círio de Nazaré, o estado do
Amazonas também possui festas religiosas de matriz africana, como o Tambor de Mina e o Candomblé.
Essas festas envolvem danças, cânticos e oferendas aos orixás.
5. Artesanato: O artesanato é uma importante manifestação cultural no Amazonas, com destaque para a
cerâmica indígena, a pintura em tecido, a produção de biojoias com sementes da região e o artesanato
feito com palha de tucumã.
Esses são apenas alguns exemplos das manifestações culturais e religiosas presentes no estado do
Amazonas. Vale ressaltar que a região possui uma rica diversidade cultural, com a presença de diferentes
grupos étnicos e suas respectivas tradições.
Onde houve mais conentraçao de escravos africanos, como rio de janeiro, bahia e minas gerais,
encontramos mais influncias das praticas religiosas africanas e suas micigenaçoes com cristianismo, que
é o caso do candomble e da ubamba.
LA VIE JURIDIQUE
O Brasil é um país muito rico. Somos ricos em petróleo, produção de carnes e alimentos, ferro, em
minérios e entre outros. A cultura brasileira é bem diversa: temos as culinárias, literatura, músicas como o
samba e as famosas festas tradicionais como o Carnaval e as Festas Juninas. Entretanto, o nosso país
vem sofrendo uma crise que está afetando a vida de muitas famílias brasileiras de baixa renda.
Assim, o desemprego é uma grave situação que está presente na vida social de muitas pessoas e acaba
trazendo dificuldades na sobrevivência e na dignidade dos cidadãos. Esse fato ocorre por falta de
oportunidades e má educação. Muitos cidadãos não têm o ensino superior e ainda alguns não tiveram
sequer a oportunidade de serem alfabetizados. Tal problema abrange mais as comunidades
marginalizadas e ocasiona famílias sem terem o que comer, pais com crianças em casa e sem ter
condições de alimentar seus filhos. Com todos os fatores anteriores, há o aumento da pobreza no Brasil. A
fome está muito presente nessa ocasião, segundo pesquisa há uma exagerada porcentagem de pessoas
que passam fome no Brasil com a má distribuição de alimentos, populações em cidades interioranas
sendo esquecidas pelos parlamentares. Inclusive para poder se alimentar no final do dia, crianças e
adolescentes acabam abandonando a escola para trabalhar ou vender seu corpo. Gerando um grande
aumento no índice do trabalho infantil não-legalizado e a prostituição na adolescência.
Em relaçao ao meio ambiente, uma grande dificuldade é a preservaçao da amazonia, dos direitos
indigenas e mantr a contribuiçao para eviar o aquecimento global. A poluição dos rios, das terras por
quimicos industriais e agricolas e pelo lixo gerado nas cidades tambem é um impasse.
Atous (force): Recursso naturais, terras ferteis para produçao de alimento, aguas em abudancia, minerais
para industria, petroleo, sol, clima favoravel para uma vida de baixo custo energetico, a maior floresta
tropical do mundo que ainda conserva a humidade e o clima planetario. A sabedoria ancestral e o
conhecimento da natureza dos povos da floresta sao uma grande riqueza.
HISTORIA
Colonizaçao europeia que matou os povos originais, e devastou as florestas e trafcoue scravos que ate
hoje sao marginalizados na sociedade brasileira, sao a maiorida dos desempregados, analfabetos e
desabrigados.
Durante as guerras mundiais o Brasil foi infuenciado peolos Estados Unidos e se intensificou uma cultura
de submissao ao imperilaismo extrangeiro que mantem o Brasil nesta condiçao de pais subdesenvolvido
economeicamente.
Temas a choisir
– Lendas
– Carnaval
Lenda do saci-pererê
A lenda do saci é muito conhecida em todo o Brasil e existem diferentes versões dela. De toda forma,
nesta parte do texto, conheceremos um pouco da lenda na sua versão mais popularizada no Brasil e
veremos algumas variações dela em outros países.
· Saci-pererê no Brasil
Tendo em vista as características físicas mais conhecidas, o saci possui pequena estatura (geralmente,
meio metro de altura), é negro, não possui cabelo e nenhum tipo de pelo no corpo. Além disso, usa
um gorro vermelho e fuma com frequência no seu cachimbo. Outra característica marcante é o fato de
que ele possui apenas uma perna e, por isso, locomove-se saltitando. Além disso, não é um ser único,
podendo existir vários sacis.
Como mencionado, a lenda do saci pode sofrer grandes variações dependendo da região do Brasil, sendo
assim, algumas dessas versões mencionam que o saci pode alcançar até três metros de altura e pode ter
olhos vermelhos.
O saci é um ser muito agitado e, por isso, está frequentemente realizando alguma molecagem nos locais
em que passa. Ele é bastante conhecido pelas brincadeiras que realiza com as pessoas. Essas
brincadeiras podem ser coisas simples, como o desaparecimento de objetos, mas também podem levar a
consequências ruins, como danificar o freio de carroças. Por isso, para muitos, ele é um ser maléfico.
O saci gosta de amedrontar os cavalos e, quando a noite baixa, costuma colocá-los em pânico. Também
gosta de sugar o sangue dos cavalos. Assim, quando as pessoas viam que os cavalos estavam
agitados, logo sabiam que ali tinha um saci aprontando das suas. Uma marca deixada pelo saci nos
cavalos era um nó ou trança na crina do cavalo.
O saci também gosta de importunar viajantes em estradas e gosta de assoviar um som estridente e
contínuo para incomodar as pessoas. Aqueles que ouvem o assovio do saci ficam desorientados porque
não conseguem localizar de onde vem o som e quem o está emitindo. O saci
também danifica as carroças usadas pelos viajantes, derruba o chapéu das pessoas etc.
Alguns acontecimentos são sinais claros que denunciam a presença do saci. Ele gosta de apagar o fogo
de fogueiras, apagar lamparinas, espantar o gado, queimar e azedar comidas, tirar as coisas do lugar e
desaparecer permanentemente com objetos da casa. Quando ocorre um redemoinho, o saci sempre está
presente nele para levantar a poeira e sujar as casas.
Conta a lenda que o saci vive até os 77 anos de idade e, então, transforma-se em um cogumelo
venenoso, embora outras versões falam que ele se transforma em um cogumelo chamado orelha-de-pau.
O yasi-yateré, assim como o saci, é um ser de pequena estatura, possui cabelos loiros e anda com
um bastão de ouro, que funciona como varinha mágica e tem como função deixar o yasi invisível. Ele
também gosta de atrair crianças com brincadeiras e pode fazer alguma maldade com elas, como roubá-
las, deixá-las loucas, surdas (isso varia de acordo com a versão) etc.
Esse ser possui as duas pernas e, na versão argentina, gosta de raptar moças solteiras para, em
seguida, engravidá-las. As crianças que nascem dessa relação acabam tendo ataques epilépticos quando
o rapto de sua mãe completa aniversário. Além disso, de acordo com a lenda, aquele que conseguir tomar
o bastão do yasi faz com que ele perca seus poderes mágicos.
Os estudiosos não sabem que foi o autor dessa história, e podemos dizer que é impossível obter esse tipo
de informação. De toda forma, estudos realizados pelos folcloristas conseguiram identificar que a lenda do
saci surgiu na Região Sul do Brasil, no final do século XVIII, na região habitada pelos índios guaranis.
Essa lenda era conhecida entre os índios guarani como Çaa cy perereg, sendo que Çaa Cy significa “olho
mau” e pérérég significa “saltitante”. À medida que a lenda do saci foi espalhando-se pelo território
brasileiro, ela foi incorporando elementos originários de outras culturas. Além da cultura indígena, a
lenda foi fortemente influenciada pela cultura europeia e africana, como citamos.
Da cultura portuguesa, algumas referências podem ser extraídas, como o trasgo e o pesadelo, dois seres
míticos maléficos que fazem parte do folclore português. O gorro vermelho do saci, inclusive, pode ter
vindo de um desses dois. Algumas versões do saci apresentam-no com a mão furada, sendo essa uma
característica extraída do “pesadelo”.
Já o ato de fumar está relacionado com a cultura indígena, mas também era uma influência da cultura
africana. A influência africana, por sua vez, está no fato que o saci havia perdido sua perna durante uma
luta de capoeira.
Por essa razão, ele publicou um inquérito no jornal O Estado de São Paulo no qual convidava os leitores
a enviarem o que as pessoas tinham ouvido falar sobre o saci-pererê. Monteiro Lobato recebeu
inúmeras respostas, sobretudo, vindas de São Paulo e Minas Gerais, e por meio delas organizou a lenda
em um livro.
Esse livro foi nomeado como Sacy-Pererê: resultado de um inquérito e foi publicado em 1918 com
tiragem de dois mil volumes. Três anos depois, Monteiro Lobato adaptou a lenda do saci para o público
infantil e inseriu-o no Sítio do Picapau Amarelo, uma das obras literárias infantis mais conhecidas do
Brasil.
Leia também: Euclides da Cunha: um dos escritores pré-modernistas mais conhecidos do Brasil
Dia do Saci
Existe atualmente em nosso país uma data comemorativa em homenagem ao saci-pererê. Essa data é
comemorada em 31 de outubro e foi criada em 2003, por meio do projeto de lei federal nº 2.479, de 2003.
A proposta de lei visava a promover o resgate das figuras do nosso folclore e reduzir um pouco
da influência da cultura estrangeira, uma vez que o dia 31 de outubro é mundialmente conhecido como
o “Dia das Bruxas”, ou Halloween.