SAÚDE SEGURANÇA E
GESTÃO AMBIENTAL
Professor Carlos Aniceto
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
INTRODUÇÃO
Segurança industrial, segurança do
trabalhador, hoje em dia é um fator
primordial para as empresas. Os
empresários começaram a
entender que trabalhar com
segurança reduz os custos de
acidente e aumenta a
produtividade.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTA
Quando é oferecida
condições de
segurança com
conforto e qualidade,
os trabalhadores
passam a exercer
suas atividades com
maior
responsabilidade.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Antes de continuarmos o assunto vamos
conhecer a nova ISO de Segurança do
Trabalho:
• ISO 45001 é uma norma da
Organização Internacional de
Padronização (ISO) para sistemas
de gestão de saúde e segurança
ocupacional (SSO), publicada em
março de 2018.
• O objetivo da ISO 45001 é a redução de
lesões e doenças ocupacionais, incluindo
a promoção e proteção física e mental.
saúde.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
A ISO 45001 é uma norma internacional para o Sistema de Gestão
de Saúde e Segurança Ocupacional (SGSSO), a qual traz como
foco a melhoria do desempenho de qualquer empresa em termos
de Saúde e Segurança do Trabalho (SST).
Esta norma foi desenvolvida baseando-se em dados coletados
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual estimou-
se que 2,3 milhões de pessoas morrem anualmente de doenças e
acidentes de trabalho.
Segundo a própria norma, uma organização é responsável pela
saúde e segurança ocupacional dos trabalhadores e outros
que podem ser afetados por suas atividades. Esta
responsabilidade inclui promover e proteger
sua saúde física e mental.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Objetivo da ISO 45001
A ISO 45001 tem como objetivo
fornecer uma estrutura para
gerenciar os riscos e
oportunidades identificados na
empresa, a fim de que seja
possível prevenir lesões e
problemas de saúde ocupacional
e proporcionar ambientes de
trabalho seguros e saudáveis.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
A norma reforça a importância de
ações preventivas, mostrando que
um sistema de gestão de SSO
pode ser mais efetivo e eficiente ao
tomar medidas antecipadas
durante a abordagem de riscos e
oportunidades.
Desta forma, será possível evitar
algum evento não desejado pela
empresa e que exponha os
colaboradores a riscos à sua
saúde e integridade.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Diferença entre a OHSAS
18001 da ISO 45001.
A principal diferença entre as duas
normas é que a ISO 45001 adota uma
abordagem proativa que requer a
avaliação e a remediação de riscos de
perigo antes que eles causem
acidentes e lesões, enquanto a
OHSAS18001 adota uma abordagem
reativa que se concentra
exclusivamente em riscos, e não em
soluções.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Quando o assunto é
“segurança”, não se pode ter
somente a visão que é a
utilização de EPI’s ou participar
dos eventos da CIPA, segurança
do trabalho esta muito além
destes significados.
Envolve uma gama de atividades
que buscam justamente garantir
a segurança dos trabalhadores e
das instalações industrial.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Utilizando-se de várias
ferramentas técnicas de
gestão, o trabalhador passa a
ter garantias que suas
atividades sejam realizadas
com segurança,
Baseadas em fatores técnicos que
auxiliarão a realização de suas
tarefas, e que estas atendam aos
requisitos de segurança
estabelecidos em legislação.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
A segurança do trabalho
tem a sua disposição várias
áreas técnicas que auxiliam
a tomadas de decisões.
Quando existe a
necessidade de monitorar
agentes químicos e
quantificar a exposição do
trabalhador a determinado
produtos químicos, entram
em ação os profissionais da
higiene ocupacional.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Esta área é dotada de técnicas para acompanhar
o trabalhador na sua atividade diária com a
utilização de dispositivos coletores de vapores
dos agentes químicos que estão ao seu redor e
enviar posteriormente para laboratórios
especializados em análises químicas
ocupacionais e após a obtenção dos laudos é
possível tomar ações que possam cada vez mais
melhorar o local de trabalho, buscando reduzir ou
eliminar esta exposição.
SERÁ COMO ERA ANTIGAMENTE?
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• DETECTOR DE GASES
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Segurança do trabalho é um
conjunto de medidas técnicas,
administrativas, educacionais,
médicas e psicológicas aplicadas
para prevenir acidentes nas
atividades das empresas.
Além de um conjunto de medidas
técnicas, a segurança do trabalho
tem por finalidade evitar as
condições de incidentes, buscando
corrigir e orientar os trabalhadores
para a prática da prevenção.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é um Acidente de Trabalho?
De acordo com a Lei nº 8.213/91, considera-se acidente de
trabalho aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a
serviço da empresa, provocando lesão corporal,
perturbação funcional ou doença que cause a morte, a
perda ou a redução da capacidade para o trabalho.
Esse conceito abrange não apenas acidentes que ocorrem
nas dependências da empresa, mas também aqueles que
acontecem em trajetos realizados para o trabalho, conforme
o entendimento do art. 21 da Lei nº 8.213/91.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Alguns tempos atrás, segurança do trabalho era
vista como uma área que somente gerava gastos e
não trazia nenhum lucro para a empresa.
A partir do momento que as empresas passaram a
conhecer e implantar a ISO 45001, esta visão em
relação a “gastos” mudou, percebeu-se que
investindo em segurança é possível alcançar a
redução do número de acidentes e os trabalhadores
passaram a trabalhar com mais responsabilidade e
eficácia em suas atividades.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Segurança do trabalho X Prevenção de
acidentes.
Segurança do trabalho é um conjunto de ciências e tecnologias
que tem o objetivo de promover a proteção do trabalhador no seu
local de trabalho, visando à redução de acidentes de trabalho e
doenças ocupacionais.
Prevenção de acidentes é o fim a que se deseja chegar, ou seja, é
um conjunto de atividades destinadas a impedir a ocorrência de
eventos desastrosos, evitando assim, custos adicionais
desnecessários na operação através da preservação dos recursos
materiais e humanos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Política de segurança do trabalho e programa de segurança
do trabalho são assuntos que podem ser confundidos. No
entanto, é muito importante fazer uma distinção entre eles.
Política de segurança é o conjunto de diretrizes
básicas da empresa, onde ela manifesta suas
intenções e direções globais, relacionadas ao seu
desempenho, que determina a linha de conduta das
atividades prevencionistas.
Programa de segurança é o conjunto de
atividades planejadas para atender aos
requisitos da política.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Uma empresa preocupada com a segurança de seus
trabalhadores deverá através da alta direção definir a sua
política de segurança do trabalho, assegurando que o
conteúdo desta política esteja apropriado à natureza e escala
dos riscos da empresa.
Não basta somente declarar em uma folha de papel as
suas intenções, ela tem que fazer acontecer.
E para isso acontecer, todos os trabalhadores deve ser
conscientizado quanto à política da empresa, que esteja
disponível em todos os lugares da empresa, assim todos
poderão estar sempre cientes das suas obrigações.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Entenda as mudanças
das Normas
Regulamentadoras
• Criadas a partir de 1978, as Normas
Regulamentadoras são dispositivos
legais sobre a segurança e saúde do
trabalho, que devem ser seguidas por
empresas públicas e privadas. O
objetivo é padronizar e orientar
empregadores, a fim de assegurar a
saúde e a segurança do trabalhador em
segmentos específicos. O não
cumprimento das NR, acarreta
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Entenda as mudanças
das Normas
Regulamentadoras
• No entanto, desde o surgimento das NR,
muita coisa mudou na cultura das
empresas, pelo menos em muitas delas, no
que diz respeito ao cuidado com o
trabalhador. Além disso, micro e pequenas
empresas sentiam dificuldade em seguir as
normas, não por faltar de interesse, mas
por sua realidade ser muito diferente da de
médias e grandes.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Por isso, a partir de 2019, as NR começaram a ser revisadas.
Simplificação, desburocratização e harmonização foram o
foco, assim como a reestruturação das comissões e grupos
tripartites, que discutem as atualizações.
Desde 03 de janeiro de 2022, as novas NR entraram em vigor.
Para começar, veja as principais mudanças da NR 01, que
estabelece as diretrizes gerais relativas à saúde e segurança
no trabalho e os requisitos para o gerenciamento dos riscos
ocupacionais e as medidas de prevenção em segurança e
saúde no trabalho.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• Incorpora as diretrizes para o PGR, visando a identificação
de perigos, a avaliação dos riscos e a adoção de medidas de
prevenção para controlar os riscos nos locais de trabalho.
• Institui a obrigatoriedade da implementação do PGR,
incluindo os fatores de risco físicos, químicos, biológicos,
acidentes e fatores ergonômicos, em substituição ao extinto
PPRA.
• O PGR deve ser composto pelo inventário de riscos e
plano de ação, com o cronograma, formas de
acompanhamento e conferência de resultados.
• Possibilita que o PGR seja atendido por sistemas de gestão
de riscos ocupacionais, desde que cumpram as
exigências previstas na NR 01 e sejam certificados.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Mas afinal, o que é PGR?
• O PGR é uma ferramenta gerencial que tem a função de administrar os
riscos por meio de um gerenciamento dinâmico. Tudo isso com
documentações atualizadas sempre que houver alterações no ambiente
de trabalho ou nas atividades dos trabalhadores que impactem na
mudança de exposição ao risco.
• Com ele, as empresas deverão ir além do levantamento de riscos,
implementando medidas de prevenção. Será necessário demonstrar que
essas ações estão provocando mudanças e que melhoram seus
ambientes e condições de trabalho.
• O PGR é um programa que deve conectar a ele as exigências definidas
nas demais NR. Logo, um ponto de atenção é que os demais programas
de saúde e segurança e ações de prevenção deverão estar integrados e
convergentes com o PGR.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O PGR surgiu para substituir o Programa
de Prevenção de Riscos Ambientais –
PPRA, antes instituído pela NR-9, que era
implantado por grande parte das
organizações de forma pontual, sendo
reavaliado apenas uma vez ao ano.
Com essa alteração, se antes o PPRA
previa apenas os riscos físicos, químicos e
biológicos, agora, o PGR soma a estes
também os riscos ergonômicos e de
acidentes.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Assim, o PGR é composto por, no
mínimo, duas diretrizes:
1) Inventário de Riscos Ocupacionais, que
estabelece as etapas de Identificação de Perigos e
Avaliação de Riscos, bem como suas medidas de
prevenção;
2) Plano de Ação, que diz respeito às medidas de
prevenção que devem ser elaboradas, aprimoradas ou
mantidas, com a finalidade de mitigar ou eliminar
esses riscos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é gerenciamento de riscos na Segurança do
Trabalho?
Como vimos, o PGR é um documento que materializa
processos do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais
(GRO). O GRO, por sua vez, é o processo de identificação,
avaliação e monitoramento dos riscos existentes dentro da
organização.
Assim, ainda que algum risco de fato exista, o GRO evita
que eles não causem impactos negativos aos colaboradores
ou à empresa como um todo. Isto é, evita que esses riscos
resultem em acidentes, perdas ou danos graves.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES
• A NR 05 é uma das Normas Regulamentadoras
mais importantes para garantir a segurança e
saúde dos trabalhadores nas empresas. Ela
estabelece a criação e funcionamento da
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
(CIPA), que é composta por representantes dos
empregados e do empregador.
• A CIPA tem como responsabilidade implementar
ações de prevenção de acidentes e doenças
ocupacionais, bem como promover a
conscientização dos funcionários sobre a
importância da segurança no ambiente de
trabalho.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
CIPA – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES.
• É um grupo de empregados em destaque, que
pertence à Comissão que as empresas com mais de
cinqüenta empregados são obrigadas a manter por
força de lei. Certo número representando os
empregados e outros tanto representando a empresa
devem ser instruídos.
• São, portanto, entre os empregados em geral e
durante a gestão a que pertencem elementos que
têm funções específicas na prevenção de acidentes,
mesmo que sejam, no dia a dia, trabalhadores
comuns.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NR 09 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.
• A NR9, ou Norma Regulamentadora 9, está em vigor
desde 1978 e consiste em um conjunto de diretrizes
regulamentadas pelo Ministério do Trabalho e do
Emprego para assegurar que os ambientes de trabalho
estejam em condições ideais para não comprometer a
saúde, nem a segurança dos trabalhadores.
• Essas normas consideram todas as condições do
Programa de Gestão de Riscos (PGR), que garante a
segurança tanto física quanto mental dos
colaboradores de uma empresa, através de
avaliações individuais de cada setor.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NR 09 ALTERAÇÕES
Alteração de nomenclatura
• Na antiga NR 9, os riscos considerados pelo PPRA eram reduzidos ao
local de trabalho, ou seja, a saúde do trabalhador e seus pormenores
poderiam ser ignorados em algum momento ou até esquecidos.
• Com a mudança desse programa sob a nomenclatura de Programa de
Gestão de Riscos, a garantia de segurança se tornou mais abrangente,
tendo foco também na saúde mental dos funcionários.
Fim do PPRA
• A nova NR 9 traz entre suas mudanças, o fim do Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais, e a implementação do Programa de
Gerenciamento de Riscos, que agora considera todos
os riscos ocupacionais em seu conjunto de normas.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NR 09 ALTERAÇÕES
• Assim, a NR-9 propõe no seu item 9.1.1, que:
• 9.1.1 Esta Norma Regulamentadora – NR
estabelece os requisitos para a avaliação das
exposições ocupacionais a agentes físicos,
químicos e biológicos quando identificados no
Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR,
previsto na NR-1, e subsidiá-lo quanto às
medidas de prevenção para os riscos
ocupacionais.
• Nessa nova versão da NR 9, o PPRA deixa
de existir em termos de obrigatoriedade e
transfere essa posição ao PGR.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
A segurança do trabalho, por ser uma atividade que envolve
todas as pessoas e setores da empresa, requer muitos
contatos entre pessoas e setores técnicos e administrativos.
Esses contatos, indispensáveis ao bom desempenho da
empresa como um todo na prevenção de acidentes,
efetuam-se para estudos e discussões, para solução ou
prevenção de problemas de segurança e higiene
ocupacional.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NOÇÕES DE HIGIENE OCUPACIONAL
• Embora nem sempre seja
possível estabelecer uma
linha nítida de separação
entre a Higiene Ocupacional e
a Segurança do Trabalho,
costuma-se, por uma questão
didática, estabelecer distinção
entre uma e outra, podendo
então dizer que, em tese, a:
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Higiene ocupacional
• Visa proteger a integridade
física do trabalhador contra
as consequências crônicas
(lesão imediata a longo
prazo: ex.: a sílica no estado
livre, encontrada como
poeira nas fundições em
areia e vidrarias, capaz de
produzir a silicose) que lhe
poderão advir do trabalho,
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NOÇÕES DE HIGIENE
OCUPACIONAL
• Enquanto que a
segurança do trabalho
procura resguardá-la
contra as consequências
de caráter agudo (lesão
imediata: ex.: cortes,
fraturas, queimaduras,
choques elétricos, etc.).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NOÇÕES DE HIGIENE OCUPACIONAL
• Assim a higiene ocupacional pode ser
entendida como “ciência e arte que trata da
antecipação, reconhecimento, avaliação e
controle dos fatores de riscos originados
nos locais de trabalho e que podem
prejudicar a saúde e o bem estar dos
trabalhadores, também tendo em vista o
possível impacto nas comunidades vizinhas e
no meio ambiente em geral”.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Agentes Químicos
As substâncias químicas fazem
parte da natureza, tendo sido
extraídas e utilizadas desde os
primórdios da civilização humana
para os mais diversos fins.
Esta utilização vem crescendo ao
longo do tempo e aumentou
significativamente com a
industrialização, quando começou
também, de forma importante, a
produção de substâncias sintéticas.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Agentes Químicos
• O reconhecimento e a análise dos
riscos relacionados a agentes
químicos são atividade prioritárias
para qualificar a intervenção na
defesa da saúde do trabalhador.
• Quem não reconhece não pode
avaliar e prevenir o risco. Quem
melhor conhece o ambiente e os
riscos a que está submetido é o
trabalhador e a sua participação é
fundamental em todas as ações que
envolvam sua saúde.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Os agentes químicos causadores de doença
ocupacionais podem ser representados por sólidos,
líquidos, gases ou qualquer combinação deles.
• Quando diluídos ou suspensos no ar são chamados
genericamente de aerodispersóides.
• No momento em que o trabalhador fica exposto a estes
agentes químicos passam a ter uma situação que se
chama exposição a riscos químicos.
• Estes riscos é uma situação que se origina num local de
trabalho pela presença de uma ou mais substâncias
químicas, as quais podem apresentar um potencial de
dano para a saúde dos trabalhadores.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Contaminante Químico
• É toda substância orgânica,
inorgânica, natural ou sintética, a qual,
durante sua fabricação, manuseio,
transporte, armazenamento e uso
possam incorporar-se ao ambiente na
forma de poeira, fumos, gás ou
vapor e que possa provocar efeitos
irritantes, corrosivos, asfixiantes ou
tóxicos, em quantidade que tenham a
probabilidade de provocar dano à
saúde das pessoas, com as quais
possam entrar em contato.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Contaminante Químico
Pontos a ressaltar:
• A definição cita diversas
substâncias químicas, as
quais podem ter várias
origens dependendo da sua
constituição básica:
inorgânica, orgânica, natural
ou sintética. Exemplos:
• Substâncias orgânicas:
benzeno, tolueno, xileno,
metano, álcool etílico;
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
➢
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Benzeno
• Prevenção da exposição ocupacional
ao benzeno, visando à proteção da
saúde do trabalhador, visto tratar-se
de um produto comprovadamente
cancerígeno.
• Nos procedimentos de manutenção
deverão ser descritos os de caráter
emergencial, rotineiros e preditivos,
objetivando minimizar possíveis
vazamentos ou emissões fugitivas;
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Toxicologia
• A toxicologia surgiu com os primeiros
seres humanos, antes mesmo dos
registros históricos, quando o homem
em busca de alimentos observou que
vários vegetais eram nocivos ao
organismo e por esta razão
passavam a ser utilizados com esta
finalidade.
• Os venenos extraídos de animais e
plantas eram usados para caçar e
guerrear, sendo fato que o homem pré-
histórico categorizava plantas e
animais como seguros e nocivos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Toxicologia
• Toxicologia é a ciência que
estuda os efeitos nocivos
decorrentes das interações de
substâncias químicas com o
organismo.
• As características físico-
químicas das substâncias e as
biológicas do organismo
determinam a natureza
bioquímica do efeito nocivo.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Toxicologia
O objetivo primeiro da toxicologia é gerenciar o risco, o que
constitui condição indispensável para o estabelecimento de
medidas de segurança na utilização dos compostos químicos e
que, consequentemente, assegura a proteção do meio
ambiente e da saúde humana.
O gerenciamento do risco pressupõe sua caracterização, o
que é feito pelo conhecimento da toxicidade inerente à
substância e pela expressão dessa toxicidade, determinada
pelas condições de exposição e de avaliação mensurável das
relações, as quais podem ser transformadas em índices que
possibilitem a vigilância da exposição.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Riscos Físicos
• Consideram-se agentes de risco
físico as diversas formas de
energia a que possam estar
expostos os trabalhadores.
• Esses agentes são múltiplos,
podendo dizer que existem em
todos os locais de trabalho,
constituindo pelo menos
potencialmente, em riscos à
saúde.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Agentes Físicos
• Os principais agentes
físicos são: ruído,
vibração, temperaturas
extremas, pressões
anormais, radiações
ionizantes e não
ionizantes.
• Temos as seguintes
condições para os agentes
físicos:
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Os
tempos
de
exposição
aos níveis
de ruído
não
devem
exceder
os limites
de
tolerância
fixados na
Tabela 3.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Agentes Físicos
• Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário
será considerada a máxima exposição diária permissível
relativa ao nível imediatamente mais elevado.
• Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115
dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente
protegidos.
• As atividades ou operações que exponham os
trabalhadores a níveis de ruído, contínuo ou intermitente,
superiores a 115 dB(A), sem proteção adequada,
oferecerão risco grave e iminente.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
EXERCÍCIO 1: D= 300/240 = 1,25
Um trabalhador fica exposto aos
seguintes níveis de ruído, 120/420 = 0,29
em sua jornada de trabalho de 8 h: 5 60/180 = 0,33
horas a 90 dB(A)
2 horas a 86 dB(A)
1 hora a 92 dB(A) D= 1,87 (187%) > 1 (100%)
OU em Horas:
Qual a Dose? SOLUÇÃO em 5/4 = 1,25 + 2/7 = 0,29 + 1/3 =
Minutos: Tempo exposto:
1,87
5 horas = 300 minutos
2 horas = 120 minutos
1 hora = 60 minutos Resposta: Ambiente Insalubre, por que
passou de 1 (Maior que 1, onde 1 é
Tempo permitido: 100% da Dose permitida.
4 horas = 240 minutos
7 horas = 420 minutos
3 horas = 180 minutos
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é o risco físico calor
O risco físico calor é um fator de risco para a
saúde de profissionais expostos a ambientes
de trabalho com altas temperaturas, como em
siderúrgicas, fundições, indústrias têxteis,
padarias e até trabalhadores que
desempenham suas atividades a céu aberto,
sob o sol.
Esse tipo de exposição pode levar o trabalhador
a problemas de saúde leves a graves, indo
desde a desidratação e insolação até
queimaduras, câncer de pele e problemas de
visão.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Riscos Biológicos
• Considera-se como sendo
agentes biológicos animais,
plantas e outros seres vivos
(bactérias, fungos, protozoários
etc.) que potencialmente podem
causar doenças ou lesões, em
graus variados, aos seres
humanos ou a outros organismos.
• Os agentes biológicos são
igualmente denominados
patógenos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Riscos Biológicos
Não se deve confundir agente
biológico com vetor. Este
último é caracteristicamente um
ser vivo (notadamente os
insetos) que veicula um
determinado patógeno a outro
ser vivo (como é o caso dos
mosquitos dos gêneros
Anopheles, Aedes, Culex,
Phlebotomus etc.).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Riscos Ergonômicos
Também denominados agentes ergonômicos, os
riscos ergonômicos são fatores que podem gerar
algum impacto negativo na saúde física e mental,
ou no conforto do trabalhador.
Eles são responsáveis pela maior parte das
doenças ocupacionais, e se engana quem pensa
que apenas algumas profissões estão sujeitas a
eles.
Qualquer atividade que promova movimentos
repetitivos, levantamento de peso, longas
jornadas de trabalho ou provoque má postura,
pode causar algum tipo de risco ergonômico.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Riscos Ergonômicos
▪ São considerados riscos
ergonômicos: esforço físico,
levantamento de peso,
postura inadequada, controle
rígido de produtividade,
situação de estresse,
trabalhos em período
noturno, jornada de trabalho
prolongada, monotonia e
repetitividade, imposição de
rotina intensa.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Riscos Ergonômicos
▪ Os riscos ergonômicos podem gerar
distúrbios psicológicos e fisiológicos e
provocar sérios danos à saúde do
trabalhador porque produzem
alterações no organismo e estado
emocional, comprometendo sua
produtividade, saúde e segurança,
▪ Tais como: LER/DORT, cansaço físico,
dores musculares, hipertensão arterial,
alteração do sono, diabetes, doenças
nervosas, taquicardia, doenças do
aparelho digestivo (gastrite e úlcera),
tensão, ansiedade, problemas de
coluna, etc.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Trabalho repetitivo:
• É um dos principais fatores de
origem dos distúrbios dos
membros superiores.
• Levantamento e transporte
manual de cargas
(principalmente superiores a
25kg):
• Esforços estáticos e posturas
estáticas (má postura):
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Iluminação
• Em todos os locais de trabalho deve
haver iluminação adequada, natural ou
artificial, geral ou suplementar,
apropriada à natureza da atividade.
• A iluminação geral deve ser
uniformemente distribuída e difusa.
• A iluminação geral ou suplementar deve
ser projetada e instalada de forma a
evitar ofuscamento, reflexos incômodos,
sombras e contrastes excessivos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Riscos de acidentes
Nessa categoria, identificada pela
cor azul, se enquadram quaisquer
fatores que possam colocar o
trabalhador em situação
vulnerável e afetar a sua
integridade e o seu bem-estar
físico e psíquico. Como exemplo,
podemos citar:
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
-Riscos de acidentes
• Uso de máquinas e equipamentos sem
a devida proteção;
• Possibilidade de incêndio e explosão;
• Armazenamento ou arranjo físico
inadequado de produtos;
• Ferramentas defeituosas;
• Outras situações que contribuem para a
ocorrência de acidentes.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Os ambientes de trabalho, quanto aos
riscos oferecidos, se distribuem em 4
classes:
AMBIENTE PRATICAMENTE SEM RISCO
• É um ambiente onde o número de riscos é
relativamente pequeno e, sendo
aparentemente de “pequeno grau”, tornam-se
quase imperceptíveis. Entretanto, não
podemos negligenciar o fato, pois, qualquer
risco, por menor que seja, deve ser tratado
como “potencialmente grave”.
• Exs.: sala de aula (poeira de giz, ácaro.
• sala do chefe (poeiras, iluminamento,
monotonia, posição de trabalho.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
AMBIENTE COM CONDIÇÕES
PERIGOSAS
• É um ambiente onde os acidentes e doenças
podem ocorrer em situações de gravidade,
inclusive com risco de morte. Na maioria, é
vetado o trabalho de menores de idade e, em
alguns casos, é permitido desde que eles
estejam devidamente protegidos.
• Exs.:trabalho dentro do bosque (queda de
galhos, ataque de animais,
etc);
• trabalho em plataformas, desnível acima
de 2,0m (queda de nível, pânico, etc.);
• motorista de caminhão (tensão, acidentes de
trânsito, monotonia, etc.)
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
AMBIENTE COM RISCO DE
INSALUBRIDADE
• Apesar de essencialmente
técnica esta classificação, ela
assume um caráter legal,
com a preocupação da
compensação pecuniária, com o
pagamento do adicional salarial.
• Exs.:trabalho com agroquímicos
(intoxicações, calor ou frio
excessivo,etc.);
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
AMBIENTE COM RISCO DE
PERICULOSIDADE
• São situações onde o risco é
elevado e, em ocorrendo o acidente,
quase sempre resulta em morte do
trabalhador.
• Exs.:trabalho com explosivos
sólidos;
• ambiente contendo líquidos que
geram gases explosivos;
• GLP;
• eletricidade, etc.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
ANÁLISE E GERENCIAMENTO DOS RISCOS E PERIGOS
• Gerenciamento de riscos é o processo de planejar,
organizar, dirigir e controlar os recursos humanos e
materiais de uma organização, no sentido de minimizar
ou aproveitar os riscos e incertezas sobre essa
organização.
• Incertezas representam riscos e oportunidades, com
potencial para destruir ou agregar valor. O
gerenciamento de riscos corporativos possibilita aos
administradores tratar com eficácia as incertezas, bem
como os riscos e as oportunidades a elas associadas, a
fim de melhorar a capacidade de gerar valor.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Os eventos podem gerar impacto tanto negativo
quanto positivo ou ambos. Os que geram impacto
negativo representam riscos que podem impedir a
criação de valor ou mesmo destruir o valor existente.
Os de impacto positivo podem contrabalançar os de
impacto negativo ou podem representar
oportunidades, que por sua vez representam a
possibilidade de um evento ocorrer e influenciar
favoravelmente a realização dos objetivos, apoiando
a criação ou a preservação de valor.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– DIFERENÇA ENTRE RISCO X PERIGO
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é perigo de trabalho?
• Existem várias definições para perigo de trabalho. A mais simples e
objetiva é: perigo é tudo aquilo que tem potencial de causar uma
perda ou fatalidade.
• Sendo assim, qualquer situação pode apresentar um perigo. Por
exemplo, dirigir sem carteira de motorista, um piso escorregadio,
uma tempestade, uma área energizada, um produto químico. O
conceito é bastante subjetivo, por isso, é fácil confundi-lo.
• E dentro de uma empresa, o que pode ser um perigo? Imagine
uma empilhadeira, equipamento utilizado para movimentar paletes
e transportar cargas. Ela ligada e sendo conduzida por um
operador não habilitado é um perigo para empresa,
pois, pode causar um acidente.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é risco de trabalho?
A definição de risco de trabalho é a
probabilidade de algo acontecer em
determinado evento ou local potencialmente
perigoso, gerando consequências aos
envolvidos.
Ou seja, é quando a pessoa é exposta ao
perigo.
O risco ainda pode ser aferido tanto
qualitativamente, quanto quantitativamente.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é risco de trabalho?
Retomando os exemplos citados, no
caso de um piso escorregadio, o
risco dessa condição é de queda e
ferimentos.
Já se uma pessoa dirige sem carteira
de motorista, o risco é atropelar
alguém ou bater em outro veículo. Ao
sair em uma tempestade, o indivíduo
corre o risco de ser atingido por um
raio.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é risco de trabalho?
• Lembra da empilhadeira dentro
da indústria? O risco dela ser
dirigida por um funcionário
inexperiente ou sem habilitação
é causar danos materiais, ao
bater em uma pilastra, por
exemplo.
• Dessa forma, podemos afirmar
que o risco só acontece após o
indivíduo ser apresentado ao
perigo.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Análise Preliminar de
Perigo – APP –
– A Análise Preliminar de Perigo
(APP) é uma metodologia
indutiva estruturada para
identificar os potenciais perigos
decorrentes da instalação de
novas unidades e sistemas ou
da própria operação da planta
que opera com materiais
perigosos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Análise Preliminar de Perigo – APP –
Metodologia Objetivo
• Esta metodologia procura examinar as maneiras pelas quais a
energia ou o material de processo pode ser liberado de forma
descontrolada, levantando, para cada um dos perigos
identificados, as suas causas, os métodos de detecção
disponíveis e os efeitos sobre os trabalhadores, a população
circunvizinha e sobre o meio ambiente.
• Após, é feita uma Avaliação Qualitativa dos riscos associados,
identificando-se, desta forma, aqueles que requerem
priorização. Além disso, são sugeridas medidas preventivas
e/ou mitigadoras dos riscos a fim de eliminar as causas ou
reduzir as conseqüências dos cenários de acidente
identificados.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Causas e consequência de
acidentes
• Os acidentes de trabalho não são uma
fatalidade, eles se não dão por que o
destino assim quer, mas porque alguém ou
alguma coisa o provoca.
• Isto significa que um acidente é sempre a
conseqüência de uma ou mais causas. A
velha teoria da fatalidade há muito que foi
substituída pela teoria da causalidade,
sendo que a idéia chave a fixar é que todo
acidente tem pelo menos uma causa.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• Desta forma o acidente do trabalho é o acidente
que se verifique no local e tempo de trabalho e que
produza direta ou indiretamente lesão corporal,
perturbação funcional ou doença de que resulte a
morte ou a redução na capacidade de trabalho ou
de ganho.
• Se está ocorrência não provocar lesões ou danos
além dos resultantes da perturbaçãop da atividade
designa-se por “incidente de trabalho”.
• As causas dos acidentes podem classificar-se
em:
– Causas Humanas;
– Causas Materiais.
Na realidade está estatisticamente provado que mais de
80% dos acidentes do trabalho têm causas humanas.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• Assim sendo, a ação prioritária para reduzir
os acidentes deve ter como objetivo os
trabalhadores, nomeadamente na sua
formação e informação.
• As causas humanas dos acidentes de
trabalho mais comuns, são:
– Maus hábitos de trabalho;
– Falta de experiência;
– Falta ou deficiente formação
profissional;
– Cansaço;
– Estresse.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• Entre as causas materiais dos
acidentes, as mais comuns são:
– Materiais defeituosos;
– Equipamentos em más condições;
– Ambiente físico ou químico não
adequado.
Consequências dos acidentes
• Os acidentes de trabalho não são proveitosos para
ninguém, pelo contrário, qualquer acidente de
trabalho tem consequências que, começando
naturalmente pelo próprio sinistrado, atingem toda
a sociedade. Veja exemplo na Tabela 12.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• Entre as causas materiais
dos acidentes, as mais
comuns são:
– Materiais defeituosos;
– Equipamentos em más
condições;
– Ambiente físico ou químico
não adequado.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
ANÁLISE DE ACIDENTES E INCIDENTES
• Acidentes do trabalho sempre foram
problemas para a humanidade. É uma
afirmativa válida, embora só tenha apoio em
suposições: a primeira suposição é de que os
acidentes do trabalho surgiram como
conseqüência da necessidade do homem lutar
pela subsistência, o que aconteceu a muito
tempo, não importa se há milhares ou milhões
de anos.
• A segunda é de que sempre, como agora, os
acidentes devem ter tido interferências
indesejáveis nas atividades humanas.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
ANÁLISE DE ACIDENTES E INCIDENTES
• No século XIX, mais particularmente na
Revolução Industrial inglesa, os acidentes do
trabalho passam a ser vistos como problemas
sociais dignos de atenção e de medidas
saneadoras.
• No começo do século XX já se notavam alguns
ensaios sobre os aspectos econômicos dos
problemas acidentários, em alguns países,
principalmente nos Estados Unidos.
• Só em 1931, no entanto, nesse mesmo país, foi
publicado um vasto trabalho que veio demonstrar a
extensão dos problemas econômicos dos
acidentes do trabalho.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
EXPLOSIVIDADE
Gases inflamáveis, vapores de líquidos inflamáveis ou
combustíveis e sólidos podem pegar fogo através de uma
fonte de ignição, caso estiverem em concentrações
específicas representada em uma escala nomeada de
limites de explosividade.
Cada substância possui um limite inferior e
superior.
Antes de ocorrer um incêndio ou explosão, três
condições devem ser cumpridas simultaneamente. O
combustível (Ex: gás combustível) e o oxigênio (ar)
devem existem em certas proporções, juntamente com
uma fonte de ignição, como uma faísca por exemplo.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
EXPLOSIVIDADE
• Explosímetro é o nome popular de
detectores de explosividade. Para
conhecermos melhor esta ferramenta
devemos saber o que é explosividade.
• Segundo definição do Wikipédia
limites de explosividade ou
inflamabilidade são os limites de
concentração entre os quais uma
mistura gasosa é explosiva ou
inflamável.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
EXPLOSIVIDADE
• Essas misturas são expressas em percentagens
em relação ao volume de gás ou vapor no ar, e
são determinados a pressão e temperaturas
normais para cada substância.
• Isto significa que para que uma atmosfera se torne
inflamável ou explosiva, deve haver uma mistura
de oxigênio (presente no ar) com o gás
combustível, numa determinada proporção. Se a
atmosfera contiver muito ar e pouco gás, não será
explosiva, do mesmo modo, se tiver gás demais e
pouco ar, também não queimará.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
EXPLOSIVIDADE
• O que é Limite de Explosividade – LEL%?
• É a concentração entre os quais uma mistura gasosa é explosiva
ou inflamável.
• Essas misturas são expressas em percentagens em relação ao
volume de gás ou vapor no ar, e são determinados a pressão e
temperaturas normais para cada substância.
• Limite Inferior de Explosividade (LIE) ou LFL%
• É a menor concentração de uma substância que misturada com o
ar forma uma mistura inflamável.
• Abaixo deste nível, a mistura (concentração) é pobre e insuficiente
para queimar.
• Limite Superior de Explosividade (LSE) ou UEL%
• É a maior concentração de uma substância que misturada com o
ar forma uma mistura inflamável.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
EXPLOSIVIDADE
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Ponto de Fulgor (Flash Point)
É a menor temperatura na qual uma substância libera
vapores em quantidades suficientes para que a mistura
de vapor e ar logo acima de sua superfície propague
uma chama, a partir do contato com uma fonte de
ignição.
Considerando a temperatura ambiente numa região de
25º C e ocorrendo um vazamento de um produto com
ponto de fulgor de 15º C, significa que o produto nessas
condições está liberando vapores inflamáveis, bastando
apenas uma fonte de ignição para que haja a ocorrência
de um incêndio ou de uma explosão.
Por outro lado, se o ponto de fulgor do produto for de
30º C, significa que este não estará liberando vapores
inflamáveis.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Ponto de Ignição. É a temperatura em que o
combustível queima, mesmo sem a
presença de chama. Esta temperatura esta
muito acima dos pontos de fulgor e combustão.
Ponto de combustão é a temperatura mínima
necessária para que um combustível desprenda vapores
ou gases combustíveis que, combinados com oxigênio
do ar e em contato com uma chama ou centelha (agente
ígneo) externa, se inflamam; e mantém-se queimando,
mesmo com a retirada do agente ígneo, face à
quantidade de vapores liberados àquela temperatura,
bem como o aumento da temperatura provocada pela
queima.
O ponto de fulgor é a temperatura mínima na qual
uma substância inflamável libera vapores em
quantidade suficiente para formar uma mistura
inflamável com o ar:
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Combustão espontânea
Alguns produtos podem se inflamar em contato com o ar, mesmo
sem a presença de uma fonte de ignição. Estes produtos são
transportados, na sua maioria, em recipientes com atmosferas
inertes ou submersos em querosene ou água.
O fósforo branco ou amarelo, e o sulfeto de sódio são exemplos
de produtos que se ignizam espontaneamente, quando em
contato com o ar.
Quando da ocorrência de um acidente envolvendo estes produtos, a
perda da fase líquida poderá propiciar o contato dos mesmos com o
ar, motivo pelo qual a estanqueidade do vazamento deverá ser
adotada imediatamente.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Perigoso quando molhado
Algumas substâncias, por
interação com a água, podem
tornar-se espontaneamente
inflamáveis ou produzir gases
inflamáveis em quantidades
perigosas.
O sódio metálico, por exemplo,
reage de maneira vigorosa
quando em contato como a
água, liberando o gás
hidrogênio que é altamente
inflamável.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Causas de acidentes e ações
preventivas
• A investigação adequada de causas de
acidentes é passo fundamental no
planejamento de ações e fator crítico de
sucesso dos Programas de Prevenção
de Acidentes, assim como de qualquer
projeto.
• As empresas reagem à ocorrência de
acidentes planejando ações
preventivas de acordo com as causas
identificadas na análise desses
acidentes.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Investigação de acidentes
• Investigação de acidentes, nos programas de segurança do trabalho,
são os estudos, pesquisas e inquirições que se levam a efeito para
apurar as causas de acidentes ocorridos. É uma das mais comuns
atividades da CIPA e dos profissionais de segurança.
• Geralmente, só os acidentes mais graves, sob aspectos das lesões
causadas às pessoas, são mais detida e profundamente investigados.
Aos menos graves, embora causem o afastamento das vítimas, nem
sempre é dada toda a atenção necessária por ocasião da investigação.
Os que não causam afastamento, nem sempre são investigados e, às
vezes, nem são registrados.
➢ Em resumo, as investigações de acidentes visam apurar:
• O que aconteceu?
• Como aconteceu?
• Por que aconteceu?
• Como poderia ter sido evitado o acontecido?
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NORMAS DE PERMISSÃO DE
TRABALHO
– Formas de bloqueio e
sinalização
• CADEADO DE SEGURANÇA:
Fechadura portátil, numerada com o
registro do empregado habilitado. Deve
ser acoplado diretamente no
equipamento a ser bloqueado (painel,
válvula, etc.) e ou associados a um
dispositivo de bloqueio (ex: dispositivo
para múltiplos cadeados; cabos de aço;
bloqueadores mecânicos, etc.) (Figura
24 e 25).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
CARTÃO DE
TRAVAMENTO:
• Documento individual,
nominativo, que identifica a
energia bloqueada e o
responsável pelo bloqueio
(Figura 26).
• Figura 26 – Cartões de
travamento
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Dispositivo de bloqueio: Qualquer
dispositivo que previna
fisicamente a transmissão ou
liberação de energia, não se
limitando a cortadores de circuitos
elétricos, tendo ainda
dispositivos para bloqueio de
válvulas, registros, chaves, etc
(Figura 27 e 28).
• Figura 27 – travamento para
disjuntores, interruptores e
plugs elétricos
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Permissão de trabalho - PT
Trata-se de uma análise de riscos em formato
de checklist, para uma inspeção prática e simplificada, em que
os elementos já estão listados, como os perigos, medidas de
segurança e preparação para emergências e resgate, para
marcarmos se estão presentes naquele serviço específico ou
não.
Dessa maneira, o responsável pela emissão e os que vão
assinar a PT (fornecendo a permissão para a execução do
trabalho) têm condições para avaliar o ambiente, riscos,
colaboradores, treinamentos, EPCs e EPIs, garantindo a
implementação das ações preventivas obrigatórias, por tempo
determinado e para o pessoal estritamente
necessário.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
➢ Permissão de trabalho - PT
• Implantando o sistema de permissão de
trabalho
• Utilizando um modelo de Sistema de Gestão
Integrado de Segurança, Saúde Ocupacional e
Meio Ambiente implantado através de
elementos, expectativas, diretrizes, sistemas e
procedimentos & práticas é possível uma fácil
visualização da localização e delimitação do
Sistema de Permissão para Trabalho
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• É feita na hora (ou pouco antes) do início das atividades, com duração
pré-estabelecida, devendo ser revalidada ou renovada logo que tenha
vencido, que o turno seja trocado, que haja qualquer mudança, ou que
os trabalhadores tenham deixado a área;
• Nela se define quem e o que entram e saem, portanto, restringe o
acesso de pessoas, materiais e equipamentos;
• Deve ser emitida em pelo menos 3 vias (uma fica no local, facilmente
alcançada por todos, outra com o supervisor, e a última num arquivo
oficial para comprovar, inclusive, que as áreas de risco são
controladas), encerrada e guardada;
• O serviço não poderá ser iniciado sem a adoção das medidas
recomendadas e aprovação da PT, assinada por todos os setores
envolvidos (lideranças operacionais, segurança do
trabalho, brigadista);
• As disposições são para antes, durante e depois da atividade
considerada.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• É feita na hora (ou pouco antes) do início das atividades, com duração
pré-estabelecida, devendo ser revalidada ou renovada logo que tenha
vencido, que o turno seja trocado, que haja qualquer mudança, ou que
os trabalhadores tenham deixado a área;
• Nela se define quem e o que entram e saem, portanto, restringe o
acesso de pessoas, materiais e equipamentos;
• Deve ser emitida em pelo menos 3 vias (uma fica no local, facilmente
alcançada por todos, outra com o supervisor, e a última num arquivo
oficial para comprovar, inclusive, que as áreas de risco são
controladas), encerrada e guardada;
• O serviço não poderá ser iniciado sem a adoção das medidas
recomendadas e aprovação da PT, assinada por todos os setores
envolvidos (lideranças operacionais, segurança do
trabalho, brigadista);
• As disposições são para antes, durante e depois da atividade
considerada.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Quando a PT é necessária?
A PT não é um documento generalizado, é voltada
para as operações com grande potencial de
danos, que incluem:
Trabalhos a quente;
Trabalhos em altura;
Trabalhos em espaço confinado;
Trabalhos com explosivos ou gases;
Trabalhos com produtos químicos;
Trabalhos em escavações;
Outros.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Permissão de trabalho - PT
• Implantando o sistema de permissão
de trabalho
• Utilizando um modelo de Sistema de
Gestão Integrado de Segurança,
Saúde Ocupacional e Meio
Ambiente implantado através de
elementos, expectativas, diretrizes,
sistemas e procedimentos & práticas
é possível uma fácil visualização da
localização e delimitação do Sistema
de Permissão para Trabalho
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é Permissão de Trabalho a
Quente?
• Agora que você já sabe o que é a PT, imagine que a
PTQ é a que trata da Permissão de Trabalho a
Quente, ou seja, o mesmo tipo de checklist, só que
direcionado aos riscos relacionados às “atividades de
soldagem, goivagem, esmerilhamento, corte ou outras
que possam gerar fonte de ignição, tais como
aquecimento, centelha ou chama”, descrição citada em
algumas NRs que falam do assunto.
• Assim, é bom esclarecer que não são todas as
áreas ou tarefas com altas
temperaturas ou calor que exigirão esse
procedimento, mas as que se enquadram na
legislação e/ou sejam classificadas pelos
responsáveis.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é Permissão de Trabalho a Quente?
• Exemplo: uma área de fornos geralmente apresenta
essa exposição, exigindo atenção especial, como EPIs
apropriados (capuz forneiro, luva aluminizada, avental
aluminizado etc.), porém, não será exigida a PTQ para
as operações e locais rotineiros.
• Esperamos que as informações deste artigo tenham
contribuído para o seu conhecimento sobre essas
importantes análises de riscos chamadas
• PT – Permissão de
Trabalho e PTQ – Permissão de Trabalho a Quente.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Espaço Confinado
• Objetivo da NR-33
Assim como é definido – item 33.1.1 – a
norma regulamentadora 33 tem como
objetivo estabelecer os requisitos
mínimos para identificação de espaços
confinados e o reconhecimento,
avaliação, monitoramento e controle de
riscos existentes, de forma a garantir
permanentemente a segurança e a
saúde dos trabalhadores que interagem
direta ou indiretamente nestes espaços
confinados.
SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Espaço Confinado –
• O que são espaços confinados?
Entende-se como espaço confinado –
item 33.1.2 – qualquer área ou
ambiente não projetado para
ocupação humana contínua, que
possua meios limitados de entrada e
saída, cuja ventilação existente é
insuficiente para remover
contaminantes ou onde possa existir
a deficiência ou enriquecimento de
oxigênio.
SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• Os trabalhos de manutenção, Ciclo PDCA do Sistema de
montagem, desmontagem, Permissão para Trabalho
construção, inspeção ou reparo de
equipamentos ou sistemas devem
ser executadas de acordo com
procedimentos estabelecidos e
utilizando instalações e
equipamentos adequados e em
condições de assegurar o
atendimento às exigências de
segurança, meio ambiente e saúde.
• Figura 36 – Ciclo PDCA do Sistema
de Permissão para Trabalho
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NR 35 – TRABALHO EM ALTURA
• É visto como Trabalho em Altura todo
e qualquer procedimento feito acima de
2 metros de altitude da base inicial com
perigo de queda do profissional.
• Esse perfil de trabalho necessita de
uma atenção muito especial para que
possa ser realizado de modo seguro,
diminuindo as ameaças sofridas pelo
trabalhador e disponibilizando toda a
segurança para que essa atividade
consiga ser realizado de modo
satisfatória.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
NR 35 – TRABALHO EM ALTURA
• Esse tipo de profissão trás riscos ao
profissional que podem ser fatais, dessa
forma é indispensável acompanhar à risca
todas as normas, para que o Trabalho em
Altura consiga ser executado do modo
correto.
• É necessário que os trabalhadores
encontram-se devidamente treinados e
preparados para realizar o trabalho e que
tanto empregado quanto empregador
obedeçam as técnicas estabelecidas
pela NR-35 Trabalho em Altura
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
EQUIPAMENTOS DE
PROTEÇÃO. NR 06
• Quando as medidas de segurança de
ordem geral não são suficientemente
eficazes contra os riscos de acidentes,
ou quando medidas de ordem geral
não são aplicáveis, lança-se mão do A lei determina que os EPI sejam
recurso da proteção individual. fornecidos gratuitamente pelas
empresas, bem como, cabe aos
• Como a própria lei o define, colaboradores usar
Equipamento de Proteção
obrigatoriamente os equipamentos
Individual – EPI – é todo meio ou
dispositivo de uso pessoal destinado a de proteção individual e os demais
proteger e preservar a incolumidade meios destinados à sua segurança.
física durante o exercício do trabalho.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem
visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de
fabricação e o número do Certificado de Aprovação (CA).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO
AMBIENTAL
PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO
Os incêndios, devido às suas consequências altamente destrutivas, são
uma constante preocupação do ser humano. Apesar do avanço das
técnicas de combate ao fogo e de organizações especializadas como o
Corpo de Bombeiros, somente estaremos protegidos contra incêndios
se houver uma correta prevenção.
A prevenção contra incêndio é um dos tópicos abordados mais
importantes na avaliação e planejamento da proteção de uma coletividade.
O termo “prevenção de incêndio” expressa tanto a educação como as
medidas de proteção contra incêndio
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- O fogo
Na sua evolução, o homem primitivo
passou a utilizar o fogo
como parte integrante da sua vida.
O fogo colhido dos eventos
naturais e, mais tarde, obtido
intencionalmente através da
fricção de pedras, foi utilizado na
iluminação e aquecimento das
cavernas e no cozimento da sua
comida
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• O fogo provem de uma reação química
chamada combustão, na qual o
combustível reage com o oxigênio,
formando gás carbônico, liberando luz e
calor. Para haver combustão é
necessário ter algo que queime
(combustível), oxigênio, que é o
comburente. E para que o fogo se inicie
é necessário mais um elemento: a fonte
de ignição.
• Os três elementos juntos, o
combustível, o oxigênio e a fonte de
ignição formam o tetraedro do fogo
(Figura 40).
•
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Combustível
• É toda substância capaz de
queimar, servindo de campo de
propagação do fogo.
• Os combustíveis podem estar no
estado sólido, líquido e gasoso,
sendo que a grande maioria
precisa passar para o estado
gasoso, para então se
combinarem com o comburente e
gerar uma combustão.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Combustível sólidos: a maioria dos
combustíveis não queima no estado
sólido, sendo necessário transformar- se
em vapores, para então reagir com o
comburente, ou ainda transformar-se em
líquido para posteriormente em gases,
para então queimarem.
Como exceção pode citar o enxofre e os
metais alcalinos (potássio, magnésio,
cálcio, etc...), que queimam diretamente
no seu estado sólido e merecem
atenção especial
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Combustível líquido: os combustíveis líquidos,
chamados de líquidos inflamáveis, têm
características particulares como
• Não tem forma própria, assumindo a forma do
recipiente que as contém;
• Se derramados, escorrem e se acumulam nas
partes mais baixas;
• A maioria dos líquidos inflamáveis é mais leve que
a água, sendo assim flutua sobre ela;
• Os líquidos derivados de petróleo têm pouca
solubilidade em água;
• Na sua grande maioria são voláteis (liberam
vapores a temperatura menor que 20 °C).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Combustível gasoso: os gases não
têm volume definido, tendendo
rapidamente a ocupar todo o
recipiente em que está contido
• Para que haja a combustão, a
mistura com o comburente deve ser
uma mistura ideal, isto é, não pode
conter combustível demasiado
(mistura rica) e nem quantidade
insuficiente do mesmo (mistura
pobre).
•
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Oxigênio (comburente)
• É o elemento que reage com o
combustível, participando da reação
química da combustão, possibilitando
assim vida às chamas e intensidade a
combustão.
• A quantidade de oxigênio ditará o ritmo da
combustão, sendo plena na concentração
de 21% na atmosfera e não existindo
abaixo dos 4% (mínimo para brasas).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Fonte de ignição (calor)
• Calor é uma forma de energia que eleva a temperatura,
gerada da transformação de outra energia, através de
processo físico ou químico. Pode ser descrito como uma
condição da matéria em movimento, isto é, movimentação
ou vibração das moléculas que compõem a matéria.
• A energia de ativação serve como condição favorável
para que haja a reação de combustão, elevando a
temperatura ambiente ou de forma pontual,
proporcionando com que o combustível reaja com o
comburente em uma reação exotérmica.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Existem três processos de
transferência de calor estudados na
termologia, são eles: condução,
convecção e irradiação.
Condução: é um dos meios de
transferência de calor que geralmente
ocorre em materiais sólidos.
Irradiação: ou radiação é o processo de
transferência de calor através de ondas
eletromagnéticas, chamadas ondas de calor
ou calor radiante.
Convecção: A convecção é a forma de
transmissão do calor que ocorre
principalmente nos fluidos (líquidos e
gases).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Incêndio
• Um Incêndio é uma ocorrência
de fogo não controlado, que
pode ser extremamente
perigosa para os seres vivos e
as estruturas. A exposição a
um incêndio pode produzir a
morte, geralmente pela
inalação dos gases, ou pelo
desmaio causado por eles, ou
posteriormente pelas
queimaduras graves.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Causas do incêndio
Causa é o fator ou conjunto de fatores
que provocam o início de um incêndio. As
causas podem ser:
Naturais: são aquelas que provocam
incêndios sem a intervenção do homem.
Exemplo: Vulcões, terremotos, raios, etc.
• Provocados pelo homem:
• Acidentais: provocadas por rupturas,
falhas e outros acidentes não
intencionais
• Culpados ou Dolosos
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- Classes de
incêndio
• Quase todos os materiais
são combustíveis, no
entanto, devido a diferença
na sua composição,
queimam de formas
diferentes e exigem
maneiras diversas de
extinção do fogo.
• Convencionou-se dividir
os incêndios em quatro
classes
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Equipamentos de
combate a incêndio
• Vários aparelhos e equipamentos são
utilizados para combater incêndios ou
facilitar seu combate.
• Hidrante: são registros instalados em
locais estratégicos nas empresas ou
cidades. Neles podem ser conectados
mangueiras e outros equipamentos de
combate a incêndios, além de servir para
abastecer caminhões-tanque utilizados no
combate a incêndios
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Os agentes extintores podem atuar por resfriamento,
abafamento ou quebra de reação química em cadeia,
Classificação dos extintores
Existem diversos tipos de extintores, classificados em função dos
Agentes Extintores utilizados:
Extintores de Água Pressurizada. Extintores
de Água com Pressão Injetada.
Extintores de Pó Químico Seco Pressurizado. Extintores
de Pó Químico Seco com pressão injetada. Extintores
de Gás Carbônico.
Extintores de Espuma Mecânica
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
INCÊNDIO
Ventilação aplicada no combate a incêndio é a remoção e dispersão sistêmica de
fumaça, gases e vapores quentes de um local confinado proporcionando a troca
dos produtos da combustão por ar fresco, facilitando, assim a ação dos
brigadistas no ambiente sinistrado.
Para tanto existem dois tipos de ventilação:
• Ventilação Natural: consiste em ventilar o ambiente com o emprego do
princípio da convecção (corrente ascendente do ar). Para proporcionar este
tipo de ventilação, basta promover aberturas de janelas, paredes, bem como
aberturas de clarabóias e telhados
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
INCÊNDIO
Ventilação aplicada no combate a incêndio é a remoção e dispersão sistêmica de
fumaça, gases e vapores quentes de um local confinado proporcionando a troca
dos produtos da combustão por ar fresco, facilitando, assim a ação dos
brigadistas no ambiente sinistrado.
Para tanto existem dois tipos de ventilação:
• Ventilação Natural: consiste em ventilar o ambiente com o emprego do
princípio da convecção (corrente ascendente do ar). Para proporcionar este
tipo de ventilação, basta promover aberturas de janelas, paredes, bem como
aberturas de clarabóias e telhados
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- INCÊNDIO
Ventilação Forçada: Este tipo de
ventilação consiste na retirada dos
produtos da combustão através da
aplicação de equipamentos como:
ventiladores, exaustores e jato de
água em forma de chuveiro, leque
aberto em uma abertura (janela,
porta, clarabóia)
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
- INCÊNDIO
• Um incêndio em ambiente confinado pode aquecer os produtos da
combustão até o ponto de ignição. Porém, se o oxigênio não for
suficiente para manter as chamas, a queima será muito lenta,
produzindo grande quantidade de produtos da combustão.
• Essa situação é extremamente perigosa, porque se uma quantidade
substancial de ar entrar no ambiente ocorrerá uma explosão ambiental,
com a liberação de grande quantidade de energia e calor, que causará
lesões ou até mesmo a morte de pessoas.
• Esta explosão, chamada de “backdreft”, fará com que todo o ambiente
fique tomado pelas chamas. Ao constatar indicativos do “backdreft”, o
brigadista não deve produzir entrada brusca de ar no ambiente, e sim
efetuar a ventilação vertical realizando aberturas no teto ou
próximo á altura do foco.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Situação que propiciam o
“backdraft”
• fumaça saindo sob pressão do
ambiente fechado;
• fumaça densa e preta, tornando-se cinza-
amarelada.
• calor excessivo percebido nas portas,
janelas e paredes;
• chamas pequenas ou somente brasas;
• vidros (de janelas) impregnados pelos resíduos
de fumaça;
• movimento de ar para o interior do ambiente
(aspiração). Em alguns casos, ouve-se o ar
assoviando ao passar pelas frestas das
portas e janelas da edificação.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Técnicas de extinção de incêndio
• A técnica de extinção de incêndio é a utilização correta dos meios
disponíveis para extinguir incêndios com a maior segurança e
com um mínimo de danos durante o combate.
• Os brigadistas devem estar aptos a executar com rapidez e eficiência
as evoluções determinadas pelo coordenador da brigada de
emergência. Este nível de proficiência só é alcançado quando há
empenho no treinamento por parte dos brigadistas que trabalham em
equipe.
• A familiaridade com o equipamento de combate a incêndios é
obtida através de treinamentos constantes
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Ataque Direto: este é o método mais eficiente em
incêndios de queima livre. Para um ataque correto, é
preciso que o brigadista esteja próximo ao foco e atacando
este pela base do fogo com o jato contínuo ou chuveiro.
Não jogar mais água que o necessário para extinção,
evitando a perturbação do balanço térmico
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Ataque Indireto: nesta forma de combate, o brigadista estabiliza o
ambiente usando a propriedade de vaporização da água, sem entrar
no ambiente. Este método dever ser utilizado quando o ambiente
estiver em alta temperatura, “com ou sem fogo”.
Nesta situação é preciso cuidado, devido à possibilidade das
condições de “backdraft” e/ou “flashover”. Neste ataque, o esguicho
será acionado por um período de 20 a 30 segundo, no máximo. Não
poderá haver excesso de água, o que causaria um distúrbio do
balanço térmico
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– BLEVE
• BLEVE são as iniciais de "Boiling Liquid Expanding Vapor
Explosion" ou explosão do vapor expandido pelo líquido em
ebulição. Trata-se de um fenômeno físico, pouco comum
atualmente, resultante da liberação repentina de um líquido
mantido a uma temperatura acima do seu ponto de ebulição a
pressão atmosférica (líquido superaquecido).
• O súbito decréscimo da pressão resulta na violenta vaporização
de uma fração do líquido e na formação de uma nuvem de
vapor e gotículas que podem ultrapassar 200 vezes o volume
inicial, o que é suficiente para gerar ondas de pressão
(deslocamento do ar a alta velocidade) e fragmentos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Boil over
• Pode ser explicado da seguinte
maneira:
• Quando se joga água em
líquidos de pequena
densidade, a água tende a
depositar-se no fundo do
recipiente.
• Se a água no fundo do recipiente
for submetida a altas temperaturas,
pode vaporizar- se. Na vaporização
da água há grande aumento de
volume (1 litro de água transforma-
se em 1.700 litros de vapor)
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
– Procedimentos básicos de emergência
• Alerta: Identificada uma situação de emergência, qualquer pessoa
pode alertar, através dos meios de comunicação disponíveis, os
ocupantes e os brigadistas.
• Análise da situação: Após o alerta, a brigada deve analisar a
situação, desde o início até o final do sinistro; havendo necessidade,
acionar o Corpo de Bombeiros e apoio externo, e desencadear os
procedimentos necessários, que podem ser priorizados ou realizados
simultaneamente, de acordo com o número de brigadistas e os
recursos disponíveis no local.
• Primeiros socorros: Prestar primeiros socorros às possíveis vítimas,
mantendo ou restabelecendo suas funções vitais com SBV (Suporte
Básico da Vida) e RCP (Reanimação Cardiopulmonar)
até que se obtenha o socorro especializado.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
• Corte de energia: Cortar, quando possível ou necessário, a energia
elétrica dos equipamentos, da área ou geral.
• Abandono de área: Proceder ao abandono da área parcial ou total,
quando necessário, conforme comunicação preestabelecida, removendo
para local seguro, a uma distância mínima de 100 m do local do sinistro,
permanecendo até a definição final.
• Confinamento do sinistro: Evitar a propagação do sinistro e suas
conseqüências.
• Isolamento da área: Isolar fisicamente a área sinistrada, de modo a
garantir os trabalhos de emergência e evitar que pessoas não autorizadas
adentrem ao local.
• Extinção: Eliminar o sinistro, restabelecendo a normalidade.
• Investigação: Levantar as possíveis causas do sinistro e suas
consequências e emitir relatório para discussão nas reuniões
extraordinárias, com o objetivo de propor medidas corretivas para evitar a
repetição da ocorrência.
• Com a chegada do Corpo de Bombeiros, a brigada deve ficar
à sua disposição.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
–Como se comportar em situações de
emergência
• Se um incêndio ocorrer, saia imediatamente. Muitas pessoas morrem
por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com rapidez.
• Caso fique preso em meio a fumaça, respire pelo nariz, em rápidas
inalações. Se possível, molhe um lenço e utilize-o como máscara
improvisada. Procure rastejar para a saída, pois o ar é sempre melhor
junto ao chão.
• Se estiver em um prédio, utilize a escada – NUNCA O ELEVADOR.
Num incêndio poder ocorrer o corte de energia para os elevadores.
Feche todas as portas que ficarem atrás de você,
assim retardará a propagação do fogo.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
MEIO AMBIENTE
Termo geralmente usado para definir ambiente que
envolve todos os seres vivos e não vivos da terra.
“Meio Ambiente é o conjunto de condições, lei
influencia e interações de ordem física, química,
biológica, social, cultural e urbanística, que permite,
abrigam e regem a vida em todas as suas formas”.
(BRASIL, 2002).
A Constituição Federal refere-se ao meio ambiente no
seu Capitulo VI:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à
sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo
para as presentes e futuras gerações” (BRASIL, 1988).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Na Conferência das Nações Unidas sobre o
Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em
1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte
forma:
"O meio ambiente é o conjunto de componentes
físicos, químicos, biológicos e sociais capazes
de causar efeitos diretos ou indiretos, em um
prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as
atividades humanas".
Já a Política Nacional do Meio Ambiente
(PNMA) brasileira, estabelecida pela Lei 6.938
de 1981, define meio ambiente como "o
conjunto de condições, leis, influências e
interações de ordem física, química e biológica,
que permite, abriga e rege a vida em todas as
suas formas".
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
ECOLOGIA
A palavra Ecologia tem origem no grego "oikos", que
significa casa, e "logos", estudo. Então logo dizemos
que seria o estudo da casa, ou, de forma mais
genérica, do lugar onde se vive.
Podemos definir ecologia como um ramo da ciência que
estuda a dinâmica dos Ecossistemas, ou seja, os
processos e as interações de todos os seres vivos entre
si e destes com os aspectos morfológicos, químicos e
físicos do ambiente, incluindo os aspectos humanos que
interferem e interagem com os sistemas naturais do
planeta.
Segundo Ricklefs (2003), “Ecologia é a ciência pela qual
estudamos como os organismos (animais, plantas e
micróbios) interagem entre si e o meio natural”.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL
O conceito de sustentabilidade
tem sua origem relacionada ao
termo “desenvolvimento
sustentável”, definido
como aquele que atenda às
necessidades das gerações
presentes sem comprometer a
capacidade das gerações
futuras de suprirem suas
próprias necessidades.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Essa definição surgiu na Comissão Mundial
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada
pelas Nações Unidas para discutir e propor
meios de harmonizar dois objetivos: o
desenvolvimento econômico e a conservação
ambiental.
Portanto, uma das definições mais aceitáveis
para desenvolvimento sustentável é o
desenvolvimento capaz de suprir as
necessidades da geração atual, sem
comprometer a capacidade de atender as
necessidades das futuras gerações, ou seja, é o
desenvolvimento que não esgota os recursos
para o futuro.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Segundo o Relatório da Comissão Brundtland, elaborado em
1987, uma série de medidas devem ser tomadas pelos países
para promover o desenvolvimento sustentável. Entre elas:
▪ limitação do crescimento populacional; garantia de
recursos básicos (água, alimentos, energia) a longo prazo;
▪ preservação da biodiversidade e dos ecossistemas;
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
▪ diminuição do consumo de energia e
desenvolvimento de tecnologias com
uso de fontes energéticas renováveis;
▪ aumento da produção industrial nos
países não-industrializados com base
em tecnologias ecologicamente
adaptadas;
▪ controle da urbanização desordenada e
integração entre campo e cidades
menores; atendimento das
necessidades básicas (saúde, escola,
moradia)
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O conceito de desenvolvimento sustentável
deve ser assimilado pelas lideranças de
uma empresa como uma nova forma de
produzir sem degradar o meio ambiente.
Devendo ser estendida essa cultura a
todos os níveis da organização, para que
seja formalizado um processo de
identificação do impacto da produção da
empresa no meio ambiente e resulte na
execução de um projeto que alie produção
e preservação ambiental, com uso de
tecnologia adaptada a esse preceito.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Na Declaração de Política de
2002 da Cúpula Mundial
sobre Desenvolvimento
Sustentável, realizada em
Joanesburgo, afirma que o
Desenvolvimento Sustentável
é construído sobre “três
pilares interdependentes e
mutuamente sustentadores”
desenvolvimento econômico,
desenvolvimento social e
proteção ambiental,
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Numa perspectiva de legalidade, o licenciamento ambiental
promove a condição de sustentabilidade ao processo produtivo de
produto ou serviço por relacionar dois fundamentos para redução de
impactos negativos: a mitigação e a compensação.
A mitigação é o implemento de medidas que visam redução de
poluição seja ela de qual for a ordem liquida, sólida ou emissões
gasosas, garantindo por meios de organização no processo ou
implantação de tecnologia, uma melhoria na condição de qualidade
ambiental do ambiente que recebe a influência direta ou indireta do
empreendimento;
A compensação, por sua vez, trata-se de medidas que promovem a
contrapartida de ações positivas correlacionadas aos impactos que
não são possíveis de ser mitigados ou evitados, como por exemplo,
a emissão de CO2
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
ESG
Nos últimos tempos, o termo ESG tem
ganhado grande visibilidade, graças a uma
preocupação crescente do mercado
financeiro sobre a sustentabilidade.
As questões ambientais, sociais e de
governança passaram a ser consideradas
essenciais nas análises de riscos e nas
decisões de investimentos, colocando forte
pressão sobre o setor empresarial.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
ESG
A aparente novidade parece tirar o sono
das organizações, que buscam entender o
que é ESG e as adaptações necessárias
para estar em conformidade com esta
exigência.
Mas a verdade, ESG não é uma evolução
da sustentabilidade empresarial, mas sim
a própria sustentabilidade empresarial,
como explicou o diretor-executivo da Rede
Brasil do Pacto Global, publicado pela
Exame.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
PROBLEMAS AMBIENTAIS
Os problemas ambientais têm trazido uma
repercussão tanto na imprensa (jornais,
internet, radio entre outros), quanto na
população de uma forma geral, tornando-se
assim um foco de muito interesse na
sociedade, pois estes diversos problemas
estão relacionados à qualidade de vida da
população direta e indiretamente nos
problemas de saúde. Entre os vários
problemas que vem impactando e infligindo a
sociedade.
chuvas ácidas; destruição da camada de
ozônio; desertificação; aquecimento global;
perda da biodiversidade; poluição e
contaminação.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
PROBLEMAS AMBIENTAIS
As alterações na temperatura da terra,
decorrentes das ações antrópicas, podem
ocorrer por fenômenos naturais, todavia o
que tem se constatado no último século é
um aumento significativo de concentração
de Dióxido de Carbono (CO2) e outros
Gases de Efeito Estufa (GEE) na
atmosfera, responsáveis pelo aquecimento
global e consequentemente as mudanças
do clima, decorrentes da queima de
combustíveis fósseis como carvão, petróleo
e gás natural (IPCC, 2013)..
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é Sistema de Gestão
Ambiental?
O Sistema de Gestão Ambiental
(SGA) é um conjunto de
procedimentos, técnicas e
processos que ajudam as
organizações a gerenciar e
melhor controlar os aspectos e
impactos ambientais de suas
operações. É um processo que
pode ser aplicado a qualquer
organização, independentemente
do tamanho ou setor.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
O que é Sistema de Gestão Ambiental?
O SGA ajuda as organizações a integrar considerações
ambientais em suas operações diárias para que possam
identificar e controlar os impactos no meio ambiente. Ele é
regulamentado pela NBR ISO 14001, que é uma norma
internacional para gestão ambiental formada por um conjunto
de práticas e políticas organizacionais que tem como objetivo
unir as práticas econômicas com um desenvolvimento
ambiental saudável.
Tendo como objetivo principal conter o cenário econômico
voltado para a exploração de recursos e orientar
as empresas para a preservação ambiental.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL
(SGA)
Voltado a avaliar, identificar problemas e
resolver, mitigar e/ou prevenir impactos de
caráter ambiental, tendo como objetivo o
desenvolvimento sustentável.
Segundo a Associação Brasileira de
Normas Técnicas (2004), NBR ISO 14001,
como a parte do sistema de gestão que
compreende e a estrutura organizacional,
as responsabilidades, as práticas, os
procedimentos, os processos e recurso
para aplicar, elaborar, revisar e manter a
política ambiental institucional de forma
contínua e cíclica.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
▪ Sendo assim, o SGA permite de forma imediata:
Segurança, na forma de redução de riscos de acidentes, de sanções
legais, etc;
Qualidade dos produtos, serviços e processos;
economia e/ou redução no consumo de matérias-primas, água e energia;
Mercado, com a finalidade de captar novos clientes;
Melhora na imagem;
Melhora no processo;
Melhora na competitividade;
Possibilidade de financiamentos, devido ao enquadramento
ambiental.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
É uma estrutura de organização
que possibilita avaliar aspectos,
monitorar e controlar os Impactos
Ambientais de atividades, produtos
ou serviços. É uma prática
inovadora no processo de caráter
integrado.
Para Bruns (2006) “Gestão
Ambiental visa ordenar as atividades
humanas para que estas originem o
menor impacto possível sobre o
meio”. Sendo assim esta
organização vai desde a escolha
das melhores técnicas, legislação e
a alocação correta de recursos
humanos e financeiros.
Os elementos relevantes de um
SGA estão apresentados na fig.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Seguem as etapas do SGA:
1. política ambiental (comprometimento da organização,
tornando públicas suas intenções);
2. planejamento, conhecer o que deve ser feito analisando sua
realidade e estabelecendo objetivos e metas ambientais e
um plano de ações;
3. implementação e operação, que são desenvolvimento e a
execução de ações para atingir as metas e os objetivos
ambientais;
4. verificação e ação corretiva, avaliar regularmente seus
resultados;
5. análise crítica desses resultados através de avaliações
sistemáticas buscando o aperfeiçoamento de seu
desempenho ambiental.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Política ambiental
Política ambiental é o conjunto
das intenções e princípios gerais
de uma organização em relação
ao seu desempenho ambiental,
conforme expresso pela alta
administração da organização.
Normalmente uma política se
compromete com a prevenção da
poluição, legislação ambiental e
melhoria contínua, dentre outros.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Planejamento
Durante visita às instalações de uma
determinada empresa o diagnóstico é
realizado inicialmente com a finalidade
de dimensionar as fases do projeto e
estabelecer um cronograma de
implantação,
Neste diagnóstico é feito um
aprofundamento ao longo dos trabalhos,
visando o levantamento dos dados
necessários à elaboração dos
documentos relacionados ao Sistema de
Gestão e Implementação do sistema.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Diagrama de blocos
Para realizar um diagrama de blocos, é necessário realizar
anteriormente o mapeamento dos processos, ou seja, conhecer o
processo produtivo em questão, ou mesmo o processo de serviço,
seguindo as orientações:
identificar os principais processos do seu negócio; colocar em
ordem pensando na forma de produção (do
recebimento da matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente);
listar também os processos de apoio (administrativo, compras,
vendas, financeiro, logística, etc);
identificar as principais atividades para cada um dos processos
(os produtivos e os de apoio).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
A Figura ilustra um exemplo de um diagrama de blocos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Aspecto ambiental
É todo elemento que pode causar alguma modificação ao
meio ambiente. É o que pode interagir ou alterar a
natureza, fruto do que uma empresa consome, gera ou
emite. Um aspecto ambiental significativo tem a
capacidade de causar um impacto ambiental também
importante
Impacto ambiental
É muito comum as pessoas acharem que o impacto
ambiental refere-se só às coisas "naturais", mas não é bem
assim, impacto ambiental pode ser definido como qualquer
mudança no ambiente, seja adversa ou benéfica, resultante
total ou parcialmente das atividades, produtos e ou serviços
de uma organização, NBR ISO 14001, (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004),
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Para a gestão ambiental adequada a
organização deve implementar, estabelecer e
manter procedimento para:
Identificar os aspectos ambientais de suas
atividades, produtos e serviços, dentro do escopo
definido de seu sistema da gestão ambiental, que a
organização possa controlar e aqueles que ela possa
influenciar, levando em consideração os
desenvolvimentos novos ou planejados, as
atividades, produtos e serviços novos ou
modificados;
determinar os aspectos que tenham ou possam ter
impactos significativos sobre o meio ambiente
(conhecidos como, aspectos ambientais
significativos).
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
A Figura ilustra um exemplo de um diagrama de blocos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
É necessário documentar essas informações e mantê-las atualizadas, assegurando
que os aspectos ambientais significativos sejam levados em consideração no
estabelecimento, implementação e manutenção de seu sistema da gestão
ambiental.
A avaliação da significância de um impacto é realizada através de uma matriz. As
matrizes são técnicas biodimensionais que relacionam ações com fatores
ambientais, que podem ou não incorporar parâmetros de avaliações, sendo um
método basicamente de identificação.
Para Perazza et al. (1985), “as matrizes constituem em duas listagens de controle,
uma que lista as atividades (ações) de um projeto, e outra onde são elencados os
itens ou fatores ambientais, que podem ser afetados por aquelas atividades”.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Objetivos e metas - é o
desempenho das intenções
assegurando da viabilidade de
alcançar os objetivos esperados.
Para Philippi Júnior (2004) “O objetivo
é, portanto uma declaração precisa de
intenções, apresentadas de modo
sistemático em termos dos resultados
esperados”
Metas - são desenvolvidos para
cumprir os objetivos estabelecidos,
são requisitos de desempenho
detalhados e quantificados, incluindo
calendarização.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Plano de ação
É o planejamento da operacionalidade
das ações necessárias para atingir um
resultado ou meta desejada. Quanto
maior a quantidade de ações e
pessoas envolvidas, mais necessário e
importante é ter um Plano de Ação.
E, quanto melhor o Plano de Ação,
maior a garantia de atingir a meta. Em
importantes projetos, missões,
empreendimentos, um bom Plano de
Ação é indispensável deve ser
elaborado considerando as demandas
e avaliações dos usuários e o cenário
em que estão envolvidos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Indicadores ambientais
Indicadores são informações quantificadas, de fácil compreensão e usadas
nos processos de decisão em todos os níveis da sociedade, úteis como
ferramentas de avaliação de determinados fenômenos, apresentando suas
tendências e progressos que se alteram ao longo do tempo.
Podem ser divididos em indicadores absolutos e relativos e nos permitem a
simplificação do número de informações para se lidar com uma dada realidade
por representar uma medida que ilustra e comunica um conjunto de fenômenos
que levem a redução de investimentos em tempo e recursos financeiros.
Os indicadores ambientais possuem as seguintes funções: evidenciar
melhorias ambientais ao longo do tempo em determinadas avaliações;
detectar potenciais para melhorias no processo produtivo; definir objetivos
e metas de performance ambiental; monitorar a performance ambiental;
identificar oportunidades para produção mais limpa.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Verificação e ação corretiva
Toda e qualquer atividade empresarial envolve as
fases de planejamento, execução, operação e
avaliação dos resultados alcançados. Isso também
ocorre com a implementação do sistema de gestão
ambiental, que deve ser verificado e monitorado com
vistas a investigar problemas e corrigi-los.
Em síntese, segundo a NBR-ISO 14.001, a verificação
e a ação corretiva orientam-se por características
básicas do processo de gestão ambiental:
➔medição e monitoramento;
➔ações corretivas e preventivas;
➔registros e gestão da informação.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA (SGI)
É a combinação de processos, direcionado
para processos, é a gestão que permite
integrar de forma mais eficiente, nas
operações do dia-a-dia das empresas, os
aspectos e objetivos da qualidade do
desempenho ambiental, da saúde
ocupacional e da responsabilidade social.
Podemos então definir como a combinação
de processos, procedimentos e práticas
adotadas por uma organização nos aspectos
e objetivos da qualidade ISO 9001, do
desempenho ambiental ISO 14001, da
segurança e saúde ocupacional ISO 45001 e
da responsabilidade social ISO 16001.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
FERRAMENTAS DE GESTÃO
As ferramentas de gestão são utilizadas para
ajudar na resolução de problemas e tomados de
decisões, tornando possível o melhor
aproveitamento dos recursos e permitindo o
levantamento e a implementação de ações para o
controle e a melhoria de processos.
É importante lembrar que utilização de
ferramentas da qualidade não é fórmula mágica
para a solução de todos os problemas, porém é
uma maneira racional, lógica e organizada de
determinar onde existem problemas,
consequentemente ela possibilitará a obtenção
de sistemas que assegurem uma melhoria
contínua da qualidade.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
Ciclo do PDCA
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
A Figura ilustra um exemplo de um diagrama de blocos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
A Figura ilustra um exemplo de um diagrama de blocos.
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
ETAPAS DE ELABORAÇÃO DE P+L
P+L São um conjunto de práticas ou códigos preestabelecidos,
como em muitos sistemas de gerenciamento. O que difere do
programa é não ser muito burocrático e linear, permite ensinar e
provocar os envolvidos na produção a enxergarem o óbvio, o que
não é tão simples como se imagina.
O programa geralmente se inicia pelo levantamento de dados
importantes do local que será instalado, onde possivelmente serão
desenvolvidas melhorias, ou seja, indicadores ambientais como, por
exemplo, possibilidades de substituição de matéria- prima, total
consumido de água, energia, da carga orgânica dos efluentes e das
ou reaproveitamento de resíduos como mostra o esquema a baixo:
❖ SAÚDE SEGURANÇA GESTÃO AMBIENTAL
ETAPAS DE ELABORAÇÃO DE P+L
A P+L possibilita a descoberta de
novos caminhos, incorporando na
empresa esse conceito, integrando
todos os níveis hierárquicos e
operacionais, ou seja, do diretor ao
operário e do estoque ao setor
produtivo e administrativo.
Para a elaboração do P+L segue-se um
curto caminho simples: investigar e
medir, conhecer a fonte do problema para
depois criar a alternativa de tecnologia
limpa. Veja no esquema abaixo os
passos para elaboração de P+L em uma
empresa
.