MÓDULO IV
TEMA: Administração e
Prestação de Contas dos
Recursos Financeiros
Administração e Prestação de Contas dos Recursos Financeiros:
● Resolução FNDE nº 15, 16/09/2021;
● Portaria SEI 029, de 21/0/2021: prestação de contas;
● Portaria 821, de 23 de novembro de 2022;
● Resolução atual PAGUE e PAGD;
● Lei nº 8.398, de 17 de outubro de 2003.
● PORTARIA-SEI Nº 1974, DE 20 DE FEVEREIRO DE 2025.
Recursos financeiros das escolas
De modo geral, as unidades escolares da rede estadual de ensino lidam com recursos
repassados pelo governo federal, através do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação), e recursos repassados pelo governo estadual, através do FEE (Fundo Estadual
de Educação).
Os programas que fazem repasses de recursos financeiros às escolas são: PDDE
(Programa Dinheiro Direto na Escola), que é federal, e o PAGUE (Programa de
Autogerenciamento das Unidades de Ensino), que é um programa estadual.
O que são esses programas, e como esses recursos chegam e podem ser usados, é o
que iremos estudar agora.
A origem do Programa Dinheiro na Escola (PDDE) se insere na história do
financiamento da educação pública brasileira. Sabemos que as formas de financiar a
educação são construções históricas vinculadas às instituições políticas, à organização
econômica e à cultura do país. Podemos tomar como marco a Constituição de 1934, que,
sob a influência do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, normatizou a primeira
vinculação de percentuais mínimos da receita resultante de impostos da União, dos
estados, do Distrito Federal e dos municípios, para a Manutenção e o Desenvolvimento do
Ensino (MDE).
Na Constituição de 1967, surgiu a contribuição social do salário-educação, mas o
grande marco foi a Constituição Federal de 1988, porque assegura a vinculação dos
recursos destinados à educação e preconiza a garantia da universalização da oferta do
ensino básico, incluindo a valorização dos docentes.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, na esteira na Constituição de
1988, preconiza a democratização da gestão do ensino público, expressa na progressiva
descentralização didático-pedagógica e dos recursos financeiros, assim como na ampliação da
participação da comunidade no processo de tomada de decisões, visando fortalecer a
autonomia financeira, administrativa e pedagógica da escola, como previsto no Artigo 15 da
LDB.
NESTE CENÁRIO FORAM CRIADOS:
Em 1996, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de
Valorização do Magistério (FUNDEF) - Lei nº 9.424/1996 – (1996 a 2006).
Foi nessa conjuntura dos anos de 1990 que o Ministério da Educação (MEC) criou
o Programa de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental – PMDEF, por
meio da Resolução de nº. 12, de 10 de maio de 1995 (BRASIL, 1995). Inicialmente,
em 1995, o repasse de recursos para uma Unidade Executora não era obrigatório. Em
1998, por meio da Medida Provisória (MP) nº. 1.874, de 14 de dezembro de 1998, o
PMDFE passou a ser denominado de Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE
O PDDE é importante, principalmente, para quem atua na gestão dos recursos
financeiros de uma escola pública e para quem participa do seu dia a dia. Para
conhecer bem mais esse Programa, sugerimos que consulte a Resolução nº
15/2021, que revogou algumas resoluções anteriores, e assista aos vídeos
disponíveis na playlist PDDE no Canal do FNDE no Youtube.
O PDDE é uma política pública educacional implementada pelo *FNDE, com o
objetivo de prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas
públicas de educação básica de todo o país, incluindo as de educação especial
qualificadas como beneficentes de assistência social ou de ou de atendimento
gratuito.
O propósito desse Programa é destinar recursos financeiros diretamente aos
estabelecimentos educacionais beneficiários de forma a contribuir para o provimento
das suas necessidades prioritárias de forma a garantir seu funcionamento e
promover melhorias em sua infraestrutura física e pedagógica, bem como incentivar
a autogestão escolar e o exercício da cidadania com a participação da comunidade no
controle social.
*O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal criada pela Lei nº
5.537, de 21 de novembro de 1968, e alterada pelo Decreto–Lei nº 872, de 15 de setembro de 1969, é
responsável pela execução de políticas educacionais do Ministério da Educação (MEC).
MEC - FNDE
RESOLUÇÃO Nº 15, DE 16 DE SETEMBRO DE 2021
Dispõe sobre as orientações para o apoio técnico e financeiro, fiscalização e
monitoramento na execução do Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE, em
cumprimento ao disposto na Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009. (…) Capítulo III
Da Destinação dos Recursos
Art. 4º Os recursos do PDDE e Ações Integradas destinam-se à cobertura de despesas de custeio, manutenção e pequenos
investimentos que concorram para a garantia do funcionamento e melhoria da infraestrutura física e pedagógica dos
estabelecimentos de ensino beneficiários, devendo ser empregados:
I.– na aquisição de material permanente;
II. – na realização de pequenos reparos, adequações e serviços necessários à
manutenção, conservação e melhoria da estrutura física da unidade escolar;
III. – na aquisição de material de consumo;
IV. – na avaliação de aprendizagem;
V. – na implementação de projeto pedagógico; e
VI. – no desenvolvimento de atividades educacionais;
VII. - em ações voltadas à proteção no ambiente escolar". (NR) (texto acrescido pelo resolução nº 5, de 18/04/2023)
§ 1º Os recursos do PDDE e Ações Integradas, liberados na categoria de custeio, poderão ser utilizados, também, para cobrir
despesas cartorárias decorrentes de alterações nos estatutos das Unidades Executoras Próprias – UEx, definidas na forma do
Inciso III do art. 5º desta Resolução, bem como as relativas a recomposições de seus quatro membros, devendo tais
desembolsos ser registrados nas correspondentes prestações de contas.
Para saber mais: [Link]
É fundamental que as informações sobre o PDDE sejam socializadas, discutida e
refletidas, com responsabilidade,com a participação de todos (gestores,
professores, funcionários, estudantes, as famílias e outros segmentos sociais), para
que possam colaborar com o planejamento do uso dos recursos e da tomada de
decisões.
A descentralização de recursos financeiros fortalece a autonomia das escolas e
melhorar o ensino.
Como utilizar os recursos
Segundo a Resolução CD/FNDE n.° 15, de 16 de setembro de 2021, em
seu Art. 3º (BRASIL, 2021b), os recursos financeiros do PDDE destinam-se a
beneficiar estudantes matriculados nas:
Para ter acesso ao recurso do PDDE, considerado como uma política universal destinada a todas as
escolas de educação básica brasileiras, a escola precisa fazer os procedimentos de adesão ao Programa:
constituir uma Unidade Executora (UEx) para gerir os recursos (isso para unidades escolares com mais de 50
alunos matriculados); manter atualizado seu cadastro no PDDEWeb e não ter pendência na prestação de
contas com o FNDE.
Um ponto essencial no PDDE para potencializar seu uso é considerar a destinação dos recursos,
transferidos segundo a categoria de despesas: custeio e capital.
É importante destacar que as Ações Integradas ao PDDE não têm um caráter permanente, portanto,
podem descontinuar e até ser extintas, conforme se entenda ser pertinente, caso o fato motivador de sua
criação deixe de existir
O QUE É UMA UNIDADE EXECUTORA PRÓPRIA?
É uma sociedade civil com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, que pode ser
instituída por iniciativa da escola, da comunidade ou de ambas.
Para saber mais: [Link]
QUAIS AS ATRIBUIÇÕES DA CAIXA ESCOLAR?
I. interagir junto à escola como instrumento de transformação de ações, promovendo o bem-estar
da comunidade do ponto de vista educativo, cultural e social;
II. contribuir para o funcionamento eficiente e criativo da escola;
III. possibilitar em caráter complementar e subsidiário a melhoria qualitativa do ensino;
IV. promover a aproximação e a cooperação dos membros componentes da Caixa Escolar às
atividades escolares;
V. administrar, de acordo com as normas legais que regem a atuação da Caixa Escolar, os recursos
provenientes de repasses, subvenções, convênios e doações;
VI. e manter em perfeitas condições de uso e funcionamento o prédio e instalações da Escola.
Para saber mais:
[Link]
COMO DEVE SER A ORGANIZAÇÃO DA UNIDADE
EXECUTORA PRÓPRIA?
● Livro ATA
● Livro caixa
● Livro tombo
Além desses livros, são indispensáveis as pastas:
● de documentos na qual devem ser arquivados todos os originais dos documentos comprobatórios,
como guias, notas fiscais, recibos etc, devidamente assinados pelas pessoas competentes; e
● correspondência expedida e recebida na qual devem ser arquivadas as segundas vias de
correspondências expedidas e recebidas pela Unidade Executora Própria.
Para saber mais:
[Link]
SISTEMAS DO PDDE: PDDE INTERATIVO
O PDDE Interativo é uma ferramenta on-line de apoio ao planejamento e à gestão escolar
mantida pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC), que
disponibiliza a todas as escolas públicas estaduais, distritais e municipais.
O diretor de escola, para participar, primeiro, deve fazer seu cadastro no sistema, e
solicitar a liberação, que será dada por um membro da equipe da secretaria de educação
estadual, municipal ou do Distrito Federal. Em caso de dúvidas, deve buscar orientações junto ao
comitê Gestor do PDDE Interativo (consulte comitê da sua secretária, ou um técnico da secretaria
de educação). Com o acesso liberado, os diretores podem iniciar o uso da plataforma em
conjunto com a equipe escolar.
- SABER MAIS: PDDE INTERATIVO
• PERFIS DE ACESSO AO PDDE INTERATIVO:
- SABER MAIS: PDDE INTERATIVO
SISTEMAS PDDE INTERATIVO: PROGRAMAS OU AÇÕES INTEGRADAS
No sistema PDDE Interativo estão alocados as seguintes Ações Integradas:
Programa Inovação Programa Escola das Programa Ensino Médio
Educação Conectada Adolescências; Mais
Programa Escola e Programa Cantinho da
Comunidade; Leitura
SISTEMAS DO PDDE
Atualmente, além do sistema PDDE Interativo, existem outros dois sistema que
o MEC usa para alocar alguns programas ou Ações Integradas. São eles: O PDDE Água
e Campo, e o Sistema PDDE Equidade.
No sistema PDDE Água e Campo, estão alocados os programas:
● PDDE Água (até 2024); e
● PDDE Campo (até 2024).
No sistema PDDE Equidade, estão alocados os programas:
● Sala de Recursos Multifuncionais;
● Água e Esgotamento Sanitário; e
● PDDE Diversidades.
PAGUE
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte implantou nas Unidades Escolares e DIREC, os Programas de
Autogerenciamento (PAGUE e PAGD), com o objetivo de fortalecer a autonomia dos entes acima mencionados, descentralizando
os recursos financeiros a esses destinados em nossa Rede de Ensino. Assim, transferindo verbas para tais órgãos administrativos,
bem como a responsabilidade pela execução dos Programas em epígrafe em todas as suas fases; como: planejamento,
recebimento e execução dos recursos, aquisição de bens e/ou prestação de serviços, pagamentos diversos (bolsas, ajuda de
custo, serviços, produtos, etc), controle, avaliação e prestação de contas.
O Programa de Autogerenciamento das Unidades Escolares (PAGUE), criado em 2003, pela Lei Nº 8.398, DE 17 de outubro,
beneficia os alunos das escolas estaduais do Ensino Fundamental e Médio, observando-se que as transferências dos recursos
financeiros são feitas para as Unidades Executoras (Caixas Escolares) independentemente da formalização de termos de ajustes
ou convênios.
Estabelece os procedimentos a serem adotados para aquisição de materiais, pagamento de bolsas e ajuda de custo para
deslocamento, hospedagem e alimentação, e contratação de serviços com os recursos dos Programas de
Autogerenciamento das Unidades Escolares e DIREC (PAGUE e PAGD), pelas Caixas Escolares/Unidades Executoras.
As aquisições de materiais e contratações de serviços com repasses efetuados à custa do PAGUE/PAGD, pelos Caixas
Escolares/Unidades Executoras, deverão obedecer os princípios da isonomia, legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência a fim de garantir às referidas unidades que representam produtos e serviços de boa qualidade, sem
qualquer espécie de favorecimento e mediante a escolha da proposta mais vantajosa para o erário, adotando, para esse fim,
Sistema de Pesquisa de Preços que deverá abranger o maior número possível de fornecedores e prestadores de serviços que
atuem nos ramos correspondentes ao objeto a ser adquirido e/ou contratado.
Para saber mais: [Link]
PAGUE E AÇÕES INTEGRADAS
Segundo a resolução nº 03, de 20 de maio de 2024, no Artigo 2º o PAGUE “consiste na destinação anual, pela SEEC, de recursos financeiros
às unidades escolares da educação básica, diretorias regionais e biblioteca estadual do RN, bem como de atendimento às quaisquer outras
atividades relacionadas com a educação, a cultura, o esporte e o lazer da rede estadual de ensino do RN, com o propósito de contribuir para o
provimento das necessidades prioritárias dos estabelecimentos educacionais beneficiários, a fim de promover melhorias em suas infraestruturas
físicas e pedagógicas, como também incentivar a autogestão daqueles estabelecimentos”.
O PAGUE, a exemplo do PDDE, também tem ações integradas. Conforme a resolução acima, as ações integradas desse programa são:
● Pague Ordinário: Programa de Autogerenciamento das Unidades Educacionais;
● Pague Técnico Equivalente: Programa de Autogerenciamento das Unidades Educacionais de Ensino Técnico e Profissional;
● Pague Mais Alimentação: Programa de Autogerenciamento das Unidades Educacionais de Alimentação Escolar;
● Pague Inclusão: Programa de Autogerenciamento das Unidades Educacionais Para Alunos com Deficiência Auditiva ou Surdez;
● Pague Predial: Programa de Autogerenciamento das Unidades Educacionais de Manutenção Predial;
● Pague Pedagógico: Programa de Autogerenciamento das Unidades Educacionais para a pesquisa, extensão e Inovação.
●
Para saber mais: [Link]
PAGUE E AÇÕES INTEGRADAS
Conforme o Artigo 10, da resolução nº 03, de 20 de maio de 2024;
Os recursos do PAGUE destinam-se à cobertura de despesas de custeio, manutenção e pequenos investimentos que concorram
para a garantia do funcionamento e melhoria da infraestrutura física e pedagógicas, das Unidades de Educacionais e quaisquer
outras atividades ligadas à cultura, o esporte e o lazer, as quais sejam vinculadas a educação, circunscritas à SEEC, e que possuam
Unidade Executora própria, sendo esses recursos condicionados à dotação orçamentária e financeira de cada exercício financeiro,
devendo ser empregados conforme itens descritos a seguir:
I. na aquisição de gêneros alimentícios para complementação da alimentação escolar dos alunos matriculados, adquiridos
exclusivamente com recursos do PAGUE - ALIMENTAÇÃO;
II. na aquisição de material permanente;
III. na realização de reparos, adequações e serviços necessários à manutenção, conservação e melhoria da estrutura física;
IV. na aquisição de material de consumo;
V. na contratação de serviços de pessoas físicas e jurídicas;
VI. na contratação de serviços complementar de transporte escolar;
VII. na avaliação da aprendizagem;
VIII. na implementação de projeto pedagógico; e
IX. no desenvolvimento de atividades educacionais relacionadas com a oferta de unidade escolar.
Para saber mais: ver link anterior
PAGUE E AÇÕES INTEGRADAS
Conforme o parágrafo 3º, do Artigo 10, da resolução nº 03, de 20 de maio de 2024;
É vedada a aplicação dos recursos das ações que tratam o caput deste artigo, em:
I. gastos com pessoal;
II. pagamento, a qualquer título, à:
a) agente público da ativa por serviços prestados, inclusive consultoria, assistência técnica ou
assemelhados; e
b) empresas privadas que tenham em seu quadro societário servidor público da ativa, empregado
de empresa pública ou de sociedade de economia mista, por serviços prestados, inclusive
consultoria, assistência técnica ou assemelhados .
III. dispêndios com tributos federais, distritais, estaduais e municipais quando não incidentes sobre
os bens adquiridos ou produzidos, ou sobre os serviços contratados para a consecução dos
programas e ações que tratam o caput deste artigo;
IV. despesas com qualquer atividade que não seja relacionada à educação, cultura, esporte e lazer,
no âmbito educacional”.
Para saber mais: ver link anterior.
Recebimento e utilização dos recursos
Os recursos do PAGUE são oriundos do Governo Federal e Estadual, por intermédio, sobretudo,
do salário Educação, podendo, também, ser de recursos ordinários (fonte 100), quando
houver disponibilidade financeira, salientando-se que o recurso será creditado em duas parcelas
em cada Unidade Executora para conta específica dos Programas de Autogerenciamento das
Unidades Escolares por meio do Fundo Estadual de Educação, sendo repassados em quatro (04)
parcelas.
Conforme a PORTARIA-SEI Nº 1974, DE 20 DE FEVEREIRO DE 2025, no Artigo 1º:
“§ 1º Para recebimento da 1ª parcela - a escola deverá está adimplente com as prestações de
contas do recursos do PAGUE e Ações integradas repassados no ano anterior.
§ 2º Para recebimento a partir da 2ª parcela - o repasse fica condicionado à apresentação de
contas de todos os recursos do ano anterior, como também inserção das notas fiscais no BB Gestão
Ágil dos recursos recebidos em 2025”.
Para saber mais:
[Link]
Fica a Secretaria Autorizada a suspender os recursos do PAGUE e
PAGD nas seguintes hipóteses:
I. Omissão de prestação de contas;
II. Irregularidades nas prestações de contas; e
III. Utilização dos recursos em desacordo com os critérios estabelecidos para a
execução do PAGUE e PAGD, conforme constatado por análise documental;
IV. A Caixa Escolar/Unidade Executora voltará a receber recursos do PAGUE/PAGD, logo
após restabelecidas as condições para recebimento dos mesmos;
V. Caso não aconteça o restabelecimento das irregularidades elencadas, a Secretaria
poderá exigir a devolução dos recursos, mediante notificação do órgão de controle
(FEE/CCI).
[Link]
i d_jor=00000001&data=20171202&id_doc=593266
Portaria-SEI Nº 29, de 21 de janeiro de 2021.
Dispõe sobre a obrigatoriedade da prestação de contas pelos Gestores e Presidentes das Caixas
Escolares.
(…)
Considerando que o Estatuto da Caixa Escolar determina o Gestor da escola como Presidente
da Unidade Executora e, portanto, responsável pela prestação de contas dos recursos repassados
pelos entes federados nos prazos determinados pela SEEC/RN e FNDE, conforme Resoluções
mencionadas;
Considerando que é de responsabilidade das Diretorias Regionais de Educação – DIREC,
informar à SEEC as prestações de contas das escolas circunscrita a cada Diretoria Regional,
RESOLVE:
Art. 1º. Determinar aos gestores e presidentes das Caixas Escolares, a apresentar as devidas
prestações de contas referentes aos Programas PDDE e Ações Agregadas, PNAE, contrapartida do
PNAE e PAGUE, rigorosamente nos prazos estabelecidos nesta Portaria, pois os recursos recebidos
pelas Unidades Executoras das escolas, quando não prestado contas os gestores devem ser
responsabilizados nos termos legais;
Art. 2º Determinar que os gestores e Presidentes das Caixas Escolares responderão a
procedimentos administrativos, podendo ser afastados temporariamente nos termos do Art. 157 da Lei
Complementar nº 122/94, assumindo o vice-presidente.
Nos casos em que não houver vice-presidente, deverá ser designado pelo Secretário desta
Pasta de Governo um substituto pelo tempo necessário, para que a escola continue recebendo
recursos do PAGUE após abertura de Processo de Sindicância para apuração dos fatos.
Parágrafo Primeiro. São medidas aplicáveis aos gestores que não cumprirem as disposições
desta
Portaria:
I.- Advertência verbal;
II. - Advertência por Escrito;
III. - Afastamento (temporário ou definitivo) dos gestores e Presidentes das Caixas Escolares.
Para saber mais: Ver link anterior
REFERÊNCIAS
BRASIL. Resolução FNDE nº 15, 16 de setembro de 2021. Dispõe sobre as orientações para o apoio técnico e financeiro,
fiscalização e monitoramento na execução do Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE, em cumprimento ao disposto na Lei nº
11.947, de 16 de junho de 2009.
BRASIL. Lei nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996. Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e
dá outras providências.
RIO GRANDE DO NORTE. Portaria SEI nº 029, de 21 janeiro de 2021. Revoga as Portarias nºs 729/2013, 1193/2016 e 291/2019 das
prestações de contas dos recursos recebidos pela Caixa Escolar.
RIO GRANDE DO NORTE. Portaria nº 821, de 23 de novembro de 2022. Dispõe sobre a alteração do Estatuto do Caixa Escolar no
âmbito das Instituições Públicas de Ensino do Estado do Rio Grande do Norte e dá outras providências.
RIO GRANDE DO NORTE. Resolução nº 03, de 20 de maio de 2024. Dispõe sobre as orientações para o apoio técnico e financeiro,
fiscalização e monitoramento na execução do Programa de Autogerenciamento das Unidades Educacionais - PAGUE e Ações
Integradas, em cumprimento ao disposto na Lei nº 8.398, de 17 de outubro de 2003.
RIO GRANDE DO NORTE. FUNDO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO. Cartilha de Orientações Financeiras 2017.
RIO GRANDE DO NORTE. PORTARIA-SEI Nº 1974, DE 20 DE FEVEREIRO DE 2025. Determina valores e condições dos repasses do
ano/exercício/2025, referente ao PAGUE e Ações Integradas.