CONTEXTO DO RPG ANTETIOR:
Cento e vinte anos atrás, a Joia das Almas fora roubada pelos reis de Luminaris,
Altivesity, Fórtia, Emberland e Eldoria (apenas a rainha de Seráfica não participou do
massacre). Essa joia era cuidada por um grupo das ninfas mais velhas filhas de Nyx, o
deus da noite e da guerra. Uma das ninfas, Amarantha, se apaixonou por um bardo
chamado Miel (um meio-elfo-shapeshifter). No momento de sua morte, quando o
templo das ninfas fora atacado pelos reis, ela pediu para que Miel recuperasse a joia,
para que ele fosse o novo guardião (justamente por ser uma pessoa que ela conhecia,
por ser alguém de confiança que praticamente cresceu ao redor das ninfas protetoras
da joia). No entanto, o bardo enlouqueceu após a amada morrer em seus braços.
Ele aproveitou-se de sua raça para recuperar a joia, criando diversos alter-egos para
que pudesse concluir sua missão. No entanto, após anos mudando de forma e de
personalidade para que seu plano fosse concluído, ele acabou desenvolvendo um
Transtorno de Múltiplas-Personalidades. Isso fez com que duas personalidades
coexistissem em uma mesma vida, mas em corpos "diferentes": Miel (o original) e
Amarantha (a versão de sua amada que ele criou para que pudesse se vingar de tudo e
todos). Assim, ele perdeu completamente o controle de suas ações. Sempre que
precisava cometer algum crime, Amarantha dominava.
Percebendo o que havia se tornado, Miel tentou mudar. Tentou a todo custo impedir
que a Amarantha que CRIOU se manifestasse mais do que si mesmo. Seu plano inicial
era torná-la uma segunda identidade para acabar com os reis; no entanto, essa sua
segunda versão se tornou uma assassina genocida em busca de vingança, e ele sabia
que a verdadeira Amarantha jamais desejaria aquilo.
Com isso em mente, Miel decidiu que confrontaria esse segundo lado de si. Ele
contratou um grupo de pessoas para que fossem contra o grupo de Amarantha: uma
clériga filha de Nyx (que dividia o corpo com o reencarnado de Baal - fizera isso para
proteger ambos de Amarantha), um guerreiro bastardo, uma bruxa exilada, um príncipe
fugitivo e um ladino escravizado (que se juntou à missão meses depois). Sua segunda
personalidade, Amarantha, percebeu a afronta e decidiu contratar seu próprio grupo
em conjunto: uma semideusa, um genro de Lohann, um príncipe exilado, um antigo
sábio e um... pássaro gordo (longa história, ela não era bem um pássaro quando foi
contratada).
O que ninguém sabia, era que Amarantha havia manipulado tudo para que aquele
grupo a servisse. Ela sabia que mercenários faziam tudo por informações, e criou
situações do interesse deles para que viessem até si: matou a mãe da semideusa
depois de anos a escravizando; matou a esposa do guerreiro, filha de Lohann; gerou o
príncipe e sua irmã em seu ventre, em outra forma. Ela se preparou por anos para que
aquele dia do confronto chegasse.
Miel e Amarantha, embora fossem a "mesma" pessoa, disputavam pela joia. Miel
queria protegê-la e tirá-la dos reis através de maneiras mais diplomáticas (embora não
fosse recusar uma guerra ou um assassinato real). Amarantha, por outro lado, queria
usar a joia para algo maior: ressuscitar Baal, o deus primordial (expurgado por seus
filhos, menos Stynxy). Apenas ele conseguiria ajudá-la em seu plano: tornar-se uma
deusa completa para, então, destruir todos os reinos daqueles que mataram as ninfas
cem anos atrás.
Depois de batalhas travadas e enigmas resolvidos para conseguirem recuperar a joia,
os dois grupos (dos heróis e vilões) descobriram que estavam sendo manipulados
pelas mesmas pessoas. Eles decidiram se voltar contra eles e, em uma última batalha
(onde o guerreiro, a bruxa, o sábio e o escravizado morreram), eles conseguiram
finalmente matar Amarantha e Miel. O bardo se sacrificou para que ninguém sofresse
mais por essa sua segunda personalidade.
Vinte anos se passaram desde então, mas ninguém se esqueceu do Mito da Joia.
PLANO DA AMARANTHA EXPLICADO 100% FUNCIONAL 2025 SEM VIRUS DE GRAÇA
ATUALIZADO!!!:
Por que Amarantha foi "criada"?: Amarantha foi criada pela mente de Miel como um
mecanismo de defesa para qualquer coisa que acontecesse com seus planos. Ela fazia
a parte "suja" que ele não queria fazer. Com o tempo, ele começou a perder a noção de
quem ele era, sua mente fundindo com a de sua farsa.
Qual era o plano dela?: O plano de Amarantha era recuperar a joia e ressuscitar Baal,
o deus primordial, com ela. Dessa forma, ele a concederia um desejo, e ela diria que se
tornaria uma deusa para ajudá-lo a acabar com seus descendentes (aqueles que o
traíram e o expurgaram para um corpo mortal). No entanto, trairia a ele também para
que se tornasse o único ser supremo do universo. E tudo isso para que completasse
sua vingança contra todos que mataram as ninfas anos atrás: os reis seriam torturados
pela eternidade, seus reinos seriam destruídos, e os deuses sofreriam punições
eternas por permitirem que aquele tipo de coisa acontecesse.
O que Amarantha fez?: Amarantha conseguiu enganar aos reis com seu disfarce de
ninfa inocente (sim, Miel copiou o jeito de agir e a aparência da ninfa verdadeira que um
dia amou). Dessa forma, cada um conseguiu uma maldição após fazer um contrado,
sendo:
Luminaris: Amarantha os enganou fingindo ser uma pessoa em perigo. A rainha,
conhecida por sua bondade, se aproximou e a convidou para que entrasse no castelo
para ser devidamente cuidada. Amarantha, no meio da noite, encontrou o coração das
fadas (a vitalidade da família real) e o infectou com uma maldição: nenhum membro da
realeza ou cidadão de seu reino poderia falar por metade do dia. Um castigo para
aqueles que eram conhecidos por serem alegres e conversadores.
Altivesity: Amarantha não os enganou diretamente, apenas fez um falso acordo. Ela os
prometeu riquezas, fingindo ser uma profeta, em troca de um pacto de sangue
fortalecido por um contrato. O rei, arrogante e convencido demais, aceitou sem nem
ao menos ler, e aquilo fadou a si e ao seu povo a maldição de serem comandados por
objetos de ouro.
Fórtia: foi fácil convencer o rei de formar um contrato, afinal, o rei mal sabia ler (os
cidadãos dessa cidade são conhecidos por usarem mais os músculos que o cérebro).
Ela prometeu que conseguiria fazê-lo ficar bem aos olhos dos deuses (fazendo-o
receber uma recompensa deles - que, mais tarde, descobriu se tratar do casamento
com Windy, deusa do vento), porém, em troca, iria desejar metade da vitalidade dele e
de seu povo. Dessa forma, o povo de Fórtia sofreu com desmaios repentinos pela falta
de vitalidade.
Emberland: os cidadãos dessa cidade são conhecidos por serem inteligentes e lógicos,
ou seja, foi extremamente difícil pensar em algo para fazê-los ceder ao seu poder. Ela
nunca conseguiu amaldiçoá-los em si, mas fez um acordo com uma deusa (Stynxy,
deusa da morte) para que a morte viesse mais precocemente na casa de cada membro
daquele reino, como se o perigo estivesse a todo instante priorizando-os. Stynxy, no
entanto, deu uma condição para Amarantha: ela e seus subordinados jamais poderiam
matar ou aprisionar alguém da família real. Amarantha concordou, afinal, ELA não
poderia fazer isso, mas suas outras formas, sim.
Eldoria: Amarantha decidiu que apelaria para o emocional do rei para mantê-lo sob seu
controle. Ela o seduziu, jurou amá-lo pela eternidade, noivou com ele e lhe concebeu
uma filha. No entanto, no final de tudo, ameaçou matar a criança se ele não fizesse o
acordo. Cassian, o rei mais jovem dentre os demais, não teve escolha, e aceitou ter a si
e a seu povo o fardo de usar máscaras por toda a eternidade, cobrindo seu rosto quase
completamente.
Seráfica: embora a rainha não tivesse participado da guerra, também tinha pedaços da
joia que conseguiu ao negociar com alguns mercantes (afinal, mercenários também
participaram do massacre em troca de pedaços da joia). O reino de Seráfica já era
precário o suficiente, então, Amarantha fez uma promessa: lhe daria metade dos
investimentos que conseguisse em troca de uma maldição. A rainha, querendo a
melhora economia de seu reino depois do antigo reinado, aceitou de bom grado.
Assim, o povo de Seráfica, para conter seus impulsos trapaceiros, perdeU a habilidade
de mentir e omitir.