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Insuficiência Cardíaca Descompensada: Abordagem Clínica

O documento aborda a descompensação aguda da insuficiência cardíaca, destacando a importância da identificação de causas como isquemia, infecções e arritmias. A avaliação hemodinâmica é crucial, classificando os pacientes em perfis que guiam o tratamento, incluindo o uso de diuréticos e inotrópicos. A monitorização e reavaliação após a alta são essenciais para prevenir reinternações.
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Insuficiência Cardíaca Descompensada: Abordagem Clínica

O documento aborda a descompensação aguda da insuficiência cardíaca, destacando a importância da identificação de causas como isquemia, infecções e arritmias. A avaliação hemodinâmica é crucial, classificando os pacientes em perfis que guiam o tratamento, incluindo o uso de diuréticos e inotrópicos. A monitorização e reavaliação após a alta são essenciais para prevenir reinternações.
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Descompensações Agudas da Insuficência Cardíaca (CM)

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
DESCOMPENSADA
• Assim como na IC ambulatorial, a IC aumento da creatinina não são suficientes para
escompensada se manifesta com a instalação de diagnosticar má perfusão. Pode haver redução da
sintomas de má perfusão e/ou de congestão, diurese e aumento da creatinina apenas por congestão.
mas de maneira mais aguda. • Perfil A: Investigar outras causas de dispneia ~> quente e seco
• Investigar sempre a provável causa da • Perfil B: Furosemida 0,5 – 1 mg/kg –
descompensação. As mais comuns são: primeira preferencialmente EV; Vasodilatador VO (ex: > quente e úmido -

e
descompensação (primodiagnóstico de IC); má
aderência ao tratamento; isquemia; arritmias; •
captopril 25 mg)
Perfil C: > frio e rémido
diminui pre
ou
pagevoumudentro ea

chaque cardiogênico
-
.

infecções; tromboembolismo pulmonar, anemia, • Inotrópicos – dobutamina EV em BIC (Se PAS < 85 > pet está mal perfum -

dido usamos inotrópio


tireoidopatias; progressão da doença. mmHg – iniciar noradrenalina antes!!).* dose 2 5 20
- e o
,

mag/1g/min para aumentar contra


• •
. a

Exames complementares importantes: ECG, Furosemida 0,5 – 1 mg/kg; tilidade do De melhorar


.
Vasodilatadores EV – ex: nitroprussiato se nível obsperfusão
a

radiografia de tórax, POCUS. Bnp (BNP ≥ 100 pg/mL; dobuta é hipotensos,


:

NT-proBNP ≥ 300 pg/mL), exames laboratoriais que pressórico for adequado e ausência de sinais de ou seja se PASS85 fazer ,

noradrenalina para
,

está

possam interessar para o diagnóstico da causa da sepse (PA sistólica > 85 e PA média > 65). Não bilizar pressão primeiro,
antes da dobuta .

descompensação. indicar nitroprussiato se você indicou noradrenalina


• Buscar ativamente sintomas de congestão e de má inicialmente. ou seja, só usa vasodilatado se não precisou usar a nova porque

está boa
-

Avaliação da diurese após furosemida: alvo de 1,5- se precisoujáfazer


a
pressão .
perfusão para classificar o paciente em um dos a nora

por algum motivo


perfis hemodinâmicos da descompensação da IC: 2ml/kg/h ou 200 ml em 2 horas. vasodilator.
esque
• •
ce o

A: seco e quente (Arábia) Após a alta, deve ser agendado um retorno


• B: úmido e quente (Belém) precoce, preferencialmente em 7 dias, para reduzir
• C: úmido e frio (Curitiba) a chance de reinternação nos primeiros 30 dias
• L: seco e frio. (La Paz) (“período vulnerável”). ) inicia as medicações no internação
~
vai
progredindoalta
e

pos .
até se


semana

Importante: apenas a redução da diurese e o ·

Perfil :
Frio e seco (abuso de
diurético/sangramento/GECA)cautelosa
Hidrataçã :
L

ótimo para ver congestão e

--
2SOmLEV

~

Tonelinhabem
.

POCUS várias jans

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
RX >
-

eletrocardiograma; Radiografia de tórax;


muito provável que
Ultrassonografia Point-of-care (POCUS); seja IC
• É um marcador de pior prognóstico! • Exames laboratoriais: BNP: BNP ≥ 100 pg/ml; NT-
• A mortalidade ou reinternação, em um ano, para os proBNP ≥ 300 pg/mL. Ureia e creatinina; eletrólitos;
pacientes internados por IC (insuficiência cardíaca) troponina; TSH; transaminases; gasometria com
varia entre 25 e 65%. lactato; avaliar dessaturação, em cenários de
• Causas de descompensação: desconforto respiratório grave. Outros: procalcitonina
• Primeira descompensação; – pode ser considerada em quadros infecciosos;
• Má aderência ao tratamento; Dímero-D – útil na suspeita de TEP;
• Isquemia; • Exames de imagem: ecocardiograma - útil para
• Arritmias; identificar possível causa de descompensação, bem
• Infecções; -
como avaliação da fração de ejeção;
• TEP – tromboembolismo pulmonar; • Pacientes com risco imediato de vida: insuficiência
• Anemias; respiratória; infarto agudo do miocárdio; choque
• Tireoidopatias; cardiogênico; edema agudo de pulmão; arritmias
• Progressão da doença. → taqui ou bradiarritmias; causa mecânica aguda
(ruptura de cordoalha, trombose de prótese);
ATENÇÃO! No pronto-socorro, investigar as causas de tromboembolismo pulmonar;
descompensação e no ambulatório, complementar • Classificação – Modelo Clínico-Hemodinâmico: avaliar
com a etiologia da insuficiência cardíaca. duas principais características: congestão e perfusão;
• POCUS (USG point of care): avaliação cardíaca (pelo
2. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA tamanho e função das câmaras) e avaliação volêmica
AGUDA (principalmente com alterações pulmonares, em
estágios iniciais antes da alteração na ausculta);
2.1 AVALIAÇÃO INICIAL • Sintomas: avaliação da congestão: ortopneia; DPN
• Anamnese e exame físico: Pesquisar por sinais e – dispneia paroxística noturna; taquipneia e esforço
sintomas de IC; respiratório; turgência jugular e refluxo hepatojugular; B3;
• Exames complementares iniciais: ECG – edema de membros inferiores; ascite; derrame pleural.

Andressa Ferreira De Oliveira Sousa - [Link]@[Link] - 05336451312-25069


2
CARDIOLOGIA

• Avaliação da perfusão: PAS < 90 mmHg; extremidades • Perfil L: hidratação cautelosa (250 ml e reavaliar);
frias com perfusão lentificada; sudorese fria; pressão • Perfil B: é o perfil mais comum; furosemida 0,5-1 mg/kg
“pinçada” – níveis de PAS e PAD muito próximos; – preferencialmente por via EV; vasodilatador VO (ex:
desorientação; aumento do lactato. captopril 25 mg);
• Perfil C: inotrópicos – dobutamina EV, em BIC; se
2.2 CONDUTA PAS < 85/90 mmHg – iniciar noradrenalina ANTES;
furosemida 0,5-1 mg/kg;
• Considerar vasodilatadores EV – se nível pressórico
for adequado e ausência de sinais de sepse. Ex.:
nitroprussiato se PA sistólica > 85/90 e PA média > 65;
gera melhora da perfusão periférica; leva a redução
da pós-carga para o ventrículo esquerdo e assim
aumenta o débito cardíaco. NÃO indicar nitroprussiato
se você indicou noradrenalina inicialmente (ou a PA
está baixa e precisa de noradrenalina, ou está normal e
o paciente vai se beneficiar de um vasodilatador);
• Congestão – considerações importantes: medicação:
furosemida; dose: 20 – 40 mg: não usuários crônicos;
1 mg/kg EV ou, no mínimo, a dose crônica sob via EV.
Alvos clínicos: diurese: 1l em 6 horas + 1,5-2 ml/kg/hora;
evolução sem ortopneia e esforço respiratório em 24
horas. Avaliação da função renal no tratamento: piora
da função renal?! Bom prognóstico – se transitória e
associada à melhora da congestão; mau prognóstico –
se associada à congestão persistente ou piora clínica.

Figura 1 Perfis clínicos da IC descompensadas Obs.: período vulnerável é o espaço de tempo de


até 30 dias após a alta. Neste intervalo, até 30% dos
• Perfil A: avaliar outras causas de dispneia; alta pacientes são readmitidos, com cerca de 10% de taxa
hospitalar; seguimento ambulatorial; otimizar de mortalidade. Sendo assim, o retorno após uma
medicações; internação deve ser precoce, em até 7 dias.

Obs :
Função,
renal (GM) está
aumentada mas contar
> TECM
- por
da congestão e não .
perfusão
/Eugência jugular
Esseaumento Isoladamenteeafuta
e
não confirma nada .

POCUS-linke B
janelas
·
nas

RX tonex >
congesto
·
-

Andressa Ferreira De Oliveira Sousa - [Link]@[Link] - 05336451312-25069

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