AEE
Deficiência Visual
Elizabet Dias de Sá
Izilda Maria de Campos
Myriam Beatriz Campolina Silva
Inclusão escolar de alunos cegos e
com baixa visão
• Crianças cegas podem ficar atordoadas e
desorientadas ao entrar em uma sala de aula nova,
devido o barulho das crianças, e por não conhecer
o ambiente.
• Por isso, precisam de um ambiente acolhedor, com
apoio e estímulos que favoreçam o uso de seus
próprios sentidos para aprender.
Quando falta a visão
•A cegueira é uma alteração grave ou total de uma
ou mais funções elementares da visão, impedindo a
percepção de cor, forma, distância e movimento.
•Ela pode estar presente desde o nascimento
(cegueira congênita) ou surgir depois (cegueira
adquirida), por causas orgânicas ou acidentes.
•Pessoas cegas desenvolvem mais os sentidos do
tato, audição, movimento e olfato, pois dependem
deles para compreender e memorizar informações.
Tadoma
•Utilizado por pessoas surdocegas.
•Capacidade de coleta e do processamento de
informações pela via do tato.
• A pessoa coloca a mão sobre o rosto do interlocutor
para sentir as vibrações e os movimentos da fala.
•A capacidade de entender e aprender depende da
diversidade de experiências, da qualidade dos mate_
riais e de como é estimulada a exploração por
meio do tato.
Avaliação funcional da visão
•Na avaliação funcional da
visão, observam-se três
aspectos principais: acuidade
visual, campo visual e uso
do potencial visual
Acuidade visual
A acuidade visual é a distância de
um ponto ao outro em uma linha reta
por meio da qual um objeto é visto.
Pode ser obtida através da utilização
de escalas a partir de um padrão de
normalidade da visão.
Campo visual
O campo visual é a amplitude e a abrangência do ângulo
da visão em que os objetos são focalizados(é toda a área
que é visível com os olhos fixados em determinado ponto)
Potencial visual
A eficiência visual (potencial visual) depende de como a pessoa utiliza o que
ainda consegue enxergar, influenciada por fatores como ambiente, estímulos
e por isso, mesmo pessoas com o mesmo grau de perda visual podem ter
desempenhos diferentes nas tarefas e na locomoção. Essa avaliação
considera tanto dados objetivos quanto observações sobre como o indivíduo
percebe, compreende e usa sua visão no dia a dia.
Desempempenho visual na escola
•Alunos com baixa visão podem ter dificuldade para ver em ambientes muito claros ou
escuros, com pouco contraste, em situações com movimento ou quando precisam perceber
formas complexas e detalhes.
•O trabalho com eles deve estimular o uso máximo da visão e dos outros sentidos, além de
ajudar a lidar com dificuldades e emoções.
•Para ajudar o aluno com baixa visão a desenvolver sua capacidade de enxergar, o professor
deve estimular o uso da visão que ele ainda possui, promovendo atividades agradáveis e
motivadoras. Isso favorece a iniciativa e a autonomia.
•A baixa visão pode causar dificuldades emocionais e sociais que afetam a aprendizagem,
por isso é importante oferecer um ambiente calmo, encorajador e de confiança. O professor
deve incentivar o uso da visão em todas as tarefas, pois ela melhora com a prática, além de
cuidar da higiene ocular conforme orientação médica.
Recursos ópticos e não-ópticos
Recursos ópticos Recursos ópticos Lupas manuais ou lupas
para longe para perto de mesa e de apoio:
Óculos especiais
Telescópio:usado Úteis para ampliar o tamanho
com lentes de
para leitura no aumento que
de fontes para a leitura, as
quadro negro, servem para dimensões de mapas,
restringem muito melhorar a visão de gráficos, diagramas, figuras
o campo visual; perto. (óculos etc. Quanto maior a
telessistemas, bifocais, lentes ampliação do tamanho,
telelupas e esferoprismáticas, menor o campo de visão com
lunetas. lentes monofocais diminuição da velocidade de
esféricas, sistemas leitura e maior fadiga visual.
telemicroscópicos).
Recursos ópticos
Recursos não-ópticos
•Acetato amarelo: diminui a incidência de claridade sobre o papel.
•Acessórios: lápis 4B ou 6B, canetas de ponta porosa, suporte
para livros, cadernos com pautas pretas espaçadas, tiposcópios
(guia de leitura), gravadores.
•Chapéus e bonés: ajudam a diminuir o reflexo da luz em sala de
aula ou em ambientes externos.
•Tipos ampliados: ampliação de fontes, de sinais e símbolos
gráficos em livros, apostilas, textos avulsos, jogos, agendas, entre
outros.
Softwares com magnificadores Circuito fechado de televisão Plano inclinado: carteira
de tela e Programas com CCTV: aparelho acoplado a um adaptada, com a mesa
síntese de voz. monitor de TV monocromático ou inclinada para que o aluno
colorido que amplia até 60 vezes possa realizar as atividades
as imagens e as transfere para o com conforto visual e
monitor. estabilidade da coluna
vertebral.
Recomendações úteis
•Sentar o aluno a uma distância de aproximadamente um metro do quadro negro na
parte central da sala.
•Evitar a incidência de claridade diretamente nos olhos da criança.
•Colocar a carteira em local onde não haja reflexo de iluminação no quadro negro.
•Posicionar a carteira de maneira que o aluno não escreva na própria sombra.
•Adaptar o trabalho de acordo com a condição visual do aluno.
Alfabetização e Comunicação e
Espaço físico
aprendizagem relacionamento
Exploração dos sentidos Garantir Deve ser natural e direta
remanescentes ( autonomia e sem sinais visuais.
audição, tato,olfato e segurança.
paladar) Manter a posição Interagir verbalmente,
Oferecer múltiplas formas dos móveis e sempre descrevendo as
de acesso a leitura e a sinalização de situações.
escrita.
portas, corredores
linguagem é essencial para
e escadas.
o desenvolvimento
cognitivo e social.
Sistema
Braille Atividades Avaliação
Criado em 1825. As atividades As avaliações visuais,
Sistema universal de visuais devem ter devem ser de maneira
leitura e escrita. seus recursos oral ou com
Composto por 63 adaptados. representação em
combinações de exempro: fimes com
ponto em relevo. relevo.
audiodescrição,
A escrita é feita com graficos e diagramas As provas podem ser
reglete e punção ou feito em alto relevo. feitas em Braille ou no
maquina Braille. computador.
Recursos didáticos Sugestões
Os recursos didáticos devem:
Os recursos devem ser
Representar com fidelidade as formas
adaptados para estimular os
e conceitos
outros sentidos para promover
Serem Simples, duráveis e seguros.
uma aprendizagem significativa
estimular a percepção tátil e visual
( para os que tem baixa visão)
Outros Recursos:
Modelos e Maquetes:
A utilização de maquetes e de modelos é uma boa maneira de trabalhar
as noções e os conceitos relacionados aos acidentes geográficos, ao
sistema planetário e aos fenômenos da natureza.
Os modelos devem ser criteriosamente escolhidos e demonstrados com explicações
objetivas.
Os objetos muito pequenos devem ser ampliados para que os detalhes sejam percebidos.
Objetos muito grandes e intocáveis devem ser convertidos em modelos miniaturizados, por
exemplo, as nuvens, as estrelas, o sol, a lua, os planetas, entre outros.
Mapas:
Os mapas políticos, hidrográficos e outros podem ser representados em relevo,
utilizando-se de cartolina, linha, barbante, cola, e outros materiais de diferentes
texturas.
A riqueza de detalhes em um mapa pode dificultar a percepção de aspectos
significativos;
Usar Legendas em braille e texturas diferenciadas;
Explicar oralmente o que cada parte representa;
Sorobã:
Instrumento utilizado para trabalhar cálculos e operações matemáticas; espécie de
ábaco que contém cinco contas em cada eixo e borracha compressora para deixar as
contas fixas.
Transforma o conceito abstrato dos números em algo concreto e palpável;
Cada conta representa um valor numérico;
O aluno consegue sentir, movimentar e compreender os números e operações;
Livro Didático Adaptado:
A transcrição de um texto ou de um livro para o sistema braille tem características específicas
em relação ao tamanho, à paginação, à representação gráfica, aos mapas e às ilustrações
devendo ser fiel ao conteúdo e respeitar normas e critérios estabelecidos pela Comissão
Brasileira do Braille.
A adaptação pode acontecer de duas formas: Parcial ou integral, dependendo das necessidades
do aluno;
Em pequena escala, feita por professores e equipes dos CAPs ou serviços similares;
Em grande escala, feita por instituições especializadas em parceria com o Ministério da Educação
(MEC);
Livro Acessível:
Visa contemplar a todos os leitores. Para isso, deve ser concebido como um produto
referenciado no modelo do desenho universal. Deve ser concebido a partir de uma matriz que
possibilite a produção de livros em formato digital, em áudio, em braille e com fontes
ampliadas.
Recursos Tecnológicos:
Os meios informáticos facilitam as atividades de educadores e educandos porque possibilitam
a comunicação, a pesquisa e o acesso ao conhecimento.
Possuindo programas leitores de tela com síntese de voz, que possibilitam a navegação na
internet, o uso do correio eletrônico, o processamento de textos, de planilhas, entre outros
DOSVOX: sistema operacional desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da
Universidade Federal do Rio de Janeiro;
VIRTUAL VISION: é um software brasileiro desenvolvido pela Micropower, em São Paulo,
concebido para operar com os utilitários e as ferramentas do ambiente Windows.
JAWS: software desenvolvido nos Estados Unidos e mundialmente conhecido como o leitor de tela
mais completo e avançado.
Perguntas Frequentes:
1. Como identificar o aluno com baixa visão?
Alguns sinais e condutas recorrentes, observados informalmente dentro ou fora da sala de aula,
podem ser indícios de baixa visão.
2. Uma pessoa da família pode permanecer na sala de aula para auxiliar o aluno
com deficiência visual ?
Essa alternativa não é recomendável porque pode criar uma situação de discriminação, de
inibição e de constrangimento para o aluno.
3. Quem ensina braille ao aluno cego no ensino regular ?
Quem estiver qualificado e disponível para este fim.
Perguntas Frequentes:
4. O professor que tem um aluno cego necessita aprender o braille ?
O aprendizado do sistema braille certamente facilitará e enriquecerá o seu trabalho, pois será
mais fácil e mais ágil acompanhar a evolução e os progressos do aluno.
5. Alunos cegos demoram mais para aprender do que os outros ?
Não. Eles podem ser mais lentos na realização de algumas atividades, pois a dimensão analítica
da percepção tátil demanda mais tempo.
6. Que cuidados devemos ter com a comunicação oral em relação aos alunos cegos?
O cuidado de nomear, denominar, explicar e descrever, de forma precisa e objetiva, as cenas,
imagens e situações que dependem de visualização.
Perguntas Frequentes:
7. Quais são as habilidades que devemos desenvolver no caso de alunos cegos?
Esses alunos devem desenvolver a formação de hábitos e de postura, destreza tátil, o sentido de
orientação, o reconhecimento de desenhos, gráficos e maquetes em relevo dentre outras
habilidades.
8. Como trabalhar cores com alunos cegos?
As cores devem ser apresentadas aos alunos cegos por meio de associações e representações
que possibilitem compreender e aplicar adequadamente o vocabulário e o conceito de cores na
fala, na escrita, no contexto da escola e da vida.
9. Como trabalhar produção de textos com alunos cegos?
Embora estejam mais habituados a escuta e a fala, é essencial estimular também a escrita, pois
a produção de textos contribui para o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da
imaginação e da criatividade.
Perguntas Frequentes:
10. Qual é o sentido mais aguçado nas pessoas cegas?
São aguçados os sentidos mais presentes no processamento de informações, na exploração do
ambiente, no exercício constante de orientação e mobilidade, na realização de atividades de
vida diária, na formação de competências e no desenvolvimento de habilidades gerais ou
específicas.
11. Como uma pessoa cega identifica e escolhe as suas roupas?
Algumas pessoas utilizam etiquetas de identificação, enquanto outras separam lotes de roupas
da mesma cor ou preferem usar apenas cores neutras.
12. Ficar muito perto da televisão ou da tela do computador e fazer esforço para
enxergar o que está escrito no caderno ou no livro prejudica a visão?
Não, essa aproximação é natural para que a pessoa possa ver melhor. O esforço visual é
positivo e deve ser estimulado por meio de orientação e exercícios adequados.
Substituir a impressão digital pela assinatura
em tinta
PROJETO Estimular e promover a emancipação,
ASSINO EMBAIXO autonomia e o sentido de privacidade
Possibilitar o fortalecimento da confiança em
si mesmo e a auto-estima
Respeitar a individualidade e exercer a
capacidade de decisão
INFORMÁTICA PARA AS PESSOAS CEGAS E
COM BAIXA VISÃO
A apropriação dos meios informáticos
“modifica significativamente o estilo de vida, as
interações e as condutas sociais” para pessoas
nessa condição de Cegueira ou Baixa Visão
A deficiência visual não limita o aprendizado, apenas requer
estratégias diferenciadas.
A inclusão depende da valorização das diferenças, da
observação contínua do professor e do compromisso
coletivo com uma educação justa e igualitária.
Discentes:
Brenda Ranny
Helen Morais
Maria Rita
Milena Coelho