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Introdução ao Arch Linux: Características e História

Conheça um pouco melhor o Arch Linux, baseado em 5 pontos: simplicidade, modernidade, pragmatismo, centralidade no usuário e versatilidade.
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Conheça um pouco melhor o Arch Linux, baseado em 5 pontos: simplicidade, modernidade, pragmatismo, centralidade no usuário e versatilidade.
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Arch Linux, ou Arch, é uma distribuição Linux para computadores com arquitetura

x86-64. Desenvolvido inicialmente pelo canadense Judd Vinet, esse sistema operacional
se apresenta de maneira diferente de outros, como Windows e MacOS. Além de ser com-
posto predominantemente por software livre e de código aberto, ele envolve contribuições
da comunidade.

O desenvolvimento é focado na elegância, minimalismo e simplicidade no código, e


espera que o usuário faça alguns esforços para compreender o modo de funcionamento
do sistema. O gerenciador de pacotes, Pacman, foi escrito especialmente para o Arch Li-
nux e é usado para instalar, remover, pesquisar e atualizar os pacotes do sistema.

O Arch Linux usa o modelo rolling release. Com esse sistema, os usuários podem
ter acesso às últimas atualizações estáveis dos pacotes e também evita atualizações mui-
to grandes que podem gerar erros nos componentes do sistema. As imagens de instala-
ção lançadas pela equipe do Arch são apenas capturas instantâneas de imagens de disco
atualizadas dos principais componentes do sistema.

Usuários da distribuição podem criar facilmente seus próprios pacotes compatíveis


com o pacman usando ferramentas como o "Arch Build System", funcionalidade esta que
ajudou a sustentar o AUR, um repositório de pacotes criados por usuários que comple-
mentam os repositórios oficiais.

História

Inspirado pela CRUX, outra distribuição minimalista, Judd Vinet iniciou o desenvol-
vimento do Arch Linux em março de 2002. Vinet liderou o Arch Linux até 1 de outubro de
2007, quando ele desistiu por falta de tempo, transferindo o controle do projeto para Aaron
Griffin.

Originalmente apenas para CPUs de 32 bits x86, o primeiro ISO de instalação


x86_64 foi lançado em abril de 2006. O fim do suporte para i686 foi anunciado em janeiro
de 2017, com o ISO de fevereiro de 2017 sendo o último incluindo i686 e tornando a arqui-
tetura não suportada em novembro de 2017.

Segurança de repositório
Até a versão 4.0.0, o gerenciador de pacotes do Arch Linux, o pacman, não tinha
suporte para pacotes assinados. Pacotes e metadados não tinham a autenticidade verifi-
cada pelo pacman durante o processo de download e instalação. Sem verificação de au-
tenticação de pacotes, repositórios falsificados, comprometidos ou maliciosos podem com-
prometer a integridade de um sistema. Pacman 4 permitiu a verificação de banco de da-
dos dos pacotes e dos pacotes, mas este recurso estava desativado por padrão. Em no-
vembro de 2011, a assinatura de pacotes tornou-se obrigatória para novas compilações
de pacotes e, a partir de 21 de março de 2012, todos os pacotes oficiais são assinados.

Em junho de 2012, a verificação da assinatura do pacote tornou-se oficial e agora


está habilitada por padrão no processo de instalação.[15][16]

Filosofia

O Arch Linux é baseado em 5 pontos: simplicidade, modernidade, pragmatismo,


centralidade no usuário e versatilidade.

O Arch Linux tem foco na simplicidade do design. Isso significa que o foco principal
é criar um ambiente que é direto e relativamente simples de se adaptar, ao invés de ofere-
cer, por padrão, ferramentas que trazem interface gráfica no estilo "aponte e clique" que
escondem os arquivos de configuração do usuário. O pacman, por exemplo, não possui
uma interface oficial, embora seja composto de uma ótima documentação, arquivos de
configuração simples, comentários bem definidos e facilmente organizados para fácil
acesso e edição. Por isso, ganhou respeito como uma distribuição para usuários interme-
diários e avançados, e que não têm medo da linha de comando.

Segundo Aaron Griffin, ao depender de ferramentas para esconder a complexidade


do sistema, o resultado será um sistema mais complexo ainda. O uso de camadas para
esconder o sistema interno nunca foi uma boa ideia. Ao invés disso, os componentes in-
ternos devem ser organizados de um jeito que não precisem ser escondidos.

Gerenciamento de Pacotes

O Arch é baseado principalmente em pacotes binários. Esses pacotes são gerenci-


ados pela ferramenta Pacman que conduz a instalação de pacotes, atualizações do siste-
ma, remoção de programas e consultas ao banco de dados de pacotes. Os pacotes biná-
rios são compilados de forma otimizada para processadores i686. Também podem ser
construídos a partir dos códigos fonte através do ABS (Arch Linux Build System), que tra-
balha nos moldes do Ports.

Os pacotes vêm da árvore de pacotes do Arch Linux e de seus mirrors. Atualmente


existem 5 diferentes grupos:

Core - Contém todos os pacotes necessários para o sistema Linux básico.

Extra - Contém pacotes que não são necessários para o sistema base, mas adicio-
nam funcionalidades extras.

Multilib - Possui as bibliotecas 32bits para 64bits, ou vice-versa, permitindo o uso


simultâneo de aplicações 32bits ou 64bits. Útil para programas que só estejam disponíveis
justamente na arquitetura oposta.

Core Testing - Contém pacotes que esão instáveis e ainda estão sendo testados
antes de serem adicionados ao grupo core.

Extra Testing - Contém pacotes que são instáveis e ainda estão sendo testados
antes de serem adicionados ao grupo extra.

Multilib Testing - Este repositório é similar ao Testing, mas para pacotes que são
candidatos para o repositório multilib.

Existem repositórios não oficiais também e são integrados à árvore oficial.


Mudanças nos repositórios
Publicado em 15 de maio de 2023 a exclusão do Community e do Community Tes-
ting migrando os pacotes para o extra e extra-testing. Foi realizado a migração para o Git
usando instância própria do GitLab.

Versões

Rolling Release
Similar ao Gentoo, e diferente das outras distribuições que são Point release como
Ubuntu e Fedora, o Arch Linux não possui versões, mas usa o sistema rolling release,
com novos pacotes atualizados constantemente. Esse tipo de funcionamento permite que
o usuário tenha um sistema sempre atualizado. Ao invés de encorajar os usuários a mu-
darem entre versões, as ISO's que são atualizadas regularmente são apenas capturas ins-
tantâneas de imagens de disco com pacotes mais recentes, às vezes com algum tipo de
revisão. Não há diferença entre um sistema instalado com a versão 2016.01.19 e a versão
2020.06.29, se ambos estiverem atualizados através do Pacman. Mesmo assim, se algu-
ma atualização precisar de intervenção manual, as instruções serão postadas na seção
de notícias do website. Um fato interessante: alguns membros do fórum do Arch Linux se
vangloriam ao mostrar a data em que o sistema foi instalado e o seu uptime.

Outros kernels
Projetos como o PacBSD (baseado no FreeBSD) e o Arch Hurd (baseado no GNU
Hurd) são projetos que trazem os ideais e as ferramentas do Arch Linux para outros ker-
nels.

Outras arquiteturas
Há o Arch Linux ARM, que almeja trazer o Arch Linux para dispositivos baseados em
ARM, incluindo o Raspberry Pi, bem como o projeto Arch Linux 32, que continuou com o
suporte a sistemas com CPUs somente de 32 bits depois que o projeto Arch Linux aban-
donou o suporte à arquitetura em novembro de 2017.

Arch User Repository

O Arch User Repository (AUR) é um repositório comunitário e não oficial do Arch Li-
nux para usuários. Ele contém apenas "arquivos de descrição" (chamados PKGBUILDS)
que permitem compilar pacotes a partir de seu código fonte e instalá-los posteriormente
com o Pacman.

Muitos pacotes novos no Arch Linux começam no AUR. Usuários podem votar con-
tra ou a favor dos pacotes, para só então - depois de se tornarem populares o suficiente -
serem movidos para o repositório oficial da comunidade e foi realizado uma migração para
o extra em 15 de maio de 2023. Com esta mudança, o Community e Community Testing
deixa de existir.

Para conhecer melhor o projeto, visite o site:

[Link]

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