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Evolução da Irrigação na Mesopotâmia

A Idade dos Metais marcou o fim da pré-história, com o surgimento de povoados e a importância da água para a agricultura e o poder. A Mesopotâmia, berço da irrigação, desenvolveu sistemas complexos para gerenciar a água, mas o uso excessivo levou à degradação do solo. Os babilônios e sumérios foram pioneiros em engenharia sanitária, construindo as primeiras galerias de esgoto, mas a irrigação contínua resultou na salinização das terras, contribuindo para o declínio das civilizações mesopotâmicas.

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Evolução da Irrigação na Mesopotâmia

A Idade dos Metais marcou o fim da pré-história, com o surgimento de povoados e a importância da água para a agricultura e o poder. A Mesopotâmia, berço da irrigação, desenvolveu sistemas complexos para gerenciar a água, mas o uso excessivo levou à degradação do solo. Os babilônios e sumérios foram pioneiros em engenharia sanitária, construindo as primeiras galerias de esgoto, mas a irrigação contínua resultou na salinização das terras, contribuindo para o declínio das civilizações mesopotâmicas.

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RESUMO DA FALA DO LEVY

IDADE DOS METAIS, A ÚLTIMA ERA DA PRE-HISTÓRIA.

SABEMOS QUE A AGRICULTURA SURGIU NO PERIODO NEOLÍTICO E INICIOU A SEDENTARIZAÇÃO, DANDO UM FIM À
VIDA NÔMADE DEVIDO A FORMAÇÃO DE POVOADOS. NA IDADE DOS METAIS HAVIA POVOADOS, CIDADES E REINOS
UM POUCO MAIS DESENVOLVIDOS, E A ÁGUA ERA UM DOS RECURSOS PRINCIPAIS, SE NÃO O PRINCIPAL, POIS ELA FOI
CONSIDERADA UM BEM RELIGIOSO, UMA NECESSIDADE HUMANA E UMA REPRESENTAÇÃO DE PODER.

NO FIM DA PRÉ-HISTÓRIA O USO DA ÁGUA TEVE GRANDE EVOLUÇÃO PRINCIPALMENTE NA IRRIGAÇÃO E NO


TRANSPORTE DA ÁGUA ATÉ AS PESSOAS, VAMOS VER QUAIS FORAM ESSAS EVOLUÇÕES?

A região da Mesopotâmia corresponde hoje ao Oriente Médio, abrange países como Turquia, Síria, Iraque, Irã, Arábia
Saudita, Chipre, Líbano, Egito, Israel, Jordânia, Palestina e Kuwait. Durante a Eras dos Metais a região mesopotâmica foi
ocupada pela sucessão e domínio dos seguintes povos: sumérios, acadianos, elamitas, amoritas, babilônicos e assírios.

A Mesopotâmia era originalmente pantanosa em algumas áreas e seca em outras. O clima era muito quente e seco na
maioria dos lugares para o cultivo sem assistência. O que fez da Mesopotâmia o berço da primeira cultura de irrigação é
que o sistema de irrigação era construído de acordo com um plano, e uma força de trabalho organizada era necessária
para mantê-lo. O sistema de irrigação começou em pequena escala e evoluiu para uma operação em larga escala à
medida que o governo ganhava mais poder.

Rios como o Tigre e o Eufrates transportavam um fluxo abundante de água, alimentado pelo degelo das montanhas da
Anatólia, ao norte. No entanto, ao contrário do Nilo, no Egito, que inundava em um cronograma anual regular que se
adaptava perfeitamente às estações de cultivo, os rios mesopotâmicos o faziam de forma imprevisível e violenta. Para
se proteger contra os estragos causados por inundações descontroladas e fornecer um suprimento constante de água
para o cultivo da terra, os reis mesopotâmicos consideravam a construção de sistemas de irrigação uma de suas
principais responsabilidades.

Os primeiros documentos escritos da humanidade revelam que os sumérios em 4.000 a.C. iniciaram um programa de
irrigação em larga escala. Construíram enormes diques ao longo do rio Eufrates, drenaram os pântanos e cavaram valas
e canais de irrigação. A construção do sistema exigiu não apenas uma grande quantidade de mão de obra organizada,
como também uma grande quantidade de mão de obra para mantê-lo.

O sistema de irrigação em larga escala, a construção de diques, a drenagem de pântanos, as galerias de esgotos criados
pelos sumérios, foram aperfeiçoadas por povos que os sucederam como os babilônicos. Eles construíram as galerias de
esgotos em Nippur, na Mesopotâmia (atual Iraque), por volta de 3.750 a.C.; o abastecimento de água e a drenagem
encontrados no Vale do Indo (atual Paquistão, noroeste da Índia e partes do Afeganistão) em 3.200 a.C., onde muitas
ruas e passagens possuíam canais de esgotos, cobertos por tijolos com aberturas para inspeção, e as casas eram
dotadas de banheiras e privadas, lançando o efluente diretamente nesses canais.

Portanto, sumérios e babilônicos foram os responsáveis pela construção das primeiras galerias de esgoto em Nippur,
cerca de 3.750 a.c. consolidando a cidade como um dos primeiros centros de engenharia sanitária do mundo e forma a
base histórica do saneamento urbano moderno.

O DECLÍNIO DA IRRIGAÇÃO MESOPOTÂMICA

Acredita-se que as primeiras civilizações mesopotâmicas tenham sucumbido porque o sal acumulado na água irrigada
transformou terras férteis em um deserto de sal. A irrigação contínua elevou o nível do lençol freático, e a capilaridade
— a capacidade de um líquido fluir contra a gravidade, onde o líquido sobe espontaneamente em um espaço estreito,
como entre grãos de areia e solo — trouxe os sais à superfície, envenenando o solo e tornando-o inútil para o cultivo de
trigo. A cevada é mais resistente ao sal do que o trigo. Era cultivada em áreas menos danificadas. O solo fértil
transformou-se em areia pela seca e pela mudança do curso do Eufrates, que hoje fica a vários quilômetros de Ur e
Nippur. Na Bíblia, o profeta Jeremias disse que as cidades da Mesopotâmia "são uma desolação, uma terra seca e um
deserto, uma terra onde ninguém habita, nem por ela passa filho de homem".
Sistema de esgoto em Nippur - EXPLICAÇÃO DA MAQUETE
Os babilônios da cidade de Nippur implementaram as primeiras galerias de esgoto documentadas da históri
Esses sistemas incluíam:
*Drenagem de banheiros de templos, palácios e residências nobres, utilizando poços de drenagem interligad
os por tu-bos de cerâmica.
*Canalizações que removiam tanto águas pluviais quanto resíduos domésticos, mostrando tecnologia avanç
ada para manter a higiene e proteger a população de doenças.

Essa infraestrutura não era universal; apenas nobres ou construções significativas tinham acesso aos banhe
iros com esgoto, enquanto a maioria das residências comuns dependia de soluções mais simples.
Império Neo-Assírio (883-609 a.c.), o rei Senaqueribe construiu uma barragem que desviava suas águas
para um canal que alimentava uma série de cursos d'água serpenteando cerca de 60 milhas em todas as
costas até as paredes de sua nova capital em Nínive, localizada às margens do Rio Tigre.

*Letra:* > 🔬 Verso 2


> Veio a ciência com sua invenção,
> 🌊 Verso 1
> Tratamento, reuso e purificação.
> Lá no pote de barro começou, > Mas sem respeito, tudo se desfaz,
> A água que a história desenhou. > A água pede consciência e paz!
> Dos rios sagrados ao chuveiro quente,
> Ela sempre esteve presente!
> 💧 Refrão
> Água que corre, água que ensina,
> 💧 Refrão > Cultura viva, força que ilumina.
> Água que corre, água que ensina, > Do passado ao futuro, vamos cuidar,
> Cultura viva, força que ilumina. > A água é vida, vamos preservar!
> Do passado ao futuro, vamos cuidar,
> A água é vida, vamos preservar!
> 🌟 Final (todos juntos)
> Gota por gota, vamos transformar,
> Com tecnologia e amor pra compartilhar!

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