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Tutorial ANAREDE: Criação de Arquivo PWF

Este tutorial fornece orientações para o uso do programa ANAREDE, incluindo a criação de arquivos de dados e a construção de diagramas elétricos. O documento detalha os códigos de execução, opções de controle e procedimentos para leitura de dados de barras e circuitos. Além disso, apresenta ferramentas para modificar e organizar o diagrama da rede elétrica e a importância de salvar as alterações realizadas.

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Mauricio Passaro
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Tutorial ANAREDE: Criação de Arquivo PWF

Este tutorial fornece orientações para o uso do programa ANAREDE, incluindo a criação de arquivos de dados e a construção de diagramas elétricos. O documento detalha os códigos de execução, opções de controle e procedimentos para leitura de dados de barras e circuitos. Além disso, apresenta ferramentas para modificar e organizar o diagrama da rede elétrica e a importância de salvar as alterações realizadas.

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TUTORIAL ANAREDE

OBJETIVO

Este tutorial serve de auxílio para o primeiro contato com o programa ANAREDE.

TÓPICO 1- CRIAÇÃO DE UM ARQUIVO DE DADOS (EXTENSÃO .PWF)

 Códigos de Execução:

A figura a seguir apresenta os Códigos de Execução que serão apresentados neste


tutorial.

 TITU:

Permite o fornecimento do título do caso.

 DCTE:

Permite a modificação das constantes utilizadas pelo programa.


Observação: Assim como em todos os códigos de execução, ao clicar com o botão
direito do mouse na linha logo abaixo do código o usuário tem a opção de inserir a sua
respectiva régua.

Constantes importantes:

• BASE - Base de potência para o sistema CA.


• TEPA (tolerância de convergência do erro de potência ativa na barra) – se o resíduo
máximo de potência ativa para todas as barras, exceto a swing, for menor do que este
valor o caso é considerado convergido de acordo com a potência ativa.
• TEPR (tolerância de convergência do erro de potência reativa na barra) – Se o
resíduo máximo de potência reativa para todas as barras de carga for menor do que
este valor o caso é considerado convergido de acordo com a potência reativa.
• ASTP (máxima correção do ângulo de fase da tensão) – limite máximo para a
correção do ângulo de fase durante a solução das equações.
• VSTP (Máxima correção de magnitude de tensão) – limite máximo de correção da
magnitude de tensão durante a solução das equações.
• TLVC (tolerância do erro de magnitude de tensão controlada) – erro máximo
aceitável para as magnitudes de tensões controladas transformadores de tap variáveis
ou por variação de excitação de geradores.
• TPST (tolerância de erro de potência reativa para aplicação de variação automática
de tap do transformador) – a aplicação da variação automática de tap de
transformador só ocorre quando o erro máximo de potência reativa for menor que a
constante TPST.
• VDVN (Tensão mínima para divergência automática) – se o menor valor de tensão
for abaixo desta constante o caso é considerado divergente.
• VDVM (Tensão máxima para divergência automática) - se o maior valor de tensão for
acima desta constante o caso é considerado divergente.
• LFCV - Número de iterações do Método Desacoplado Rápido antes do início do
processo de solução pelo método de Newton Raphson.

 DOPC:
Permite a modificação dos dados das opções de controle de execução padrão
(Operação: L- ligado e D- Desligado).

Principais opções de controle:

• IMPR- Ativa a impressão dos relatórios dos dados.


• 80CO- Relatórios sempre em 80 colunas.
• RMON- Informações detalhadas de monitoração para os casos com violações.
• RCVG- Imprime o relatório de convergência do processo iterativo de solução do fluxo
de potência, incluindo as opções de controle automático ativadas.
• NEWT- O método Newton Raphson é utilizado para a solução não linear das
equações de fluxo de potência.
Observação: Se não for especificada, a solução é obtida utilizando-se o Método
Desacoplado Rápido.
• PART- O processo iterativo de solução das equações do problema de fluxo de
potência pelo método de Newton é iniciado com os valores de magnitude de tensão e
de ângulo de fase obtidos após a utilização de iterações do Método Desacoplado
Rápido. O número dessas iterações, utilizando o Método Desacoplado Rápido, é
definido pela constante LFCV. Esta opção PART só tem efeito se a opção NEWT for
ativada.
• INDC- Antes de iniciar-se a solução pelo método de Newton Raphson, executa a
solução linearizada (opção LFDC) com a intenção de proporcionar uma melhor
condição de partida para os ângulos das barras. Esta opção INDC só tem efeito se a
opção NEWT for ativada.
• LFDC- A solução das equações do problema de fluxo de potência é efetuada
utilizando-se um modelo linearizado.
• FLAT- Inicia o processo interativo igualando a 1,0 pu a magnitude de tensão de todas
as barras CA tipo PQ (carga) e o ângulo destas barras se igualam ao ângulo da barra de
referência.
• QLIM- É o responsável em ativar o controle do limite de geração de potência reativa
das máquinas.
• CTAP- É o responsável em ativar o controle de tensão via a variação automática de
tap de transformador.
 DBAR:

Permite a leitura dos dados de barra CA.

• (Num): Número da barra;


• O: Operação, que pode ser: A ou 0 adicionar (default), E ou 1 eliminar e M
ou 2 modificar;
• T: Tipo da barra, que pode ser: 0 barra de carga tipo PQ (default), 1 barra de
geração PV, 2 barra swing tipo Vθ e 3 barra de carga com limite de tensão (PQ-
injeções de potências fixas enquanto a tensão permanecer entre os valores limites);
• Gb: Grupo base de tensão, conforme definido no Código de Execução DGBT;
• ( nome ): Nome da barra;
• Gl: Grupo limite de tensão, conforme definido no Código de Execução DGLT;
• (V): Tensão em pu (ponto decimal implícito entre as colunas 25 e 26);
• (A): Ângulo em graus;
• (Pg): Geração ativa em MW;
• (Qg): Geração reativa em Mvar;
• (Qn): Geração reativa mínima em Mvar;
• (Qm): Geração reativa máxima em MVar;
Observação: Para que o controle tanto de máximo quanto de mínimo seja feito de fato
é preciso ativar a opção QLIM como ligada;
• (Bc): Barra controlada; Para barras de tensão regulada e de referência, com limites
de potência reativa especificados, este campo destina-se ao número da barra cuja
magnitude da tensão será controlada. O valor da tensão a ser mantido é obtido no
campo Tensão do registro relativo à barra.
• (Pl): Carga ativa em MW;
• (Ql): Carga reativa em Mvar;
• (Sh): Determinação de shunt de barra em Mvar, reator (com sinal -) ou
capacitor (com sinal +). O valor preenchido refere-se à potência injetada na tensão
nominal (1.0 p.u.);
• Are: Área da qual a barra pertence;
• (Vf): Tensão para definição de carga. Valor em p.u. da tensão para a qual foi medido
o valor das parcelas ativa e reativa da carga, definidos nos campos Carga Ativa e Carga
Reativa (ponto decimal implícito entre as colunas 77 e 78);
• M: Modo de visualização 0- barra normal, 1- barra midpoint e 2- barra auxiliar.

 DLIN:

Permite a leitura dos dados de circuito CA (linhas e transformadores).

• (De): Número da barra DE;


• d: Abertura Da barra( L-Ligado (default) e D- Desligado)
• O: Operação, que pode ser: A ou 0 adicionar (default), E ou 1 eliminar e M
ou 2 modificar;
• d: Abertura Para barra( L-Ligado (default) e D- Desligado)
• (Pa): Número da barra PARA;
• Nc: Número do Circuito em paralelo, o default é 1;
• E: Estado do circuito, que pode ser: L- Ligado (default) ou D-Desligado;
• P: Proprietário do circuito ( F- pertence a área da barra definida em (De) ou T-
pertence a área da barra definida em (Pa);
• (R%): Resistência em % (ponto decimal implícito entre as colunas 24 e 25);
• (X%): Reatância em % (ponto decimal implícito entre as colunas 30 e 31);
• (Mvar): Susceptância em Mvar (ponto decimal implícito entre as colunas 35 e 36);
• (Tap): Tap em pu, para definição de transformadores (ponto decimal implícito entre
as colunas 40 e 41);
• (Tmn): Tap Mínimo, para controle de tap variável. Para fazer este controle é
preciso ativar a opção CTAP como ligada (ponto decimal implícito entre as colunas 45 e
46);
• (Tmx): Tap máximo (ponto decimal implícito entre as colunas 50 e 51);
• (Phs): Defasagem em graus (em relação ao ângulo da barra definida em (De)), para
transformadores defasadores (ponto decimal implícito entre as colunas 56 e 57);
• (Bc): Barra de tensão controlada, caso haja variação de tap ( este campo é destinado
ao número da barra cuja magnitude de tensão deve ser controlada);
• (Cn): Capacidade normal de carregamento do circuito em MVA;
• (Ce): Capacidade emergencial de carregamento do circuito em MVA;
• Ns: Números de steps entre o tap mínimo e máximo.
 DGBT:

Permite a leitura dos dados de grupos de base de tensão de barras CA.

• (G: Identificação do grupo, como definido no campo Grupo Base de Tensão no código
DBAR;
• (kV): Tensão associada ao grupo, em kV.

TÓPICO 2- CRIAÇÃO DE UM DIAGRAMA UTILIZANDO O ARQUIVO DE DADOS

Após a criação de um arquivo de dados, pode-se utilizá-lo para criar um diagrama.

 Abrindo o Arquivo de Dados no ANAREDE

Ao abrir o programa ANAREDE, é possível abrir o arquivo (.pwf) criado clicando na


pasta que se encontra no canto superior esquerdo, indicado pela figura acima.

 Iniciando o Diagrama

Ao clicar no Modo “Insere Elemento”, uma janela de opções de desenhos será aberta.
Nesta janela é possível iniciar o desenho da rede elétrica clicando na figura de uma
barra e dando um duplo clique na área de trabalho. Será aberta uma nova janela, na
qual será possível a escolha do número da barra com a qual o usuário deseja iniciar o
desenho.

Ao escolher a barra, basta clicar na opção “Alterar” para que a barra seja desenhada.

 Completando o Desenho

Clicando com o botão direito do mouse sobre a barra anteriormente desenhada, uma
janela será aberta e fornecerá a opção de desenhar todos os elementos conectados à
mesma.

Desta forma, o desenho de toda a rede elétrica pode ser completado utilizando o
mesmo procedimento nas novas barras que surgirão na área de trabalho.

A seguir são apresentadas algumas ferramentas importantes para auxiliar na


modificação e organização do diagrama da rede elétrica.
 Ponto de quebra

Ainda no Modo “Insere Elemento”, é possível acrescentar pontos de quebra na


representação gráfica da rede elétrica, como por exemplo em linhas de transmissão.
Para isto basta utilizar o elemento destacado na figura acima. Com um clique sobre o
local onde se deseja fazer o ponto de quebra é definido a posição provisória, a qual
pode ser alterada com cliques subsequentes, até que a posição definitiva seja
alcançada e fixada com um clique duplo.

 Modo “Move Elementos”

Ao ativar este modo, o usuário consegue mover elementos de forma individual,


pressionando com o botão direito do mouse o elemento e arrastando-o (com o mouse
pressionado), ou mover um conjunto de elementos de uma só vez, para isto o usuário
define uma área clicando sobre um ponto da área de trabalho (mantendo-se
pressionado o mouse) e liberando o mouse em outro ponto; definida a área, o usuário
consegue deslocá-la clicando sobre a mesma, mantendo o mouse pressionado,
enquanto sua posição é deslocada.

 Modo “Redimensionamento da Barra Ortogonal”


Ativado este modo, se o usuário clicar sobre uma extremidade de uma barra, a mesma
aumentará de tamanho no sentido da extremidade selecionada, se o clique for com o
botão direito do mouse, a barra diminuirá de tamanho no sentido da extremidade
selecionada.
Se o usuário clicar sobre uma ligação, a mesma se deslocará para o próximo ponto
abaixo (barra na vertical) ou à esquerda (barra na horizontal). Se o clique for com o
botão direito do mouse, a ligação se deslocará para o próximo ponto acima (barra na
vertical) ou à direita (barra na horizontal).

 Modo “Dados de Elemento”

Ativado este modo, ao clicar sobre algum elemento do diagrama, o usuário tem
acesso às informações do mesmo e também consegue fazer alterações de dados.

 Gerenciador de Dados

Permite editar os dados da rede elétrica. Ao clicar no ícone indicado na figura acima,
uma janela é aberta. Nesta janela, o usuário pode selecionar o conjunto de dados
específicos, os quais aparecerão na forma tabular e poderão ser editados.
 Console de Comandos

Permite ao usuário fornecer códigos de execução e opções de execução via linha de


comandos. Ao clicar no ícone indicado na figura acima, uma janela é aberta. Nesta
janela, o usuário pode utilizar todos os códigos de execução para efetuar por exemplo
adição, eliminação ou modificação nos dados da rede.
Ao digitar um código de execução e apertar “Enter”, é possível inserir sua respectiva
régua, para isto basta digitar “?” e apertar “Enter”. Após esta ação, os procedimentos
são semelhantes aos que são executados na criação de um arquivo de dados.

Para finalizar o console de comando e fechar sua janela basta digitar o código de
execução “FIM” ou simplesmente apertar a tecla Ctrl do teclado.

 Salvamento de dados

Todos as alterações de dados da rede elétrica, sejam elas feitas através das janelas de
informações dos elementos do diagrama ou através do Gerenciador de Dados ou
através do Console de Comandos, só serão salvas no arquivo de dados se o usuário
executar ações de salvamento. Estas ações são simples, mas se não forem executadas
o arquivo de dados permanece inalterado assim que fechado.
Na janela “Caso” o usuário tem a opção de salvar o caso atual (opção “Salvar”) ou
salvar como um novo arquivo (opção “Salvar como”).

O usuário também tem a opção de salvar modificações feitas no diagrama, para isto
basta clicar no ícone indicado abaixo.

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