Olá!
Meu nome é Hannah 💛 Eu tenho pouco tempo de RP, mas é algo que eu amo fazer
de verdade. Normalmente escrevo entre cinco e dez linhas, mas quando estou inspirada,
posso facilmente ultrapassar esse limite — às vezes escrevo bastante, porque me
envolvo profundamente com a história e gosto de expressar cada emoção com detalhes.
Eu teria muito mais tempo e disposição para fazer RP se não fosse pelas coisas que
aconteceram comigo em 2017 e 2018, um período que me marcou muito e me afastou
de muitas coisas que eu gostava.
Eu tenho TDAH e Dislexia, o que faz com que, às vezes, eu demore um pouco para ler,
interpretar ou entender o contexto de algo. Às vezes eu acabo lendo errado, ou entendo
algo diferente do que foi dito, mas nunca é por falta de vontade — é apenas a forma
como meu cérebro processa as coisas. Já sofri muito preconceito por conta disso,
principalmente dentro da comunidade de RP, e isso me fez parar completamente por um
tempo. Inclusive, deixei de fazer ERP e FRP (RPs de luta), que eram coisas que eu
também amava. Mas há alguns meses, decidi voltar. Voltar com calma, com cuidado, e
principalmente com vontade de criar algo bonito com pessoas empáticas.
Por isso, peço encarecidamente: se for jogar comigo, tenha paciência. Se você não
conseguir ter, está tudo bem — só peço que passe reto e não me chame, pois eu já
sofri demais com rejeição e falta de compreensão por conta das minhas condições. Eu
só quero um espaço onde eu possa ser eu mesma, escrever com o meu tempo e me
conectar com personagens e histórias que realmente mexam comigo. Este é um dos
plots mais especiais que eu tenho guardado, e espero que, se alguém for participar,
leve a sério o coração que tem nele.
Kate Marsh é uma garota doce, reservada e incrivelmente sensível. Uma das alunas
mais quietas e puras da Blackwell Academy, ela é o tipo de pessoa que fala pouco, mas
transmite muito apenas com o olhar. Kate acredita no poder do bem, da fé e da
compaixão. Vinda de uma família religiosa e tradicional, ela tenta seguir firmemente os
valores que aprendeu, mesmo em um ambiente como Blackwell — uma escola cheia de
aparências, segredos e hipocrisias.
Ela se veste de forma simples, com roupas claras e discretas, e sempre carrega consigo
um pequeno caderno de anotações e sua Bíblia. Gosta de fotografia, poesia e música
calma. Sua voz é suave, e seu sorriso é delicado, mas por trás dele existe uma tristeza
silenciosa. Kate é alvo constante de zombarias e comentários cruéis, principalmente por
causa de sua fé e postura “certinha” demais. Mesmo assim, ela tenta manter a cabeça
erguida e continua sendo gentil com todos, até com quem a despreza. Há nela algo raro
— uma pureza que o mundo tenta apagar, mas que resiste, mesmo sob lágrimas.
O plot começa com você, irmão (ou irmã) de Nathan Prescott, chegando à Blackwell
Academy, uma escola acadêmica luxuosa que promete colocar seus alunos diretamente
no mercado de trabalho após a formatura. Sua família acredita que essa é uma
oportunidade de ouro, e Nathan, já estudando lá há anos, se oferece para te apresentar o
campus. Ele te encontra no estacionamento, com aquele jeito arrogante, mas
aparentando alguma saudade.
— Olha só quem resolveu aparecer. — Ele sorri de lado. — É bom te ter aqui de novo,
[seu nome]. Você vai ver, Blackwell é o paraíso… pra quem sabe se virar.
Ele te guia pelos corredores impecáveis, apresenta os clubes, o dormitório, o estúdio de
fotografia, o refeitório e o auditório principal. Durante o passeio, fala com orgulho do
“poder dos Prescott”, como se a escola fosse um brinquedo nas mãos da família. Você
percebe olhares por onde passa — alguns curiosos, outros desconfiados.
Os primeiros dias são intensos. Os professores exigem demais, e os alunos parecem
disputar constantemente quem tem mais influência. É então, num desses dias, que você
esbarra em Kate Marsh no corredor. Ela segura uma pilha de livros, se assusta
levemente e se desculpa, mesmo sem ter culpa.
— Ah, me desculpa! Eu devia ter olhado por onde andava... você é novo(a) aqui, né?
A voz dela é gentil, o olhar sereno, e há algo de diferente em Kate — algo
reconfortante, em meio ao caos que é Blackwell. Aos poucos, vocês passam a conversar
com frequência. Ela te ajuda nas tarefas, te mostra os cantos tranquilos da escola, e
vocês acabam construindo uma amizade leve e sincera.
Mas Nathan começa a fazer comentários disfarçados sobre ela.
— Cuidado, [seu nome]... aquela ali é santa demais. Aposto que dorme com a Bíblia
embaixo do travesseiro. — Ele ri, como se fosse apenas uma piada.
Você tenta ignorar, mas aquilo te incomoda.
Semanas depois, Nathan te convida para uma festa do Vortex Club, o grupo social mais
badalado e elitista da escola.
— Confia em mim, vai ser divertido. Precisa se soltar um pouco.
A festa é um caos de luzes, bebidas e música alta. No meio da multidão, você vê Kate
Marsh, isolada num canto, segurando um copo de refrigerante e olhando para o chão.
Ela sorri discretamente quando te vê, e o olhar dela parece pedir socorro. Antes que
possa ir até ela, Nathan aparece e te puxa pelo braço.
— Vamos lá, só uma dose pra relaxar! — diz ele, rindo.
Você hesita, mas acaba cedendo. A música aumenta, a visão fica turva, e a noite se
transforma num borrão de vozes e luzes. Você ri, dança, e pela primeira vez sente o
mundo girar de um jeito estranho — “graças” ao seu irmão.
Na manhã seguinte, o clima na escola é pesado. Sussurros ecoam pelos corredores,
olhares se desviam, e todos parecem estar com o celular na mão, assistindo algo.
Enquanto caminha até o seu armário, você vê Kate Marsh em pé diante do dela. O
rosto está pálido, os olhos vermelhos, e as mãos tremem.
Você se aproxima, chamando seu nome, e ela se vira devagar. O olhar dela é vazio,
quebrado.
— [Seu nome]… você viu o vídeo? — pergunta, a voz trêmula.
Você nega, sem entender. Ela começa a chorar, as palavras saindo entre soluços e
respiração curta.
— Eu… eu não queria fazer aquilo… colocaram alguma coisa na minha bebida… eu
nem lembro direito o que aconteceu. Eu fui naquela festa porque só queria me enturmar
um pouco, e agora… agora todo mundo me odeia…
Entre lágrimas, ela conta sobre um vídeo que se espalhou pela escola, o mesmo do
jogo Life is Strange 1: imagens dela completamente fora de si, rindo, cambaleando,
beijando várias pessoas e sendo filmada de perto — zombada, exposta, humilhada. Ela
repete várias vezes que não queria, que não foi ela, que aquilo não é quem ela é.
— Minha família está com vergonha de mim… — diz ela, em prantos. — Eu… eu sou
uma idiota. Eu não devia nem estar aqui. A fé que eu tenho… ela me ensinou que eu
devia ser pura, forte… mas eu só me sinto suja.
O peso daquelas palavras te atinge como um soco. Você percebe a dor dela, e algo
dentro de você muda.
E assim começa o verdadeiro plot (na verdade começou antes Kkssksk quando se
conheceram): o de tentar ajudar Kate Marsh, tentar apagar o vídeo, e descobrir quem
foi o responsável por drogá-la — sem saber quem o verdadeiro vilão, seu irmão. (ou
podemos fazer outro plot com essa personagem)
A partir daí, a história se desenrola entre amizade, dor, segredos e redenção. Você se vê
dividido(a) entre o sangue e a verdade, tentando proteger Kate de um colapso e
enfrentar as consequências de algo muito maior do que imaginava.
Um enredo sobre confiança, culpa e o valor da empatia — onde cada escolha pode
significar a diferença entre a vida e o silêncio eterno de alguém que só queria ser
ouvida. 🌧️