Observação microscópica de
células eucarióticas vegetais
e animais
Questões-problema
Quais as semelhanças e diferenças que conseguimos observar
entre células eucarióticas vegetais e animais?
Qual a função dos corantes?
DATE \@ "d MMMM" \* MERGEFORMAT 27 fevereiro
2024
Padre António Morais Da Fonseca
Da autoria de:
Lara Rendeiro Fidalgo - 10ºA
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Introdução
A célula é a unidade estrutural e fundamental de todos os seres vivos. Foi descoberta
em 1665 pelo inglês Robert Hooke após este ter analisado pequenos fragmentos de cortiça
ao microscópio e ter percebido que o material era formado por pequenas cavidades
repetitivas, tendo estas sido designadas por células. Após as conclusões de Hooke, o
holandês Antonie Van Leeuwenhoek analisou protozoários, bactérias, espermatozoides e
outras células isoladas. Perante estes trabalhos e descobertas, Matthias Jacob Schleiden e
Theodor Schwann avançaram um pouco mais e chegaram à afirmação de que todos os seres
vivos são formados por células, dando base à teoria celular, que se apoia em três pilares,
nomeadamente: todos os organismos vivos são compostos por uma ou mais células; a célula
é a unidade básica de estrutura e organização nos organismos; as células surgem de células
preexistentes.
Existem dois grandes tipos de células, as eucarióticas e as procarióticas. As células
procarióticas são estruturas relativamente simples cuja principal característica é a ausência
de um involucro nuclear a envolver o material genético. As procarióticas também não
possuem citoesqueleto nem organelos celulares, como mitocôndrias, retículo endoplasmático
e complexo de Golgi. Por sua vez, as células eucarióticas são mais complexas,
caracterizadas por apresentarem um sistema endomembranar com estruturas organizadas e
individualizadas, como é o caso do seu núcleo, que envolve o material genético, e dos
organelos celulares.
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Dentro da classificação das células eucarióticas temos as células animais e as células
vegetais. As células vegetais são compartimentadas por uma parede celular rígida,
frequentemente de forma poliédrica. Os cloroplastos são também característicos das células
vegetais e estão ausentes nas células animais. As células animais apresentam, normalmente,
uma maior variedade de formas uma vez que não possuem parede celular rígida. É a
membrana citoplasmática que, neste tipo de células, define o limite entre o meio interno e o
meio externo. Esta membrana apresenta-se sob a forma de uma bicamada fosfolipídica com
proteínas associadas que funcionam como canais atribuindo assim a propriedade de
permeabilidade seletiva à célula animal. Entre a membrana e o núcleo está o citoplasma,
onde é possível observar o citoesqueleto, que consiste numa rede de proteínas que dá
estrutura e permite a mobilidade dos organelos celulares, sendo estes: os centríolos
(envolvidos no processo de divisão celular), os lisossomas (processo de digestão
intracelular), peroxissomas (oxidação das moléculas tóxicas), complexo de Golgi (modificação
e distribuição de substâncias), mitocôndrias (onde ocorre a respiração celular, que gera
energia para a célula) e o retículo endoplasmático que pode ser liso (síntese de lípidos e
desintoxicação) ou rugoso (caracterizado pela presença de ribossomas responsáveis pela
síntese de proteínas). Por fim, o núcleo, envolto no invólucro nuclear, é onde está a maior
parte da informação genética da célula sendo o ADN responsável por controlar toda a
atividade celular, pela síntese e processamento do RNA.
Em suma, as células animais e vegetais, uma vez que são eucarióticas, são
semelhantes no que toca à presença do retículo endoplasmático, do complexo de Golgi, de
mitocôndrias e do núcleo, mas têm as suas diferenças: exclusivamente nas células vegetais
observa-se a presença de parede celular, plastídios (ex: cloroplastos) e os vacúolos; por outro
lado, os lisossomas são exclusivos das células animais.
O microscópio foi inventado pelos holandeses Hans Jansen e Zacharias Jansen, seu
filho, que eram, até então, fabricantes de óculos. Esta invenção proporcionou uma das
maiores contribuições de todos os tempos para a Ciência pois a comunidade científica
conseguiu finalmente conhecer o universo microscópico, desconhecido até então. A
microscopia foi fundamental para a formulação da teoria celular (acima descrita) que foi,
naturalmente, considerada um marco na biologia. Mais tarde com a evolução dos
microscópios, como o de luz (ótico) e o eletrónico de varredura e de transmissão, todas os
organelos celulares puderam ser estudados devido à resolução proporcionada pela eficiência
desses equipamentos.
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Nesta atividade experimental que realizamos, a utilização de corante é de extrema
importância uma vez que, tendo em conta a existência de diferentes tipos de corantes, estes
vão permitir corar diferentes nas células, bem como diferentes grupos celulares para posterior
identificação no microscópio, facilitando assim a sua identificação. Os corantes a serem
utilizados nesta atividade são o azul de metileno e o soluto de lugol. O azul de metileno torna-
se incolor na presença de enzimas ativas, indicando então que as células estão vivas pois só
estas é que contêm enzimas capazes de reduzir o azul-de-metileno a compostos incolores.
Na coloração com soluto de lugol ocorre a formação do complexo iodo-pararosanilina cuja
propriedade é fixar o corante primário roxo nas estruturas coradas. Este funciona como
corante celular, tornando os núcleos celulares mais visíveis.
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Objetivo
A realização da observação microscópica teve como objetivo observar células eucarióticas,
vegetais e animais ao MOC; identificar alguns dos organitos constituintes das células;
distinguir os dois tipos de células; realizar a coloração de células vegetais e animais; verificar
que os diferentes corantes atuam de modo diferente sobre as estruturas celulares
conseguindo diferenciar o material corado e não corado; conhecer a morfologia de uma célula
eucariótica vegetal e animal; verificar que a célula é a unidade estrutural e de função dos
seres vivos. A realização da atividade experimental também teve a finalidade de desenvolver
habilidades de observação e análise, permitindo identificar diferenças e semelhanças nas
estruturas celulares contribuindo para o enriquecimento do conhecimento científico dando
uma compreensão mais profunda da biologia celular, estimulando o interesse pela ciência e
aumentar a curiosidade pelo mundo ao seu redor.
Materiais
- Microscópio ótico composto
Palitos esterilizados
- Lâminas - Pinça
- Tesoura - Epitélio bucal
- Lamelas - Água de diversas proveniências
- Água destilada - Corantes (soluto de lugol e azul de metileno)
- Cebola
Procedimentos
1º- Células do epitélio bucal – (células animais)
1. Colocamos numa lâmina com a pipeta uma gota de azul- de – metileno.
2. Utilizamos um palito para raspar a parte superficial da bochecha.
3. Colocamos o produto obtido sobre a gota de corante de azul- de- metileno.
4. Cobrimos a preparação com a lamela
5. Colocamos a preparação ao microscópio de observamos na ampliação 400x.
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6. Esquematizamos o que observamos num papel.
2ª- Células da epiderme da cebola (Allium cepa)
1. Cortamos longitudinalmente a cebola em quatro porções
2. Com a pinça retiramos a epiderme da cebola colocando-a na lâmina.
3. Montar duas preparações de epiderme de cebola usando como meio de
montagem os seguintes corantes: soluto lugol (cora a parede celular e o
núcleo) e azul de metileno (cora o núcleo)
4.