PROBABILIDADE: CONCEITOS
BÁSICOS
PROFª. LAYANE R. S. QUEIROZ
LAYANEQUEIROZ@[Link]
ORIGEM
¡ A Teoria das Probabilidades surgiu nos meados do
século XVII, sendo atribuída sua autoria a Blaise Pascal
Pierre de Fermat (1601- 1665) (1623-1662), juntamente a Pierre de Fermat (1601-
1665), ambos matemáGcos e amigos de longa data.
¡ Por meio de sete correspondências, nos quais
expuseram suas reflexões sobre os problemas de
distribuição de apostas, eles chegaram a uma solução,
o que representou um grande passo para o
surgimento da nova área.
Blaise Pascal (1623-1662)
¡ Após 3 anos da resposta de Pascal e Fermat, ChrisGaan Huygens (1629-1695) publicou
“De RaGoGniis in ludo aleae” (O Raciocínio do Livro dos Jogos de Azar) que é
considerado o primeiro livro de cálculo probabilísGcos, o qual contempla um estudo
detalhado das teorias de Pascal, e introduz o conceito de ExpectaGva.
¡ Posteriormente, vários matemáGcos passaram a se interessar pelas questões
probabilísGcas, como, Pierre-Simon Laplace (1749-1827), com seu livro Théorie
AnalyGque des Probabilité, e Carl Friedrich Gauss (1777-1855), que desenvolveu o
método de distribuição de probabilidades, dentre outros.
¡ A Teoria das Probabilidades se mostrou úGl e com diversas aplicações em diferentes
áreas como: na Física, na Engenharia, na Economia, entre outras, contribuindo com o
desenvolvimento das mesmas. Há uma citação de Laplace sobre a Teoria das
Probabilidades:. [3
INTRODUÇÃO
¡ No nosso coGdiano, lidamos sempre com situações em que está presente a incerteza do
resultado, embora, muitas vezes, os resultados possíveis já sejam conhecidos.
¡ Por exemplo: o sexo de um embrião pode ser masculino ou feminino, mas só saberemos
o resultado exato quando o bebê nascer.
¡ Se esGvermos interessados na face voltada para cima ao jogarmos um dado, os
resultados possíveis serão 1, 2, 3, 4, 5, 6. Mas só saberemos o resultado quando o
experimento se completar, ou seja, quando o dado aGngir a supermcie sobre a qual foi
lançado.
¡ É conveniente, então, dispormos de uma medida que exprima a incerteza presente em
cada um desses acontecimentos. Tal medida é a probabilidade.
¡ Através de um modelo teórico, construído com base em suposições adequadas,
podemos reproduzir a distribuição de frequências quando o fenômeno for observado
diretamente. Esses modelos são chamados modelos probabilí[Link].
EXPERIMENTO ALEATÓRIO, ESPAÇO AMOSTRAL E EVENTO
¡ Consideremos o lançamento de um dado, a fim de estudarmos a proporção de
ocorrências das suas faces.
¡ O primeiro fato a observar é que existem apenas 6 resultados possíveis, as faces 1, 2, 3,
4, 5, 6.
¡ O segundo fato é uma suposição sobre o dado: em geral, é razoável supor que ele seja
equilibrado.
EXPERIMENTO ALEATÓRIO, ESPAÇO AMOSTRAL E EVENTO
¡ Consideremos o lançamento de um dado, a fim de estudarmos a proporção de
ocorrências das suas faces.
¡ O primeiro fato a observar é que existem apenas 6 resultados possíveis, as faces 1, 2, 3,
4, 5, 6.
¡ O segundo fato é uma suposição sobre o dado: em geral, é razoável supor que ele seja
equilibrado.
¡ Suponhamos que uma mulher esteja grávida de trigêmeos. Sabemos que cada bebê pode
ser do sexo masculino (M) ou feminino (F).
¡ Então, as possibilidades para o sexo das três crianças são: MMM, MMF, MFM, FMM, FFM,
FMF, MFF, FFF.
¡ Suponhamos que uma mulher esteja grávida de trigêmeos. Sabemos que cada bebê pode
ser do sexo masculino (M) ou feminino (F).
¡ Então, as possibilidades para o sexo das três crianças são: MMM, MMF, MFM, FMM, FFM,
FMF, MFF, FFF.
¡ E se só esGvermos interessados no número de meninas como será o modelo
probabilísGco?
¡ E se só esGvermos interessados no número de meninas como será o modelo
probabilísGco?
¡ Nesses exemplos, vimos que a especificação de um modelo probabilísGco para um
fenômeno casual depende da especificação dos resultados possíveis e das respecGvas
probabilidades.
¡ Vamos, então, estabelecer algumas definições antes de passarmos à definição
propriamente dita de probabilidade.
EXPERIMENTO DETERMINÍSTICO
Para certos experimentos, realizados sob determinadas condições, é possível prever um
resultado par:cular. Exemplos:
¡ quando a água é aquecida a 1000C, sob pressão normal, ela entra em ebulição;
¡ um corpo colocado a 200 m de altura e depois solto, cai por ação da gravidade.
Esses experimentos são chamados experimentos determinís:cos
EXPERIMENTO ALEATÓRIO
Para outros experimentos, realizados sob idên:cas condições, não é possível prever um
resultado par:cular. Exemplos:
¡ Se um dado é lançado sobre a superJcie plana, não é possível afirmar que ocorra a
face 6. Se esse experimento é realizado várias vezes, em condições idên:cas,
observaremos, em geral, resultados dis:ntos;
¡ O número de pacientes que chegam a um hospital, num intervalo de tempo de duas
horas, em um dia, varia de dia para dia;
¡ O número de lâmpadas que queimarão, 500 horas depois de 1000 delas serem
instaladas, não pode ser previsto com certeza.
A estes experimentos denominamos de experimentos aleatórios(ε).
ESPAÇO AMOSTRAL
¡ O espaço amostral de um experimento aleatório é o conjunto de todos os resultados
possíveis do mesmo.
¡ Iremos denotar tal conjunto pela letra grega ômega maiúscula, Ω.
ESPAÇO AMOSTRAL
¡ Quando o espaço amostral for finito ou infinito enumerável, será chamado de espaço
amostral discreto.
¡ Caso contrário, isto é, quando Ω for não enumerável, iremos chamá-lo de espaço
amostral con3nuo.
EVENTOS ALEATÓRIOS
¡ Os subconjuntos de Ω são chamados de eventos aleatórios e os elementos de Ω são
chamados de eventos elementares.
¡ Os eventos, sendo conjuntos, serão representados por letras maiúsculas do nosso
alfabeto, enquanto os elementos de um evento serão representados por letras
minúsculas.
EXEMPLOS
¡ O lançamento de uma moeda é um experimento aleatório, uma vez que, em cada
lançamento, manGdas as mesmas condições, não podemos prever qual das duas faces
(cara ou coroa) cairá para cima. Por outro lado, se colocarmos uma panela com água
para ferver e anotarmos a temperatura de ebulição da água, o resultado será sempre
100C. Logo, este é um experimento determinísGco.
¡ Consideremos o experimento aleatório “lançamento de um dado”. O espaço amostral é
Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6} sendo, portanto, um espaço discreto. Os eventos elementares são
{1}, {2}, {3}, {4}, {5}, {6}. Outros eventos são: “face par”= {2, 4, 6} “face ímpar” = {1, 3,
5} “face ímpar menor que 5” = {1, 3}, etc.
¡ Consideremos o lançamento simultâneo de duas moedas. Vamos representar por K a
ocorrência de cara e por C a ocorrência de coroa. Um espaço amostral para esse
experimento é Ω = {KK, KC, CK, CC} que também é um espaço discreto. Os eventos
simples são {KK}, {KC}, {CK} ,{CC} e um outro evento é “cara no primeiro lançamento” =
{KC,KK}. Para esse mesmo experimento, se esGvermos interessados apenas no número
de caras, o espaço amostral poderá ser definido como Ω = {0, 1, 2} .
¡ Considere o experimento que consiste em medir, diariamente e durante um mês, em
decibéis, o nível de ruído na vizinhança da obra de construção do metrô em Ipanema. O
espaço amostral associado a este experimento é formado pelos números reais posiGvos,
sendo, portanto, um espaço amostral con}nuo. Um evento: observar níveis superiores a
(80, ∞) que corresponde a situações de muito barulho.
EXEMPLO
¡ Para os experimentos aleatórios listados a seguir, defina o espaço amostral e
apresente alguns eventos.
a) Lançamento de um dado e observação da face superior.
b) Lançamento de duas moedas e observação das duas faces superiores.
c) Lançamentos consecu=vos de uma moeda até que saia a face cara.
d) Observação do tempo de duração de um disposi=vo eletrônico.
RESOLUÇÃO
RESPOSTA
EXERCÍCIO
¡ Uma urna contém 4 bolas, das quais 2 são brancas (numeradas de 1 a 2) e 2 são
pretas (numeradas de 3 a 4). Duas bolas são reGradas dessa urna, sem reposição.
Defina um espaço amostral apropriado para esse experimento e os seguintes eventos:
A : a primeira bola é branca;
B : a segunda bola é branca;
C : ambas as bolas são brancas;
RESPOSTA
EXERCÍCIO
¡ Três cartas são reGradas, sem reposição, de um baralho que tem três cartas de cada
uma das seguintes cores: azul, vermelha, marrom e branca. Dê um espaço amostral
para esse experimento e liste os eventos:
E1 = "todas as cartas selecionadas são vermelhas";
E2 = "uma carta vermelha, uma carta azul e uma carta marrom são selecionadas;
E3 = "as três cartas selecionadas têm cores diferentes";
E4 = "cartas de todas as quatro cores são selecionadas.
RESPOSTA
RESPOSTA
EXERCÍCIO
¡ Peças que saem de uma linha de produção são marcadas como defeituosa (D) ou não
defeituosa (N). As peças são inspecionadas e sua condição é registrada. Isto é feito até
que duas peças defeituosas consecuGvas sejam fabricadas ou que quatro peças
tenham sido inspecionadas, aquilo que ocorra em primeiro lugar. Descreva um espaço
amostral para este experimento
RESPOSTA
S = {DD,NDD,DNDD,DNDN,DNND,DNNN,NDND,NDNN,NNDD,NNDN,NNND,NNNN}.
EXERCÍCIO
Três moedas são lançadas e suas faces superiores observadas. Descreva o espaço
amostral e os eventos abaixo.
a) Ocorrem faces iguais. Resposta: S = {CCC, KKK}.
b) Ocorre cara na primeira moeda. Resposta: S = {CCC, CCK, CKC, CKK}.
c) Ocorre coroa na segunda e terceira moedas. Resposta: S = {CCC, KCC}.
RESPOSTA
a) S = {CCC, KKK}.
b) S = {CCC, CCK, CKC, CKK}.
c) S = {CCC, KCC}.
EXERCÍCIO
¡ Uma urna contém duas bolas brancas e três bolas vermelhas. ReGra-se uma bola ao
acaso da urna. Se for branca, lança-se uma moeda; se for vermelha, ela é devolvida à
urna e reGra-se outra. Descreva um espaço amostral para este experimento. Resposta:
S = {BC, BK, V B, V V }.
RESPOSTA
S = {BC, BK, V B, V V }.