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Sistema Único de Saúde: Princípios e Funcionamento

O Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1988, oferece acesso integral, universal e gratuito à saúde para todos os cidadãos brasileiros, beneficiando cerca de 180 milhões de pessoas. Baseado nos princípios de universalidade, integralidade, equidade e descentralização, o SUS promove não apenas o tratamento, mas também a prevenção e a promoção da saúde. O sistema é reconhecido internacionalmente e envolve a participação da população na gestão através de conselhos e conferências de saúde.

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Sistema Único de Saúde: Princípios e Funcionamento

O Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1988, oferece acesso integral, universal e gratuito à saúde para todos os cidadãos brasileiros, beneficiando cerca de 180 milhões de pessoas. Baseado nos princípios de universalidade, integralidade, equidade e descentralização, o SUS promove não apenas o tratamento, mas também a prevenção e a promoção da saúde. O sistema é reconhecido internacionalmente e envolve a participação da população na gestão através de conselhos e conferências de saúde.

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Em 1988, por ocasião da promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil, foi

instituído no país o Sistema Único de Saúde (SUS), que passou a oferecer a todo cidadão
brasileiro acesso integral, universal e gratuito a serviços de saúde. Considerado um dos maiores e
melhores sistemas de saúde públicos do mundo, o SUS beneficia cerca de 180 milhões de
brasileiros e realiza por ano cerca de 2,8 bilhões de atendimentos, desde procedimentos
ambulatoriais simples a atendimentos de alta complexidade...

Paralelamente à realização de consultas, exames e internações, o SUS também promove


campanhas de vacinação e ações de prevenção de vigilância sanitária, como fiscalização de
alimentos e registro de medicamentos.

Além da democratização da saúde (antes acessível apenas para alguns grupos da sociedade), a
implementação do SUS também representou uma mudança do conceito sobre o qual a saúde era
interpretada no país. Até então, a saúde representava apenas um quadro de “não-doença”,
fazendo com que os esforços e políticas implementadas se reduzissem ao tratamento de
ocorrências de enfermidades. Com o SUS, a saúde passou a ser promovida e a prevenção dos
agravos a fazer parte do planejamento das políticas públicas.

O modelo de saúde do SUS é baseado nos princípios da universalidade, integralidade, equidade e


descentralização, que garantem o acesso à saúde para todos os cidadãos brasileiros. Ele se
organiza em redes de atenção, com a Estratégia Saúde da Família (ESF) como porta de entrada
para o atendimento básico, e o controle social garante a participação da população na gestão do
sistema.

Princípios Fundamentais:

Universalidade: A saúde é um direito de todos e um dever do Estado, sem distinção de classe,


raça ou gênero.

Integralidade: O sistema deve oferecer um cuidado completo, que abrange desde a prevenção e
promoção da saúde até o tratamento e reabilitação, considerando o indivíduo como um todo
(biopsicossocial).

Equidade: Busca diminuir as desigualdades, tratando de forma diferente as pessoas que são
desiguais, com foco nas populações mais vulneráveis.

Descentralização: A gestão e a responsabilidade pela saúde são compartilhadas entre os níveis


federal, estadual e municipal, com autonomia, mas respeitando os princípios gerais.

Como Funciona:

Estratégia Saúde da Família (ESF): É o principal modelo de organização da Atenção Primária à


Saúde (APS). As equipes multiprofissionais atuam em territórios específicos, considerando as
necessidades locais para desenvolver ações de saúde.

Redes de Atenção à Saúde (RAS): O SUS se organiza em rede, articulando serviços de diferentes
níveis de complexidade (básica, média e alta) para garantir que o cuidado seja contínuo e
integrado.

Controle Social: A população participa da gestão do SUS por meio de conselhos e conferências de
saúde, avaliando os serviços e propondo melhorias.
Reconhecimento Internacional: O modelo de saúde do SUS é considerado uma referência mundial
em saúde pública, atraindo o interesse de outros países para o estudo de suas políticas e práticas.

Estrutura do SUS:

O Sistema Único de Saúde - SUS é composto pelo Ministério da Saúde, Estados e Municípios,
conforme determina a Constituição Federal. Cada ente tem suas co-responsabilidades.

Ministério da Saúde: Gestor nacional do SUS, formula, normatiza, fiscaliza, monitora e avalia
políticas e ações, em articulação com o Conselho Nacional de Saúde. Atua no âmbito da Comissão
Intergestores Tripartite para pactuar o Plano Nacional de Saúde. Integram sua estrutura: Fiocruz,
Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, Inca, Into e oito hospitais federais.

Secretaria Estadual de Saúde: Participa da formulação das políticas e ações de saúde, presta
apoio aos municípios em articulação com o conselho estadual e participa da Comissão
Intergestores Bipartite (CIB) para aprovar e implementar o plano estadual de saúde.

Secretaria Municipal de Saúde: Planeja, organiza, controla, avalia e executa as ações e serviços
de saúde em articulação com o conselho municipal e a esfera estadual para aprovar e implantar o
plano municipal de saúde.

Princípios do SUS:

Universalização: A saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e cabe ao Estado


assegurar este direito, sendo que o acesso às ações e serviços deve ser garantido a todas as
pessoas, independentemente de sexo, raça, ocupação ou outras características sociais ou
pessoais.

Equidade: O objetivo desse princípio é diminuir desigualdades. Apesar de todas as pessoas


possuírem direito aos serviços, as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas.
Em outras palavras, equidade significa tratar desigualmente os desiguais, investindo mais onde a
carência é maior.

Integralidade: Este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas
necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a
prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação. Juntamente, o princípio de integralidade
pressupõe a articulação da saúde com outras políticas públicas, para assegurar uma atuação
intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida dos
indivíduos.

Direitos dos Usuários:

Todo cidadão tem direito a acesso ordenado e organizado aos sistemas de saúde; a tratamento
adequado e efetivo para seu problema; ao atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer
discriminação; ao comprometimento dos gestores da saúde para que os princípios anteriores
sejam cumpridos; e a atendimento que respeite a sua pessoa, seus valores e seus direitos.
Também tem responsabilidades para que seu tratamento aconteça da forma adequada.

Princípios Organizativos:
Regionalização e Hierarquização: Os serviços devem ser organizados em níveis crescentes de
complexidade, planejados a partir de critérios epidemiológicos e com definição da população a ser
atendida. A regionalização articula os serviços já existentes, enquanto a hierarquização divide
níveis de atenção para garantir acesso conforme a complexidade necessária.

Descentralização e Comando Único: Redistribui poder e responsabilidade entre União, Estados e


Municípios. O município deve ter condições gerenciais, técnicas e financeiras para exercer sua
função. Cada esfera de governo é autônoma, respeitando princípios gerais e a participação da
sociedade.

Participação Popular: A sociedade deve participar no dia-a-dia do sistema por meio de Conselhos
e Conferências de Saúde, que formulam estratégias e avaliam a execução da política de saúde.

Meu SUS Digital: Antigo Conecte SUS, é uma solução de Saúde Digital que visa facilitar o acesso
às informações em saúde, promovendo a continuidade do cuidado, a transparência e a segurança
dos dados. O aplicativo possibilita à população brasileira o acesso às suas informações de saúde,
bem como a de seus familiares.

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