HISTÓRIA
A RESTAURAÇÃO DA INDEPÊNDENCIA NACIONAL
José Duarte, n.º 10
Rafael Costa, n.º 16
8º 2
2021/2022
Decorria o ano de 1554 e Portugal tinha como rei D. Sebastião.
D. Sebastião sucedeu o seu avô D. João III quando este morreu. Como tinha apenas 3
anos, D. Catarina assumiu a regência do reino, seguindo-lhe o cardeal D. Henrique.
Aos 14 anos, D. Sebastião assume ele próprio o governo do reino e decide conquistar o
norte de África. Uma vez que eu pertencia à ordem social da nobreza também fui
convocado. Apesar de muito novo, lá fui eu…
Eu, de nome António Aviz, uma criança ainda (como o nosso Rei), lá fui combater
juntamente com meu pai, tios e primos. Era o único filho homem da minha família. A
minha mães e três irmãs ficaram em casa a rezar pelo nosso regresso sãos e salvos.
Esta expedição tinha como base o espírito de cruzada e, como objetivo final, a
conquista de novas terras aos mouros, para além de poder continuar a difusão da fé
cristã e a viragem atlântica, que era uma aposta no desenvolvimento económico dos
territórios coloniais atlânticos, para fazer face à crise do Império Português do Oriente.
Mas tal não se verificou, uma vez que em 1578, na batalha de Alcácer Quibir, fomos
vergonhosamente derrotados. Esta viagem foi demasiado rápida e não tivemos tempo
para descansar, no entanto os muçulmanos estavam descansados à nossa espera daí
ter sido um grande fracasso. Desta batalha apenas sobreviveram 100 homens, sendo
eu um deles. O meu pai, primos e tios não tiveram a mesma sorte. A minha mãe,
apesar da tristeza de perder o meu pai ficou muito feliz de eu ter regressado.
Muitos soldados foram mortos e aprisionados e para além disto o nosso rei
desapareceu. Como não apareceu o corpo ficamos na dúvida se o rei foi morto ou se
estava desaparecido.
Numa lenda que por aí se conta, diz-se que rei foi capturado pelos muçulmanos e um
dia voltou montado num cavalo no meio de um nevoeiro, e que teve vergonha de
aparecer devido à enorme desilusão que causou a Portugal.
Agora temos um grande problema, como ainda era muito novo, D. Sebastião não tinha
nem mulher, nem filhos, por isso recorremos à pessoa mais próxima na família que é o
seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique.
O Cardeal D. Henrique, além de ser um homem de idade e membro do clero, era uma
pessoa doente. Apesar de todas estas contrariedades, foi aclamado rei a 28 de
setembro de 1578, mas dois anos depois faleceu.
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Em 1580, mais uma vez o nosso país ficou sem sucessores ao trono e iniciou-se uma
crise dinástica e, consequentemente, nesse período, Portugal, perdeu a sua
independência.
Então, surgiram três candidatos ao trono: D. António Prior do Crato, D. Catarina de
Bragança e D. Filipe II, rei de Espanha. Todos eram apoiados por diferentes grupos
sociais, sendo D. António Prior do Crato apoiado pelo povo (que temia a perda da
independência), D. Catarina de Bragança apoiada pelos membros da nobreza e do
clero da casa de Bragança (devido à existência de laços de fidelidade) e D. Filipe II de
Espanha apoiado pela burguesia (devido ao interesse num mercado mais vasto e rico)
e pelos restantes membros da nobreza e do clero (devido à cobiça de altos cargos de
administração espanhola). Eu, como nobre, depositei todo o meu apoio em D. Catarina
de Bragança. Na minha opinião, ela teria sido a escolha mais sensata, pois garantiria a
independência de Portugal. Embora sabendo que, ela por ser mulher, estava numa
posição menos favorecida.
Como a população estava dividida, deu-se uma guerra entre um pequeno exército de
D. António Prior do Crato e um poderoso exército de D. Filipe II. A vitória foi fácil para
o rei espanhol na batalha de Alcântara a 25 de agosto de 1580.
D. Filipe ll foi aclamado rei nas Cortes de Tomar em 1581, onde prometeu que
mantinha a língua portuguesa como língua oficial e o poder de cunhar e o uso de
moeda própria continuaria. Nos altos cargos da justiça da Igreja, da administração
pública e do Império Ultramarino só trabalhariam funcionários Portugueses e o vice-rei
de Portugal seria sempre português.
Ao ser aclamado D. Filipe I de Portugal e D. Filipe II de Espanha, decidiu fazer uma
União Ibérica, juntando Portugal e Espanha num só, houve então, uma nova dinastia
chamada Dinastia Filipina, Portugal e Espanha estavam a ser governados pelo mesmo
rei, o que é chamada Monarquia Dualista.
Vivemos, então, o que foi designado de União Dinástica ou Ibérica.
A Dinastia Filipina durou cerca de 60 anos e contou com o reinado de três reis: D. Filipe
II de Espanha; D. Filipe III de Espanha e D. Filipe IV de Espanha.
Durante o reinado de D. Filipe II de Espanha em Portugal (1581-1598), as promessas
foram maioritariamente cumpridas e o seu reinado em Portugal correspondeu a um
período de grande prosperidade económica. Contudo, a partir do reinado de D. Filipe
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III de Espanha o descontentamento da população portuguesa aumentou gradualmente
pois a crise que afetava Espanha começou a afetar Portugal fazendo os reis (D. Filipe III
e IV de Espanha) quebrar as promessas que o seu antecessor tinha feito nas Cortes de
Tomar. Deste modo, as tropas e as embarcações portuguesas foram envolvidas nas
guerras europeias da Espanha (Guerra dos Trinta Anos contra França…); foram criados
novos impostos para pagar essas guerras sem se consultar as cortes portuguesas, que
levaram a revoltas populares; as potências Europeias, nomeadamente a Holanda e a
França, conquistaram e ocuparam algumas colónias portuguesas na África, no Oriente
e no Brasil; colocaram uma estrangeira (a Duquesa de Mântua) no governo de
Portugal.
Muitos nobres portugueses, como eu, foram afetados perdendo os seus cargos e
influências no território espanhol; nós temíamos que as revoltas populares se
revoltassem contra nós. Nós, nobres portugueses estávamos revoltados com o
recrutamento para ir combater na província espanhola da Catalunha que se tinha
revoltado e procurava a Independência.
No dia 1 de dezembro de 1640 no reinado de D. Filipe III de Portugal, nobres
portugueses, fartos de que os espanhóis governassem as nossas terras revoltaram-se
em Lisboa e aclamaram D. João, Duque de Bragança como rei de Portugal, com o título
de D. João IV (O Restaurador).
Assim começou uma nova dinastia, a Dinastia de Bragança.
Após a restauração da independência, foi necessário reorganizar o exército e fabricar
armas, construir fortalezas nas zonas fronteiriças e realizar alianças diplomáticas com
os países inimigos de Espanha. As guerras da Restauração, entre Portugal e Espanha,
decorreram ao longo de 28 anos, com muitos avanços e recuos.
Finalmente, a Espanha reconheceu a independência de Portugal, com a assinatura de
um tratado de paz, em Lisboa, em 1668.