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Amor e Solidão: A Intensidade de LAS

O documento narra uma intensa história de amor e dor entre a protagonista e Henry, destacando a luta emocional dela após a partida dele. A protagonista reflete sobre sua solidão, a dependência emocional e como a saudade a moldou, enquanto tenta lidar com a ausência de Henry em sua vida. O retorno de Henry traz à tona sentimentos confusos, culminando em reencontros e a inevitável dor do afastamento novamente.
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Amor e Solidão: A Intensidade de LAS

O documento narra uma intensa história de amor e dor entre a protagonista e Henry, destacando a luta emocional dela após a partida dele. A protagonista reflete sobre sua solidão, a dependência emocional e como a saudade a moldou, enquanto tenta lidar com a ausência de Henry em sua vida. O retorno de Henry traz à tona sentimentos confusos, culminando em reencontros e a inevitável dor do afastamento novamente.
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Vício e Tormenta

Uma história de amor, dor e intensidade

Capítulo 1 – A partida e a solidão

Eu sempre fui intensa, sabe? Tudo em mim é sentimento


forte, do tipo que bate forte no peito e não dá pra ignorar. Mas
a real é que eu nunca consegui me abrir com ninguém da
minha família. Nunca falei nada de verdade sobre o que eu
sentia, sobre as coisas que me machucavam ou que me
faziam feliz. Sempre guardei tudo pra mim, como se expor
fosse fraqueza. Era mais fácil fingir que estava tudo bem,
sorrir, aparecer normal, enquanto por dentro eu parecia um
vulcão prestes a explodir.
E aí veio Henry. Meu mundo virou de cabeça pra baixo.
Não no sentido ruim, mas de um jeito que eu nunca tinha
sentido antes. Com ele, tudo parecia mais intenso, mais vivo,
mais real. Podia rir alto, podia me irritar, podia ficar boba,
podia ser eu mesma sem medo. Cada mensagem que ele
mandava, cada encontro que tínhamos, cada olhar… era
como se alguém tivesse finalmente ligado a luz naquele
quarto escuro que eu guardava dentro de mim. Ele se tornou
meu mundo, meu centro, minha necessidade. Não tinha
espaço pra mais nada, só pra ele e pra intensidade que ele
trouxe.
E aí… ele foi embora. E quando ele se foi, meu mundo
desabou. Não era só tristeza, era uma solidão que doía
fisicamente, tipo um peso no peito que ninguém podia tirar. O
silêncio da casa, das ruas, das mensagens que não
chegavam… tudo parecia gritar que ele não estava mais ali.
Eu fiquei presa em cada memória, cada detalhe. O jeito que
ele sorria, o toque dele que parecia tão simples, mas que
deixava tudo diferente… a forma como ele me provocava e eu
não conseguia resistir.
E a raiva também veio junto com a saudade. Porque
sério, por que ele conseguiu seguir em frente tão fácil? Por
LAS
que pra ele parecia simples? E eu? Eu fiquei ali, tentando
sobreviver a cada lembrança, revivendo tudo na cabeça,
escrevendo cartas que nunca mandei, desabafos que só eu li,
tentando de algum jeito não pirar. É louco como o coração da
gente consegue se prender a uma pessoa que já não tá mais
presente, né?
Eu ficava pensando em todos os momentos, nas
mensagens, nas risadas, nos olhares… e também naquilo que
machucou. Porque amar alguém assim não é só bonito, é
confuso, é dor, é dependência emocional, é vício mesmo.
Cada vez que ele falava comigo, meu peito disparava, meu
dia melhorava. Cada vez que ele sumia ou me ignorava, eu
sentia um vazio enorme, parecia que ninguém mais podia
preencher. E ninguém podia, mesmo. Não as amigas, não a
família, ninguém. Só ele.
Lembro de cada encontro que tivemos. Das vezes que
saímos sozinhos, das provocações dele, das risadas, do jeito
que me fazia corar sem nem perceber. Lembro do toque leve,
do beijo na bochecha, do abraço apertado que parecia querer
me fundir nele. E eu… eu me deixava levar, porque era
natural, era a gente sendo a gente, e eu nunca tinha sentido
algo assim antes.
Mas a vida seguiu, ele seguiu, e eu fiquei ali tentando
juntar os pedaços de mim mesma. Tentando entender como
alguém que era tudo pra você consegue simplesmente ir
embora e você fica ali, vivendo em loop com tudo que foi, sem
saber se algum dia vai conseguir seguir em frente.

Apesar de tudo, eu escrevia. Escrevia pra não pirar.


Escrevia pra sentir que ele ainda estava ali, de alguma forma.
Guardava cada mensagem, cada print, cada lembrança. Cada
palavra que ele disse, cada gesto, cada provocação… tudo foi
registrado, como se isso pudesse manter um pedacinho dele
comigo.

E mesmo com toda a dor, comecei a perceber algo: essa


solidão me mostrou quem eu sou de verdade. Sem distrações,
LAS
sem ele, só eu e meus sentimentos, crua, intensa, vulnerável
e, ao mesmo tempo, aprendendo a ser forte. Porque a real é
que ninguém pode viver por você, ninguém pode sentir por
você, e ninguém pode te ensinar a lidar com isso. Tem que
ser você.
Então aqui estou eu, escrevendo tudo isso, registrando
cada pedacinho, porque sei que é só o começo. Esse vício,
essa tormenta, essa mistura de saudade, raiva, amor e dor…
vai ser o que vai me ensinar a sobreviver, a sentir, a existir de
verdade. E mesmo que Henry tenha partido, mesmo que ele
tenha seguido outro caminho, essas lembranças, esses
sentimentos, essa intensidade… isso vai ser meu pra sempre.

Capítulo 2 – O Retorno de Henry

Naquela madrugada, quando tudo estava silencioso, meu


celular apitou e lá estava ele:

H: OIIIIII, TA ACORDADAAAAA????
C: estou sim, desculpe, peguei no sono.
H: DORMINHOCA KAKAKAKAKAKAKAKAKA
C: kkk
H: vou ali comprar um fone.
C: ok.

Mesmo sendo madrugada, eu não pude evitar de sorrir.


Durante o resto do dia, Henry ficou puxando assunto, mas eu
me mantive fria. Medo de me entregar de novo, medo de me
machucar. Então fingia que não sentia nada, que estava
tranquila, quando na verdade meu coração acelerava a cada
mensagem.
Chegou a noite, e eu tentei me distrair assistindo um
filme com minha tia — Sempre ao Seu Lado. Mas não
consegui ignorar meu celular, e foi aí que ele me mandou
aquela mensagem que mudaria a noite:

LAS
H: oi, está aí? queria te pedir desculpas, vacilei muito
com oc.
C: voltei, estava assistindo filme, desculpa. Ata dboa.
H: quer voltar a ser como era antes?
C: aham.
H: aham não é resposta. quero algo concreto.
C: tá.
H: sim ou não??
C: sim.
H: nossaaaaa a primeira vez que nos beijamos eu tremi
muito.
C: eu também kk.
H: o que andou acontecendo com você, minha
princesa???
C: nada.
H: tenho a noite toda para te ouvir.
C: não vou falar, não confio mais em você.
H: ahh...
H: vou te desbloquear lá no Instagram.
C: aham
H: me manda sua foto de perfil pra eu colocar como tela
de bloqueio.
C: ox, pra que?
H: você não é Nestlé mas é uma tentação.
C: kk.
H: desbloqueei lá, vou te estornar de vídeo, você vai
responder??
C: aham.

Ele me mandou um vídeo falando sobre meu cabelo, todo


bobo:
"quando ela é cacheada, tem cabelo que enrola no dedo,
caracóis, encaracolada 🫦🫦"

E ainda tentou ser engraçado:

LAS
H: eu queria ser fazendeiro, mas fazendeiro não posso
ser, pq fazendeiro só pensa em roça e eu só penso em beijar
você.
Naquele momento, não consegui segurar o choro. Tudo
que estava guardado dentro de mim — a saudade, a
intensidade, a mistura de medo e amor — explodiu de uma
vez. Mesmo tentando me proteger, não dava pra negar que
ele ainda tinha um efeito enorme em mim, e que eu ainda
queria me abrir, me entregar, sentir tudo de novo com ele.

Capítulo 3 - retorno de Henry parte 2.

Depois daquela noite em que ele me pediu desculpas e


fiquei ali chorando com o coração na mão, as coisas
começaram a mudar de um jeito que eu não esperava. Henry
começou a se aproximar de outra garota. Eu sentia isso no ar,
nas mensagens que ele mandava, nos risos e na maneira
como falava dela. Eu tentava ignorar, mas cada detalhe me
doía.
Eu, que sempre fui intensa, que sentia tudo em excesso,
que nunca tinha coragem de me abrir com ninguém da minha
família, agora tinha que aprender a conviver com o vazio que
ele deixou. A gente se afastou. Não foi briga, não foi
discussão, foi só... distância. Sete meses inteiros de silêncio,
de tentativa de seguir minha vida sem ele. E mesmo tentando
me convencer de que tudo bem, que eu ia superar, meu
coração insistia em lembrar de cada beijo, cada mensagem,
cada risada.
No começo, eu me mantive ocupada, tentando me distrair
com escola, séries, amigos, mas nada funcionava de verdade.
Eu pensava nele o tempo todo, revivia nossas conversas,
nossos momentos. Era como se ele estivesse em cada canto
da minha mente, mesmo estando tão longe.
E foi aí que eu, na minha teimosia, inventei de stalkear
um pouco. Uma amiga minha seguia ele no Instagram sem
perceber, com fui dar aquela espiadinha básica(mexer no que
estava quieto). Queria só entender, só matar um pouco da
LAS
minha curiosidade. Mas não era só curiosidade, não. Era
aquela mistura de dor e amor que me dominava, era a
tentativa de me aproximar dele de alguma forma, mesmo que
fosse de longe af.

Ver que ele estava com outra garota doeu mais do que
eu podia imaginar. Era como se um pedaço do meu coração
estivesse sendo pisado devagar, mas eu não podia deixar
transparecer. Fiquei ali, me sentindo boba ao mesmo tempo,
percebendo que tinha que aprender a viver sem ele, mas sem
conseguir.
Esses meses me ensinaram uma coisa: que a saudade
dói, mas também ensina. Que a intensidade que eu sempre
carreguei precisava ser controlada de algum jeito, que meus
sentimentos eram meus, e que eu não podia depender dele
para ser feliz. Aprendi a ser fria quando precisava, a guardar
meus sentimentos só pra mim, e a lidar com a solidão que ele
me deixou.
E mesmo assim, por mais que eu tentasse, cada
mensagem, cada lembrança, cada risinho dele continuava
martelando na minha cabeça. Sete meses depois, eu ainda
sentia o impacto dele em mim, e aquela vontade de voltar
atrás, de falar, de tocar, de sentir, ainda estava viva.
Mas foi nesse período que eu comecei a perceber que
precisava de mim antes de qualquer coisa. Que eu precisava
aprender a lidar com ele na minha memória, porque ele não
estava mais ali. E que, por mais doloroso que fosse, era o
único jeito de sobreviver a tudo aquilo aconteceu.

Capítulo 4 – Voltando a Conversar

Sete meses. Esse foi o tempo que eu fiquei sem falar


com ele. No começo eu tentava me enganar dizendo que
estava acostumando com a ausência, mas a verdade é que a
saudade me corroía todos os dias. Eu fingia força, mas dentro
de mim era só vazio.

LAS
E foi nesse meio tempo, quando eu já estava quase
aceitando que ele não faria mais parte da minha vida, que eu
inventei a maior loucura: peguei o Instagram de uma amiga
pra stalkear. Eu queria ver se ele ainda lembrava de mim, se a
vida dele estava andando sem mim, se ainda tinha espaço
para Camile ali. Só que eu não aguentei ficar só olhando. Criei
coragem e comecei a mandar mensagem fingindo ser minha
amiga.
No início foi até engraçado, eu tentando sustentar o
disfarce, jogando umas conversas soltas. Mas ele, com aquele
jeito dele, acabou respondendo como se soubesse que tinha
algo a mais. Até que não deu pra segurar: eu me revelei.
Disse que era eu. O silêncio que veio depois me deixou
nervosa, mas logo ele respondeu, e não foi com raiva nem
indiferença (ãmoo) foi com uma alegria que eu não esperava.
Parecia que, no fundo, ele também estava esperando por isso.

E aí tudo recomeçou.

13 de abril de 2025. Foi quando voltamos de verdade a


conversar. Nesse dia parecia que o tempo tinha parado. As
mensagens começaram tímidas, mas logo viraram aquelas
conversas longas, cheias de provocações e risadas. Eu não
queria admitir, mas meu coração já estava se entregando de
novo.

21 de abril. Tivemos aquela conversa que eu sempre quis


ter. Eu finalmente falei o que guardava, e ele também abriu
um pouco do que sentia. Foi como limpar uma ferida antiga,
mas que ainda doía. Eu chorava e ria ao mesmo tempo, e ele
me chamava de “princesa”, como se nada tivesse mudado.

10 de maio. Ele me olhou diferente. Disse que meus


olhos eram lindos, e eu senti que não era só um elogio
qualquer. Era ele, do jeito bobo e sincero, me fazendo
acreditar que talvez a gente tivesse, sim, alguma chance.

LAS
26 de maio. Aquele dia foi marcante. A gente se viu
depois de quase um ano. Eu estava nervosa, ansiosa, com
medo de não ser mais a mesma coisa… mas quando nossos
olhares se encontraram, foi como se os meses sem contato
simplesmente tivessem evaporado. Ele me abraçou forte, e
naquele instante eu soube que ainda existia algo entre nós.

2 de junho. Esse encontro foi surpresa total. Eu não fazia


ideia de que iria ver ele, e quando percebi, lá estava ele, do
jeito dele, todo provocador. Eu não sabia se ria, se brigava, se
corria pra longe ou se corria pros braços dele. Mas no fim, eu
fiquei ali, entregue de novo.

E então veio o dia mais difícil de todos: 25 de junho. Esse


dia ficou marcado como a última vez que nos vimos como
antes. O último beijo, o último abraço apertado, os últimos
selinhos, a última mordida. Eu queria congelar o tempo,
segurar cada detalhe, cada sensação, mas sabia, lá no fundo,
que podia ser a despedida.

Dois dias depois, em 29 de junho, eu tomei uma decisão


dura: pedi pra me afastar. Eu não aguentava mais viver nesse
ciclo de intensidade e dor. Pedi distância, mas meu coração
gritava o contrário. Era como arrancar um pedaço de mim
mesma.

E quando eu achei que não podia doer mais, veio o dia


10 de julho. Ele me falou palavras que doeram. Essas
palavras ficaram ecoando na minha mente, como se
anulassem todos os elogios, todos os momentos em que
trememos juntos. Eu não conseguia entender como alguém
que já tinha sido tanto pra mim podia me ferir daquele jeito.

Mas mesmo com tudo isso, tinha algo que ele deixou,
algo que eu nunca esqueci: o poema.

“Seus cabelos inrrolados,


LAS
Caracterizados com o seu cheiro é jeito sincero,
Com um português severo.

Camile é seu nome


Ela não gosta quando um alguem some,
Tem uma ótima memória
Dizendo ela que sempre,
Mais eu acho que é sempre nunca
Ela é engraçada,
Sempre andando voada,
Essa é a Camile.”

Quando li isso pela primeira vez, eu não consegui


segurar as lágrimas. Era simples, era bobo, mas era nosso.
Era ele, do jeito imperfeito dele, tentando colocar em palavras
aquilo que sentia.

O capítulo 4 da minha vida com Henry foi esse: volta,


reencontros, a intensidade de cada detalhe e, no fim, a dor de
ter que me afastar de novo(não gostei).

Capítulo 5 – Entre Humilhações e Desabafos

Depois do afastamento no final de junho, parecia que


tudo tinha acabado de vez. Mas, na real, foi só o começo de
um vazio enorme dentro de mim. Eu sentia como se tivesse
perdido o chão, como se cada passo fosse em falso. Henry já
não falava comigo do mesmo jeito. O carinho, os apelidos, os
jeitos fofos… tudo tinha sumido. No lugar, ficou uma
indiferença que me cortava mais do que qualquer palavra.
Eu comecei a me derramar em cartas. Era a única forma
que eu tinha de respirar. Eu não conseguia falar com minha
mãe, nem com ninguém da família. Sempre fui intensa, mas
fechada. Então, tudo que eu sentia ia pro papel.

Numa dessas cartas, escrevi:


LAS
"Hoje é só o segundo dia sem você. Eu tentei ser forte,
tentei ser durona, mas é como se tivesse um buraco dentro de
mim. Eu lembro do jeito que você me chamava, das mordidas,
do abraço… e eu não consigo segurar as lágrimas. Eu sei que
não posso te ter, mas ainda assim meu coração insiste em
querer."

Teve também aquela em que eu lembrava do apelido:

"Saudades de quando tu me chamava assim, de quando


o toque era leve, de quando eu podia fechar os olhos e sentir
que era amada. Hoje só resta a saudade, e eu guardo esse
apelido como se fosse a coisa mais preciosa do mundo."

Escrevi outra hehe

"Eu amei você em silêncio. Doeu porque eu sabia que


nunca seria recíproco do jeito que eu sonhava. Mas mesmo
assim, eu não conseguia parar. Cada mensagem ignorada,
cada frieza, me destruía, mas eu continuava acreditando que
ainda tinha algo aí dentro."

As humilhações vieram não só pelas palavras dele, mas


pela frieza. O jeito que ele simplesmente me bloqueava, como
se eu não tivesse sido nada. O silêncio dele falava alto
demais. Eu me sentia descartável, invisível.
E mesmo assim, quando ele voltava, eu não conseguia
resistir. Era como um vício. Não dava pra largar, mesmo
sabendo que me fazia mal. Eu até escrevi uma vez:

"Como é que eu perdoo alguém que me machucou


tanto? Eu sei que o amor é humilhante, mas mesmo
humilhada eu continuo aqui. É como se eu fosse pequena
demais perto do que sinto. Henry é minha tempestade — me
derruba, me arrasta, mas também é o que me faz sentir viva."

LAS
No meio disso, eu tive crises de ansiedade fortes. Às
vezes do nada, às vezes lembrando de coisas específicas.
Teve culto em que eu fiquei com vontade de chorar do
começo ao fim, lembrando do segundo encontro depois de
sete meses: quando ele me abraçou, cheirou meu cabelo,
beijou minha testa pela primeira vez. E eu quase beijei ele
sem querer, e nós dois rimos daquele “QUASEEE”. Essa
lembrança ainda queima dentro de mim.

Teve também a carta que eu fingia ser dura e forte: a


última que escrevi para henry em julho de 2025.

"Eu sei que você não vai responder. Sei que pra você já
não significa nada. Mas pra mim significa tudo. Eu amei de
verdade, mesmo em silêncio, mesmo sendo ignorada. Eu
amei com todo meu coração. E agora só me resta esse
silêncio que grita dentro de mim."

A resposta dele foi fria. Disse que não era o fim do


mundo, me chamou de criança. Doeu demais, mas também
me fez enxergar que eu era maior do que aquilo (foi o que eu
pensei).
No meio dessa bagunça, eu sentia que só Deus segurava
minha mão. Teve dias em que eu não tinha vontade nem de
levantar da cama, e ainda assim eu orava, mesmo sem sentir
nada. Eu buscava na fé uma saída, uma força que eu não
achava em lugar nenhum.
E ainda tinha a solidão. Nas férias, eu me senti
esquecida. Ninguém mandava mensagem, ninguém
perguntava de mim. Foi aí que Brenda e Tayná entraram de
vez na minha vida. Elas não sabiam de tudo, mas só de
estarem por perto, já era um alívio. Me faziam rir quando eu
só queria chorar.
Cada carta que eu escrevi foi guardada, eu guardava no
meu próprio contato mesmo kk.

LAS
Escrever virou meu refúgio. Ali tinha meu amor, minha
dor, minhas orações, minhas lembranças. Era onde eu
conseguia ser sincera sem medo de julgamento.
Henry pode ter me deixado em pedaços, mas eu sou a
prova viva de que mesmo em pedaços ainda dá pra continuar.
Ele foi minha tempestade, mas eu sigo sendo resistência.

Capítulo 6 – Entre o Adeus e Deus

Chegou um ponto em que não era mais sobre ele, mas


sobre mim e sobre Deus. Porque enquanto eu me perdia
tentando segurar uma história que já tinha escapado das
minhas mãos, eu também fui deixando de lado Aquele que
sempre esteve comigo.
No dia 29 de junho de 2025, quando pedi pra me afastar,
foi como se eu tivesse colocado um ponto final não só naquilo
que vivia com ele, mas também numa parte de mim que ainda
insistia em se agarrar ao passado. Doeu, claro que doeu. Mas
naquele vazio que ficou, eu comecei a perceber algo maior:
Deus não tinha me abandonado.

Todas as vezes que chorei escondida, todas as vezes


que escrevi cartas cheias de dor, todas as vezes que me senti
rejeitada… foi ali que Ele estava. Me esperando, como
sempre. E eu, ocupada demais tentando entender um coração
e o pensamento humano af.
As cartas que escrevi não foram só pra ele. No fundo,
muitas delas foram orações disfarçadas. Eram gritos de uma
alma cansada, pedindo socorro, pedindo amor, pedindo
consolo. E quem realmente me ouvia não era ele — era Deus.
Ele recolheu cada lágrima, cada palavra rabiscada, cada
saudade que eu não sabia onde guardar.
E foi nesse silêncio, nesse afastamento, que entendi que
não adianta me prender a alguém que não me vê, se existe
um Deus que nunca tira os olhos de mim. O amor humano
falha, cansa, some. Mas o amor de Deus não. Ele não me
decepciona. Ele simplesmente me ama.
LAS
Por mais que eu tenha escrito cartas pra guardar, a maior
carta que eu deveria ter escrito era pra Deus. Pra agradecer
por não ter desistido de mim quando eu mesma já quase tinha
desistido. Por me levantar das humilhações, por me mostrar
que eu não sou só uma menina implorando atenção de
alguém que não sabe o que tem nas mãos (mesmo assim eu
continuava implorando).

Esse capítulo não é sobre despedida de um bof. É sobre


reencontro com Deus. Porque quando tudo desmoronou,
quando eu pensei que tinha perdido tudo, foi Ele que me
mostrou que ainda havia um caminho. Que minha história não
acaba com um “adeus” humano, mas com um “eu estarei
contigo” do pai. (ãmoo).
E é por isso que, hoje, quando olho pra trás, eu vejo:
cada lágrima, cada dor, cada carta, tudo isso me aproximou
mais de Jesus. E se foi preciso perder, pra me encontrar de
novo no colo do meu Pai, então valeu a pena.

Capítulo 7 – Novas conexões

Depois de toda aquela tempestade com o Henry, eu me


senti completamente perdida, mas ao mesmo tempo tinha um
espaço estranho pra novas coisas na minha vida. Mesmo com
ele ainda ocupando meus pensamentos, comecei a perceber
que algumas portas estavam se abrindo, só que de um jeito
diferente, tendeu? Minha irmã Sthefanny foi junto comigo.
A Tayná apareceu na minha vida de um jeito bem
inesperado. No começo eu não sabia muito bem como agir,
mas aos poucos a gente foi se aproximando. Ela era divertida,
de boas, e a gente acabou criando aquela conexão de amigas
que só cresce com o tempo. Eu ficava horas pensando nos
meus momentos com o Henry, mas agora, olhando,
estávamos apenas estranhos com memórias. Memórias que
eu guardava com um misto de dor e carinho, mas que não me
prendiam mais como antes.

LAS
Sthefanny também se aproximou da Tayná, e com isso
rolou também a Brenda, que é irmã dela. Eu me sentia bem
vendo minha irmã se enturmar, porque isso me dava um
pouco de leveza no coração.
Enquanto isso, eu comecei a me aproximar da Elena,
irmã do Henry. Não foi nada de ficar falando sobre ele ou
coisas assim, era só uma conexão maneira. A gente se
entendia, dava risada das coisas mais bobas, e era um jeito
de ter alguém do lado sem que fosse complicado, sacou? Eu
sentia que essas novas amizades estavam me ajudando a
respirar, mesmo que por um tempo curto, longe de
lembranças dolorosas.
Nessa fase, percebi que mesmo sendo intensa e aberta
com quem eu confiava, ainda precisava aprender a me abrir
com novas pessoas sem medo. A Tayná se tornou minha best
de desabafos, risadas, e de momentos que antes eu passaria
sozinha. E minha irmã, vendo ela se enturmar, também fiquei
feliz.
Era estranho no começo, porque ainda carregava
saudade, ainda lembrava do abraço, das conversas, mas aos
poucos eu ia entendendo que não precisava de nada disso
pra ter gente boa por perto. Cada nova amizade era um
pedacinho de cura, mesmo que eu ainda estivesse me
recuperando de tudo que vivi com o Henry.
E assim seguimos, cada uma no seu canto, mas com
laços que começaram a nascer. Tayná e eu mais próximas,
Sthefanny também está próxima dela criando uma amizade
bacaninha, e eu com a Elena achando conforto sem cobrança,
sem comparação, só amizade verdadeira.
No meio disso tudo, eu percebi que podia ter carinho e
conexão com pessoas sem que precisasse ser intenso como
era com o Henry. E isso me deu esperança de que, com
tempo, eu conseguiria reconstruir minha vida social e
emocional, sem deixar de sentir, mas aprendendo a lidar com
o que passamos e o que ainda vem.

Capítulo 8 – Reaproximação depois da chácara


LAS
A reaproximação começou naquele dia na chácara. Eu já
sabia que ele estaria lá, mas a gente praticamente não
conversou nada. Só uns olhares e a gente acabou brincando
com o macarrão de piscina, mas foi só por distração e
brincadeira. ELE ME CHAMOU POR UM APELIDO QUE
FAZIA TEMPO QUE EU NÃO OUVIA, e foi estranho cara,
meu coração acelerou no momento e só consegui lembrar das
vezes que Henry me chamou por esse apelido.
Depois que voltei pra casa, a conversa começou pelo
celular. Não foi nada muito profundo sabe? A gente só foi
retomando o contato devagar, trocando mensagens simples,
coisas do dia a dia, tentando se aproximar de forma tranquila.
Eu respondia, ele respondia, e aos poucos foi ficando aquela
rotina de conversa (AMEI).
Durante esse tempo, eu ainda escrevia meus desabafos,
textos e cartas, tentando organizar meus sentimentos. Cada
palavra era uma forma de lidar com o que eu sentia, mesmo
que a conversa com ele fosse só normal.
Eu ficava pensando nos nossos momentos passados,
nas risadas, nos apelidos, nos carinhos, mas agora a gente
estava apenas estranhos com memórias. Cada lembrança
vinha sozinha na cabeça e me deixava meio confusa, mas
também fortalecida de algum jeito.
E, no meio de tudo isso, Deus estava comigo. Cada
oração, cada momento de reflexão, me ajudava a lidar com a
intensidade do que eu sentia, mesmo quando a vida parecia
simples ou monótona. Aprendi que, mesmo que alguém seja
importante na minha vida, é Ele quem sustenta meu coração e
me ajuda a seguir em frente.
No fim das contas, a reaproximação foi só conversa
normal, brincadeiras bobas, alguns apelidos e mensagens,
mas cada detalhe me lembrava tudo que vivemos e ainda está
muito claro na minha cabeça.

Capítulo 9 – Uma nova fase hehe

LAS
Depois da reaproximação devagar, a gente finalmente
começou a se aproximar de fato, de verdade. Não era só
conversa por mensagem ou apelidos antigos, era sentir que
dava pra confiar de novo, que dava pra rir, trocar ideias, sem
medo de se machucar tanto. E, sinceramente, essa fase nova
da minha vida tem sido muito boa.
Tenho saído mais, indo pra igreja, vendo amigas,
conhecendo pessoas novas. Não é que eu esteja esquecendo
do que passou, mas agora consigo aproveitar os momentos,
rir sem me sentir culpada ou ansiosa demais. A escola
também tem ido bem, estou conseguindo me organizar
melhor, estudar mais e me concentrar, sem deixar que a
saudade ou os pensamentos sobre ele me atrapalhem.
Essa aproximação com Henry foi “tranquila”. A gente
conversa, brinca e tal.
Além disso, eu tenho me sentido mais confiante comigo
mesma. Antes eu me prendia demais ao que poderia dar
errado, ao medo de sofrer, mas agora eu consigo me colocar
primeiro, aproveitar a vida, sem perder o que sinto por ele. É
como se eu tivesse aprendido a equilibrar o coração com a
razão, e isso tá me fazendo muito bem.
Deus também tem sido uma base enorme nessa fase.
Cada oração, cada reflexão me dá força pra lidar com meus
sentimentos, manter minha cabeça no lugar e seguir
melhorando como pessoa. Não é só sobre Henry, é sobre
mim, sobre aprender a viver de forma mais leve e feliz.
E assim, aos poucos, eu vejo que essa nova fase tá
sendo cheia de oportunidades, risadas, crescimento e
momentos que antes eu nem imaginava que poderia ter. É
como se eu tivesse aberto a porta pra uma vida mais tranquila
e boa, e mesmo que o futuro seja incerto, por enquanto eu
estou aproveitando cada pedacinho desse presente.

Mas mesmo com tudo isso... não sei o que vem pela
frente.

LAS

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