Letícia Carvalho Leite de Souza- sexto semestre
Transtorno do espectro autista
▪é um transtorno do neurodesenvolvimento➙ não é uma doença e por isso não tem cura
▪funcionamento cerebral atípico
▪evolução da simbologia
Transtorno do neurodesenvolvimento
▪começam no período infantil, as manifestações estão presentes precocemente( antes mesmo de
entrar na escola) e se exacerbam no momento escolar
▪déficits no desenvolvimento: prejuízos pessoais( sofrimento psíquico), sociais, acadêmicos ou
profissionais
para ter transtorno precisa de prejuízo➙ causar sofrimento para ele e terceiros
▪comorbidade entre os transtornos do neurodesenvolvimento é frequente➙ paciente com múltiplos
diagnósticos
▪podem ser caracterizados pela falta de algum comportamento ou pelo excesso de outro
● TDAH: falta atenção e tem hiperatividade
Quais são?
▪Deficiência intelectual
▪Transtorno do espectro autista
▪Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
▪Distúrbios da comunicação e aprendizagem
▪Distúrbios motores: tiques e síndrome de Tourette
Epidemiologia
▪antigamente era uma condição rara
● prevalência nos US: 1 em cada 68 crianças( 5x mais frequentes em meninos➙ camuflagem
feminina??)
● prevalência na Ásia, Europa, América do Norte: 1%
▪A nova estimativa é 1/36➙ O que justifica o aumento da prevalência? melhor capacidade de
diagnóstico, maior acesso à informação, mudança nos critérios diagnósticos, aumento real na
frequência??( industrialização…)
Espectro do autismo
▪inicialmente esse espectro era linear➙ do mais grave( não fala, isolamento) para o mais leve(
síndrome de asperger)
▪atualmente não é mais linear➙ não é mais ou menos autista
▪há uma combinação de sintomas, em diferentes proporções, o que gera quadros diversos
▪primeira descrição do autismo( Leo Kanner), depois Lan( síndrome de asperger➙ pessoas altamente
inteligentes com habilidades sociais muito ruins)
Evolução
▪é sempre necessário descrever o padrão de início
▪gravidade( prejuízo funcional) pode variar de acordo com o contexto ou oscilar com o tempo
▪pequena minoria vive e trabalha de forma independente na fase adulta
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Suspeita clínica
▪as manifestações vão variar com a idade( adultos costumam camuflar), nível de desenvolvimento e
gravidade➙ influência do contexto ambiental e das características pessoais
● adultos que acabam desenvolvolver ansiedade e depressão por conta da angústia da
camuflagem
▪sempre basear as alterações de comportamento com base na cultura e ambiente do indivíduo
Os primeiros sinais➙ são baseados nos marcos do desenvolvimento
▪antes dos seis meses? criança não sorrir, não olhar para mãe no momento da amamentação
● alteração no contato visual( não olhava como chamava o nome, não mantinha)
▪até 12 meses não balbucia, aponta ou faz algum gesto
▪até 1 ano e 4 meses: criança não fala
▪até 2 anos: não usara 2 palavras( construir frases)
▪foco em partes do objeto e não no todo➙ atenção compartilhada prejudicada
observação: depois dos 18 anos as coisas acabam ficando mais evidentes
▪não compartilhar objetos e interesse
● quando acha alguma coisa legal mostra??
▪não responder aos sons, brincadeiras, chamado do próprio nome
▪perder habilidade a qualquer tempo
● o primeiro passo é uma avaliação neurológica( principalmente se for uma perda além da
comunicação social ou depois dos 24 meses)➙ descartar outras causas orgânicas que levam a
deterioração
● costuma ocorrer entre 12 e 24 meses quando TEA
➙sintomas mais frequentemente relatados aos pais: linguagem( atraso a comunicação)
➙sintoma mais precoce( e pouco relatado): alteração na interação social➙ quem não está treinado
tem maior dificuldade de perceber
● mais notado pelos pais e profissionais de saúde
outras queixas: brincadeiras estranhas, motoras, alimentação, sono( não dorme nunca), perdas de
habilidades adquiridas
Achados que indicam avaliação cuidadosa
➙sintomas precoces
▪alterações nos marcos do desenvolvimento
● sustentar a cabeça
▪dificuldade em brincar/ imitar
▪perda de habilidades previamente adquiridas
▪atenção especial a algumas habilidades: apontar, contato visual, resposta ao próprio nome, diversão
com os pais, compreensão/ uso de expressões faciais, uso de gestos, mudanças na prosódia
➙comportamento social e comunicativo
▪suspeita de alterações na audição, visão ou linguagem: dificuldade de diálogo e/ ou na compreensão
da linguagem( metáforas, sarcasmo, expressões)
● encaminhar também para médico especialista
▪alteração nas habilidades sociais e comportamentos comunicativos: qualidade do apego a
familiares, interesse na socialização, capacidade de socializar adequadamente
▪dificuldade em fazer/ manter amigo ou identificar conhecidos x desconhecidos
▪dificuldade em fazer suposições sobre os sentimentos, crenças e intenções dos outros: empatia
prejudicada
● ex: não sabe dizer oq incomoda a mãe nas atitudes dele➙ “ não sei oq passa na cabeça dela”
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observação: mesmo quando habilidades linguísticas formais estão intactas, o uso da linguagem para
comunicação social recíproca está prejudicado no transtorno
➙comportamentos repetitivos, rituais e estereotipias
▪Flapping, rodar( a si mesmo ou objetos), balançar
● muitos adultos com TEA sem deficiência intelectual ou linguísticas aprendem a suprimir
comportamentos repetitivos em público
▪insistência em repetições e rotinas, comportamento inflexível, birras frequentes, dificuldade em aceitar
as transições nas rotina
▪interesses especiais e específicos
▪preocupação com partes específicas dos brinquedos
Fortalecem a suspeita
➙condições associadas
▪alterações no apetite e no sono
▪autolesão
● se leve: na unha( futuca até sangrar), coçar
● se morder, bater a cabeça
▪antecedente de convulsão
▪depressão
▪ansiedade: muitos começam a perceber que tem a dificuldade de relação e por isso começam a ter
sintomas ansiosos
▪distúrbios de aprendizagem: mesmo aqueles com inteligência média ou alta apresentam um perfil
irregular de capacidades
observação: o período de risco de catatonia comórbida parece ser maior nos anos de adolescência
➙história familiar
▪TEA
▪outros transtornos psiquiátricos: deficiência intelectual, distúrbios de aprendizagem, TDAH, convulsões,
TOC, ansiedade, transtornos de humor e esquizofrenia
Como avaliar o paciente?
Objetivos
▪determinar se os sintomas da criança formalizam diagnóstico de TEA
▪determinar o nível de funcionamento da criança, suas potencialidades e dificuldades
▪estabelecer diagnósticos diferenciais e condições associadas
Pontos- chave
▪capacidade intelectual e estilo de aprendizagem
▪habilidades acadêmicas
▪fala, linguagem e comunicação
▪habilidades motoras finas e grosseiras
▪habilidades adaptativas: atividade de vida diária( AVD’s)➙ podem ser básicas( autocuidado) ou
instrumentais( usar telefone, se deslocar sozinho, paga as próprias contas)
▪habilidades de socialização
▪saúde mental e emocional➙ incluindo auto- estima, saúde física e nutrição
▪hiper e hipossensibilidade sensoriais: aumento do limiar de dor, sensibilidade auditiva, alteração da
propriocepção
▪comportamentos passíveis de afetar a participação em experiências de vida, suporte e manejo futuros
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História médica completa
▪história pré- natal e perinatal
▪identificação de quaisquer condições de saúde passadas e/ ou atuais relevantes
▪fatores de risco( como história de possíveis epilepsia)
▪história familiar para identificar distúrbios genéticos
▪condições médicas e mentais reconhecidas
Exame físico
▪macro/ microcefalia: neuropediatria pede pedição até os 5 anos de idade
▪dismorfismo: implantação de orelhas
▪estigmas de pele: manchas, nódulos
● relações com epilepsia-> comum no TEA
▪machucados: paciente está se machucando ou alguém está machucando ele
Avaliação multiprofissional➙ necessário em alguns casos
▪fonoaudiologia: avaliação da fala, linguagem e comunicação social
▪psicologia: avaliação cognitiva
▪terapia ocupacional
▪outros profissionais conforme a necessidade
Exames complementares
▪avaliação auditiva e visual
▪exames gerais e pré- introdução de medicações
● eletro: para todas as crianças que vão usar ritalina
Encaminhamentos
Como fazer o diagnóstico? DSM- V
história prévia: quando está claramente presente na infância ou em algum momento do passado
mesmo que os sintomas não estejam mais presentes
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➙especificar se:
▪com ou sem comprometimento intelectual concomitante
▪com ou sem comprometimento da linguagem concomitante
▪associado a alguma condição médica ou genética conhecida ou a fator ambiental
▪associado a outro transtorno do neurodesenvolvimento, mental ou comportamental
▪com catatonia
Tratamento
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Escolhendo as medicações
▪Risperidona e aripiprazol: é indicado no caso de irrutabilidade
▪Metilfenidato: é indicado se TDAH comórbido
Prognóstico
▪diagnóstico e reabilitação precoce
▪equipe multiprofissional a depender de necessidades individuais
▪adaptação escolar: TODOS os casos
▪suporte familiar!! mãe precisa de terapia também
▪terapia farmacológica apenas se necessário