O elevador suspirou quando percebeu que sonhava em ser um balão de festa.
Nos
corredores do prédio, os ecos brincavam de esconde-esconde com as sombras. Uma
abelha com chapéu de detetive interrogava pétalas sobre um sumiço misterioso de
néctar. O vento, cansado de soprar, decidiu pintar quadros de silêncio. Um peixe
dourado aprendeu a tocar flauta dentro de um copo de suco de manga. A lua riu,
derramando luz sobre as páginas invisíveis de um livro que contava histórias ao
contrário. No final, todos os relógios concordaram: o tempo só existe quando alguém
lembra de esquecê-lo.