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Teorias e Fatores do Crescimento Econômico

O trabalho de macroeconomia da Universidade Katyavala Bwila explora o crescimento econômico, suas teorias e fatores determinantes, com foco na compreensão dos principais elementos que influenciam esse fenômeno. O documento aborda teorias clássicas, keynesianas, neoclássicas e do crescimento endógeno, além de modelos como Harrod-Domar e Solow, destacando a importância de fatores como capital, trabalho, progresso tecnológico e políticas públicas. O objetivo é analisar como esses fatores contribuem para o crescimento econômico e seu impacto no desenvolvimento das sociedades.

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Beatriz Lutucuta
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Teorias e Fatores do Crescimento Econômico

O trabalho de macroeconomia da Universidade Katyavala Bwila explora o crescimento econômico, suas teorias e fatores determinantes, com foco na compreensão dos principais elementos que influenciam esse fenômeno. O documento aborda teorias clássicas, keynesianas, neoclássicas e do crescimento endógeno, além de modelos como Harrod-Domar e Solow, destacando a importância de fatores como capital, trabalho, progresso tecnológico e políticas públicas. O objetivo é analisar como esses fatores contribuem para o crescimento econômico e seu impacto no desenvolvimento das sociedades.

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Universidade Katyavala Bwila

Faculdade de Economia
Campus Universitário da Catumbela-Benguela

TRABALHO DE MACROECONOMIA

CRESCIMENTO ECONÓMICO: TEORIAS E FACTORES DETERMINANTES

4º Grupo

2º ANO – Regular

CURSO: Economia

ESPECIALIDADE: Gestão de Empresas

O Docente

Hélder Segunda

CATUMBELA, 2024

1
Universidade Katyavala Bwila
Faculdade de Economia
Campus Universitário da Catumbela-Benguela

TRABALHO DE MACROECONOMIA

CRESCIMENTO ECONÓMICO: TEORIAS E FACTORES DETERMINANTES

Integrantes:

 Abel Tito Augusto Albino


 Domingas Kussuma Antunes
 Ermelinda Inês Dos Santos Jorge
 Inácia Nachiyala Lopes
 Manuel Sasy Da Silva
 Rosália Chindombo

2
PENSAMENTO
“É preciso coragem para levantar-se e falar, mas também é preciso coragem para
sentar-se e ouvir.”

«Winston Churcill»

3
AGRADECIMENTOS
Agradecemos primeiramente a Deus, por nos ter concedido o dom da vida e por
cuidar de nós, às nossas famílias que muitos fazem para a nossa formação. Sem esquecer
o nosso querido professores e a todos que participaram na realização deste trabalho.

4
ÍNDICE
PENSAMENTO .................................................................................................................. 3

AGRADECIMENTOS ....................................................................................................... 4

Objectivo geral: ................................................................................................................... 6

Objectivos específicos: ....................................................................................................... 6

INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 7

Crescimento Económico: Teorias e Factores Determinantes .............................................. 8

Crescimento vs desenvolvimento ....................................................................................... 8

Fontes do crescimento económico ...................................................................................... 8

Teorias do crescimento económico. .................................................................................... 9

Modelos de Crescimento Económico ................................................................................11

Modelo de Harrod-Domar..................................................................................................11

Modelo de Robert Solow .................................................................................................. 12

Impacto do Progresso Tecnológico no Modelo de Solow................................................. 13

Modelos de Crescimento Endógeno ................................................................................. 14

Equilíbrio do Modelo de Harrod-Domar e Robert Solow ................................................ 14

CONCLUSÃO .................................................................................................................. 17

BIBLIOGRAFIA .............................................................................................................. 18

5
Objectivo geral:
Compreender os principais factores que influenciam no crescimento económico.

Objectivos específicos:
 Identificar os factores determinantes do crescimento económico.
 Apresentar as teorias e modelos que impulsionam o crescimento económico.
 Analisar as consequências do crescimento económico para as sociedades.
 Definir Crescimento Económico, Teorias e Factores Determinantes.

Hipóteses

De que forma as teorias e factores determinantes do crescimento económico contribuem


para o crescimento da economia de um país?

6
INTRODUÇÃO

O problema económico consiste em procurar satisfazer as necessidades das pessoas, dados


os escassos recursos disponíveis, e a tecnologia existente. Para o resolver, é essencial ter
em conta que as escolhas presentes condicionam de forma decisiva o bem-estar das
gerações futuras. Vivemos numa era de abundância e prosperidade sem precedentes.

O enorme progresso tecnológico a que assistimos no século XX transformou


completamente a economia. Usufruímos agora de bens como o automóvel, a televisão, o
computador e o telemóvel. Usamos aviões para viajar pelo mundo, e comunicamos através
da Internet. Temos cada vez mais qualidade de vida, e as nossas vidas são cada vez mais
longas.

O desenvolvimento económico vai relaxando as restrições que limitam as escolhas e


oportunidades das pessoas, que procuram essencialmente viver bem e por muito tempo. O
conceito de crescimento económico é mais restrito, focando-se no aumento quantitativo da
capacidade produtiva, e não na transformação qualitativa da estrutura da economia.

Crescimento económico é um aumento da capacidade produtiva de uma economia ao longo


do tempo, geralmente medido pelo crescimento do produto interno bruto (PIB). Ele reflete
a expansão da produção de bens e serviços, indicando, que a economia está gerando mais
riqueza e potencialmente melhorando o padrão de vida da população.

7
Crescimento Económico: Teorias e Factores Determinantes

O crescimento económico refere-se ao aumento, ao longo do tempo, da quantidade de bens


e serviços produzidos por uma economia. É um conceito quantitativo que mede o aumento
da capacidade produtiva de um país, ou seja, o aumento da atividade económica e do nível
de produção.

O crescimento económico ocorre quando a produção de bens e serviços de uma economia


aumenta, geralmente ao longo de um período de tempo.

O crescimento económico geralmente leva a melhorias no padrão de vida da população,


redução do desemprego, aumento da renda per capita e melhoria da infraestrutura.

O crescimento económico é um indicador importante do desenvolvimento de um país,


mostrando a capacidade de gerar riqueza e bem-estar para os seus cidadãos.

Crescimento vs desenvolvimento
Crescimento e desenvolvimento económico são dois conceitos diferentes, mas
complementares. Crescimento económico é o aumento contínuo da renda per capita ao
longo do tempo. O desenvolvimento económico é um conceito mais qualitativo, incluindo
as alterações da composição do produto e a alocação dos recursos pelos diferentes sectores
da economia, de forma a melhorar os indicadores de bem-estar económico e social
(pobreza, desemprego, desigualdade, condições de saúde, nutrição, educação e pôs o
crescimento econômico é um indicador importante para o desenvolvimento de um país,
mostrando a capacidade de gerar riqueza e um bem-estar para os seus cidadãos.

Fontes do crescimento económico

Com base na função de produção agregada, pode-se analisar as fontes de crescimento


económico. O crescimento da produção e do rendimento resulta de variações na quantidade
e na qualidade de dois factores de produção fundamentais: capital e força de trabalho,
especialmente a força de trabalho empregada.

Alguns dos elementos principais que impulsionam o desenvolvimento económico são:


 Investimentos em Infraestrutura: A construção de estradas, ferrovias, portos,
aeroportos, redes de comunicação e energia é fundamental para o crescimento

8
económico, pois facilita o transporte de bens e pessoas, a produção industrial e a
distribuição de produtos.
 Investimentos em Educação e Saúde: A melhoria da qualidade da educação e do
sistema de saúde é essencial para o desenvolvimento do capital humano, que por
sua vez impulsiona a produtividade e a inovação.
 Inovação Tecnológica: A pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, a
adoção de práticas mais eficientes e a criação de produtos e serviços inovadores são
importantes para aumentar a produtividade e a competitividade.
 Políticas Públicas Eficientes: O papel do governo é fundamental para criar um
ambiente propício ao desenvolvimento, através da implementação de políticas que
incentivem o investimento, a criação de empregos e o crescimento económico.
 Capital Humano: A qualificação e a experiência da mão de obra são fatores
cruciais para a produtividade e a competitividade.
 Capital Físico: A disponibilidade e o uso de equipamentos e instalações adequados
também contribuem para o crescimento económico.
 Progresso Técnico: A introdução de novas tecnologias e métodos de produção
mais eficientes é um impulsionador do desenvolvimento.
 Inovação: A criação de novos produtos, processos e serviços, bem como a
adaptação de tecnologias existentes, impulsiona o crescimento.
 Actividade Económica: O desenvolvimento económico é impulsionado pela
atividade económica em diferentes setores, como agricultura, indústria e serviços.
Em resumo, o desenvolvimento económico é um processo dinâmico que envolve múltiplos
fatores interligados. Investimentos em infraestrutura, educação, saúde, inovação
tecnológica e políticas públicas eficientes são cruciais para impulsionar o crescimento e o
desenvolvimento de uma economia.

Teorias do crescimento económico.

A teoria do crescimento económico explora os factores que influenciam o aumento da


produção de bens e serviços de uma economia ao longo do tempo. Essas teorias têm com
determinantes na oferta agregada (AS) ou produção agregada de longo prazo e supõe-se
que os recursos estejam planeamento empregados analisando o comportamento do produto
potencial da economia. E também se concentram na discussão de estratégias do longo prazo
analisando as medidas que devem ser adaptadas para um crescimento económico
equilibrado e sustentável.

9
A principal medida de crescimento económico é o Produto Interno Bruto (PIB), que reflete
o valor total dos bens e serviços produzidos num país. Existem várias teorias de
crescimento económico: teoria clássica, teoria keynesiana, teoria neoclássica e a teoria do
crescimento endógeno.

Teoria Clássica:

Enfatiza o papel do capital e da mão de obra na geração de crescimento, com foco na


produtividade e na poupança.

Teoria Keynesiana:

Destaque para a importância da demanda agregada na determinação do crescimento, com


políticas fiscais e monetárias desempenhando um papel fundamental.

Teoria Neoclássica:

Modelo de Solow, que considera a tecnologia, o capital e o trabalho como fatores-chave do


crescimento, com a tecnologia como motor da expansão a longo prazo.

Teoria do Crescimento Endógeno:

Argumenta que o crescimento é impulsionado por forças internas, como o investimento em


capital humano, inovação e educação.

Nicholas Kaldor (1961) identificou um conjunto de regularidades empíricas de longo


prazo, hoje conhecidas como factos estilizados de Kaldor:

 Crescimento do produto per capita.


 Crescimento do rácio capital-trabalho.
 Estabilidade do rácio capital-produto.
 Crescimento dos salários reais.
 Estabilidade da taxa de lucro.
 Estabilidade da proporção entre salários e lucros.

Estes factos empíricos descrevem uma espécie de crescimento equilibrado da economia,


que se observa na realidade como tendência de longo prazo. O stock de capital e o produto
crescem à mesma taxa (3), que é superior à taxa de crescimento da população (1) e do
factor trabalho (2). Relativamente à remuneração dos factores de produção, observa-se que
os salários reais vão crescendo (4), enquanto que a taxa de lucro é estável (5), mantendo-

10
se constantes as fracções do rendimento (produto) que remuneram os proprietários dos
capitais e os trabalhadores (6).

Modelos de Crescimento Económico

Desde o século XVIII, com os clássicos, que a economia procura explicar as causas do
crescimento económico, isto é, os factores determinantes na criação da riqueza material,
quantificada em produto ou rendimento. Como já foi referido, as fontes de crescimento
acima enumeradas para efeitos de modelagem resumem-se em dois factores fundamentais
(capital e trabalho). A seguir apresenta-se, entre outros, os modelos que procuram explicar
os determinantes do crescimento económico.

Modelo de Harrod-Domar

O Modelo Harrod-Domar de crescimento econômico apresenta uma grande simplicidade


e, na medida em que dá primazia à acumulação de capital e não garante qualquer equilíbrio
automático e necessário da economia através dos mecanismos de mercado, parece se
adequar melhor à explicação do processo de desenvolvimento econômico que outros
modelos mais complexos. Entretanto, tem sofrido críticas por não deixar explícito o papel
do progresso técnico e por não admitir substituibilidade de fatores

Harrod e Domar partiram da teoria Keynesiana do multiplicador e formalmente o modelo


é apresentado matematicamente tornando-o mais simples.

O modelo simples de determinação de rendimento já estudado permitem exprimir a


poupança como função do produto. Pelo lado da procura e definindo o investimento como
variação de stock de capital. Do lado da oferta deriva-se a poupança como função do
produto e determina-se o rácio capital/produto, que é o inverso da produtividade marginal
de capital (rácio produto/capital).

Este modelo tem os seguintes pressupostos básicos:

 Os investimentos líquidos são limitados pelo nível de poupança que por sua vez
depende do rendimento através da PMg.
 A produtividade marginal do capital é constante, facto que torna o modelo menos
realista, pois a hipótese do acelerador constante sobre tudo em períodos de grande
desenvolvimento tecnológico, não corresponde à realidade do desenvolvimento
económico.

11
Modelo de Robert Solow

Como resposta a insuficiência do modelo de Harrod-Domar que considera constante a


produtividade de capital, o modelo de Solow baseia-se na substituição contínua dos
factores de produção (capital, trabalho), sendo o produto marginal (Pmg) de cada factor
variável. Com a hipótese de rendimentos constantes de escala, uma duplicação dos factores
de produção resulta na duplicação do produto, permitindo esta propriedade incorporar uma
constante na função neoclássica de produção.

A função que determina o equilíbrio do estado estacionário deriva das relações entre o
consumo e poupança (por trabalhador).

O investimento só aumenta quando a variação do stock de capital excede a depreciação


(investimento líquido).

Equilíbrio de Crescimento de Solow da equação anterior, se a poupança e, por isso, o


investimento for maior que a depreciação então, o stock de capital por trabalhador aumenta.
Por outro se o investimento for inferior a depreciação então, o stock de capital por
trabalhador decresce. O stock de capital tenderá para o ponto de equilíbrio em que todas as
variáveis do modelo crescerão a taxas constantes e representará o “estado estacionário”.
Portanto, o modelo de Solow mostra que: se

 A função de produção tem rendimentos constantes à escala, rendimentos


decrescentes para um factor variável, e
 O parâmetro é constante, então a longo prazo o rácio capital-trabalho tem um nível
e o rendimento per capita.
 Neste equilíbrio em estado estacionário a taxa de crescimento tanto de capital como
de rendimento é nulo.

No equilíbrio não existirá aumentos do produto nem do stock de capital; na mudança de


um estado estacionário para outro, ocorre crescimento de produto per capita e stock per
capita, a médio prazo e só há crescimento a médio prazo, mas este não ocorre
permanentemente.

Uma das insuficiências do modelo de Solow reside na incapacidade de explicar o


crescimento económico de longo prazo. O crescimento do produto per capita depende do
crescimento de capital, se o capital não pode aumentar de forma permanente, devido a
existência de rendimentos decrescentes, deve existir outros factores que explicam o

12
crescimento persistente que ocorre em alguns países e em determinados momentos. É
comum atribuir este crescimento ao progresso tecnológico e ao crescimento da população.

O crescimento da população varia muito de país a país, pelo que a população e a força de
trabalho não são constantes, justificando a necessidade de incorporação desta variável no
modelo. Suponha-se que o crescimento da população implica aumento da força de trabalho
a uma taxa constante n, isso implica uma mudança na condição do estado estacionário da
Economia.

Manter-se constante quando a força de trabalho cresce, então, o capital deverá crescer à
mesma taxa de. O montante do novo capital por trabalhador será igual ao crescimento da
população multiplicada pelo stock de capital por trabalhador. O equilíbrio no estado
estacionário ocorre no nível abaixo da situação inicialmente estudada. O investimento não
sofre do efeito de rendimentos decrescentes se ocasionar um aumento do stock de capital
na mesma proporção da força de trabalho. Admitindo rendimentos constantes à escala (se
todos factores aumentam a mesma escala, o produto também aumenta na mesma
proporção), o produto total aumenta, mas o crescimento é medido em termos per capita,
significando que, o crescimento da população não implica um crescimento económico
permanente.

Impacto do Progresso Tecnológico no Modelo de Solow

O crescimento da população não explica o aumento permanente do produto per capita


deixando espaço para a análise do progresso tecnológico, entendido como a expansão da
capacidade de um país converter recursos naturais em bem-estar através do aumento da
produção, ou ainda, a criação de novas ideias, isto é, o aumento da eficiência económica.
Qualquer definição dada ao progresso tecnológico tem como efeito a deslocação da curva
da função produção. Admitindo que a incorporação do progresso tecnológico melhora a
eficiência económica de todos os factores produtivos. A forma mais comum de modela-lo
é exprimindo a eficiência económica ou produtividade total dos factores. A diferença entre
a variação do produto e a variação de outros factores mede as mudanças na produção que
não podem ser atribuídas aos insumos e factores de produção e é conhecida como “Resíduo
de Solow.

O Resíduo de Solow é usada para a quantificação do progresso tecnológico (estimativa ou


aproximação), considerado exógeno ao modelo.

13
Modelos de Crescimento Endógeno

O modelo de Solow, identificou as várias variáveis determinantes do crescimento


económico, mas deixa por explicar a sua participação no processo de crescimento
económico, levando a que o estudo deste tema seja complementado pela análise do papel
das variáveis exógenas ao modelo, tornando-os endógenos. A endogeneização da
tecnologia tem-se revelado uma tarefa muito difícil, partindo mesmo das divergências
quanto ao significado do termo tecnologia. A tecnologia é considerada, frequentemente,
como o nível de aprimoramento com que uma unidade produtiva combina os factores de
produção necessários para produzir determinado produto. Paul Romer, considera a
tecnologia como um conceito mais abrangente, preferindo o termo ideias. Numa
perspectiva macroeconómica pode pensar-se em tecnologia como uma caixa negra, dentro
do qual se colocam todos os recursos produtivos da economia para a obtenção de bens e
serviços que proporcionam bem-estar e contribuem, simultaneamente, para o nível de vida
da população.

Uma parte da tecnologia, interpretando a caixa negra, é incorporada nos factores


produtivos, passando a ser designada por qualidade dos factores de produção. Uma outra
pode ser entendida como o conhecimento que permite uma combinação de factores e
recursos para produzir novos produtos e finalmente, a tecnologia também pode ser
considerada sob forma de instituições que orientam a economia. Assim, os modelos de
crescimento endógeno tentam explicar o processo pelo qual a economia faz crescer a sua
função de produção.

No modelo de crescimento tecnológico endógeno, o lucro, a oferta de trabalho, a eficiência


das actividades de I&D e a taxa de juro determinam o número de inovações por ano. Assim,
enquanto o modelo de Solow só descreve o estado estacionário no qual o crescimento
económico é nulo, os modelos endógenos de progresso tecnológico descrevem o processo
através do qual ocorrerá crescimento económico no longo prazo.

Equilíbrio do Modelo de Harrod-Domar e Robert Solow

O modelo Harrod-Domar procura determinar as condições do equilíbrio dinâmico,


considerando tanto as condições do lado da oferta quanto do lado da procura e, ainda, a
incerteza quanto ao futuro. Para isso, considera-se que o investimento agregado apresenta
dois efeitos na economia: efeito demanda e efeito capacidade.

14
 Efeito demanda, refere-se à relação entre a quantidade de um produto ou serviço
que os consumidores desejam adquirir e a sua capacidade de pagar por ele, a um
determinado preço.
 Efeito capacidade, referir-se à capacidade de um sistema ou empresa para produzir
ou fornecer bens e serviços, ou seja, a capacidade de um indivíduo para realizar
tarefas ou actividades.

Além disso, o modelo identifica também ao investimento o caráter de incerteza quanto ao


futuro, pois considera que este é efectivado a partir das expectativas empresariais. Em
termos dinâmicos, essa formulação leva à conclusão de que existe a possibilidade de uma
divergência entre a taxa de crescimento efectiva e a taxa de crescimento esperada pelos
empresários. Essa divergência ocorrendo, tenderá a ser Auto agravante, quer a economia
esteja em depressão, quer em expansão. Esse equilíbrio dinâmico instável é a tese central
do modelo Harrod-Domar, e que passou a ser conhecido como equilíbrio em “fio-de-
navalha”. De acordo com Baldwin e Meier (1968), o ponto principal do modelo Harrod-
Domar é o seguinte: supondo-se, inicialmente, um nível de renda de equilíbrio em pleno
emprego, a manutenção deste equilíbrio ano após ano requer que o volume de gastos gerado
pelo investimento seja suficiente para absorver o aumento de produção tornado possível
pelo investimento.

Enquanto os modelos de raízes keynesianas tenderam a valorizar o papel da demanda na


dinâmica do crescimento, o modelo de Solow (1956) inicia o primado dos modelos de
oferta, configurando simultaneamente o predomínio das abordagens do equilíbrio
dinâmico, factores de crescimento. Além disso, uma das principais diferenças entre a
abordagem de Solow, em relação ao modelo Harrod-Domar, é a hipótese de
substituibilidade de factores que o primeiro assume, em contraposição à
complementaridade de factores no segundo. Ao considerar os factores de produção como
substituíveis, Solow identifica a existência de um equilíbrio único no mercado de bens,
denominado de steady state, para o qual a economia estará sempre tendendo. Nesse
arcabouço, qualquer situação de desequilíbrio seria compensada através de reajustes nos
preços dos factores. Assim, se em dado momento a economia estiver abaixo de seu steady
state, haverá um excesso de poupança disponível, o que tornará o capital relativamente
mais barato, induzindo a economia à escolha de uma técnica mais intensiva em capital.

15
Apesar de apresentar a existência de um equilíbrio estável, essa primeira formulação de
Solow ainda deixa a desejar, pois leva à conclusão de que, estando em equilíbrio, não
existiria crescimento do produto per capita. A solução encontrada foi a introdução do
progresso técnico como factor exógeno ao modelo. Com isso, o produto per capita crescerá
à taxa exógena do progresso técnico. (JONES, 2000, p. 33). No entanto, o caráter exógeno
dado ao progresso técnico no modelo de Solow acabou por ser considerado também
insatisfatório, visto que, empiricamente, a única forma de observar-se esse componente do
crescimento seria através da utilização de resíduos dos outros factores de produção. Foi a
partir dessa problemática que a teoria do crescimento econômico sofreu um novo impulso
a partir de meados dos anos 80. Os modelos de crescimento econômico endógeno tiveram
como pioneiros os trabalhos de Romer (1986) e Lucas (1988). O significado dessa
expressão tem a ver com o facto de, nesses modelos, considerar-se que o crescimento per
capita decorre de mecanismos endógenos do sistema econômico e não de forças externas à
economia.

A ideia base explorada de diferentes modos nos modelos de crescimento endógeno é a de


obter rendimentos constantes em nível agregado, para os fatores acumuláveis, daqui
resultando rendimentos crescentes à escala para a função de produção. Para isso, utilizam-
se basicamente de duas vias: consideração de externalidades positivas entre produtores, e
o conhecimento técnico como motor do crescimento per capita. A primeira tentativa de
endogeneização do crescimento é dada por Romer (1986). A hipótese microeconômica
central desse modelo é semelhante àquela que tinha sido formulada por Arrow (1962),
relativa ao learning-by-doings, cuja criação de conhecimento era vista como algo que
decorria da experiência produtiva e, logo, do investimento.

16
CONCLUSÃO

Portanto o nosso trabalho focou-se em três pontos principais:

 Apresenta alguns estudos teóricos e empíricos dos efeitos da dimensão no


crescimento económico;
 Fizemos uma revisão teórica dos principais modelos de crescimento económico;
 Apresentamos alguns estudos dos factores determinantes do crescimento
económico.

O crescimento económico consiste na elevação do nível de actividade económica de um


local quando se avaliam todos os sectores produtivos que fazem daquela economia.

As teorias exploram as causas e mecanismos que impulsionam o aumento do produto per


capta e da riqueza de uma economia ao longo do tempo.

Os factores determinantes focam-se em identificar políticas que fomentam o crescimento


económico, impulsionam o aumento sustentado da produção de bens e serviços de uma
economia ao longo do tempo, que podem ser agrupados em fontes quantitativas
(relacionadas aos insumos da produção) fontes qualitativas (relacionadas à eficiência e
inovação)

17
BIBLIOGRAFIA

Jaguaribe (1962, cap.I), Sunkel e Paz (1970, pp. 17 a 42)

AGHION, Philippe; HOWITT, Peter. A model of growth through creative destruction.


Econometrica, v. 60, n. 2, p. 323-351, 1992. ARROW, Kenneth. The economic implications
of learning by doing. Review of Economic Studies, v. 29, p. 155-173, 1962. BALDWIN,
Robert E. MEIER, Gerald M. Desenvolvimento econômico. São Paulo: Mestre Jou, 1968.
BEN-DAVID, Dan; PAPELL, David H. International trade and structural change. NBER
Working Paper, n. 6096, Cambridge, Massachusets, julho 1997

18

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