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Energia Nuclear: Fissão e Usinas no Brasil

A energia nuclear é gerada pela fissão do núcleo de átomos, principalmente do urânio, que possui um alto potencial energético. O Brasil possui a 6ª maior reserva de urânio e opera usinas nucleares que contribuem significativamente para a produção de eletricidade. Embora a energia nuclear seja uma fonte de energia limpa, sua utilização e os impactos ambientais associados à mineração e ao processamento do urânio são preocupações importantes.
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Energia Nuclear: Fissão e Usinas no Brasil

A energia nuclear é gerada pela fissão do núcleo de átomos, principalmente do urânio, que possui um alto potencial energético. O Brasil possui a 6ª maior reserva de urânio e opera usinas nucleares que contribuem significativamente para a produção de eletricidade. Embora a energia nuclear seja uma fonte de energia limpa, sua utilização e os impactos ambientais associados à mineração e ao processamento do urânio são preocupações importantes.
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A Energia Nuclear

Você Conhece a Energia Nuclear?

A energia nuclear é a energia liberada pelo núcleo de átomos que sofrem a ação de
desintegração de suas partículas. O Urânio é comercialmente um dos principais
elementos de onde podemos obter esta energia. O potencial energético do urânio
ultrapassa as possibilidades do petróleo e de outros materiais físseis:
aproximadamente meio quilo de urânio é capaz de fornecer tanta energia quanto
1.360 toneladas de carvão. O Brasil já possuí a 6ª maior reserva de Urânio do mundo
e ainda não foi analisado todo o território nacional.
O Urânio é transformado em pastilhas na Fábrica de Combustível Nuclear - FCN em
Resende e depois inseridas em um tubo de zircaloy para formar o elemento
combustível. Duas pastilhas são suficientes para gerar energia por um mês para
uma casa com 4 pessoas. O Brasil domina todo ciclo da energia nuclear e a FCN já
realiza o enriquecimento da pastilha de Urânio para que ela possa ser utilizada em
nossas Usinas de energia.

Usinas Nucleares
O mundo possui atualmente 440 Usinas nucleares e mais 23 em construção. A
Europa possui 207 Usinas nucleares e está construindo mais sete. Japão, Coréia e
China possuem juntas 82 Usinas e a América do Norte (EUA, Canadá e México) tem
atualmente 123 Usinas em funcionamento.
A América do Sul possuí apenas 4 Usinas em funcionamento, sendo o Brasil detentor
de duas: Angra I e II, estando atualmente em processo para a construção de Angra
III.
A Eletronuclear administra Angra I e II que juntas, produzem cerca de 1,6 gigawatt
de energia por hora, o que representa aproximadamente 4,8% da produção total da
energia no Brasil.
Foi descoberta por Otto Hahn e Lise Meitnercom a observação de
uma fissão nucleardepois da irradiação de urânio com nêutrons, que
tinha como objetivo produzir um núcleo mais pesado. No entanto,
eles descobriram que o elemento formado tinha cerca de metade da
massa do urânio. Esse fato intrigou os pesquisadores, pois foi
observado que um núcleo se dividiu em dois.[1]

Tipos de reações nucleares


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Esta seção não cita fontes confiáveis.

A reação nuclear é a modificação da composição do núcleo atômico de um elemento,


podendo transformar-se em outro ou outros elementos. Esse processo ocorre
espontaneamente quando não acontece metamorfose em alguns elementos. O caso mais
interessante é a possibilidade de provocar a reação mediante técnicas de bombardeamento
de nêutrons ou outras partículas.
Existem duas formas de reações nucleares: a fissão nuclear, onde o núcleo atômico
subdivide-se em duas ou mais partículas; e a fusão nuclear, na qual ao menos dois núcleos
atômicos se unem para formar um novo núcleo.
Exemplo
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Fissão nuclear
Apenas um exemplo das mais de 1 000 possíveis fissões de urânio-235: captura um nêutron,
torna-se brevemente instável como U-236, e fraciona em bário e criptônio com emissão de
dois nêutrons e radiação gama.
Com esta reação Otto Hahn e Fritz Strassmann demonstraram a fissão em 1938através da
presença de bário na amostra, usando espectroscopia de massa.[2]

História da energia nuclear


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Ver também : História da física
Ernest Rutherford, o descobridor do núcleo atômico, estava fazendo pesquisas sobre a
configuração do átomo em livros de uma biblioteca, e descobriu, através do uso dos raios
catódicos, que estes poderiam ser modificados através de bombardeamento com partículas
rápidas. Com a descoberta do nêutron ficou claro que deveriam existir muitas possibilidades
dessas modificações.
Enrico Fermi suspeitava que o núcleo ficaria cada vez maior acrescentando nêutrons. Ida
Noddack foi a primeira a suspeitar que "durante o bombardeamento de núcleos pesados com
nêutrons, estes poderiam quebrar-se em pedaços grandes, que são isótopos de elementos
conhecidos, mas não vizinhos dos originais na tabela periódica".
A fissão nuclear foi descoberta por Otto Hahn e Fritz Straßmann em Berlim-1938 e explicada
por Lise Meitner e Otto Frisch(ambos em exílio na Suécia) logo depois, com a observação de
uma fissão nuclear depois da irradiação de urânio com nêutrons(ver: projeto de energia
nuclear alemão).
A primeira reação em cadeia foi realizada em dezembro de 1942 em um reator de grafitede
nome Chicago Pile 1 (CP-1), no contexto do projeto Manhattan com a finalidade de construir
a primeira bomba atômica, sob a supervisão de Enrico Fermi na Universidade de Chicago.
Primeiro cicl Cerimônia
otronconstru de
Quebra-
ído no lançamento
geloLenin(
Japão (o do
1957),
segundo no USS
primeiro
Otto mundo) Nautilus(E
navio de
Hahne Lise projetado UA),
superfície
Meitner por Yoshio primeiro
com
no Nishina submarino
propulsão
laboratório. em 1937[3] com
nuclear,[5]
(ver: Progra propulsão
num
ma nuclear,
selo soviéti
japonês de em 21 de
code 1978.
armas Janeiro de
nucleares). 1954.[4]

Bomba atômica
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Ver artigos principais: Bomba nuclear, Bomba de nêutrons, e Bombardeamentos de
Hiroshima e Nagasaki

A explosão de Trinity
As bombas nucleares fundamentam-se na reação nuclear (i.e. fissão ou fusão nuclear)
descontrolada e portanto explosiva.
A eficácia da bomba atômica baseia-se na grande quantidade de energia liberada e em sua
toxicidade, que apresenta duas formas: radiação e substâncias emitidas (produtos finais da
reação e materiais que foram expostos à radiação), ambas radioativas. A força da explosão é
de 5 mil até 20 milhões de vezes maior, se comparada a explosivos químicos. A temperatura
gerada em uma explosão termonuclear atinge de 10 até 15 milhões de graus Celsius no centro
da explosão.
Na madrugada do dia 16 de julho de 1945, ocorreu o primeiro teste nuclear da história,
realizado no deserto de Alamogordo, Novo México, a chamada Experiência Trinity.
O segundo, empregado pela primeira vez para fins militares durante a Segunda Guerra
Mundial, foi na cidade japonesa de Hiroshima (bomba Little Boy lançada
pelo bombardeiro Enola Gay) e o terceiro, na cidade de Nagasaki (bomba Fat Man lançada
pelo Bockscar). Essas explosões mataram ao todo cerca de 155 000 pessoas imediatamente,
além de 110 000 pessoas que morrerem durante as semanas seguintes, em consequência dos
efeitos da radioatividade. Além disso, suspeita-se que até hoje mais 400 000 morreram
devido aos efeitos de longo prazo da radioatividade.[17]
As bombas termonucleares são ainda mais potentes e fundamentam-se em reações de fusão
de hidrogênio ativadas por uma reação de fissão prévia. A bomba de fissão é o ignitor da
bomba de fusão nuclear devido à elevada temperatura para iniciar o processo da fusão.

Toxicidade
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A toxicidade baseia-se na radiação emitida pelas substâncias envolvidas na reação nuclear.
Assim, tanto o material utilizado, quanto todo entorno serão fonte de radioatividade e,
portanto, tóxicos.
A descobridora da radiação ionizante, Marie Curie, sofreu envenenamento radioativo, em
1898, por manipular materiais radioativos levando a inflamação nas pontas dos dedos e no
final da vida ela sofreu e morreu de leucemia.
Aplicação civil
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Ver artigo principal: Energia nuclear por país
Ver também : Avião nuclear
Primeiras lâmpadas acesas com
eletricidade gerada pela energia nuclear, produzida pelo Experimental Breeder Reactor I,
no Argonne National Laboratory (EUA), em 20 de Dezembro de 1951.[18]
A fissão nuclear do urânio é a principal aplicação civil da energia nuclear. É usada em
centenas de centrais nucleares em todo o mundo, principalmente em países como
a França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Espanha, China, Rússia, Coreia do
Norte, Paquistão e Índia, entre outros.
A percentagem da energia nuclear na geração de energia mundial é de 6,5% (1998, UNDP) e
de 16% na geração de energia elétrica. No mês de janeiro de 2009estavam em funcionamento
210 usinas nucleares em 31 países com ao todo 438 reatores produzindo a potência
elétrica total de 372 GW. A maior usina nuclear por capacidade instalada é a Usina Nuclear
de Kashiwazaki-Kariwa, com potência de 7 965 MW para a rede elétrica e 8 212 MW de
potência total.[19] No entanto, devido a desativação temporária de Kashiwazaki-Kariwa devido
aos problemas de segurança que vieram a tona com o Desastre Nuclear de Fukushima,
atualmente a maior usina nuclear em funcionamento no mundo é a Central Nuclear de
Bruce no Canadá, com potência de 6 383 MW e produção anual de energia elétrica de 47,63
GWh.[20

Impacto ambiental
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Ver artigo principal: Impacto ambiental da energia nuclear

Mina de urânio de Rossing, na Namíbia


Ao se discutir a energia nuclear e seus aspectos ligados ao meio ambiente, deve-se primeiro
conhecer o chamado ciclo do elemento combustível nuclear. Utiliza-se o termo elemento para
designar o arranjo de varetas contendo o urânio encapsulado, que será consumido durante o
funcionamento dos reatores nucleares. Esse ciclo inicia-se na etapa de mineração de urânio,
habitualmente feita a céu aberto, ou se isso não for possível por minagem subterrânea. A
percentagem de urânio nos minérios, normalmente, é baixa, menos do que 1%. Desse modo,
grandes quantidades de material têm de ser trabalhadas para se obter a quantidade necessária
de urânio para o funcionamento de um reator nucleardurante um ano.[56][57]
Se não for adequadamente planejada, como qualquer atividade de mineração de grande porte,
a mineração de urânio pode causar forte impacto ambiental. Esse planejamento deve incluir,
entre outros, questões como: a geração de poeiras, a utilização das águas e a recuperação da
área degradada após o fechamento do empreendimento.[56]
Como consequência do baixo teor de urânio, grandes volumes de minério teriam de ser
transportados e o custo do transporte para o seu processamento, em algum local distante da
mineração iria inviabilizar financeiramente o empreendimento. Dessa forma, associa-se a
mineração de urânio ao seu processamento. Durante essa etapa, o minério é tratado com ácido
sulfúricovisando a solubilizar o urânio. Após, ele encontra-se na forma de íons uranilo(UO2+2).
Segue-se a precipitação do urânio com di-uranato de amônio [(NH4)2U2O7], comumente
chamado de yellow-cake ou bolo amarelo, segundo a reação abaixo.[56]
Com exceção dos reatores do tipo BWR (Boiling Water Reactor - reatores de água fervente),
todos os reatores nucleares de potência, ou seja, destinados à produção de energia elétrica,
utilizam elemento combustível enriquecidos em 235U. A percentagem isotópica natural é de
0,73%, enquanto que reatores PWR (Pressurized Water Reactor - reatores de água
pressurizada) empregam elemento combustível com cerca de 4% de 235U. Os processos de
enriquecimento de urânio usam uma espécie gasosa contendo urânio: o hexafluoreto de
urânio (UF6). Assim sendo, a etapa seguinte do processo é a conversão do (NH4)2U2O7 em UF6.
[56]

Para converter-se o (NH4)2U2O7 em UF6, são necessárias as etapas abaixo:


O hexafluoreto de urânio é, então, utilizado no processo de enriquecimento. No Brasil,
emprega-se o enriquecimento através de ultracentrífugas e, como o fator de enriquecimento
obtido em cada estágio é baixo, utiliza-se um conjunto dessas unidades chamado de cascata. [56]
O impacto radiológico ambiental dessas duas unidades é considerado baixo e o maior
problema ambiental está relacionado com o emprego de Hf (Háfnio) e de F2 (Flúor), ambos
bastante tóxicos e corrosivos.[56]
Certamente, por questões de segurança, o emprego do urânio na forma gasosa em reatores
nucleares não seria algo dos mais aconselháveis. Por essa razão, a etapa seguinte ao
enriquecimento é chamada de reconversão, ou seja, ao contrário da etapa de conversão, temos
a transformação do UF6 (gás) em UO2 (sólido).[56]
Um reator nuclear de potência do tipo PWR – como os existentes em Angra dos Reis –
trabalha com uma sequência de barreiras de contenção, a fim de que os produtos da fissão do
urânio não atinjam o meio ambiente. A primeira dessas barreiras é a própria pastilha de
urânio enriquecido.[56]
O elemento combustível nuclear é um arranjo de vareta, produzido em uma liga metálica à
base de zircônio chamada de Zircalloy. No interior dessas varetas, existem pastilhas
cerâmicas de UO2.[56]
Portanto, as varetas são consideradas a segunda barreira. O reator nuclear de Angra 2 possui
193 desses conjuntos contendo cada um 236 varetas, perfazendo um total de 45 548 varetas.
Os elementos combustíveis permanecem cerca de três anos no núcleo do reator, período
durante o qual a percentagem de 235U diminui para cerca de x% [56][n

Referências
1. Ribeiro, Daniel (2015). «Reação nuclear». Revista de Ciência
Elementar(3). ISSN 2183-9697. doi:10.24927/rce2015.180. Consultado em 26 de
maio de 2022
2. Hartl, Judith. «1938: Otto Hahn descobre a fissão nuclear do urânio». DW.
Consultado em 4 de Abril de 2021
3. «Yoshio Nishina». Atomic Heritage Foundation (em inglês). Consultado em 3 de
junho de 2022
4. Naval History and Heritage Command (12 de agosto de 2015). «Nautilus IV (SSN-
571). 1954 1980.». [Link] (em inglês). Consultado em 1 de agosto de 2021
5. David Fairhall (24 de junho de 2015). «From the archive, 24 June 1969: Mystery
surrounds whereabouts of Russian ship». The Guardian (em inglês). Consultado em
1 de agosto de 2021
6.

A energia nuclear é energia liberada através do núcleo dos


átomos, principalmente do urânio, através de um processo
chamado fissão nuclear. Numa usina nuclear, essa energia é
usada para aquecer água, gerando vapor que move turbinas e,
consequentemente, gera eletricidade.
Mais detalhes:
 Fissão Nuclear:

Ocorre quando um núcleo de urânio é bombardeado por


nêutrons, que se divide em núcleos menores, liberando
energia e mais nêutrons que podem continuar o processo
(reação em cadeia).
 Usinas Nucleares:
São plantas industriais que usam este processo de fissão para
gerar calor, que é usado para produzir vapor, que por sua vez,
movimenta turbinas acopladas a geradores elétricos.
 Vantagens:
A energia nuclear oferece uma fonte de energia relativamente
limpa (não emite gases de efeito estufa) e contínua, com alta
densidade energética (pouca quantidade de combustível para
muita energia).
 Desvantagens:
A energia nuclear tem riscos de acidentes, gerando resíduos
radioativos perigosos e pode ser usada para fabricar armas.
 Importância:
A energia nuclear é uma fonte importante de energia em muitos
países, contribuindo para a diversificação da matriz energética e
para o fornecimento de eletricidade de forma confiável

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