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Casamento de Chico e Genoveva: Drama e Humor

O documento é um roteiro de casamento entre Chico e Genoveva, que enfrenta a interrupção da amante Filomena, revelando um triângulo amoroso. A história se desenrola com diálogos humorísticos e tensões familiares, culminando na cerimônia de casamento. O padre, cansado, apressa a cerimônia enquanto os personagens lidam com suas emoções e conflitos.

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rafaelpszsampaio
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Casamento de Chico e Genoveva: Drama e Humor

O documento é um roteiro de casamento entre Chico e Genoveva, que enfrenta a interrupção da amante Filomena, revelando um triângulo amoroso. A história se desenrola com diálogos humorísticos e tensões familiares, culminando na cerimônia de casamento. O padre, cansado, apressa a cerimônia enquanto os personagens lidam com suas emoções e conflitos.

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PERSONAGENS

noivo-Chico
noiva-Genoveva
mãe do noivo-Maricota
pai do noivo-Tonico
mãe da noiva-Rita
pai da noiva-Genaro
irmão da noiva-Dito
amante-Filomena
irmão da amante-Tião
padre
coroinha
dona chorosa
convidados
xerife e policiais

NARRADOR
Gente a esperá
Em noite de São Jão,
Noiva no artá
Só farta chegá o Chico!

NOIVA(Genoveva)
Ai meu Santo Antonio,
Quê do meu Chico?
Será que vai deixá eu
Dispois de tanta produção!?

NARRADOR
Chico é cabra de palavra,
Bem que pensou desisti...
Mas se assim o fizesse,
Ia se ver com seu Genaro!

NOIVO(Chico)
Oxente, minha Fulô de Maracujá!
Ainda tá aí a me esperá, tá?
Magina se eu ia deixá ocê,
Prantada nesse artá!

NOIVA(Genoveva)
Eu sei meu beija-flor,
Que a mim tu tem amô!

NOIVO(Chico)
Intão vamu padre!
Case nois nesse momento...
Não tem nenhum impedimento,
Prêsse nosso casamento.

NARRADOR
O padre já cansado,
Não quer mais perdê tempo!
Chama os dois pro seu lado
Prumode fazê o juramento.

PADRE
Então venha pra cá
Chico Lutero Jatobá,
Trazeno consigo a sinhá
Genoveva Fulô Maracujá.

NARRADOR
Os dois vão pro artá
Cheios de felicidade,
Quando de repente
Aparece uma beldade!

AMANTE(Filomena)
Ô Chico Lutero sei lá de que!
Acha que vai se casá, é?!
Ocê imbuxa eu e vai casá,
Cum outra muié?

NOIVO(Chico)
Mai eu nunca vi ocê,
Na missa nem na carniça.
Esse guri não é meu,
Essa muié uma bisca!

NOIVA(Filomena)
Ah!!! Chico Lutero!
Ocê vai ter que se expricá...!
Donde vem essa bisca,
Cum seu fio a carregá?

PAI DA NOIVA(Genaro)
Ah!!! Mai vai mermo!
Só que num é a eu nem a ocê.
É cum xerife da puliça,
Que esse cabra vai se vê!

NARRADOR
O coração de Chico dispara,
Suas pernas treme toda.
Inté que chega um moço
E decidido abre a boca

IRMÃO DA AMANTE(Tião)
Ontem mermo eu lhe vi,
Sua barriga só tinha banha.
Vamu logo de uma vez,
Acabe cum essa façanha!

(Amante e noiva brigam até que a noiva arranca a barriga falsa da amante)

XERIFE
Parem ou eu atiro! (aponta a arma)

NOIVO(Chico)
Eu num te disse minha Fulô,
Que só tenho ôi pra ocê!
Vamu padre, nos case logo,
Antes que a comida acabe,
E a gente fique sem comê!

NARRADOR
E assim segue o casório,
Noivo e noiva no artá.
O padre num se demora,
Para não contrariar.

PADRE
(faz o sinal da cruz e diz:)
Pode beijá a noiva!

NOIVA(Genoveva)
Ai! Eu tou tão feliz!!!

NOIVO(Chico)
Ah! Minha fulô...
Eu não vejo a hora de vê ocê
Fazendo meu café,
Pegano a tualha prumode eu me enxugá,
Preparano a mesa pra quando eu acordá!

NOIVA(Genoveva)
Oxente! É só pra isso que ocê me quer, é?

NOIVO(Chico)
Não! Nóis vai fazer muitos guri, num é?!
Sorta o som!!

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