HISTÓRIA CULTURAL DO BRASIL
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QUESTÃO 1
Nada ali é por acaso, tudo foi planejado, principalmente a escolha do local. O monumento está em uma paisagem
histórica, o Ibirapuera, terra onde viveu o cacique Caiubí. A tropa marcha em direção à avenida Brasil, que tem o nome
de nosso país e evoca os caminhos que abriu. A “Cidade em Marcha”, outro nome para as bandeiras, aponta para o Pico
do Jaraguá, bússola dos bandeirantes. Esculpido em um bloco maciço de granito, [...] o monumento exibe a força
vigorosa de brancos, negros e indígenas. Eles avançam na mesma direção, o que traduz um simbolismo de bravura e de
confraternização.
Disponível em: [Link] Acesso em: 30 ago. 2022. (adaptado)
A narrativa apresentada no texto, a respeito do monumento paulista, reforça uma memória instituída com base na
a) denúncia das violências coloniais.
b) repressão da diversidade cultural.
c) legitimação da segregação de nativos.
d) idealização da interiorização territorial.
e) problematização da liderança paulista.
QUESTÃO 2
Em algumas dezenas de anos, os índios aprendem os ofícios europeus, e isso tão rapidamente, porque eles são herdeiros
de velhas tradições artesanais e mostram-se curiosos das novidades da Península. [...] O primeiro ofício espanhol
adotado pelos índios é o de alfaiate. Outros se põem a fabricar cadeiras e todos os tipos de instrumentos de música.
[...] Em 1543, o cronista franciscano Motolinía faz um balanço entusiasta: “eram incontáveis os índios ferreiros,
serralheiros, fabricantes de freios, cuteleiros”. As ferramentas em ferro do Velho Mundo já substituem as ferramentas
tradicionais: outrora dos índios.
GRUZINSKI, S. As quatro partes do mundo: História de uma mundialização. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Edusp, 2014.
O texto revela como a transferência dos ofícios europeus para o Novo Mundo, ao longo do século XVI, favoreceu a
a) conversão dos povos nativos americanos ao cristianismo católico.
b) canalização dos esforços coloniais para as atividades exportadoras.
c) conformação de um contexto multifacetado de afazeres na América.
d) promoção de intensa mortalidade entre as comunidades ameríndias.
e) eliminação dos saberes tradicionais das civilizações nativas americanas.
QUESTÃO 3
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CALIXTO, Benedito. Anchieta e Nobrega na Cabana de Pindobuçu. 1920. 1 original de arte, óleo sobre tela, 42,0 cm × 65,5 cm. Coleção Reginaldo Bertholino.
Na pintura, retrata-se um mecanismo de dominação dos povos indígenas caracterizado pela
a) escravização dos povos nativos.
b) imposição de elementos culturais.
c) condenação dos trabalhos manuais.
d) demolição de escolas confessionais.
e) conciliação de lideranças espirituais.
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QUESTÃO 4
A vinda da família real deslocou definitivamente o eixo da vida administrativa da Colônia para o Rio de Janeiro, mudando
também a fisionomia da cidade. [...] O acesso aos livros e a uma relativa circulação de ideias foram marcas distintivas
do período. Em setembro de 1808, veio a público o primeiro jornal editado na Colônia: abriram-se também teatros,
bibliotecas, academias literárias e científicas, para atender aos requisitos da Corte e de uma população urbana em rápida
expansão. [...] Vieram para o Brasil cientistas e viajantes estrangeiros como o naturalista e mineralogista inglês John
Mawe, o zoólogo bávaro Spix, o naturalista francês Saint- Hilaire, autores de trabalhos que são uma fonte indispensável
de conhecimento daquela época. Em março de 1816, chegou ao Rio de Janeiro a Missão Artística Francesa [...].
FAUSTO, B. História concisa do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002. p. 109.
O texto indica que a transferência da Corte portuguesa para o Brasil Colonial, no início do século XIX, contribuiu para
a) fomentar a vida cultural na colônia.
b) consolidar o projeto político liberal.
c) renovar antigos acordos estabelecidos.
d) extinguir os conflitos com nações inimigas.
reduzir as desigualdades sociais no território
QUESTÃO 5
Mesmo sob a ameaça do chicote, o escravo negociava espaços de autonomia com os senhores ou fazia corpo mole no
trabalho, quebrava ferramentas, incendiava plantações, agredia senhores e feitores, rebelava-se individual ou
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coletivamente. Aqui também a lista é longa e conhecida. Houve, no entanto, um tipo de resistência que poderíamos
caracterizar como a mais típica da escravidão – e de outras formas de trabalho forçado. Trata-se da fuga e formação
de grupos de escravos fugidos.
REIS, J. J.; GOMES, F. S. Introdução: uma história de liberdade. In: REIS, J. J. (org.). Liberdade por um fio: história dos
quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996 (adaptado).
O trecho anterior reforça que a escravidão, no contexto colonial da América Portuguesa, foi marcada, entre outros
aspectos, pela
a) harmonia entre escravizados e senhores.
b) inexistência da possibilidade de barganha.
c) multiplicidade de táticas contra o cativeiro.
d) coadjuvação dos negros na luta por liberdade.
e) ausência de laços de solidariedade entre cativos.
QUESTÃO 6
As irmandades de negros eram espaços permitidos dentro da legalidade, nos quais o escravo podia manifestar-
Se fora de suas relações de trabalho. [...] Em certo sentido, era através da religião católica que o escravo encontrava
algum lenitivo para sua situação. Tudo indica que a permissão para a criação das irmandades de negros tenha sido dada
com o intuito de obter melhores resultados na cristianização dos escravos [...].
Paradoxalmente, os negros utilizaram as irmandades para resguardar valores culturais, em especial suas crenças
religiosas. [...] Tudo leva a crer que, a partir da realidade vivida naquela época, bem como considerando as dificuldades,
o negro recriou e reinterpretou a cultura dominante, adequando-a à sua maneira de ser
Ana Lúcia Valente. As irmandades de negros: resistência e repressão. In: Horizonte, v. 9, n. 21, 2011 (adaptado).
Segundo o texto, as irmandades religiosas de negros, no Brasil colonial, eram
a) confrarias em que era proibido, por ordens metropolitanas, o contato direto entre os grupos escravizados e os
libertos.
b) templos e demais espaços em que era permitida, pelas autoridades coloniais, a realização de cultos religiosos
de origem africana.
c) instituições de apoio e auxílio aos escravizados, criadas e mantidas por meio da atuação catequizadora dos
jesuítas espanhóis.
d) organizações culturais destinadas à difusão do catolicismo romano e, paralelamente, à valorização do
sincretismo religioso.
e) espaços de imposição de princípios europeus aos escravizados e, simultaneamente, de manifestação de traços
culturais de matriz africana.
QUESTÃO 7
Texto I
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RODRIGUES, Manoel Lopes. Alegoria da República, 1896. Pintura óleo sobre tela. Salvador, Museu de Arte da Bahia. Disponível em: [Link] Acesso em: 9 dez. 2022.
Texto II
A iconografia francesa da mulher como alegoria da República provém diretamente da alegoria clássica da Liberdade.
No Brasil, em uma República cujo suporte mais importante era o Exército, quase todos os cargos da Administração
anteriormente civil seriam ocupados por oficiais. A Liberdade (como valor e como alegoria feminina) não podia ser
propulsada ao primeiro plano, ocupado por valores mais militares de disciplina e ordem.
JURT, Joseph. O Brasil: um Estado-nação a ser construído. O papel dos símbolos nacionais, do Império à República. Mana, 2012, v. 18, n. 3, p. 471-509.
O texto II contradiz o imaginário republicano representado no texto I ao reforçar o(a)
a) caráter centralizador do presidencialismo nacional.
b) ideal revolucionário das instituições brasileiras.
c) protagonismo feminino na mídia internacional.
d) associação cultural da mulher à vida religiosa.
e) hegemonia masculina na vida política do país.
QUESTÃO 8
A época da transição para uma economia industrial no Brasil pode ser simbolizada pela política de massas, como padrão
de organização política e sustentação do novo estilo de poder populista.
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IANNI, Octavio. O colapso do populismo no Brasil. São Paulo: Contraponto, 1988 (adaptado).
Essa política de massas, presente no Brasil de 1930 a 1964, caracterizou-se pelo(a):
a) debate democrático, como no Estado Novo, sobre as políticas econômicas de desenvolvimento do país.
b) adoção de políticas públicas, como a reforma agrária, para melhorar as condições de vida do povo.
c) uso da propaganda política para mobilizar os trabalhadores em torno dos projetos do governo.
d) alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) com a criação do trabalho intermitente.
e) grande mobilização de sindicatos dos trabalhadores independentes do controle estatal.
QUESTÃO 9
O episódio do “achamento” de Cartola em 1956, vivendo como lavador de carros é sintomático desse olhar que buscava
o popular “autêntico”, não contaminado pelos meios de comunicação ou pelos modismos estrangeiros, a despeito de
Cartola ser (bem) alfabetizado e influenciado por poetas cultos. Reforçando a imagem do “popular” equivalente à cultura
comunitária, oral e pré-capitalista, os “folcloristas urbanos” podem ser vistos como a faceta cultural de uma visão
romantizada das massas populares, muito corrente na política dita “populista” que predominava na época.
NAPOLITANO, Marcos. A música brasileira na década de 1950. Revista USP, n. 87, p. 56-73, 2010. Disponível em: [Link] Acesso em: 9 dez. 2022 (adaptado).
O movimento cultural apresentado no texto ganhou expressividade durante a década de 1950 ao
a) promover o estudo de organizações artísticas.
b) assimilar o sonho de vida norte-americano.
c) incentivar a luta contra o governo militar.
d) reforçar a influência estrangeira na arte.
e) idealizar a genuína música brasileira.
QUESTÃO 10
As influências da Jovem Guarda no cotidiano dos jovens brasileiros podem ser ilustrativas da forte influência e poder
da mídia televisiva: a divulgação de estilos de vida – maneiras de se vestir, falar, pensar e agir – através da indústria
cultural ganha força a partir da introdução e expansão da televisão, que trouxe para perto do público a imagem de seus
ídolos, mostrando suas roupas, corte de cabelo e maneiras de se comportar, influenciando grande parte da juventude
brasileira da década de 1960.
OLIVEIRA, A. M. A. Jovem Guarda e a Indústria Cultural: análise da relação entre o movimento Jovem Guarda, a indústria cultural e a recepção de seu público. Niterói, RJ: 2011.
Entre os fatores atribuídos ao sucesso da Jovem Guarda, está o(a)
a) construção de uma mentalidade juvenil atuante e contestadora.
b) forte apelo visual e comportamental disseminado pela televisão.
c) produção dos conteúdos críticos característicos da indústria cultural.
d) criação de uma nova estética jovem ligada a aspectos visuais e políticos.
e) nascimento de uma vanguarda ligada aos movimentos de contracultura .
QUESTÃO 11
A figura do coronel era muito comum durante os anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do
Brasil. Normalmente, tratava-se de grandes fazendeiros que utilizavam seu poder para formar uma rede de clientes
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políticos e garantir resultados de eleições. Era usado o voto de cabresto, por meio do qual o coronel obrigava os
eleitores de seu “curral eleitoral” a votarem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram
pressionados e fiscalizados por capangas, para que votassem de acordo com os interesses do coronel. Mas recorria-se
também a outras estratégias, como compra de votos, eleitores-fantasma, troca de favores, fraudes na apuração dos
escrutínios e violência.
Disponível em: [Link] Acesso em: 12 dez. 2008 (adaptado).
Com relação ao processo democrático do período registrado no texto, é possível afirmar que
o coronel se servia de todo tipo de recursos para atingir seus objetivos políticos.
o mandonismo aprimorou o processo democrático ao instituir o voto secreto.
as elites locais tinham influência maior nos centros urbanos.
o votante não podia eleger o presidente da República.
o eleitor era soberano em sua relação com o coronel.
QUESTÃO 12
No clima das ideias que se seguiram à revolta de São Domingos, o descobrimento de planos para um levante armado
dos artifı́cies mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto muito especial; esses planos demonstravam aquilo que
os brancos conscientes tinham já começado a compreender: as ideias de igualdade social estavam a propagar-se numa
sociedade em que só um terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente ser interpretados em termos raciais.
MAXWELL. K. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA, M.N. (coord.) O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.
O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das lideranças populares da Conjuração Baiana (1798)
levaram setores da elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações populares. No período da
Independência, parte da elite participou ativamente do processo, no intuito de
a) instalar um partido nacional, sob sua liderança, garantindo participação controlada dos afrobrasileiros e inibindo
novas rebeliões de negros.
b) atender aos clamores apresentados no movimento baiano, de modo a inviabilizar novas rebeliões, garantindo o
controle da situação.
c) firmar alianças com as lideranças escravas, permitindo a promoção de mudanças exigidas pelo povo sem a
profundidade proposta inicialmente.
d) impedir que o povo conferisse ao movimento um teor libertário, o que terminaria por prejudicar seus interesses e
seu projeto de nação.
e) rebelar-se contra as representações metropolitanas, isolando politicamente o Príncipe Regente, instalando um
governo conservador para controlar o povo.
QUESTÃO 13
Participei de uma entrevista com o músico Renato Teixeira. Certa hora, alguém pediu para listar as diferenças entre a
música sertaneja antiga e a atual. A resposta dele surpreendeu a todos: “Não há diferença alguma. A música caipira
sempre foi a mesma. É uma música que espelha a vida do homem no campo, e a música não mente. O que mudou não
foi a música, mas a vida no campo”. Faz todo sentido: a música caipira de raiz exalava uma solidão, um certo
distanciamento do país “moderno”. Exigir o mesmo de uma música feita hoje, num interior conectado, globalizado e
rico como o que temos, é impossível. Para o bem ou para o mal, a música reflete seu próprio tempo.
BARCINSKI. A. Mudou a música ou mudaram os caipiras? Folha de São Paulo, 4 jun. 2012 (adaptado).
A questão cultural indicada no texto ressalta o seguinte aspecto socioeconômico do atual campo brasileiro:
a) crescimento do sistema de produção extensiva.
b) expansão de atividades das novas ruralidades.
c) persistência de relações de trabalho compulsório.
d) contenção da política de subsídios agrícolas.
e) fortalecimento do modelo de organização cooperativa.
QUESTÃO 14
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A fotografia, datada de 1860, é um indício da cultura escravista no Brasil, ao expressar a:
a) ambiguidade do trabalho doméstico exercido pela ama de leite, desenvolvendo uma relação de proximidade e
subordinação em relação aos senhores.
b) integração dos escravos aos valores das classes médias, cultivando a família como pilar da sociedade imperial.
c) melhoria das condições de vida dos escravos observada pela roupa luxuosa, associando o trabalho doméstico a
privilégios para os cativos.
d) esfera da vida privada, centralizando a figura feminina para afirmar o trabalho da mulher na educação letrada dos
infantes.
e) distinção étnica entre senhores e escravos, demarcando a convivência entre estratos sociais como meio para superar
a mestiçagem.
QUESTÃO 15
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HISTÓRIA CULTURAL DO BRASIL
Os maracatus não festejam apenas as sobrevivências históricas e totêmicas. Festejam a religião. Aproveitam-se do
carnaval, iludiram a perspicácia dos brancos opressores e festejam seus reis, as suas instituições, a sua religião. A
presença do maracatu no carnaval se justifica, ele é o próprio Xangô sem elementos estáticos, místicos, porém os mesmos
cantos e os mesmos instrumentos musicais. Uma diferença, porém – seu templo é a praça pública, o altar é o palanque.
RAMOS, Arthur. O folclore negro no Brasil: demopsicologia e psicanálise. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. (adaptado)
De acordo com o trecho, a realização desses rituais, durante a festividade carnavalesca, cumpre a função de
a) oficializar os registros da luta abolicionista.
b) reforçar a influência religiosa eurocêntrica.
c) purificar o espírito dos dançarinos envolvidos.
d) enaltecer a imutabilidade da mitologia africana.
e) representar o sincretismo cultural afro-brasileiro.
GABARITO – HISTÓRIA
1. D
O texto enaltece o papel dos bandeirantes como heróis que desbravaram o território, apagando as violências e conflitos
do processo colonial. Essa narrativa constrói uma memória “idealizada” da expansão territorial, exaltando bravura e
união racial, em vez de dominação e exploração.
2. C
O trecho mostra que a convivência entre europeus e indígenas gerou trocas culturais e econômicas. Os povos nativos
não apenas copiaram, mas reinterpretaram os ofícios europeus, criando uma nova realidade híbrida de trabalho e
cultura.
3. B
A pintura de Benedito Calixto mostra a catequese jesuítica, momento em que os indígenas são inseridos forçadamente
na cultura europeia e cristã. É um símbolo da dominação cultural imposta pelo projeto colonizador português.
4. A
A chegada da Corte em 1808 trouxe instituições culturais (imprensa, academias, bibliotecas), que impulsionaram a vida
intelectual e artística. O Rio de Janeiro tornou-se um centro de efervescência cultural.
5. C
A resistência escrava não se limitou às fugas: houve sabotagem, rebeliões e negociações. Essas ações demonstram que
os escravizados não foram passivos, mas agentes de sua própria história.
6. E
As irmandades negras funcionavam como espaços ambíguos: permitidos pela Igreja, mas usados pelos africanos para
preservar tradições religiosas e culturais em meio à repressão.
7. E
O texto II mostra que, embora a República fosse representada por uma figura feminina (alegoria da Liberdade), o poder
político efetivo era masculino e militar, evidenciando a contradição simbólica entre imagem e realidade.
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8. C
Durante o populismo (1930–1964), líderes como Getúlio Vargas utilizaram meios de comunicação para construir uma
imagem paternalista e aproximar-se das massas, reforçando o controle político e o apoio popular.
9. E
Nos anos 1950, intelectuais e músicos buscavam uma “autenticidade nacional” na cultura popular, valorizando o samba
e a música do povo em oposição às influências estrangeiras, como símbolo de identidade brasileira.
10. B
A Jovem Guarda foi impulsionada pela TV, que moldou moda, linguagem e comportamento juvenil. O movimento
exemplifica a força da indústria cultural e do consumo de ídolos midiáticos.
11. A
O coronelismo representava a manipulação do voto e do poder local. Por meio de coerção, clientelismo e fraude, os
coronéis mantinham domínio político, fragilizando a democracia.
12. D
A elite temia movimentos populares inspirados no Haiti e nas revoltas baianas. Ao liderar o processo de independência,
buscou controlar o rumo político, evitando uma revolução social.
13. B
O texto mostra como o campo brasileiro mudou: deixou de ser isolado e tradicional, tornando-se conectado e
globalizado. A cultura caipira adaptou-se a esse novo contexto, refletindo transformações econômicas e tecnológicas.
14. A
A imagem da ama de leite evidencia o paradoxo do escravismo: laços de afeto coexistiam com relações de dominação.
A proximidade com os senhores não significava igualdade, mas reforço da hierarquia social.
15. E
O maracatu expressa a fusão entre tradições africanas e elementos do catolicismo, incorporando a religiosidade afro-
brasileira às festas populares, como o carnaval — forma de resistência e preservação cultural.